que nessa condição de escravizados e estabelecemos a nossa religiosidade reconstruída porque você não vai achar que oble é na África e nem terecô e nem Umbanda não tem você vai ter cultos tradicionais o sistema de fá isso foi reconstruído aqui por uma sobrevivência uma resistência então nós somos diversos é o primeiro ponto que eu queria dizer não nos percamos de África esse discurso de dizer que nós não tem nada com África é perigoso e muita gente faz isso entre nós ah o povo quer inventar moda Não façam isso nós somos filhos de África geograficamente nós
sabemos onde nós vamos achar defendam isso porque isso se chama ancestralidade Senão nós somos jogados assim a Deus Dará Eu Não Abro Mão disso segunda coisa nós somos diversos então por favor Parem de nos colocar na panela dosc todo mundo é igual Nós não somos iguais nem fisicamente nem na prática Nossa igualdade está no nosso direito aqui nós podemos falar línguas diferent porque nós somos de de troncos linguísticos diferentes então Cand é uma coisa e este can eu sou do canag que é de um tronco linguístico chamado iub e de um outro tronco linguo chamado
que do Maranhão que predomina o tambor de mina todo mundo aqui sabe disso som bem pouquinho muito centrado no centro em São Lu na capital no interior talvez identidade em um lugar só que eu sa Então o que predomina no Maranhão o tambor de mina também dessa origem e obviamente que nessa mesma vertente tem várias na mesma mina vai ter várias Vertentes de prática e muitas coisas se misturam e que não cabe o externo nos julgar nos avaliar por essa mistura eu posso chegar no terreiro e ver um banda e ter com misturado não é
possível muito possível então no candomblé nós somos dois grandes Trancos linguísticos no Brasil que é o povo banto que vai ter uma diversidade de prática de cané ligada ao povo Urbano que normalmente aqui chamamos de povo Angola língua diferente rito diferente cultura inquice cultura vodum e o povo orubá normalmente vão chamar queto fch que são prátic eu não V aqui dar aula de de história mas a gente precisa falar sobre isso porque quando nós vamos para a delegacia ou pro sistema de Justiça as pessoas nos olham como uma única coisa s fazer o meu Don
e aí uma mãe diou não eu não sou mãe de santo eu respeito muito essa nomenclatura que foi usada para a gente poder defender Nossa maternidade no período colonial a gente faz Santo a gente é mãe de Sant daí eu não desrespeito Esse nome que eu já achei esse nome mas na minha língua na minha tradição cultural eu sou ialorixá ia lour shá mãe de orixá e eu faço estão diss povo acha que eu sou saliente Não eu estou apenas defendendo a minha identidade por quê Porque se nós não desconstruímos isso nós não vamos conseguir
mudar as políticas públicas Então as pessoas quando fazem escrevem políticas públicas elas precisam entender que diversidade é essa para poder dar conta dar muito trabalho então o primeiro ponto segundo ponto que eu queria falar sobre essa diversidade E aí as minhas confusões eu não sou confusa sou reivindicadora de direitos eh de fazer o estado enquanto instituição compreender essa diversidade porque às vezes por exemplo eu sozinha no canom blé não posso representar a banda o porque eu sei falar do Candomblé e posso falar e defender todas as outras Vertentes Mas quem entende de ritual de umbanda
é quem é umbandista quem entende ritual terecô é quem é tereiro do terecô não é isso se eu chamar alguém aqui do terecô ele vai explicar detalhes e nós vamos nos dar bem porque nós somos irmãos mas a gente precisa dar voz a quem é o dono da voz então nas representações políticas é muito importante que o estado reconheça essa diversidade Ah mas não tem vaga para todo mundo gente então não inventa o negócio porque nós estamos reivindicando Participação pra compreensão da diversidade e essa diversidade ela tem prática tem gênero e tem etnia E por
que nós sofremos eu vou o terceiro ponto Talvez seja o primeiro que é o racismo por nós sofremos esses processos de discriminação né quando vocês do Sistema de Segurança Pública fala para nós sobre o barulho sobre a festa me permitam dizer que esta abordagem não acontece da mesma forma com outras práticas e ele disse que nós queremos dialogar com o sistema de segurança pública trazer esse tipo de informação compreendendo o nosso dever o nosso direito mas discutir abordagem humanizada Por que que isso é importante porque quando a gente reduz a prática de matriz africana ao
barulho ao descumprimento do da lei do silêncio eu defendo que todos nós devemos zelar por ela quando eu reduzo a prática ritualística a festa e desconsidero festejo olha são duas coisas diferentes festa festejo ritualística é um monte de conceito envolvido nesse negócio a gente precisa parar e dialogar como é que funciona isso senão a gente não estabelece uma lei decente para atender essas públicas a a o barulho formado pela Caixa que da Igreja Evangélica nos grandes eventos não pode ser tratado no mesmo nível do barulho e relativo às atividades religiosas mar africana ou vice-versa por
quê Porque são práticas religiosas diferente um é mais importante que o outro não os dois tem que descumprir lei de jeito nenhum todosos dois precisam cumprir a lei abordagem dessa forma do cumprimento da lei e da prática ritualística religiosa é precisa ser compreendida pelo aparato de estado e aí eu quero falar sobre isso porque eu tenho divergência com meus companheiros que às vezes viajam num uma história de separar profano religioso eu não gosto dessa discussão que eu não faço profanidade eu cultuo orixa eu discuto religião e meu Orixá tem uma questão anteontem estava lá no
terreiro de mina casa do pai Mariano a morte do boi de Encantado quem sabe que é bo de encantado aqui senhor sabe Car hoje Encantado hã uma de manifestação que envolve alg um sincretismo com o boi com uma brigadeira de boi não não não tem sincretismo é o boi de cantado é um Bumba Boi uma brincadeira de boi mesmo boi que uma entidade da casa religiosa reivindica que seja cultuado ali por alguma razão então n no sábado nós vamos fazer a morte do boi touro da Mata lá no terreiro e leia Maru o que tal
boi morreu foi buscar o boi foi buscar o Mourão no vizinho que acolhe que enfeita que bota os bombones no boi boi já foi batizado E aí no dia da morte a gente sai na rua os Encantados descem se vestem e vão tocando cantando seu tambor seu seu pirão de forma tranquila vai de vizinho busca o boi busca o Mourão volta pro terreiro ali todo mundo dançou fez o ritual da morte do boi vem Cida tem uma cerveja dos convidados tudo no quintal do terreiro tranquilamente o som adequadamente porque tem vizinho terminou tudo tranquilo vamos
para nossas casas pouca gente sabe o que é isso aí um vizinho que não gosta liga para pro 190 barulho per bando às vezes nem tá mas ele não gosta do negócio se este agente público não compreender isso que eu tô dizendo Agora ele pode chegar lá na abordagem derrubando tudo que foi que aconteceu lá em São [Música] Mateus a partir de uma denúncia então aqui a gente vem dialogar na perspectiva de que isso é um processo formativo profundo porque se o agente público não compreender isso que eu tô dizendo agora ele vai chegar na
porta pai Mariano boa noite tudo bem VM aqui porque esse Grand nuncio e tal o que que tá acontecendo vai ter uma conversa não vai aí ele vai lhe explicar isso tudo ah o senhor pode só reduzir o som que alguém reclamou e o ritual vai continuar mas às vezes o som nem tava alto ou às vezes nem tinha som era só o tambor Então essa abordagem ela precisa ser trabalhada para fora e para dentro porque quando se trata de matriz africana vem a carga do racismo institucional porque eu estou falando do lugar que eu
conheço de sentar na delegacia e o a gente dizer delegado a macumbeira tá aí fora e eu escutando lá fora na sala tando mas eu então eu fui para lá fazer tratar de um problema e voltei com três eu fui tratar de um problema fui discriminada lá falando de mim viu gente é conversa não e aí eu voltei com terceiro que foi me sentindo mal mentalmente emocionalmente psicologicamente que se eu não tivesse oxar para chegar e tomar aquele banho de erba que é o sangue me renova eu podia ficar deprimido certo isso é recorrente nós
estamos 24 horas sofrendo racismo eu peço o Uber quando eu entro que o homem me vê vestida na minha roupa ele já levou o susto aí ele tá me prestando um serviço eu entra no Uber ele liga na rádio evangélica bem alto isso é uma [Música] violência aí eu já fico ali eu sou uma pessoa que fui muito bem trabalhada imagine Os companheiros que não passaram por alguns processos gente o racismo ele tem dois caminhos eu falo isso sempre para chocar as pessoas ou você sente vontade de matar o racista você sente vontade de se
matar Isso precisa ser abordado porque faz parte da nossa saúde mental e nós terreiros somos vítimas eu insisto em dizer falo aqui PR a Dra Amanda eu sempre discuto isso com o governo Sem problema nenhum pode não tenho problema deti com governo Parem de nos tratar induzindo a gente para fazer a pena de á interreligioso não resolve porque nós somos vítimas primeiro estado tem que entender que o povo de matz aficana é vítima porque é preto é pobre mora na periferia e faz uma prática de religião de matriz africana de um continente escravizado nós somos
ritimizado 500 vezes nas nossas lutas então quando nós vamos dialogar com o estado enquanto condição de vítima muda completamente figura é você reconhecer no outro direito então nós precisamos discutir políticas públicas para esse segmento porque é esse segmento que está sofrendo violência e aí essa violência não vou ter tempo de falar tudo que eu preciso mas essa violência e Coronel ela tem inclusive Coligação com as facções porque Eles tomam partido no bairro contra nós eu moro num bairro fraccionado isso o estado precisa compreender porque na hora da confusão e eu acompanho os casos eu vou
na delegacia eu vou no ministério público é de lá que D Sam me conhece Dr Agnaldo me conhece que eu sento lá na mesa dele meus companheiros nós vamos acompanhar os casos de racismo que acontece violência São Luís o que que acontece ali dependendo da situação a facção toma partido pelo nosso agressor aí nós passamos a ter medo de morrer por duas razões e às vezes a pessoa retira porque eu acompanho um caso que a pessoa apanhou do faccionado de de Palmeira que qu aquele tá da Palmeira entrou na dele dei uma surra nele e
ele disse manjou pelo amor de Deus eu não quero nem saber de Justiça eu vou morrer tá até hoje com problema de saúde e a gente fica inviabilizado por quê Porque quem vai amparar este Rapaz esse pai p não tem estado não vai nos amparar da termin circunstância Então essa abordagem que eu estou falando e aqui não é para causar nenhum constrangimento mas é um processo de reflexão para nós nos entendermos enquanto papel de estado de segurança pública de sistema de Justiça de terreiro com quem nós estamos lidando como é que essa situações elas se
dão e como é que nós abordamos um problema geralmente não chega muito questão das outras agremiações religiosas normalmente não cheg esse que o senhor tá trazendo o se se o senhor pegar o dado da delegacia de quinos raciais são mais de 400 desde que ela foi criada E aí você tem razão a subnotificação as pessoas têm medo de de de registrar quando registram nós fizemos um levantamento recente na delegacia deais pena que Dr Agnaldo veio eh e a gente analisou mesmo os de crimes raciais que não estão caracterizados Como o racismo religioso iner religiosa tem
um religioso Então esse dado precisa ser tratado melhor porque posso me enganar ao analisar esse dado superficialmente então nós precisamos e é uma reivindicação que a gente tem feito Dr Agnaldo a gente se dá bem apeguei a ele mas entende ele tá condições difíceis de tratar que é a Secretaria de Segurança Pública publicar anualmente um relatório técnico com esses dados para que a gente tenha isso com informação pública e tem essa dimensão inclusive de análise eh do nível do índice crescente de racismo no Maranhão porque o crescente de racismo religioso no Maranhão é alarmante Por
que que o Maranhão não aparece nas estatísticas nacionais Porque nós não temos os dados sistema porque se tivesse estava quase no mesmo nível do Rio de Janeiro infelizmente Então eu estou falando de questões que são pra gente discutir políticas pú PED falar lidade Religiosa e eu compreendo a liberdade religiosa não só a prática da Liberdade em si a prática em si mas a reivindicação e a construção de políticas públ para garantir essa liberdade religiosa não é possível liberdade religiosa no Brasil sem políticas públicas então a dand traz o dado 2007 eu tive a honra de
participar desse processo 2004 nós começamos a discutir de uma legislação e Engraçado que isso nem se deu dentro dos direitos humanosa se deu Ministério Me ambiente Ministério social na época que começou a discutir essa questão de comunidades tradicionais comunidades locais povos indígenas e a determinação de povos e comunidades tradicionais ela se deu dentro de uma briga muito grande nós passamos até da manhã brigando entre nós porque o o Estado dizia comunidades tradicionais aí começamos a discutir entre nós Cigano terreiro quebradeira de coco dona memória estava lá junto comigo nessa noite brigando entre nós por um
conceito que o estado inventou querendo botar nos tudinho numa panela deu 2 horas da manhã nós tav gente nós estamos sendo abestado aqui Como assim por que nós temos brigar e dizer que nós somos essa nomenclatura comunidade se nós não nos reconhecemos dessa forma aí todo mundo parou e disse assim como vocês se definem povos indígenos vocês povo de terreiros cigan nós somos nação nós somos povos você sua comunidade estad Então nós vamos dizer ao estado amanhã de manhã que o decreto tem que ser alterado não é a nossa identidade lembro disso com muita felicidade
eu estava naquela noite lá em Brasília no quando nós discutimos esses termos que o estado trouxe numa minuta de decreto e nós amanhecemos o dia dissemos a ele vocês vão fazer duas alterações inclua aí povos e comunidades tradicionais que é como as pessoas se define ainda com a desgosto que os povos indígenas diz que não querem se enquadrar e com toda a razão que até hoje eles di tem razão e outro é que vocês vão deixar ampliado lista Porque nós não somos só esses 15 que estamos apresentado aqui não tem fim a lista porque vocês
não sabem quem nós somos e nem onde nós estamos então vocês não vão dizer no Decreto que nós somos 15 são 15 os que estão representando mas o estado tem a obrigação de nos mapear e saber quem nós somos e quanto nós somos então de manhã nós fos apresentar essa conversa e hoje o decreto 6040 ele trata de esses dois conceitos de povos e de comunidades são diferentes os dois caminham juntos mas é preciso compreender essa diferença Porque o povo de terreira ele pertence a Nações africanas assim como os ciganos assim como os povos indígenas
que são etnias diversas então quando se fala de povo é diferente de uma comunidade porque esse povo ele tem uma estrutura de concepção de uma nação vinculada ao continente Africano com diferença de prática com ritualista com língua diferente com sistema hierárquico diferente e com língua diferente Então nós não podemos ser tratado reduzido dentro das nossas dimensões nossas referências então conceitualmente isso é muito importante pra discussão das políticas públicas então o decreto 6040 talve seja a primeira das legislações emancipatórias a partir da ridica dos povos tradicionais das Comunidades que trata de políticas públicas nós vamos continuamos
desenhando ele porque depois ele vira decreto ele institui uma política ele instituiu um plano eu fui dois mandatos dessa comissão nacional fui enquanto sociedade civil depois fui enquanto gestora público representando o ministério da cultura Vivi os dois lados ali e depois mais recentemente já acho que no mandato no final mandato de Dilma não me lembro bem já já entrando dominável eh houve mudanças que a gente reivindicava o conselho depois reduziram e era uma comissão nacional depois voltou paraa construção do Conselho Nacional de poos comunidades tradicionais que está vigente ainda não é o ideal mas dali
parte muita discussão e também traz essa discussão pro âmbito mais local né aqui no Maranhão nós já temos depois de qu ano de muita discussão a doutora eh Amanda já trouxe o processo eu participei desse processo enquanto coletivo na junto com várias instituições Federação renfro eh ferma um monte de grupos de terre organizações a gente já apresentou ao governo de Maranhão um protocolo porque na nossa concepção era um protocolo o que nós queríamos dizer nós queremos um atendimento adequado e humanizado no sistema de serviço público quando eu chegar na delegacia existe um procedimento de atendimento
dessas pessoas na saúde a mesma coisa porque eu uso guias eu uso fio de conta se eu desmaiar aqui agora eu tô vestida com minhas roupas sagradas pouca gente pode pensando que isso aqui é um enfeite não é nem todo mundo pode usar Mas quem que vai saber que o pano da costa o alacar de manju é sagrado e nem todo mundo pode pegar el pode colocar em qualquer lugar quem vai saber no lá no hospital se vocês me levassem aqui agora desmaiada como é que tira o Fit de conta de manju onde que eu
coloco os f de conta de manju se eu posso tirar o ojar que tá na cabeça de manju nada disso aqui é enfeite por isso que eu eu brinquei adou diferente do que é muito usado esse termo só nós dialogando e eu já faço aqui uma pauta presente a secretária da gente construir esse processo de diálogo com segurança pública de formação para nós falarmos disso com vocês o sistema de saúde e de de educação foi por isso que nós propusemos o protocolo nós estamos dizendo que uma criança Nossa quando ela tá de preceito ou nós
mesmos nós passamos três meses de preceito usando Branco quando a gente sai da feitura mas o meu trabalho usa Preto Ah se eu trabalhar no lugar usa preto como é que eu me defendo se eu não posso usar preto ou normalmente não posso usar Preto precisa ter algo que me Garanta esse direito Por que que os que os concursos não são feitos aos dias de sábado porque os Adventistas não trabalham de sábado a legislação brasileira alterou em respeito à religião Deus E por que que você obrigado a os apr se eu também tenho direito a
exercer liberdade na religião tem uma desigualdade existe e é para isso que nós somos ativistas a rediscussão do direito precisa passar pela igualdade no sistema não pela nossa posição racial também mas o estado ainda é muito desigual minha feitura coincidiu com a prova de vestibular E eu perdi porque a UFMA não aceitou o meu recurso jurídico de fazer minha prova lá dentro do terreno mas a prova não é feita sábado porque os Adventistas não trabalham [Música] sábados isso está na legislação brasileira então nós estamos falando aqui de direito mas também de muitas desigualdade eu já
vou encerrar que minha conversa que era muito informal mesmo mas trazendo elementos de reflexão é para dizer que quando a gente apresentou o protocolo é na perspectiva de que o governo do Maranhão o estado enquant instituição Estabeleça procedimentos e medidas nesses três setores porque no caso da Segurança Pública não entrou na nossas reivindicações ainda e a gente precisa dialogar melhor sobre isso para que quando os nossas crianças cheguem na escola com os seus filos de conta eles não sejam barrados e eu conheço o regimento interno do sistema de educação boina boné qualquer adereço chama assim
na cabeça é proibido então o nosso OJ nem existe mas se eu chegar de OJ que para vocês é prante na escola eu posso serrada é isso que nós estamos dizendo no protocolo que a SEDU altere o regimento interno para reconhecer as pessoas das religiões africana na sua condição identitária e elas não sofrerem problemas dentro do sistema educacional por conta das suas questões religiosas se o meu aluno tem que passar 3 meses de branco por conta do preceito tem que ter uma normativa na escola que aquele aluno passa a não usar a farda durante os
3 meses porque ele está cumprindo preceito religioso Isso é uma normativa é isso que tá lá no protocolo que virou decreto 3761 anotem aí vocês precisam aprender ler esse decreto todinho de cor salteado por quê Porque o decreto foi a partir do protocolo e ele estabelece essas orientações e eu fico feliz que a Amanda traga essa eu acho que nós precisamos avançar sobre isso com a CEDUC com a saúde e com a segurança pública nesses procedimentos internos como nós vamos alterar a abordagem policial no terreiro isso é um processo de formação para o sistema de
segurança pública para nós de terreiro compreender a legislação e o estado estabelecer normativas que sejam adequadas para lidar com com essa população nós temos muito conflito e os conflitos cham a polícia Então para mim E aí eu aproveito Coronel NS vamos dialogar mais sobre isso porque eu acho que a segurança pública é dos órgãos onde nós temos mais dificuldade nesse diálogo porque é um órgão vocês conhecem Desculpa eu falar assim não é constr ninguém não um órgão já estruturado dentro do sistema e para vocês é novo não novo do ponto de vista de lidar conosco
mas de lidar conosco quant sujeito de Direito de políticas públicas então a gente colocou lá inclusive processo de formação para o sistema de segurança pública não só na abordagem mas na legislação nós vivemos um problema que não tá resolvido que é o das taxas nós temos reivindicado isso que bom que a a sed pop avançou porque no interior essa cobrança de taxa ela é muito emblemática e lá em São Mateus eh a polícia fechou o tambor de pai bisil e eu fui lá conversar escutar ele fui acompanhar na Defensoria Pública escutei todos os depoimentos dos
Pais de Sant que tava ali e ali se deu uma abordagem arbitrária e qual é a grande questionamento ele tirou licença no meio ambiente que é exigido lá em São Mateus não sei se que também funciona assim e não pagou a licença na polícia porque ela trata ainda sobre nós eu queria falar disso como como comum nós estamos no mesmo pacote de quem faz uma festa e vende cerveja não sei como é que tá a discussão da nota e dessa portaria Mas é isso é um gargalo porque o sistema de segurança pública olha para nós
não mais manjou ele envel dec ver se que gente voltando a minha fala inicial nós temos ritualísticas complexas diferentes e não são ruins o boi de Encantado o tamor de criola tem gente que faz o reg dentro da sua comunidade ISO não pode ser tratado de forma comum como o demais uma festa de vender cerveja e um bar não é a mesma coisa isso precisa ser entendido entre nós e no sistema Segurança Pública Então essa essa taxa Eu considero ela pode ser que eu esteja equivocada inadequada nós temos o direito de ser isento e nós
precisamos dialogar com o sistema de segurança pública estamos abertos a isso de estabelecer essas medidas de forma adequada Como é que os o agente público sabe que aquela festa religiosa ou não E aí eu já trago com os meus companheiros nós precisamos respeitar a legislação também mas a legislação el precisa nos respeitar nas nossas condições e quando a gente diz isso nós não estamos dizendo que nós temos direito de infringir nada não é isso porque tem gente que se confunde tem gente nossa que nós vamos lá também dar aparecer para ele que ele tá errado
eu já fui em casa de pai de de terreiro para conversar com pai e a mãe gente você sabe o nível de som do reg então se você desrespeitar isso você te Nossa razão então se acalme e reduz você tá todo errado eu fiz isso o senhor tá errado a legislação existe pra gente obedecer e respeitar então o que não pode é você criar situações desnecessárias para que a gente seja eh Oprimido e fique sem razão Ah mas agora tem um decreto não o decreto não tá dizendo nada disso decreto tá estabelecendo eh parâmetros para
dizer que se a festa do terreiro é o festejo de São Sebastião porque aí nós temos a questão maioria nas práticas sincréticas eh de São Sebastião Santa Bárbara e depois que terminar a gente tem um reg que vai amanhecer ou vai até 2 horas então essa normativa nós precisamos discutir entre nós o estado discutir como é que estabelece a gente respeitar sem ferir a nossa liberdade religiosa eu não gosto de separar o cultural porque eu acho que esse é um risco sou eu não sou convencido mas tem divergência entre nós porque tem companheiros que acham
que tem que separar E aí eu acho que nós vamos entrar no erro de discriminação da nossa prática cultural aqui tá na baixada né sim a maioria dos terreiros escuta r quando termina o festejo de Santa Bárbara vou usar essaa mesmo mesmo até Tendo tendo festeja À vezes começa aí depois para a tem o isso é da nossa cultura é da cultura da machada sim sim por que que não pode ter o t de criola depois do do T eu acho que ele já adquirir PR hã Eu acho que o pessoal já adquiriu essa forma
de de fazer a festa depois sim mas isso faz parte da Cultura como não mas é aonde geralmente aonde eu debato eu acho que já a gente já vai sair da nossa do nosso que na minha festa Como eu faço eu não aceito o quê mas no caso regra tem festa termin a festa de religiosa como eu falo be Porque em vez de ter festa mundana pa colocar C um forró de caixa colocar C de criola eu acho que a gente foge muitas vezes dis daí todo mundo pensa assim não eu penso eu também penso
então a gente precisa dialogar sabe por quê Porque por exemplo lá em Santa Rosa dos Pretos comunidade quilombola tradicional termina o festejo do divino tambor na casa de mãe Severa aí as famílias que vem em outro lugar tem a festa com Radiola o r e todo mundo tá ali na comunidade isso é da cultura local sim mas tô lhe falando inteiro tem a festa é uma coisa terminou fecha Sim mas só que geralmente aqui são tudo junto e deixa de ser terreiro se tiver Então vamos conversar depois sobre isso tá bom que nem aqui que
nós vamos resolver esse é o debate Qual é a normativa e procedimento que nós estabelece para dentro nós terreiro que C estado para manter as nossas tradições culturais dentro de de uma normativa de estado sem inferir Nossa cultura sem nos trazer problema e que a normativa não vai determinar o que é que eu faço deixo de fazer no terreiro porque a normativa não diz o que que a igreja faz de faz Então esse é um diálogo que a gente tem feito porque não é ainda consensuado entre nós e precisa de uma profundidade por isso que
eu faço essa provocação porque eu eu acompanho inúmeros conflitos e inúmeras falas inúmeras discussões com terreiro e eu acho que a gente precisa não chegar a um consenso mas chegar a uma compreensão de estabelecer o Estado como é que a gente vê essa situação porque aí que a gente às vezes é Oprimido Tá mas isso é uma conversa posterior eu já vou encerrar que eu falei demais tomei tento dos outros o meu diálogo aqui era apontando algumas questões com relação à liberdade relig porque nós enquanto matriz africana nós temos sofrido diversas violações mas o que
é mais importante eu acho que esse encontro aqui é importante porque ele traz pra conversa e órgãos públicos O terreiro e a gente começa aquio fazer uma discussão que eu acho que é o ideal de que continue porque a gente precisa dizer ao estado que Parem de nos violar e p políticas públicas que valorizem a nossa identidade Que Valorize a nossa cultura e que promovam e que não nos Coloque numa condição de desigualdade né Isso é um diálogo permanente que a gente precisa fazer vocês se imaginaram há 10 anos atrás sentados aqui ouvindo uma promotora
de justiça e um coronel na no sistema de segurança e secretária conversando com terreiro não não nós nunca nos imaginamos essa conversa nem eu sou mar no não me imaginei nessa conversa mas nós chegamos aqui Será que é porque eles acham a gente Bonito não é porque nós somos existentes nós discutimos nós insistimos nós temos um ativismo E aí a gente provocou no ordenamento jurídico brasileiro mudanças na legislação que dê conta de discutir o direito dos povos comunidades tradicionais isso é muito importante isso é Luo é resultado ISO existência tá então isso tem que chegar
nos municípios tem que alterar também situação no município eu não conheço a lei municipal mas já quero ter a referência para entender melhor a gente tá fazendo um apanhada do que que tem aí nos municípios eh para finalizar gente que essas questões que eu trago às vezes são provocativas não são para criar constrangimento quando a gente discutir o decreto nós passamos 4 anos essa discussão coordenadas pela Defensoria Pública do Estado que nosso assessoramento jurídico muitas coisas precisam ser ajustadas E aí eu sempre dialogo coloco pra Série pop eu sou eh não dizer a palavra contrário
eu acho que o grupo de trabalho não dá conta da nossa representação porque GT ele tem um tempo de encerramento é um grupo de trabalho terminou entregou Acabou então isso não nos dá representação política é uma uma questão que eu tenho chamado atenção então a gente precisa ampliar isso ou uma comissão estadual ou um comitê Estadual o fórum também tem outr mudanç cada um tem um jeito e a gente tem uma representação melhor que dê conta da regionalidade da igualdade de gênero e da prática da diversidade a gente apontou isso na época foi tudo muito
corrido apesar da gente ter passado 4 anos mas eu espero que a s a d já tro reveja essa forma o grupo de trabalho não noses institucionalmente não dá conta da nossa diversidade e ele tem restrição política grupo de trabalho não tem um poder político de determinar deliberar política então a gente reivindica que seja alterado no grupo de trabalho ou para um comitê técnico Estadual uma comissão porque não vai ter um conselho só de terreiro né ideal seria mas não vai ter porque tem outr se não vai ter Então vamos colocar no nível de de
condição política melhorada E aí se a gente tem representação Regional dessa diversidade e as mulheres Porque nessa discussão quantas mulheres nós somos aqui levanta a mão aí mulher terrir somos minoria o patriarcado é importante mas quem manté religão matriz africana é o matriarcado mas quando a gente vai PR as reuniões V os homens e a gente reivindica também esse nosso lugar de mulheres de Aché nos Espaços del liberativo da política pública tá então assim temos muito a dialogar temos muitas coisas a fazer e por fim uma coisa muito importante nós somos muito diferentes nas nossas
práticas mas tome muito cuidado com uma coisa porque eu vou falar isso dentro de casa o colonialismo ele nos dividiu para nos dominar e o resquício do colonialismo às vezes ele é mais forte do que o valor civilizatório africano entre nós certo a gente tem divergências mas não é papel nosso disputar com os outros companheiros se casa de fulano tá melhor do que a nossa se Fulano Tem mais filho do que eu não nos cab é coisa de colonizador a gente ficar brigando perdendo tempo na intriga quando a gente se espanta o opressor já passou
e tratou a gente coisa muito importante a unidade mesmo n diferenças Tem coisas que eu não concordo com certas instituições lá em São luí mas eu estou com elas dialogando nós briga dige e a gente não vai separar porque não dá certo então um exercício que nós temos feito hercúleo há desde 4 anos atrás é fazer com que o governo estado em si Escute as diferentes vozes de representação do terreno porque também é uma violência quando você acha que só Fulano representa não nós temos várias representações essas Ontem mesmo eu vim para cá eí a
gente ficou dialogando biné de uma situação na assembleia e eu falei a reunião foi cancelada disse eu não vou poder Mas deixei lá minha contribuição Os companheiros que estão lá defend nós temos divergência tem mas a gente senta para conversar Olha gente não vai dar certo assim o Fulano tá Fora do Eixo Fulano tá distado tá dentro Norte a vamos alinhar entre nós porque pai a pai B vai sozinho ele não vai representar todos e ele pode ser ulid pel essa força de estado e atrapalhar a organização nós temos organizações próprias então o recado que
eu deixo aqui deixe as diferenças e Construa um processo que nos un principalmente politicamente porque nós só sofrendo de uma mazela horrível nós estamos no ano eleitoral se o Fulano chegar na minha casa e me der um dinheiro para me fazer minha festa do divino eu não quero saber se Fulano B tem festa do divino isso é um perigo porque quando o preconceito chega o racismo se você não chamar seus irmãos você se acaba lá sozinho isso acontece em São a gente acompanhou o caso do pai n por exemplo pai n tá lá na tapé
tem gente que não vai em reunião aí desliga 3 horas da manã manjou pelo amor de Deus tá aqui na minha porta um carro [Música] ah aí o movimento todinho tem que chegar junto certo não pensem que nós isoladamente sozinho vamos dar conta do racismo só se desconstrói racismo de forma coletiva tá e o diálogo ele tem que ser respeitoso tem hora a atenção aumenta dificulta Não tem diálogo mas ele é um caminho e é por isso que eu fiz questão de chegar aqui hoje cansado para entender que eu tenho um papel importante enquant movimento
de colaborar e também da gente aqui em constituição dialogar enquanto movimento e encontrar saídas para uma coisa fundamental respeito ao direito das religiões de matriz africana isso é o nosso objetivo Não interessa que Fulano é político e tal o nosso papel aqui é manter uma unidade o respeito e vocês caminharem junto quanto mais vocês conseguirem se juntar coletivamente em Pinheiro para defender vocês como um todo melhor será para vocês não ajam isoladamente que a gente vai se perder no caminho Muito obrigado