A própria alimentação, né? Eu olho hoje, falo assim, eu já recomendei dar 4 L de leite pra bezerra, né? É um pecado, né? Fazer isso, subnutrindo, né? >> É subnutrição total, né? Então hoje a gente já sabe que você adotar aí uma uma alimentação mais mais intensiva, não digo nem mais intensiva, né? Ela ela é correta se a gente for olhar do ponto de vista nutricional, né? >> Interessante, né? Nessa questão de de Custo de produção, né? Que os dados do BMAC do Reago GR na gestão por resultado mostram muito interessante, né? praticamente 80% do
custo de produção de eleite são três itens, né? O mais importante, né? 50, 60%, [música] é a alimentação. >> Exato. >> O segundo é o custo do de reposição e o terceiro é mão joga. Então, quando a gente tá falando desses três, então de 78 a 80% do custo de produção, são esses Três e pontos aí, né? Da importância de sermos eficientes. Evoluiu foi a o diagnóstico também, né, de das forragens, né? Antigamente, né, quando você tinha, você demorava [música] aí 20 dias, 30 dias para você ter um um valor de proteína bruta FDN, né,
nos laboratórios, né, e hoje, né, perfis de proteína, de nitrogênio numa forragem, né, e a digestibilidade desses componentes de carboidratos, isso aí em 48 horas, né, >> exato. com uma precisão alta, né? Eu falo assim para nós dois, né? Eh, quantas dietas nós fizemos sem saber com qual forragem estávamos trabalhando? >> Sem dúvida. >> Não foi, no meu caso, não foi uma, nem duas, mas a gente sabe que, né, a análise química, né, ela é ela é trabalhosa, né? Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do podcast. uma iniciativa do 3 Bersolo, onde a gente
tenta conectar eh insites que e que interligam dados, diagnóstico e tecnologias na área de nutrição. O, eu sou o Euller, eu faço parte da equipe do técnica do 3 Ribersolo. [roncando] E hoje nós vamos falar eh nosso convidado é o Ricardo. Ricardo é médico veterinário, consultor e facilitador do Reagro, eh atuando aí há vários anos na área de ensino, né, do Reagro, como eh Facilitador dos cursos de pós-graduação e de capacitação do Reagro, assim como é coordenador da pós leite, né, do Reagulo, que é um curso aí que tem mais de 25 anos de existência
e ao mesmo tempo conduzindo consultoria, sendo nutricionista, né, consultor em fazendas leiteiras, eh, em vários estados aí do Brasil. Bom, o objetivo nosso é a gente realmente ver eh aprender um pouco com Ricardo nessa nessa nessa parte de de Nutrição de gá de leite, eh principalmente pensando, né, eh em como que a gente pode utilizar a nutrição, o diagnóstico, né, dados, a gestão para obter maiores resultados na atividade leiteira. Então, eh, inicialmente eu gostaria, eh, de agradecer a sua presença, Ricardo, né? É sempre bom a gente encontrar novamente e perguntar para ele assim inicialmente O
que que é nos últimos 20 anos, o que que mudou na nutrição de gá de leite, na sua opinião, que teve um grande impacto no nos sistemas de produção. >> Hum. Ol, obrigado aí pela pela apresentação. Satisfação tá aí com com todos participando desse desse evento aí, né? sempre uma satisfação tá discutindo com você, né, um dos dos mentores aí que eu tive aí nessa nessa trajetória também da da nutrição. Então assim, são são muitas coisas, né, Que eu acho que que mudaram aí, obviamente muitas eu acredito para pr para melhora ao longo desses desses
desses 20 anos, né? Eu comecei a a trabalhar com nutrição ainda na na graduação ainda, né? Eh, eu fazia parte do grupo do leite, né, na na época e tive a oportunidade de em alguns momentos trabalhar realmente em algumas fazendas durante a graduação com nutrição. Então, eu fiz nutrição para uma fazenda de 10 vacas, que era um Asilo lá em Nepomceno do do Marcos Marcos Veiga, que era o o coordenador lá. Eh, e também tive oportunidade de trabalhar com o pessoal lá de Lavres, que tava começando uma fazenda de de 20 vacas. Então, meu primeiro
contato com a nutrição era era isso. Então, quando você me perguntou aí de desses 20 anos, o que que evoluiu, eu tentei buscar aqui na mente o que que o que que eu vivi um pouco lá no início para tentar fazer um Fazer um comparativo aí ao longo dessa ao longo dessa dessa jornada. Eh, quando eu me formei, né, assim, muito muito do que a gente tinha para para trabalhar, eh, ainda era um pouco confuso, né? Acho que a gente ainda não tinha uma maturidade que a gente tem no setor leiteiro hoje. Então, ainda existia
uma discussão muito grande em termos de qual que era o sistema de produção ideal pro Brasil, né? A gente vivia naquela época Lá do do que quando foi eu quando eu formei e quando você retornou dos Estados Unidos, né? Eu me lembro quando eu comecei a trabalhar, você tava voltando dos Estados Unidos, né? Naquela época ainda existia ali nos anos 2000 até 2003 ainda existia um questionamento muito grande, né, de do que que seria o modelo de produção eh ideal pro pro Brasil, né? E por que que eu falo isso dentro do contexto da nutrição?
Porque a nutrição ela ela tá de certa forma inserida na definição do sistema, né? Então assim, a própria definição do sistema de produção se confunde um pouco com a com a com a nutrição. E o que que era a realidade naquele naquele momento, né? Ah, existia um decline muito grande dos sistemas de confinamento, né? Assim, por eh por trabalharem muito com média baixa, custo alto, né? Apesar de apesar dos produtores não terem muita informação Ainda, né? Então, ninguém sabia ao certo o que que era o custo, né, de um sistema ou de outro. Então, era
muito baseado no na experiência, no que eh no sucesso de um ou no insucesso do outro, né, a a discussão. E naquele momento também existia um pouco da ascensão, né, de num determinado momento da volta dos da discussão dos sistemas de pastejo. Então eu comecei a, quando eu comecei a trabalhar tinha muito desses dois Sistemas aí nesse, nesse e nesse contexto. Então, nos sistemas de confinamento, por exemplo, ainda era muito comum, né, a gente chegar e achar uma alta prevalência de vaca manca, né? Então, muitos, né, chamavam pejorativamente a vaca holandesa de pé inchado, né,
porque era muito comum, né, era frequente você chegar nas fazendas e ver aquelas vacas eh ou claudicando muito, né, ou realmente aquela vaca que já tava deitada, que você sabia que o Prognóstico daquela vaca ali seria sair da fazenda, né? Ou ela ia ser descartada, ou ela ia ela viria a a óbito, né? Eh, me lembro muito bem que a frequência de de de deslocamento de abomazo era algo surreal, né? Então, tinha fazenda que semanalmente, né, você tinha um caso de deslocamento de abomazo. E às vezes nas discussões técnicas nossas eh surgia o comentário: "Ah,
não, se você tem deslocamento de abomaz na sua fazenda, Porque a sua vaca é boa de é boa produtora, né? É um rebanho de média alta. E hoje a gente sabe que tudo isso, né, tanto os problemas de de casco quanto os problemas de as desordens metabólicas, né, que daí incluído o deslocamento de abomase também, a gente sabe que isso aí tem um fundo nutricional muito grande, né, não só da parte de formulação, mas muito também envolvido com manejo nutricional. E quando eu olho paraas fazendas de hoje, Né, e faço um e faço um um
reflexo aí do do passado nesse nesse momento, eu vejo hoje, né, você ter um caso de deslocamento na fazenda incomoda, né? Você chega na fazenda, o cara teve um deslocamento lá, ele quer saber o que que tá acontecendo, ele, né, eh, quer checar a dieta, quer ver qualidade de mistura. é algo que, vamos falar assim, eh, virou inaceitável nas fazendas, né? Obviamente a gente tem casos ainda, né? A gente sabe que não Não é algo que a gente vai conseguir zerar, que é inerente ao sistema, mas a gente tem um, acho que comparativamente ao ao
aos 20 anos, é algo muito muito menor, né? Então hoje você não entra numa fazenda boa, eh, eu te garanto que você não vai achar uma vaca lá mancando. Você vai pegar uma vaca, talvez com scod claudicação 3, que é aquela vaca que ainda tá arqueada, né? Mas aquela vaca que chega num nível de claudicação eh preocupante, né, que que agride aos Olhos, essa essa vaca nas fazendas boas, ela ela inexiste ou ela é uma ou ela é uma exceção, né? >> Existe um uma mudança muito grande no foco no conforto animal, né? É isso.
>> Exato. Acho que conforto, né? A própria formulação, né? eh uma evolução muito grande no nos equipamentos, no gerenciamento de de forma de forma geral. Então assim, nesses 20 anos mudou muito, né? Então assim, mudou um pouco o sistema também, né? Então a gente viu Que ao longo desses anos eh o confinamento ganhou força de novo, né? No Brasil, principalmente aí a partir de 2010 aí, mas intensificou muito a partir de 2014, né? eh uma intensificação muito grande do do do confinamento, principalmente com com o advento do composto, né? E aqui não não tô fazendo
um uma uma afirmação de que o composto é melhor que o sistema A ou B, né? Mas eu falo confinamento de forma geral, ele ganhou corpo eh muito muito muito Grande. Eu acho que o produtor ele ele acabou aprendendo a lidar com essa vaca de de alta produção. Então, hoje as fazendas com, né, mais de 35 de média, fazendas com 40 de média, 45 de média, né, coisas que lá no nosso no nosso ídolo lá de de 2000, 2003, né, era algo inexistente, né, no no no Brasil, né, ou algo às vezes utópico, né, e
a gente como técnico, né, sofria por causa disso, né, você fala assim, nossa, vai lá no americano lá, o cara tá, qualquer Fazenda que você chega lá tá com 35, 38, né, hoje muito mais, né, mas naquela época já existia as fazendas. né, que já tinham 40 de média naquela época. E as fazendas de confinamento aqui no Brasil pelejando com 22, 23, 25, né, que era algo muito muito a quem do do potencial do do sistema. E aí eu eu falo um pouco dessa mudança do do sistema, porque a nutrição ela teve que acompanhar essas
essas mudanças, né? Então eu acredito que não não dá nem Para saber o que que que veio primeiro, né, ou o que que puxou um ao outro, né, mas acho que foram coisas que caminharam eh juntas ao longo do tempo. Então, por exemplo, se a gente for fazer um balanço geral aí pensando nas categorias, né, pensando na nutrição por categoria, né, então veja, por exemplo, a questão da da da criação de bezerras, né? Então, se a gente pensar o que nós evoluímos aí em termos de manejo que a gente implementa hoje, tecnologia que a Gente
adota hoje, desde o dia que a bezerra nasce, né, até ela virar uma novilha, né? Então, pensa bem, antes a bezerra nascia, não existia protocolo na fazenda para pr pra colostragem, né? Existia avaliação, talvez uma avaliação do colostro, né? Mas na maioria das vezes, na maioria das fazendas, né? era eh a hora que desce a vaca ia lá para ordenha, retirava o colostro e fornecia para bezerra. Todo mundo sabia da importância Do processo como um todo. E hoje não, hoje se tem uma métrica de avaliação. Você tem uma métrica de avaliação se a colostragem foi
eficiente ou não, né? Eh, então todo esse manejo aí da bezerra recém-nascida, ele mudou muito. A própria alimentação, né? Eu olho hoje e falo assim: "Eu já recomendei dar 4 L de leite para Bezerra, né?" Então você fala assim, né? Com o olhar de hoje, você fala assim: "Cara, isso é um é um pecado, né, fazer isso >> subnutrindo, né? >> É subnutrição total, né? E existia lá no 2003, né? A a a as fazendas que trabalhavam com menos de 2 L por dia, menos de 4 L, né? Perdão, menos de 4 L por dia,
né? Mas 4 L era recomendação padrão na na época. Então hoje a gente já sabe que você adotar aí uma uma alimentação mais mais intensiva, não digo nem mais intensiva, né? Ela ela é correta se a gente for olhar do ponto de vista nutricional, né? Que que é o Correto pra bezerra, né? Ela receber o o os nutrientes que ela precisa para desenvolver bem e para passar nessa nessa para passar essa fase, né? Um conceito muito muito adotado também pelos produtores de maneira geral, né? Eh, era investir pouco nas categorias mais jovens, né? Então, via
de regra, o produtor tentava economizar de alguma forma na recria, porque eram os animais que não geravam receita, né? E geralmente o produtor tentava economizar Nos animais mais jovens, né? E hoje a gente sabe que isso eh não faz o menor sentido, porque o animal mais jovem, ele é muito mais eficiente em converter alimento em em desempenho, né? Então, biologicamente ele é mais eficiente e e além disso de uma forma muito mais de muito mais eh econômica. Então, acho que teve um avanço muito grande aí nessa nessa nutrição da das novilhas, muito no sentido de
eh olhar mais para os Animais, né, de de tentar trabalhar as novilhas de uma forma correta também, né, até o próprio balanceamento de dieta, né, muitas vezes não não existia um balanceamento de de dieta para pras novilhas, né, era uma quantidade às vezes padrão de concentrado, mas a quantidade de silagem que que o animal desse conta de comer ou a quantidade de pasto que o animal desse conta de comer, né? Então, hoje a gente já formula, já tem uma métrica de de desempenho mais Mais estabelecida, né? E aí assim, voltando um pouco para essa estratégia
das novilhas, que eu acho que mudou foi muito esse foco, né, de realmente você colocar desempenho, eh, acelerar o desempenho nas fases, nas fases, eh, iniciais, né, e depois realmente você ter até uma uma estratégia não contrária, né, e obviamente não de subnutrição, mas de você até limitar um pouco a ingestão de energia do animal, né, para essa novilha Não vir a parir com sobrepeso, né, ou com uma condição corporal a quem do do desejado. Então, acho que assim, isso foi uma uma uma mudança muito grande, um aprendizado muito grande ao longo dos anos e
dá essa tensão, né? E agora a gente tem visto mais coisas, né? Por exemplo, pega lá anos anos 2000 lá, né? Os sistemas de confinamento ou mesmo sistemas a pasta, obviamente a Recria tinha acesso à pasto, né? mesmo os animais confinados, Né, elas tinham um certo acesso à pasto. Então, mesmo que você não contasse com aquele alimento lá, né, ela tinha acesso ao passo. E aí, por que que eu falo dessa da importância disso? porque coloca um um elemento na nossa história da nutrição aí que ele é ele é complexo, né, que é o que
é o carrapato. Então eu me lembro muito muito, né, das dietas que eu formulava antes, né, tanto para para tanto pros animais a pasto Quanto pros animais confinados também, mas que ficavam em piquetes, né? Eu vejo que a o volume de suplementação concentrada que a gente fazia, né, há 15, 20 anos atrás, ele é muito maior, né? Pelo menos eu vou falar assim, pelo menos nas minhas formulações, eu posso falar isso com muita tranquilidade, ele era pelo menos uns 30 40% maior do que a que eu faço hoje, tá? E o desempenho que eu tenho
hoje, ele é o dobro, Com certeza, com muita tranquilidade do que eu tinha antes. provavelmente porque as novilhas gastavam muita energia, né, [limpando a garganta] para no sistema imunológico, principalmente, né, e principalmente na capacidade de adaptação, né, o estress causado pelo ambiente, né, e o ambiente, carrapato, vermes, né, consumindo grande parte aí de energia no sistema imunológico, né, >> e assim, o nível de de espoliação é altíssimo, né? Então, por exemplo, Hoje com com os modelos nutricionais que a gente tem a expectativa de ganho, né, pela pela dieta que você tá fornecendo, né? Então, por
exemplo, há um há um [roncando] tempo aí, quando você tinha esses animais aí expostos ao carrapato aí, né? Eh, você tinha uma expectativa, você fazia uma dieta com expectativa de ganho para 1 kg, 1,2 de energia e proteína e etc, né? E o animal ganhava 500. dependendo do nível de infestação, da Maneira como a fazenda lidava com com o carrapato, eh ganhava 450, né? Então hoje você com menos suplementação eh eh energética, os animais chegam, ou seja, elas conseguem ganhar aquilo que o modelo tá de certa forma [roncando] te predizendo, né, de acordo com a
dieta que você tá formulando. Então assim, o o o nível >> você tem muito maior previsibilidade Bem, né? o nível de de de espoliação do do carrapato é algo, na minha opinião, é é surreal. Isso a gente tem tem visto hoje, né, com controle maior que as fazendas estão fazendo, mesmo aquelas que ainda t, né, que o animal ainda tem contato, mas também com o advento das fazendas que vieram a confinar os animais, né, que aí você vê de forma muito muito nítida isso. E aí, obviamente, não é só o carrapato. Eu coloquei o carrapato
no contexto porque A hora que eu olho para trás, eu acredito que ele era o grande, era o grande vilão. Mas obviamente tinha outros, né? as estruturas de coxo, eh, a questão de sombreamento, que também obviamente interfere aí nesse, nesse nesse desempenho. Então, do ponto de vista da dos animais jovens, eu acho que houve uma houve uma mudança muito grande. Então, as fazendas hoje, as boas fazendas, né, se a gente for se a gente for avaliar, os animais Estão parindo com 23 meses e meio, né, com 650, 640 kg, né? Então é uma, e antes
fazendas boas eram o quê? 28, 30 meses, né? Mesmo as fazendas confinadas. Então houve um ganho muito grande aí na questão do do do desenvolvimento da da recria, né? Outro ponto que eu acho que vale a gente mencionar aí também nesses nesses nesses anos, né? E aí eu acho que você tem muito mérito nisso aí, né? Eh, você trouxe essa essa discussão, né? Você tava no meio dessa dessa dessa ciência naquele momento, né, que era a questão do dos animais do do período seco, né, tanto das vacas secas quanto das vacas eh das vacas secas
mesmo, né, das vacas pré-parto e do pós-parto, né? Essa discussão começou lá na tua tese de de doutorado com com Rick Grammer e você tava chegando no Brasil lá no nos 2003 trazendo esses esses esses conceitos. Essa foi uma essa na minha opinião Também foi uma virada de chave muito grande na na na nutrição, que ao longo desses 20 anos aí a gente teve uma evolução muito grande em termos de entender melhor, né? Eu acho que ainda provavelmente vai surgir mais coisas aí, né? Mas de entender melhor esse período, né? Eh, nesses 20 anos o
produtor também comprou mais a ideia que era o mesmo conceito da recria, né? Ah, para que que eu vou dar eh conforto >> para uma vaca seca, né? >> Para uma vaca seca, para uma vaca pré-parto, né? Essa vaca não tá dando leite, a exigência nutricional dela é baixíssima, né? E de fato a exigência nutricional dela, né, comparada com uma vaca de leite, né, ela realmente ela não é uma exigência, ela tem algumas exigências específicas que a gente precisa atender, mas na parte do do manejo, né, coisas que vão impactar na incidência de Doenças, mas
na parte do manejo, na parte do conforto, né, muito provavelmente elas são mais sensíveis até do que do que as vacas já em em lactação, né? Então, acho que esse foi outro outro aprendizado muito grande também ao longo dos anos, o manejo dessa dessa categoria. E aí eu falo não só na na questão nutricional, obviamente acho que na questão nutricional surgiu muita coisa, né? surgiu muita proposta de manejo, surgiu Muita pesquisa que dá subsídio para você tomar a decisão lá na fazenda, né, de que nível de proteína que você vai utilizar, qual que é o
nível de energia que eu vou adotar na na dieta dessas vacas. Eh, do ponto de vista também da nutrição, né, eu acho que a janela e principalmente pré e pós-parto, né, ela ela te dá uma oportunidade muito grande para usar alguns aditivos, né, que eles são mais caros, né, mas como são Aditivos que têm um efeito residual alto na lactação, então a hora que você dilui o que você gastou nos 60 dias, né, pelos 360 dias da lactação, eh, ele se tornam altamente atrativos. Então ele é um período que te permitiu muito isso e e
ao longo desses 20 anos a pesquisa mostrou muita coisa interessante nesse nesse nesse período, né, para você adotar de de estratégia. E de novo, né, não só do ponto de vista nutricional, mas do ponto de vista do do Manejo como um todo lá na lá na na fazenda. Ricardo, e vamos falar um pouco sobre a importância do do manejo nutricional, da nutrição dentro do sistema de produção de leite, né? Como é que você ranquearia a importância do manejo nutricional, da gestão da nutrição dentro do sistema de produção de leite? >> É igual nós falamos lá
no no início, né, Yule? Eh, acho que hora que a gente falou da a Própria definição do sistema de produção, ele se confunde com a nutrição, né? Porque muitas vezes a hora que a gente fala: "Ah, o sistema, qual sistema que você trabalha?" "Ah, eu trabalho com sistema pasto, aí eu trabalho com sistema de confinamento, né? Então, no sistema de confinament, a hora que você fala que é o sistema de confinamento, o que que tá embutido no que a gente tá falando? ou essa vaca tá recebendo a alimentação 100% no coxo. A Hora que eu
tô falando de um sistema pasto, muito provavelmente eu tô falando assim, ó, parte da alimentação, essa vaca tá vindo do pasto, né? Então, o próprio conceito de sistema de produção, ele se mistura com a com a nutrição. E eu acho que isso tem um uma relação muito muito simples, porque a hora que a gente olha a nutrição dentro do sistema, ela vai ser responsável pela receita, né? porque ela interfere diretamente no volume de leite que eu tô produzindo, Né? Ou no desempenho das bezerras que no no pela boca, né? É, exatamente. E então ela vai
influenciar diretamente na receita. E outra, ela representa invariavelmente, né, nos no nosso banco de dados, isso fica muito claro, né, no banco de dados do do das fazendas assistidas pelo reagro aí que tem o que tem o o acompanhamento do GR, isso representa de 50 a 60% do custo de de Produção. Então, se você não atua em algo que representa de 50 a 60% do seu custo de produção, eh, na minha cabeça isso é inconcebível, né, na na fazenda. >> E é uma coisa interessante, né, nessa questão de de custo de produção, né, que os
dados do Benchmark do Reagro GR na gestão por resultado mostrem muito interessante, né, praticamente 80% do custo de produção de leite são três itens, né? O mais importante, né, de 50 a 60% é a alimentação. >> Exato. >> O segundo é o custo do reposição e o terceiro é mão de obra. Então, quando a gente tá falando desses três, em torno de 78 a 80% do custo de produção, são esses três eh pontos aí, né, da importância >> de sermos eficientes nesses três, né, nesses três itens de custo, né, dentro do sistema de produção. É,
eu acho que é assim, é inconcebível, né, você pensar no sistema de produção de de de leite, né, e e não ter um foco na na questão nutricional. E aí nós estamos falando muito ampla, né? Acho que é importante a gente eh esclarecer aqui para quem tá tá tá nos ouvindo, né, que quando a gente fala nutrição, né, muitos, principalmente talvez os técnicos, né, acham que é aquela etapa ali da formulação da dieta, né, do definir os Níveis nutricionais. E a nutrição como um todo, eu acho que ela é ela ela é muito mais ampla
do que a do que a formulação, né? Inclusive, né, o o técnico ele precisa est dentro desse desse desse desse contexto, porque as decisões nutricionais de qual alimento que eu vou utilizar, né, e etc, não é simplesmente relacionado a à análise bromatológica daquele alimento, né? Então você vai ter que analisar se a fazenda tem capacidade Para estocar aquele alimento, né? Se se realmente a ele vai ter uma participação significativa na dieta, né? Obviamente a questão de de mercado desse desse desse alimento. Então, a hora que a hora que a gente fala da da parte nutricional
aqui, né, a gente tá falando de algo que algo que faz parte do negócio, né? Então eu acho que sempre que o que o que o técnico, né, responsável pela nutrição eh de uma fazenda, ele tem que ter essa Essa visão do todo de falar assim: "A nutrição faz parte do do negócio, né? Então isso é acho que é fundamental na na discussão aí também. >> E você falou um um ponto aí que eu acho muito importante, né, que muitas vezes o o processo mais simples é a formulação da dieta. Exato. >> Né? Fazer dificuldade
é fazer com que a dieta chegue na vaca, né? >> Sim, com certeza. >> Essa dieta formulada seria mais próximo Possível da dieta consumida, né? E e esse é o grande assim desafio, fazer com que a dieta formulada pelo técnico seja mais próximo possível, né, da dieta consumida e aproveitada pela pelo animal, >> né? Então isso está muito relacionado, né, com os fatores de gerenciamento, né? >> Sim, com certeza. com com o treinamento de pessoas, com motivação de pessoas no sistema, né? Um pouquinho, na verdade que quem tá fazendo isso é o operacional Da fazenda,
né? Exatamente. >> Esse eu acho que é um esse realmente eu acho que é um eh na minha opinião é é onde a gente precisa ter mais precisão. >> Sim, talvez esse é um ponto que já evoluímos muito, mas ainda se tem acho que um um campo aí para para se trabalhar, né, principalmente com com as novas tecnologias de monitoramento chegando aí, né? Então eu acredito que a gente vai ter mais informação para para tomar mais decisão, né, analisando o Quão preciso estamos sendo na na alimentação dos na alimentação dos animais. >> Você falou um
negócio interessante, Euller, que é a a questão da formulação, né, que é que é falar assim: "Ah, é muito simples, né?" Falar assim, é relativamente muito simples, mas foi algo que que evoluiu muito também, né? Então os modelos nutricionais aí surgiram, né, mais robustos, né, com maior capacidade de de predição. Então, Por exemplo, quando quando eu me formei, né, eh eu me formei trabalhando numa planilha de Excel, que é a planilha lá de Lavras, né, famosa planilha do do Kiko. Um abraço pro professor Marcos aí, né, eh, famosa planilha do do Kiko, né, que a
gente tinha lá em Lavras, né? E era um, e é um balanceamento o quê? Um balanceamento químico, né? Você vai lá e balancear por nutrientes. Então vou colocar lá proteína, eh, carboidrato, Gordura, mineral e etc., né? E com o advento aí dos modelos, né, a gente já começa a falar em em em proteína metabolizável, né, em energia líquida predita por um NDT calculado a partir de digestibilidade real, né? eh, de dados mais confiáveis e isso vai tudo vai te dando mais previsibilidade, mais ajuste, né? Então, se pegar lá nessa época que eu formulava com a
planilha, né, e você com algo similar lá Que era o Spartan, né, muita gente que tá ouvindo a gente deve ter utilizado aí o Spartan também. Então, a gente fazia, formulava dieta nisso e isso evoluiu também, né? a gente não falava em em amido degradável, né? Eh, e uma série de de pontos, né? Não existia uma discussão de de aminoácido, ainda tinha uma um foco muito grande no no teorína bruta da dieta, né? Então isso tudo foi evoluindo com com com o advento do modelo. Então a nutrição ela Evoluiu também do ponto de vista da
da nossa capacidade técnica de de formular, né? Mas pegando hoje, né? A hora que a gente vai pro campo aí e uma outra coisa também que evoluiu foi a o diagnóstico também, né, de das forragens, né? Antigamente, né? quando você tinha, você demorava aí 20 dias, 30 dias para você ter um um valor de proteína bruta FDN, né, nos laboratórios, né, e hoje você tem condições, né, de ter uma análise muito completa, né, com esses perfis de Carboidrato, né, perfis de proteína, de nitrogênio numa forragem, né, e a digestibilidade desses componentes de carboidratos, isso aí
em 48 horas. né? >> Exato. >> E com a precisão alta, né? >> Eu falo assim para nós dois, né? Eh, quantas dietas nós fizemos sem saber com qual forragem estávamos trabalhando? >> Sem dúvida. >> Não foi, na, no meu caso, não foi uma nem duas. >> Sim, >> né? E as empresas, né, tentaram de certa forma, né, fazer fazer as análises, né, mas a gente sabe que, né, a a análise química, né, ela é ela é trabalhosa, né, ela ela é onerosa, ela não é barata, né, então a gente entende a dificuldade. Então, muitas
vezes eu fiz isso e eu olho isso, né, com com a vivência de Hoje, né, com e fala assim, você para um minutinho e fala assim, cara, como é que eu fazia isso? Como é que eu dava conta de fazer a dieta? Né? >> Sim. Então, olha a a baita da da evolução que a gente teve nesse nesse nesse sentido. E aí, né, essa questão das análises, eu acho que ela foi fundamental, inclusive para validar os modelos. >> Sim, >> porque os modelos eles são dependentes Das informações, né? Então, quando a gente fala da da
da nutrição de de precisão aí, né, que tá em em que tá aí na [roncando] na moda, né, na na discussão, e eu acho que a gente tem que ser preciso mesmo na formulação, embora, particularmente aí do que eu tenho visto, né, pela e pela vivência que eu tenho aí na nas fazendas, eu acho que nós estamos precisando de muito mais precisão No que tá chegando pra vaca lá. Sim, >> né? E mas enfim, mas eu acho que a gente tem que ter precisão na formulação também. Nós como nutricionistas, né, não podemos também nos dar
o luxo de sentar no computador ali para fazer a dieta e a dieta já partir com uma margem de erro grande da tela do seu computador, né? Então, eh, a nutrição de precisão, ela é uma uma soma de todas as ações, né? >> Sim. E aí, daqui a pouco nós vamos falar Sobre nutrição de precisão. Antes da gente entrar em nutrição de precisão, eu queria falar assim ou qual que são as características do ponto de vista de nutrição e manejo nutricional das fazendas de maior lucratividade que você tem eh assistido no campo? Que quais são
as características dessas fazendas de maior lucratividade [limpando a garganta] do ponto de vista de nutrição e manejo nutricional? >> Uhum. Eh, de vamos falar de forma geral, são fazendas que eh trabalham bem a gestão. E aí quando eu falo gestão, eu acho que eu não vou, né, eu não posso falar que é só da nutrição, né, porque dentro da fazenda a nutrição ele é uma ele é ela é parte de um todo. Então eu acho que são fazendas que têm trabalhado bem a gestão de forma geral, tá? Mas do ponto de vista eh nutricional, eu
Acho que são fazendas que têm conseguido fazer forragem de qualidade. Acho que esse é o primeiro ponto, né? Acho que sem forragem de qualidade você não vai conseguir desempenho, né? Aí muitos nutricionistas aí vão vão saber disso. Você sabe disso muito bem. Eh, a gente consegue corrigir a forragem de baixa qualidade até certo ponto, né? Mas dificilmente a gente vai conseguir fazer isso na na totalidade de maneira a a manter o mesmo mesmo desempenho. Então, Acho que são fazendas que têm gerenciado bem a agricultura, né, para ter uma forragem de qualidade todo todo ano, né?
E aí, né, na questão da forragem é o processo inteiro, né, que eu acho que vai desde da condução da da lavoura, né, em termos de sanidade de de de planta, né, e produtividade. E depois os aspectos de de colheita, compactação, né, conservação, eh, manejo de retirada, isso tudo, isso Tudo faz muita diferença. Então, ou seja, você vê uma ligação muito forte, né, da qualidade da forragem, né, e e a eficiência agronômica na fazenda. >> Exato. Ela é ela é fortíssima, né? Acho que assim, as fazendas que desempenham bem, né? Hum. Pode olhar a forragem.
forragem é boa. Não tem como desempenhar bem sem forragem boa. >> Na minha cabeça são coisas >> que não não eh, vamos falar assim, que elas andam juntas, não tem como andar Separado. Ou seja, forragem boa, desempenho bom, >> OK? >> Não tem outra outra maneira. Então, acho que a forragem é um ponto, [roncando] >> nada substitui a qualidade da forragem para rebanhães de alta produção, né? >> De jeito nenhum. O dia que você, o ano que você produziu forragens de pior qualidade, você tem menos receita e maiores custos. >> Maiores custos. >> Ou seja,
>> a matemática é muito simples, né? [roncando] Não, não tem não tem outra alternativa. >> E então essa questão da forragem, eu acho que é que é que é fundamental, né? [roncando] Eh, outro ponto que eu que eu acho importante, a fazenda conhecer as vacas e cuidar das vacas. Então eu gosto muito de falar assim, eh, a fazenda que que tende a conhecer mais os animais, a a ser mais Inconformado com com mortalidade, com descarte alto, assim, a gente sabe que, né, nos sistemas nossos hoje intensivos, né, a gente tem uma taxa de mortalidade, a
gente tem uma taxa de descarte, né, Mas a gente tem que trabalhar dentro dos níveis aceitáveis. Então eu vejo as fazendas que trabalham isso melhor, que tem descarte menor, mortalidade menor, são fazendas que também, de certa forma, Cuidam das vacas melhor. >> Você acha que essas fazendas têm uma preocupação maior com conforto animal do que outras? >> Sem dúvida. Sem dúvida. com com o conforto das vacas, que é algo fundamental aí para para pra dieta funcionar, pra nutrição funcionar, né? A gente sabe que a vaca é mais eficiente se ela tiver confortável, né? já tá
assim provada a ciência já nos mostrou isso de de várias formas, com Com muitos trabalhos aí que que principalmente no nosso caso, né, de de Brasil aí, né, na grande maioria dos estados, né, provavelmente no Brasil inteiro, né, talvez em alguns estados o ano todo, né, mas o estresse calórico é algo que tem que tá, né, nas fazendas aí de de muito leite, de de de autodesempenho, o controle do estresse calórico, ele tem que est dentro do do processo de de gestão da fazenda, senão a dieta não vai funcionar. >> Sim. Voltando essa questão eh
da qualidade da forragem, né, e o e e eficiência agronômica, né, eu acho interessante é que eh 3 Ribers está nessa jornada, né, assim como nós nós fazemos o diagnóstico, né, não só de de forragem, nós temos uma uma série de produtos relacionados ao diagnóstico na agricultura, né? Então, e nós estamos num num trajeto, numa jornada realmente de lincar essas essas essas duas, ou seja, a qualidade Da forragem, né, começa com um adequado manejo de solo, né, com e isso aí nós estamos realmente eh o laboratório está nessa jornada de desenvolver tecnologias, desenvolver eh eh
difundir tecnologias, né? é que impactem nesse processo agronômico, na eficiência agronômica e consequentemente e na qualidade da forragem, que eu que além de impactar na qualidade da forragem, impacta também na produtividade da forragem, né? E isso tá relacionado com O maior potencial de produção de leite por hectare. >> Sim. E a gente vê, né, nas análises de benar aqui que existe uma relação alta entre leite produzido pro hectariano e resultado da atividade. >> Sim, >> né? Então, né, e eficiência agronômica tem esses essas dois impactos positivos. É mais leite tonelada de forragem, né, e mais
leite por hectare, porque você produz mais forragem por hectare. >> Sim. É, é interessante, né, você falar aí, né, o o 3olo, né, ele foi pioneiro, né, em trazer essa em trazer essa essa análise por NIS, né, pro Brasil, eh, que possibilitou aos nutricionistas realmente começarem a avaliar a as forragens, né? Então vou voltar um pouquinho lá sempre no no 2003 lá, né, pra gente saber, pra gente saber de onde saiu e onde nós estamos, né? Em 2003, o que que era uma silagem de boa qualidade? 50 é uma forragem que tivesse 50% de FDN.
Automaticamente a gente sabe que FDN e amido são linkados de forma oposta, né? Então, se eu tenho alto FDN, eu tenho baixo amido. Então, assumia-se que essa silagem de 50 de FDN, ela era boa. Então, teoricamente ela tinha uma quantidade de amido lá que fosse interessante pra vaca. Mas ninguém balanceava pro amido. Você balanceava pro amido nessa época? >> Não. >> Ninguém sabia quanto de amido que tinha na dieta, né? Nem quanto de amido deveria ter, né? De de exigência pra vaca. Então, eu acho que o 3 RB Sol, ele foi pioneiro, não só em
trazer essa análise, né? e possibilitar o nutricionista realmente saber com com o que que ele tava lidando naquele momento. Como eu acho que o 3RSolo trouxe pro mercado brasileiro uma lupa na silagem De falar assim: "Qual que é a sua silagem?" E dá parâmetros pro produtor falar assim: "Não, ol minha silagem não tem 50 não, a minha tem 55". Aí um outro produtor lá, não, ah, mas a minha tá já tá dando 45. e a mesma coisa no FDN e botou também um foco no amido que automaticamente nós nutricionistas já estávamos com parâmetros para trabalhar
com com amido. E e esse foco foi fundamental porque eu acho que não não colocou foco só do lado Da nutrição. As indústrias também, a indústria do milho, da semente de milho, começou a se importar com a silagem. Porque porque na época, no nos anos 2000 lá, qual que era a discussão, né, em relação a à ailagem? Ah, o milho do Brasil é duro, então nós temos um nós temos uma silagem muito ruim e nós vamos ser ruim produtor de Leite o resto da vida, porque o nosso milho é duro. E o que que aconteceu
20 anos depois? Nós aprendemos a lidar com isso. Nós não mudamos o híbrido porque ele continua duro do mesmo jeito, né? Não sei se você concorda comigo, pode ser que tenha um ou outro aí que >> eh seja um pouco mais macio, vamos dizer assim, mas o fato é que nós estamos trabalhando com milho eh duro, né? Estamos conseguindo desempenho. Por quê? Tecnologia. Nós aprendemos a mexer com nós aprendemos a mexer com esse milho, com esse milho, com esse milho duro. Nós estamos processando a silagem. O produtor tá acertando o ponto de colheita. >> Sim,
>> né? E aí eu não tô nem falando do do do milho grão, né, que também aprendemos de certa forma a a trabalhar com a trabalhar com ele. Então eu acho que esse esse que o 3 foi pioneiro em Colocar uma lupa em cima da da da silagem. >> Sim. >> E falar assim: "Ô, sua essa silagem de 50 de FDN, isso não é bom, não. >> Tem oportunidade de melhorar. Sim. >> E além disso, obviamente que >> as melhores, né? Isso é uma comparação que a gente faz muito no banco de dados do 3
Lab, né? Nós só nós sabemos quais são as top 15%, né? >> Isso. >> Eh, os clientes do 3 Ribeola tem condições de acessar esse banco de dados, né? O nosso BI, né? >> Então assim, ele ele vai ter acesso. Quais são a composição das top 15%? Que que é a média brasileira, né? o que que é a média da sua região. >> Exato, >> né? O que que são as topsilagens da sua região? Que isso aí eu é muito interessante porque a análise bromatológica, ela passou a ter um Ponto, uma função não só de
formulação de dietas, mas educativa. >> Perfeito. >> Educativa. Ou seja, né? Nós estamos educando o produtor >> da falando da importância do ponto de corte, do processamento do grão, né? Eh, de uma boa compactação, né? De uma boa vedação, né? Porque vamos dizer até na a análise a gente te dá até um um uma estimativa de perdas na fermentação, >> né? Eh, então assim, baseada ali no nos Teores de áridos orgânicos do pH na matéria seca da silagem, ou seja, se existe, né, ponto de corte errado, matéria seca errada, né, eh, compactação errada, vedação errada,
isso vai aparecer, né, vai impactar no nesses parâmetros e consequentemente no modelo que prediz ex >> a eh o o ponto de, né, as perdas da fermentação. Então, acho interessante isso, né? as análises braumatológicas, Né, elas se tornaram também um uma maneira de você realmente promover eh o aprendizado, né, dentro do setor >> Sim, >> de um de um de uma de um de um componente extremamente relacionada a resultados dentro do sistema de produção. >> Exato. trouxe para nós, né? E aí para nós, eu falo para nós, eh, setor, né, cadeia do leite, uma uma
referência, né? Então, hoje você conversa com Produtores, o cara tá lá te falando: "Ah, meu Milk 2006 lá foi tanto, né? Eu fiz uma silagem contando de amido, né? E e aí o produtor tá decidindo que híbrido que ele vai plantar, porque antes ele pegava um híbrido que fosse da moda e, né, e plantava." Isso tá educando também as empresas. fala assim: "Eu eu não vou direcionar pro produtor aqui um híbrido que eu sei que ele vai que ele não vai produzir muito ou que ele vai dar muita fibra e pouco amido, porque se a
hora Que o produtor fizer a análise lá no no 3R lá e vier amido baixo e fibra alta, ele não me compra mais o híbrido." Então trouxe uma uma uma, né? Muito bem o que você o que você disse de falar assim, não é só a análise para eu usar ali na formulação, porque só a análise já é muita coisa, né? né? Então, por exemplo, você pega uma silagem de 35 de amido e compara com uma de 25, né? O que você economiza de milho na na formulação da sua dieta é algo >> Sim. >>
É algo que representa boa parte do do teu lucro lá no final do ano, né? >> Sim. Então, então assim, essa análise, né, e esse pioneirismo, vamos dizer assim, do do 3R foi fundamental para trazer esse esse tipo de de discussão de discussão pra mesa. >> Sim. E é um pioneirismo que vem do nosso parceiro lá dos Estados Unidos, que é o Rock River, né? >> O Rock River foi o primeiro >> laboratório na América do Norte e no mundo a a fazer análise de forragem de níos, né? Então assim, esse pioneirismo vem também junto,
né, com a com quando quando a gente é se torna parceiro do rock river, né? Então acho extremamente interessante isso aí, né? assim, quem fez as primeiras análises, né, de de forragem em Near na América do Norte e provavelmente no mundo, foi o Rock River, que é o nosso parceiro hoje do 3 Ibolo. Bom, nós falamos aí de três pontos extremamente diferenciados, né, que é a forragem, a gestão da nutrição, gestão como um todo, né, né, eh, a qualidade da forragem e a eficiência agronômica do do conforto animal. Eu acho que tem um ponto aí
extremamente importante também, que é a questão da genética. como é que você vê, né, eh, as diferenças genéticas impactando no resultado? >> Bem, bem lembrado, né? Nós não podemos ficar, né, nós nutricionistas não Podemos ficar com a com com a bola toda nesse processo aí, não, né? Então, assim, teve muita evolução aí nos processos nutricionais, né, com certeza, no nível de gerenciamento das fazendas, mas nós não podemos deixar de mencionar que nos últimos anos houve um ganho genético muito grande nos rebanhos, né? Então, com o advento aí do do genoma, do semiinsexado, né? Eh, isso
aí isso aí promoveu um salto muito grande, ou seja, eh, uma vez que o Produtor trace lá, trace o seu foco genético, né, e ele e ele cumpra aquela aquele aquele propósito, né, o o ganho vem muito rápido, né? Então a gente tem visto fazendas aí, eh, então a gente tem lá primeiro, né, o salto, né, o salto foi a mudança de sistema, né, então aquelas fazendas que tinham um confinamento muito no piquete ali de terra e tal, né, sem muito conforto, etc. A gente viu um salto a hora que mudou pros barracões, né? Então,
muita Fazenda aí ganhando 8, 10 ali de leite na média, né? Então, muita fazenda saiu de 25, 27 e foi lá paraos seus 30, 35 num no intervalo de um ano aí confinando as vacas, né, tirando a vaca do do do barro e do sol, né? Mas depois disso, né, essas fazendas deram outro salto, né, que aí a fazenda sair do 35 lá pro 40, 42 de média, né, eh, que aí eu vejo tem uma contribuição muito muito grande da da da genética. Sim. Então, fazendas aí estão ganhando aí às vezes 1 L de Leite
na média do ano, né, do do rebanho. É bem bem bem comum. Isso. Eu lembrei que uma vez eu vi uma palestra do Macoto Sequita. Macoto Sequita é um produtor, né, eh, muito importante, maiores produtores de leite, né, no eh é um a liderança dentro do grupo Sequita lá em São Guatar. Ele falou assim, ó, tem três coisas que você não pode deixar para ter vaca de alta produção, né, que a gente sabe hoje tá muito relacionado Com lucratividade, a produtividade da vaca. falou assim, ó, tem três coisas, você tem que preocupar: genética, conforto animal
e qualidade da comida. [risadas] Então assim, esses são os três pilares que você não pode deixar de lado, >> né? Porque senão você não constrói vacas de alta produtividade. >> E é interessante, né? Eu tive na lá conheci a fazenda deles, né? Não não especificamente eh conversei diretamente Com com ele, né? Mas você vê assim, é um projeto recente, né, comparado com outras fazendas, né, mas hoje é uns um dos maiores produtores, né, maiores médias, né, não só maior produtor em volume, né, mas também de desempenho individual dos animais. E eu acho que isso é
muito parte do foco que eles sempre tiveram, né, que sempre quando você ouvia falar da da fazenda sequita, eh, tava associado a algo em relação à genética. Né, fazendo algo diferente, né? Então, enfim, desde que eles começaram, né, pelo menos no no que a gente via de fora, sempre a genética era um pilar importante no crescimento do do negócio deles. E eles um projeto relativamente recente comparado a outros, né, mas já tem desempenho, né, individual, né, às vezes até superior a fazendas que já estão há muitos anos aí no no mercado. E aí eu acho
que tem muito tem muito da genética nisso aí. Então, a gente não Pode tirar o o o efeito da da genética nesse nesse processo ao longo desses anos também, não. >> Ricardo, vamos falar um pouco sobre nutrição de precisão. Queria ver uma uma visão sua do que que é a nutrição de precisão, né? Quais são os principais pilares da nutrição de precisão, né? E nesse sentido, qual a importância dela? Quais são esses três pilares mais importantes da nutrição de precisão? >> Eh, aí eu acho que a gente poderia Dividir, pelo menos assim na na minha
visão, né? Eu acho que é um conceito bem bem amplo, mas assim, na minha visão, eu acho que tem a precisão da formulação em si, né? Eh, que é você ter precisão em saber o que que você tá oferecendo pra vaca, né? qual que é a composição daquele elemento. Aí isso entra muito eh muito no que a gente tava falando, né, da da questão da da forragem, né? Então eu saber com que tipo de forragem que eu tô trabalhando, ou seja, se é uma Silagem de milho, a quanto que eu tenho de de amido, quanto
que eu tenho de FDN naquele silagem e que isso me dê segurança para levar aquilo pr pra formulação, para eu definir a minha estratégia de formulação de acordo com os níveis que eu tiver trabalhando. Então eu acho que a gente tem que ter precisão aí na na formulação, que aí é usar um bom modelo, né, de de formulação, eh, e saber o o os alimentos que você tá Tá tá utilizando. >> E aí tem um conceito muito importante aí, né, Ricardo, que é a questão da variabilidade, né, da composição dos alimentos. Você pega um um
caroão, né, ou um far de soja, a variabilidade é pequena. >> Uhum. né? Perfeito. >> Então agora quando a gente entra no lado da forragem, né, principalmente de milho, né, que é a principal forragem nossa, a viabilidade é enorme. >> Sim, sem dúvida, >> né? Então assim, eh, esse é, e eu queria ouvir e [roncando] essa visão sua de como é que você tem, né, controlado essa variabilidade dentro das fazendas. >> Uhum. Isso. Bom, você ter falado isso que eu eu dei o exemplo aqui específico da forragem, né? E eu ia dizer exatamente isso. De
forma geral, a gente assume que os concentrados eles são pouco variáveis, né? E alguns realmente o são, né? Eh, então você deu o exemplo Do caro de algodão, o milho moído, farelho de soja, né, que é que é bastante eh padronizado. Mas além da forragem, a gente hoje tem alguns alimentos que eles são mais variáveis, né? Então, por exemplo, se a gente pegar aí, talvez hoje menos, né, mas há um tempo atrás, se você pegar um DDG, por exemplo, né, de várias empresas diferentes, eles têm uma variação significativa, né, composição. >> Até o DDG de
uma PL tem um sistema de Produção diferente, né? Então assim, um DDG de uma planta eh tem um sistema de produção diferente do que o outro. Então, consequentemente a composição é diferente. >> Exatamente. Exatamente. E as indústrias elas [limpando a garganta] vão mudando, vão surgindo produtos novos. Por exemplo, semana passada eu tava eu tava eh em Goiás, né? E o produtor me perguntou: "Ó, eu tô com um alimento aqui eh de uma determinada Empresa lá que era um um germe de milho. Fala: "E aí, como é que nós vamos trabalhar com isso aí?" Aí, automaticamente,
a empresa já mandou um relatório lá do do 3 Hibersolo com a com a com a análise. Então, pegando um gancho no que você falou um pouquinho aí da questão da variabilidade da forragem, tem alguns concentrados que eles têm uma variabilidade maior que é importante a gente tá monitorando também, principalmente se for um alimento, um Alimento novo ou como você disse, ele não tem uma padronização ainda no no mercado, mas majoritariamente a maior variabilidade vai vir da vai vir da forragem, né? E aí, apesar de você falar assim: "Ah, mas a o milho não tem
tanta variação?" Vai ter variação na mesma roça, né? Dentro do às vezes dentro do mesmo talhão ali que você tá colhendo, né? Vai ter tem uma área que deu um pouquinho mais de doença, tem uma área que o solo é tem menos matéria orgânica, Então às vezes a planta seca um pouquinho mais, dá menos amido, a fibra fica pior um pouco. >> É, o efeito de talhão é muito grande, né? Porque são, né? São condições edafclimáticas de solo, clima que são diferentes entre talhões. Então aquilo ali vai afetar a composição química da selagem, >> com
certeza, >> né? Então assim, isso interessante é que o pessoal da Universidade de de Cornel, Né, [limpando a garganta] estudou isso no ano passado, né, e eles estudaram a variação, os fatores responsáveis pela variação da composição de forragem, né, em oito fazendas durante 4 meses no estado. E um dos fatores que eles acompanharam é o efeito de glbal, de talhão. >> Uhum. >> Né? Sim. >> Ou seja, eles acompanharam esse talhão na composição lá no Silo e eles viram Que eh que teve um efeito significativo, né, de talhão, ou seja, eh e está relacionado que
as condições de solo, muitas vezes híbridos diferentes foram plantados, né? Então o que a gente costuma falar muitas vezes é que dentro de um silo existem várias silagens. >> Existem várias silagens. Você ter ideia, hoje antes de eu de eu vir para cá, pra gente poder conversar aqui no no podcast, [roncando] Eh eu recebi uma duas duas análises, uma análise da de um cílio de de uma fazenda. Eu tive nessa fazenda há uns 15 dias atrás, a silagem tava com 35 de amido. Então eu me lembro na dieta lá, eu tava usando, se eu não
me engano, só para dar exemplos aqui, né, para pr pra turma, só para poder contextualizar o que eu quero dizer. Eu tava usando 3 kg de milho reidratado na dieta. Eh, a silagem que chegou para nós essa semana de resultado De análise tava com 25 de amido. Eu tive que subir o para manter o mesmo nível de amido, eu tive que passar o reidratado para 6 kg de Aí eu tô falando em matéria seca, para 5 kg de matéria seca, perdão. Então, só para você ter uma ideia, nessa fazenda especificamente, eh, isso é o mesmo
silo, tá? mesmo buraco de silo, tá? E teoricamente a mesma roça, mas com uma área que teve desenvolvimento diferente da da das plantas. Então, por Exemplo, nessa fazenda, especificamente, a gente vai tá adotando a partir dessa variabilidade observada nesse silo, fazer a análise semanal. Então, toda semana tá se coletando uma amostra do do silo e enviando pro laboratório. Via de regra, eh, como que eu tenho trabalhado com essas análises? As análises das forragens a gente faz mensal, não? A fazenda não abre mão eh mensal, mas eu acredito que dependendo do volume do silo, tamanho do
silo, eh a Amostragem semanal, ela vai te dar uma confiança, uma confiabilidade eh maior. Então eu acho que vai de tamanho de silo, tamanho da fazenda. >> Isso acho que >> da da Acho que não, não, mas >> um ponto importante aí não é o tamanho do rebanho, né? Exato. >> Porque uma coisa você quebrar leite em 100 vacas, outra coisa você quebrar leite por causa de composição de forragem em 1000 vacas. >> Exato. >> Então o prejuízo é muito maior em rebanhos. >> Sim. >> Tem maior número de vacas, né? Sem dúv. >> Então
assim, para você evitar essa quebra, né, de produção de leite, né, ou e excesso de gastos e recursos desnecessários, né, eh, geralmente, né, pelo menos os modelos mostram para nós que é muito essa frequência, ela deve ser aumentada Quanto maior o número de vacas. Por isso que eh eh muitas fazendas grandes hoje existe essa rotina de análise semanal, né? >> É só para te contextualizar, nessa fazenda nós perdemos 1,5 de leite. Imagina >> por causa dessa mudança. >> Imagina o que que significa isso em em três dias. São em torno de 700 L por dia
nessa fazenda aí. >> Sim. 700 L por dia 2,50. >> Sim, >> imagina o o tanto de dinheiro que que tá tá envolvido nisso aí, >> não? E aí, né, comparar com o custo da análise bromatológica, né? O que que, >> né, que que é o custo da análise bromatológica, né, frente a uma uma variação, >> né, de de produção de leite, né? >> Sim. Eh, então assim, ou realmente no custo da alimentação como um todo, né? >> Sim, >> né? Estimativos aí do GR que cada 1000 L de leite produzidos no dia na fazenda,
o gasto com a alimentação é em torno de 40 a 40.000 a R$ 45.000 R$ 1000 por mês. Então, então assim, uma fazenda que tá produzindo 10.000 L de leite por dia, né, o gasto dela em alimentação, considerando vacas e Recria, é, então de 40 >> a R$ 450.000, ou seja, é quase Rio milhão deais, >> sim, >> está se gastando em alimentação, insumos de alimentação na fazenda, >> né? E aí, né, o, né, o que que, né, o o impacto do custo de uma análise forrádio, por exemplo, para você ter o diagnóstico realmente fazer
ele fica, ele fica muito pequena aí no no todo, né, isso, né? Mas >> a gente fez muitas simulações disso aí, né, numa análise intensiva, né, de a mostrar uma fazenda grande, isso corresponde aí a 10% 10 a 30% de 1 centavo por L de leite. Então assim, é 10 a 30% de 1 centavo por litro de leite, né? O diagnóstico intensivo da composição eh química bromatológica das forragens fazendas. Ou seja, é nada. >> Al Sim, sem dúvida, >> né? >> E aí, né, pensando na questão que a gente tá falando aí da da nutrição
de precisão, eu acho que o passo número um é isso, né? você diminuir ao máximo, né, a a variação, diminuir ao máximo as chances de erro na sua formulação. Então, você ter aí um um banco de dados, né, eh com a informação correta, é fundamental dos alimentos. E dentro dos alimentos, a forragem com certeza é o que tem eh maior maior variabilidade. Então imagina só lá a gente lá atrás Fazendo dieta sem sem saber. Hoje eu me hoje se eu sento no no computador para fazer uma dieta e eu não tenho uma análise recente, isso
hoje me incomoda. >> Sim, >> né? Eu já vejo isso em vários técnicos, né? O cara às vezes fala assim, eu preciso dar da dar análise aqui para, né, para para saber o que que eu tô que que eu tô que que eu tô fazendo, né? >> É mais ou menos quando você começa a Construir uma casa sem ter um projeto, né? >> É exatamente a mesma coisa. Então assim, eu acho que a nutrição de precisão ela começa na formulação. Embora de novo eu falo aqui, eu, Ricardo, falo, hoje eu acho que tem mais imprecisão
eh no que chega pra vaca do que no na na formulação, né? Mas a gente como técnico tem que sentar na tela do computador com O máximo de informação confiável, né? >> Uhum. >> Possível, né? Porque a o primeiro erro tá ali, né? Então acho que assim aqui na tela do computador é onde a gente pode cercar muitos erros, né? Então assim, confie nas informações que você tá colocando ali no no programa que você tá trabalhando, independente do tipo de modelo, do tipo de de programa que você use para para formular. Então você ter a
Informação dos alimentos é eh fundamental, depois saber o animal que você tá trabalhando. >> Isso. Com as características do grupo de animal. >> Quais são as características do do do grupo de animal, né? Ah, então se eu tô fazendo uma dieta para para recria, para animal em crescimento, né? Que que é a minha estratégia? Que que é a estratégia da fazenda para aquela categoria? quanto De ganho de peso que eu quero colocar naquele naquele animal, né? Qual que é a média de peso real >> daquele animal, né? eh, real, ou seja, quanto de peso tem
aquela aquela categoria que eu tô que eu tô suplementando, porque o modelo vai utilizar todas essas informações, né, para fazer fazer as contas de qual que é a exigência daquele animal e de quanto que o alimento tá fornecendo, né? Porque Eh o o que às vezes as pessoas não não entendem, né, que o alimento em si, né, ele passa a ter valor dependendo do bicho que ele tá para qual animal que ele tá sendo fornecido, né? >> Sim. >> Então, a mesma silagem de milho que tem 30 de amido numa novilha, ela se comporta de
um jeito, numa vaca seca de um jeito e numa vaca em lactação de outro jeito, né? Então eu preciso ter a Descrição do animal. Inclusive, mesmo que eu tenha informação exata da composição do alimento, eu preciso da informação do animal, porque a resposta final vai ser a interação entre as duas informações, né? >> Sim. >> Então, descrever o animal é fundamental. Se a gente passa aí de um de um animal eh não produzindo leite, uma novilha, né, ou uma vaca seca, por exemplo, e vai pra Vaca em lactação, a gente precisa também das informações da
vaca, né, qual que é a composição do leite, eh, qual que é a produção de leite daquele daquele não e não daquele animal, né, do grupo de animal. Então é importante também o técnico eh que vai fazer a dieta, né? Ele não vai lá só fazer a dieta para tantos lisos de leite, ele tem que saber para que grupo de animal que vai essa que vai essa e essa dieta, né? Como é que tá o agrupamento das vacas lá? Então, antes disso, o ponto de partida primeiro eu faço o agrupamento das vacas, entendo o animal
que eu tô trabalhando, qual que é a estratégia que eu vou adotar e depois eu vou fazer a dieta. Então acho que a primeira precisão é aí na formulação, a gente não pode abrir mão disso, né? Embora eu acredito que processo como um todo a gente tá precisando mais precisão depois que a dieta saiu ali da da da tela do computador. Aí a gente vai lá pra Fazenda, que que é essa nutrição de de >> que é eficiência operacional, não é isso? Exatamente. >> Essa é eficiência operacional e tá muito ligada também à questão do
conforto animal. >> Exatamente, >> né? É fazer com que aquela dieta formulada seja o mais próximo >> exatamente >> da dieta consumida pelo animal. >> Sim, >> né? E que essa dieta consumida pelo animal seja aproveitada em um máximo de eficiência >> pelo animal, né? >> Então, o que que é o primeiro ponto aí nessa nutrição de precisão? É, é, é fazer a gestão do fornecimento. Esse é o primeiro ponto, né? Fazer a gestão do fornecimento. As vacas estão consumindo aquela quantidade, né, que o que o meu nutricionista recomendou, né? Eu tenho comida suficiente ao
longo das 24 horas para essa vaca. Ou seja, toda hora que essa vaca chegar no coxo, né? Eu não controlo, né, num sistema de de de confinamento, né, a livre acesso ao coxo. Eu não controlo a hora que a vaca vai no coxo, né? Isso não é determinado por por mim, pelo dono, né, ou pelo funcionário, né? Obviamente a gente tem manejos que interferem nisso, mas é a vaca que vai lá, né? Então eu preciso medir e falar assim, toda hora que essa Vaca chegar lá no coxo, ela levantar lá da cama dela e chegar
lá no coxo, tem comida disponível para essa vaca, né? Essa comida ficou disponível 24 horas, tá? Esse tanto de comida que ficou disponível 24 horas lá, o quanto que essa vaca consumiu? Então, acho que esse é o primeiro gerenciamento. E muitas vezes nas fazendas isso é delegado às vezes ao tratador, né? E às vezes mais ninguém fica sabendo o que que tá acontecendo. É ele que faz o o ajuste, Né? Então, a gente eu chamo isso de ajuste de dieta. Então, acho que tem que fazer a gestão do ajuste de dieta e tem muitas nuances
nisso aí. Aí, particularmente, tá, é uma opinião pessoal, tá? Não, não necessariamente eh, está 100% correto, mas eu não acho que isso deve ficar a cargo de quem está alimentando os animais, porque o cara que tá alimentando os animais, ele ele tem uma rotina, ele ele Ele ele tem um horário para cumprir, né? Então ele não vai ficar preocupado, por exemplo, eh, ah, se o lote de pós-parto o consumo tá bom ou tá ruim, ou se a sobra tá muita ou tá pouca. Ele muitas vezes tá preocupado que eu tenho que chegar aqui cedo, tem
que fazer meu trabalho dentro daquele tempo, porque ele tem outras coisas para fazer. ele não vai estar preocupado com a com a matéria seca do cío que pode influenciar lá no no Consumo, né? Então vamos imaginar um tratador, ele chegou lá hoje de manhã e viu o coxo limpo, né? Que que ele vai fazer via de regra? Se ele for o o tiver fazendo o gerenciamento disso, né? Obviamente se ele for um cara bacana, um cara bom, ele vai aumentar a comida e é isso que ele vai fazer mesmo, né? Mas ele não vai pensar
a causa. O que eu quero dizer é isso, né? Por mais que o cara seja bom, né? E obviamente existem Os funcionários que são bons, que são comprometidos, mas por mais que ele seja comprometido, tá? Ele não vai ficar preocupado com a causa de falar assim: "Por que aquele coxo ali tá limpo hoje? Deixa eu parar para pensar aqui. Será que é a matéria seca do silo? Ah, será que foi feita uma vacinação ontem? Ah, será que faltou água ontem? Ele ele não vai preocupar com esse tempo. Por quê, cara? Já tá saindo outro lote
da ordenha lá e eu Tenho que distribuir a comida ali, ó, porque senão vai faltar comida para aquelas vacas. >> Então, de certa forma, eu até nem acho justo que esse cara pegue esse esse esse esse esse cargo. Então, ele é peça fundamental no processo, né? Porque ele é que vai executar. Eu acho que ele tem que tá ele tem que entender aquilo que ele tá fazendo, né? Por que ele tá fazendo? Ou seja, se tiver um coxo limpo lá, por exemplo, ou Tiver muita sobra, né, ele tem que saber o que que pode estar
acontecendo. Mas eu acho que ele não é a pessoa que tem todas as informações para tomar a decisão do quanto aumentar ou quanto diminuir naquele dia. >> Sim, >> né? Então, acho que essa gestão ela é fundamental e que tem alguém que faça isso todos os dias, porque a vaca come todo dia, assim como ela é ordenhada todo dia. E isso que que Eu vejo, né, com os softwares de manejo de alimentação hoje, né, principalmente os softwares aí que conectam o vagão, né, com dados da nuvem, né, isso ficou, eu sou muito empolgado com esses,
o impacto desses softwares, né, porque antes era uma coisa, né, que a gente não media e hoje tá sendo medido diariamente, né? Eu queria que você falasse um pouco disso aí, o que que que é a vantagem, né? eh, que que são os grandes avanços De controle que esses softwares de gerenciamento da alimentação estão promovendo dentro dos sistemas de produção de leite? Eu acho que eles permitem muito, né, eles facilitam muito essa transição, que é você eh tirar o controle do tratador, né, tirar esse trabalho dele, né? Eh, e aí de novo, não tô falando
que ele não seja capaz disso. Eu só acho que ele ele tem muitas outras coisas para fazer e ele não vai conseguir dar o foco Que precisa nesse na na gestão, ou seja, no nível de precisão que a gente precisa paraa tomada de decisão. Eu acho que o tratador no contexto do trabalho dele, do dia a dia dele, de trabalho, eu acho que ele não tem condição de fazer isso. Então, o que o que eu acho que o software faz, e aí não só o software, né, também o WhatsApp também faz isso, né? Eh, porque
que é o grande desafio de de fazer o ajuste? É leitura de coxo. Então, ou seja, para eu fazer um ajuste, Eu preciso ir lá e avaliar o coxo. Se tem se tem muita comida. Obviamente isso pode ser pesado, né? Mas você pode fazer uma avaliação que seja visual também. Eu acho que a avaliação visual ela é importante também no contexto, não só o peso. Então o que que as fazendas hoje têm feito? Então o tratador normalmente antes de retirar aquela sobra ele faz uma filmagem da linha de coxo. A partir dessa filmagem ele envia
essa Mensagem para quem é o responsável pelo eh pelo ajuste, né? >> E o que que os softwares hoje permitem, né? Você pode fazer o ajuste, eu não preciso estar do lado da balança, né? A partir de um aplicativo de celular, eu consigo ir lá e fazer e fazer o o o ajuste, se eu aumento comida, se faltou, né? Ou se aquela sobra foi insuficiente dentro da minha estratégia de sobra, né? Ou eu diminuo comida, diminuo o número de animais, Diminuo o oferecimento de dieta. se eu vou lá e observar que tem que tem eh
que tem muita comida no no coxo. >> Então, ter esse esse esse controle eh é é fundamental e a tecnologia permitiu isso. Então, ou seja, se eu tenho hoje um a partir do seu celular, você vai conseguir fazer isso, ou seja, o WhatsApp para te dar a noção do do do coxo, a noção visual, né? e o software vai te dar, vai te permitir acessar a balança do do equipamento. Então, imagina o poder que tem isso aí. A fazenda precisa criar um um ambiente lá, né, cada fazenda da da sua forma, né, eh criar uma
maneira de de conectar isso tudo para tomar a decisão. Mas de novo, volto a falar, eu acho que a decisão não pode estar na mão >> sim >> do do do operador. Eu acho até que não é justo com ele. >> Sim, >> no na na minha visão. Pode ter fazendo Que isso funcione super bem, né? Aí você tem um cara espetacular que faça isso, né? E às vezes vai existir realmente, mas na grande maioria das vezes a gente não tem essa pessoa eh espetacular e às vezes a gente tá exigindo mais do que ele
dar conta, porque ele tem que dar conta da operação também. Então o que que na minha opinião, pensando aí de novo também eu lendo na nutrição de precisão, o que que a gente precisa desse operador, né? que ele seja Preciso. Se a balança tiver pedindo que caia 200 kg de farel de soja, que ele coloque 200 kg de farel de soja. Isso eu quero exigir dele. E de novo, o software é interessante, porque aí o software vai te dar >> a precisão, >> a precisão que ele tá carregando cada ingrediente. Então eu posso ir lá
e discutir com ele, né? Discutir com ele. Ó, sua precisão essa semana foi tanto, Ó. Essa semana baixou um pouco. O que que aconteceu? né? Às vezes não é erro dele, às vezes pode ser um problema do equipamento, né? Mas vai aptar a luz vermelha lá. E o que que a gente tem visto, né, que é interessante desses desses ele dá lá a porcentagem de acerto do cara, né? E aqui eu tenho falado assim, não é uma nota para você passar na escola. O cara não pode tirar sete, não. Ele tem que ser acima de
9,5. Se ele for menos de 9,5, muitas vezes você vai ver erro de mistura visualmente lá no cucho. >> Sim. >> Então nós temos visto aí frequentemente tratadores que tm eficiência aí de 9 de acerto, de 98%, 97%. E quando você compara ele às vezes na mesma fazenda, né, porque aí tem o fogguista, né, ou tem um tem um tem um tratador que entrou no num determinado Período, quando você pega um tratador que tem nota 93, 95 no nos carregamentos, muitas vezes você vê, você pega essa essa falha, entre aspas, lá no coxo, no visual.
>> Sim. Então não pode ser nota para passar na escola, tem que ser nota sim >> alta nesse nesse nesse quesito. E o impacto econômico e o impacto no desempenho na vaca é muito grande, né? Então assim, são dois impactos grandes demais para você >> se >> negligenciar, >> você passar de ano, né? Passar acima de 70, né? Então assim, [limpando a garganta] >> é é muito dinheiro envolvido, muito dinheiro envolvido, >> né? no desempenho animal, volume de leite e e no no volume e de custo de produção na Alimentação. >> Então essa eu acho
que é a nutrição de precisão que eu que eu acredito, sabe? Muito assim, aquela que tá lá na fazenda do cara acertar o carregamento, respeitar o o o tempo de mistura, fazer o ajuste no time, correto, né? acertar o o ajuste. Então, por exemplo, isso que nós falamos do cara conseguir fazer isso pelo celular, né? Porque às vezes o que que acontecia muito nas fazendas? Como como O cara que fazia o ajuste, o responsável pelo ajuste, às vezes não chegava na fazenda no momento que o cara tá fazendo a a dieta. Às vezes esse ajuste
era feito no final do dia. Então imagina, eu vejo um erro hoje, eu só vou corrigir ele com 24 horas de atraso. Hoje ali pelo celular o cara às vezes consegue fazer simultâneo com o cara tratando as vacas, né? >> Uhum. >> Ele já consegue fazer isso. Então [roncando] essa nutrição de precisão, eu acho que ela é ela é ela é fundamental. E aí vem outras coisas assim nessa nessa nuance aí, né? por exemplo, para esse para esse a ajuste, né? Ah, fazenda tá fazendo controle de de de matéria seca frequente, né? Que é uma
análise que a fazenda consegue fazer lá, né? Ah, eu tenho segurança nas análises de de silagem, que foi o que a gente falou, né? Que a variabilidade nutricional Também ela vai afetar o consumo de alguma maneira, né? Um erro muito comum nas fazendas, né? Que dificulta o ajuste, contagem de animal. Então é preciso checar os animais que estão no lote, que o cara pode falar assim: "Ah, não, mas aqui na fazenda não mistura, cara. Eu não conheço fazenda que não mistura a vaca nordenha. Em algum momento acontece alguma falha lá. Então, se você não tem
uma sistemática De contagem dos animais no lote, né? E aí eu posso fazer e aí a tecnologia e volta a tecnologia de novo, né? Eu posso fazer isso numa fazenda menor ir lá e contando manual mesmo, né? E fazendo a checagem, né? Ou eu posso ir lá no no controle da ordenha e avaliar nesse lote aqui passaram quantas vacas hoje na ordenha. Sim. >> Então a gente tem técnico hoje na fazenda, né, que ele faz esse ajuste Dessa forma, né? Ele tá lá com o programa, antes do cara fazer a distribuição da dieta, ele já
mandou o filme. Enquanto o cara tá tirando a sobra, limpando a sobra dos lotes, ele faz o ajuste e ele vai lá no programa de ordem e fala assim: "Ó, quantas vacas passou aqui? Tá certo isso aqui? Tá? Para no final do dia eu ter qual dado que eu vou vou ter com esses com esse nível de controle, né? Eu vou ter o dado do consumo, que aí eu como técnico Vou lá e falar assim: "Olha, eu formulei a dieta aqui para 30 de consumo, vacas estão consumindo menos". Aí se ela consome menos, vai dar
menos leite, né? Ou eu preciso fazer isso? Não. Então eu preciso ver na minha dieta aqui se tem algo que eu formulei aqui que eu posso alterar para mexer nesse consumo. >> Sim. >> Então a informação do consumo hoje ela é ela é fundamental. E se eu não faço essa Gestão do oferecido, né, que a a o objetivo inicial da gestão do oferecido é muito simples, não faltar comida pra vaca 24 horas por dia. Esse é o primeiro ponto que se você tem que garantir. Obviamente a partir do momento que eu faço essa gestão, eu
começo a ter outros benefícios. que aí se eu vou lá e sei o quanto que eu ofereci pro animal e eu vou lá ao mesmo tempo, no dia seguinte retiro a sobra e faço a pesagem dessa sobra, tá? Eu também vou ter o dado de Consumo, que é fundamental e que hoje a gente tem conseguido utilizar esse dado de consumo eh casado com outras coisas. Então tem os softwares também de comportamento das vacas hoje, né, que mede il ruminação, que mede tempo de coxo, né? Então a gente tem visto às vezes, ah, eu fiz uma
vacina lá, por mais imperceptível que seja a mudança no comportamento das vacas visualmente, >> vai interferir no consumo. >> Ela cai um pouquinho, a ruminação cai um pouquinho. Aí no outro dia você vê lá caiu um pouquinho de leite, que muitas vezes você acha que isso é normal e foi uma vacina que foi feita lá na fazenda. E a hora que você vai lá no no dado do do dos colares, né, que que tão medindo aí a atividade, medindo o comportamento dos animais, tá lá o dado. E aí tá lá o dado da vacina, o
dado do colar e o dado do consumo, te falando assim, ó, Cuidado, tem jeito de fazer essa vacina de forma diferente? Aí eu dei exemplo de uma vacina, talvez você não vai conseguir sair fora dessa rotina da vacina, né? Mas poderia ser outra coisa que você tá fazendo lá na fazenda que tá atrapalhando as vacas e que você pode fazer diferente. >> Isso aí que é o o a fundamento da gestão, né? Você analisar dados >> que te dão capacidade de decisória, né? De tomar decisões, Né? Certas. >> Sim. >> Né? >> N. Então assim,
sem o dado, né? Você, como se diz, é mais um com uma opinião. [risadas] É exatamente isso aí. É, esse aí é é a eh é o mais é o mais certo, né? >> Eh, outra coisa que o além dos softwares de manejo de alimentação, né, permitem, além do controle de pesagem, controle de horário e quantidades ofertadas, Controle de sobras e consumo de matéria seca, como é que você vê a importância de controle de inventário de alimentos nas fazendas? que esse sofre tem condições de ajudar também. De >> de de ajudar. É, eu acho que
assim, é fundamental porque eh ele vai te dar um alerta lá de momento de compra, né? Então, a gente sabe que que que problemas existem e que você tem que comprar com antecedência porque a fazenda precisa cotar, né? Eh, Esse é um ponto fundamental para você garantir eficiência no custo alimentar lá, né? Esse é um dos itens, né? Então, comprar bem faz parte da fazenda lucrativa também, né? Eh, pro custo alimentar. Então, se você compra com antecedência, a chance de você eh comprar bem aumenta. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que existem
imprevistos. Então, por exemplo, você pegar e há um há uns dias atrás, aí a gente Teve um problema com fornecimento de soja. Então imagina se você eh deixa para comprar em cima da em cima da da hora, né? E eu tô falando soja, que é algo que normalmente a gente não [limpando a garganta] tem eh problema de compra, né? >> Problema, >> mas a gente sabe que tem vários insumos que são sazonais. Caroço de algodão é sazonal, polpa cítrica é sazonal, eh Casca de soja é sazonal, né? Então, se você não tem esses alertas de
compra para você ter um mínimo de antecedência para para negociação, né, para para eh para comprar efetivamente até o produto chegar na fazenda, eh se você não tem esse gerenciamento, a chance de acontecer falha é muito grande. Então, é muito comum às vezes isso acontecer e o gerente da fazenda te ligar e falar: "Ô, Ricardo, eh, tá acabando o o farelo de soja aqui." Aí Você pergunta: "Não, mas então beleza, semana que vem a gente mexe, então". Não, não, acaba amanhã. Aí como é que você como é que você faz? >> Sim, >> né? Então,
ter essa previsibilidade é fundamental até para você corrigir, né? Ou para realmente você ter tempo é hábil pro produto chegar na fazenda, para você reformular a dieta. Então, por exemplo, ah, vai acabar o farel de soja, igual a gente deu exemplo, né? Via de regra, a Gente tem mais de uma fonte de proteína na na dieta. Então, de repente você pode falar: "Não, então vou reduzir o farel de soja, vou aumentar o outro ingrediente e esse farel de soja que me daria para mais uma semana, vai me dar para duas e aí com duas semanas
eu consigo fazer a negociação ou ou a empresa consegue disponibilizar o produto, né?" Então acho que isso entra no contexto também da da nutrição de precisão, Que é que é algo importante também, né, né, Euler, que que é a constância da da formulação. Se você me perguntasse, Ricardo, você gosta de formular dieta? Eu adoro formular a dieta, Euley, mas se eu conseguisse em todas as fazendas formular uma dieta que ela rodass ou no máximo duas que ela rodasse o ano inteiro, eu ficaria mais satisfeito. >> Vaca não gosta de mudança, não? não gosta de mudança,
né? E muitas vezes a gente acha que a mudança é só para as Vacas, mas não é. A mudança às vezes é pra pessoa também, pras pessoas que estão lá, dependendo do tipo de ingrediente que você tá trabalhando. >> Sim. Sim. Então assim, a gente não pode a todo momento ficar mudando ingrediente. Então se acontece um, se se tem uma fazenda, né, que tem falhas nesse controle de estoque, que devido a essas falhas no controle de estoque, a todo momento você tem que ficar fazendo ajuste na dieta para contornar as falhas Do estoque. Essa fazenda
não vai ter desempenho bom. Não adianta esperar das vacas um um um bom desempenho. Sim, >> que a todo momento você tá trocando a dieta. Aí a todo momento você tá trocando a dieta, isso é uma troca paraas vacas. Eu acho que o impacto é maior nas vacas, tá? Mas tem uma troca também que é paraas pessoas, né? >> Sim. Então, se eu tiro um ingrediente, Por exemplo, ah, se eu tiro um pouco de de se eu faço uma alteração na dieta que eu tenho que tirar um pouco de silagem, colocar um pouco de concentrado,
pode ser que aquele tempo de mistura que eu tava usando, ele não seja ele não seja o mais adequado. E às vezes eu não vou fazer uma alteração do tempo de mistura simultaneamente. >> Sim, >> né? Às vezes o jeito de distribuir na linha de coxo que aquele cara tava Acertando com aquela dieta que tinha mais forragem é um. Mas agora como tem menos forragem, né, vai cair menos dieta, ele passa a errar mais na distribuição. Isso atrapalha o comportamento das vacas e ninguém vai ver isso. Só a vaca vai ver. Sim, >> mas tá
acontecendo. >> Outro ponto aí relacionado a essa eficiência operacional, que eu acho que é muito importante também, é a questão do conforto animal, né? Né? Partindo do Princípio do que principal determinante de desempenho é consumo de matéria seca. >> Sim. >> Então, nós queremos muito consumo de matéria seca e que a vaca transforme de maneira eficiente essa essa matéria seca consumida em leite. >> Sim, >> né? E o e o conforto animal tem um impacto muito grande. Quais são os pontos relacionados a conforto animal que você tem dado foco nas fazendas em Que você tem
prestado consultoria? >> É assim, hoje com certeza assim o o principal é o é o controle de estresse térmico, né? A fazenda tem que ter uma uma estratégia, na minha visão, eh, agressiva de controle de de de estresse térmico, né? E aí, né, nós não vamos falar aqui de sistemas de de resfriamento, né? Mas eu acho que não tem alternativa, principalmente no sistema de confinamento, de você não ter um um não ter instalado Na sua fazenda um um modelo de de resfriamento das das vacas. Esse é o primeiro ponto. Eh, segundo eh espaço, né? as
vacas precisam de de de espaço. Então, a gente tem focado aí em em respeitar o o os espaços no composto. Aí eu tenho sugerido aí na média, né, trabalhar lá com os 10 m² por vaca. Aí obviamente você vai adequando isso de acordo com o lote, né? Então talvez um lote de maior produção você trabalha com um pouco mais, um lote de menor produção Você trabalha com um pouco menos. E o mesmo vale para espaço de coxo. Eu tenho adotado a média de 65 cm de espaço de coxo, né? Mas se você pega um lote
de mais leite, eu tenho tendo a colocar um pouco mais e nos lotes de menos leite, um pouco eh um pouco menos do do que isso. >> E os lotes pré-parto e pós-parto? >> Os lotes de pré e pós-parto aí eu realmente sou bastante exigente nas fazendas que eu trabalho, né? Eh, para Mim aí é pelo menos 80 cm de coxo e 14 a 15 m aí de de cama. Obviamente a gente sabe que eh às vezes a fazenda tá em crescimento, né? Então eu acho que momentaneamente eu acho que você pode esticar a corda
com esses valores aí, né? e falar assim: "Ah, agora eu tô crescendo, eh, eu não vou ter condição de fazer um barracão agora para um volume grande de vacas, então eu vou ter que apertar um pouco". Eh, eu acho que aí você tem que tudo bem, aperta, mas eu Acho que fazer isso como estratégia, na minha opinião, eh você vai comprometer o desempenho das vacas. >> OK. OK. Eh, em relação quando quando você tem visto aí o acho que um grande gargalo nas nossas condições é o controle de estresse térmico, né? >> Sim, com certeza,
né? No Brasil todo, né? >> É, nas fazendas que você tem visto assim, ó, essa fazenda faz um controle de estresse térmico Muito bom, né? Como é que é quando se liga o sistema e quando se desliga o sistema? >> Uhum. Aí vamos falar do, né, do sistema de aspersão, né, com com água na na linha de coxo e e e ventilação, né, ventilação tanto na, né, tanto na linha de coxo quanto na área de cama, né? E aí eu vejo assim mesmo o vento, né, na minha opinião, ele no composto ele tem um segundo
um Segundo eh componente que é o efeito sobre a cama, né? Mas ele é importante também pro resfriamento das vacas, né? E no fristol, eu acho que ele é fundamental também na linha de cano. Eu não colocaria só na na linha de coxo. Que que a gente tem trabalhado aí vai depender muito de de fazenda, né, da região que a fazenda tá, né? Então tem fazendas que estão em altitudes maiores, Que se permite um tempo menor de de de do sistema ligado, né? Mas basicamente a gente tem focado muito na ordenha, né? Na ordenha, minha
opinião, é praticamente obrigatório, né? Sala de espera. >> Sala de espera, né? Um momento onde as vacas eh onde as vacas estão aglomeradas, né? Você normalmente a maioria das salas de espera são dimensionadas aí para 1,5 m qu por vaca, né? Então ali naquele momento a vaca Esquenta, né? Então você não pode deixar a vaca esquentar naquele momento. É proibido a vaca sair da ordenha eh quente, né? Então ali eu acho que é que é obrigatório e e o sistema, né, na linha de coxo para você ter uma manutenção aí dessa temperatura abaixo lá dos
39.1, que é o que é o que é o recomendado aí, né? Aí o que eu tenho visto do sistema ligado é algo aí em torno de de 10 a 18 horas aí Por dia, né? Eh, eu sei que é um gasto, representa um gasto alto de água, né? Eh, esse gasto alto, ele pressiona principalmente seu sistema de dejeto. Esse é o grande complicador, né? Na maioria das fazendas você tem a água disponível. A água normalmente não é um limitante para você fazer o resfriamento das vacas. Eh, talvez o limitante seja o sistema de dejeto.
Então, é bem importante aí, na minha opinião, pro pros projetos aí de Confinamento que querem buscar a média alta, né, eh terem um bom planejamento do manejo de dejeto, principalmente para permitir você fazer o fazer o resfriamento das vacas. Tem o resfriamento também condicionado, né, que você pode eh você pode direcionar as vacas, né? Então, mas eu eu particularmente não tenho hoje nenhuma fazenda que tá fazendo esse resfriamento, esse resfriamento forçado. A maioria o sistema fica ligado um Determinado período do do um período do dia, né? E algumas fazendas, além de ficar ligado um período
do dia, fazem o resfriamento forçado num determinado momento lá, talvez associado com com a com a mexida de cama ou com algum manejo do do trato, né? Que aí colocar aquela segunda linha de resfriamento e deixar as vacas ali por uns 30 minutos mais ou menos eh resfriando. Mas eu acho importante assim que apesar da gente ter as recomendações Padrões, né? Isso vai interagir muito com a com a região onde a fazenda tá. E eu acho que muito com a capacidade de gestão e >> época do ano, né? >> E época do ano, né? E
muito com a capacidade de gestão das pessoas também. Então, se eu tivesse num num lugar onde onde ou eu tivesse uma restrição de água, né, ou uma restrição do meu do meu eh sistema de dejetos, tá? De repente eu tentaria ligar o sistema em alguns Momentos. onde eu tenho a maior proporção de vacas lá dentro da da da pista. Se o meu sistema de dejeto não for um problema, né, e eu tiver destino paraa água, por exemplo, num sistema de fértil irrigação e etc, >> eu gastar água não vai ser um problema, que eu vou
usar ela na ferte irrigação depois, né? >> E eu acho que acho que tem que se pensar em fer irrigação. >> Exato. Tem que dar um destino pr para Essa água, né? >> Que aí em vez de ser um problema, vai virar uma solução, né? >> Sim. E e aí [limpando a garganta] eu eu vejo isso que assim, toda vez que você direciona, fala assim: "Ah, eu vou ligar o sistema em alguns momentos do dia, né, ou eu vou ter que prender essas vacas, né?" Você criou uma variável no no processo. Toda vez que você
cria uma variável no processo, a chance de dar errado é maior. >> Sim. >> Então, pode funcionar, pode, mas a chance de de dar errado, ela é maior. Então isso aí vai depender da gestão de cada um. Isso é uma coisa que produtor americano abomina, né? Que o cabou que entrar no meio das vacas lá e fica tocando vaca, né? >> Exato. É outro, é é outro ponto que a gente não tem >> eh que incomoda e a gente não tem como como Às vezes medir ou afirmar, né, o que que vai ser melhor pra
vaca, né? deixar ela quietinha lá ou eu levar ela ali pro pro pra pista e para pra área de de resfriamento, né? Eu particularmente prefiro o sistema que fique ligado eh o tempo inteiro, né? Aí o que a gente tem feito normalmente é não trabalhar com aquele minuto de água ligada. Aquilo ali realmente eu acho que gasta muita água, tá? Eh, e e não é tão efetivo, né? Se você deixar aí 25, 30 segundos, Obviamente dependendo do bico que você usa, né, e do manejo que você dá nesse bico em termos de limpeza e etc,
ele vai ser suficiente para molhar bem a vaca, né, e depois você religar o sistema com 4 minutos aí depois. Então, acho que a maneira de economizar a água seria reduzir um pouco esse esse esse tempo em algumas em algumas situações. >> O suficiente quantidade de água suficiente para molhar a vaca? Eu preciso de água suficiente para molhar a Vaca, né, para ela ter o para ela ter o efeito. Então, acho que tem algumas recomendações padrões pro sistema de resfriamento, mas você pode fazer ajustes dependendo da região que dependendo da região que você tá, né?
Importante monitorar, né? Hoje tem os o os os termômetros aí de de monitoramento que você pode colocar lá e avaliar para ver como que tá o comportamento da temperatura das vacas ao longo do dia e você ir fazendo ajuste no seu sistema. Eh, dessa dessa >> tem os colares de ofegação, né? >> Tem os colares. Exato. Também os colares que você pode, né, que você pode você pode utilizar para para isso, né? Então, hoje tem muita tecnologia que te permite, ou seja, analisar o número para você tomar melhor decisão, né? Então é fundamental isso aí,
>> isso é isso é muito interessante, né? E é muito incentivador, né? Porque hoje você Tem realmente uma série de tecnologias >> Sim, >> que te mostram dados. >> Que te mostram os dados. >> Eu acho que a capacidade, o grande desafio é a gente usar esses dados, >> usar esses números e tomar decisões. >> Tomar as decisões, né? está relacionado com a quantidade muito grande de indicadores, mas poucos indicadores, mas que são aqueles Indicadiros são importantes. >> Exato, >> né? Então assim, >> perfeito. >> Esse e eu acho que a questão da gestão, né?
Eh, eu acho que é isso, é, né? Não é o volume eh de indicadores, >> sim, >> mas assim, a qualidade desses indicadores que são, né? E geralmente a qualidade dos indicadores, né, é Inversamente proporcional o número de indicadores. Ex. Com certeza. É, não, não tem que ficar com muitos indicadores. Pega poucos indicadores, mas que são importantes, que impactam muito lá no no dia a dia, né? E esse sim você vai eh você vai analisar com com frequência, né? >> Não. Bom demais. Ô, Ricardo, muito obrigado pela sua presença. >> Eu que agradeço aí. Foi
foi ótimo estar aqui com você aí, dividir esse esse Esse esse momento aí, agradecer aí ao 3R aí pelo pelo convite e ficamos à disposição aí para para outros aí. Sucesso aí para vocês aí no >> muito obrigado >> nessa nessa empreitada aí. Muito obrigado. Você que gostou desse desse podcast, você acha interessante, por favor, compartilhe, né? Eh, e acompanhem as redes sociais do 3BOL. Muito obrigado.