No dia 3 de janeiro de 2026, às 4:21 da manhã, presidente dos Estados Unidos, Donald Trump postou uma mensagem mudaria para sempre a geopolítica da América Latina. Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e retirado do país. Foram exatamente 47 segundos.
Esse foi o tempo que levou para as forças especiais americanas invadirem a residência presidencial venezuelana, capturarem o Maduro e a esposa dele e colocar eles num helicóptero militar. Explosões iluminaram o céu de Caracas, bases militares foram destruídas. O aeroporto principal de Caracas virou pó e quando o sol nasceu naquela manhã, o ditador que governava Venezuela há mais de uma década estava algemado dentro de um navio americano, sendo levado para Nova York para ser julgado por narcotráfico e terrorismo.
Tudo isso aconteceu em poucos minutos no sábado. No momento que eu tô gravando esse vídeo, Maduro e a esposa dele estão num tribunal de Nova York se declarando inocentes. Mas a pergunta que ninguém tá fazendo é como que um país que inclusive já foi o mais rico da América Latina, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo inteiro, com um quinto das reservas de petróleo globais que já foi chamado de Arábia Saudita das Américas, como esse país deu tão errado?
E mais importante ainda, o que isso tem a ver com o seu bolso? Porque deixa eu te contar uma coisa, essa história não é sobre a Venezuela, ela é sobre ouro, prata, petróleo, Bitcoin e sobre como decisões políticas podem destruir completamente a economia de um país e a sua também. E se você acha que isso não pode acontecer no Brasil, você tá muito enganado.
Só que antes de começar, deixa o like aqui no vídeo e se inscreve no canal. Isso é muito importante pro YouTube entender que você quer receber mais conteúdos sobre economia e investimentos e fortalecer também o nosso trabalho. Por aqui eu dividi esse vídeo em três partes principais.
Primeiro, a gente vai entender como a Venezuela virou a Venezuela. Ou um país rico virou um país pobre. Segundo, vamos falar sobre o que aconteceu no dia 3 de janeiro e porque o Trump decidiu capturar o Maduro em terceiro, e essa é a parte mais importante.
Então fica no vídeo até esse momento. A gente vai falar sobre o que isso significa para você, pros seus investimentos e pro Brasil. Então fica comigo até o finalzinho, porque cada parte dele tem a sua devida importância.
E pra gente começar o vídeo, eu preciso voltar 104 anos atrás, pro ano de 1922. Naquela época, a Venezuela era um país agrícola e pobre. exportava café, cacau e um pouco de açúcar.
Era nada demais. Só que o governo venezuelano sabia que tinha algo valioso enterrado no solo, que era petróleo. Ele só não tinha tecnologia nem dinheiro para extrair.
Então eles fizeram o que vários países mais pobres faziam naquela época. Eles abriram as portas pras empresas estrangeiras. Então, empresas americanas como a Standard Oil e a Shell, elas receberam concessões para poder perfurar e extrair o petróleo venezuelano.
O acordo funcional era da seguinte forma: as empresas detinham o conhecimento e o dinheiro pro trabalho, faziam todo o investimento, extração e refino, e em troca elas ficavam com a maior parte dos lucros. Já o governo venezuelano recebia royalties, que é uma porcentagem bem menor de todo esse dinheiro. E foi assim que em 1922 um grupo de petroleiros americanos estava perfurando o solo venezuelano quando de repente ou jorrou petróleo e não foi pouco, foi o maior poço de petróleo do planeta até aquela data.
A Venezuela tinha acabado de descobrir que estava literalmente sentada em cima de um oceano de ouro negro. E eu não tô exagerando quando eu falo oceano, porque hoje a Venezuela tem 303 bilhões de barris de petróleo em reservas provadas. Isso é mais do que Arábia Saudita, mais do que Iraque, mais do que qualquer outro país no planeta.
E aos preços de hoje, isso equivale a aproximadamente 17 trilhões de dólares. É quatro vezes o PIB inteiro do Japão, quase metade da dívida americana. E durante décadas a Venezuela prosperou com o petróleo.
Nos anos 1950, 60 e 70, o país era considerado um dos mais ricos da América Latina. Caracas, que é a capital da Venezuela, era chamada de a Miami da América do Sul. Tinha prédio moderno, avenida larga, carro importado nas ruas.
A classe média venezuelana viajava para Miami para fazer compra. Os restaurantes serviam lagosta, champanhe francês, enquanto outros países da América Latina estavam lutando com ditaduras militares em estabilidade política. E a Venezuela tinha uma democracia funcional e uma economia pujante.
Só que todo esse dinheiro do petróleo criou um problema silencioso que ninguém queria admitir. A Venezuela tava viciada no petróleo. O país produzia petróleo e mais nada.
95% das exportações vinham do petróleo. O governo dependia do petróleo, a economia inteira dependia do petróleo. E aí em 1998 apareceu um homem que mudaria tudo.
Esse cara chamava Hugo Chaves. O Chaves era um ex-militar carismático que soube usar o discurso populista como ninguém. Aí ele culpava a elite venezuelana e o imperialismo americano por todos os problemas do país.
E por trás de toda essa prosperidade que o petróleo trouxe, a Venezuela tinha uma desigualdade social realmente imensa. Os ricos eram muito ricos e os pobres eram muito pobres. E o Chaves prometeu acabar com isso.
Ele prometeu distribuir a riqueza do petróleo para todos os venezuelanos. Ele foi eleito com folga, com larga vantagem. Logo depois dele assumir, ele fez algo que nenhum presidente tinha feito antes.
Ele nacionalizou completamente a indústria do petróleo. Em 1998, ele criou a PDVSA, Petróleos de Venezuela SA, e colocou o petróleo todo nas mãos do estado. E no começo funcionou.
Entre 2004 e 2008, o preço do petróleo disparou no mundo inteiro. De 30 o barril para mais de 140. E o Chaves gastou esse dinheiro como se não houvesse amanhã.
Ele criou programas sociais massivos, porque afinal de contas tinha muita gente precisando de ajuda. Ele construiu casas populares, ele subsidiu alimentos, ele melhorou escolas e hospitais e a pobreza na Venezuela caiu pela metade durante o governo Chaves e o povo amava ele. O Chaves era reeleito com 65% dos votos.
Ele aparecia na TV toda semana num programa de várias horas chamado Alô Presidente, onde ele cantava, ele dançava, ele falava sobre política. O que ninguém sabia é que ele tinha destruído completamente a capacidade produtiva do país. Deixa eu te explicar de uma forma simples o que aconteceu.
Quando você nacionaliza um empresa, você tira ela das mãos dos empresários e coloca nas mãos dos políticos. Na teoria, o discurso é bonito, mas os políticos eles não entendem, na maioria das vezes, nada de gestão. Os políticos geralmente eles querem os votos.
Então, a PDVSA foi aparelhada. O Chaves colocou os amigos dele, militares, aliados políticos para comandar a empresa e pessoas que não sabiam nada sobre extração e refino de petróleo estavam lá. A produção começou a despencar, a infraestrutura começou a se deteriorar.
Em 2002, a Venezuela produzia 3. 5 milhões de barris por dia. Em 2020, produzia menos de 500.
000 barris. E não foi só o petróleo, o Chaves também expropriou, que é um jeito bonito de dizer, roubou centenas de empresas privadas. Fábricas da Kellogs foram tomadas e viraram fábricas do povo.
A General Motors teve a produção confiscada. A Kimberly Clark, que é dona da Hudges, aquela empresa que faz fralda para bebês, foi expulsa do país. Centenas de empresas simplesmente tiveram ativos roubados pelo governo.
E o que que aconteceu com essas fábricas? Elas pararam de produzir. O governo não tinha capacidade técnica para tocar tudo isso sozinho.
Alguns anos depois, em 2013, Chaves morreu de câncer e aí entrou o Nicolás Maduro. Em 2014 aconteceu algo que destruiu de vez a economia venezuelana, porque o preço do petróleo despencou. de 115 o barril para 30.
E lembra que eu falei que 95% das exportações da Venezuela vinham do petróleo? Pois é, de uma hora para outra a Venezuela perdeu quase toda a receita. E o Maduro não fez nada para se adaptar.
Ele continuou gastando como se nada tivesse mudado, continuou mantendo os programas sociais, continuou pagando subsídios. Mas de onde que vinha o dinheiro? Vinha da impressora.
O Banco Central da Venezuela começou a imprimir dinheiro descontroladamente. E quando você imprime dinheiro sem parar, que que acontece? inflação, mas não foi uma inflação normal, foi uma hiperinflação.
Em 2013, a inflação na Venezuela era de 40% ao ano, já era alta, mas ainda dava para viver. Em 2015, ela pulou para 180%, 2016 para 800%, em 2017 para 1370%, em 2018 a inflação foi de 130. 000%.
Em 2019 e atingiu o pico, foi 9. 585. 000%, 1000%, quase 10 milhões% de inflação num ano.
As pessoas iam no mercado de manhã e os preços eram completamente diferentes à tarde. Restaurantes pararam de imprimir cardápios com preços porque os preços mudavam várias vezes por dia. Você precisava de uma mochila cheia de dinheiro para comprar pão.
Em alguns casos era mais barato usar as notas como papel higiênico do que comprar papel higiênico de verdade. A moeda venezuelana, o bolívar, não valia nada. Enquanto isso acontecia, Maduro criou um sistema de câmbio que era completamente manipulado.
Ele estabeleceu a taxa oficial em 10 bolívaras por dólar, mas essa taxa só era acessível pros amigos dele, militares e aliados políticos. Todo mundo comprava dólar a 10 bolívares e vendia no mercado paralelo por 12. 000 bolívares.
Era basicamente um esquema de corrupção oficializado. Enquanto o povo passava fome, os militares, os aliados do Maduro ficavam super ricos com esse esquema. As consequências foram catastróficas.
Hospitais ficaram sem remédios, faltava vacina, pessoas morriam de doenças, tinham curas simples, supermercados ficaram vazios, o governo racionou comida e criou um sistema de cartão de racionamento. A criminalidade explodiu, Caracas virou a cidade mais perigosa do mundo e os venezuelanos começaram a fugir. Desde 2015, mais de 7 milhões de venezuelanos deixaram o país.
É quase 1/3 da população. Foi o maior êxodo da história da América Latina. Famílias inteiras atravessaram a fronteira com a Colômbia, Brasil, Peru, o Chile.
Muitos caminhando, alguns morrendo no caminho. E o Maduro ele culpou todo mundo, culpou os Estados Unidos, culpou as empresas. Posição.
Em 2015, a oposição ganhou 2/3 do Congresso Venezuelano. O Maduro deveria ter perdido o poder, mas ele não aceitou. Em 2016, ele encheu a Suprema Corte de aliados e fez o Tribunal declarar o Congresso inválido.
Em 2017, ele criou uma assembleia constituinte paralela, repleta de aliados, e deu para ela o poder para reescrever a constituição. As pessoas foram para as ruas protestar, centenas morreram, milhares foram presos, em 2018 teve eleição presidencial e o Maduro venceu com 68% dos votos. Ninguém acreditou, a oposição boicotou, vários países não reconheceram o resultado.
Em 2024 teve eleição de novo. Dessa vez a oposição participou e segundo todas as pesquisas independentes, o candidato da oposição, Edmundo Gonzales, ganhou com mais de 60% dos votos, mas Maduro declarou vitória. Mesmo assim, os venezuelanos foram pras ruas novamente.
Mais mortes, mais prisões, mais de 50 países não reconheceram a vitória de Maduro, mas ele continua no poder. E aqui que entra o Donald Trump. Durante todo o ano de 2025, o Trump deixou claro que o Maduro era um problema.
Ele colocou um prêmio de 50 milhões de dólares pela cabeça do Maduro. Ele impôs sanções, bloqueou o petróleo venezuelano, congelou ativos. Em agosto de 2025, o Trump começou a mobilizar forças militares nas águas caribenhas ali da Venezuela, que aliás são praias bem bonitas ali ao redor.
E ele enviou o maior porta-aviões do mundo pro Caribe. Dezenas de navios de guerra começaram a patrulhar a costa venezuelana e de vez em quando os americanos atacavam. Em setembro, mísseis americanos destruíram um barco que supostamente transportava drogas.
Saiu vídeo em todo lugar. Em outubro, novembro e dezembro, os ataques continuaram. Mais barcos destruídos, mais de 100 mortos.
Em dezembro, os americanos até confiscaram dois petroleiros venezuelanos. Era claro que alguma coisa grande tava sendo preparada. E no dia 2 de janeiro de 2026 começaram as explosões.
A operação foi cirúrgica. Forças Delta, que são as forças especiais mais letais do exército americano, invadiram sete locais diferentes simultaneamente. O aeroporto militar Lacarlota, a base de comunicações Fuerte Tiuna, o principal porto marítimo do país, três outras bases militares estratégicas e a residência presidencial.
O Maduro e a esposa estavam dormindo quando os helicópteros chegaram. Eles tentaram correr para um bunker subterrâneo, mas eles não conseguiram. Os americanos capturaram eles, colocaram eles num helicóptero e levaram eles para o USS.
E o Odima é um navio de assalto anfíbio que estava esperando no mar. Toda operação durou 3 horas meia. Zero soldados americanos mortos, zero equipamento perdido.
Então foi uma das operações militares mais bem-sucedidas da história americana. E às 4:21 da manhã o Trump anunciou pro mundo: "Nós capturamos o Maduro". A última vez que os Estados Unidos fizeram algo parecido foi em 1989, quando eles capturaram o Manuel Noriega, que é o ditador do Panamá.
Foi exatamente no mesmo dia, 3 de janeiro, 36 anos depois. Mas a grande pergunta é, por qu Trump atacou a Venezuela? Ele disse que foi por causa das drogas.
O Maduro estava envolvido com cartéis de tráfego. Toneladas de cocaína saíam da Venezuela em direção aos Estados Unidos. Isso é verdade.
O Maduro realmente tinha ligações com o narcotráfico. Mas vamos ser honestos aqui. Você realmente acha que o Trump mobilizou a maior porta-aviões do mundo, gastou bilhões de dólares, arriscou uma guerra apenas por causa de drogas?
Talvez não. A resposta para essa pergunta pode ser petróleo. O mesmo petróleo que enriqueceu a Venezuela nas décadas de 60 ainda tá debaixo do solo.
São 17 trilhões de dólares em reserva de petróleo e 1/5 reserva do planeta. E agora com Maduro fora do caminho, as empresas americanas podem voltar a explorar esse petróleo. Empresas como a Chevron, Exon Mobil, Konoko, Philips, todas essas empresas foram expulsas a Venezuela pelo Chaves e pelo Maduro.
A Chevron, por exemplo, logo quando o mercado americano abriu, depois da captura do Maduro, disparou mais de 8% em valor de mercado, justamente porque agora essas gigantes petrolíferas vão poder voltar a explorar o petróleo venezuelano. E o próprio Trump já deixou claro em entrevistas que Estados Unidos vão administrar a Venezuela durante essa transição. disse que as empresas americanas de petróleo vão voltar a operar no país.
Isso significa bilhões, talvez trilhões de dólares em lucros para essas empresas nos próximos anos. Porque lembra que o petróleo ele é finito, vai sendo usado e vai acabando, vai tendo cada vez menos. Só que existe um outro motivo estratégico aqui que é tão importante quanto o petróleo.
Geopolítica. Aos poucos, a Venezuela estava se tornando uma base pra China, Rússia e Irã na América Latina. A China tinha investido bilhões em infraestrutura venezuelana.
A Venezuela vendia quase 70% de todo o petróleo pra China e tinha até uma estação espacial chinesa na Venezuela. A Rússia vendia armas pro Maduro e mantinha assessores militares lá. O Irã enviava petróleo e drones para ajudar o regime.
E pros Estados Unidos isso era inaceitável. Então a captura do Maduro não é sobre Venezuela e petróleo apenas, é sobre mandar um recado pra China, Rússia e Irã dizendo que a América Latina é dos Estados Unidos. Esse foi o recado que o Trump quis passar.
E agora você deve estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com você e com o seu dinheiro. Tem várias coisas em jogo nesse momento. A primeira que a gente precisa ficar de olho é o preço do petróleo.
Se a Venezuela voltar a produzir petróleo em grande escala, a oferta global vai aumentar. E quando a oferta aumenta, o que que acontece com o preço? Preço cai.
Isso é bom pro consumidor. Petróleo mais barato significa gasolina mais barata, diesel mais barato, passagem aérea mais barata, até mesmo comida mais barata, porque isso aqui diminui o custo de transporte da comida até a sua mesa do jantar. O problema é que as únicas empresas que devem se beneficiar desse movimento são as próprias empresas americanas que vão extrair e refinar o petróleo venezuelano.
As outras ao redor do mundo, inclusive no Brasil, não vão ter acesso a esse petróleo. Então elas vão ver o aumento de oferta que pode gerar uma diminuição de preço, mas sem participar dessa festa toda. Então isso talvez não seja tão positivo assim para as empresas petrolíferas da nossa bolsa eventualmente.
Segundo ponto pra gente ficar de olho é o ouro. A Venezuela tem as maiores reservas de ouro da América Latina. São 161 toneladas de ouro nos cofres do Banco Central Venezuelano.
Isso aqui vale 22 bilhões de dólares hoje. Só que esse ouro dos cofres venezuelanos é somente a ponta do iceberg. Existe uma área na Amazônia venezuelana chamada Arco Mineiro do Orinoco que pode ter entre 8 e 10.
000 toneladas de ouro ainda não exploradas. Se o ouro tá cotado a ó a onça, isso significa que tem 1. 5 trilhão de dólares enterrado ali debaixo do solo.
Mas espera que ainda fica melhor ou pior, né, dependendo do seu ponto de vista, porque esse mesmo arco mineiro do Orinoco é algo que pode ser mais valioso que ouro. Terras raras. Terras raras são aqueles elementos químicos essenciais para praticamente toda a tecnologia moderna.
Celulares, computadores, carros elétricos, painéis solares, turbinas eólicas, mísseis militares e, principalmente chipes de inteligência artificial. Tudo precisa de terra rara. E adivinha quem controla 70% da produção mundial de terra rara?
A China. E ao contrário dos Estados Unidos, a China é rica em terras raras. Isso é um problema gigantesco pros americanos, porque se a China decidir cortar o fornecimento de terras raras, a indústria americana para.
Talvez vocês não lembrem, mas em outubro de 2024, o Trump quase colocou tarifa de 100% sobre os produtos chineses, justamente por causa desse conflito das terras raras. Segundo o governo venezuelano, o arco mineiro do Orinoco tem pelo menos 300. 000 toneladas métricas de terras raras.
Isso pode valer mais de 200 bilhões de dólares quando a exploração começar. E agora com essa recente explosão da corrida da inteligência artificial, o valor dessas terras raras tá disparando cada vez mais. Só que dessa vez os americanos têm acesso às terras raras da Venezuela.
Isso não é coincidência, né? Se os Estados Unidos conseguem explorar de alguma forma as terras raras venezuelanas, eles se tornam menos dependentes da China e garantem o suprimento para a corrida da inteligência artificial. Então, quando você ouve que o ataque à Venezuela foi só por causa das drogas e da liberdade do povo venezuelano, cuidado para não esquecer que eles têm 17 trilhões de dólares em petróleo e também 1.
5 trilhão em ouro, centenas de bilhões em terras raras. E é isso que tá em jogo. Obviamente que a liberdade do povo é algo importante.
Milhares de pessoas estão nas ruas comemorando a captura do Maduro, mas existe uma grande chance disso não sair de graça. Empresas americanas vão querer explorar todos esses recursos venezuelanos que cá entre nós, nunca foram da Venezuela. Sempre tinha algum país, seja China ou Estados Unidos.
tentando tomar esses recursos do nosso vizinho. E o quarto ponto e talvez o mais importante, é o Brasil. O Brasil tem uma fronteira de 2200 km com a Venezuela.
E desde 2015, mais de 400. 000 venezuelanos entraram no Brasil fugindo da crise. Se a situação na Venezuela piorar, se virar uma guerra civil, por exemplo, esse número pode dobrar, triplicar, o Brasil vai ter que lidar com uma crise humanitária gigantesca.
E enfim, eu não vou entrar muito na questão humana por trás de todo esse conflito. É muito importante, mas não é o foco do vídeo. O ponto que eu queria trazer é o plano diplomático que o Brasil pode acabar se metendo, porque o Lula condenou o ataque americano a Venezuela, disse que foi uma violação grave da soberania.
Isso pode criar um problema com os Estados Unidos. O quinto e último ponto que eu queria abordar sobre investimentos relacionados à Venezuela é Bitcoin. Existem estimativas que nos últimos 7 8 anos o regime venezuelano é acumulou uma reserva secreta de mais de 600.
000 Bitcoins. Aos preços de hoje, a gente táa falando de quase 60 bilhões de dólares. Tudo começou em 2018, quando a Venezuela estava completamente quebrada por causa das sanções americanas.
Eles não conseguiam vender petróleo normalmente, eles não conseguiam usar dólares. Os bancos internacionais não aceitavam transferências venezuelanas. Então o regime do Maduro teve uma ideia genial.
Eles começaram a fazer trocas de ouro. Então funciona assim. A Venezuela derretia as reselas de ouro do arco mineiro do Orinoco, vendia esse ouro no mercado negro e com dinheiro comprava Bitcoin.
Por que o Bitcoin? Porque o Bitcoin não pode ser sancionado. Não tem como os Estados Unidos bloquearem uma carteira de Bitcoin.
E entre 2018 e 2020, o regime do Maduro converteu aproximadamente 2 bilhões de dólares de ouro para Bitcoin. E aqui onde fica interessante, porque eles compraram Bitcoin quando o preço estava em torno de $. 000, ou seja, eles pagaram muito barato pelos bitcoins.
Então, se eles compraram 2 bilhões a 5. 000 o Bitcoin, isso significa que eles compraram cerca de 400. 000 bitcoins.
E quanto vale isso hoje? Um Bitcoin cotado a 95. 000 quase 40 bilhões de dólares.
E tudo isso foi só nessa operação. Mas a Venezuela não parou por aí. Eles começaram a exigir que os compradores de petróleo venezuelano pagassem em teter, que é uma stable coin atrelada ao dólar.
Sabe o que eles faziam com esse tetter? Eles se convertiam em mais bitcoin. Entre 2018 e 2020, com as trocas de ouro por Bitcoin, foram aproximadamente 45 a 50 bilhões de dólares em Bitcoin.
e com as vendas de petróleo convertidas em Bitcoin entre 2023 e 2025, aproximadamente 10 a 15 bilhões. Isso significa que a Venezuela deve ter algo próximo de 60 bilhões de dólares em Bitcoin hoje, talvez até um pouco mais. E só para vocês terem uma noção do tamanho dessa reserva, isso é mais Bitcoin do que a Black Rock tem.
É quase o mesmo que a MicroSategy, que é a maior empresa compradora de Bitcoin do mundo. É o dobro de todo o Bitcoin que o governo americano tinha antes desse ataque. E é 12 vezes mais do que a venda da Alemanha que derrubou o mercado em 2024.
Aliás, deixa eu pausar aqui para te explicar melhor essa história da Alemanha, porque ela é importante para você entender o tamanho do problema ou da oportunidade, dependendo do seu ponto de vista. Em junho de 2024, o governo alemão anunciou que ia vender Bitcoin apreendido de criminosos. Tinha por volta de 50.
000 bitcoins e na época isso valia 3 bilhões de dólares. E olha o que aconteceu. O Bitcoin estava cotado a 71.
000 antes do anúncio. Quando a Alemanha começou a vender, o preço despencou de 71 para 54. 000.
Foi uma queda de 24% em questão de dias. O mercado entrou em pânico, as pessoas vendiam desesperadas, o medo se espalhou. Isso aconteceu porque 50.
000 bitcoins foram jogados no mercado de uma vez. Isso criou um excesso de oferta. Agora pensa comigo, a Alemanha vendeu 50.
000 bitcoins e derrubou o mercado em 24%, e hoje a Venezuela tem 600. 000 bitcoins. É 12 vezes mais Bitcoin que a Alemanha.
Se os Estados Unidos decidirem por algum motivo, primeiro, né, ter acesso a tudo isso, conseguir, depois vender tudo isso de uma vez, o preço do Bitcoin poderia despencar pela metade, né? ser um massacre no mercado criou uma oportunidade. E como vocês sabem, os Estados Unidos capturaram o Maduro, mas nada adianta ter o Maduro se você não tem as senhas das carteiras do Bitcoin.
Então, supondo que ele saiba a senha de todos esses bilhões em Bitcoin, provavelmente vai rolar um interrogatório é intenso dos americanos tentando descobrir as senhas e oferecendo acordos do tipo, entrega senhas da sua carteira e a gente reduz pena, protege a sua família ou te deixa vivo, né? Porque sem as chaves desses 60 bilhões de dólares estão perdidos para sempre. Agora, se os Estados Unidos conseguirem as senhas, aí tem três cenários possíveis.
Cenário um, que é o mais provável, é o congelamento. O Bitcoin ficar preso por anos. Creedores da Venezuela vão tentar pegar, departamento de justiça vai brigar, vai virar uma briga judicial gigantesca e enquanto isso, os bitcoins estão parados, congelados.
Isso seria extremamente positivo pro preço do Bitcoin, porque 600. 000 bitcoins representam 3% de toda oferta circulante de Bitcoin no mundo. Então, se esses bitcoins ficarem travados por 5, 10 anos, a oferta disponível no mercado diminui drasticamente.
Uma menor oferta significa que o preço sobe. Cenário dois. também provável reserva estratégica, né?
O presidente dos Estados Unidos já deixou claro várias vezes que ele é a favor do Bitcoin, já falou em criar uma reserva estratégica de Bitcoin pros Estados Unidos. Então existem sim eh uma chance de que ele simplesmente declare que esse Bitcoin é dos Estados Unidos, faz parte da nossa reserva nacional. E novamente isso tiraria 600.
000 bitcoins do mercado permanentemente. Menor oferta, o preço sobe. Existe o cenário três que é improvável é a liquidação.
É onde os Estados Unidos poderão vender tudo de uma vez para pagar os custos da operação militar. Mas são um pouco mais improvável por dois motivos. Primeiro, vendendo 600.
000 bitcoins de uma vez o preço do Spen. Então eles não conseguiram 60 bilhões, conseguiram menos. E segundo Trump é pró Bitcoin, ele não vai querer entrar pra história como o presidente que derrubou o Bitcoin.
Então o cenário mais provável é os bitcoins ficam congelados ou viram reserva americana. Se você tem Bitcoin na sua carteira, que que isso significa para você investidor? Significa que o cenário é muito positivo para Bitcoin.
Se 3% de toda a oferta do Bitcoin sumir do mercado, seu Bitcoin se torna mais raro, mais valioso e mais caro. Simples assim. Agora tem outro cenário também, né?
que é o cenário de, fras Estados Unidos ter acesso a isso e ficar caladinho, não falar nada para ninguém. Quem sabe, né? Isso daqui daria um problemão geopolítico, né?
De repente você confiscou os bitcoins, complexo. Claro que no curto prazo pode ter volatilidade, pode ter pânico, pode ter notícia ruim, mas no médio e longo prazo isso é extremamente positivo para quem tem Bitcoin. Então fica de olho, porque a gente mal começou 2026 e essa pode ser uma das maiores oportunidades do ano em cripto.
E olha, eu sei que essa história toda da Venezuela é complicada, tem muitas nuances, muitas variáveis, mas eu separei aqui três lições que você precisa tirar de toda essa história. Primeiro, decisões políticas destrói economias. A Venezuela tinha tudo para dar certo.
Tinha o petróleo, tinha o ouro, tinha as terras raras, mas as políticas populistas, corrupção, uma gestão e um governo autoritário destruíram tudo. Em 20 anos, a Venezuela passou de um dos países mais ricos da América Latina para um dos mais pobres. Segunda lição, dependência de uma única fonte de renda é perigoso.
A Venezuela colocou todos os ovos na mesma cesta, petróleo, e 95% das exportações vinham do petróleo. Toda economia dependia do petróleo. Quando o preço caiu, a inteira desmoronou.
Sabe de uma coisa? Isso também vale para você. Se você depende de uma única fonte de renda, um único emprego, um único cliente, um único investimento, você está em risco.
Por isso que a diversificação é tão importante, seja na sua carreira, seja nos seus investimentos, nunca coloque todos os ovos na mesma cesta. Se você quer ajuda para investir, diversificar seu patrimônio e se proteger, a Portfel, ela é a consultoria de investimentos do grupo Primo, é a construtura que mais cresce no Brasil. Basta você clicar no link aqui da descrição ou escanear o QR code que tá aparecendo na tela agora e um consultor do meu time vai entrar em contato com você e vai montar um plano para te ajudar a proteger e multiplicar o seu patrimônio.
E a terceira lição, invista em Bitcoin. Inflação destrói patrimônios mais rápido do que você imagina. A Venezuela teve 10 milhões% de inflação no ano.
Pessoas que tinham economias de uma vida inteira perderam tudo em questão de meses. Quem tinha dinheiro guardado em bolívares viu o patrimônio virar pó nos últimos 5 anos. A bolsa de Caracas subiu 150.
000%. Só que tudo isso não foi rentabilidade real investidores, foi o dinheiro dos venezuelanos perdendo valor. E esse problema inflacionário não acontece só nas ditaduras.
O próprio Brasil já teve peninflação nos anos 80 e 90. A gente teve planos econômicos com fisco de poupança, moedas que mudavam de nome toda hora e pode acontecer de novo se a gente não tomar cuidado. Por isso você precisa proteger o seu dinheiro do seu próprio país.
E por isso você deveria investir o seu dinheiro em ativos escassos. E Bitcoin é um desses ativos. E olha, eu sei que esse vídeo foi longo, mas eu realmente precisava falar sobre tudo que tá acontecendo.
E você, como investidor, precisa tá atento ao que acontece no mundo todo, porque tudo isso afeta o seu bolso, afeta seus investimentos e afeta o seu futuro. Todo dia que passa mais novidades vão saindo. E se vocês pedirem muito aqui nos comentários, eu faço uma parte dois com mais novidades, caso faça sentido.
Lembrando que eu torço, gente, para que os venezuelanos finalmente tenham paz e prosperidade e que a gente precisa aprender com os erros da Venezuela para não cometer os mesmos aqui no Brasil. Vou ficando por aqui, um grande abraço, até a próxima e bom ano pra gente.