Na recepção, a galera falou: "Pô, mas você já vio aqui, né? Tem cadastro, pô, foi aqui da outra vez. Então, louco, exatamente, aí a minha estadia no grilo como baixista durou do instante que eu peguei o baixo do ensaio até eles tocarem que eu não sabia tocar baixo, que foi dois ensaios.
E aí que tal? Gostava muito de Chico Buark, né? Então era um processo muito doloroso escrever, porque um cara de 14 anos escrever que nem o Chico é uma ah não daí é quero conhe quero conhecer esse cara sabe quantos anos tem o mais velho da banda?
Mas velho da banda tem 27, que é a idade do de todos os integrantes nesse momento, basicamente. Ah, todo mundo sem 27. Todo mundo.
27. Oi, gente, tudo certo? Eu, Babi Tencur Mix Silva estava fazendo entrevista, tá no ar mais um episódio e hoje a gente vai falar sobre a banda O Grilo, que foi criada pelo Pedro, o Lucas, o Felipe e o Gabriel lá em 2016.
E é uma mistura de gêneros com muita autenticidade e também poesia. E eu digo, até estendo na verdade isso porque também a banda Grilo é uma baita de uma viagem. E é isso que a gente vai falar hoje com Pedro Martins, que é o vocalista do Grilo.
Seja bem-vindo, Pedro. Pô, muito obrigado aí, primeiramente, pelo convite. É muito bom voltar aqui, né?
Descobrir que já tinha vindo nesse prédio, na verdade, porque lá lá atrás a na recepção, a galera falou: "Pô, mas você já veio aqui, né? Tem cadastro, pô. Foi aqui da outra vez, então louco.
Exatamente. Foi a gente ainda de novo. Então não, eu até quero quero lembrar disso da vez que vocês vieram aqui, que vocês trouxeram pra gente um presente e a gente colocou aqui, ó.
Então a gente demais cara, muito obrigado. Todo, faz um tempão que tá aqui, né? Faz um tempão mesmo.
Porque eu achei irado, né? E esse logo que é do segundo álbum é muito bonito, cara. É lindo.
É suspeito para falar, né, cara? Mas eu gosto bastante também. Bom, tá em Porto Alegre dessa vez.
A banda vem um pouquinho mais tarde, por isso tá sozinho aqui, né? Porque obviamente a gente gostaria de receber todo mundo, mas as nossas agendas aí não não se fecharam. Mas é que bom te receber por aqui mais uma vez.
Aqui não tá vazando entrevista. A outra vez acho que a gente bateu lá no estúdio, né? Foi ao vivo.
Foi ao vivo, né? E foi em 2024, 23 24 era lançamento do álbum. A gente falou sobre isso.
24, né? Pra então não faz tanto tempo assim. tanto quanto aconteceu no último ano.
Mas que bom, é, foi uma viagem, foi uma viagem, foi uma viagem. Ai, mas assim, Pedro, eu queria puxar o gancho já e aproveitar que tu tá aqui sozinho e falar também um pouco sobre a tua carreira, assim, como tu começou na música. Então, minha primeira pergunta é como tu teve essa conexão, assim, sei que tu já deu várias entrevistas falando justamente sobre isso, mas queria entender ã como tu começou na música e também se logo de cara tu queria ter uma banda ou tu queria ser um cara mais solo, tá?
Então, eh, na verdade minha trajetória na música começou muito em casa, né? Porque o, o meu pai, ele sempre gostou muito de tocar e ele toca, canta muito bem, gosta muito de fazer arranjo de voz assim, é muito instrumentista, só que é, então é loucura. Só que o pai dele, meu avô, era muito linha dura, né?
Ele obrigou todos os filhos a serem engenheiros, então ele nunca levou essa parada muito pra frente, era sempre um hobby. Música. Exato, exato.
Tipo, música ele não não levava, mas só ali em casa eh tinha uma parada, uma um monte de violão, um monte de teclado, umas coisas assim. E aí eu ia me aventurando ali, mas tudo muito de data assim, sabe? Porque eu não era muito fã de escola assim, quando meu pai falou: "Pô, quer fazer aula de violão?
Putz, cara, já tenho matemática, geografia, vou fazer aula de violão agora. É assim que eu não vou gostar de tocar violão. " E aí eu fui aprendendo sozinho.
Eh, fui, fui aprendendo a cantar também no meio tempo. Tu cantava o quê? No começo?
E cara? Cantava muito, muito Beatles que é fácil de tirar, né? Eh, Casusa.
Aham. Beatles é tranquilaço, cara. Quatro acordes ali, você toca metade da descobrif, cara.
É, vamos lá. Já começou a fazer várias coisas, correr e tal, e daqui a pouco a gente começa a fazer violão também. Exatamente.
É só Beatles e Tim Maia. Não tem erro, cara. Te maia também, cara.
Quatro acordes você vai longe, bicho. Caraca. Com a maioria das músicas assim.
É, cara, assim, as famosas tem algumas aí que é três acordes, você toca de trás pra frente. Tipo, qu cara? Tipo, eu gostava tanto de você assim, você é azul da cor do mar.
Ah, para penalizar na melodia, realmente faz sentida. Uhum. Não, doideira, cara.
E aí eu ia nessa, né? E com isso eu acabei até formando banda no colégio e tudo, tocava no recreio, mas é aquela coisa que, pô, eh, nunca foi uma aspiração profissional assim, nossa, cara, é isso, vou ser músico, gosto muito dessa parada. Só que aí aquela parada, eu entrei na faculdade, eh, conheci o baixista da banda, né, o Cavalari.
E aí ele me apresentou o Batéria que era o Teixeira, ele falou: "Pô, vamos formar uma banda aí nós três? " Eu entrei no grilo como baixista. E aí a minha estadia no grilo como baixista durou do instante que eu peguei o baixo do ensaio até eles tocarem que eu não sabia tocar baixo, que foi dois ensaios.
E aí, então, mas eu eu sempre ouvi a história que quem toca guitarra sabe, tocar baixo. Não, não faz muito sentido isso, não. É que aí que tá também, esse que é o o a beleza da parada, né?
Eu também não sei tocar guitarra, toco violão, que é só esse diferente. Ah, é muito p É muito diferente. Como é que tu vendeu o teu peixe pr para te pegarem na banda e te colocarem com É que eu tinha, eles queriam fazer e cover de ind rock nacional, né?
Aí eu tinha o repertório e aí falava: "Pô, escuta a banda tal, escuta a banda tal", eles iam pirando assim. E eu também dentro dos três eu era um dos que cantava, dos que cantava melhor, assim, não muito na época, que também não nunca tinha feito aula de canto nem nada. Mas aí a gente foi seguindo e início a gente entrou numa de fazer música autoral.
Fizemos, a gente lançou o nosso nosso primeiro projeto que é o herói do futuro. Uhum. E aí nisso eu saquei que tipo, cara, vou ter que sair aqui da faculdade de publicidade, vou ter que fazer o que eu gosto mesmo.
Entrei na faculdade de psicologia e aí putz, a música foi a última coisa, não é? Você tem que realmente não, só que aí depois aí depois depois eu falei tipo: "Não, tá aí, cara, que eu gosto de fazer mesmo é isso". Hoje em dia eu agradeço demais, cara, que eu moro com um psicólogo e eu vejo o trabalho dele, eu falo: "Cara, [ __ ] tô tô indo pegar um voo amanhã para Belo Horizonte 3 da manhã, não vou dormir nada, mas assim, que bom que eu tô fazendo isso não o que você tá fazendo, cara.
P que alívio, a vida te mostrando que tu escolheu o caminho certo, não psicologia. Totalmente, totalmente. Ah, que demais, cara.
Essa junção do grilo, ela tem bastante bastante cantos do Brasil, né? Bastante lugares assim, onde como é que vocês se juntaram? Tudo foi na faculdade.
Então, o Cavalaro e o Teixeira se conhecem desde o desde pequenininhos e aí eles eram muito amigos, tiveram banda no colégio juntos. Eu vim depois eh na faculdade de publicidade e o FEPA, que é o nosso guitarrista, ele veio só depois, porque ele não é da, digamos, da formação inicial da banda. Ele veio fazer produção musical em São Paulo, mas ele é lá de Manaus, né?
Hum. E aí veio para São Paulo, a gente precisava de um guitarrista que tinha saído outros dois membros da banda. E aí eu me lembro do Teixeira falar: "Cara, conheci esse cara que é o Fepa, que ele é basicamente um Manauara com muita referência de carimbó, mas muito metaleiro, que veio para São Paulo com uma banda de H".
Eu falei: "Cara, esse é o guitarrista do grilo, velho. Não tem como, não ser ele sabe que é isso. A gente procura essa galera mais eclética assim para fazer essa coisa de misturar ritmo mesmo, né?
" Pois é. Pode falar, B. Acho que dia eu rompi.
Não, não, não. Essa essa mistura toda, ela, O que que veio primeiro? Veio a mistura.
Uhum. E aí veio a ideia de você, tipo assim, vocês quando montaram a grila, assim, não, a gente quer realmente ser uma mistura toda ou essa mistura veio por ser pessoas distintas, de culturas diferentes e tudo mais? Cara, eu acho que veio depois porque as primeiras músicas a gente ainda não sabia muito bem como fazer música também, sabe?
Então era aquela coisa um pouco mais quadradinha. A gente foi fazer a nossa primeira produção de disco foi com um cara que assim, [ __ ] virou um mega mentor pra gente que é o G da Labela, que ele é ex-Batera de sepultura. Ele tem um estúdio lá em São Paulo.
O Gel acho que ele tocava na Egalen também junto corre. Ele era batera, acho que batera, fundador da saiu, tocou um tempo com a Pit. É, eu entrevista de vocês que falaram sobre isso, baita baita batera e ele tem uma cabeça muito boa.
Então assim, e ele falava pra gente: "Pô, cara, essas músicas que vocês estão fazendo, isso aqui é, por exemplo, nosso nossa música de trabalho que virou serenato existencialista, que foi a primeira que a gente fez pro grilo, assim, primeira que eu compus. Eh, cara, ela inicialmente tinha 6 minutos e 40, tinha três solos. " Era música eletrônica standard.
É tipo isso, cara. Era um negócio meio uns rock nada a ver, sabe? Tipo, e aí a galera tipo: "Ah, não, mas como é que você tá timbrando assim o o equalizador aqui dessa dessa desse amplo e tals?
A gente, cara, que que que é isso, sabe? Não sei, pô, é que você tá mexendo aqui, [ __ ] O ganho do microfone tá como? Não faço ideia do que você tá falando.
" Ele foi, ele o primeiro, o primeiro EP, ele deu uma lapidada boa na gente, sabe? Depois que a gente entendeu que gente precisamos estudar isso aqui, está virando o nosso ofício de fato, que foi lá em 2017 primeira pena que vocês lançaram. Examente.
E aí, cara, vamos vamos ficar bom nessa parada, né? Vamos aprender os pipip poopó de tudo, né? Então a gente foi estudando e aí eu acho que no nosso segundo trabalho que foi o Você Não sabe de nada, que aí o Fepa já tava na banda e ele também é formado em produção musical, eh, a gente já tava num ambiente muito mais confortável de tipo, beleza, já sabemos compor, já sabemos como o equipamento funciona, já sabemos o que a gente quer fazer, agora vamos só misturar uma porrada de coisa que a gente gosta e fazer isso.
Então tu diz, tipo assim, tem um grande espaço de tempo entre o EP e o primeiro álbum, né? Nesse meio tempo vocês então se dedicaram bastante para estudar também. Tô acreditando nisso?
Sim. É, foi foi tipo assim, a gente quando você grava um um primeiro trabalho bem feito, você tem uma uma um choque de realidade que é, caraca, você escuta você cantando na gravação, você tocando guitarra, tocando bateria e você fala: "Nossa, tocamos muito he". Aí você vai prensar e vê que vocês não tocam nada porque pegou os melhores takes de todo mundo, separados naquele ambiente super controlado que você se escuta muito bem.
Então é isso, tem o momento de voltar, a gente ensaiava, tava todo mundo fazendo cursos diferentes ou trabalhando na mesma época com outras coisas. E os nossos horários de ensaio eram de segunda-feira da meia-noite às 2 da manhã e quinta-feira das 10 à meia-noite. Então era isso, terminava 2 da manhã, eu tava acordando, sei lá, 7 da manhã no dia seguinte assim, fazer alguma coisa e o E aí ficava nesse negócio.
Aí começa depois a segunda fase da banda, que é tipo, pô, você vai começando a pegar shows pequenos assim, né? Hum. E shows tocando ns buracos bizarro que você não se escutava assim.
Acho que a primeira vez que meu amigo que tinha ido em todos os primeiros shows ouviu minha voz do palco, foi o quarto show assim, sabe? De resto o microfone ficava baixo. Tu lembra de algum lugar assim que tu cara a gente tocou num loucura.
Então, a gente tocou num lugar que o palco era uma casa, nunca vou esquecer assim, uma casa essas coisas o cara nunca esquece. Nossa, na casa caindo os pedaços assim, tipo, o cara ele tinha como se fosse um lugar lá que que tinha na casa que tinha uma lareira como se fosse, só que ela virava como se fosse uma arquibancadinha assim. Era, imagina, a gente tá aqui, do nada tem uma cratera aqui com uma lareira.
Aí, [ __ ] vou botar a banda lá embaixo. E aí ele botava as bandas lá embaixo. Só que quem viu o show era o pessoal que tava na primeira fila, porque se você tava atrás, você não conseguia ver.
Ah, é tipo um bold. Exato. E a gente e eu fazendo e a gente fazendo show assim, né?
Meu Deus. Não sei se eu vi nada, cara. Era loucura.
A bateria lá tocando, ficava só batera ali embaixo. Então, tipo, você não ouvia. Isso foi quando, cara?
Acho que 2018, talvez, não sei. Tá, vem no começo. Exato.
E aí, tipo, só caráter, né? Ah, demais. Tanto é que é isso.
Depois você vai pegando os palcos grandes, é, tipo, dá um problema de de som, você tá, vamos embora, peg o Lola para luz da vida. Exatamente. E aí foi isso aí.
A parada combinou mesmo depois que a gente ganhou uma promoção de rádio, aí a gente tocou no Lolo. Sim. E aí o negócio profissionalizou de fato que aí a gente começou a a fazer shows mais legais, a gente fazia abertura para Super Combo, Fepa já tava na banda e aí surgiu essa coisa de gravar o o primeiro álbum de fato, né, do Grilo.
Ah, você tem tudo a ver com Lola, na verdade, né? Eu vi uma entrevista que vocês falaram que assim, cara, chegou o Lola e daí passou, a gente passou uma semana inteiro tipo mal, porque chegou e a gente não sabia muito o que fazer depois, tipo, a gente conquistamos nosso objetivo e agora é imagina a gente, você tá tocando em casa para 100 pessoas, aí de repente você sobe no palco do Lola, você faz um show bizarro assim com cara, uma infraestrutura incrível, tal, ouvindo tudo. Aí daqui a pouco você lembra que você vai tocar.
Exatamente. Aí você lembra que no dia seguinte você vai tocar no boteco do Carlão, que vai ser para tipo 100 pessoas também e não vai ter som nenhum e você não tem como pagar um técnico de som porque é isso, você não vai ter o cachê do Lolo e aí você fica nessa depressão pós o Lola que a gente batizou que era cara, que que a gente faz agora? Mas aí graças a Deus veio a a super combo que a gente tinha, nosso produtor trabalhava com as duas bandas e aí a gente chamou eles para participarem do LOL.
Eles gostaram da gente, falaram: "Pô, abre os shows da Super Combo aí". Então, a gente conseguiu ainda manter o nível de show ali tranquilo. A gente tinha pouca coisa lançada, eles falaram: "Vocês têm 25 minutos".
E a gente ainda tinha que tocar coisa inédita porque a gente tinha menos de 25 minutos de música total, sabe? Então, era uma loucura, cara. Caraca.
E aí e eles salvaram muita gente, deram várias dicas. Tá, pegando esse teu gancho de música inédita, eu sei que nesse o tudo acontece agora, muitas das músicas tu escreveu, né? E eu queria entender também como começou esse teu processo de composição, assim, como se sentiu confiante a ponto de colocar isso no mundo, sabe?
Acho que é um grande ponto assim. É difícil, bicho, porque no começo eu tentava escrever desde a época da escola lá que eu tocava com os amiguinhos do recreio assim. Ah, é?
Já sim. Ah, já tentava, né? Tipo, quem é que era tua inspiração naquela época assim?
Tu vê, meu Deus, que Ah, então aí que tal, gostava muito de Chico Buark, né? Então era um processo muito doloroso escrever, porque um cara de 14 anos escrever que nem o Chicoma, ah, não, daí é quero conhecer, quero conhecer esse cara, sabe? Uma tortura contigo mesmo, né?
Tipo, não e era uma, nossa era terrível. E aí a galera falava, vamos fazer coisa autoral, mas o Pedro que canta, então o Pedro que escreve, tentava e não saía nada. E mas aí escrever mesmo, uma coisa que era engraçada, eu fazia muita paródia de música no recreio com os meus amigos, assim, saia uma música, a gente mudava a letra para deixar engraçado.
Eu acho que isso deu uma versatilidade de na hora de escrever que você fica melhor em rima, né? Mas o aí quando a banda se formou mesmo o grilo, eles falaram: "Pô, vamos tentar fazer coisa autoral, só que ninguém trazia nada, ficava todo mundo naquela de, ah, tô com medo de trazer, vai que a galera me zoou. " Vergonha.
Uhum. E aí eu tava, eu lembro que eu tava em casa vendo Rickemord assim, eu falei tipo: "Nossa, essa parada é muito bizarra, né? Como esse negócio é esse desenho esquisito tal".
Aí eu lembrei de um do Desmifs, eu falei: "Porra, tá aí, vou fazer uma serenata existencialista assim baseada no Ricky Mor". E aí saiu a música tá? O clipe foi inspirado também nessa tua nessa nessa tuas referências de de adolescente, é que viraram as da banda, né?
Depois. Então, tipo, a banda assim, a gente é rockqueiro, mas a gente gosta, tipo, sei lá, se você vai falar de grandes nomes na música, o Gil na o Gil no grilo é Deus, saca? Tipo, a gente olha para ele, tipo, meu Deus, esse cara é tudo então é, a gente tem muito essa veia do MPB mesmo, né?
O que é legal porque a gente sente que sobe um pouco a a barra da letra assim, sabe? Tipo, a galera vai pegando a referência, então, [ __ ] a gente tá o dia todo ouvindo esses caras, tipo Gild, Javan, sei lá, Lenine. E aí quando a gente vai fazer uma letra, a gente tenta mirar um pouco neles também, né, para para dar uma subida.
E aí, qual que foi o negócio? Eu fui escrevendo mais letras, só que como só pra gente tocar na banda, para ter alguma coisa para cantar enquanto a gente toca. Só que iníisso os meninos começaram a me pirar de tipo, cara, isso tá legal, vamos lançar essa parada, isso tá bacana.
E aí eu acho que é aquela coisa assim, eu gostava, se tornaram grandes amigos meus, né? Obviamente hoje em dia a gente é quase que irmão, passa Natal junto, saca? É bizarro.
Sim. E e eu ficava, cara, se esses caras que eu gosto muito estão falando que o negócio é bom, eles não estão querendo me prejudicar, né? Então acho que eu vou dar uma chance.
E aí dei foi muito bom, porque é isso, assim, virou uma parada que dentro do mundo da música, acho que o que eu mais gosto de fazer é compor, assim, então virou uma parada muito boa assim para mim mesmo. E aí começou a fazer parte do meu dia a dia, mas o processo mesmo no começo era muito eu em casa. tinha uma ideia, trazia pra banda, a banda fazia uma umas coisas em cima, melhorava a música e a gente lançava.
Eh, esse caso do Tudo Acontece Agora era muito estúdio, então era tipo, tá, eles estão tocando uma gem, aí eu falava, [ __ ] esse negócio é legal que eles estão tocando aí eu falava, eu começava a abrir o nota, o bloco de nota e escrevendo, aí falava: "Pô, toque loop isso aí". Aí ficava lá e aí tentava, tá? Explica o que é gem.
Só para gem. É quando você pega três caras, que tocam um instrumento e vocês falam para eles ou toca qualquer coisa. Eles tocam qualquer coisa improvisado.
Exatamente. E tu vai indo. E ninguém é mais triste do que o vocalista na gem.
Ninguém é o quê? Mais triste do que um vocalista numa gem. Tá.
Por quê? Porque ao menos você saiba meter um freestyle, você fica olhando, você não vai meter, você não vai meter um solo bucal, né? Você não vai fazer um pau.
Não, não vai. Então assim, então é por isso que eu ficava no meu bloquinho aqui, ó. Só canetando.
Não, mas é uma imersão mesmo, né? Tipo, é dentro do estúdio, tipo, hoje, por exemplo, hoje tem uma gem, então aí é você vai lá e tipo e tem muita coisa que não sai nada. E a gem é meio que o aquecimento assim da da galera, né?
Tipo, ah, tá, estamos meio frio, toca uma parada aí, passando o som aí, vai, vai passando. E é isso. Eu nunca brequei porque eu vejo que muita coisa legal sai desses momentos, então não tem porque brecar, sabe?
Eu tô ali em tese no meu horário de ensaio, mas tô parado, mas tô olhando também, né? É engraçado que, tipo, tu falando isso, eh, eu lembro de algumas situações de outras bandas também que que a gente conhece a história que também o os o processo criativo deles também era, de uma maneira geral passava muito perto disso, dessa dessa tua dessa tua ideia de gem que tu trouxe para cá, como vocês fazem, né? E e muitos dos hits que a gente vai estudar um pouquinho mais e aprender um pouquinho mais sobre eles foram assim: "Ah, tava lá no canto, a galera tava fazendo um som ali, tava ali displicente ali do outro lado, não sei o quê".
Comecei a escrever por um, sai o hit da banda que, tipo, a vida inteira os caras vão tocar. Cara, rola muito esse tipo de coisa, bicho. Que demais, cara.
É porque é isso, né? Se você às vezes fica muito preso também na no mundo das ideias de tipo, pô, vamos fazer uma música assim assim assado, que vai ser nesse nessa escala tal, nesse modo e a gente vai falar tal coisa. Eh, isso é válido, mas o grido tem muito mais uma pegada de, tipo assim, cara, se no meio do caminho a gente encontra um três acordes de guitarra que viram um som muito legal, a gente não a gente tem muita humildade de falar, beleza, essa ideia super elaborada aqui, é legal, mas isso aqui tá falando alguma coisa e tem que respeitar isso aqui, sabe?
Pode crer. É muito tipo, se é divertido, você tá fazendo a galera balançar a cabeça, [ __ ] isso aqui tem valor, sabe? Vai por esse caminho, então.
Exato. Tipo, não é necessariamente tipo, esquece isso aqui, só é tipo, mano, breque isso aqui, vamos olhar porque talvez tem algum ouro aqui também, sabe? Tá.
E quando rola essas gemas, fiquei curiosa, e tu tá nesse processo criativo assim contigo mesmo, tu consegue puxar algumas coisas de outros momentos que tu, sei lá, deu um insight, tu tava no mercado e escreveu, tu consegue fazer isso assim, cara. Então, tem um bloco de nota com bilhão de notas diferentes, assim, é tipo só frase solta, sei lá, e às vezes você vai voltando. Então, tipo, você tem muita música do grilo que era, sei lá, era uma música de 2017 que a gente nunca lançou, que tinha uma frase específica e agora virou de outra música, sabe, que já tá lançado.
Ah, então a gente reaproveita muita coisa. E, mas tem alguma que tu, lembrem que vocês reaproveitaram, cara? Tem, deixa eu pensar, a gente tem uma música, a gente tinha uma música chamada Tarde demais, que a gente nunca lançou.
E aí era, ela abria com uma melodia, uma letra que era: "Não dá para esquecer alguém como você mais bem que eu queria". 4 anos depois a gente lança Deus que é tipo, não dá para esquecer alguém como você mais bem que eu queria. E o que tem de igual é só isso.
Ah, tava demais, ficou engavetado. Ela pode em algum momento, pode voltar, pode não voltar. Tem várias paradas assim.
Então, então, tipo, sei lá, a gente tem uma música que é, só vou dizer o nome que é da parte dois do nosso álbum duplo, que o refrão é, só vou dizer se vou voltar quando esse ano que passa voando resolver pousar. E a letra original, uma das era atrás dos montes, 10. 000 horizontes vão se apresentar.
Beleza. Essa música depois virou Horizonte, que é o Horizonte sempre esteve aqui. Vai vindo.
Então tem muita coisa que você vai alterando assim, tipo de vocês mesmo, né? É meio retroativo assim, sabe? Tipo, faz uma parada e vai voltando.
Exatamente. Já que tu cantou, tu podia cantar alguma pra gente, né? Nesse momento, que que tu acha?
Eu acho muito boa ideia. Opa, muito obrigado. Qual é, enquanto tu pega o violão aí, qual é o mais velho da banda?
Quantos anos tem o mais velho da banda? Mas velho da banda tem 27, que é a idade do de todos os integrantes nesse momento. Basicamente.
Ah, todo mundo tem 27. Por exemplo, tu não parece ter 27, mas 20 e poucos, né? Exatamente.
Não, total aqui, cara, eu tô deixando a barba crescer há 27 anos. Mas não é que tipo quando tu fala eh sobre essa essa preocupação de vocês com poesia na hora de compor, na hora de passar uma mensagem, parece h algo que é mais, eu vou usar a palavra adulto, né? Porque são pessoas que acabam pensando um pouco mais assim e vocês fazem essa mescla e misturam isso de uma maneira muito interessante, né?
Isso sempre foi natural para vocês ou ou existe um esforço? Zero natural aqui. Aquela zero natural, mas o mas o é que é isso, né?
Aquela parada complicada porque [ __ ] no RG consta que a gente é adulto, né? Mas para atingir essa maturidade de fato de pô deixa eu ver o que eu tô fazendo, deixa eu ter essa preocupação, é muito tempo. Assim, a gente brinca que o grilo faz a gente envelhecer 5 anos em dois assim, né?
Porque, pô, eh, você tá ali com seus amigos, você tem que resolver esse lance que, tipo, além de ser artístico, também é burocrático para caramba. Assim, lançar música é complicado. Eh, muita reunião de lançamento, de gestão, tipo brincando, brincando assim, os meninos são meus sócios, né?
A gente tem um CNPJ, saca? Tipo, exatamente, é trabalho, é contrato, é é, enfim, um monte de coisa que a gente tem que fazer e isso vai sendo transparecido justamente por isso, assim, né, pô, o mesmo esmero que a gente tem que ter com as letras é esse que a gente tem com todo o resto. E justamente por fazer tanto trabalho, é tipo, cara, se é para tá Pode falar palavrão, se é para est me [ __ ] aqui, fazendo essas coisas chato, então deixa eu fazer um negócio que eu vou bater no peito depois falar: "Puta, essa letra eu gosto, saca?
" Sim, é meu. Eu vou só pegar antes de tocar, vou só pegar o gancho da pergunta e também trazer assim do pro jeito que a gente consome música hoje em dia. Vocês são uma banda que ainda apostam muito no storytelling, contam toda uma história, o álbum conta uma história e tal, tem a questão do álbum também.
Ã, como você, eu vejo que vocês acreditam muito no trabalho de vocês, assim, e eu queria entender como vocês vão continuar se posicionando, sabendo que o jeito que a gente consome música hoje em dia é muito imediatista. Cara, eu não faço a menor ideia. Sério mesmo.
Inclusive, se alguém souber. Exatamente. Tipo, ah, não sei.
Eu acho que, tipo, o grilo a gente tem muito na cabeça que, tipo, a gente não tem um critério para lançar música assim, tipo, além de se a gente acha que a parada é boa ou não, sabe? Então, tem muita gente que gosta de tipo, cara, vou fazer o álbum com essa temática aqui. E desde o início a gente pensa nessa temática para tudo.
Uhum. O grilo é meio, a gente faz um monte de música, fala: "Essas aqui são boas". Beleza?
Aí a gente grava tudo e aí pensa que que a gente tá falando aqui? Então, por exemplo, a agência de viagem veio depois, não veio antes, sacando foi tipo, vamos fazer um álbum sobre viagens, foi tipo, a gente tinha tudo e o que que engloba por isso que, cara, os conceitos dos álbuns do Grilo são todos muito genéricos, velho. Nosso primeiro álbum se chama literalmente Você não sabe de nada.
Que que isso quer dizer? Sim, mas tem uma história. Mas a galera, mas rola um apelo.
A galera gosta e a não era uma agência de viagens, né? Era para ser algo de avião. Então era para ser um negócio de avião.
Não é que também o é que o Batéra queria ser piloto quando era pequeno. Ele falava: "Pô, um clipe com estética de avião i ser da hora". Ele aproveitou e lançou já pra gente, ó.
E se tudo fosse avião? Tipo, legal, né? Bacana, pode ser.
E ninguém pintou com nenhuma ideia melhor e virou isso. Aí começa, aí começa todo, todo o processo de vamos pensar no discurso. Porque que é isso?
esse negócio, ah, vamos fazer essa viagem, a o cotidiano de por ser só já uma viagem e tals. E aí vai que vai, mas tanto é que, por exemplo, o álbum antigo, a gente até delegou essa função, né, que a gente virou para um, a gente gostava muito da estética de eh tirinha de jornal, né, porque aquela coisa que, mano, é meio música das ideias, que é um espaço muito curto de tempo que você tem para passar uma mensagem rapidinha e um negócio que vai gerar alguma provocação, alguma parada, néum? E aí a gente chamou um cartoonista, né, que era o Pietro Sou.
E a gente falou: "Ó, temos essas músicas, você garante fazer como se fosse várias tirinhas que contam uma história em quadrinho? " Ele: "Garanto". E ele fez, a gente não teve, não mandou um roteiro para ele, saca?
Ó, a gente quer falar isso aqui com esse álbum, ele foi lá e fez. Então assim, exato. O que acaba sendo algo bem bem, como é que eu vou dizer?
Eh, cumpre o papel, né, daqu do sentimento que a música gerou no artista que foi lá, escreveu, desenhou. Isso também é legal, na real das contas, mostra um pouquinho do poder da música. É a coisa mais bonita de música, né, cara?
Você poder ressignificar a parada é muito bom, cara. Tanto é que é o que eu falo lá pr pra Ah, basicamente todo mundo assim, que é tipo, tem uma uma entrevista do DJ Patif, que é um cara do Dman Base. Aham.
Que ele fala que, tipo, você tem uma música que nem você ter um filho, assim, você vai est com ela, ela nasce, aí você vai cuidando dela, você vai preparando ela pro mundo, você vai dando tudo que você acha que ela precisa. Mas no instante que você joga ela no mundo, cara, ela vai virar o que o mundo fizer dela. Tipo, deixa de Ah, mas eu quis dizer isso, sabe?
Não interessa, não interessa. A música fala mais do que o compositor, assim, saca? É quem consome interpreta do jeito que quiser, né?
Exatamente. Inclusive, tipo, você nunca vai ver eu falando tipo, não, mas essa música fala sobre isso aqui, é sobre isso aqui a pena. Tipo, tanto é que, cara, tem texto, tem, teve gente já que me falou: "Porra, acho muito incrível como essa letra tua fala isso, isso, isso, isso, isso [ __ ] é muito bonito, cara.
Você fez esse negócio que é meio mitologia grega e eu tô escutando aquela parada pensando, cara, eu não pensei em absolutamente nada disso, saca? Mas obrigado, estão viajando. Mas obrigado porque agora eu me sinto muito inteligente, sabe?
Exato. Pô, se tu logiando grega porque tu me acha muito inteligente. Então, muito bom.
Vai, isso é muito bom. Olha, e podemos encerrar com a música, Bab? Porque eu tenho ainda uma pergunta.
Eu tenho uma pergunta que obviamente a gente já fez essa pergunta na primeira vez que vocês vieram no estúdio, mas eu gostaria de deixar registrado aqui no nosso podcast. Obviamente vocês já responderam ela, devem ter respondido milhares de vezes, mas o grilo é algo que tipo a o nome, né? O nome o grilo, assim, conta pra gente como é que surgiu essa história aí.
Vocês botaram, vão escolher o nome de uma banda, o grilo. Cara, ela é boa, tá? O significado é bom.
Hã, não é não. Eh, basicamente quando eu conheci lá o o meu amigo baixista do grilo agora atual, Gabriel Cavalari, lá na faculdade, a gente tinha um outro amigo que estudava com a gente e a gente saia muito em três assim e aí a gente contou para ele, tipo, ô, vai ter show da nossa banda já no no lugar tal, o primeiro show da banda, só que a banda não tem nome. E ele falou, lembra nosso amigo que não era da banda, falando assim: "Então, eu tenho um amigo que a gente nem sabe quem é".
Aham. É, conhecemos depois, inclusive, agradeço até hoje, pô, estamos junto. Falou que ele não toca nenhum instrumento, mas se ele, ele falou para mim um dia que se ele fosse ter uma banda, ele chamaria a banda dele de O Grilo.
E aí a gente no desespero mudou o nome do grupo do WhatsApp para O Grilo, ninguém mudou nada. Pediram lá a nossa inscrição, mandamos como grilo e ficou para sempre. É isso, só isso.
E eu acho incrível como tem gente na rua que fala: "Nossa, é muito legal que é o grilo que vocês pulam no palco, o grilo canta, o grilo não sei o que". Exatamente, mano. Você tá certíssimo.
Todas as versões são bem-vindas. Cara, é muito legal que as pessoas de vocês, na verdade, criam significados para vocês, né? Exatamente.
E agora, só que qual que é o problema? Tudo tem as delícias e as mazelas, né? Porque volta e meia, ligam pro nosso produtor assim e falam: "Você que é produtor do grelo?
" A gente [ __ ] do Já pensamos em pegar o caché do cara, chegar lá, o resto é só fé, [ __ ] Segue reto. Ai brincadeira grelo. Estamos junto.
Vamos fazer um fit aí, velho. Ai meu Deus. Nossa, com certeza faria sentido.
[ __ ] eu ia adorar. Fazia sentido. Tem alguma coisa que de vocês assim da banda dessa família que tu falou que vocês são e tudo mais que deixa vocês grilado?
Grilado, mano. Putz. Não, não, não.
Eu poderia perguntar de outra man, mas não tinha como perguntar. Cara, eu adoro essas paradas, bicho. A gente fez um um evento agora no lá em São Paulo, que é o tranquilo, que é um evento de BH.
Obviamente eu cheguei lá. E aí, galera? Tranquilo?
Tranquilo. Eu adoro essas essas sacadinhas, mas enfim, essas piadocas. Mas o que deixa a gente trocadilhas, cara, mas o que deixa a gente grilado?
Não sei, bicho. Acho que muita a gente já foi muito mais grilado, assim, quando a gente era mais novo, era muito, ah, não, pá, essa parada aqui, tem que escrever sobre isso, sobre isso, sobre aquilo. E, cara, hoje em dia não sei, acho que é um misto de a gente tá muito calmo, mas ao mesmo tempo tudo deixa a gente grilado assim, sabe?
Então, tipo, [ __ ] se eu tenho que pegar uma a amanhã eu fico bem grilado, sabe? Bem complicado, tá? Última pergunta, tá?
Agora falando um pouco mais prevendo o futuro, assim, eh, vocês lançaram em 2021 um álbum depois de 2024 e queria entender o que que o que que mais tu tirou de aprendizado assim nessa nesse tempo, nesse espaço de tempo e o que vocês vão levar de aprendizado pro próximo álbum? Cara, eu acho que o que a gente tirou de aprendizado entre o primeiro álbum e o segundo foi o primeiro a gente lançou com a pandemia ainda meio rolando, né, cara? E a gente tinha acabado de sair de um bom do TikTok que a gente, enfim, eh, cara, do nada serenato estourou, viralizou, né?
Viralizou muito assim, mas viralizou muito mesmo de a gente ganhar muitos ouvintes mensais e a gente ficou muito tempo flertando com uma plateia que a gente não sabia quem era, né? que a gente não podia fazer show. Primeiro show que a gente fez, putz, entrou toda uma plateia e a gente ficou, caraca, que loucura, que maneiro.
Fizemos vários shows em sequência e começamos a pegar essa onda de tipo, [ __ ] fazer show é muito legal, né? Que bacana, porque no primeiro álbum era bem música pela música só, né? Para esse segundo álbum, a gente tava pensando muito nesse álbum bem multifacetado, álbum duplo, não vamos liar nada, tudo que a gente compôs a gente lança e vamos ver no que dá.
E o que foi muito bom e é um álbum que tem uma certa maturidade de tipo esse negócio mesmo de viagem, cara, é no fundo tem tudo a ver com o que a gente faz, né? Porque pensa assim, vou fazer um show em Belo Horizonte, eu vou de ônibus, eu vou pegar 18 horas de ônibus para ficar uma hora em cima do palco. Uhum.
Hum. Isso é doido, cara. Saca?
Eu vou pegar, eu vou ficar 10 horas num camarim para subir durante 40 minutos e tá tudo bem, saca? Tipo, é, é muito essa coisa do de viver essa vida também é muito viver o momento presente, né? Porque é isso, se você entra numa de nossa, eu tô perdendo tempo de vida porque olha só, a conta não fecha, sabe?
Não faz sentido. Foi, obviamente, foi daí que veio o conceito ali de vocês de de curtir a jornada. Uhum.
Foi daí também, assim, né? Muito louco. E, e, e foi uma coisa que todo mundo foi meio que sacando, né?
Tipo, eh, cara, e era uma coisa muito louca, né? que eu ouvi de podcast de mitologia grega no na túnel passada não tá escrito assim, sabe? Porque aquela coisa, você tá frito de música, eu falei: "Pô, vou tirar uma coisa da hora, vou ficar ouvindo mitologia, 80 episódios de mitologia grega no Mas o você vai tirando coisa legal, né?
" E aí eu acho que tipo para esse a gente tava muito nessa de vamos lançar tudo, vamos lançar tudo, vamos lançar tudo e agora a gente vai voltar possivelmente para um próximo projeto com um pouco mais de tipo, beleza, já exploramos as delícias de tipo fazer um álbum que a gente fez e possibilitou pra gente rodar. a gente fez um que é um álbum que a gente queria performar ao vivo e fizemos ele tudo foi muito muito aceito e tal, mas agora vamos tentar fazer um negócio de realmente assim dar uma fazer um projeto maduro valendo assim no sentido de cara pensar numa parada se é para fazer lançar oito músicas a gente lança essas oito músicas mais assim cara entrega oito músicas da vida, assim, sabe? Eh, voltamos a estudar composição, né?
Então, tipo, [ __ ] caraca, canção é uma coisa muito bonita, né? Como é que faz canção aí? [ __ ] se de bruço, tal, vai fazendo, faz estudo de caso, tipo o último ensaio que a gente fez, a gente tava até brincando, tipo, pô, Nando Reis faz umas coisas legais, né?
Vamos fingir que a gente é Nando do Reis e compor uma parada aí. E aí você vai, você faz esse processo quase teatral de, pô, vamos tentar pensar que nem o cara. Obviamente que a gente não vai lançar músicas assim, mas só esse projeto você já tira muita coisa, sabe?
É a processo de construção, né? Com o perfil de vocês, com o perfil do grilo. Uhum.
É, eu gostaria. O que que tu preparou pra gente ouvir aí? Cara, então, na verdade, assim, não tem nada muito preparado.
Inclusive, esse violão aqui, gostaria de agradecer, gostaria de agradecer, porque o que acontece, tipo, eu vim antes até da do aresto da banda porque minha namorada, que inclusive nossa videomaker hoje, ela ela é daqui de Porto Alegre e eu vim conhecer e eu vim conhecer a família dela e aí calhou. Ah, é. Tu tá aqui para conhecer a família, já conheceu?
Então conheci inclusive beijo sogro, beijo sogra, tamos junto. Mas o negócio é que o Mas aí qualquer parada namorado, pô, é legal demais. Aí ela é me divirto, cara.
Eu acho ela muito autêntica. Eu vejo ela pelos stories de uma outra influenciadora que eu amo também, a Bruna. Bruna Rodrigues.
Maravilhosa. Segura, é demais. E aí, cara, o que acontece?
O meu produtor mandou: "Cara, tu consegue levar um violão para lá para tocar um? " Eu falei: "Puta, eu não tenho violão". Aí ela falou: "Pô, meu pai, minha irmã tem".
Olha, então tá ontem a gente no no churrasco lá da família e aí chega cada um com violão, aí rolou uma rinha de violão assim de tipo: "Ah, qual que é melhor aí? Qual que tu vai levar? " Mas você não vai ter violão, cara.
Não é qual que é violão, o pessoal é ruim de Exatamente. Acabei pegando da minha cunhada que é que é esse, mas é de aço, né? Que eu tô mais acostumado com nylon.
Mas aí seria o do Mas o do meu sogro também é ó gente, beijita violão. Eles são músicos, ele só meu pai, meu pai é viciado em violão também. Eu sei que essa aí, Itacam são muito boas, né?
Pô, é massa, cara. Não, esse aqui é um bom violão, cara. E ela eh, então ela toca, na verdade.
Qual que é o projeto da Thaísa mesmo, meu bem? Blasfêmia e a rádio fantasma. Blasfêmia e a rádio fantasma.
E aí ela tem esse violão. O pai dela não. O pai dela tem um violão de 50 anos que ele aprendeu a tocar duas músicas até hoje, mas toca elas bem.
Ele, eu vi ele tocando. Muito fofo. Bom, vamos lá então.
É contigo, cara. que tu quiser tocar pra gente fechar o nosso episódio de hoje e aí depois da tua música a gente fechar realmente te agradece aí, ó. Vou até tocar uma que tá mais na mão aqui.
Vamos nessa. Essa é uma que fecha o nosso primeiro trabalho e ela é uma faixa bônus que é só a voz violão, então mais fácil que fica mais parecido com o processo mesmo. Vamos lá.
Malabarista de granadas, me conta quantas fardas você já vestiu. Para manter a cabeça ocupada enquanto o mundo estraçalha como um tiro de fuzil. [Música] Passa a tua madrugada vivendo algum conto de fada que você [Música] construiu.
E quando esse conto acaba, você acorda de ressaca perdido num quarto [Música] vazio. Você pode até tentar, mas não vá se enganar, porque quem espera o céu é o mar e não a tela do teu celular. Todas aquelas novelas que estão longe de terminar do jeito que você esperar.
[Música] Porque no fundo você tem medo de ser feliz. Foi por um tr. Foi por um tr.
Malabarista de granadas. Gritaram da arquibancada, mas você não ouviu. A plateia tá lotada, então leia as suas falas e abra um sorriso gentil.
E vou ser bom de até tentar, mas no fim irá chorar. E todos os pagantes vão amar te ver na tela do meu celular. Todas aquelas novelas que tão longe de terminar do jeito que quem dará saber porque você tem medo de ser feliz.
Muito bom. Valeu, maravilhoso. Que demais, cara.
Escutar música assim no estúdio de uma forma intimista é muito muito massa. Obrigada. Tá isso.
Tamos junto. Obrigado pelo convite, pessoal. Pô, imagina, cara.
Pô, obrigado por ter vindo. Tomara que quando eu voltar a gente volta também, pô. Isso.
Todo show é um podcast novo. Pior, né? Podia.
Não, mas um papinho ao vivo sempre rola, né? Então, é, fica à vontade. Senhoras e senhores, Pedro do Grilo, mais uma vez conosco aqui no Tá vazando, dessa vez Tá vazando entrevista.
A gente quer agradecer mais uma vez aqui ao ao Pedro, estende todo o agradecimento pro restante da banda também e voltem sempre aqui pro estado do Rio Grande do Sul. Quando você estiverem por aqui, vocês estão em casa. A gente já falou, acabou de falar, mas só reforçando aqui mais uma vez, como é que a galera encontra vocês?
Então, eh, pode encontrar, na verdade, em todas as redes sociais. O nosso Instagram é o Grilo. Uhum.
O nosso YouTube é o Grilotube. O nosso Twitter é O Grilo tem amigos. E o nosso TikTok é O Grilo se [Música] vendeu.
Muito bom. Tikt é meu favorito. O grilo se tu é o tu que faz o mar, tu que pensas não, não, não é.
Parabéns. Você não quer, você não quer entender o processo criativo. É um buraco, é um buraco sem volta, cara.
Quando você olha pro abismo, melhor de volta para você. Pedro, muito obrigada. Tá.
E a gente se encontra no próximo, tá fazendo entrevista. Curte, comenta e compartilha se tu curtiu assistir esse papo por aqui e comenta quem tu quer assistir que não tá fazendo entrevista também. Boa, boa.
Tamos junto. Valeu, galera. Até [Música] mais.