jardim ana cristina e na andam de mãos dadas por um chão de terra batida canteiros gramados e árvores ao redor de entrevistas sentada em um banco sou ana cristina fernández o carioca tem 49 anos sua mãe diná que tem 17 e ainda está aqui do meu lado tem a síndrome do filho do xá que no cromossomo 5 chama credor chá porque o choro dela quando ela era bebê de todos os portadores é fininho igual meado de gato e essa é a característica que mais chama atenção nascimento se a criança não tiver outras intercorrências né então
polícia crê do chá porque traduzindo o choro do meado de gato a gravidez até os sete meses a única coisa que chamava a atenção aquela era um bebê menor né do que deveria ser dentro mas outras fotografias ela nasceu de 40 semanas de parceiros área e nós é super bem tinha esse choro que inicialmente era um show diferente mas que não trouxe pra gente uma desconfiança a gente só teve o diagnóstico de fato quando fizemos o carioca com os quatro meses que até então ela ia caminhando do jeitinho dela ea gente não tinha certeza de
que alguma coisa estava errada foi aí que fez o carioca tipo ele se o diagnóstico e foi aí que ela começou às terapias fazer fiz isso em mente depois ela foi pra fomo quando ela já tinha uns nove meses e maior vinha não me lembro exatamente com que idade ela começou a fazer terapia ocupacional foi para a escola com dois anos por uma escola inclusiva e aí há lá ela permaneceu por 17 anos mas aí ela começou a dar sinais para a gente de que ela não estava feliz lá e aí então a gente com
é eu tirei da escola e comecei a ir em busca de outras alternativas já tem uns dez anos mais ou menos ela estuda numa escola especial da prefeitura daqui do rio e lá assim que realmente se encontrou hoje em dia ela faz fonoaudiologia terapia ocupacional psicopedagogia que ela está começando a escrever com adaptação e ela faz natação e que ela dourado foto em preto e branco e sentada na areia da praia com a mãe foto colorida e na piscina com uma jovem eu sou formal geóloga nem sempre tratei de crianças com atraso seja por síndrome
ou por alguma intercorrência no parto e aí de repente me vir mãe de uma criança com necessidades especiais fez de mim uma terapeuta diferente um e uma mãe também diferente que eu já tenho uma filha mais velha né em várias entrevistas que eu já dei a respeito do assunto me perguntavam porque é o que eu esperava dela e eu quero dizer que eu investia mas eu não tinha um futuro previsto na minha vida na minha cabeça porque eu achava que ela ia ser capaz de dar pra gente o que por que ela fosse capaz de
dar né se eu não posso prever o futuro nem da minha filha mais velha que não têm uma deficiência que dirá de uma pessoa que tem uma deficiência então assim a minha filosofia com os meus pacientes e com aimar sempre foi de investir sempre dando as oportunidades e esperar para ver o que haveria de retorno tainá nunca deixou de evoluir ela sempre teve ganhos e eu acho que é muito confortante saber que tudo que a gente ofereceu foi muito bem aproveitado por ela e na caminha pela alameda do jardim de mãos dadas com a mãe
e uma mulher que eu vejo de muitas mães que eu que o cuidado dos filhos né e de muitas mulheres que eu vejo a distância com fins especiais talvez que poucas consigam é ter a sua vida própria sem deixar de lado a criança e isso eu consegui né de poder trabalhar até porque como somos sozinhos nem eu com as filhas e com a pessoa que me ajuda eu preciso trabalhar então assim eu tinha outros focos que não só ela então eu acho que é muito muito importante que com todas as culpas que recaem sobre as
mães que a gente possa continuar se mantendo uma pessoa né que pode vir ter uma vida própria eu acho que isso eu consegui conquistar eu viajo a trabalho é eu estou junto eleva em todas as terapias e aí naquele momento eu estou com ela o deixe em casa eu volto trabalho então assim eu não deixei de ter a minha idade eu não virei a mãe diná néon eu sou uma pessoa que sua mãe da inacção fonoaudióloga e que tenham vida que faço ginástica enfim e faça as coisas porque eu tenho a mariana que é mais
velho então assim eu também tem sua mãe da mariana que tem a vida dela que já trabalha hoje em dia e que irmana a mais que todo mundo conseguiu manter suas identidades e ninguém vive só em função e também a gente não deixa de dar atenção no momento nem foto colorida a jovem sorria ao lado de naná fundamental também para eu poder trabalhar é te ter uma vida né eu precisava de alguém que me ajudasse muito e eu me separei quando ainda era muito pequeno e então ficou eu a filha mais velha ela e uma
pessoa que eu brinco que é o meu braço direito que a cláudia que me ajuda em tudo em que cuida da irmã como filha e que sem ela eu não poderia nem trabalhar o meu nome é cláudia é eu venho trabalhando na casa da ana cristina é pra tomar conta das mamas velho daí na e não sou cuidadora daí nada é hoje pra mim foi uma experiência muito gratificante muito linda eu nunca tive essa experiência e me fez enxergar a vida de um outro modo aprender a respeitar e amar eu me tornei uma pessoa apaixonada
por ela um se fosse a minha segunda filha acho que são muitos desafios né é você sempre se pergunta se está fazendo a coisa certa porque não tem receita de bolo você vai vendo depois do crescimento que você fez a coisa razoavelmente certo né então essa é ver evolução de cada uma no meu caso de cada uma das filhas cada uma do seu jeito e poder só agradecer e fica muito feliz dessas conquistas e na de mãos dadas com cláudia ana cristina elas atravessam uma ponte de madeira e sorriem como se não bastasse as filhas
no coração eu trato então algum fiz algumas tatuagens em homenagem a elas aqui é o cromossomo 5 quebrado dayna no antebraço e aqui atrás o cristo redentor com o nome das duas ana vira de costas ea pasta luta para mostrar a tatuagem do cristo redentor com os nomes dos filhos