As lesões mais comuns da articulação do joelho. Como você viu na aula anterior, as lesões do joelho, as principais lesões do joelho que você vai encontrar na academia, elas são causadas justamente por causa da rotação interna do quadril. E a nossa primeira lesão é justamente a lesão do menisco.
Por quê? Porque é muito comum essa lesão para quem tem essa rotação interna do quadril e quem tem o joelho válgo. Por quê?
Em livros você não vai encontrar essa informação, tá? Mas quando a gente vai analisar a articulação do joelho, a gente tem que perceber que todos os tecidos eles são ligados entre si. Ou seja, o músculo é ligado ao tendão, o tendão é ligado à face, a face é ligada ao osso.
O osso, enfim, é ligado a todo o resto do corpo. E ela tem várias ligações, ou seja, o nosso corpo tem várias ligações através das fácias. Qual que é a lógica?
Vem para cá, Débora, por favor. Qual que é a lógica de a sua Luna que tem uma rotação interna do quadril, um valgo aumentado do joelho? Roda o joelho um pouquinho para dentro.
Lesionar o menco medial. Se teoricamente quando a gente vai distribuir a força, a região que está sofrendo mais carga ou sobrecarga é justamente essa região lateral. Se é essa região lateral que tá sofrendo mais tensão, mais peso, mais sobrecarga, por que que o menisco medial vai ser lesionado?
E o por que a frequência de lesões no menisco medial é tão grande? Você precisa entender que o menco medial, assim como todas as outras estruturas do corpo, ela é ligada também através de fáca, mas na cápsula articular. Então logo quando a sua aluna faz um valgo dinâmico, o que é que acontece?
Durante o valgo dinâmico, faz o agachamento, Débora, para mim, por favor. E faz o valgo, tá? Isso.
Durante o agachamento valgo dinâmico, perceba uma sobrecarga de tensão nessa região medial do joelho. Qual que é o grande detalhe? pode subir.
Grande detalhe é que o menisco medial ele é ligado na cápsula articular. A cápsula articular ela sofre essa tensão e por consequência acaba que repuxando o menco. O menisco, além de ser ligado na cápsula articular, ele também é ligado no ligamento colateral medial interno.
A gente vai ter o ligamento colateral medial externo, ou seja, normal. o que a gente consegue ver por fora, só que abaixo desse ligamento colateral medial tem o ligamento colateral colateral medial interno. E o menisco também é ligado através de fáco.
Então o que acontece? faz o agachamento de novo. Quando ela faz o agachamento, essa região aqui sofre uma tensão, ou seja, um estiramento.
Esse estiramento faz com que sobrecarregue a cápsula articular nessa região medial e o ligamento colateral medial e o ligamento colateral medial interno. Se os dois estão sendo repuxado, o que é que ele vai fazer? Repuxar o menisco.
E olha só o que que acontece. Pode subir. A gente tem então as lesões no menisco.
E a lesão mais comum que a gente vai ter no menisco é justamente a lesão longitudinal. Essa segunda aqui que você tá vendo no slide. Quando você observar e quando a gente observar de fato bem eh objetivamente, o que que vai acontecer?
Essa lesão aqui que a gente chama de lesão alça de balde, é a mais lógica de acontecer. Por quê? Imagina que nessa região lateral, nessa parte arredondada, aí tem a cápsula articular e o ligamento colateral medial repuxando o menisco.
Então ele faz como se fosse uma camisa mesmo. Imagina que você tá puxando a camisa pros dois lados. O que é que vai acontecer?
A tendência é rasgar a camisa aqui no meio. E com o tecido do menisco é a mesma coisa. Você tem a tensão do valgo puxando para um lado e você tem a parte do menisco que é presa na tíbia.
Então você fica essas duas forças, uma de resistência e outra de tração, vai até rasgar o menisco. Claro, a gente vai ter outras lesões no menisco, mas a mais comum que você vai encontrar é essa lesão longitudinal, mais conhecida como lesão alça de balde no menisco. Como é que a gente faz para tratar essa lesão?
Vem para cá, Débora. Se a gente sabe que essa lesão é causada pelo valv dinâmico, que é causado pela rotação interna do quadril, o que que a gente vai precisar fazer? Mobilizar aquelas estruturas que faz o valgo.
E quando a nossa aluna estiver fazendo o agachamento, faz o agachamento. Débora separa mais os pés. Que que a gente vai precisar fazer?
manter o eixo mecânico da do membro inferior da nossa Luna. E qual que é o eixo mecânico? Articulação do quadril alinhada com articulação do joelho, alinhada com a articulação do tornozelo.
Para que quando a gente olha aqui de frente, fica um pouquinho só de lado, Débora. Aqui agacha para que quando a gente vem olhar nessa direção que você tá vendo agora, abre mais o joelho. Só o joelho.
Ponta do pé. Deixa isso. A gente tenha esse alinhamento reto aqui, ó.
Quadril, joelho, tornozelo. E perceba que tá indo numa linha reta. Se ela faz o valgo dinâmico, o que que acontece?
Quadril, o joelho não participa desse alinhamento e o tornozelo. Ou seja, aqui tá gerando uma tensão exagerada na região medial da articulação do joelho da sua Luna. Pode subir.
Tenta você fazer essa torção aqui e perceba se você não vai sentir um desconforto nessa região medial do joelho. Força bem, mantendo o pé bem preso no chão e forçando essa rotação interna do quadril. Você vai sentir um grande desconforto nessa região medial do joelho.
Isso por quê? Porque o ligamento e também a articulação começa a repuxar o minisco e por isso começa a sentir esse desconforto. Que que você vai pedir pro seu aluno fazer?
Então, primeiro você vai liberar o trato tibbial, o bíceps femoral e pedir para agachar durante o agachamento, pedir para fazer simplesmente o alinhamento do eixo mecânico. E qual que é o detalhe que a gente vai ver nas próximas aulas? Mas você vai aprender como liberar essas musculaturas manualmente.
E também você vai aprender sacadas, como por exemplo, no caso do menisco, o ideal é que você trabalhe em cadeia cinética aberta. E você vai entender isso nas próximas aulas. Por que que você deve trabalhar pro seu aluno que tem um menisco lesionado em cadeias cinéticas abertas?
Percebe como faz tanta diferença você entender sobre cadeia cinética aberta e fechada? Porque no caso de uma lesão no menisco, você vai precisar selecionar os exercícios que tenha a cadeia cinética aberto. Já oo contrário de outras lesões, como por exemplo a lesão da condromalácia, que você vai precisar selecionar exercícios de cadeia cinética fechada.
Na próxima lesão, a gente tem justamente a condromalácia ou condopatia. Qual que é o grande detalhe da condromalácia ouia? o desgaste dessa região aqui da patela, ou seja, dessa partezinha inferior da patela.
O que que acontece aqui? Ela vai ter uma cartilagem que a gente chama de cartilagem infrapatelar. Essa cartilagem infrapatelar junto com a cartilagem que a gente tem aqui entre os côndulos do fêmor e com líquido sinovial, a gente vai ter aí um atrito que ele pode ser comparado a como se você pegasse duas pedras de gelo, dois cubinhos de gelo daqueles que a gente tem no congelador, deslizasse um sobre o outro.
Você vai perceber que é extremamente liso quando a gente pega dois cubos de gelo e começa a friccionar. Multiplica essa fricção por quatro vezes. É justamente isso de atrito que tem entre a patela, ou seja, entre a cartilagem infrapatelar e a cartilagem intercondilar.
Então é extremamente liso. E qual que é o detalhe aqui? Se é extremamente liso, ele vai correr normalmente, desde que a gente mantenha o eixo mecânico do joelho, para que a patela fique deslizando sobre essa região aqui do meio entre os côndulos.
E se a gente olhar daqui, ó, a gente consegue perceber que essa partezinha aqui é mais funda, mas essa partezinha mais funda encaixa exatamente com a escápula, ó, aliás, com a patela, com essa região da patela para poder manter o equilíbrio e o direcionamento da patela. Então, o que acontece? Qual que é o grande problema quando há um valgo no joelho?
Pr cá, Débora. Vem para esse lado aqui para mim, por favor. Faz a posição do agachamento.
A gente sabe que, calma, a patela, ela é ligada pelo ligamento infrapatelar, não é mais tendão, que a gente chama assim, ligamento infrapatelar e pelo tendão suprapatelar ligado ao reto femoral e ao quadríceps. Então o que acontece? O reto femoral, ele vem em uma linha reta até a pel, mais precisamente até a espinha ilíaca ântero inferior.
E ela forma uma linha reta. Se ela forma uma linha reta, imagina o seguinte, a distância entre dois pontos é sempre uma reta, certo? Se eu tô ligado aqui e tá ligada aqui nessa região, se eu rodar o joelho para dentro, roda o joelho fazendo válvula, perceba que aonde se insere o ligamento infrapatelar, ele continua aqui apontado meio que pra frente.
Só que a patela, ela vai est nessa linha aqui, ela não acompanha a rotação interna do quadril. Por quê? Porque a patela não é presa no joelho, ela é móvel.
Então, se há uma rotação interna e a tíbia e a fíbula continua rodado externamente, o que é que acontece? A patela tende a vir para cá, lateralizar. Quando ela lateraliza, que é que acontece aqui?
Ela é um, ao invés de correr exatamente aqui no meio, ela vai começar a correr mais na lateral. E perceba que mais na lateral é um pouco mais alto. Então aqui já vai aumentar a pressão contra a patela.
Aumentando a pressão contra a patela, o que é que vai acontecer? A tendência a um desgaste. Só que somado a isso, perceba que aqui ela tem uma cartilagem.
Nessa região mais lateral aqui, essa cartilagem é menor e algumas pessoas até não têm essa cartilagem. Então a patela começa a roçar no osso. E o osso a gente sabe que ele não é liso como essa cartilagem, ele é áspero.
Ele sendo áspero, o que que vai acontecer? O osso vai servir como se fosse uma lixa contra essa cartilagem infrapatelar. E toda vez que ela fizer a flexão do joelho, vai acontecer esse lixamento na cartilagem infrapatelar.
Vai até acontecer o desgaste dessa cartilagem infrapatelar. Esse desgaste da cartilagem patelar vai fazer com que alguns fragmentos dessa cartilagem saia da patela e comecem ficar dentro da articulação, causando aquela fricção toda vez que a sua luna agach, tem aquele trec, aquele rangezinho por causa dess desses fragmentos. E qual que é o detalhe?
Se a gente sabe que o reto femural é o que comanda aqui a patela, quanto maior for o valgo do joelho com a rotação interna do quadril, maior vai ser o deslizamento lateral da patela. Então o que que a gente vai precisar fazer? Primeira coisa, rotacionar o joelho para fora para poder manter o alinhamento mecânico do joelho.
Só que, por mais que mantenha-se o alinhamento do eixo mecânico, se os tecidos aqui laterais estiverem tensionados, a patela ainda vai ser tracionada para fora. Então o que que a gente vai precisar fazer? liberar o trato olho, liberar o bíceps femoral e liberar também o fibular e o tibial anterior, que são os músculos chaves e o tecido chave, que vai fazer com que o valgo do joelho continue aumentando e puxando a patela para fora.
Então, o grande problema da condromalácia patelar não é necessariamente a patela que desliza para fora, porque isso só aconteceria se o vasto lateral fosse muito, muito, mas muito forte. E mesmo assim, o vetor de força do vasto lateral, ele não é para fora, ele é para cima e para fora. Então, mesmo que ele fosse muito, mas muito forte, ele não teria a capacidade de puxar a patela lateralmente.
Mas só que se a gente mantiver, roda a ponta do pé pr fora, aliás, pr dentro. Se a gente mantiver a patela aqui, ó, tô segurando a patela e fizer uma rotação interna, o que interna, o que é que acontece? A patela ela lateraliza.
Então, o que a gente precisa entender que o problema não é a patela vir para fora, é o fêm rodar para dentro. Se o fêmeo tá rodando para dentro, a gente sabe quais são os grupos musculares que estão fazendo o fêmor rodar para dentro. Tensor da face lata, bíceps, femoral são os principais.
Alguns adutores pode auxiliar, mas se a gente for analisar a sinesiologia dos adutores, a força que eles fazem para poder fazer a rotação interna é muito pequena. Só que tem um detalhe aqui, além dos adutores, detalhe que nenhum curso e nenhum livro você vai aprender isso, tá? Na região dos adutores, entre os adutores e os posteriores, a gente tem um tecido facial que é muito espesso, parecido com o trato tibbial.
Não tão espesso quanto o trato tibial, mas muito espesso e muito largo em em largura mesmo, não em altura. Esse tecido, assim como os outros tecidos faciais, ele tende a o enriquecimento. Por isso que muitas pessoas, principalmente as mulheres, elas têm dificuldade na flexibilidade dos adutores, porque esse tecido ele começa a aumentar sua espessura e aí começa a ficar mais rígido.
E a gente acha que o problema é justamente dos músculos adutores, mas não necessariamente. mais por causa desse tecido facial. Então, na condomácia patelar, pra gente fazer com que a nossa aluna já saia da aula sem dor ou que ela comece a treinar os membros inferiores sem dor, a gente precisa fazer a manipulação, principalmente dessa região aqui do tratorbial.
E fazendo essa manipulação aqui, a gente vai já vai liberar a patela para ela voltar pro local. Então, já vou dar um spoiler das próximas aulas. Se você tem alunas com condomácia patelar que tá sentindo dor nessa região lateral aqui da patela, se você fizer a liberação nessa região do trato tibbial, o alongamento do bíceps femoral, a dor da sua aluna vai passar na mesma hora e se tiver com um grau muito avançado, vai reduzir bastante.
Então imagina que a sua aluna tá chegando lá para treinar com você, mas ela não consegue nem subir a escada porque o joelho dela tá doendo. Se você fizer essa liberação aqui junto com o bíceps mural e se conseguir o fibular e o tibial anterior, com toda a certeza ela vai conseguir andar normalmente como se nunca tivesse sentido dor, só porque você tirou essa tensão dessa região lateral. E lembra, esses músculos aqui é os que fazem a rotação interna do quadril.
Então, se você conseguir fazer isso, você vai perceber que a sua Luna vai parar de sentir dor na mesma hora e ela ainda vai te achar como se fosse um santo ou uma santa milagreira. Então, o que você vai precisar fazer é justamente isso com a sua aluna que tem uma condomácia patelar. Claro, você vai precisar selecionar os exercícios adequados para que ela continue treinando e para que ela venha corrigir os desvios posturais para que não venha mais sentir dor na região do joelho por causa da condromalácia patelar.
Agora a gente vai ver uma lesão muito comum, mas que poucos conhecem, que é justamente a síndrome do túnel fibular. O que que é o túnel fibular? A gente sabe que a gente tem vários túnicos, que é uns espaços que realmente parece um túnel por onde passam alguns nervos, como por exemplo, síndrome do túnel, que é no braço, na região do cotovelo, que tem o túnel na região do tríceps e na região do antebraço.
E a gente tem também a síndrome do túnel fibular. O nervo fibular é um nervo que sai do quadril, vem pelo posterior de coxa e passa nessa na região lateral do joelho. Como você consegue ver aqui no slide, essa região lateral do joelho descendo, a gente vai ter aí o nervo fibular comum.
E esse nervo fibular comum, ele faz vai ser dividido em dois. Quando ele é dividido em dois, ele vai descer pela lateral da panturrilha. E quando ele chega na lateral da panturrilha, ele vai ter que passar por baixo do músculo fibular.
A gente sabe que o músculo fibular é um músculo chave, ou seja, ele tem uma tendência ao encurtamento e ele tem uma tendência a ficar rígido a hiperatividade. Então, logo quando ele tensionar e ele ficar rígido, o que que ele vai fazer? Ele vai comprimir esse túnel.
Comprimindo esse túnel, o que é que vai acontecer? ele vai apertar o nervo e toda vez que a sua luna agachar acima de 90º, ela vai começar a sentir como se fosse um choque ou uma dor na região lateral do joelho. Quando for um choque, é porque já tá muito tensionado.
Quando for só uma dor na região lateral do joelho ainda tá bom. Então ela não vai conseguir mais agachar. Qual que é o grande detalhe?
Que se a sua aluna for fazer algum exame, ela não vai conseguir detectar nenhum problema. nessa região. Por quê?
Porque o problema de tensão muscular. Se o problema de tensão muscular, ele não vai ser apresentado nem no raio X, nem na ultrassonografia, nem em nenhum qualquer outro exame. Então o que a gente vai precisar fazer é apalpar os músculos chaves para saber a tensão que está acontecendo nessa região.
E aí o que que acontece? A gente consegue ver aqui no slide que tá o músculo fibular por cima do nervo. Só que se a gente tira o músculo fibular, perceba aqui, a gente consegue ver o nervo fibular comum e logo abaixo dele a gente consegue ver o nervo fibular superficial.
Esse superficial tende a tensionar por causa do fibular. E o nervo fibular comum, ele tende a tensionar por causa da pressão e da tensão do músculo bíceps femoral. Então, se o músculo bíceps femoral tensionar e ele vai tensionar, o que é que vai acontecer?
Ele vai pressionar a região mais superior do joelho e também vai fazer com que seja estimulado a tensão do fibular. O fibular tensionando vai prender o nervo fibular desde a sua parte ali mais próxima acima do joelho até o nervo fibular superficial para cadel branca. E aí o que que vai acontecer?
Fica um pouquinho de lado, por favor. aqui. Tá ótimo.
A gente vai ter de novo os músculos chaves. Perceba como é interessante essa questão dos músculos chaves, porque toda questão de desvios posturais e de lesões que a gente encontra é por causa desses músculos chaves. Então você precisa entender isso e só vai entender dentro da metodologia Leandro Ribeiro.
Então o que acontece aqui? a gente tem o bíceps femoral vindo nessa direção aqui. O nervo fibular comum vai est aqui passando por baixo pela lateral do joelho.
Então, como o bíceps femural vai estar ligado facialmente pelo pela fácular e no tibial anterior, o que é que vai e também no sólido. O que é que vai acontecer quando você relaxa essa perna aqui e bota o peso todinho nessa perna, tá? Dá um close na cara da Débora.
Quando você apertar aqui o fibular dela junto com o sólido, não puxa não, diabo. Eu sei que tá doendo. Que é que vai acontecer?
Ela vai dar exatamente esse grito ou essa, ela vai fazer essa cara. Por quê? Porque aqui é um músculo chave que tá tensionado.
Se tá tensionado, significa que ele vai gerar tensão em todos os outros músculos que ele tá ligado. E quais são os outros músculos que ele tá ligado? Bíceps femoral, trato elotibial.
E todos eles vão tensionar também. Então, se você vier aqui nessa região, na cabeça da fíbula, um pouquinho mais atrás e pressionar, a sua Luna vai sentir dor. E essa dor é causada por causa da tensão desses grupos musculares.
Só que se você pressionar e massagear, esses músculos aqui vão relaxar um pouco. E quando ele relaxa um pouco, o que que ele vai fazer? Liberar de novo o túnel fibular.
Quando ele libera o túnel fibular, quando a sua Luna flexiona o joelho, ela não vai tensionar, não vai prender o túnel fibular e ela vai conseguir fazer a flexão do joelho completa, sem sentir dor. Então ela vai conseguir agachar normalmente de novo quando a gente tira essa tensão aqui, tanto do trato litibial, bíceps femural, o fibular e também o sólo. Então, basta fazer a manipulação e você vai aprender a fazer a manipulação na próxima aula.
E fica aqui, Deborá. A gente vai ter também além da síndrome do túnel fibular, que é um dos poucos a eu particularmente eu não conheço nenhum fisioterapeuta que saiba da lesão do da síndrome do túnel fibular, nem que a causa da condromalácia é por causa de uma rotação interna do quadril e não por causa e especificamente da lateralização da patela. Na síndrome do trato ilibial, o que que vai acontecer?
O trato ilibial vai tensionar por causa da tensão, principalmente do tensor da face lata. O tensor da face lata vai gerar uma tensão no tratoibial. O trato que não tem estímulos de ser manipulado nem de ser alongado, o que é que vai acontecer?
Aumentar sua rigidez para poder proteger ali a articulação do joelho. E quando ele aumenta a sua rigidez, o que é que acontece? Ele inibe alguns movimentos e perde algumas mobilidades.
E quando se flexiona o joelho, o que que vai vai acontecer? Ele começa a raspar sobre a face lateral do fêmo. Então, na síndrome do trato lutibial, fica um pouquinho de lado, Débora.
A gente vai ter aqui a tensão na região do trato leutibial. E lembra o que eu falei na questão do valgo? Se essa região aqui é tensionada, o que que vai acontecer?
fazer um valgo maior. Então, quando o trato tibbial da sua aluna ou do seu aluno tá muito tensionado, ele vai repuxar essa região daqui e ele vai começar a friccionar sobre o femo, sobre a parte lateral do femo. O que que você vai precisar fazer, então?
Liberar o trato tibbial. Só que nesse caso aqui, na síndrome do trato o que é que vai acontecer? vai est muito sensível porque vai estar inflamado, então você não pode colocar muita força, você tem que ir fazendo a liberação devagar.
Junto com isso, você vai precisar fazer os alongamentos, principalmente o do tensor da face lata, para poder aliviar a tensão e fazer o alongamento também do bíceps femoral. Afinal de contas, o bíceps femoral também tá ligado ao trato ilotibial através da fác. Então você vai precisar alongar o bíceps femoral e a gente vai aprender a alongar o bíceps femoral da forma mais eficiente possível e liberar toda essa região daqui e essa região daqui.
Você começa a perceber que a maioria das lesões é causada justamente por causa dessa rotação interna do quadril. Então, perceba o quão é importante você entender isso. E perceba também como é muito fácil, já que praticamente todos os problemas do joelho mais comum que a gente consegue ver é causado justamente por causa desses grupos musculares.
É muito mais fácil pra gente. Só que qual que é o grande detalhe? Você precisa ter o conhecimento específico.
Você precisa saber que esses músculos eles têm uma tendência a tensionar. Precisa saber que esses músculos estão ligados entre si. precisa saber que esses músculos são os músculos chaves, precisa saber como manipular, como alongar.
Então você precisa ter esse conhecimento todo junto. E isso é uma coisa teoricamente simples, mas que se ninguém chegar para você e falar, você nunca vai saber e vai ser um personal comum. E é isso, exatamente isso que eu não quero para você.
Eu quero que você entenda cada conceito desse para que você saiba como tratar cada uma das lesões. E o melhor, seja fácil para você tratar essas lesões para que você seja uma autoridade na academia que você trabalha, para que você seja uma autoridade na sua cidade, para que você seja uma autoridade, por que não, no Brasil. Isso vai depender muito da sua ambição, mas o conhecimento eu tô te entregando.
Além dessas lesões que a gente já viu até agora, a gente vai ver outras lesões também que elas são também por causa da rotação interna da articulação do quadril, mas não necessariamente elas vão ter a sua dor na região lateral do joelho. Como por exemplo, a gente vai ter aí a tendinata de ganso, que sim, também é por causa de uma rotação interna do quadril, principalmente pr quem tem um valgo fisiológico exagerado. Por quê?
Porque a pata de ganso são os músculos grácio, o bíceps femoral e o semimembranácio que se juntam aqui nessa região, vira um pouquinho para cá, nessa região medial do joelho e elas começam a inflamar. Então, para quem tem um joelho válgo, o que é que acontece? Esse côndulo medial aqui, ele é muito protuberante e o tendão da pata de ganso, ele vai passar exatamente na região lateral do côndilo medial.
Tanto é que quando a sua aluna vai fazer o alongamento nos no do dos adutores no espaldar com as pernas estendidas, se ela tem um valgo muito grande, a primeira o primeiro lugar que ela vai sentir dor é nessa região aqui, bem no tendão da pata de ganso, por causa justamente do côndulo, que é mais protuberante, que fica pressionando ali o tendão da pata de ganso, mais especificamente o tendão do semimembranário e semitendinoso. Então o que que você vai precisar fazer? você vai precisar fazer a manipulação manual do semitendinoso e semimembranácio para que alivie um pouco essa tensão no tendão e você consiga fazer o alongamento.
Essa tensão aqui também vai gerar uma inflamação na bolsa do semimembranácio. A busca do semimembraná é um como se fosse um tecido esponjoso que vai ficar exatamente embaixo do tendão, entre o tendão e o côndilo medial do fêo. E essa inflamação, ela vai vir justamente por causa da detenção do semimembranácio e semitendinoso.
Semimembronácio e semitendinoso também são músculos chaves, ou seja, tende ao encurtamento e a hiperatividade. Então eles precisam ser alongados. Então, quando a sua aluna sentir dor nessa região aqui, principalmente quando ela flexiona o joelho, é justamente a pendite da pata de ganso.
E se ela sente essa dor quando vai correr, quando vai nadar ou alguma coisa parecida, você tem que analisar para ver se essa inflamação é só na pata de ganso mesmo ou na bursa da do semimembranoso. Só que qual que é o detalhe em ambos? Aonde você vai fazer o ajuste é justamente no músculo semitendinoso e semimembranácio.
Independente se o problema for no tendão ou se for na buça, você vai ter que liberar esses dois grupos musculares para que você acabe de vez com essas dores. Qual que é a notícia boa? Se você conseguir fazer os alongamentos de forma adequada, você vai conseguir liberar instantaneamente em questão de semanas.
Então, em questão de semanas, dependendo do grau de irritação do tendão, a sua Luna já vai estar com as dores zeradas. Além disso, a gente vai ter também a tendinite do tendão suprapatelar e a tendinite do ligamento infrapatelar. Ambos são causados por causa de tensão excessiva no reto femoral.
O reto femoral é um músculo também, um músculo chave que se você faz parte da metodologia Leandro Ribeiro, você sabe de códos chaves que tende ao encurtamento e a hiperatividade. Então você já sabe quais músculos manipular. Essas duas últimas lesões que eu acabei de falar para você as mais simples da gente tratar, porque basta alongar o reto femoral de uma forma eficiente que essas dores vão embora.
E a tendinite da pata de ganso. Também basta a gente alongar o músculo sem semitendinoso e semimembranácio para que essa lesão também vai embora. O que eu peço é para que você tenha um pouco de cuidado com a sua aluna, se ela tem o hábito de correr, para que quando ela volte a correr, ela não corra em grandes volumes e ela só consiga voltar a correr depois de uns 15 dias que você tiver fazendo o alongamento e depois de uma semana que ela já não tiver mais.
sentindo a dor. Por quê? Porque por mais que ela não esteja sentindo a dor, pode haver ainda resquício de inflamação.
E se ela cocorrer com esse resquício de inflamação, a inflamação pode aumentar e a dor pode voltar. Então, o ideal é que depois que ela parou de sentir a dor, ela fique ainda sem correr durante mais ou menos uma semana, que é pra gente garantir que a inflamação do tendão ela foi embora por completo. E depois a gente começa a voltar a correr em volumes mais pequenos.
Na próxima aula, a gente vai entender como fazer essas liberações manuais e quais são os alongamentos específicos para cada músculo chaves que cruza o joelho e que leva a lesão na articulação do joelho da sua aluna ou do seu aluno. Então, a gente se encontra na próxima aula. M.