Futebol e política sempre se misturaram mas houve um período da história brasileira em que essa relação foi ainda mais forte. A gente está falando do período de ditadura militar que a gente teve no Brasil entre 1964 e 1985. Nesse período os governantes militares se notabilizaram por grande influência no futebol por usar o futebol como instrumento de propaganda por querer manter o futebol sobre suas redes.
E essas ações os militares naquela época geraram consequências que a gente sente até hoje no futebol brasileiro e a gente pegou quatro casos aqui para esse vídeo que foi uma sugestão a esse tema que a gente está tratando hoje. Foi uma sugestão de um seguidor nosso um apoiador de última divisão o André Leite Quero aqui agradecer o André pela sugestão de tema. O André é um dos nossos apoiadores no Catarse ele sugeriu esse tema.
Esse tema foi colocado em votação aqui no YouTube e a galera decidiu que queria então que a gente fizesse esse vídeo a gente pesquisou então aqui um pouquinho e vai trazer essa essa história hoje pra vocês e quem quiser participar da nossa escolha de temas nos próximos meses saber como pode apoiar a última divisão entrará em www . última divisão ponto com. br apoio e saiba mais como você pode participar nos catalães e apoiar financeiramente participar das escolhas em termos de vídeos.
é esse então então vamos falar de muita história agora depois da vinheta história do futebol e história do Brasil um pouquinho também. A seleção brasileira foi tricampeã mundial em 1970 com aquele time que muitos consideram a maior seleção de todos os tempos e o regime militar se aproveitou muito da popularidade daquela seleção brasileira para se promover e não quis se limitar à seleção brasileira. O regime militar quis estender o seu raio de alcance com o futebol e quis se envolver também com o futebol de clubes é o maior e maior gesto nesse sentido.
Foi quando em 1971 o regime militar teve muita influência para fazer a Confederação Brasileira de Desportos CBD o equivalente ao que a CBF hoje era. Era desporto não era só de futebol ainda mas enfim era a entidade que organizaria o primeiro Campeonato Brasileiro. O regime militar teve grande influência para convencer a CBD a criar então o que seria o Campeonato Brasileiro o Campeonato Nacional de Clubes que começou em 71.
Tem muita polêmica e esse vídeo aqui a ideia não é discutir isso é só falar do papel do regime militar porque a gente tinha disputado até então outros torneios nacionais que hoje em dia a CBF reconhece como títulos brasileiros que são a Taça Brasil e principalmente o Roberto Gomes Pedrosa que foi disputado até 1970. E a verdade é que apesar de se vender como um torneio nacional que seria maior do que o Roberto Gomes Pedrosa esse campeonato nacional de clubes de 1971 que inaugurou a era atual do Campeonato Brasileiro esse campeonato não não foi tão diferente. No último Roberto Gomes Pedrosa não foi tão nacional assim.
Tinha só 20 times dos quais eram cinco de São Paulo Cinco do Rio de Janeiro três de Minas Gerais dois do Rio Grande do Sul dois Pernambuco e de Bahia Paraná e Ceará. Então a ideia de se criar esse torneio 71 que se convencionou chamar de primeiro campeonato brasileiro a ideia do regime militar e da CBD era levar o futebol a mais estados e assim aumentar o entretenimento da população em mais estados e a população talvez se entretendo com o futebol faz pensar menos em política pensar menos em questionar o Governo e também era associar o torneio ao regime militar. Olha só que torneio grandioso nós temos aqui.
Enfim a ideia era então expandir o futebol nacionalizar mesmo o futebol. Mas a verdade é que a sua primeira edição como a gente mostrou muitos estados ficaram de fora. Tanto que alguns clubes de alguns tanto clubes de estados que tiveram representantes aí quanto quanto clubes e estados que não foram representados nesse primeiro Campeonato Brasileiro organizaram um torneio chamado Torneio de Integração Nacional que foi disputado em 71 também no Estado de Goiás e que ainda tinha times excluídos.
E para o próprio Estado de Goiás que não tinha representante nessa primeira edição do Brasileirão esse torneio de Integração Nacional teve o Atlético Goianiense como campeão numa final contra a Ponte Preta que era de São Paulo o estado que teve representantes nesse primeiro Brasileirão mas a Ponte Preta estava de fora eram só 20 times enfim teve esse torneio paralelo em 71 mas lógico a ditadura a CBD percebeu que precisava ampliar o campeonato pra cumprir seu objetivo de alcançar o máximo de pessoas como o futebol. E foi assim que o Torneio Ano a ano foi inchando a gente já tinha lá vinte e seis times. No ano seguinte foi para 40 e pouco em 100 70 64 75 em 79 e a gente chegou a incríveis 94 times no Campeonato Brasileiro.
E aí e nessa época aquela frase que ficou muito famosa a frase Onde a ARENA era o partido da ditadura da ditadura militar onde a ARENA vai mal mais um time do Nacional onde a ARENA VAI BEM MAIS UM TIME também. Essa frase é atribuída ao almirante Heleno Nunes portanto um militar que foi o homem forte do futebol brasileiro na segunda metade da década de 70 ele foi o primeiro presidente da CBD e depois presidente da CBF porque na virada dos anos 70 para os anos 80 a FIFA impôs que a organização do Campeonato Brasileiro teria que ser de uma entidade que fosse exclusivamente voltada ao futebol. Não poderia ser então nos moldes da CBD que tinha outros esportes que eram de sua responsabilidade então foi criada a CBF nesse fim dos anos 70 e o Almirante Heleno Nunes que mandava em tudo e ele não tinha o menor pudor de falar.
A gente está inchada que o Campeonato Brasileiro é pra política mesmo a gente enfim onde é que a gente puder agradar alguém aí pra colocar mais um time e a gente vai colocar e a gente tem vários exemplos de times que foram encaixados no Campeonato Brasileiro nessa época um exemplo é o Itabuna um time do interior da Bahia que só participou do Campeonato Brasileiro da Série A do Brasileirão por causa da imposição de alguns produtores de cacau do interior da Bahia e aí para fazer um agrado a esses produtores de cacau o time então jogou a Série A do Brasileirão a gente tem inúmeros casos assim até. 79 cabra foi inchando inchando inchando e depois começou a desinchar. Coincide com o começo dos anos 80.
A gente teve a crise do petróleo e a então isso afetou o Brasil economicamente na década de 80 conhecida como a década perdida na economia brasileira. O país que teve o milagre econômico considerado o crescimento do PIB brasileiro nos anos 70 nos anos 80 foi o inverso. O Brasil teve então uma grande crise econômica e isso aí afetou a popularidade do regime militar que começou a perder força e a gente teve mais protestos por democracia até finalmente na segunda metade dos anos 80 conseguirem tirar os militares do poder.
Mas no futebol também a estratégia passou a ser então desinchar o campeonato já nos anos 80 foi criada a Taça de Ouro que tinha 40 times só de sobra para quem já teve 90 passou a ter 40 times e então a gente teve esse número mais próximo de 40 times ao longo dos anos 80. E não bastava apenas levar a série A do Brasileiro para todas as regiões do país. O uso político do futebol durante o regime militar incluía também a construção de grandes estádios com dinheiro público nas maiores cidades do país espalhadas por todos os cantos do país.
Afinal a população além de ter o seu time o time da sua cidade jogando a primeira divisão do brasileiro teria que ter também um grande estádio na sua cidade para assistir esses jogos quanto à imponência dessas obras eram lá também um recado do governo mostrando olha e também investindo olha o tamanho do estádio que a gente construiu na sua cidade. Era uma coisa para uso político e lavagem de dinheiro nessas nessas construções tem muito muito rolo por trás de uma grande construção de estádio mas mas enfim o objetivo era também mostrar a força do regime e a gente teve de 65 até 82 a construção de pelo menos 14 estádios com público com capacidade para mais de 40 mil pessoas no Brasil sempre com dinheiro público a gente pode citar como exemplo o Mineirão que foi inaugurado em 65 o Castelão em Fortaleza inaugurado em 73 o Mangueirão em Belém do Pará inaugurado em 78 é o ápice desse movimento foi em 75 quando quatro grandes estádios foram inaugurados o Serra Dourada em Goiânia o Amigão em Campo Grande o Almeidão em João Pessoa e o Verdão em Cuiabá que hoje deu lugar à Arena Pantanal. O discurso do regime era que as cidades teriam ganhos econômicos com essas grandes obras eram obras de urbanização modernização das cidades mas na verdade mais do que tudo além do desvio de verbas que a gente já comentou era uma grande propaganda travestida numa obra colossal era uma grande propaganda do regime que não levava em conta.
Se as cidades precisavam ter estádios tão grandes assim. A velha história do elefante branco geralmente para inaugurar esses estádios ou para dar uso a eles ali em alguns momentos a gente teve nessa época muitos amistosos da Seleção Brasileira contra combinados locais e aí sim a gente tinha os estádios lotados ou às vezes do Campeonato Brasileiro quando recebia lá um grande time. A gente tinha esses estádios lotados na estádios e em regiões que os times não são tão tradicionais assim na Série A do Brasileiro.
Mas mas enfim na maioria dos jogos a gente tinha essas arenas aliás esses estádios gigantes vazios é um típico caso de elefante branco a gente teve vários elefantes brancos no Brasil durante a ditadura militar e além dos estádios que foram inaugurados nessa época a gente teve também reformas de estádios. O Pacaembu por exemplo em 69 foi reformado. Tiraram a famosa concha acústica que deu lugar ao tobogã e com isso a capacidade do Pacaembu foi para mais de 40 mil pessoas.
A Fonte Nova também foi reinaugurada e foi modernizado em 71 para ter capacidade de receber mais de 90 mil pessoas e a inauguração da Fonte da nova Fonte Nova em 71 teve uma rodada dupla a gente teve Bahia e Flamengo e Vitória e Grêmio. Então a gente tem um estádio lotado é só que se essa rodada dupla para inaugurar a nova Fonte Nova foi marcada por uma tragédia durante as partidas teve um boato de que uma das arquibancadas estava desabando. E aí a gente tem pessoas pulando de um lance de arquibancada de cima para baixo e com isso a gente teve dois mortos e mais de dois mil feridos.
Um triste incidente numa dessas inaugurações de estádios que a gente teve durante a ditadura militar. Na ditadura militar quem fosse contra o regime era reprimido não existia direito de liberdade de expressão no país. é claro que isso se estendia ao futebol.
Os jogadores dirigentes que bater de frente com o regime militar em geral iriam acabar sendo punidos e a gente sabe que o regime tinha e os militares tinham influência em decisões do futebol como a gente está se dando aqui. Até em convocação da seleção brasileira até a famosa história que não é 100% confirmada mas que é uma história muito forte de que não há na convocação da Copa de 70 o general Médici exigiu a convocação do Dadá Maravilha para o grupo. A gente tinha esse tipo de coisa não necessariamente que as pessoas beneficiadas por decisões do regime militar como o Dadá Maravilha não necessariamente que essas pessoas fossem alinhadas com o regime não é isso.
Mas quem batia de frente contra o regime esses sim em geral eram punidos de alguma forma. Um exemplo ele pode citar um jogador que se posicionava contra o regime dentro do limite que ele podia se posicionar porque dependendo do teor da declaração que ele desse o gesto ele poderia ser preso. Era o Reinaldo o atacante ídolo do Atlético Mineiro que é reconhecido como um jogador que se impunha contra o regime.
Ele comemorava seus gols por exemplo com aquele gesto com ou erguendo o punho que era o gesto do movimento Panteras Negras um movimento contra o racismo nos Estados Unidos mas que também era interpretado como um gesto contra o regime. E há quem diga inclusive que o Reinaldo foi retirado da seleção brasileira deixou de ser titular da Seleção Brasileira na Copa de 78 por causa disso ele. Ele fez um gol na estreia do Brasil contra a Suécia e comemorou erguendo os punhos para o alto e aí no jogo seguinte ainda participou do jogo contra a Espanha mas depois ele foi tirado do time e a história que se conta nada disso e não oficial não tem confirmações enfáticas de que a gente possa sustentar de que essa era a motivação mas a história que correu na época era que foi uma foi uma retaliação a pedido do presidente da CBD na época o Almirante Heleno Nunes que já citou aqui o Reinaldo foi retirado do time titular no resto da campanha.
Se hoje em dia já não é muito comum jogadores se posicionarem politicamente o que dirá durante o regime militar a imensa maioria dos jogadores permanecia bem afastada da política e não se posicionava de forma alguma podia não apoiar o regime mas jamais fosse dar a entender uma coisa contra o regime e a gente tinha algumas exceções um outro caso é o Afonsinho o Afonsinho atacante do Botafogo naqueles anos 60. Ele é muito conhecido porque ele entrou na Justiça contra o Botafogo ele conseguiu o passe livre dele uma coisa muito rara na época um jogador entrar na Justiça contra o clube e conseguir o direito de ter o passe livre para fechar com um clube que quisesse. Mas o Afonsinho além dessa posição dele com a carreira de jogador de futebol já foi um precursor do do Passe Livre.
Ele ele também tinha uma ligação com o movimento estudantil. Ele conciliou a carreira de jogador com a medicina. Ele estudava medicina na época ele se envolveu então com o movimento estudantil e o grêmio estudantil.
Existiam ali células de resistência contra o autoritarismo contra o regime militar e o Afonsinho por ter alguma ligação. Ele era o jogador que era investigado de perto pelo regime militar naquela época mas o caso talvez mais emblemático foi do ex-jogador Nando irmão do Zico o irmão mais velho do Zico aquele mesmo o Galinho de Quintino do Flamengo ou o Nando antes de ser jogador ele foi professor. Ele inclusive fazia parte do Programa Nacional de Alfabetização o DNA que usava a metodologia de alfabetização do Paulo Freire.
O dele era então professor originalmente mas depois do golpe militar 64 ele se dedicou por um período exclusivamente à carreira de jogador de futebol. Passou por times como Santos do Espírito Santo Madureira Ceará e 69 ele foi transferido para o futebol português para jogar no Belenenses e Portugal vale lembrar também tinha uma ditadura militar na época ditadura do Antônio Salazar e lá em Portugal o Nando teve problemas. O Nando levantou suspeitas do regime do Salazar e ele foi levado para depor algumas vezes a polícia portuguesa.
é uma forma de intimidação porque ele era visto como um possível subversivo contra tanto o regime brasileiro quanto o regime português e então em Portugal ele conta que sofreu pressão dos diretores do clube enfim não teve como atuar muito como jogador sofreu toda essa pressão política ele acabou conseguindo voltar ao Brasil mas a situação não melhorou no Brasil ele chegou a prestar depoimento e chegou a ficar detido. No DOI-Codi que era um órgão de inteligência e repressão da ditadura militar era onde algumas pessoas detidas prestaram depoimento às vezes sob tortura as pessoas eram presas por razões políticas enfim o nada ele passou quatro dias no DOI-Codi e depois ele quando ele foi liberado ele resolveu não tocar mais esse assunto para não prejudicar a carreira dos irmãos o Zico e o Edu que jogava pelo América Zico pelo Flamengo então o Nando procurou sair dos holofotes se afastar de tudo para não prejudicar a carreira de futebol dos irmãos. Mas pelo menos naquela época no comecinho dos anos 70 alguns casos curiosos que alguns atribuem a uma espécie de retaliação a todos os irmãos Coimbra por causa do Nando o Edu por exemplo.
Ele foi artilheiro do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 69 mas não foi convocado para a Copa do Mundo de 70 apesar de muita gente achar que ele merecia. O Zico também. A não ida do Zico para os Jogos Olímpicos 72 na qual a seleção brasileira nos Jogos era de 72 também é vista por alguns como uma espécie de retaliação do regime militar ao fato de um dos irmãos Coimbra menos conhecido o Nando mas por esse envolvimento dele na oposição do regime é claro que isso é um pouco especulação é claro que depois do Zico teve uma longa carreira na seleção brasileira.
Mas enfim tem tem essa história aí é o Nando só foi revelado tudo o que ele passou depois do fim da ditadura militar durante a ditadura. Essa história não era conhecida só muitos anos depois que o Nando foi contar tudo o que ele passou. De forma geral os dirigentes dos clubes brasileiros tinham uma relação muito próxima aos militares seja por afinidade ideológica em alguns casos ou seja também por mero interesse financeiro.
Mas a gente tem muitos casos de dirigentes de clubes bajulando os militares. O maior exemplo talvez seja o Torneio do Povo que foi um torneio realizado entre 71 e 73 organizado não pela CBD mas organizado por dirigentes do Flamengo e do Atlético Mineiro. Para homenagear o Ditador Emílio Garrastazu Médici fizeram um torneio ali para homenagear o ditador.
Mas afinal os clubes já dependiam financeiramente também do governo. Não era só uma questão mesmo ideológica como eu disse. Tanto que na década de 70 foi criada a Loteria Esportiva pelo governo militar e isso aumentou muito a arrecadação de dinheiro do próprio governo a Loteria Esportiva foi um grande sucesso e o governo militar arrecadou muito dinheiro com isso.
Mas parte desse montante é para os clubes eram uma fonte de receita também para os clubes. Também nessa década de 70 o Ministério de Educação e Cultura um órgão do governo passou a financiar as viagens dos clubes para jogar o Campeonato Brasileiro até então os próprios clubes que pagavam as suas viagens mas na ditadura militar o governo começou a pagar. Era uma forma ali de manter um pouco o controle dos clubes por essa influência financeira.
Enfim não que essa relação de clubes de futebol e governos seja algo exclusivo da época do regime militar. Claro que não a gente tem até hoje aí clubes que se beneficiam de relacionamento com políticos com governos. Mas foi algo muito forte no regime militar não eram só os grandes clubes que se beneficiavam disso que o governo militar se beneficiava do grande clube como um instrumento de propaganda e o clube esperava se achava dos recursos financeiros e do apoio financeiro do regime militar.
Não eram só grandes clubes a gente tinha também casos espalhados pelo Brasil em cidades menores como a gente tem até hoje também clubes que são bancados por suas prefeituras mas na época tudo tinha no fundo. O regime militar. A gente tem o caso por exemplo do Volta Redonda o time da cidade de Volta Redonda dos anos 70.
A gente teve a fusão do Estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara e aí a gente teve o Campeonato Carioca acabado carioca com os times do interior e em Volta Redonda era uma cidade muito importante era a sede da Companhia Siderúrgica Nacional e o prefeito Bionic de Volta Redonda então quis lá ter um time de futebol para representar a cidade nesse Campeonato Carioca. Para manter a população entretida com o futebol então a gente teve ali o Volta Redonda surgindo nos anos 70 com esse apoio do prefeito biônico de Volta Redonda que prefeitos biônicos eram prefeitos colocados pelo regime militar nas cidades que não eram eleitos pelo voto não eram eleitos pela população democraticamente em São José dos Campos também uma região muito importante. A cidade que é sede do ITA sede da Embraer.
A gente teve nos anos 70 a prefeitura da cidade também um prefeito biônico investindo para recuperar o time da cidade o São José Esporte Clube que estava ali afundado em dívidas a prefeitura foi lá para recuperar montou enfim tornou o time forte o São José chegou à final do Campeonato Paulista nos anos 80 e é aí que a gente tinha também essa prefeitura da cidade apoiando o time em vários casos parte para o Brasil como e até hoje também mas vale destacar que na época do regime militar esse expediente era muito utilizado. Os governos apoiarem os times de futebol para servirem como instrumento de propaganda. é muito difícil encontrar qualquer gesto dos times na época que fosse contra o governo.
Mas a gente vai citar dois casos da dupla Grenal que de alguma forma foram pequenas resistências ao governo militar se não existências uma pequena afronta ao regime militar na época. A gente faz pelo Inter o João Goulart mais conhecido como Jango que foi o presidente deposto no golpe militar de 64. Antes de ser político ele foi jogador das categorias de base do Inter e quando o Jango morreu em 76 o Inter queria fazer um minuto de silêncio em homenagem ao Jango mas mas não foi permitido intervir manifestou interesse ali num momento de forte repressão da ditadura de fazer um minuto de silêncio em homenagem ao Jango mas a ditadura não permitiu.
No caso do Grêmio a gente teve uma grande revolta dos dirigentes gremistas que se expandiu para toda a Federação Gaúcha por causa da não convocação do Everaldo o lateral Everaldo que inclusive jogou na seleção brasileira foi campeão mundial em 1970 mas a não convocação do Everaldo para a Taça Independência em 72 foi interpretada lá como enfim um gesto político contra o Rio Grande do Sul. E aí o Grêmio conseguiu mobiliza. A Federação Gaúcha e propôs um amistoso conforme o enfrentamento contra a CBD.
O Grêmio propôs o amistoso da Seleção Brasileira contra a Seleção Gaúcha. E aí a gente teve em 17 de junho de 1972 que é o maior público da história do Beira-Rio. A gente teve mais de 100 mil pessoas nesse amistoso Brasil 13 Seleção Gaúcha 3 a seleção gaúcha era basicamente um combinado de jogadores do Grêmio do Inter com alguns jogadores de outros estados e alguns estrangeiros mas basicamente um combinado Grêmio e Inter.
Essa seleção empatou 3 a 3 contra a seleção brasileira. Até aí tudo bem a seleção brasileira fazia amistosos aí contra combinados regionais. Só que a grande diferença é que nesse dia a gente teve essa desse público gigantesco no Beira-Rio vaiando a seleção brasileira assim se colocando muito contra a seleção brasileira e aí a gente pode interpretar também contra o regime enfim a gente pode considerar que foi esse gesto da torcida gaúcha foi uma coisa bairrista do Rio Grande do Sul mas mais a gente pode também considerar que foi também de certa forma algumas pessoas presentes no estádio também estavam vaiando o regime militar.
Pelo menos é o que a interpretação que se tem desse episódio aqui também foi uma forma de enfrentamento ao regime militar. Então é isso quero mais uma vez agradecer ao André Leite pela sugestão do tema que a gente explorou hoje reforçar o nosso projeto do Catarse entra lá no site última divisão com. br pode se quiser saber mais e como você pode apoiar a gente e participar das escolhas dos temas nossos vídeos um dos benefícios para os nossos apoiadores e hoje então ficamos por aqui.
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