Oi, acadêmico! Na Unidade 1, Tópico 1, falaremos sobre um assunto super importante e corriqueiro na prática clínica do fisioterapeuta. A gente vai falar sobre o ajuste frouxo da articulação do ombro, ou, se você quiser chamar assim, articulação glenoumeral.
Por que a gente diz que essa articulação glenoumeral tem um ajuste frouxo? Então, vamos primeiro entender por que esse ajuste frouxo existe e quais são as formas que o corpo encontrou de lidar com essa questão. Sabe que o corpo humano é uma das máquinas mais inteligentes, né?
A gente brinca que o corpo humano é a máquina mais inteligente que tem e, certamente, para cada empecilho, para cada probleminha, o corpo dá um jeito de fazer com que essa engrenagem funcione da melhor maneira. E como esse ajuste frouxo do ombro acontece? A gente tem ali, na articulação do ombro, uma superfície articular da cavidade glenoide cobrindo apenas, aproximadamente, um terço da cabeça do úmero, da face articular da cabeça do úmero, e isso vai permitir que apenas uma pequena parte da cabeça umeral entre em contato com a cavidade glenoide.
Então, é uma articulação que não é completa. A glenoide não "abraça" a cabeça umeral, e, com isso, a gente tem esse ajuste chamado ajuste frouxo. Por conta disso, desse ajuste frouxo, a gente diz que a articulação do ombro tem pouca estabilidade óssea.
E como essa estabilidade acontece? Quais são as formas que o corpo encontrou em estabilizar essa articulação? A gente tem uma tensão passiva, que é produzida pelos tecidos conectivos periarticulares, ou seja, que estão ali, ao redor dessa articulação, e também pelas forças ativas produzidas pelos músculos que estão ali, naquela região, permitindo que esse encaixe ósseo, que é considerado instável, frouxo, se torne um pouco mais estável, possibilitando toda a movimentação dessa articulação.
Apesar de a gente ter pouca estabilidade óssea, ou seja, esse ajuste frouxo, a gente tem esses mecanismos que o corpo encontrou. Eu quero que você observe, na imagem, a articulação glenoumeral e como essa cavidade glenoide é rasa. É muito importante que a gente visualize isso, para que a gente entenda depois, futuramente, alguns problemas, algumas disfunções que essa articulação vai sofrer por conta da estabilidade óssea.
A articulação do ombro vai atuar junto à escápula para produzir uma grande amplitude de movimento para o membro superior. E os tecidos moles que circundam essa região são responsáveis, como a gente já falou, por aumentar a estabilidade dessa articulação. Quem são esses tecidos periarticulares?
E quem são esses músculos que aumentam a estabilidade da glenoumeral? Então, a gente tem o manguito rotador, que é composto por quatro músculos: o subescapular, o supraespinhal, o infraespinhal e o redondo menor. Então, aqui, a gente pode ver uma imagem dessa musculatura do manguito rotador que possibilita esse ajuste ativo da articulação do ombro.
Nós também temos outros tecidos, como os pivôs escapulares, que são outras musculaturas, como trapézio, o que você pode vir aí, na imagem, o serrátil anterior, que você também está vendo na sua tela, o elevador da escápula e os romboides maior e menor. Então, todas essas musculaturas, que são chamadas de pivôs escapulares, porque estão ao redor da escápula, também ajudam a manter a estabilidade da glenoumeral. E também temos os ligamentos capsulares, que são os ligamentos coracoumeral, o que você pode ver na tela, a cabeça longa do músculo bíceps braquial e o lábio glenoidal, também chamado de labrum, que é como se fosse um prolongamento da cavidade glenoide, e que vai proporcionar um pouco mais de estabilidade para a glenoumeral.
Com isso, a gente conseguiu visualizar que existem várias estruturas que conseguem compensar o fato da articulação do ombro ter um ajuste frouxo, quando a gente observa o caráter ósseo da articulação. Porém, ela se torna funcional devido a outras estruturas que fazem com que se torne mais estável, assim, possibilitando diversos movimentos que essa articulação realiza. Até o próximo vídeo!
Espero que você tenha gostado.