O país tá sendo completamente estrangulado pelos impostos, mas a grande narrativa aqui é que os ricos precisam pagar mais para suprir esse rombo, o que é uma tremenda falácia. A matemática mostra quem paga essas contas é a classe média e os pobres. Duvida?
Vamos entender os números. [música] Antes de tudo, eu sou Bruno Musa, economista e atua 19 anos no mercado financeiro. A ideia desse canal é trazer cada vez mais reflexões.
Então, antes de sair atirando, por favor, reflitamos a respeito do tema. Será que podemos buscar uma maneira muito mais inteligente de alocarmos o nosso capital do que terceirizar na mãos de poucos políticos? Eu tenho certeza que sim, mas nunca nos permitiram pensar a respeito.
Então a ideia aqui é que a gente reflita, que a gente traga ideias novas e aí sim a gente vai amadurecendo. Mas repare, o grande ponto é que eles não querem que você pense. Quanto mais você pensar, mais você é uma ameaça a justamente esse status qu dinheiro para financiar o projeto de poder deles.
Então vamos aos dados que esse é o ponto mais importante. Eu deixo o QC code na tela para que você fale com a minha equipe e comigo a respeito de investimentos. Afinal de contas, as oportunidades aparecem em meio ao caos.
O primeiro gráfico que eu quero mostrar aqui é o tamanho do estado frente ao PIB brasileiro. Isso significa, olhando aqui esse crescimento brutal a partir da década de 80, que o estado vem crescendo e tomando grande parte daquilo que a gente produz. No Brasil hoje é algo como 46 47% do PIB.
Para colocar em projeção, em perspectiva, o maior estado do mundo é a França, que eu fiz um vídeo na quinta-feira nesse mesmo canal, tá lá disponível, a respeito do colapso francês. Vale a pena assistir. Percebam então esse crescimento brutal.
O estado não para de nos esmagar, cada vez mais. Agora para para pensar na definição de impostos. Olha a palavra impostos.
É algo que é imposto. E quem impõe a obrigatoriedade desse pagamento? O estado.
Ele tem o monopólio da força. Ele detém o monopólio da violência. Só ele pode te obrigar e você não tem a quem recorrer para pagar tudo que ele quer para ele.
E quem é ele? Quem é o estado? Não são entes abstratos, são pessoas com nomes CPFs que muitos sequer foram eleitos e tomam decisões que mudam por completo a sua vida, as suas finanças, a sua previdência, o caixa da sua empresa e a forma como você investe seu capital.
Todas essas pessoas, o estado, eles têm nome e tem CPF que a gente pode cobrar e todos eles impõe de uma maneira obrigatória que você pague para sustentar aquilo que eles querem. Eles dirão que você tem que sustentar a educação, a saúde, a boa convivência social, mas no fundo veremos dentro do orçamento como isso representa um percentual muito menor do que talvez você imagina e muito menor do que o todo. E o todo é simplesmente desperdiçado em grande parte deles.
Ou seja, o dinheiro que tiram de você é jogado praticamente no lixo, a exceção da manutenção do projeto de poder deles. E claro, eles precisam criar a narrativa de ricos contra pobres. Ora, os ricos precisam pagar para suprir esse rombo.
Eles racham que quem tem que pagar essa conta é o político, acabando com as benesses, acabando com os privilégios que apenas eles detém. E eles votam para retirar ou colocar mais privilégios neles mesmos. O que você acha que eles farão?
retirarão ou na grande média manterão e aumentarão os privilégios que eles detém paraa manutenção do projeto de poder e centralizar trilhões de reais do orçamento na mão de poucos, na mão deles. Vamos a um exemplo então real que isso mostra claramente. Imagina uma pessoa considerada de classe média que tem um salário de R$ 10.
000. O custo pra empresa, conforme a gente consegue olhar aqui, é por volta de R$ 18. 000.
Ou seja, 80% a mais do teu salário de R$ 10. 000 é o que a empresa gasta para manter esse funcionário de R$ 10. 000 dentro do regime da CLT, a consolidação dos leis de trabalho que vem desde a época de Getúlio Vargas, lá nos anos 30.
Percebam? Olha a defasagem do tempo, mas mantenho a tabela aqui. Então, se a empresa te paga R$ 10.
000, por que é que vai custar R. 000 pra empresa? Porque tem basicamente tudo isso, férias, mais 1/3 que dá mais de R$.
100, 13º salário, 830 e poucos. INSS patronal mais de R300, sistema S mais de R$ 1. 000, FGTS de 8% que dá mais R$ 800, provisão de multa do FGTS, vale refeição, alimentação, enfim, tudo isso soma R$ 18.
000. E aí muitos pensarão: "OK, então o trabalhador recebe R$ 10. 000, certo?
" Claro que não, ele vai receber por volta de R$ 7. 500. Como basicamente, se olharmos aqui, o trabalhador também paga INSS por volta de R$ 950, o IRPF por volta de R$ 1600, fora o restante que são residuais.
Ou seja, o desconto que ele paga no salário de R$ 10. 000 R$ 1. 000 dele é de R$ 2.
667 e o salário líquido é de R$ 7. 300. Ele é registrado com 10, recebe 7.
300. O dono da empresa registra ele com 10, mas tem um custo de 18. Percebam que todos perdem.
Eu fiz um vídeo uma vez com a funcionária que trabalha aqui em casa, a Elane, e perguntei isso para ela. Esse vídeo já tá com mais de 10 milhões de visualizações. Expliquei tudo isso para ela.
Ela, infelizmente, não conhecia o que era cada um desses detalhes e ela topou trabalhar da forma. Eu falei: "Olha, você prefere então ganhar mais e não ser registrada, o que também diminuiu o meu custo? " E ela falou: "Claro que sim".
Eu falei: "Infelizmente não podemos, porque tem um sujeito lá em Brasília que decidiu que é assim. Então perde para você, perde para mim, perdemos os dois, menos dinheiro circulando na mão das pessoas com menos liberdade paraa tomada de decisão, mas mais dinheiro centralizado na mão dos políticos". Mas passemos mais um ponto.
Depois dele receber esses R$ 7. 300, você basicamente pensaria: "É tudo seu, certo? Ou seja, esse assalariado depois de ser registrado com 10, receber 7.
300, ele ficaria com esse 7. 300? Obviamente não.
A cesta de consumo típica no Brasil tem algo como 30 a 40% de imposto, ou seja, o teu gasto. 30 40% do custo total dessa cesta de consumo típica, 30 40% é só para bancar os impostos como ICMS, IPI, PIS, Cofins, ISS e tantos outros. Dos 7.
300, 00, algo como R$ 4500 ou R$ 5000, sendo bem otimista, é o que vai sobrar para ele. O resto, tchau, tchau, tudo para imposto. Mas também não para por aí.
Se ele consegue vencer a barreira e comprar um carro, ele vai ter que pagar o IPVA. Ele já pagou o imposto ao longo da cadeia produtiva inteira, mas quando ele compra um carro, ele tem que pagar todos os anos o IPVA, o seguro do carro, que é mais caro no Brasil, uma vez que a segurança pública é um desastre, porque o governo obviamente apoia bandidos e mais, aqueles que podemos, pagamos a mais ainda para blindar o carro, que grande parte dos insumos são importados e ao importar fica ainda mais caro, mas mesmo assim tem que pagar o IPVA, tem que pagar absolutamente tudo. E se você consegue comprar uma casa, tem que pagar também, obviamente, o IPTU.
Como provavelmente essa classe média não conseguiu comprar um carro ou uma casa vista, ele vai financiar e ao financiar ele vai pagar IOF mais IOF imposto sobre operação financeira que é aquela mesma que o governo também acabou de subir com aquele dedinho do Alexandre de Moraes que não tem nada a ver com isso o ministro do STF, mas ele foi lá meteu a canetada e subiu também o imposto afrontando o legislativo que tá lá para justamente isso. E essa matéria que saiu hoje, que eu estou gravando quinta-feira, dia 25 de dezembro, arrecadação com IOF atingiu 77,6 bilhões em 2025 e bate recorde sob Lula. Mais um recorde de arrecadação e mesmo assim o rombo não para de crescer.
E para continuar, se mesmo assim você venceu todas essas barreiras e conseguiu investir dinheiro, que é justamente o meu dia a dia, ajudar as pessoas com isso, eu deixo o Qcode na tela novamente para que fale com o meu time ou comigo mesmo pessoalmente. Se você venceu todas essas barreiras e investiu o seu dinheiro, na hora que você vender esses investimentos com lucro, você também paga imposto sobre o ganho de capital. Se quando você vier a transferir esses impostos para terceiros, pros seus herdeiros, vai pagar ITCMD também, ou seja, mais impostos na transmissão desse capital.
Mas voltemos aqui ao exemplo do IOF que tá recente, que foi justamente essa semana. O governo arrecadou 77,6 B. Olha esse gráfico como é crescente.
O governo precisa achar formas de se financiar porque ele não para de aumentar os seus gastos. A dívida pública não para de subir. Já subiu mais de sete pontos percentuais desde que o governo voltou, o Lula 3.
Vamos olhar então esse novo gráfico também atualizado. Arrecadação com IOF tem alta real de 40% no mês de novembro e a arrecadação total também não para de bater recorde. E mais, já foi anunciado, novos impostos para que o governo arrecade mais.
E a expectativa é que eles arrecadem por volta de 22 bilhões, segundo estimativas otimistas, por conta desses aumentos, como, por exemplo, aumento do juro sobre capital próprio, tributação das bets, tributação das fintex. Veja, a definição para mim de imposto, como eu falei, que é algo obrigatório de ser pago e o estado detém o monopólio da violência. Grande parte das pessoas pagam impostos porque tem medo de ser presa e não porque espera algum retorno.
É uma violência. Repito, por quem detém o monopólio dessa violência. Você não tem como correr do Estado sem você ter assinado um contrato social com eles.
E eles direcionam o dinheiro, o seu dinheiro que eles tiram de maneira forçada para onde eles bem entendem. E cria-se essa disfunção completa na economia que é ineficiente e além de tudo ela é imoral. Se você abrir o site impostometro.
com. br, ele atualiza em tempo real. Agora 7:20 da noite que eu estou gravando, quase 3.
õ910 bilhões. Esse vídeo vai ao ar no sábado pela manhã. Quando você tiver assistindo, já deve ter ultrapassado os 4 trilhões de reais.
E o que chama mais atenção é que mesmo crescendo a arrecadação, o rombo do governo não para de crescer, porque as despesas crescem mais do que as receitas. E quando as despesas crescem mais, a dívida aumenta. Quando a dívida aumenta, o risco aumenta.
E, portanto, aquele tomador do dinheiro, o governo precisa pagar taxas de juros mais altas para ser atrativo e conseguir pessoas que emprestem dinheiro e financiem a sua dívida. E ao emitir mais dívida, ele paga maiores taxas de juros, o que corrige o estoque dessa dívida que já ultrapassou 10 trilhões de reais. Consequentemente, a dívida cresce por conta da taxa de juros, que precisa ser alta, porque o governo não para de gastar mais do que ele arrecada.
Perceba essa bizarrice pra gente chegando ao final, o orçamento do Brasil é algo em torno como 5 trilhões e meio das despesas. Só que se nós olharmos apenas as despesas primárias, incluindo INSS, é algo como 2 trilhões 200 bilhões. O que significa que desses 2 trilhões2 bilhões, por volta de 92% são gastos obrigatórios.
Já tá carimbado, já tem destino, que é manutenção da máquina pública, como salários e manutenção dessa máquina inchada. sobra, portanto, pouco menos de 200 bilhões de reais para investir. Só que dentro desses gastos discricionários, desses 200 bilhões, os gastos não obrigatórios que engloba os investimentos, também engloba as emendas parlamentares que saíram de 50 bi para algo como R1 bilhões deais de 2025 para 2026.
E isso fez com que a Simone Tebet, a ministra do governo, falou que em 2027 não tem mais dinheiro dentro do orçamento não obrigatório, dos gastos discricionários, porque os gastos obrigatórios não param de crescer e achatam, comprimem, em 2027 esgotam toda e qualquer capacidade do orçamento de fazer investimentos. Se olhamos esse gráfico aqui novamente, a gente vê que das despesas totais de 5 trilhões 2,2 trilhões são despesas primárias, que eu falei que 92% delas já são gastos obrigatórios em 2027 será 100%, como acabamos de explicar. E o restante do orçamento, a grande parte dele é rolagem da dívida, porque o governo tem dívida que vence, a média de vencimento da dívida pública do Brasil é de 4 anos.
O governo toma dinheiro emprestado, mas não consegue captar a longo prazo, porque o risco é alto, porque a dívida é alta. E a cada 4 anos vence a totalidade da dívida. Claro, em vários períodos ao longo desses 4 anos.
Como ele paga a dívida que vence? Tomando dívidas novas que pagam taxas de juros mais altas, uma vez que o governo não para de aumentar esse rombo. E volto aqui, mantenho na tela.
Esses 2. 2 trilhões das despesas primárias inclui NSS, que em 2026 o gasto será por volta de 1 trilhão e 100 bilhões. Acabou o orçamento.
Percebam isso. E o governo, obviamente diz que é para o seu bem. Só que quando esse gasto supera e muito as receitas e o endividamento continua crescendo, ele emite mais dívida, consequentemente emite mais moeda.
Ao emitir mais moeda e ser mais endividado, você tem uma oferta maior da moeda, uma demanda menor por ela, porque o teu risco é maior. Uma oferta maior que a demanda, o preço da moeda cai. O preço da moeda, o valor da moeda cai significa inflação.
Ou seja, quem paga mais, os pobres. e a classe média, que no exemplo que eu mostrei tem o seu salário. Além dos descontos que mostramos detalhadamente, a inflação que não para de corroer o seu poder de compra.
E aí entra as narrativas mentirosas do governo, que precisa aumentar os programas sociais ou tributar mais os ricos para suprir esse rombo. Nunca te chamou atenção que o governo não para de subir impostos, a arrecadação não para de bater recorde e mesmo assim a dívida e o rombo, ou seja, o déficit que o governo cria, mesmo assim não para de crescer. É a mesma coisa que na tua casa você ganha 10 e gasta 12.
No mês seguinte você consegue ganhar 12, só que você gasta 15. E assim você vai indo sucessivamente até a bola estourar por completo. Ele tira dinheiro de todos nós.
É uma espoliação da sociedade como um toda, dos mais ricos, da classe média e dos mais pobres em direção ao governo. Só que eles falam que precisam dos mais ricos em direção aos mais pobres. Isso é uma grande falácia e uma grande mentira.
E coloco na tela aqui novamente as despesas primárias. Grande parte pra manutenção da máquina pública como salários, como a previdência, que é um sistema quebrado, e pra rolagem da dívida. sobra muito pouco.
Em 2027 sobrará nada pro que verdadeiramente importaria. Portanto, é uma grande mentira, é uma grande falácia. Eles precisam vender isso.
Mas a verdade é que eles querem espolhar a sociedade como um todo para tirar dinheiro de todos em direção a eles para um projeto de poder e que eles se mantenham no poder enganando e manipulando a todos. Mas a população começa a acordar. Obrigado por ficar até aqui.
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