Capítulos dessa sessão Oi todos encaminhados e ainda com textos complementares acredito que acho que fizeram esforço para ler né é puxado mesmo Bom dia pessoal novamente bem-vindos a todos ao nosso no décimo terceiro encontro do grupo espaço Marx aqui de Campo Mourão que está discutindo temas relativos ao livro 1 do Capital com a Perspectiva da formação de educadores e educadoras para atuar nos movimentos sociais e na educação hoje nós temos aqui o prazer de receber a professora Virgínia Fontes da qual eu quero registrar aqui que sou Admirador e leitor dos textos dela há algum tempo
e por meio do Professor Gilberto Calil que é um camarada nosso aqui das universidades do Paraná Entrei em contato com a professora e ela Gentilmente aceitou o convite de participar aqui desse espaço e para nós será um ganho muito significativo em função de todas as pesquisas que a professora desenvolve do seu compromisso com a luta da classe trabalhadora no nosso país na América Latina na Perspectiva revolucionária que é isso que nos interessa Então a professora Virgínia é historiadora comostrado na Universidade Federal Fluminense doutorado em filosofia na Universidade De Paris atua na pós-graduação em filosofia em
história na Universidades núcleo de intestinal de estudos e pesquisa sobre Marx e Marxismo coordena o grupo de trabalho e orientação GTO trabalhou na Fiocruz Escola Politécnica de saúde Joaquim Venâncio onde também coordenou e participa de curso de especialização em atuação conjunta entre escola nacional de saúde pública e o Ministério da Saúde coordenou Coletivamente atuou no mestrado profissional trabalho saúde ambiente movimentos sociais principais áreas de atuação teoria e filosofia da história epistemologia história do Brasil República história contemporânea altura de reflexões e impertinentes de o Brasil e o capital imperialismo teoria e história com a autora da
hegemonia burguesa na educação pública e de inúmeros artigos e periódicos nacionais e internacionais docente da Escola nacional Fernandes do MST coordenam GT história e Marxismo da ampu integra diversos conselhos editoriais no país e no exterior bom peguei aqui do Whats mas nós sabemos quem acompanha a professora que a sua contribuição é muito maior é muito mais significativa que essa aqui que eu falei de forma muito brevíssima então professora Virgínia eu passo a palavra para você e pode usar aí o tempo que considerar necessário Tá bom bem-vinda Tá certo Osmar bom primeiro lugar Obrigado pelo convite
segundo vocês estão me ouvindo bem viu Bom dia a todos a todos bom dia Maravilha porque sempre a gente tem de ajustar os parâmetros antes de começar e dar problema né Se tiver algum problema porque a internet aqui também é ruim eu eu entro de novo tá então não se preocupe porventura eu desapareceu reaparecerei bom então em primeiro lugar Agradecer o convite da Bom dia a todos Vocês nesse sábado né só a gente que no sábado e no domingo continuamos nossas tarefas para enfrentar os nossos Desafios que é muito bom deixa a gente sempre Alerta
Não não vou me demorar muito para nessa nessa introdução para poder eu já tava avisando aqui quem já tava aqui que é um é um tema longo se é um capítulo longo assim como tem alguns Capítulos do Capital vocês que estão terminando o livro Um do Capital que exigem um certo Tempo para discutir né E logo logo de cara o primeiro capítulo 1 do capital é daqueles que a gente não resolve não primeiro debate e numa primeira leitura antes de entrar eu queria lembrar todo mundo e esse capítulo o Capítulo 24 assim chamada com ação
primitiva integra a sessão 7 do Capital que é o processo de acumulação do Capital então É bem interessante a gente vê é meu juízo não é exatamente uma Separação entre capítulos teóricos e capítulos históricos no Marx embora muitas vezes por comodidade a gente diga que tem capítulos históricos e tem Capítulo de teóricos é meramente uma questão de comodidade ou de destacar uma espécie de ênfase porque o Marcos está procurando agarrar as determinações categorias concretas da vida social a passagem pela abstração é obrigatória não é possível chegar no concreto sem passar pela teoria pela abstração ou
Pelo pensamento se a gente quiser porém eles precisam estar interligados e essa sessão sétima é mais ou menos um momento onde fica evidente Então acho que é um mas é a sessão inteira não apenas esse Capítulo 24 vale a pena dar uma olhadinha pensar essa sessão como conjunto assim como o próprio livro do Capital que foi o trabalho mais intenso do Marx e essa organização final não é uma organização [Música] linear né então quando a gente pega a sessão sétima inteira a gente vai ver a questão capítulo 21 trata da questão da reprodução simples é
do Capital discutindo que se trata fundamentalmente da reprodução de uma relação social isso É bem interessante que é para a gente fugir da suposição de que basta pegar categorias do mar se aplicar não a gente tem de pensar a relação social junto com ele e Pensar essa relação social na sua própria historicidade as categorias são fundamentais não é para dispensar as categorias mas porque essas categorias precisam sempre ser pensadas no processo o Capítulo 22 é a transformação da mais-valia em capital então novamente se vocês pegarem cada um desses capítulos a discussão que vai dar é
o processo de acumulação e centralização de capital de um lado e de outro de exploração da força de trabalho portanto é da relação Social capital o que está em jogo já na no 21 mesmo na reprodução simples ele já diz claramente que a reprodução da relação social capital depende da separação entre o trabalhador e suas condições de produção então isso já tá isso não é um enigma que vai ser tocado unicamente no Capítulo 24 no Capítulo 23 que é um capítulo interessantíssimo que merece um encontro sócrateima a gente você já fizeram é a Lei geral
da acumulação é capitalista e a gente está vendo o tempo todo que se trata de Entender esse processo em movimento este processo no seu sentido mais denso histórico e no sentido de identificar as determinações fundamentais para o processo de expansão do Capital que Desconsidera a vida o objetivo do capital é valorizar o valor Portanto o resultado o que vai acontecer nesse processo não é necessariamente uma Intenção específica do capitalismo mas é quase o imperativo para o capitalista que é a produção de um desastre social Então nesse capítulo 23 ele vai mostrando a produção progressiva do
nosso super população relativa vai mostrando as contradições disso mostrando como essa é o próprio trabalho da parcela ocupada da classe trabalhadora que vai gerar essa essa superprodução relativa e que é ao fazer isso para sua produtividade é Muito grande piora as suas próprias condições de trabalho então é um são todos todos esses capítulos são absolutamente fundamentais para a gente pensar junto Capítulo 24 agora Chegamos no 24 e eu começo avisando que nunca esqueçam do título desse Capítulo o título desse Capítulo é fundamental porque ele não no nome do capítulo não é água com relação primitiva
é assim chamada com ação Primitiva eu vou pegar item por item do que do que tem nesse capítulo mas vale lembrar que o primeiro item o segredo da acumulação primitiva é um debate do Marcos com relação aos demais autores que idealizam a suposição o próprio Marcos vai usar tanto no capital como em alguns outros textos não muitas vezes a expressão acumulação primitiva até porque já era uma expressão consagrada da economia política Mas o que eu acho que é muito Importante que a gente sempre tenha Claro é que o capitalismo não é não pode ser apenas
é a reunião de uma massa de dinheiro que vira capital o capital é uma relação social por isso é importante recolocar esse capítulo no texto é uma relação social e essa relação social tem duas pernas fundamentais de um lado a produção da massa de trabalhadores que é resultado de uma procuração e do outro lado as mais variadas maneiras de reunião de Massas de riquezas em pequenos grupos e finalmente a consolidação de um estado para garantir essa essa condição Então se a gente entrar nesse capítulo e nessa sessão já Lembrando que nós estamos pensando numa relação
social isso é ajuda para gente a enfrentar o desafio que Marcos coloca para gente porque o desafio do Max não é que a gente simplesmente pega as suas categorias transforme essas categorias numa espécie De conceitos à históricos e as empregue de maneira mecânica grande discussão do mar é que o capitalismo é um processo histórico nesse capítulo isso é precioso é um processo histórico não é uma teleologia não houve alguém que tenha decidido vamos fazer o capitalismo nós vamos fazer isso fazer aquilo nem os que se enriqueceram nem nem os próprios trabalhadores e ele vai analisar
isso ao longo do capítulo várias vezes e não sendo material e Portanto obrigando a pensar as relações sociais fundamentais que o Marcos apresenta isso nos coloca na exigência permanente é fazer o mesmo percurso e não simplesmente de aplicar mecânicamente Porque como é um processo histórico as contradições vão se avolumando vão ganhando novas configurações vão ganhando novos desenhos Então esse absolutamente genial desse livro Desafio que ele coloca para o leitor e em especial por militante até porque ele mesmo jamais diz como seria né o socialismo nem o capitalismo a discussão dele é a crítica da economia
política e é muito interessante ver que nós temos portanto dois desafios a permanência da crítica da economia política algo que muitos autores se dedicam especialmente e entre esses muitas vezes tem uma ênfase especial nessa nessa atuação crítica aliás parênteses Em breve vai sair o livro do Mário discutindo a questão da cientificidade e vale Vale morreu na pandemia morreu de covid e mas é um trabalho que eu já fazia anos é um trabalho excelente e é um trabalho realmente de crítica ontológica da ciência que é a crítica da economia política sobre as formas de pensar Fecha
os parentes então o mais bom só isso é preciso também pegar o processo histórico o cerne do processo das lutas e a gente vai ver como isso Está feito aqui não é então nós temos dois movimentos para observar aquilo do que ele tá falando e a maneira como ele está fazendo então o segredo da acumulação primitiva com quem ele está debatendo ele está debatendo com economia política que considera que há uma espécie de pecado original que inaugura essa essa forma de ser ou em outros termos o pecado original é a separação da humanidade entre o
milite Laboriosa e econômica que não tem dinheiro digamos as formigas e contraposta a uma massa de vagabundos dissipados que não querem trabalhar digamos as cigarras e que portanto essa Elite laboriosa salva os vagabundos oferecendo trabalho para eles Então essa é a digamos é a formulação idílica romantizada Da economia política para tentar explicar como foi que aconteceu que essa massa de recursos tivessem taismos relembra que primeiro os métodos da acumulação primitiva são tudo menos de dílicos os métodos são violência Conquista subjugação assassino roubo colonização etc o que aliás vai ser trabalhado nos capítulos seguintes porque o
Capítulo 24 não termina essa sessão e ele lembra de novo que dinheiro e mercadoria existem antes do Capital Mas só se torna um capital em determinadas circunstâncias sociais quando possui dores de dinheiro de meios de produção e meios de subsistência se defrontam com trabalhadores livres portanto a relação capital é a relação social capital lembre-se que capital nunca existe sozinho por mais que os economistas liberais acham que é o próprio capital que se valoriza O capital é uma relação e capital é para Marx trabalho morto acumulado sobre forma de meios de subsistência então disponíveis para explorar
trabalho vivo então a relação capital pressupõe a separação entre os trabalhadores e a propriedade das condições da realização do trabalho agora eu tô citando abre aspas tão logo a produção capitalista se após sobre seus próprios pés não apenas conserva Aquela separação mais a reproduz em escala sempre crescente vou repetir não apenas conserva aquela separação mas a reproduz em escala sempre crescente é Portanto o processo que cria a relação capital não pode ser outra coisa a não ser o processo de separação do trabalhador da propriedade das condições de seu trabalho processo que transforma por um lado
os meios sociais de subsistência de produção e capital por outros produtores Diretos em trabalhadores assalariados assim chamada acumulação primitiva é portanto nada mais que o processo histórico de separação entre produtora e meio de produção ele aparece como primitivo porque a pré-história do capital e do modo de produção que lhe corresponde alguém levantou a mãozinha eu não sei muito como que a gente organiza Osmar você organiza é vamos deixar Os questionamentos para o final normalmente a gente faz isso pode seguir Bom então a chave a primeira chave do capítulo tá aqui um uma coisa é a
reunião de dinheiro outra coisa é resistência do dinheiro outra coisa ainda a existência da mercadoria o central da análise dele é uma relação social que é a relação capital que envolve a modificação da forma de existência das massas de trabalhadores expropriados e por tanta modificação também desse da riqueza imobilizado daqui para Frente a riqueza não pode machucar imobilizada precisa explorar diretamente massas crescentes de Capital dois é quanto mais espanto o capital mais avanço processo de propriação porque mas essa é um movimento do próprio capital ele precisa produzir essa massa de trabalhadores então e por fim
a última parte que eu vou destacar desse item um ele vai dizer o seguinte abre aspas o movimento Histórico que transforma os produtores em trabalhadores assalariados aparece lembram que ele trata da distinção entre aparência Essência aparece por um lado como sua libertação da servidão e da coação corporativa e Esse aspecto é o único que existe para os nossos escribas burgueses da história esse processo que ele vai analisar vai aparecer como libertação do campesinato feudal não é falso porém é um lado é a aparência por outro lado porém esses Recém libertados só se tornam vendedores de
si mesmos depois que todos os seus meios de produção e todas as garantias de sua existência oferecidas pelas velhas instituições feudais Eles foram roubados e a história dessas progressão está inscrita nos anais da humanidade contrastes de sangue e de fogo Então são duas aqui a gente tem vários elementos para trabalhar né eu não vou poder perder tempo gastar muito tempo com isso eu tô gastando mas Um que as progressão não se limita ao momento originário Quanto mais ela se espante dois é o fato de que tenha de fato sido libertação da servidão e da coação
corporativa e foi realmente é um fato unilateral é olhar só a aparência porque o que está ocorrendo é também a eliminação de todas as condições de sobrevivência da massa da população nessa época e terceiro de libertação se trata se trata de Maneira residual porque esse é um processo a sangue e a fogo então eu vou tentar dar uma chave aqui que eu diria o seguinte o Marcos está falando de duas coisas ele tá falando de algo que aconteceu no passado como base para o que representa e simultaneamente mostrando que o que é presente a relação
capital é uma relação expansiva e que portanto vai continuar as propriar e vai continuar a centralizar e a concentrar capital Agora ele entra mais no processo histórico e o que eu quero destacar para vocês que é muito interessante novamente Não há um processo teleológico não é um objetivo não é uma classe que se fixou um objetivo e que Vai resultar no capitalismo lá no século 19 isso a gente já vai ter de pensar agora aqui de maneira diferente no século 21 quando o capitalismo já domina e já sessenta por cento da população do planeta Coisa
que nós não era o caso na época do Marx mas o Marcos vai mostrar como esse processo é um processo de luta em que nada tá claro do que que vai acontecer para frente Isso é uma luta peculiar que vai gerando uma uma garantia dessa legislação os proprietário mas ela não começa assim ela começa de outra maneira ele disse assim no final da Inglaterra no final do século XIV não tinha mais quase Servidão a maioria da população já estava Constituída de camponeses Livres autônomos Ainda que houvesse digamos uma etiqueta feudal uma uma um controle nominalmente
feudal então o século 14 ele tá lidando com a Inglaterra Então o que ele vai dizer que qual é o processo agora em que as lutas vão ocorrer para a reunião da grande propriedade para o aumento da riqueza de alguns proprietários e de procriação desses camponeses já tinham conquistado a sua liberdade É interessante que ele não tá nem falando se aqueles que já tinham conquistados da sua liberdade vão agora ser submetidos de formas as mais diversas então ele disse mas não primeiro momento é a dissolução dos sectos feudais é o grande Senhor brigando né lutando
contra o rei que é certo seria centralização que já é uma dissolução feudal porque o mundo feudal não é Centralizado e é nessa nessas lutas se tem uma expulsão De camponeses inclusive pelo próprio senhor feudal é a entre ele pelo menos entre 1.489 e 1638 tem uma legislação recorrente visando impedir a expulsão desses camponeses eu fixar o homem e a terra que vem tanto de senhores feudais quanto de camponeses de alguns shows que querem amarrar de novo O Camponês da Terra no século No fundamento os conflitos visam assegurar a submissão da massa popular aos grandes
proprietários seja no campo porque aqui a maioria da população tá no campo com uma série de leis dificultando formas de alguma autonomização desses camponeses o impulso que vai acontecer isso vai ser a reforma protestante porque vai abrir é o roubo dos bens da igreja católica com doação desses bens a favoritos reais Renda desses bens arrendatários e expulsão de antigos súditos feudais a venda a rendatários é interessante porque aqui já introduz um elemento Não exatamente feudal já não tem mais nada a ver com feudal uma parte desses arrendatários eram inclusive camponês livre e começou a enriquecer
e arremata plebeu aí se difundem né as leis Impostos sobre os pobres e aos poucos o encarceramento né a expressão do Espírito Protestante e aí vocês vão encontrar aqui no próprio Marx a origem da pesquisa do Weber sobre o Espírito protestante É possivelmente ver minha falhou esse capítulo aqui do Marcos não acredito que ele tenha lido todo o capital porque ele não ele não discute outros elementos Mas o que está aqui seguramente ele leu e é o encarceramente eu trabalho forçado dos pobres e vadios No final dos séculos 17 o Marcos ainda lembra que a
maioria dos assalariados rurais ainda participavam da propriedade Como não E é no século 17 no século 18 que a gente vai assistir quase desaparecimento da propriedade como não que é a procriação das terras comuns eu tô fazendo muito detalhado eu tô com medo aqui de que a gente não tenha tempo para ver isso mas a Revolução Gloriosa vai ser o roubo dos Domínios do estado novamente terras presenteadas vendidas a preço civil usurpadas sem etiqueta legal agora sim os capitalistas já favorecem esses atos a base fundiária se transforma em mercadoria é uma aliança nova entre a
alta finança que no século 17 vocês vão ver lá no capítulo 3 ainda é mais usuária do que propriamente bancária como no sentido contemporâneo Mas é uma aliança nova entre essa alta financeiras grandes manufaturas então já a Transformação não é uma transformação teleológica isso que é importante é uma luta de classes em que todas as classes estão envolvidas com interesses contraditórios os senhores feudais o rei é os os arrendatários que eram camponeses e que vão enriquecendo o os Camponeses pobres aqueles camponeses que ainda dependiam da comunidade e portanto da das terras comuns tudo isso é
muito bem trabalhado por exemplo na Ellen Wood é bem trabalhar porque se tem vários Autores que fazem excelente trabalho sobre esse período porque é uma situação a Eliude vai enfatizar a compulsão por um ganho que virá desses arrendatários Livres plebeus em que vão assalariar outros camponeses é outros autores vão enfatizar a característica peculiar dessas lutas nesse período é que elas elas envolvem lutas umas para voltar atrás para voltar atrás no tempo para garantir a propriedade feudal e outras para Subjugar a propriedades não dá as novas condições da alienação da terra então é um esse período
do século XIV até o século 17 e 18 é um período em que as lutas são muito interessantes porque são muitas não são poucas lutas são muitas lutas camponesas são muitas revoltas camponesas e as lutas estão cruzadas uma boa parte de uma historiografia que torna a história linear que torna a o relato histórico equivalente a História dos vencedores apaga esse processo de lutas e é fundamental para a gente jamais deixar de lado esse processo da luta porque eles que permitem são essas lutas que permitem a gente entender e os resultados vão dar numa certa direção
e essa certa direção vai aos poucos impondo o seu relato sobre o resto no caso o Marcos está discutindo com a economia política que está fazendo o quê construindo um relato linear desse Processo como se fosse natural gente eu tô falando dá para entender e como tá tudo de só tem acho que a Jaqueline perfeitamente tem pouca gente de câmera aberta aí eu porque eu adoro ver o rosto porque me ajuda a pensar como é que tá a situação bom Então apesar de ficar tudo pequenininho aqui na minha tela ó Então vamos lá vamos sintetizar
esse item dois esse processo de propriação é um processo complexo mas constante e ele é duplo ele É a retirada de camponeses já livres de suas terras seja por um Senhor seja pelos Reis seja por camponeses que se enriqueceram que são os arrendatários capitalistas que nós converter burgueses porque nós somos burgueses da época os burgueses das cidades que vem expropriar os Camponeses mas a medida que isso avança cada vez mais A forma da exploração do trabalho vai se modificando e vai se modificando da forma feudal do dízimo da entrega do dízimo para a sujeição do
Trabalhador diretamente ao capital mas não mais tendo acesso à propriedade que o trabalhador feudal tinha aí eu não vou dar todos os detalhes disso eu acho que dá para ler tudo bem Tranquilo e organizar e tem três em paralelo a esse processo que é o processo de expropriação do povo do Campo de sua base fundiária vem um processo equivalente que é legislação sanguinária contra os despropriados desde o final do século 15 e depois as leis para o rebaixamento dos salários É lógico que dá para fazer comparação Direta com Brasil nesse capítulo tá e a gente
fica muito tentado a fazer comparação direta e tem mesmo dá para fazer mas a gente tem que tomar cuidado o Brasil não é um país feudal uma comparação direta sempre perigosa A gente pode entender o processo e ver como ocorre o processo eu vou dar um exemplo do capítulo anterior o período do bolsonaro fez o quê é autorizou uma parcela da população pobre a devastar as terras indígenas na expectativa de enriquecer Tá certo ele autoriza esse progressão passando por todas as leis por cima das leis Autoriza as progressão brutal de bens comuns como é o
caso das águas dos rios como é o caso da floresta são bens comuns e autoriza as próprias quem é que vai lá para dentro da floresta naqueles 20 30 mil garimpeiros que estavam lá vocês acham bem que a classe dominante ninguém vai se meter não é a casa também a gente vai favorecer aquele processo como uma espécie de abertura de Fronteira para o Capital processos proprietários procriação sanguinária de bens comuns e ao mesmo tempo recolher os ganhos do trabalho daqueles caras que foram para lá para onde que vai parar o ouro que eles garimparam não
é no bolso deles o objetivo da classe dominante que tá lá tava lá em Roraima vendendo máquina alugando máquina etc ou daqueles que estavam montando as equipes de Garimpeiros é valorizar o valor e o objetivo de valorizar o valor não é mais ele não tem mais feudal não tem mais feudalismo não tá ali tudo já é as relações sociais não são capitalistas mas ainda há coisas as próprias e a primeira coisa é sempre bem comum porque o bem comum é uma garantia de sobrevida para o trabalhador Claro esses bens comuns a gente pode entender facilmente
a água a água enquanto não for toda controlada Pelo capital é difícil matar a gente de sede de maneira direta mas a água é sobrevida condição de sobrevivência direta é da humanidade como um todo então é possível fazer as aproximações é possível fazer comparações com tanto que a gente não não faça a abolição de 200 anos não dá para pagar 200 anos a gente é marxista a gente vai precisar entender as relações hoje pensando essas categorias e entender se há novas categorias emergindo desses Processos as nossas categorias fundamentais seguem válidas elas são fundamentais Mas elas
precisam que a gente faça o trabalho que o Marcos nos exige pensar processos pensar processos histórico então a legislação sanguinária eu não vou entrar em detalhes para isso sim é interessante ver como a realeza não quer expulsão desses caras do campo é porque vai gerar essa massa de estropiados mas essa massa de Estropiados ela que vai ser culpada da expulsão Que ela sofreu e a legislação começa né É no início tinha uma licença para as molada depois começa a açoite mutilação assassinato é penalizar imposição ao trabalho desses que foram que estão expulsos encarceramento trabalho forçado
as execução eu vou ler só uma frasezinha do texto não basta existir em capital e despossuídos nem mesmo querer vender a Força de trabalho a produção capitalista cria aspas uma classe de trabalhadores que por educação tradição costume nem conhece as exigências daquele modo de produção como leis evidente só que para que reconheça isso é um processo histórico é de extrema violência Lógico que o rei é em 1530 não tá pensando em como forjar o trabalhador assalariado ele tá querendo disciplinar aquela massa De camponeses tá claro ela não dá para fazer é uma linha que o
Marx não faz mas ele vai mostrar dessas lutas o ponto 4 é Gênese dos arrendatários capitalistas ele próprio vai dizer que essa é a origem dos Mas é uma das origem do capitalistas digamos no cerne da relação social é interessante reparar que tá no campo a origem do capital e não na cidade Mas isso é histórico em que [Música] As procriação de terras né quando vocês expulsa os Camponeses não cria relação capitalista cria apenas um grande proprietário fundiário mas esses avisos são fundamentais para nós no Brasil é a Gênese do arrendatário isso é da relação
capitalista no campo é um processo lento derivado das múltiplas formas de emancipação do trabalho serviu o próprio arrendatário capitalista em alguns casos é um camponês que enriqueceu como eu já falei antes é Então vou entrar detalhe por detalhe aqui eu já tô falando há quase 40 minutos o desde o arrendatário servo depois de uma rendatário que aluga as terra né ela arrendatária Quem aluga terra não é proprietário da terra vamos lembrar disso porque a expansão desse arrendamento que num primeiro momento enriquece o senhor de feudais quer dizer que os seus feudais Fazem expulsam camponeses e
alugam as terras que estariam seriam trabalhadas pelos camponeses para alguns Alguns camponeses e esses camponeses vão trabalhar essa terra pagando um aluguel pela terra então esses camponeses muitas vezes vão contratar outros componentes para trabalhar essa terra o que vai acontecer que na medida em que outros processos interferem aqui como desvalorização brutal do ouro e da moeda Em função da colonização os processos de arrendamento que eram de 99 anos e garantia uma vida é rica para os senhores feudais esses arrendamentos vão virar nada vão se desvalorizar brutalmente porque eram aluguéis por 99 anos a valor fixo
como se vivia no mundo feudal só que agora está desviando no mundo da expansão acelerada da transformação do mundo feudal e da Constituição de alguma coisa Diferente que eles não sabiam o que que é que é o capitalismo no qual a gente vê que no próprio cerne das forças de trabalho começa a haver mudança mas não só o importante lembrar que é mudança não tá só nos reinos das forças de trabalho na redação tá em todos os níveis da vida social e que só conseguiu analisar isso aqui no século 19 quando ele consegue analisar isso
no século 19 nos coloca exigência de tentar Entender ainda engerre-me esses processos no mundo contemporâneo mas de qualquer maneira não é fácil Como já dizia o reino né a coruja levanta voo de noite a gente só consegue ver o conjunto das relações depois que ela se estabeleceram mas é Nossa tarefa tá o tempo todo pensando é nesse processo a Gênesis dos arrendatários capitalistas é variada esse tem várias maneiras tanto pela arrendatário servo como pelos processos De divisão das terras com imersão né um processo de tipo meiação e no na medida que esse processo um enorme
das terras e enriquecimento por parte tanto de grupos que não eram rurais e o acesso à terra vai ser alguma coisa importante para essa burguesia que tá se enriquecendo como o processo da inflação do século 16 que ajuda a expropriar porque os arrendamentos dele não vale Mais nada a propriedade ainda dele propriedades entre aspas o que que o Marcos não conta tudo aqui não daria tem Historiador presente aqui aqui na nossa no nosso grupo deve ter né ou não tem não tá Tatiana Com certeza Oi Tatiana querida beijo e qual que é Historiador vai lembrar
que já tem vários beleza Beleza então depois pode ser o debate sobre isso né como é Que esse processo histórico envolve todos os elementos desse processo não é um processo linear não é assim um dia resolveram procurar camponês um dia resolveram isso no dia seguinte fizeram isso não é isso que Marcos mostra quem é o Thompson vai entender que só é possível compreender isso aqui compreendendo as lutas estão atravessadas aqui lutas por alguns para restaurar o feudalismo como a forma é Histórica outros para inventar outros caminhos aqui vão aparecer lutas revolucionárias a própria Revolução Gloriosa
vai ter lutas revolucionárias no seu miolo é que vão ser devastadas né os niveladores e Outros tantos lutas religiosas que vão ter papel também Libertador então repara a Gênese dos que é importante mostrar mais é que tantas progressão a parte da configuração da força de trabalho guarda a configuração da riqueza capitalista Nos dois casos Esse é um processo de luta não tem ideológico mas é um processo de do qual nós podemos entender os resultados e uma das resultantes que não tá escrito aqui é que o arrendamento era muito mais produtivo do que a produção ainda
isso é a ellenwood que vai trabalhar bastante sobre isso mas e o próprio arrendamento vai o cara faz um arrendamento de 100 anos Um camponês que Henrique na origem era camponês ao enriquecer ele se torna um grande proprietário um latifundiário capitalista não é mais um componente deixou de ser o que era porque camponês não é um atributo do caráter humano camponês é uma relação social ela estava assistindo uma transformação importante das relações sociais no qual arredatário original se torna proprietário capitalista ou o senhor feudal reconverte sua propriedade feudar Em latifúndio capitalista ou depois uma série
de enriquecidos porque esses urbanos vão é avançar na propriedade da terra É bom lembrar para todos e depois a Tatiana pode me ajudar nisso que a Inglaterra a exploração da terra na Inglaterra ainda é fundamentalmente na base do arrendamento e não da compra de terra então nós temos uma tradição histórica inglesa do arrendamento de terras que é diferente do nosso caso Quinto ponto repercussão da revolução agrícola sobre a indústria criação do mercado interno para o capital industrial Esse é que eu vou ler a frase que tá na página 283 da edição dos economistas que eu
considero uma frase fundamental que a gente não esqueça nas nossas análises aspas as procriação e a expulsão de Parte do povo do campo liberam com os trabalhadores não apenas seus meios de subsistência isso é um Material de trabalho para o capital Industrial mas criam também o mercado interno eu vou ler de novo logares que até crucial as progressão e a expulsão de Parte do povo do campo liberam com os trabalhadores não apenas seus meios de subsistência e seu material de trabalho para o capital Industrial mas queriam também o mercado interno isso quer dizer que é
expropriação expulsão De Parte do povo do campo libera libera trabalhadores produz trabalhadores por capital certo então primeiro ponto segundo ponto o capital se apropria dos seus meios de subsistência e de seu material de trabalho em outros termos O que eram meios de subsistência que são mais corretos O que é no meio de subsistência material de trabalho para os Camponeses vai se converter em meio de exploração daqueles Trabalhadores lá no final Marcos vai definir isso de maneira clara mas eu vou revisar isso aqui várias vezes é então os instrumentos de trabalho que são os procriados do
camponês vão se converter nas máquinas que sugerem que subordinam os trabalhadores os meios de vida o trigo é o que eles plantavam a lã o que era meio de vida vai se converter em meio de exploração da força de trabalho vai esconder tem capital para se Converter em meios de exploração dessa força de trabalho e criam também o mercado interno Por que que cria o mercado interno ele vai explicar um pouco mais mas essa essa frase para mim é muito a síntese desse Capítulo porque em primeiro lugar o trabalhador não vive mais produzindo seus meios
de subsistência a primeira coisa que a gente tem de lembrar que trabalhadores apropriado não tem mais como produzir sou subsistência Ele só pode sobreviver no mercado que ele venda ou não a sua força de trabalho ele só tem um mercado para sobreviver Enquanto Tiver Bartolomeu é procriação e centralização e concentração de capital e as procriação tem dois pezinhos tem separar o trabalhador dos meios de trabalho e converter os meios de trabalho de vida em capital Oi O essa frase eu acho que ela ajuda a decifrar o cerne do que tá em jogo é uma revolução
agrícola que está acontecendo mas o que tá acontecendo lá vai ter impacto na vida inteira porque ela não é só agrícola Mas ela é essencialmente agrícola O que vai acontecer no período manufatureiro não há uma reestruturação radical do processo de produção Urbana que vai ser A pequena o Ofício pequeno indústria doméstica Rural e uma extensão fragmentária mas já na virada do 18 no final do século 18 é a grande indústria Aí sim a grande indústria vai propriar radicalmente a imensa maioria do povo E aí vai ser numa escala e vai completar a separação entre agricultura
e a indústria Rural doméstica que naquele momento é especialmente criação e Tecelagem que ela vai tirar das mãos desses Trabalhadores Aí valer o Enders né a situação da classe trabalhadora na Inglaterra porque já é dos trabalhadores e apropriados bom ponto 6 Gênese do capitalista industrial então reparo Gênese dos arrendatários capitalistas que a Gênese onde a Ellen Wood vai trabalhar é Gênese da relação propriamente capitalista no campo e as gêmeas do capitalismo industrial que é a Gênese da generalização da relação capitalista Foi então aqui diferente enquanto lá o processo da gênes da relação no campo gradual
é um processo de longa duração aqui é devastador e acelerado e ele vai colocar aqui na Idade Média já existe um dois tipos de Capital mas aí quando ele tá falando do capital é dinheiro que precisa se valorizar mas não capitalista que é o capital usuário e o capital comercial a gênes do capitalista industrial é Quando a massa dos trabalhadores expropriados encontra um crescimento dessa concentração de riquezas exponencial e esse crescimento da riqueza exponencial vai expulsar vai fazer em escala o que essas relações têm essas no campo já estão digamos preparando então o que que
vai acontecer primeiro descobertas coloniais aqui a tragédia é o sangue fogo o que já Era Sangue Fogo antes agora é só de fogo em escala extermine escravização enfornamento nas milhas nas minas pilhagem das Índias e das Américas e ele vai dizer ironicamente Esses são os processos idênticos que é a economia política que é apresentar na Inglaterra no final do século XVII é o processo de colonização é a dívida pública o sistema tributário e um Sistema protecionista reparem vai mudar o papel do rei ele não tá pegando todos os aspectos a gente hoje tem historiadores que
trabalham cada um desses aspectos poucos que são capazes de trabalhar todos como Marcos mas a Inglaterra do final do século 17 está abrindo a grande crise do século 18 na Inglaterra que vão ser duas revoluções na Inglaterra que vai ter de sujeitar o rei ao pagamento proprietário Então a gente Vai ter ali é o sistema que vai do século 14 até o final do século 17 segundo Marx abre aspas esses métodos baseiam-se em partes sobre a mais brutal violência por exemplo o sistema colonial todos porém utilizaram o poder do estado a violência concentrada e organizada
da sociedade para ativar artificialmente o processo de transformação do modo feudal de produção em capitalista e para abreviar a Transição A violência é a Parteira de toda velha sociedade que está prenha de uma nova ela mesma é uma potência Econômica Então esse com tanta explicar isso aqui é o processo da colonização é o processo e que vai gerar o capital Industrial Ele explica um por um aqui no texto é o que vai dar escala para esse processo e vai ir as classes e principalmente aquelas que estão enriquecendo e que portanto estão Acendendo economicamente embora não
socialmente porque a sociedade ainda é uma sociedade feudal ainda não é a sociedade em transformação tem o seu o seu Horizonte mental lastreado na sociedade feudal quem trabalha lindamente ao Dobby tem um trabalho encantador sobre esse processo é mas essa esse grupo que se enriquece pressiona o estado que vai estar dividido entre defender os seus pares a Nobreza ou defender quem lhe sustenta a nova riqueza se ele apresenta isso aqui para o caso da Inglaterra é a mesma situação por causa da França vai ser a mesma situação é muito parecida embora o processo histórico seja
diferente mas é a mesma situação na França nesse período 15 16 é a unificação do Estado Nacional é um senhor eu dá lutando contra os demais com apoio da burguesia mas ele é um senhor Tanto ele pensa e vive como um senhor feudal Mas agora ele não se sustenta mais como o senhor feuda Então são Contra Eles são muito interessantes tanto para o caso em inglês por causa de inglês Mas o problema que tá acontecendo aqui ou a questão que tá acontecendo aqui é que vai estar acontecendo em todos eles como um mobilíssimo senhor de
cristão é rei de França vive da pirataria assassina E da escravização massiva na África isso da mesma maneira como o muy Cristão senhor de Portugal vai estar repousando o seu reino sobre a escravização então é um processo múltimo processo contraditório o Marcos vai usar bastante aí lembrava bastante que esse processo é de uma violência extraordinária não e vai sendo naturalizado como se fosse meramente construção de riqueza Ele vai falar das colônias vai falar do crédito público da dívida do Estado de que maneira é eu adoro essa situação vou ler só porque demonstração que eu amo
que eu de vez em quando eu posso eu uso tá na página 288 aspas a única parte da assim chamada riqueza nacional que realmente entra na posse Coletiva dos povos modernos é a sua dívida de estado ela tem muito a ver com o período contemporâneo só que a dívida é diferente hoje daquela época daí isso é Totalmente consequente a doutrina moderna de que um povo torna-se tanto mais rico quanto mais sim de vida o crédito público torna-se o credo do capital tá É bem interessante porque ele tá mostrando a contradição do processo ele não tá
mostrando ele não tá fazendo elogio da dívida pública tá mostrando como essa dívida pública é voltada para sustentar a expansão Daquilo que gera riqueza para o estado portanto do Capital aspas de novo tal como toque de uma varinha mágica ela a dívida pública Dota o dinheiro improdutivo de força criadora e o transforma desse modo em capital sem que tenha necessidade para tanto de se expor ao esforço e ao perigo inseparáveis da aplicação industrial e mesmo os horários então é o crédito a gente aí vai começando a ver a conexão do Estado Contraditório com esse processo
de lutas que está em jogo como cada vez mais esse acabou-se estatal Depende de uma riqueza mas o seu fundamenta em outro em outro ponto e como Pouco a Pouco violentamente esse acabou isso vai se adequar essa forma de produção de riqueza vai se modificar violentamente porque aqui é legislação sanguinária contra trabalhador e procriação massiva e revoluções então o desenvolvimento dos bancos Agora Sim agora o que era capital usuário na virada do 17 e principalmente no século 18 Mas isso é desigual no caso da Inglaterra eu acho que essa datação aqui no caso da França
é um pouco diferente o que era captar os horários alguém que tem muito dinheiro e que Empresta por chantagem e porcentagem precisa recuperar o que emprestou conclui vai se modificar em capital bancário isso vai estar no livro 3 só onde está Explicado é o que era os Lula que vai dar origem a bancos ricos vai se converter em banco capitalista que é o quê um momento da circulação do capital em que o dinheiro que está no banco não é mais para ficar nem retido nem a ser emprestado unicamente por mais dinheiro mas ele precisa fomentar
a produção capitalista ele precisa fomentar a extração de mais valor tal como antes assim como capital os horários se trata de valorizar o Dinheiro que tá lá O que é diferente é o processo pelo qual essa valorização ocorre que no capital os horário é a chantagem e a violência direta entre senhores entre proprietário e no capital é a expansão das formas de extração de valor dá para entender um pouquinho bom é muita coisa para pensar ao mesmo tempo eu entendo que seja bem difícil então ele vai falar né desenvolvimento dos bancos crescimento Da bolsa sistema
internacional de crédito moderno sistema tributário sistema protecionista guerras comerciais e a transição para a grande indústria com todos esses aspectos de todos os itens acima algo que se acrescenta um roubo de crianças bom então nós estamos vendo que o idílico assim chamada acumulação primitiva não tem nada a ver de acumulação de dinheiro prévio tem a ver com mudança das relações sociais Através de intensas lutas num processo de transformação de um modo de vida para outro modo de vida transformação que não é teleológica mas que ao adquirir uma determinada escala passa assim por sobre as outras
formas a tendência o último item é a tendência histórica da acumulação capitalista que é a dissolução da propriedade privada baseada no próprio trabalho isso aqui eu acho que é um ponto importantíssimo eu Não vou poder demorar muito porque a gente já tá com uma hora de Paulo mas acho que é interessante Observar isso aqui isso é uma discussão sobre a história da propriedade das formas do Astro social da propriedade privada que a gente trabalha pouco tem alguns autores que tem bons trabalhos sobre isso o que que significa é historicamente esse processo de transformação mas o
Marcos vai dizer que o que foi característica dos Camponeses E artesãos que era a propriedade privada baseada no próprio trabalho representa Barreiras ao capital e que portanto tem de ser destruído a sua destruição a transformação dos meios de produção individuais e parcelados em socialmente concentrados portanto da propriedade minúscula de muitos em propriedades gigantescas de poucos portanto as procriação da grande massa da população de sua base fundiária de seus meios de subsistência Instrumentos de trabalho essa terrível e difícil progressão da massa do Povo constitui a pré-história do Capital na Inglaterra mas a gente já viu lá
no começo que quanto mais se expande mais se proveria não é isso Então ela é ao mesmo tempo a pré-história e a história permanente da dinâmica capitalista quando a situação capitalista se implanta como meio E aí ele vai é a famosa passagem em que ele vai Chamar aqui ele vai falar duas coisas quando esses trabalhadores estão apropriados esse processo de disciplinamento vai de fato disciplinar o trabalho mas não vai disciplinar o trabalho só pela consciência dele vai permanentemente disciplinar o trabalho pela necessidade absoluta que ele tá por não dispor dos meios de vida de subsistência
mas não pode ser esquecido e ele vai dizer é que Os Procuradores Eles propriam também outros burgueses e que em algum momento isso vai levar a exprocriação dos despropriadores a famosa item da negação da negação esse é um capítulo muito essa parte dessa discussão tem muito debate sobre A negação da negação a construção de da forma dessa negação o que eu acho que é importante é que a negação da negação não ocorre de maneira abstrata não ocorre no mundo filosófico ela é só pode Ser entendida de novo respeitando a exigência do mar de voltar para
o chão concreto histórico no qual nós estamos analisando essas condições mas simultaneamente apresentando a origem fazendo a crítica da economia política ele realiza e idealiza esse processo de instauração do capitalismo como sendo meramente um processo crescimento da produtividade da melhora das condições de vida é assim que estão apresentando é a crítica Radical disso dois mostrando como esse processo é um processo extremamente violento conflitivo brutal e que Vai resultar em coisas que alguns dos seus predecessores nunca imaginaram o senhor feudal que expulsa Camponeses da terra jamais imaginaria que ele vai se arruinar 50 anos depois e
que vai ter é de pedir ficar pedindo empréstimo ao arrendatário que virou capitalista por exemplo tô pegando só uma das contradições porque são muitas Ou de que o pequeno grupo de ofício um pequeno grupo de ofício pudesse se converter numa manufatura e da manufatura na grande indústria Mas aí tem outros processos de luta nenhum processo aí ele é nenhum processo aí essa violência na expansão do capitalismo ainda quando ele se apresenta como a forma normal da vida o trabalhador assalariado e o capitalista nenhum desses processos é um processo Límpido se trata de intensas lutas para
conservar esses procriação aprofundar essas propriações garantir a concentração e garantir que o estado responda aqueles que controlam os meios de vida é isso gente para esse é para esse capítulo no entanto não podia fechar sem que vocês olham o capítulo 25 A Teoria moderna da colonização porque o capítulo 25 retoma essas questões e retoma essas questões para mostrar Exatamente que não existe capital e capitalismo sem que essas relações sociais estejam estabelecidas e que portanto meios de produção de subsistência essa citação tá meio de produção de subsistência como propriedades do Produtor direto não são capital eles
torna as capital apenas sobre condições em que servem ao mesmo tempo como meios de exploração e de dominação do trabalhador Não é isso é esse é o Marcos acho que vocês sabem que eu trabalhei bastante sobre a questão das despropriações porque muita gente esquece pensa na acumulação primitiva primeiro como se ela fosse só primitiva segundo como se ela fosse só reunião de dinheiro esquecendo que assim chamada com ação produtiva é primitiva é ao mesmo tempo o processo original e a forma social na qual ele se expande reproduzindo suas condições de Existência o nosso desafio é
entender essa forma de expansão pronto prometo que cala a boca Virgínia a exposição desse capítulo acho que de forma brilhante traz muitos elementos para que a gente possa continuar o estudo porque um desafio muito grande expor isso em algumas horas bom conforme a nossa metodologia pessoal definida lá no início do curso Nós abrimos agora as Inscrições para fazer questionamentos e aí a própria pessoa dirige a pergunta a professora Virgínia vi aqui que às vezes já levantou a mão e passo direto a palavra para Geisa bom dia a todos e todas Bom dia professora é uma
honra Ave Maria está aqui assistindo aula da senhora de forma sincro né a gente fica o tempo todo no YouTube pesquisando aulas e agora até essa oportunidade de assistir uma aula ciclo nem fazer uma pergunta diretamente E ter essa resposta um privilégio muito grande obrigado por proporcionar essas esses encontros que não é o primeiro são bem marcantes assim professora Quando a senhora trouxe de forma brilhante o Capítulo 24 acredito que algumas pessoas aqui já fizeram essa leitura Inclusive eu eu faço o Doutora de educação eu pesquiso a contra-reforma do ensino médio de 2017 e fiz
a leitura do Capítulo 24 recentemente tentando entender esses Movimentos de expropriação e uma das questões que fica para mim durante a leitura que o estado ele a princípio ele também é expropriado pelas classes tem uma passagem no no no capital quando o Marcos fala assim que uma das formas de acumulação também foi as apropriação de terras do Estado de bens do estado e que esse estado que a princípio ele também é expropriado no decorrer do capítulo ele passa legislar a favor dessas propriação esse movimento do próprio Estado de de Transnacionamento do de uma condição feudal
para o Estado Moderno capitalista fica claro e ao mesmo tempo muito complexo de compreender essas essas mudanças essas mediações dentro do interior do próprio Estado é isso e muito obrigada pela aula fantástica de hoje nada a ver microfone desligado bom dia bom dia professora Bom dia a todos agradeço O Osmar pelo Convite Osmar é junto comigo professora é do comando de greve a gente está em estado de greve no Paraná nas universidades estaduais né E hoje o dia do Historiador e da historia né ser blindado com esse convite obrigado muito prazer tá aqui bom eu
trabalho com historiografia do Paraná e essa e essa Associação que você fez eu achei de uma fortuna né que é no governo que né que acabou né o bolsonarista não acabou mas O governo acabou né professora o que fizeram com as terras das populações originárias né e no Paraná no Paraná a lei de terras em 1850 né e o a emancipação do Estado né que éramos de São Paulo né foi em 1853 então a vinculação direta né professora e me ocorreu muito isso né a partir da leitura e o Paraná é um estado essencialmente agrícola
capitalismo do campo enfim claro que guardar as proporções né a gente da história não Podemos fazer essas essas relações diretas né mas eu queria que você comentasse sobre isso isso é muito caro para a gente aqui obrigado viu acho que não sei se tem mais alguém escrito não tem mas eu vou me inscrever Eu gostaria que você aprofundasse um pouquinho mais Virgínia que tem lá na tua pesquisa no teu livro infelizmente a gente não acha mais para comprar esse livro né só baixando mesmo na internet Seria excelente saísse uma nova edição do livro que você
trata sobre os processos de acumulação de expropriação que continuam ainda né Não só na forma tradicional clássica como ocorreu na Inglaterra e nos países centrais na Europa naquele momento mas falar um pouco desse contínuo processo de expropriação no capitalismo principalmente aqui no capitalismo dependente como nosso desafios é muito prazer Geisa muito Prazer Márcio os maias Eu já falei com ele embora seja muito engraçado e saiba vocês que é muito legal a gente poder fazer aula assim né Porque mesmo sem grana a gente inventa e faz agora a gente não vai conhecer as pessoas assim no
meu caso pequenininho porque eu tô dividindo a tela como texto mas eu tenho certeza que em breve a gente se encontra eu vou estar agora lá na Unioeste agora em acho que é outubro né é que vai ter lá um encontro está de Poder porque eu já tô com saudade de abraçar ao vivo e a cores as pessoas estão vamos lá quem tiver Campo Mourão não é do lado de Varejão mas é mais perto do que vamos aqui gente Você tá certa o estado o bem do Estado também são as apropriados mas o estado não
é apropriado não tem é só um ajustezinho na tua fala para a gente poder pensar bem isso aqui É o estado vai ser alvo de uma reconfiguração revolucionária vai ter uma revolução na Inglaterra vai ter uma revolução na França que vão redesenhar esse estado que vão recolocar esse estado No Compasso da produção dos proprietários da produção de riqueza Não é esse quando Marcos se apresenta ali Eu muitas vezes eu voltei para esse capítulo Inúmeras vezes para cansar esses progressões contemporâneos e muitas vezes o capital todo e vai lá para o livro 3 ele me ajuda
a pensar e aí depois eu tenho de vir ver a situação né pensar concretamente é o que é sangue fogo no nosso tempo então se a gente for fazer algumas comparações contemporâneas aqui nós não estamos diante de um processo imediatamente revolucionário capitaniado pelos trabalhadores Tá certo Não obstante a gente está diante de um processo no qual bens do Estado são distribuídos para o capital de maneira crescente são roubados pelo capital e distribuídos para o capital e a legislação confirma essa doação dos bens do estado para o capital assim como a legislação confirma as sucessivas expropriações
de trabalhadores e de bens comuns em favor do Capital Então o que a gente pode com certeza dizer é Que o caso do estado brasileiro ele é capitalista ele não tá numa transição ele é um estado capitalista ele não é um estado sempre feudal esse negócio de patrimonialista não sei o quê é muito bom para Ciência Política mas para nossa análise a gente precisa entender a configuração das classes dominantes no Brasil intenções entre elas tem mas a contra-reforma do ensino médio que é um tema que eu tenho muito caro e que eu Torço para que
você faça um excelente trabalho que a gente precisa de milhares de trabalho é de que repara o estado do capitalismo não diminui por isso que eu não trabalho com a categoria de neoliberalismo acho que a introdução dessa categoria bota a gente num não é que não exista um liberalismo exacerbado Claro que existe Claro que ele tem efeito mas chamar esse capitalismo de neoliberalismo é em Primeiro lugar tentar voltar atrás para o capitalismo que não era neoliberal foi capitalismo bonzinho e em segundo lugar é perder as características próprias do capitalismo em função de características adicionais trazidas
pelo neoliberalismo acho que quando a gente ler o Marx o Marcos ajuda a gente a dizer não que a gente tem que pesquisar a expansão do capitania é como é que isso opera como é que essas relações sociais constituem então o Estado aqui Nem lá no 19 né no 14 é o 19 nem hoje o Estado está sendo despropriado ao contrário é desde o estado São disputados por setores das classe o próprio estado é disputado mas é o aqueles grupos que momentâneamente conseguem pilotar os governos e portanto determinar as políticas do Estado vão distribuir os
bens do Estado entre os seus apoiadores um exemplo interessante a Luz 14 é o absolutismo francês O absolutismo francês dependia totalmente da burguesia dependia bastante de banqueiros dependia dos corsários e dependia-se do ponto de vista da manutenção é da reprodução do Estado mas ele não se convencia os seus pares não eram os burgueses eram os outros nobres eles vão sustentar a nobreza com os recursos públicos em vez de garantir a burguesia os meios Que ela precisava Para sustentar burguesia ficava livre para agir mas a política de estado não estava voltado para expansão das relações burguesas
e sim para sustentação daqueles grupos então a gente ali é o racha que vai acontecer o Racha não a Revolução Francesa não é só porque as classes dominantes em inglês é porque nesse processo as classes trabalhadores entraram mas Livramento na luta Não repara aí é uma reconfiguração do Estado para o único e a situação das procriações hoje a questão do ensino médio é interessante porque o ensino médio é o mais complicado deles porque não é uma expropriação direta não se trata meramente de uma expropriação vamos lá é o que que tá acontecendo no ensino médio
é o controle Empresarial direto sobre as formas da Educação pública pelo menos por enquanto não tá no horizonte deles nem na proposta acabar com o ensino público a universidade pública assim de vez em quando eles querem acabar com a universidade pública mas a educação pública para massas não ele não tá em jogo acabar com a educação pública mas o que eles vem fazendo nos últimos 40 anos é controlar essa educação controlar a gestão controlar definir o Que que é é o melhor para a escola tudo Quais são as boas práticas boas aí entre aspas definir
o critério de seleção de professores definir o critério de progressão dos professores reduziu o gasto com os professores então o que que tá sendo expropriado mas esse é no conjunto da classe trabalhadora direitos Associados aos processos de trabalho e isso é umas própria atenção secundária depois eu até volto Se der tempo a esse tema mas porque o que tá acontecendo não é uma simplesmente uma redução do estado é o controle direto de uma conquista Popular que a educação pública pelo empresariado associado através do gif Associados através de Todos Pela Educação do movimento pela base e
associado também no sentido de que essa burguesia que tá fazendo esse processo não é homogênea porém como genianamente na sua grande massa tem interesse nesse processo Nos termos é sempre um punhado o governo bolsonaro fez o que ele brigou com esse grupo né o governo bolsonaro é um governo miliciano é um governo por alto fascista e o que que ele fez ele tirou esse grupo para botar grupos de militares para implantar a doutrina de segurança nacional nas escolas para isso tinha de ser escola sobre controle do Estado Olha só olha olha o mar de contradições
tinha de ser Controle direto do estado e não entrar na mão dessa burguesia só que esse controle direto do Estado já tá atravessado das contradições contemporâneas não é mais o MEC que vai controlar vão ser trabalhadores privatizados e sem direitos que vão para lá mas vai estudar de segurança sem carreira sem concurso você faz pro criando direito mas botando um controle militar sobre a escola que não é nem militar o controle é policial para ser Franca eu nunca aceitei o termo de escola militarizada porque ela não são militares elas mas então é isso e a
legislação Você tem razão se a gente olha para o caso do ensino médio e por causa das propriação dos trabalhadores Você tem toda a razão o estado legisla a favor eles fazem a experiência do trabalho sem direitos sem ter nenhuma perseguição e depois legisla é regularizando a irregularidade que ele Já faziam o governo Tarcísio Tá fazendo o quê de São Paulo tá legislando para regularizar doação de terras pelo Estado para os seus cupins e a cupincha mesmo a mesma coisa que o bolsonaro fez mas não só o bolsonaro que são práticas que já estavam antes
bolsonaro é horror mas essa prática já tava antes que era de é regularizar os assentamentos da reforma agrária o que que é regularizar os Assentamentos da reforma agrária na fala burguesa entregar título de proprietário de individual que nem poderia não é legal a reforma agrária terra da união não vai entregar a terra da união e que significa entregar o título de propriedade significa que este pequeno camponês vira proprietário não tem apoio não tem crédito não tem não tem mas ele vai vender aquela terra para quem que ele vai vender a preço de banana tão grande
proprietário ou vai vender ou vai Sair porque não tem como ficar então ele é novamente propriado porque expropriação não é um ato só brutal os europeus acham sempre assim é quando alguém chega com uma foice com cavalo a cavalaria para tirar o cara de lá não as progressão é feita da maneira mais diversas o estrangulamento econômico a maneira muito eficiente de estrangular como hoje vem acontecendo com as águas as Águas no país inteiro estão sendo Expropriadas de quem não é só do trabalhador que tá lá o trabalhador que tá lá na beira da água e
que vê a água desaparecer porque uma empresa de água privada canaliza o Rio e cobra para ele ter acesso à água e ele não tem como pagar então ele é os propriado direto mas quem é que tá sendo propriedade das águas é a população inteira hoje a escala é outra hoje quando você faz esse processo é a população inteira não é toca com devaste Que é uma grande controladora das propriação das águas é esse ninho de corrupção e de porque é muito dinheiro que vai circular ali e não é à toa que o projeto de
privatização do saneamento e das águas é um projeto Central porque são não é só aquela população de todos da mesma maneira que outras procriações bom Márcio comando de greve no Pará a história do Paraná é um negócio impressionante é Realmente é um negócio inquietante merece muito estudo porque o Paraná como estrutura governamental nasce muito colado com São Paulo né pelo ele é uma expansão do Sul de São Paulo e uma agregação expansão do café etc é no Norte do Paraná e ao longo desde o século desde a colonização para na terra de progressão e abate
da natureza Desde 19 e as expropriações inclusive as grandes revoltas camponesas que são maravilhosas do Contestado é são lutas em torno da estrutura da imposição da propriedade capitalista para a população trabalhadora que era pequena é do Paraná a tese o Tarcísio Mota que hoje é deputado federal pelo Rio de Janeiro tem uma excelente tese sobre O Contestado trabalhando exatamente com a modificação das formas de propriedades em posição da propriedade capitalista é o momento das Propriação né da terra contigo é a linha de ferro que significa os problemas camponeses isso procriar aquele modo de vida na
sequência Esse é um negócio é o século 20 no Paraná tem vários desenhos né uma é não só as procriação desse campeão mas juntamente com camponzinato do Rio Grande do Sul de Santa Catarina expulsão vai estar em diversos níveis a gente conhece as mais escandalosas que é Foz do Iguaçu E é o lago que vais propriar uma quantidade enorme de pequenos trabalhadores que vão ser expulsos para onde eles não vão ser realocados por Paraná não são só os indígenas que são as propriedades dos indígenas são os mais dramáticos mas também os Camponeses e uma parte
desse vai ser empurrado a subir para o Acre para Goiás para ser de novos procriado lá desses que circulam um punhadinho vai ficar rico né A gente vai ver os Blair mais a gente vai ver Os grupos sudestinos sulistas e seu destinos lá no norte né no oeste brasileiro Então esse é o processo atualmente a gente tem um complicador no Paraná eu não sei quem tá estudando Márcio acho que eu acho que é um estudo obrigatório que é a atuação burguesa no sentido de enredar Os Pequenos proprietários dentro dos contratos de parceria que vai ser
[Música] Vai permitir o enriquecimento de alguns desses pequenos proprietários nessas cooperativas que vocês convivem aí as cooperativas de soja cooperativas de trigo cooperativa de granja cooperativa disso daquilo é os Camponeses antigos camponeses continuam pequenos proprietários a maioria está endividada até a alma porque para entrar nessas cooperativas eles precisam gastar Eles é que se indivíduo para adequar o seu processo Produtivo eles se sentem grandes proprietários são convidados para as festas dos grandes proprietários mas as cooperativas são todas patronais elas não são igualitários e eu acho que essa é esse conservadorismo do campo é do Rio Grande
do Sul do Paraná e de Santa Catarina tem muito a ver com uma atuação Econômica social e política da grande propriedade que simplesmente enredom esse pequeno proprietário é na Malha do endividamento e da cadeia produtiva da grande indústria ainda acho que ainda Merece muitos estudos a gente tem alguns mas ainda Merece muitos estudos para entender exatamente como isso acontece agora Osmar É você tem razão eu tinha eu tenho de arrumar tempo para brigar para tirar para reimprimir o capital epilenia mas é a vida é tão ficou tão corrida para a gente enfrentando golpe de estado
desde 16 temer depois bolsonaro e agora a gente vai ter de enfrentar de novo os amigos do Lula que não sobra tempo para fazer essas coisas como o livro tá disponível gratuitamente não é uma preocupação muito Central para mim né porque é possível baixar o livro e ler no computador mas eu sei que é muito melhor olha no papel do que ele é na terra eu detesto lendo a tela bom eu já comecei a falar dos processos de propriação Secundárias no livro eu abri algumas questões que eu não venho trabalhando atualmente a minha preocupação naquele
livro não é falada de propriações a minha preocupação maior tentar entender Qual é o desenho do capitalismo contemporâneo é porque sem entender o processo de proprietário a gente não entende nenhum capitalismo Sem Entender esse processo de procriações centralização e concentração Do Capital O que que significa a gente não entende nenhum etapa do capitalismo porque esses processos perdura então o meu livro abre com duas discussões ó é capitalismo então em relação ao capital de trabalho dois o Brasil é um país capitalista não se iluda a expansão do capitalismo no Brasil não significa melhor para a população
significa uma tragédia social porém a expansão do capitalismo e a expansão das Mega empresas do que eu Chamei adesão subalterna ao capital imperialismo do Brasil essa adesão subalterna ainda que apareça né na mídia como tá vendo do Brasil máxima Gerdau exporta a JBS é a maior produtora de proteína animal do mundo o blairo mágico para o povo brasileiro quer que seja Industrial quer seja de commodities é uma tragédia para o povo em geral expansão do capitalismo não é um bom programa para a massa trabalhadora a preocupação do livro era Mais essa do que especificamente esses
propriações a questão das propriações aquela a gente não vai entender o processo sem entender esse essa marca social do processo proprietário e para mim as grandes questões que nós nós estamos enfrentando hoje do ponto de vista que me parece a mais dramática de todas a segunda é as propriação de todas os bens comuns aqueles bens sobre os quais não havia condição de se apropriar Privadamente como é a questão da floresta mas nós estamos assistindo no caso brasileiro a contínua porque não tás propriando só do indígena que tá lá isso que a gente vai ter de
entender tá procurando a população como um todo e hoje a cada dia tá ficando mais clara que taispropriando do planeta não é só da população brasileira é do planeta quando você destrói uma floresta que que é destruir uma floresta é um cara lá se apropriado privadamente Mas ele tá se apropriando privadamente aquilo não tinha propriedade então ele tá fazendo o quê ele está impondo propriedade sobre um local que não tinha propriedade E essas progressões massivas tem a ver com a escala do capital do capitalismo no mundo contemporâneo essas propriações massivas incidem nas águas e se
em todos os bens é comuns são e uma coisa que me preocupava muito no livro que de alguma maneira deu uma Diminuída mas o que a gente vai precisar voltar a pensar que as propriação biológicas procriação das condições de vida que é semente transgênica por exemplo que não cuja programação isso não é contra transgenia mas contra a forma da sementes transgênica no capitalismo a transgenia é um conhecimento a semente transgênica é outra coisa semente transgênica é uma semente adaptada modificada geneticamente para Resistir A um agrotóxico isso é semente transgênica básica que a gente tem mas
essas sementes transgênica também alteraram geneticamente a semente para que ela não reproduza Depois da terceira ou quarta geração então significa as propriação da humanidade como um todo da capacidade de germinação de semente vocês imaginam é tão grande que é difícil conseguir fazer o próprio capital mas tem curso e é bom que a gente esteja atento porque Está acontecendo porque expropriar é simultaneamente converter em capital que era meio de vida é isso que Max disse lá vocês propriam e converse meios de vida e instrumentos em capital Então quando vocês propriam a semente você converte a capacidade
de germinação das sementes em forma de sujeição dos Trabalhadores e da população humana como um todo bom mas eu acho que a gente tem a gente tem de trabalhar permanentemente essa Totalidade complexa que é o capital já falei muito excelente temos mais algumas mãozinhas aqui levantadas então mais mais três aqui pela linha de descrição e vai ir Caio e Ivan boa tarde bom dia né bom dia professora Bom dia colegas do curso eu tive a sorte de logo que você lançou seu livro né esse tal livro aí de comprá-lo no evento tinha em Belo Horizonte
por indicação de meu Corentador de doutorado vocês fizeram a palestra lá e E me indicou a compra do livro eu li o livro e ele mudou minha forma Ele abriu um leque de entendimento trabalho com Rural né geografia agrária e ele me eu conseguia partir do livro entender alguns processos que aconteciam no campo também do pequeno propriedades esses processos contínuos que vinham protegendo eu tinha uma certa Dificuldade para poder entender de quando você fala de acumulação primitiva continua né não aconteceu antes e isso me abriu o leque para certas coisas eu queria que hoje você
fala uma coisa também que eu queria que você comentasse por favor é sobre a questão do que não houve uma acumulação primitiva mas uma mudança de processo aí eu me lembro do título do capítulo Max que ele não fala que de Acumulação primitiva falar assim chamada acumulação primitiva então eu poderia entender né o Max não chega a firma que até agora camente no título dessa dessa forma eu poderia entender que eu poderia o capítulo também te chamar as apropriação primitiva digamos assim as formas de propriação que levaram o capitalismo seria um entendimento razoável seria tão
milagre eu queria um comentário assim um pouquinho sobre essa Questão obrigado gente Bom dia professora Virgínia Bom dia colegas Obrigado pelo espaço aqui possibilitado é queria dizer que foi para Niterói no dia primeiro e dia 3 até levei meu livro para ser autografar Mas infelizmente não encontrei lá na universidade bom professora Virgínia minha pergunta na área da educação né na educação pública e eu queria ver se é possível né a gente pensar que Os movimentos que foram operados pelo estado pela ação contraditória do direito durante a pandemia com os impedimentos de acesso à educação escolar
pública se isso aumenta a capacidade de expropriação em especial das condições biológicas né que a senhora tinha falado da classe trabalhadora em direção as novas exigências de plataformização do trabalho como exemplos né nome do Federal essa Movimentação com apenas um dos processos exemplos né o veto do projeto que expandiu o acesso à internet de banda larga e aparelhos digitais é a guinada da implementação da bncc a intensificação da precarização do trabalho docente e dentre outras que são possíveis se tá essa é a pergunta [Música] novamente Muito obrigado professora Osmar professora Virgínia que satisfação Viu eu
faço minhas aqui as palavras dos colegas da gratidão e da Alegria uma parte da minha pergunta foi contemplada pelo Ivaí a outra é a seguinte meu meu doutorado Eu estou estudando no doutorado eu faço aqui na UFC em educação também é sobre fundamentalismo religioso e educação e por conta de tudo aquilo que a gente vivenciou especialmente no governo temer toda aquela legislação que passou em 2016 e 2017 a flexibilização e restrita A emenda constitucional 95 agora substituída pelo arcabouço fiscal a reforma trabalhista e etc eu acabei considerando uma sessão da Minha tese ainda está sendo
escrita Justamente a acumulação primitiva e eu coloco essa questão do ambiente e a questão tanto da água quanto indígena Inclusive eu pego esses mapas mais recentes disponibilizados pelo IBGE e por outro Instituto que estuda as águas como é que isso realmente tem avançado sobre as Terras e as riquezas naturais brasileiras e vínculo também a questão dessa legislação muito forte com aquela bancada BBB né boi bala e Bíblia que está muito bem assentada dentro do congresso Então minha questão é o seguinte o próprio presidente do congresso falou do congresso não perdão da câmara falo recentemente que
essa essa esses legisladores eleitos eles são conservadores liberais e reformistas é a primeira vez que ele fala em termos Reformistas liberais conservadores a gente escuta pelo menos desde 2014 a necessidade de um congresso liberar o conservador mas agora aparece a expressão Justamente na boca do Lira né reformista reformista e nos parece que nessa conjuntura de luta de classes até por conta da Ordem do Capital a gente não terá como preservar muita coisa como é que a senhora vê essa luta mais intensa de classes sobretudo meu temer é fundamentalismo Realismo da Educação tá com esse com
essa formação religiosa conservadora reacionada tão crescente no país inclusive passando agora novamente o tema da legislação desculpa eu tá falando muito rápido essa questão das benesses das igrejas na na última reforma que essa reforma agora já do Lula que essa reforma tributária tem mais algumas mas eu acho que pode botar mais uma né bom eu não tenho muito de tempo assim então preciso vocês é que tem né Eu tenho até às 18 horas Professor [Risadas] Bom dia professora Bom dia a todos é todas é o imenso prazer estar aqui escutando sou mestranda da UFSC pesquisa
sobre o adoecimento docente as condições de trabalho na educação infantil do município aqui em Florianópolis onde eu trabalho é e na minha dissertação Eu estou bem nessa fase entre o feudalismo o início Capitalismo a entrada do capitalismo a expansão dele e nas leituras que eu tenho que eu tenho feito é vem vem discutindo bastante sobre os artesãos o artesanato que estavam que são Associados na cidade eu fiquei meio confusa com com na parte de artesão e dos campesinatos E aí se a senhora puder explicar um pouquinho mais sobre isso essa diferença são se eles também
vão para Cidade eu já estão na Cidade como é esse movimento deles nesse nesse sentido eu acredito que está dentro desse desse dessa discussão de marketing sobre assim chamada acumulação primitiva é isso Obrigada temos mais uma aqui vamos Jaqueline já fechamos nós que alegria professora que alegria o Brasil ele tem muitos bens materiais e o povo descobriu ainda que nós dos maiores bens humanitários que a gente tem no Brasil são os nossos professores É comparado a natureza assim professora grandeza da senhora com a classe trabalhadora não dita Mas vamos lá meu nome é Jaqueline eu
falo de Belo Horizonte eu sou assistente social doutoranda da vida que eu acho que esse negócio de título Tesla Mas enfim a minha a minha a minha não é uma pergunta eu peço um apoio nós Eu trabalho no pbh e tá em voga no nosso país no nosso estado é contra o trabalho infantil A Gente vai vir agora com um programa que é conta o trabalho infantil então diante desse estado Desse pessoal que tá dentro do estado que pensa tudo né para ele não colocar flores nessa questão do trabalho infantil não não colocar bonitinho que
é uma coisa muito de momento que é que é simples que pode dar um olhar que é simplesmente de um menino vendeu uma pipoca na rua eu queria que a senhora contribuisse para mim mim no entendimento do roubo dessas crianças e Marcos fala até o momento de hoje sabe para que eu possa aprofundar nas discussões para dentro do estado que trabalha infantil não é uma coisa tão simples quanto fazer um programa de governo é só isso muito obrigado professora agora vamos ter que ficar até o fim da semana Virgínia É lógico que se a gente
tivesse mais tempo daria para discutir com mais calma né então a gente fica fazendo Telegraficamente algumas considerações que eu espero que ajudem mas eu não tô tão apertada pelo tempo assim vamos aqui e vai ir e o outro né que compartilhava a questão que é o Ivan mas eu vou uma por uma eu não faria isso eu não chamaria expropriação primitiva porque porque são termos que tem uma expressão algo bivalente então portanto não se remetem apenas as progressão remetem uma série De processos dentre os quais as procriação tem um papel determinante mas não só se
Se só tivesse propriado aqueles camponeses sem ter feito o processo de saque roubo pilhagem que eles fizeram Esse encontro não aconteceria se só tivesse existido arrendatário capitalista agrícola e e começa a assalariar os trabalhadores como sugerem onde que é uma coisa que eu acho perigosa que ela faz o livro dela é Maravilhoso é mas de sugerir da deriva completamente o capitalismo acho que é complicado porque o nascimento do capitalismo é a expressão de uma multiplicidade de contradições que vão resultando em determinados processos que a gente consegue identificar como determinantes Mas eles sozinhos não aconteceram não
aconteceu só as propriação durante um tempão para depois isso aí você poderia pensar não então Porque que é nobreza não não expropria e ela própria explora os trabalhadores porque elas explorava de outro jeito essa é uma relação social é uma forma de ser no mundo que tá sendo modificado então eu inclusive o último artigo que eu escrevi sobre exportação foi naquele livro organizado pela Ivanete bosquete eu voltei a enfatizar bastante queijo procriação não é só expulsão é também é conversão dos meios De vida em capital porque isso que o Marcos tá dizendo o que que
eu te diria eu não uso expressão acumulação primitiva sempre assim chamada com o nosso objetivo porque o Marcos Em alguns momentos fala de acumulação primitiva sem botar mas quando você botou assim chamada você acende o pisca alerta para mostrar que o risco que tá embutido ali é imaginar que foi só o crescimento da riqueza e é o pepino que a economia faz né Muitas vezes os economistas fazem Ah não tem de juntar riqueza é verdade que para expansão tem juntar riqueza é verdade e essa junção de riqueza essa Concentração da riqueza vem pelo roubo vem
pelo pela fraude vem pelo tesouro vem pela dívida pública vem com tudo isso vem pela guerra externa vem por vários caminhos mas ela só se multiplica encontrando força de trabalho então como eu sei que você tá lá no mesmo processo que eu ralando para conseguir Ter os termos mais precisos eu evitaria falar substituir assim chamada acumulação primitiva por este procriação primitiva A não ser que a gente diga que é expropriação é um dos fatores desse processo de transformação social um fator determinante na criação da relação social mas não o único é para poder separar e
tratar só desses progressões foi a mesma dificuldade que eu tive como é que você vai usar essa categoria Separada das outras ela tem de estar o tempo todo remetendo as outras ela tem que estar o tempo todo lembrando que ela é uma relação unilateral de um todo vivo já dado ainda que ela seja determinante então quando eu fiz né no meu trabalho lá que eu separei as procriações originárias diz propriações secundárias foi outro pepino fiquei sofrendo aqui Porque existe procriações originárias não acabaram como é que eu boto o nome Olha só vamos lá ver como
é que eu sou sofri continua sofrendo como é que a gente cria as categorias mais corretas as progressão originária não acabou a gente tá assistindo e a história do Brasil é a evidência das propriação do povo do campo e agora do Povo das águas Mas também de vida e na África e na Ásia aos últimos 50 60 anos foram um período de uma aceleração dessas propriações da Terra do povo do campo digamos assim que é o que o Marcos enfatiza o moto originária mas a cada vez que eu falo de originária Pelo menos eu tentei
dizer que mas que elas perduram ela não pararam lá no 19 porque uma parte dos autores estadunidenses europeus olham para isso como atraso sabe porque isso já está resolvido e a população e eles não vem que as mesmas que acontecem fora acontece lá dentro Também dentro dos países centrais e que as expropriações secundárias incidiram como a brutalidade enorme dentro da Europa e dentro dos Estados Unidos mais grande da Europa Do que dentro dos Estados Unidos porque os trabalhadores nos Estados Unidos tinham menos direitos do que os europeus Cada vez que a gente bota uma categoria
dessa cada vez que eu falava né eu pintava de amarelo no meu original cada Vez que eu parava nela eu dizia isso aqui tá pegando a complexidade do problema seguramente não mas eu me preocupei com isso sim então o que eu te diria Eu não colocaria eu acho a tua questão excelente porque é uma questão com a qual lhe debruço permanentemente eu não chamaria em igreja acumulação primitiva os propriação primitiva o que eu propus foi sempre usar Assim chamada acumulação primitiva para lembrar que o Marcos considera que esse é um processo permanente que acompanha a
expansão do Capital um dois tentar distinguir entre aquelas propriações que estavam presentes naquele momento e as procriações que estão presentes hoje que não tavam naquele período Acho que nem o próprio Marcos imaginava que se fosse possível controlar as águas embora eles soubesse a devastar que é devastação ambiental era possível porque Se ele tava vendo e desse ponto de vista eu acho que é um cuidado que a gente tem de ter permanente para não criar ferramentas categorias que são ótimas para o nosso trabalho mas que limitam o alcance daquela compreensão Então a gente tem de Estar
atento na tese eu sei que é sofrimento não é fácil não mas a solução que eu dei foi essa procriação De mostrar assim como é que eu trabalhei eu entrei na angústia assim como todo mundo entra na angústia tava debatendo isso em vários lugares e imagina que os debates né Sempre eram muito fáceis tinha gente que dizer que era maluca E aí essa separação entre as procriações originárias ou de tipo originário são as properações da terra e dos instrumentos de trabalho e as propriações secundárias que são as Propriações sobretudo de direitos ou de novos bens
comuns que até então não era um alvo diz progressão Porque se é apresentado como mercantilização quando apresenta como mercantilização some a relação social eu não queria que a relação social sumisse então quando eu apresentei como as propriações secundárias eu voltei lá inclusive nesse Capítulo 24 mesmo e naquela no roubo de lenha do Marx vários outros textos do mar para mostrar como é que é uma parte Das expropriações já tinham sido feitas pela através da legislação você tinha uma legislação própria não é a legislação que faz as propriação a legislação assegura o processo de propratório Tá
certo então o meu único Alerta aí se eu não chamaria de propriação primitivamente provenção origem às properações originárias e as propriações secundárias tá mas aí Claro é o teu trabalho o único Alerta é lembra que é Uma das relações de um complexo e que se a gente quer transferir para estudar o período contemporâneo a gente é obrigado a pensar o complexo mesmo que as condições sejam diferentes espero que eu tenha explicado Caio então a questão tem muitos elementos é evidente que o processo eu vou dividindo hoje você me disse o seguinte que o impedimento do
acesso à educação pública na pandemia aumenta a capacidade De expropriação eu acho que não é isso eu não faria essa relação linear aí eu tô de acordo que é uma pandemia com as exigências dois Trabalhadores de proteção frente a pandemia é um processo de luta que tem então não é um processo linear é que essas exigências que não eram só dos professores elas foram combatidas diretamente pelo empresariado o empresário Ele não queriam deixar as escolas nem queriam fechar a empresa nenhuma eles queriam que se dane vai para rua vai trabalhar não é o impedimento de
acesso quem vai aumentar isso é o fato contraditório de que a pandemia ao colocar os trabalhadores em casa fortalece um processo que já vi em curso que era da Educação a Distância também não nasce na pandemia então eu concordo com você que o processo Pandêmico impulsiona a plataformização do trabalho concordo plenamente mas não porque as escolas ficaram fechadas e sim é porque numa pandemia o empresariado não teve nenhuma vergonha de continuar explorando os trabalhadores em todas as áreas de uma maneira brutal e as curtas dos próprios trabalhadores e tinha que comprar seus computadores garantir suas
conexões e fazer esses trabalhos Então você quer mais difícil Lidar porque é um complexo novamente Não complexo de relações é impacte nós ganhamos essa questão da luta de classe em parte nós ganhamos Nós brincamos a abertura das escolas Mas não tivemos a capacidade de luta suficiente e aí eu acho que nós erramos desgraçadamente de construir os batalhões docentes de recuperação dos Estudantes que estavam em situação para caríssima durante a pandemia a gente não precisava se expor ao contágio mas a gente podia ter Construído o grupos de busca ativa de alunos de construção de galpões abertos
com espaço para a gente não perder o contato com esses alunos a gente podia ter feito muita coisa não fizemos ou fizemos pouco não é que não fizemos mas nós não fizemos isso escala Nacional a gente estava mais preocupado em garantir o nosso emprego de um lado e garantir o isolamento na pandemia Isso é um problema da classe trabalhadora quando a classe trabalhadora é tímida e quando Aqueles que dirigem a classe trabalhadora não tem ousadia para ir além em determinadas situações O resultado é que a gente ganha de um lado e perde do outro e
é mais ou menos o que aconteceu ali na pandemia a gente conseguiu impedir de escravos colocassem a gente para trabalhar inclusive os professores da educação particular eles não foram também Mas a gente não conseguiu ter Iniciativas que eram absolutamente necessárias tanto na Educação Básica né na educação básica na educação fundamental na educação média de manter o elo direto com aqueles alunos que nem converteu a produção para fazer refeitório no centro de São Paulo e não era distribuir quem tinha era fazer refeitório comigo sentado comendo porque não é só encher a barriga também tem um mínimo
de dignidade de comer sentado algumas coisas assim Interessante a gente precisava ter feito eu sei que muitos sindicatos fizeram Mas a gente não conseguiu ter uma luta comum docente em escala Nacional Nem mesmo dais as Universidades e isso esse essa impotência Nossa Lá vai se expressar num retrocesso político agora acho que eu consegui te explicar Tu arruma um tema complicado né o fundamento religioso Mas você tá pensando você disse fundamento religioso e educação Pública ou educação privada eu tô buscando os fundamentos religiosos Nos programas escola sem partido e Roma escura você nem precisa procurar porque
ele saltam né nem precisa pesquisar porque eles pulam duas coisas que eu acho importante estou sobre fundamentalismo religioso não nasce no período contemporâneo nós temos um histórico de longa data de missões Religiosas com perfil educativo principalmente no Amazonas e conjunto A grupos indígenas que é terrível mas que tem um papel assim dramático na devastação das tribos indígenas e as vinham tem uma tese recente do Rodrigo de Sá Neto sobre a expansão das igrejas imperialismo religioso se eu não me engano é o nome da tese é uma tese de doutorado que é uretei tive a satisfação
de orientar Mas claro que a tese dele não é minha é e tá Na ufe na federal no programa de história da Federal Fluminense você consegue pegar ela lá e ela não ele não tá tratando de educação ele tá tratando de fundamento de religião e é interessante você dar uma olhada Principalmente nesse nessa situação das Missões religiosas quase todas de origem a estadunidense e vão atravessar quase todo o século 20 ele de 1940 Sem parar e são missões bíblicas então a educação está calcada na Bíblia acho que vale dar uma olhadinha porque isso aí vai
se expandir traz escolas dominicais todas as tradição é evangélica que não é só né O Pentecostal é uma tradição de escola dominical recomendo a leitura do Thompson aquele livro clássico a formação da classe trabalhadora na Inglaterra Porque ele tem uma ele tem uma passagem sobre a luta vários capítulos só que ele não dá para ler Capítulo separado né Tem de ler tudo que a gente não entende mas ele tem uma boa parte dedicada à luta dos trabalhadores pela escola né pela alfabetização e o caminho da alfabetização através das escolas dominicais mas que a partir de
certo ponto as escolas dominicais na Inglaterra no século XIX estão querendo brecar a alfabetização dos Trabalhadores Então é interessante você ver o processo contraditório e que tem ali inclusive o percurso de vida de muitos dos pregadores religiosos que começam ao lado da classe trabalhadora e vão passar para o controle sobre a classe trabalhadora muito interessante para você pensar não porque aquilo ali vai ser origem da situação aqui a primeira coisa é a segunda questão é que a penetração desse fundamentalismo religioso mais contemporâneo tem a ver Com o período com um período mais recente e em
especial no século 21 que é admissão da educação religiosa na escola pública que nunca poderia ser e que o governo do Rio de Janeiro teve um papel fundamental principalmente através de garotinho mas não só no Rio de Janeiro Brasília também tinha ensino religioso e prece antes da escola acho que isso aí é uma outra é uma discussão sobre O estado capitalista e seu formato aparentemente neutro que quando é empolgado por um grupo de origem Popular acredita que basta fazer a política pública para resolver o problema o problema da acolhida o problema das mais condições de
vida o problema é da segregação social vai estar presente e as igrejas vão estar atuando nisso não só as igrejas mas também o empresariado Então eu acho que é uma o fato do Arthur Lira Eu não chamava a legislação né de retirada de direitos eu não chamei de acumulação primitiva eu chamei porque eu acho de novo usar esse etiqueta é uma etiqueta que envolve todo um complexo o caso do temer primeiro que não é a Fundação primitiva progressão direta de direitos então chamei desprograções secundárias e não de acumulação primitiva segundo a questão do reforço mesmo
historicamente Os libera os conservadores eram anti-reforma e os liberais eram reformistas é isso historicamente o que tem de novo é que aliança conservador de liberais agora se apresenta como reformista mas a reforma que eles apresentam uma contra-reforma só que o grupo que você tá estudando é mais do que reformista é o Lira adorando a pílula o grupo que você tá estudando é um grupo contra todo e qualquer Conquista Popular Não sei do estado capitalista o estado do capitalista deve ser na figuração dele a expressão da Dominação e mais nada portanto a expressão do empreendedorismo é
expressão Então você precisa contra reformar o estado para retirar as propriar todos os direitos para garantir que o estado seja meramente a expressão do aumento da competitividade do capital e garantir mas eu acho que aí tem muita coisa para discutir Porque Isso é uma tese doutorado a gente vai ter de pensar que transformações estão ocorrendo nesse invólucro internacional para que esse fundamentalismo religioso que já convive com as classes trabalhadoras há anos tem esse convertido em força fascista inclusive força militar se eu não me engano é Yuri tem uma tropa e eu não sei mais qual
foi a igreja que passou o contrato com São Paulo para fazer Doutrinação das forças policiais isso não é tudo IURD Então a gente tem aí uma mudança mesmo de configuração que a gente precisa a gente tem ao mesmo tempo um processo histórico longo em que as condições de discriminação segregação ou pressão exploração seguem combatidas com políticas epidérmicas públicas inclusive nos governos do PT E que portanto vão gerar um caldo complicado mas a gente escaldo tá lá permanente mas tem algum momento em que há uma modificação mais importante em que se converte em prótese fazer isso
aí eu acho que ninguém tem ainda a chave tem muita gente pesquisando isso aí na Unioeste lá de Marechal Rondon Eu recomendo né O Osmar citou lá o trabalho do Kalil ali o carro aí outros professores vem orientando uma sequência de Pesquisas Extraordinárias sobre diretas e extrema direita vale a pena dar uma olhada no material que eles têm lá porque te ajuda um pouco é desgraçadamente doutorado é isso né vai ler ler transição isso seria eu não entendi o teu comentário Suzana fomentar uma educação religiosa então fiz um comentário pensando aí na religião Aonde as
mais atuam tá não porque a gente não pode fomentar uma educação religiosa verdade o que a gente precisa fomentar uma educação revolucionária uma educação controlada pela própria massa pelo próprio pelos trabalhadores organizados nós não mas a igreja faz isso né já faz tanto a Igreja Católica sempre fez a igreja católica a missa é um poderoso formador semanal não é uma escola dominical mas é o formador semanal além Dos seus seminários onde a Igreja Católica ia recolher ela fazia o que hoje faz uns aparelhos privados de hegemonia porque empresariais que ela ia no campo e nas
favelas caçar os meninos pobres mas que se destacavam na escola para oferecer educação para eles nos seminário eu sou todo conviveu com isso principalmente país inteiro mas o sul foi um celeiro de seminaristas para a igreja católica Os meninos entrava com 11 12 anos e uma boa parte deles se tornava Padre nem todos é alguns escapavam né mas nem todos não Suzana a transição ao capitalismo tem muita bibliografia para você pensar isso eu vou te dar uma resposta assim telegráfica que é uma tristeza porque isso aí para mim é uma aula que dá uma vida
inteira a primeira coisa é lembrar que artesanato o mundo medieval não é o mundo só das Sombras o mundo medieval Tem uma vida tem um espaço de sociabilidade próprio tem uma forma de ser própria e que o artesanato era tanto Rural quanto Urbano o que que é urbano no mundo medieval na Europa nós não tivemos isso aqui no mundo medieval não existiam cidades propriamente existe agrupamentos em torno dos castelos mais ou menos protegidos para uma série de tarefas artesanais é que o campo não era capaz de fornecer mas no próprio Campo Artesanato estava difundido isso
vai se transformando aos poucos é na medida dessa esse processo aí que Max mostra é também o processo em que a expulsão dos Camponeses vai levar artesão para essa cidade vai crescer a cidade e vai converter o artesanato que era voltado para vida para o próprio grupo num artesanato de maior escala que é construção das corporações de ofício que ainda são plenamente medievais que que é Uma corporação de ofício corporação de ofício é sei lá ferreiros você tem um mestre Ferreiro que vai as crianças que os jovens é que querem ser ferreiros tem de ficar
morando com ele trabalhando para ele durante um tempo e vai aprender a ser Ferreiro até poder se instalar como Ferreiro em vez de ser um como era no artesão tradicional vai ser um grupo de ferreiros que só pode ser Ferreiro quem tiver passado pela corporação de Ferreiro tem uma uma um pedreiro Ferreiro tecelão é tudo Corporação que eu fiz e essa Corporação é fechada em geral é filho de tecelão que vai ser tecelão só pode ser como agregação é na medida em que elas vão crescendo o que vai acontecer daqui a diferenciação interna vai crescendo
muito então o chefe da Corporação ou era aquele melhor de todos os artesãos ele vai passar a ser o chefe econômico da Corporação mas não é porque a Corporação cresceu por Dentro dela é porque a Corporação cresce nesse período de transformações vai dando mais ou menos da Corporação vai ser quebrada pela grande indústria literalmente a grande indústria vai que que acontece com a grande indústria ela não precisa formar um Ferreiro ela vai ela vai ter as máquinas e qualquer pessoa pode ser Ferreira então ela vai ferrar com toda a estrutura da Corporação ela não vai
ver a rainha Instantaneamente mas na virada do século 18 por 19 vai ser assim uma Lapada que é introdução de máquinas ferramentas que vão acabar com a necessidade desse aprendizado de longa duração do trabalhador que vai dominar o Ofício é o capital é de novo é exploração claro que é é expropriação massiva da relação do trabalhador com o meio do trabalho é expropriação da relação de propriedades do trabalhador com o seu Meio de trabalho porque o Ferreira era o dono da forja mesmo que ele fosse ou tecelão era o dono da máquina na tecelagem doméstica
ou ele alugava a máquina mas ele tinha uma relação direta ele controlava o processo de trabalho Isso vai ser quebrado em grande escala com a introdução da maquinaria bom esse processo é um processo que se tira o feudalismo acaba o feudalismo o processo de recomposição de artesanatos e de trabalhadores diretos Na sociedade capitalista como residual é permanente vou pegar um exemplo aquele artesãos que fazem Brincos que agora praticamente só existem em algumas cidades turísticas nas grandes capitais já não existem mais aquele cara que faz artesanato ali do brinco etc é ele se recompõe permanentemente cada
vez estão mais pobres sem artesão de brinco hoje é viver só para sobreviver e a cada vez que eles inventam Brincos Novos Geniais e Maravilhosos a indústria pega e Copie em grande escala e vem mais barato do que eles ainda Então essa tentação dos trabalhadores isso é autonomizar em frente ao capital construindo uma maneira artesanal de existência é permanente é uma luta dos trabalhadores que não consegue enxergar que o seu destino é ser de novos procriado pelo capital mas e é sobre essa luta na verdade que se implantam empreendedorismo Capitalista é sobre uma reivindicação legítima
dos Trabalhadores de não que parcela que a luta legítima é uma luta importante mas como é que o capital vai fazer seja seu próprio empresário seja seu próprio patrão e vai reduzir em condições ainda piores o trabalhador sujeição ao capital agora sem direito não é porque a luta dos trabalhadores não pode ser para voltar Para o mundo da propriedade nem para ser empresário é para socializar o conjunto da vida é para impedir que o capital explore trabalhadores e oprima do setores da classe trabalhadora por conta das suas características seja de cor de pele seja de
tipo de cabelo de desenho do olho de um local de moradia sexo gênero ou mesmo por cultura tradicional são as formas clássicas de segregação né origem nacional é do Capital Então essa é uma discussão Discussão completa disso é uma discussão muito interessante você tá estudando o adoecimento na educação infantil o estudo sobre a transição capitalismo é mais para você tá ser pegamos aprendendo com processo histórico mas tem muita discussão sobre questão do adoecimento e capital muito boa inclusive porque depois desde a ditadura para cá a gente tem um processo crescentes de desqualificação das Doenças dos
trabalhadores mas tem o teste da Fiocruz Centro de Estudos de saúde do trabalho que tem bastante coisa tem o trabalho da Beatriz pera aí deixa eu te dar o nome dela mas é sobre a ditadura Espera aí um pouquinho que eu vou ter de sair eu vou continuar no vídeo mas eu vou procurar aqui o nome dela para não falar o nome errado pelo nome dela é grande Ana Beatriz Ribeiro Barros ainda falta um sobrenome Espera Aí Ana Beatriz Ribeiro Barros Silva ela é da Federal da Paraíba e ela fez uma tese sobre ditadura e
doenças de saúde ela tá pesquisando isso direto ela tem bastante coisa interessante Vale conhecer acho que é isso gente 11:30 da manhã tá vendo Obrigada Professora Muito obrigada bom queria agradecer aqui em nome do espaço marketing de Campo Mourão a excelente brilhantíssima exposição e Debate com a professora Virgínia não sei usar e já fico o convite da Virgínia para outras atividades inclusive presencial quando tiver um espaço vir aqui a Campo Mourão sei que você vai estar na Unoeste logo logo mas é vamos tentar uma agenda aqui presencial para a gente fazer uma discussão aqui com
o nosso grupo e na universidade eu quero agradecer também a presença aqui desse grupo Que se mantém firme Estamos indo para o 14º encontro daqui 15 dias com professor Sérgio Lessa e quero passar a palavra então para Virgínia para suas considerações finais era isso que eu queria te pedir para agradecer a vocês vocês foram muito gentis muito generosos esse é o nosso trabalho não é o trabalho no sentido do trabalho alienado capitalista mas é aquilo que a atividade perene do ser humano que o Marcos dizia né no sentido Local esse ano pode fazer de melhor
é aquilo que é a gente estar junto socializando construindo socialmente juntos um novo processo claro que eu tô disponível problema só é agenda tem de ter paciência para poder caber tudo porque eu também tô envelhecendo né não aguento todos os Trancos ao mesmo tempo eu já não aguento mas tão envelhecendo Acho que até bem porque continuou no tranco e queria dizer que Eu que agradeço a vocês estamos aí estamos na luta e eu quero ver essas teses depois tá que tão saindo aí eu fiquei bem curiosa que são temas fundamentais Bom trabalho para vocês que
continuem fazendo os estudos de Marcos abraço para os amigos que estão vindo por aí tá bom professora Virgínia Olhe eu estou falando aqui as margens do Rio Tapajós e Amazonas senhora tem que colocar na sua agenda uma vinda para a Gente compreender melhor essas propriação das águas Estamos aqui no coração da Amazônia um tambaqui na beira do rio Tapajós lá em Alter do Chão você também gostaria de ir eu espero que não esteja mais com a praia de duas cores tá tranquilo o Rio Tapajós é um que a sua vida de avião para Dourados agora
mas hoje mas eu vou te dizer rapaz Comenta aqui nas margens desse vídeo eu vou dizer que quem ganhou todas até hoje foi Manaus viu aguardamos aqui um beijo Um abraço pessoal bom fim de semana abraço Virgínia Obrigado Professor Obrigado Osmar tchau tchau até a próxima