Não, papo de graça! Todo dia nós vamos falar de Mateus. Hoje, capítulo primeiro, do verso 1 ao verso 17.
A genealogia de Jesus. Muitas gente pergunta: por que das genealogias? E eu quero começar hoje essa exposição amiga, meiga, suave [música].
Descomplicada de Mateus, trazendo a palavra que faça aquecer o coração, que faça arder a nossa alma. É só isso que eu peço: que o Senhor nos conceda, nesse nosso tempo juntos aqui agora, com a graça de Deus. Eu peço que você abra no Evangelho de Mateus.
Eu acho no seu aparelho celular ou digital e leia comigo na Bíblia, no Novo Testamento, no primeiro livro do Novo Testamento, em Mateus, no capítulo primeiro, essa genealogia que você deve anotar tudo aqui. Separe um caderninho, como um caderninho desse meu aqui, com uma caneta, e faça as suas anotações. Eu falo sem nenhuma anotação, mas eu já fiz isso milhares de vezes.
Mateus me habita. Nós somos amigos íntimos há muitos anos. É uma amizade de mais de 50 anos, eu e Mateus.
Então, minha intimidade com ele é muito grande. Eu tanto posso dar uma aula complexa sobre o livro como falar para os meus netos da maneira mais simples. E hoje aqui, eu estou como quem fala para pessoas que não sabem quase nada.
Se não é o seu caso, não fique orgulhoso achando que você está para além disso, porque quem sabe você não está. Pode ser. Eu conheço uma quantidade enorme de teólogos que sabem tudo sobre crítica textual, autor, não sei o quê, mas não conhecem o evangelho neles.
E o evangelho só é conhecido quando ele é experimentado. Ele só é experimentado quando ele é praticado e ele só produz o seu fruto quando ele é praticado em fé. E fé sem fé não adianta saber o evangelho, porque a fé que nos proporciona no caminho da prática é a prática que demonstra a verdade do Evangelho.
Não há verdade do Evangelho a ser demonstrada academicamente, só a verdade do Evangelho a ser demonstrada existencial e experiencialmente. Ou seja, a palavra tem que ser ouvida. Eu tenho que ficar grávida dela, como Paulo diz em Romanos 10.
Se você ouve a palavra que você está ouvindo e no seu coração você crê nela, e com a sua boca você testemunha, você confessa que você crê. Paulo diz que a viagem inteira acontece entre a audição, o coração e a confissão. Eu ouço ou eu leio, eu introjeto, guardo do coração, me disponho à sua prática com fé.
Me ponho a praticar em fé e a prática da palavra do evangelho em fé produz o fruto que demonstra a sua veracidade [música]. Essa é a única maneira de você saber que é verdade. E eu já estou velho demais para gastar meu tempo como um teólogo jovem querendo dar demonstrações de saberes que não transformam a mente nem o coração de ninguém.
Então vamos ler. Está aqui: livro da genealogia de Jesus Cristo. Devia ter uma vírgula: Jesus, o Cristo.
Porque Jesus Cristo não é nome, sobrenome; Cristo não é o segundo nome de Jesus. Como eu sou Caio Fábio, Ele é Jesus, o Cristo, filho de Davi. Não direto, neto, bisneto, tataraneto.
Tem nome de pessoas em vida de Jesus, mas o ponto de vista bíblico é que importa em relação à profecia, aquilo que se prometeu a Davi e aos antepassados dele, de que dele viria um rei messiânico, que seria também o sumo sacerdote acima de todas as religiões e de todos os sacerdócios. Um sacerdote maior do que Abraão, como patriarca de Israel. Um sacerdote maior do que o judaísmo, maior do que o hebraísmo, maior do que o semitismo, maior do que tudo isso: um sumo sacerdote universal que é o Cristo, que na plenitude dos tempos se manifestou em Jesus, que era da descendência das promessas de Abraão, Isaque e Jacó, e nessa sequência, a Davi, e da Davi ao Cristo, como a quantidade grande de pessoas entre eles, uma quantidade até maior do que a genealogia que indica, porque ela fez uma escolha que mais tarde eu direi a vocês qual foi.
Então, Jesus, o Cristo, filho de Davi. Davi, a ele vai remeter lá para trás. E aí pula anos e anos e anos de Davi.
Ele vai para outra cabeça genealógica anterior, para essa história que importava aos judeus acima de tudo, porque esse é um evangelho acima de tudo importante para os judeus do primeiro século e dali para frente, do segundo século. Por isso começa com uma genealogia que foca nessas figuras pivotais da experiência dos judeus, da história dos judeus, das informações estudadas pelos judeus naqueles dias e até os dias de hoje. Então é uma introdução que diz: tem a ver com Davi, porque a promessa mais veemente do Messias foi dada a Davi, como também foi dada a Jacó.
Mas a Davi foi veemente. Abraão era uma ideia de que, a partir dele, seriam abençoadas todas as famílias da terra. Isaque não se menciona isso tanto, porque Isaque é um arquétipo dessa figura, que é quase morto no altar por entrega do pai Abraão ao amor de Deus, e ele é preservado na última hora.
Mas Jacó já é dito que ele teria um filho que ia ajudar, que carregaria esse sinal, carregaria esse bastão real, carregaria essa sinalização da qual viria posteriormente o Messias. Jacó já disse: esconde, abençoa os filhos antes de morrer, especialmente Judá. Ele disse: o cetro não se apartará de Judá até que venha Siló, que significa "O Enviado", aquele que vai ser enviado.
Até que o Enviado chegue, o cetro vai estar na linhagem de Judá, que depois veio a ser a linhagem de Judá. Então prossegue e diz: ia Judá, e aos seus irmãos, mas o Davi era a figura preponderante, por isso ele é puxado dos outros dois e os 12 irmãos são mencionados e é mencionado. Sem que ele seja a pessoa mais legal deste grupo, aqui dos filhos de Jacó — que eram doze — mas ele está longe de ser o cara mais legal.
O Judá só foi eleito pela graça, que é favor imerecido, que não tem absolutamente nada a ver com mérito de nenhuma categoria estranha. A graça é absurda, a graça é patética. Os nossos sentidos morais, a maioria de nós, tem uma teologia latente de causa e efeito; a gente acha que o bom comportamento sempre gerará como efeito todas as bênçãos e o afastamento de todos os males da nossa vida.
Nada poderia estar mais enganado. No meu livro "Enigma da Graça" sobre Jó, eu falo sobre essa teologia moral de causas e efeitos, assim como eu falo aqui no "Sem Barganhas com Deus". Mas eu inicio no livro de Jó dizendo que é a coisa mais presente na Terra.
Provavelmente você seja um praticante da teologia moral de causa e efeito, sem nem perceber. Todas as religiões da Terra praticam a teologia moral de causa e efeito; qualquer uma delas, todas são assim. Ou você não se comportando bem tem um carma ruim em uma próxima encarnação, ou você vai passar e vai encarnar, portanto reencarnar, de uma maneira muito difícil.
Mas é uma teologia moral de causa e efeito. Você tem a mesma coisa em qualquer outro grupo; no islamismo não tem graça, embora haja confissão de misericórdia no texto do Alcorão. Mas a aplicação da graça, como favor imerecido, como acolhimento que Jesus fazia de tudo e todos aqueles que eram completamente abomináveis pelos praticantes da teologia moral de causa e efeito — que eram os religiosos judeus — e que mataram Jesus porque ele acolheu o pessoal que não vivia teologia nenhuma de moral de causa e efeito: eram pecadores, prostitutas, gente do povo, gente que não queria saber de nada, mas que prestou atenção nele porque, pela primeira vez, viu algo humano, amoroso, eterno, acolhedor, generoso, miraculoso e cheio de sabedoria e de poder da eternidade habitando a vida dele, a eternidade do seu extrato mais absoluto.
Pois bem, dos filhos que, no verso primeiro, ainda os canta, um refresco que volta aí para todo mundo, foi, né? Judá era aquele que eu estava falando, se prostituiu, transando com a nora sem saber porque tinha transgredido a lei em relação à nora dele. Tamar era casada com um dos filhos e morreu, e a lei mandava que um irmão, na sequência, suscitasse descendência ao irmão que tinha morrido fora da hora, na cronologia.
O fato é que Judá não deu a menor importância para a realidade que Tamar não engravidava. O filho que ia lá só traçava ela, transava com ela, e na hora fazia o tal do coito interrompido — na hora da ejaculação ele se punha fora, ejaculava na terra. Pois bem, e a mulher nunca engravidava.
Ela sabia que estava sendo enganada. Ela reclamou, pediu que alguma coisa fosse feita porque queria dar à luz a descendência do marido dela, que ela não queria de modo algum que ele perdesse a sua raiz de continuidade histórica na Terra. Mas Judá não deu a mínima.
Acabou que ela se fantasiou de prostituta, ajudando. Foi a uma cidade próxima onde sabia que ele ia, e se colocou numa esquina fundamental. Ele passou e viu aquela mulher bonita, deslumbrante, de véu, interessantíssima, deliciosa, e quis possuí-la, pensando que ela era uma prostituta.
E ela estava vestida, se oferecendo com uma atitude de prostituta, e ele falou: “Só não tenho dinheiro. ” E ela devia ser cara. Aí ela falou: “Então me dá aqui alguns sinais.
” Aí ele pegou o anel dele de selar, pegou o cajado dele, que tinha características cupidas, com todos os traços dele, era um cetro valioso, importante, significativo. Ele pegou a capa dele, que era a coisa mais cara que a pessoa vestia para sair; era o melhor ator. Então, ela pegou coisas valiosas e falou: “Deixa isso aqui como penhor.
Quando você chegar em casa, você manda alguém com o dinheiro. ” Aí, quando ele voltou para casa e mandou alguém com o dinheiro para resgatar os penhores que estavam na mão da prostituta, ninguém achou mais a prostituta. Ninguém!
E aí foram perguntando: “Onde é que ela está? Onde é que ela está? ” E ninguém sabia onde ela estava.
E aí o que aconteceu? Ele voltou para casa e disse: “Olha, não achei a mulher. ” E Judá disse: “Meu, era uma coisa tão importante, tão significativa para mim.
” Aí, passou um mês, dois meses, três meses, vem a notícia dentro da tribo, dentro do clã de Jacó, na família de Judá. Chega a informação que diz: “Olha, a tua nora Tamar está grávida, e não é aqui do filho que tu designaste para possuí-la, não é, porque ele já pulava fora. Ela ficou grávida de outro alguém.
” Aí, Judá mandou chamar, mandou dizer: “Quem sabe ela fosse apedrejada. A melhor e a mais branda punição seria expulsá-la para sempre do povo de Israel, para que ela peregrinasse pelos desertos, até morrer, até ser escravizada, usada, abusada, com uma morte rápida, porque uma mulher assim não duraria muito tempo entregue à satisfação dos homens e ao capricho dos que tinham o poder. ” Então, Judá estava com essa grana vingativa quando a Tamar exibiu a barriguinha começando a crescer.
Ele fez todas as ameaças, e ela disse: “Eu estou grávida sim, e eu estou grávida do dono desse anel. Eu estou grávida do dono deste cetro. Hoje não tem nenhuma bengala minha aqui comigo.
” Desde sempre, e eu estou grávida do dono desta capa. Quem é o dono desse anel, deste cetro e desta capa? Foi ele que dormiu comigo há tanto tempo atrás, na cidade tal, me pegou numa esquina, e nós fomos para a cama, e eu engravidei dele, e ele é o pai do meu filho.
Ou seja, tu que deveria ser o avô és o pai. Do filho que tu me sonegaste, de acordo com a lei de Israel, que determina que seja assim para que ninguém, nenhuma semente dos filhos de Abraão fique sem procriação, sem representação genealógica na família, e tu me privaste disso. Esse é o filho da prostituta, e que foi esse, vestido de prostituta, transou com o sogro; como prostituta, usou o ardil de uma prostituta e devolveu a justiça e a verdade ao sogro, forçando-o a enxergar-se a si próprio.
Que coisa intensa! Aí Judá, que era dos irmãos de Jesus, foi de Judá que Jesus veio. E a pergunta que se deveria fazer é: por que não de José?
José era um cara fabuloso, dos filhos de Jacó, ele era disparado o campeão ético, o campeão de piedade, o campeão de dons, o campeão de visões, de percepções; tinha uma visão dilatada, enorme, acabou se tornando governador no Egito, salvou o Egito de uma calamidade, de uma fome mundial, por causa de todos os cuidados que ele tomou. Depois, salvou a própria família, que queria matar os seus irmãos, dentre os quais o próprio Judá, salvou todos eles, incluindo o seu pai já velho, e acolheu-os. É por isso que Israel fica 430 anos no Egito, e gerações e gerações são desenvolvidas lá aprendendo as ciências extraordinárias dos egípcios, as mágicas que eles aprenderam com os benailer, aprenderam com os anjos, aprenderam com os nessens.
Hoje em dia já se sabe que a esfinge está na frente da pirâmide maior, que é atribuída aquelas, mas de fato, hoje em dia se sabe pela nova arqueologia que ela é muito mais antiga do que se atribuiu: 4. 500 anos de idade. Ela é prédio luziana, assim como a esfinge é prédio luziana; isso está provado, porque ela tem todas as evidências técnicas da erosão de água, de ter ficado embaixo d'água, de ter sido comida ali no meio no deserto do Saara.
Comida de água que cobriu a região inteira e soterrou quase tudo; tanto é que durante muito tempo a esfinge teve aparecido a sua cabeça. Pois bem, as evidências são grandes. E eu estava falando de José, porque ao invés de Judá, não se escolheu a José.
Se fosse uma teologia moral de causa e efeito, o candidato óbvio para fazer parte dessa genealogia que iria desembocar no Messias seria José, que não julgou. Aí diz aqui que Judá, e dos seus irmãos, desse povo, se diz que Judá gerou de Tamar, que essa menina que se vestiu de prostituta para poder ter um filho e dar sequência à genealogia do marido, gerou de Tamar a Pérez e a Zerá. A pergunta é: já que os dois eram irmãos, Arão e Moisés, por que, na genealogia, se escolheu Arão e não Moisés?
Moisés foi mais importante do que Arão do ponto de vista histórico; em qualquer perspectiva espiritual, era superior na grandeza das suas ações, consciência, missão, responsabilidades. Mas não, essa não é uma genealogia moral de causa e efeito; foi escolhido o Arão que cometeu seus equívocos, que teve ciúmes de Moisés, junto com a sua irmã Miriam, que fez o bezerro de ouro e disse: "Não, eu só mandei jogar em ouro aqui, saiu esse bezerro prontinho", e ainda cultuou o bezerro em nome de Javé, fazendo o povo se corromper enquanto Moisés subia e descia da montanha. Arão gerou a Minadabe, a Minadabe é Nação, Naçã, Salomão; é todo um pessoal que exatamente nem cede, nem cheira.
É um pessoal que passou na genealogia sem nada significativo. Aí Salomão gerou de uma prostituta no tempo que eles chegaram em Canaã. Moisés não entrou em Canaã com eles, Arão já tinha também morrido.
Aquela geração que não creu nas promessas de Deus no deserto, Deus os fez rodarem por 40 anos. E foi dito: "Vocês vão peregrinar e vão morrer todos nesse deserto, porque vocês não creram na palavra e se insurgiram contra a demonstração de Deus em favor de vocês todos os dias; vocês vão morrer sem entrar na promessa". Morreram.
Foi Josué que levou a nova geração. Nessa nova geração tinha um filho de Arão chamado Salomão, e esse Salomão se encantou por uma prostituta que foi aquela que acolheu os espias de Israel quando eles estavam vendo se atacavam, como atacavam, como entravam em Jericó, e receberam todas as informações e foram acolhidos por essa prostituta que morava numa casa sobre a muralha, que era uma das muralhas mais antigas do mundo antigo. Quando eu cheguei a Israel na década de 70, a informação era que aquela era a segunda muralha mais velha do mundo, 8 mil anos de idade.
A primeira, Jericó; a primeira muralha, os restos dela; a outra muralha antiga era do Egito. Hoje em dia, a muralha de Jericó, com 8 mil anos de idade, está novinha. O pessoal tem encontrado coisas de 15 mil anos, 20 mil anos, 30 mil anos; ou seja, já tinha havido muita civilização humana que não está narrada na Bíblia, mas que a arqueologia descobre, desenterra, todo dia, para o enriquecimento de quem gosta de aprender e de se enriquecer.
Mas o fato é que, quando eles entraram, os espias foram até Jericó, conseguiram se esconder na casa da prostituta Raabe, que os acolheu e pediu uma coisa a eles: "Eu sei que vocês vão vencer, vão tomar a cidade. Quando vocês vencerem, lembrem-se de mim, da minha família, e me salvem". E aí, ela botou um fio escarlate escorrendo pela muralha para sinalizar o lugar da casa dela, e quando eles rodaram, rodaram, rodaram a cidade por sete dias, tocando; no último dia, eles rodaram sete vezes, tocaram as trombetas fortemente, gritaram, e as muralhas da cidade de Jericó caíram, pelo efeito físico vibracional, que hoje em dia é corriqueiro, é fácil de entender, do ponto de vista da própria ciência, que usa hoje esses elementos para um monte de coisas.
Cada vez vai ser mais usada essa tecnologia, e os judeus nem sabiam qual era, mas receberam informação. Não foi informação científica, e praticaram pela fé, embora fosse fenômeno científico puro, de física vibracional. E as muralhas vieram, e o milagre não foi as muralhas caírem; foi a parte de Raabe da muralha.
Caiu tudo em volta, menos o muro de Raabe, que ficou em pé, e ela foi preservada, porque se a parte do muro dela tivesse caído, ela teria morrido junto com todo mundo. Por isso, ela pôde ser resgatada, e ela casou com Boaz. A prostituta casou com o judeu; os judeus de estirpe casaram.
Salmon casou com Raabe, e Salmon e Raabe geraram um judeu de estirpe chamado Boaz. Este se uniu, casou com Rute. Salmon, o pai dele, tinha casado com uma ex-prostituta de Jericó, que era cananéia.
Talvez com os traços físicos diferentes, provavelmente fosse até meio ruiva. Existem algumas discussões entre os liberais e acadêmicos há muitos anos que supõem que, por causa dessas heranças, é que se explica a menção ao fato de que Davi era um homem ruivo e de boa aparência, bem diferente dos outros irmãos e dos outros filhos de Israel, porque eventualmente ele é herdeiro genealógico e do DNA bem forte dos cananeus, de Raabe, de Jericó, e depois de Rute, a moabita, que gerou um filho de Boaz. Vocês vejam essa sequência aqui: Salmon, filho de Arão, casa com a prostituta, a prostituta dá à luz a Boaz, que se tornou um homem próspero e um homem bom.
E aí ele, que tinha suas esposas, tinha a sua vida, teve um filho com Rute numa situação completamente anômala. Rute tinha sido casada, e o seu marido morreu, e ela ficou viúva precoce. E a sogra dela, Noêmia, ou Noemi, como preferirem, disse a ela: “Você é muito jovem, eu vou ficar contigo, eu não vou te deixar, eu vou casar contigo até a minha morte.
Onde tu fores, eu irei; a tua vida é minha vida, o teu Deus é o meu Deus. ” Eu vou ficar contigo. E Rute disse à sua sogra: “Não adianta nada me separar de ti.
Eu vou cultuar o teu Deus, eu vou andar contigo até a tua morte. Ninguém vai nos separar. ” Elas praticamente fizeram um acordo de casamento de conjugalidade, a sogra e a nora.
Mas a sogra Noêmia queria que as suas nora, agora uma filha, Rute, de Moabe, de um povo pagão, que não tinha nada a ver, que era um inimigo de Israel, que ela tivesse um filho que desse sequência à genealogia hebraica da sua descendência. E aí, diz para ela: “Olha, Rute, vai até Boaz; ele é plantador de trigo, todos esses campos aqui na frente são dele, ele se tornou um homem rico, é da família. Vai lá, e pede para colher, e à noite, na hora de dormir, deita entre as pernas dele.
” O texto bíblico que a gente encontra acerca dessa alusão, você vê a alusão dizendo assim: “Descobre os pés. ” Então, que ela teria descoberto os pés dele à noite e deitado bem perto dos pés dele. São as pessoas da Hebraica antiga para designar que levantou-lhe a roupa.
Para designar que ela deitou na coxa, para designar que a ação foi explicitamente uma declaração de desejo de encontro, de coito sexual. E Boaz não quis saber; ela era uma mulher linda, bonita, estava ali, ele era um homem, dono de tudo, e era tempo, era outro mundo. Não dá para você olhar para essa genealogia com as nossas categorias morais, éticas e civilizatórias.
Serão outro planeta, outro tempo, outra hora, outros poderes se a gente não ler a Escritura sabendo o que a gente está lendo. E, concernentemente, aqui, a tempo, se está falando, ninguém entende nada. E tem gente que para logo aqui, quando tem a menor explicação, já dizia: “são pervertidos que casaram com uma prostituta.
” E o filho dele aprendeu o caminho, casou com uma mulher que foi lá e descobriu a coxa dele, já caiu em cima. Rute fez isso, e gerou dessa relação, ou dessas relações que começaram ali, gerou uma criança chamada Obede, que veio a ser o pai de Jessé. Jessé, o pai de Davi.
Então, você veja como é que Davi já nasce sob o signo de um monte de coisas que violam a teologia moral de causa e efeito; ele já vem sendo violado diretamente, judar com a nora Tamar. Aí você tem aqui a entrada de homens na história que não eram os melhores da geração. Aí você tem a Raabe, a prostituta; você tem Rute gerando um filho na escuridão da noite, sem pedir licença.
Ela praticamente atacou, e o cara disse: “Vem que tem. ” E nasceu Obede, e Obede gerou a Jessé, pai de Davi. Pai do Rei Davi, e o Rei Davi que tinha oito esposas; uma delas, uma verdadeira sábia, linda, chamada Abigail, acerca de que a Bíblia louva a sabedoria e a beleza, diz que era mulher formosa e atraente, sábia, uma mulher cheia de sensatez.
Mas não foi com ela que Davi gerou o filho que haveria de se sucedê-lo no trono, que era dele. Não foi com ela e nem com nenhuma outra daquelas mulheres, mas com a mulher que não lhe pertencia, com Bate-Seba, que aqui é mencionada como a mulher de Urias. Jessé gerou o Rei Davi, o Rei Davi gerou a Salomão, daquela que fora a mulher do general Urias, ou seja, Bate-Seba, mulher do adultério, da transgressão, do pecado.
Mas é esse filho da transgressão, esse filho de uma linhagem que seria espúria, porque foi construída contra o sangue de um justo chamado Urias. Baseado na lascívia, ele olhou, viu a mulher tomando banho nua no terraço e do terraço dele ele via aquilo ali. Havia uma certa troca de provocações, ele disse: “Eu quero aquela mulher, não tem mulher mais linda em Israel.
” Mandou buscar; ela foi. Quero dormir contigo, e ela foi e dormiram não só uma vez, nem duas. O marido estava fora, no campo de batalha; ela engravidou e mandou dizer: "Olha, eu tô grávida.
" Aí vem todo aquele ardil para matarem o marido dela, o que, na realidade, conseguem realizar por nomes de terceiros. Aí morre o primeiro filho. Vem Salomão, outro filho de Davi com Betsabá, e é esse Salomão que é o descendente de Davi, que é do trono.
Aí Salomão gera Roboão, e Roboão é um cara que, o que o pai fez para tentar unir o país e o que o avô Davi tinha conseguido, uniu a nação. Salomão prosperou tanto que manteve todos os termos de Israel guardados, fortalecidos e em paz política. Mas, quando esse filho chamado Roboão tomou o poder, ele começou a praticar todas as coisas esquisitas que Salomão tinha feito, mas que, no final da vida, ele se arrependeu e abandonou.
Roboão conseguiu os piores caminhos do pai e provocou uma divisão: dez reinos de Israel ficaram para o norte - dez tribos - e duas tribos ficaram para o sul: Judá e Benjamim. As outras todas ficaram unidas ao reino do norte de Israel, e o reino sul, com a capital em Jerusalém, ficou com Roboão. O resto foi divisão.
Nunca mais se uniram, nunca mais foram o mesmo povo. Como um gerou a Dias, que não foi um cara legal; A Bia gerou Asa, que foi um indivíduo também cheio de ambivalências. Asa gerou Josafá, que foi um homem bom e piedoso.
Josafá gerou Jorão, que também era ambíguo; Jorão gerou Acazias, que tinha também claudicações incompreensíveis e, de vez em quando, fazia coisas completamente reprovadas. Acazias gerou Joatão, que também foi um ente complexo, longe da simplicidade pura e da obediência à palavra. Joatão gerou Acaz, que foi um sujeito perigoso, cheio, cheio, cheio de idolatrias.
E Acaz, todavia, gerou Ezequias, que, sendo filho de um grande idólatra, nasceu um homem piedoso. Ele se tornou um grande amigo do profeta Isaías e foi Ezequias um homem bom que gerou o Hitler de Israel, chamado Manassés. A pior figura escrita na história de Israel, do Velho Testamento, é Manassés.
Herodes, o Grande, que não está no Velho Testamento, mas no Novo, era brincadeira perto de Manassés. Eu usaria dizer que Calígula era peixe pequeno, que Nero era peixe pequeno perto de Manassés. Manassés, vocês não têm ideia.
É só quando você estuda não só a Bíblia, mas os textos judeus paralelos, que você vai entendendo a grandeza da perversão e da maldade de Manassés. Era um indivíduo que se consultava com tudo, que consultava não apenas os mortos, mas praticava aquelas tentativas de adivinhação com defuntos e corpos de mortos. Ele praticava todo tipo de magia negra, todas as forças das trevas.
Era ele a elas que ele desejava associar-se. Sempre matou seus filhos, os ofereceu num lugar que, hoje, é um dos mais lindos em volta de Jerusalém, que é o Vale de Hinom, ou Geena. Mas, por causa dos sacrifícios malignos de Manassés, um lugar ficou estigmatizado e passou a ser um lugar de feitiçaria, de bruxarias, de maldições.
Uma história inteira. Ficou tão perverso o lugar que passou a ser onde se queimava o lixo da cidade, tudo que era podre: o lixão, os gestos, os vermes, a comida era colocada ali. O fogo era usado, e o nome Geena, ao passar do tempo, virou Geena, e passou a ser nessa abreviação vinculado ao inferno.
Inferno era Geena porque o Vale de Hinom queimava de dia e de noite. O lixo queimado que não prestava, queimava o restante da cidade; não parava de queimar e era alimento para vermes e para o fogo. E Jesus, para ilustrar esse significado, usando também o contexto dessa história que fica correndo e macabra de Manassés para frente até os dias dele, era o lugar mais nojento de Jerusalém.
Era o lugar desprezível. E é tão chocante ver como, dois mil anos depois, é provavelmente o campo mais bonito em volta de Jerusalém, onde os ricos constroem suas casas: os artistas, os pintores, os especialistas em artes dramáticas, grandes cientistas, todo mundo tem casas ali em cima do Geena, que é um dos lugares mais valorizados da cidade de Jerusalém fora dos muros. Mas, dois mil anos depois de Jesus, é que ficou assim.
Nessa época de Jesus, era o inferno. Por isso, quando você lê o texto grego onde Jesus menciona inferno, ele fala que serão enviados para Geena, que é esse fogo ardente, o Vale de Hinom, que virou simbolização desse lugar onde o lixo que não presta é destruído, é acabado. É ali que ele é espírito no inferno, no fogo do inferno que não cessava nunca, que era guloso, engolindo o que fosse jogado ali.
Jesus usa esse exemplo histórico e usa aquele lugar que virou arquetípico de tudo que era ruim em Israel, em Jerusalém. E o Vale de Hinom foi abreviado para ser Geena, que acabou sendo a palavra hebraica contraída, assimilada nos evangelhos gregos para designar o inferno. Então, esse Manassés, que matou todos os filhos e praticou todos os males que se possam conceber, você veja isso: ele matou milhões, e algumas pessoas vinculadas a ele se suicidaram, especialmente por causa das práticas sexuais dele.
A sobrinha, por exemplo, em relação a quem ele usava de maneira pedófila desde que ela era criança e que levou para morar com ele, e que abusava dela de maneira tão horrorosa que eu não tenho nem coragem de contar os aspectos fetichistas das relações sexuais de Manassés com a sobrinha. Mas a menina ficou tão angustiada com o passar dos anos que se suicidou. Aliás, todas as mulheres de Manassés morreram por suicídio.
A angústia de viver ao lado. Daquele homem era insuportável. Manassés era uma figura assim e que acabou no cativeiro, onde ele se arrependeu terrivelmente, de maneira incompreensível.
A dor dele chegou até a Deus, e Deus perdoou. O Deus do Velho Testamento teve compaixão de Manassés e o fez voltar à sua cidade, todo arrebentado, quebrantado, sem poder, mas exerceu para com ele a misericórdia de deixar que ele voltasse para morrer em casa. Manassés gerou a Amon, que é tudo menos flor que se cheire, e a Amon, veja só, Ezequias, um cara lindo, gerou um monstro.
O monstro gerou um cara razoável; assim, tá ali, faz muitas coisas erradas, mas não é nenhum Manassés. E a Amon gerou a Josias, que é piedade pura, misericórdia, compaixão, graça. Você veja como não tem uma relação de causa e efeito, paz boa, gerando filhos bons; não tem pais ótimos que gerem filhos ruins, e tem filhos horrorosos que vão gerar netos para esses pais bons, melhores do que jamais se imaginou que uma figura que tenha sido tão ruim como aquele pai poderia produzir.
Como é que seria profetizar que Manassés vai gerar um neto chamado Josias, que vai ser um homem piedosíssimo? Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos no tempo do exílio em Babilônia. Eles, os filhos de Josias, foram para o cativeiro em Babilônia, onde muita mudança aconteceu no pensamento de Israel, mudanças que vieram a transformar toda a concepção de Israel acerca de muitas coisas, inclusive sobre o mundo espiritual, mas não é a hora de falar a respeito disso.
Aí o verso 12 diz o seguinte: depois do exílio em Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel e Salatiel, a Zorobabel. É uma categoria de governo e sacerdócio: Salatiel no governo, Zorobabel no exercício do sacerdócio. Zorobabel gerou Abiúde; a ele, aqui, ele aqui, em Arrasou, nosso Doki, Sadoc.
Aqui, ele, Eliezer; ele é a Matan, Matan Jacó. Esses que eu mencionei na carreira são todos aqueles que vinham da genealogia de Davi, mas não eram reis com autoridade plena, porque desde que já voltou do cativeiro em Babilônia, eles nunca tiveram uma alto determinação na terra, ficaram sob o domínio de Ptolomeus. Nessa alternância, depois os gregos, Alexandre, o Grande, tomou a região inteira.
E aí, antes disso, Alexandre tomou a região inteira, e o reino foi dividido, o reino de Alexandre, e houve guerra entre Ptolomeu e Seleuco. E vi hoje essa alternância até que os romanos chegaram 60, 70 anos antes, e os romanos tomaram conta de tudo, de modo que, quando a gente chega no verso 16, que diz: "E Jacó, que era, no caso, filho de Matan", nessa sequência toda que vocês estão acompanhando, depois do exílio em Babilônia, Jacó gerou a José, que é marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo Ungido. De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são 14; desde Davi até o desterro para a Babilônia, são 14; e desde o desterro para a Babilônia até Cristo, são 14.
O problema é que não são 14; na realidade, em torno de 17, 18, às vezes mais, e não tem essa simetria. Na realidade, essa genealogia foi montada, embora ela siga a linha perfeita de quem gerou quem, às vezes ela pula, ela salta dois, três indivíduos que não tiveram significação histórica suficiente para ilustrar aquilo que eles estavam querendo dizer. Então, eles pularam para esses pontos, para esses seres, são como notas históricas, pivôs de conhecimento maior.
E aí dá para dividir em três grupos de 14 grandes significantes na genealogia. Isso é dito para afirmar para eles: "Olha, essa história tem sentido, essa história faz sentido, essa história é a história da graça de Deus com os homens". Essa é a história da graça de Deus com os homens, e ela poderia ser contada em todos os povos da terra, porque em todos os lugares da terra, como diz Malaquias, no capítulo primeiro, olha só para você ver: aí, ó, sai virando algumas páginas.
Minha Bíblia está toda marcadinha aqui, machucadinha. Você vira para cá e entra no capítulo primeiro, onde Deus diz, no verso 11 de Malaquias, falando para esse povo arrogante de Israel, que achava que eles eram a última cocada do pacote divino, até. E Deus diz: "Que é isso?
Vocês não sabem de nada. Eu sou o Deus de todos os povos. Não sabem que, desde o nascente do sol até o poente, é grande entre as nações, todo o meu nome?
" Você vai estudando História e antropologia universal, você vê como todos os povos da terra carregam esse fator, essa realidade, essa porta, esse portal, esse ponto de contato com a transcendência absoluta. Eu vou falar muito disso quando eu iniciar aqui um problema chamado Área 51 do Evangelho, mas não é agora; daqui a mais um pouco. Então, ele diz: "Desde o nascente do sol até o poente, é grande entre as nações, o meu nome".
E, em todo lugar, ele é queimado incenso. Em onde tem gente queimando incenso na terra, podem ter certeza que, mesmo que eles não conheçam o meu nome, é a mim que estão buscando, e eu recebo. E eles trazem ofertas muito mais puras do que as de vocês, porque eles são ignorantes, mas são sinceros.
Porque o meu nome, meu nome, é grande entre as nações, diz o Senhor. Mas entre vocês, ele é objeto de profanação, de mentira e de escárnio. Vocês que dizem que conhecem o meu nome são os mais distantes de mim na face da terra.
Eu não vou falar muito tempo; eu vou parar por aqui. Amanhã eu vou continuar; eu tenho muito a falar nessa genealogia; eu nem comecei ainda. E eu vou fazer isso durante todo o Evangelho de Mateus.
Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça. Quem quiser aprender na sequência de carreirinha, ande comigo. Venha todo dia, assista.
Todo dia, todo dia, todo dia tá bom. Jesus, eu quero pedir que essa explicação simplíssima, rapidíssima, histórica sobre a tua graça, sobre as tuas escolhas, sobre aqueles que tu acolheste e que exemplificam aqueles que tu acolhes, como a tua história não é feita de maneira óbvia, nem por pessoas óbvias, mas por gente completamente frequentemente estranha, tu usas em determinado momento para abrir uma porta, e a vida segue. Obrigado por esses exemplos aqui, obrigado porque não foi José, foi Judá.
Obrigado por Tamar ter tido a coragem de seduzir o sogro e dar continuidade à descendência do seu marido falecido. Obrigado, Senhor, por tudo que a gente vê acontecendo nessa sequência. Obrigado por Salmão que gerou de Raabe, que não teve vergonha de amar uma prostituta e de gerar filhos com ela.
Obrigado por ter mais, não resistiu à oferta angustiada de Rute, que queria parir, sem cujo nascimento não viria aquele que veio e que foi da descendência de Jessé, que gerou a Davi. Obrigado porque, na sua malignidade, no seu equívoco, no seu pecado, no seu erro, Tu fizeste nascer algo bom, e de Bate-Seba veio Salomão, que errou e pecou demais, mas que se arrependeu e morreu em paz. Obrigado porque o que não precisava ser dividido se dividiu.
Obrigado por termos ganhado noção histórica de que tu operas por graça o tempo todo, por favor e merecido. Obrigado porque tu não aplicas além do carma, porque se tu aplicasses a lei do carma, essa genealogia não tinha ido a lugar nenhum. Ao contrário, a graça vê se o carma; a graça vence o carma, a graça vence o azar, a graça vence a teologia moral de causa e efeito.
A causa, a graça é maior do que o meu pecar, porque onde abundou o pecado, essa genealogia nos demonstra que será abundou a graça. Muito obrigado, Jesus, por cada um desses, pelas esperanças que a gente aprende aqui, que como uma pessoa esquisita como o rei Asa pode chorar, gerar um homem tão lindo como Rei Josafá. Obrigado, Senhor, porque Josafá e Josafá, os dias é os dias, cada um responde por si mesmo, embora tenham o mesmo DNA.
Obrigado, Senhor, porque enquanto a caixa e os dias tenham sido tão tortuosos, Ezequias foi tão extraordinário em fé e te amou, te serviu e se aconselhou com Isaías. Obrigado porque desse Hitler do Velho Testamento tu arrancaste um arrependimento inexplicável para compreensão humana, inexplicável, e o colocaste no lugar de misericórdia, de salvação e de perdão, e inexplicáveis e absurdos, porque a tua graça é absurda dos nossos conceitos morais. Obrigado, Senhor, por todos esses que entraram aqui, que fizeram parte dessa história.
Sobre tudo, eu te agradeço por José que casou com Maria, que é esse homem cheio de graça, que, tendo certeza que o filho não era seu, teve a coragem de acolher, de silenciar, de não fazer um escândalo e de não entregar a menina de 14 anos para ser apedrejada. Ao contrário, a cobriu, adotou o seu filho, ouviu a voz do anjo Gabriel; não foi num sonho, não foi numa visão, nenhuma materialização, um sonho na subjetividade, na mais íntima em projeção no inconsciente, e creu que aquele era o filho de Deus e acolheu. Obrigado por esse homem extraordinário, por esse macho desconstruído, por esse ser maior do que todos os que receberam, lindo, cheio de graça, tão maravilhoso quanto a Maria, tua serva, que tu escolheste para ficar grávida.
Esse homem que tu escolheste para cobrir com amor, proteção e cuidado a gravidez dela e ao filho que ela trouxe, e aos filhos que andam estiveram, porque Jesus foi o filho primogênito de Maria e não unigênito de Maria. Muito obrigado pela simplicidade dessa palavra e eu espero que ela esteja trazendo calor, lágrima, acolhimento, perdão, esperança e certeza de misericórdia, de futuro para a vida daqueles que já desistiram de si mesmos, que acham que estão apagados do livro da vida, do livro da história, do livro do futuro. Ninguém está apagado de nada enquanto tu és Deus.
Ninguém dirá a última palavra, ninguém apagará coisa alguma, só tu tens o poder de apagar e de escrever. Ninguém escreve em teu nome, ninguém apaga em teu nome. Tu és aquele que dás o nome que ninguém conhece, que nos chamas por um nome tão íntimo que meu pai, minha mãe não sabem qual é, nem minha mulher, nem meus filhos, nem eu mesmo sei ainda, mas ouvirei esse nome que vai substituir meu próprio nome histórico, e eu me deleitarei porque será um nome equivalente a quem eu sou na tua presença, por tua graça.
E assim será com cada um de nós. Eu te peço em nome de Jesus, amém e amém.