Vou deixar bater 15 pessoas aqui que a gente começa a gravar mas vai pegar 25 mais ou menos pessoas o áudio Vocês estão ouvindo bem né Eu estou tá mas eu vou só falar um pouco do da outra do outro ciclo de formação de capacitação mu kenge que eu também participei e que da daquela vez eu eu me pediram né Vocês me pediram para preparar uma apresentação sobre Comunicação científica né isso eu tava revendo né Essa apresentação os slides que eu preparei lá na época foi uma experiência muito bacana E aí eu fiquei muito feliz
também com o tema que vocês me deram para o ciclo agora deste ano porque é um tema também que eu gosto bastante e tem muito a ver também com a minha própria história né e enfim foi mas foi um exercício também preparar né a gente procurar algum material alguns dados algumas coisas Para fazer sentido né para todos né isso e na verdade quando eu recebi né o tema internacionalização da pesquisa e aí quando eu comecei a olhar ali tinha muita coisa de internacionalização da ciência né e eu acho interessante porque o título da apresentação inicialmente
até tinha colocado internacionalização da ciência mas depois falei não pera aí deixa eu ver aqui exatamente qual foi a qual foi A O tópico que foi pedido então da pesquisa então mas na minha cabeça as duas coisas estão muito próximas e eu vou tentar fazer aqui alguns apontamentos né para para tentar deixar esses explícito né Eu não sei se a gente já pode começar pelo menos aí devagarzinho né passar uns slides Por mim sim eu só vou Ernesto fazer a introdução porque merece o registro né tá bom De quem é Ernesto né Doutor Ernesto mané
Júnior é bacharel em Física pela Universidade Federal da Paraíba né 2005 é pegar nuclear pela Universidade de Manchester na Inglaterra realizou pesquisas de voz do doutorado no laboratório Nacional de física de partículas no Canadá foi bolsista do programa de afirmação afirmativa né do estudo do Rio Branco em 2014 em 2014 é 2014 ele é diplomata Ministério de relações exteriores foi pesquisador visitante na universidade christon no programa Science Na área de desabamento e no proliferação de armas e junto com mancala ele também participou do Negritude brasileira phd é importante como Rosane registrou as pessoas conheceram Esse
programa é também um grande amigo nosso incentivador como meu Rosário registrou Eu também sou fã de Ernesto acho que ele né ele contra tiver duas atividades muito importantes né Ele é um cientista de renome muito inteligente e tá no Campo diplomacia e se tiver o nome para presidente do Brasil nos próximos anos eu tenho certeza que se me perguntarem é Ernesto Como já falei algumas vezes Ah não sei é porque vocês não conhecem não tô pesquisando tem cara de nome internacional que tá no ministério e né E pode muito bem representar o Brasil em várias
instâncias Então eu acho que Ernesto é esse nome e referência é do Brasil né da nova geração como tantos outros para mim Ernesto e só né para diminuir esse essa introdução E por coincidência eu conheci Ernesto em uma situação que tem a ver com a gente mas não consciência com a pesquisa né que foi no mundo da capoeira então que fique registrado que a ciência se faz meio de forma aleatória né Como diz alguns filósofo da metodologia científica e e tá até até hoje eu seja Ernesto também é capoeirista por isso que tem que ser
presidente do Brasil Certo joga nas três em todas as Exposições do time mas também Ernesto a voz é sua seja bem-vindo e aproveita a experiência por favor obrigado Mais uma vez aí Léo pelas palavras muito gentis enfim agradecer mais uma vez né a toda a equipe do mancala rosânia Bruna Você o Igor Tô vendo Igor aí na tela Enfim estamos juntos eu eu preparei aqui alguns slides né para orientar um pouco Essa conversa de hoje cujo tema internacionalização da pesquisa né quando eu tava falando é no último ciclo do qual participei eu preparei apresentação sobre
comunicação científica então fico muito feliz aí em estar de volta com outro tema também que é muito é muito caro e muito importante para mim porque até porque eu acho que ele esse tema de internacionalização da pesquisa ele não só faz parte da minha história de vida Como pesquisador porque eu fiz muita coisa fora do Brasil mas até pela minha atividade atual como Diplomata né porque a gente também tem esse olhar de promover o desenvolvimento do Brasil promotor Internacional e buscar no exterior buscar uma exceção internacional do Brasil é forma justamente de promover desenvolvimento né
Para nossa população né para o nosso povo e tudo então e a cooperação científica internacional Ela é um desses vetores né digamos de promoção de nossos interesses né E aí eu vou tentar justamente dar algumas pinceladas sobre essas questões sobre esses temas e eu entendo também que como é um ciclo de capacitação é eu vou tentar também deixar algumas ferramentas algum sites algumas informações que possam ajudar também os jovens pesquisadores que estão começando agora suas carreiras científicas a Navegar nesse mundo né da pesquisa Internacional bem um pouco em linha com o que a Rosana e
me pediu né quando ela fez essa proposta de tema para este ciclo né eu também não não gostaria de esquecer de agradecer também ao Instituto serrapilheira né que se tornou um parceiro aí da desse ciclo né agora com mancala eu também tenho enfim alguns contatos do estudo serrapilheira São grande Admirador aí do trabalho que é feito por todos né do Instituto acho que é importante a gente justamente criar mais e mais instâncias e espaços para promoção da agência brasileira né Não só a partir da iniciativa do poder público mas também privado filantropia enfim eu acho
que a gente quer quanto mais melhor né a gente eu tô aqui nos Estados Unidos a gente vê o quanto isso faz uma diferença né a Rosane também tá velho isso agora nem louco como que esses Fundos né privados de pesquisa Eles ajudam né então dentro também nessa estratégia de internacionalização da pesquisa então eu vou colocar aqui o próximo slide né então os tópicos de hoje né Eu queria passar rapidamente aqui com vocês a gente vai falar um pouco sobre né o perfil dos alunos do ciclo pedir esse material aí a Rosane que vai orientar
um pouco também né a construção dessa aula falar um pouquinho sobre mim né aí vamos Entrar na internação da ciência onde estamos né como Brasil né setor falar um pouco sobre cooperação científica Internacional e a internacionalização da ciência brasileira e Grandes projetos fundo de pesquisa internacionais empresas de pesquisa e aí eu vou trazer um estudo de caso aqui né do Senai Cimatec aí da Bahia vou falar do Negritude brasileira no phd e terminar com algumas reflexões finais Se eu tiver indo muito rápido ou se eu falar algo que vocês não entenderam se cortar aí vocês
por favor me fale né então em termos aí do perfil dos alunos do ciclo de formação no kinge eu pude identificar que uma grande parte tá concentrada nessa nessas áreas das ciências biológicas Ecologia química biociências e etc né então eu vou tentar trazer né Um pouco para esse lado né enfim a apresentação mas é eu queria também deixar registrado né falar um pouco sobre mim eu sou física de Formação não vou repetir aqui a tradução que ele fez mas só para ilustrar um pouco essa essa coisa de experiência internacional né eu tenho doutorado em física
pela Universidade de Manchester e lá no Serra né o centro de pesquisas nucleares da Europa que fica em Genebra então lá onde Eu fiz meu projeto de pesquisa e o cerne é o lugar onde tem justamente acho que a maior expressão da cooperação científica internacional né um centro onde tem milhares do mundo inteiro fazendo um projeto colaborativo né colocando várias pessoas de várias origens e conhecimentos para tentar justamente resolver problemas de física né fiz um pós doutorado em física nuclear no Canadá e Vancouver e fui pescando Visitante da Universidade princeton aqui nos Estados Unidos então
depois enfim entre entre esse período da física e eu me tornei Diplomata né a partir desse programa de ação afirmativa do Instituto do Rio Branco eu faço questão de falar desse programa porque não foi Óbvio dessa minha transição né da física participomacia e esse programa ele serviu como ponte né para vocês se vocês quiserem depois conhecer um pouco Mais sobre os programas eu fico também aqui à disposição para tirar eventuais dúvidas mas é um programa em linhas Gerais o Instituto do Rio Branco ele ele fornece bolsa uma bolsa de estudo né durante um ano para
que um candidato negro negra é que tenha interesse né pela carreira diplomática possa se preparar para prestar o exame de admissão a carreira Diplomata né E aí você com esse dinheiro com essa bolsa você paga curso compra livro aula Particular para justamente seguir o edital do concurso e tentar fazer aí a prova e passar né então eu fui bolsista desse programa foi quando eu voltei para o Brasil né Depois eu estou o tempo que eu fiquei no exterior e desde 2014 eu sou Diplomata né E então atualmente Né desde 2021 como chefe do setor de
defesa desarmamento e não proliferação lá embaixador do Brasil aqui em Washington Eu também resisti um pouco mas poderia Ser um tema a gente pode conversar também lá na frente eu resisti um pouco do pão slide sobre esse tema de não proliferação né porque esse não é um tema que a gente costuma abordar muito na academia no Brasil mas os conhecimentos que que nós temos essas áreas de exatas né de química de biologia de física como o senhor sabem tanto pode ser usado para o bem quanto Por mal não é então existe o regime internacional com
vários tratados acordos e enfim operação para que Essas tecnologias esses conhecimentos eles sejam direcionados para o bem né evitar que esse conhecimento sensíveis né de uso do álcool então cada vez mais a gente vai ter que começar a ter um pouco mais de sensibilidade exatamente quer dizer a gente quer manter o fluxo de Conhecimento de informação o mais fluido possível mas a gente também é como a gente está tendo essa nossa sensação internacional a gente vai ter que ter cada vez mais cuidado também com o compartilhamento desse conhecimento né Mas a gente pode falar mais
um pouco sobre isso lá na frente aí o próximo slide agora vamos entrar aqui no slide sobre a internacionalização da ciência Eu fiz uma pesquisa aqui rápida e vi que Segundo o Dicionário micaeles internacionalizar significa tornar-se internacional tornar-se comum a várias Nações espalhasse por várias Nações universalizar Então nesse contexto segundo Oliveira compreense por internacionalização das pesquisas brasileira o fato de a ciência construir de gerada no Brasil tornar-semente acessível e visível por meio de publicações então isso aí é Possíveis definições né de internacionalização da ciência o que eu trouxe aqui eu gosto disso porque ela veio
a partir da perspectiva brasileira né eu coloquei até esse mapa aí e fiz aí essa essa ilustração colocando o Brasil né meio que no centro e com esses Arcos né saindo então a gente se internacionaliza a partir de casa né então acho que é importante a gente conhecer bem o contexto mapear bem como é que tá o ambiente produção científica No Brasil para a gente pensar em estratégias de internacionalização eu coloquei aqui também um ponto né Falando que tem só cada vez mais importante na era da globalização né onde muitos desafios enfrentados pela humanidade desafios
grandes né como mudanças climáticas pandemias desenvolvimento sustentável segurança alimentar Que por sinal também é um dos temas que centrais né do Instituto mancala né todos esses Temas eles exigem abordagem colaborativa ninguém nenhum país nenhum tipo de pesquisa sozinho vai conseguir atacar problemas dessa magnitude então a gente tá vivendo uma Erick a colaboração científica internacional ela cada vez mais importante então juntando isso com essa ideia né de que a gente tem uma ciência brasileira e a gente quer também ter estratégias internacional a gente tem que pensar justamente Quais são as nossas Necessidades e a nossa visão
sobre certas assuntos e como que a gente vai se projetar né para fora E aí eu coloquei esse esse slide não Muito não Muito otimista Mas vamos tentar destrinchar ele aqui né onde estamos né o Brasil quando eu tava preparando essa apresentação gente eu olhei essa matéria que saiu no Globo né no dia 15 de Maio passado agora é que as universidades brasileiras caíram né No ranking internacional de qualidade né esse ranking World University então no lado aqui né da tela Você tem o ranking das 10 melhores universidades do mundo e as 10 melhores universidades
da América Latina e do Caribe né se você for olhar aqui as 10 universidades do mundo as 10 melhores estão concentradas sobretudo nos Estados Unidos e no Reino Unido né claro a gente pode argumentar dizer que ah mas com a metodologia que foi utilizada para fazer esse ranking como é que a gente sabe que essas organizações realmente estão boas assim e tal eles criam uma médica que eles mesmo se definem para dizer que eles são bons e os outros não são tão bons assim mas é essa é uma das métricas né e o que me
chamou atenção é que na América Latina é a universidade que tá No topo é uma cidade de São Paulo a USP no entanto veja que entre parentes você tem aqui a posição geral dessa Universidade ela tá na posição 109 Ou seja a melhor universidade da América Latina do Caribe não tá sequer 100 melhores universidades do mundo métrica E aí você tem né as demais universidades aí do México Unicamp tem várias universidades brasileiras é o que é uma boa notícia digamos assim Mas se a gente for pensar em termos é relativos Elas estão em posições bem
atrás né com relação às universidades que estão aí no stop 100 top 50 né eu faço o convite para vocês olharem esse ranking porque ele explica um pouco a metodologia né e uma das métricas que eles utilizam justamente para para fazer esse ranking é a questão da internacionalização da ciência projetos publicações né os pesquisadores dessas universidades se eles trabalham em rede se as Universidades recebem alunos Estrangeiros né a presença internacional dentro do campo das Universidades Então existe essa componente aí que ela faz uma diferença grande na hora de ranquear essas universidades E aí com relação
ao Brasil a matéria do Globo fala que houve entre 2014 2022 uma redução da ordem de 100 bilhões de reais em ciência e tecnologia né E a matéria ela atribui a esse corte Justamente a queda das posições das universidades brasileiras nesse ranking né Então eu acho que a gente tá no momento atual agora de repensar digamos assim as nossas políticas públicas nossas políticas de promoção aí de ciências tecnologia né a gente sabe né somos pesquisadores que é investir em tecnologia é algo que precisa ser sustentado ao longo prazo né é algo muito frágil e que
você precisa fomentar durante muito tempo até você começar a colher frutos e a gente tem um padrão né o Brasil de Enfim fornece um fornecimento daí você não tem uma sustentabilidade de projetos e você tem corte de verba aí aqueles alunos aqueles pesquisadores existem do projeto saem do Brasil e aí para Recomeçar isso é mais difícil então acho que a gente precisa realmente pensar bem Nessas questões aí de financiamento sustentado né para nossas necessidades de pesquisa Né E aí eu vou voltar um pouco aqui para falar sobre a cooperação científica internacional eu trouxe esse slide
aqui lá do Cervo né essa esse anel aí é o é o Lounge o acelerador de addrons Isso aí é um anel que tem 27 km de diâmetro e ele se estende entre a fronteira da França e da Suíça né E esse é o maior acelerador de partículas do mundo né Esse projeto aí demorou acho que duas décadas para ficar pronto Consumiu aí Alguns bilhões de euros e os países da União Europeia não só os europeus americanos japoneses Associados aos indianos Russos chineses também é fizeram aportes aí para esse projeto e o Brasil tem um
histórico de participação né no cerne é por meio de envio de estudantes e pesquisadores que se associam aí com outros grupos de pesquisa Mas a gente não tinha até então uma cooperação Institucionalizada e no ano passado o Brasil acabou de assinar o acordo para tornar-se membro associado né desse desse centro de pesquisa o acordo estava no Congresso se eu não me engano para para o processo de ratificação né E quando o Brasil só não lembro pleno né enfim desse centro Isso poderá Inclusive abrir portas para envio de mais pesquisadores né para para trabalhar nesse centro
Empresas brasileiras que quiserem participar de licitações para fornecimento de equipamentos Enfim então você você tem um acesso ampliado a esse a esse ecossistema né Eu trouxe esse exemplo aqui só para falar um pouco justamente o que que é então a cooperação científica Nacional nessa escala né então refere-se né a colaboração e intercâmbio entre cientistas instituições diferentes países visando a produção de Conhecimento e a resolução de problemas em escala Global envolve troca de informações dados ideias técnicas recursos entre pesquisadores diferentes nacionalidades bem como a realização de estudos e projetos conjuntos em áreas de interesse mútuo permite
o completamente recursos como infraestrutura de pesquisa equipamentos especializados instalações laboratoriais e esse ponto interessante porque uma infraestrutura dessa escala aí é muito difícil um país só conseguir Construir isso né aqui nos Estados Unidos eles até fizeram havia uma competição histórica entre o ferme leve né que fica aqui nos Estados Unidos e o cerne né ao longo das décadas então eles construíram um acelerador aí fazer algumas com mais científicas aí o pessoal do sério fazer um celular do maior e tal então hoje na corrida o cerne tá na frente né mas exigiam esforço tremendo E é
difícil você replicar uma estrutura dessa em qualquer País né então é importante você poder compartilhar essa infraestrutura equipamentos né e aprender uma cultura científica colaborativa desde seu início né então é a comparação científica também possibilita que cientista de países com recursos limitados tem o acesso recursos mais avançados ampliando suas capacidades de pesquisa e promovendo a Equidade na participação científica Global né e contribui para a disseminação do conhecimento científico Em todo mundo promovendo a diversidade cultural linguística na produção do conhecimento e a redução das desigualdades de acesso e oportunidade na pesquisa científica então eu trouxe Isso
aqui é uma discussão um pouco mais teórica filosófica mas é trazendo esse exemplo prático aqui para ilustrar né E aí entrando agora Justamente na internacionalização da ciência brasileira né Eu entrei nesse site aí Que da Academia Brasileira de ciências né o link o link de várias coisas estão nos slides aqui eu coloquei eles em formato importado depois vocês quiserem quando tiverem acesso a esse material dá uma olhada nesse material nesse site Mas enfim a Academia Brasileira de ciências é tem um artigo chamado quatro lições para internacionalização da ciência Brasileira 2013 já tem uma década que
isso foi isso foi publicado mas eu considero que isso Ainda é válido né E aí acho que a lição número um é de que países que lideram a economia mundial eles também lideram a Ciência Tecnologia eu tenho alguns slide que depois eu vou mostrar aqui ilustra um pouco isso com o caso da China vocês vão ver isso acho que agora né juntando com aquela informação que a gente viu do ranking das Universidades e tudo isso fica patente que as Universidades que são o óculos de produção científica pelo menos No Brasil né elas precisam planejar as
suas estratégias de internacionalização seja as Universidades é como entidades autônomas mas também seja por meio de uma política pública que seja coordenada digamos assim pelo Ministério da Educação pelo Ministério da tecnologia precisa ser plane jado coordenado eu gosto muito desse terceiro ponto pesquisadores estrangeiros eles devem ser atraídos né porque a gente a gente pensa Costuma pensar em enviar nossos estudantes para fora o que isso continuará sendo algo muito importante manter esse fluxo mas eu acho que a gente precisa também trazer os pesquisadores para o Brasil criando condições né Para que o país se torna também
um lugar atrativo para produção científica e que Atraia esse pesquisadores né Acho que nos anos 70 80 ouve aí um processo de envio em massa né De muitos brasileiros para fazerem suas pós-graduação no exterior Eu me recordo que na minha graduação em física uma grande parte dos meus professores Eu acho que isso é a realidade também de muitos professores talvez de uma geração próximo a mim ali né que fez faculdade nos anos 2000 os professores daquela época a sua tinha feito doutorado no exterior nos anos 80 os anos 90 Isso é uma estratégia de estado
né a gente tentou retomar isso Com fronteiras no nível de graduação né uma década atrás mas é eu acho que enfim eu tô frisando esse ponto porque eu considero ele fundamental assim essa essa atratividade do Brasil para para que pesquisadores estrangeiros eles também venham para o Brasil e a gente não fique só nós enviando gente para fora né E esse quarto ponto né que a Academia Brasileira de ciências também trouxe aqui pescadores brasileiros precisam ter uma postura globalizada né E aí isso fica um pouco abstrato mas acho que em termos concretos é Enfim buscar colaborações
científicas né trabalhar em rede sair do Brasil durante um tempo Volta pensar os problemas a partir de uma perspectiva globalizada como eu falei os problemas que a gente tem que lidar hoje em dia de escala global e aí a gente precisa de uma estratégia em rede é cada parte vai dar uma contribuição a gente Tem que saber quais são as nossas fortalezas também né para poder dar uma contribuição nessa estrutura em rede mas é isso então tem que ter essa postura globalizada em resumo a internacionalização da ciência brasileira não pode ser feita levando pesquisadores para
o exterior somente né é preciso levar o país aos padrões científicos internacionais em outras palavras eu gosto disso aí que eu frisei né preciso internalizar a Internacionalização absorvendo as lições que os países estrangeiros oferecem apenas sozinho a superar as demandas específicas do país né então internacionalizar e internacionalização digamos a gente poder criar no Brasil centro de pesquisa que tenham ali que façam uma ciência de primeiro nível ali né de impacto que a gente possa publicar uma pesquisa feita no Brasil em jornais em quatro científico né estamos ali no mesmo prédio igualdade com os principais Centros
de pesquisa né É E aí eu coloquei esse slide aqui pelo menos é o enfim é o lado positivo né dessa coisa que em 2018 o Brasil foi promovido a elite da Matemática Mundial Isso aqui é uma notícia que saiu foi publicada no site do inpa né e em 2018 quer dizer foi a construção o Brasil ele vinha fazendo aí passos para se tornar um país membro desse grupo 5 né da União matemática internacional notável da produção científica Brasileira na área né em termos qualitativos e quantitativos então houve uma expansão né da produção a gente
teve uma medalha Fields né que foi é o prêmio Nobel da matemática que foi dada ao nosso matemático Arthur Ávila poucos anos atrás e o Arthur ele ele foi prata da casa né digamos Ele estudou no Brasil boa parte da sua formação Então mostra que a Matemática brasileira adquiriu um grau de maturidade né mas Fruto de um processo de década de investimento uma estratégia muito bem montada né de formação de pessoal e de colaboração também né e eu acho que esse é o modelo que poderia ser replicável para outras áreas eu trouxe esse exemplo aqui
para a gente ver que isso aí é possível né houve também passando se chama de pós-graduação como mestrado doutorados em matemática no Brasil né com qualidade compatível com os melhores padrões internacionais né e Houve o crescimento da colaboração Regional internacional dos matemáticos brasileiros com colegas de todo mundo e Crescente papel internacional de nossas instituições Então para mim seria o mundo ideal quer dizer a gente começar em várias áreas de conhecimento até esse tipo de resultado e eventualmente até começar a atrair gente também para dentro do Brasil né a gente que traga também seus conhecimentos e
tal e aí a gente consiga Levar ainda mais um nível da nossa produção científica né porque esse foi o caminho que os Estados Unidos criaram né não conhece a Segunda Guerra Mundial atraíram aqueles pesquisadores europeus né no país não pode Segunda Guerra Mundial e deram saltos né qualitativos na sua produção científica então a gente a gente pode também tentar fazer algo Claro na escala que seja compatível com as condições do Brasil também né e esse Gráfico aqui é eu coloquei ele já é um gráfico de 1981 e 2006 a produção né o percentual da produção
de artigo científicos em matemática né produzidos nesse período isso já mudou bastante né o corte foi até 2006 então vocês podem imaginar por exemplo né o quanto que a China conseguiu continuar ainda evoluindo nessa trajetória né então se a China hoje tá se posicionando para se tornar a principal economia do Mundo e tudo veja o que que ela fez em matemática 20 30 anos antes né e veja também uma certa perda de percentual relativo da produção científica em matemática dos Estados Unidos né quer dizer esse percentual Hoje ele deve estar abaixo dos 30%, mas bastante
abaixo e a China tá inclusive não só na matemática mas em outras áreas de conhecimento no agregado se posicionando para superar os Estados Unidos em produção científica então fica isso aí como um elemento de reflexão na verdade que eu trouxe né E aí eu gosto também desse dessa discussão sobre Grandes projetos de cooperação internacional porque eu acho que isso aí é um canal natural de trabalhar em conjunto né quer dizer a gente só pensa em grandes projetos internacional Justamente que sozinho a gente não consegue fazer né então e fazendo com outros a gente tem essa
Compartilhamento de experiência de know-how E aí eu separei esse esse slide em duas partes né justamente levando em consideração a composição dos alunos aqui do mancala a área de agricultura e saúde que eu acredito que vai se animar o interesse para todos para a maioria pelo menos e na área de física né então por exemplo agricultura e saúde a gente tem a Embrapa né como uma grande potência nessa área Veja por exemplo na área de cooperação internacional da Embrapa esse mapa que mostra a área de atuação Lembrar para no mundo né nessa faixa aí dos
trópicos então é algo de a gente realmente se orgulhar né a gente tem um centro de promoção em pesquisa na área de Agricultura e Pecuária tão importante quanto a Embrapa né a gente tem o nosso Instituto Butantã que foi fundamental na produção da das primeiras gerações de vacina né contra a Covid por exemplo um instituto Fiocruz né Oswaldo Cruz esse esse nct biocini Nacional de ciências tecnologia em biologia sintética né Isso aí é um lugar interessante né que acho que é um espaço que convida vocês aí a darem uma olhada né nas iniciativas nessa área
né E como eu falei essa área de biologia sintética eu acho que ela abre portas para uma série de saltos que a gente pode dar qualitativos aí né fazer um país Mega diverso tem Uma genético aqui enorme né no Brasil por conta da biodiversidade aí da dos nossos biomas e tudo é natural que o Brasil se torne um país cada vez mais relevante nessa área né acho que a gente não poderia ficar para trás e foi criado aí recentemente esse centro Brasil China de genômica Então veja também a China se projetando nessa área né e
evidentemente que para China também cooperar com o Brasil nessa área parte também de interesse da China Justamente Na nossa riqueza genética né então é veja que a cooperação ela é sempre uma via de Mão Dupla né E nessa área de física eu separei isso aqui basicamente entre Grandes projetos de física satélites grandes telescópios observatórios né Não sei se você já ouviram falar dos sírios né que é o nosso acelerador de luz cinto né que fica em São Paulo os cílios tem a história muito bonita né Porque ele começou lá atrás ela botou assim os mais
importantes do Hemisfério Sul né hoje ele tem um acho que elas são dele talvez a maior luminosidade que se oferece no mundo para essa área e o acelerador de luz ele também tem relevância para a área da maioria dos Senhores aí engenharia de biologia também porque serve justamente para caracterização de materiais de amostras biológicas Um microscópio muito poderoso né a luz dos sírios e o a forma de os cílios operar guardando as suas proporções Claro é próxima por exemplo do Cerne né claro nosso escala menor mas o que eu quero dizer é que ele tem
uma infraestrutura né com esses peixes de luz simples você tem usuários que vão submeter projetos de pesquisa né você faz você escreve um projeto esse projeto ele é avaliado em seu mérito científico na sua viabilidade técnica né E aí você Recebe então alocação de tempo né de máquina para você poder num dos braços desse desse acelerador coloca lá seu experimento a sua estação de trabalho e aí você faz essa coleta de dados você faz a sua caracterização E aí você publica os seus artigos e tudo isso né de forma o seu conhecimento mas fazendo isso
em colaboração né normalmente você quando vai acessar uma infraestrutura desse tamanho aqui Você já tá trabalhando com Outros pesquisadores né de outras universidades seja no Brasil seja na América Latina seja no sul global ou ainda com os países também desenvolvido do Norte Global mas eu coloco isso aqui como um exemplo muito positivo né que é outra coisa que eu acho que a gente também pode também a tentar replicar tem o cybers Né que é o é um projeto de produção de satélites né de observação feito bilateralmente com a China né esse projeto eles existe já
a Pelo menos umas três décadas né E já passou por várias gerações várias várias melhorias e um dos projetos assim dentro do cybers é justamente observar o desmatamento na Amazônia né cobertura de biomas então você pode também tentar acessar os dados né que vem nesse satélite justamente para o seu trabalho né junto com e outras pessoas brasileiras né aí você tem O prato que agora já não me lembro mais o que que é mas deve ser também algo nessa área de observatórios né como Pier algema que fica fica no Chile né Você tem um telescópio
bingo que também é uma colaboração internacional enorme que tá sendo construído Você tem o dono você também tem laboratório Observatório Brasil a gente na Lhama Então veja que o Brasil tá produzindo infraestrutura junto com outros países Seja o seu território nacional seja na América Latina é justamente a gente poder fazer pesquisa de alto impacto de alto nível e a henna Fight a rede nacional de física de altas energias né A partir dessa rede o Brasil possui aí instituições que colaboram justamente com cerne conforme com outros centros de física de altas energias e a gente colabora
muito nesse âmbito com Análise de dados com construção também de parte da instrumentação científica disso então isso poderia também se reverter dividendos aí para a gente poder justamente capacitar nossa mão de obra criar uma criar uma uma cadeia né de produção Nacional também de componentes enfim eu tava recentemente né fazendo só uma ponte agora aqui com essa questão de biologia sintética e tudo isso existe aí um ecossistema de empresas né Mais ou menos umas 100 empresas espalhadas pelo mundo que já são capazes de fazer DNA sintético né então você você encomenda aí uma cadeia né
de base né de DNA sei lá 200 bases 300 bases você escreve aquela sequência lá né daquelas bases nitrogenadas E aí você você programa aquilo ali você coloca uma sequência e você manda para empresa a empresa imprime para você Digamos assim uma cadeia de DNA que tá pronta né e eu não tenho certeza mas muito provavelmente não devemos ter empresas brasileiras que oferecem esse tipo de serviço né então seria interessante né a gente também se inserir nisso poder também produzir esse tipo de tecnologia né numa área que é tão estratégica para o Brasil né Tem
um outro projeto que não tá aí porque não tá pronto ainda mas eu acho Que fica também para uma avaliação aí é o reator muito propósito Brasileiro né que tá sendo construído lá em São Paulo né em Iperó esse reator muito propósito é bom não dos propósitos dele vai ser Justamente na área de física médica da produção de radiofármacos né para tratamento de câncer para diagnóstico né então você tem aí também uma potencial de se criar um centro internacional de pesquisa de neutrons etc e que vai ser muito Multidisciplinar vai ser vai ser uma um
projeto que vai envolver aí também pessoas que com conhecimento na área de saúde né ciências biológicas engenharia de Materiais etc então a gente também tá tentando justamente por meio desses projetos Aumentar o nosso perfil né de internacionalização o próximo slide que eu queria mostrar para vocês sobre fundos fundos de pesquisa internacionais aí eu coloquei só alguns links né porque Aí basicamente é o tipo de material que de consulta quer dizer Ah eu quero fazer um projeto científico mas eu não tenho é como financiar esse projeto tão facilmente onde é que eu procuro então é agências
de fomento né aí no Brasil a gente tem Cap CNPQ aí tem lá em São Paulo a Fapesp cada estado tem né o seu fundo de Amparo a pesquisa né mas eu coloquei aí três links que amplia bastante né o escopo das agências de Fomento né claro que para cada caso é preciso ver justamente os critérios de elegibilidade né Às vezes tem projetos que são direcionados inclusive para instituições da América Latina do Sul Global né mas aí eu convido vocês a dar uma olhada aí quando vocês tiverem interesse né fica como referência E aí eu
coloquei aí [Música] uma frase né que eu tirei desse desses Fundos aqui que esse eu Achei interessante quer dizer veja como tem uma questão geopolítica aí no meio né porque a cooperação científica ela é também lida como uma estratégia também de execução de política externa né quer dizer a cooperação internacional ela é uma ferramenta de política externa né os países que oferecem cooperação e tudo isso eles não fazem isso de maneira desinteressada e a comparação científica ela é digamos assim nesse kit de ferramentas ela é uma Das Ferramentas digamos assim né E aí quer dizer
aquilo que eu tava falando vocês vejam que a China vem se posicionando aumentando a sua produção em pesquisa na verdade matemática na área de genética etc fazendo Projeto de Recuperação satélites com Brasil enfim na área espacial na área de Inteligência Artificial E aí o que que a gente vê aqui né isso Na Perspectiva é importante a gente entender a perspectiva do outro né quer dizer se a Europa quisesse se tornar mais competitiva ela precisa cooperar com países cada vez mais inovadores né com potencial de inovação tais como China e Brasil fala esse professor aí que
é um espécie de consultor da União Europeia nessa área de cooperação internacional então dá perspectiva europeia eles eles querem continuar Se mantendo relevantes competitivos e eles estão identificando que a China e o Brasil são países com os quais eles gostariam de estreitar os laços de cooperação e eu coloco isso aqui porque são orientação que ela começa no nível político e depois isso aí se converte em financiamento a pesquisa e aí isso se converte a financiamento se converte a editais aí vocês tem que ver o tema de referência do edital E aí você entende Por que
que tá esse termo de referência são específicos para Tais países porque isso vende uma deliberação política tá então eu coloco isso para vocês para a gente também ficar alerta um pouco para esse contexto da política um pouco maior né E aí esse estudo de caso aqui nosso né da do Brasil eu achei muito interessante né quando eu comecei na minha pesquisar que o Brasil possui essa empresa brasileira de Pesquisa inovação industrial embrapi e ela coordena então uma rede né de institutos de pesquisa no Brasil e aí no guarda-chuva da embrap está o Senai Cimatec e
no Senai Cimatec você tem né nesse centro de informação as áreas de interesse vejam vocês aí se tem algo que com qual você se identifica né software supercoptação biotecnologia e saúde manufatura avançada mobilidade Infraestrutura robótica automação micro Pequenas Empresas Novos Produtos materiais e metrologia energia e sustentabilidade Então essas são as áreas centrais aqui do Senai Cimatec E aí eu fazendo uma busca né dentro do próprio site do Senai Cimatec eu vi que a instituição ela tem uma rede de colaboração científica formidável né com Universidade de primeira linha na Alemanha aqui nos Estados Unidos né então
quando a gente pensa em fazer Cooperação por meio de instituições de pesquisa universidades é sempre importante ver o que é que já existe né Quais são as Universidades que já colaboram tradicionalmente com as nossas né E aí a gente a gente vai abrindo os caminhos né mas eu convido vocês a dar uma olhada no Senai Cimatec porque eu acho que tem aí um potencial interessante né porque aí a gente já foge um pouco da produção científica pura já começa a entrar Também na área aplicada inovação né o setor produtivo a gente já tá falando daqui
daqui a pouco a produção de novos processos geração de patentes né e tudo isso aí tá nesse grande contexto também da internacionalização da pesquisa né e os últimos slides que eu tinha aqui para trazer para vocês um pouco a pedido aí né da Rosane né e o Léo também mencionou é o Projeto Negritude brasileira no phd né aqui é o a página no Instagram do projeto também Convido vocês a seguirem a página né Essa iniciativa ela foi idealizada pela Doutora nicéia Mauro que semana passada agora nos deixou né fiquei muito muito triste com essa notícia
né disseram a pessoa muito especial ela foi a presidente da nossa Associação Brasileira de pesquisadores negros né e eu a conheci nesse contexto ela ela inicialmente ela idealizou né esse projeto Negritude brasileiro no phd né que pretende contribuir para Preparação de brasileiros negros né a seleção pós-graduação no exterior um dos focos é os Estados Unidos né a gente tem aí vários doutorandos vários professores vários acadêmicos negros né que passaram aqui pelos Estados Unidos e esse projeto ele ele envolve basicamente um ciclo de Formação né ele já tá na terceira Edição né então a gente foi
refinando ele foi melhorando E aí Divide isso em módulos né E são encontros virtuais e a gente vai Mostrando o Caminho das Pedras para um estudante brasileiro que queira por exemplo fazer um doutorado no exterior como eu falei com foco nos Estados Unidos né então por exemplo desde preparar um currículo fazer uma carta de apresentação como é que faz a questão da como é que se prepara para a prova de proficiência em inglês Quais são as Universidades que já tem um contato com pensadores brasileiros que Tem um interesse especial né E aí a gente formatou
isso no curso né tudo isso sobre a orientação da nicéia né a idealização da nicéia e o projeto cada cada ano tá melhor tá crescendo né o mancala o mancala é uma instrução parceira né do Negritude brasileira no phd então a Rosane né o Léo Igor a Bruna também não saber da informações adicionais aí para os interessados Mas o que eu acho interessante aí é que Para fazer o apóstolorização no exterior Também quem tá quem tá aí na graduação o que tá começando a fazer um mestrado é bom já começar a pensar nisso a pessoa
tem Realmente esse interesse porque é uma construção né você vai adquirir justamente as ferramentas os conhecimentos necessários para você poder Navegar isso aí né deixa a preparação para um toffel desde os debate né que é uma prova que para Quem vai fazer a pós-graduação em exatas nos Estados Unidos é exigido a prova de exatas assim né que você precisa fazer e tal aí os recursos onde se preparar como se preparar E aí você vai aos poucos ganhando essa noção né e a gente tá aqui também tá criando uma rede né de de pessoas negras né
na academia que tem essa exposição que tem essa vivência internacional porque é isso aí também é fundamental para a manutenção e a sustentabilidade também Das nossas próprias iniciativas né então eu acho que isso aí É bem interessante eu convido vocês a tiverem interessados né a dar uma olhada nesse nessa iniciativa em termos aqui de algumas dicas e reflexões finais né isso aqui ficou meio Popurri de ideias mas eu vou tentar ir uma por uma né atentar para a política interna das colaborações internacionais né e é isso Aí eu falo por experiência própria né existe embutido
nisso aí uma lógica Norte Sul né ou seja existe também uma divisão do trabalho da cooperação científica internacional [Música] temos muito clássicos você tem aqueles países centrais que detém aí a infraestrutura tem os meios detém a maior parte né da questão financeira envolvida na pesquisa né E você tem Outros atores que estão na periferia né dessa dessa estrutura e que vão dar sua contribuição Mas vamos dar uma contribuição que digamos assim essas pessoas não tão sentadas nas mesas dos processos decisórios principais da condução dessa pesquisa e também tem uma questão importante ligada a propriedade intelectual
a autoria né aqui vai levar o crédito por essas Coisas então eu digo que a gente precisa Estar atento Por isso que eu gosto de a gente ter nossos projetos no Brasil e atrair os pesquisadores estrangeiros para o Brasil porque a gente vai estar jogando em casa né com as nossas regras então a gente Claro a gente manda pessoas para fora mas a gente também quer fazer uma troca e também quer ter um pouco protagonismo né digamos assim na condição das pesquisas então Quando vocês tiverem em grandes projetos de cooperação científica internacional aí não esqueçam
dessa dica aí da questão de política interna né a ciência ela também é uma atividade que requer um pouco de política né isso aí eu fui aprendendo ao longo da vida a gente quando entra né Na graduação vai fazer uma voz uma estrada um doutorado a gente fica muito focado na na técnica na substância no conhecimento em si a gente Às vezes esquece de atentar para essas questões mas é eu faço esse convite para vocês um outro ponto que que eu também tenho um pouco de preocupação é com o risco de brandream né que venha
ser a perda de cérebros né que é o recurso mais importante né não são os equipamentos Não não é o acelerador não é o detector não é o microscópio são as pessoas é o conhecimento das pessoas a cabeça das pessoas a motivação das pessoas e eu Acho uma tragédia né quando quando você tem situações de corte em pesquisa no Brasil e os pesquisadores brasileiros não venham outra alternativa para continuar suas pesquisas Se não sair do Brasil e quando saio muitas vezes encontram um excelentes condições de trabalho e não dá para criticar porque realmente tem lugares
que enfim tem muita infraestrutura tem Tem dinheiro tem condições tem um time tem equipe tem técnico tem tudo para você e você vai Você vai fazer a sua melhor ciência você vai fazer aquilo que você sabe fazer melhor né então muitas vezes aqueles pesquisadores que devem ficar no Brasil voltado para o Brasil fazem muito mais enfim acho que nutridos de um sentimento Assim de patriotismo uma coisa meio heroica né É porque se você for olhar do ponto de vista puramente da produção científica os cientistas independentemente de sua Nacionalidade eles vão sempre procurar querer fazer a
ciência no melhor lugar onde tem as melhores condições para você poder fazer seu trabalho então esse risco de vem não é um risco da pessoa é um risco muito mais sistêmico e que envolve atores públicos Envolve desenho de política pública que seja sustentável Eu coloquei isso aqui assim só para a gente também ter isso em mente né Eu acho que eu comentei por alto essa questão da produção de propriedade Intelectual né a gente também não pode não pode ser ingênuo né no mundo de hoje né essas questões de pesquisa e gravação elas também estão atreladas
as funções sobre a produção e proteção de propriedade intelectual patentes etc Então quando você quando você tá produzindo ciência de maneira colaborativa existe em termos né de contratos digamos assim onde vão ser delineados justamente essas questões de propriedade Intelectual e eu também convido vocês a darem uma esmiuçada Nisso porque a enfim principalmente a maioria dos alunos aí que são dessa área das ciências biológicas e tal é uma área onde tem um potencial enorme né de produção de novos processos de novos conhecimentos novos materiais né então vocês poderão também se verem confrontados com a necessidade de
proteger também a pesquisa de vocês né então fica também essa esse Alerta né Aqui já é uma um pouco derivado também da minha experiência da minha experiência pessoal Cuidado para não ficar tempo demais como pode doc são alerta porque a gente é difícil né a gente vai fazer uma graduação mais trago doutorado vai fazer uma pós-doc para dar aquela enriquecida no currículo publicar e tudo isso e evidente que a gente quer né quem tá aqui entra nessa área quer o sonho de uma maioria dos pesquisadores é sei lá Passar no concurso se tornar o professor
universitário só não pesquisador no centro de pesquisa e tudo isso na orientar alunos mas tem ficado cada vez mais difícil né conseguir conseguir se posicionar se colocar na academia né os concursos são extremamente competitivos E aí as pessoas vão ficando né como pós-doca durante muito tempo e tal Eu conheço eu conheço gente que já se aposentou Como pode doar quer dizer fez fez fez o mestrado fez o Doutorado né E aí faz um pastor 23 anos depois faz as outras mais dois três anos ou então vai ficando ali aí depende do orientador né do do
chefe de pesquisa aí enquanto aquela aquela aquele fundo Aquela bolsa vai sendo Renovada o chefe precisa vai vai te mantendo ali e tal e quando você vê podem passar 10 anos né e assim eu acho que o pós-doc deveria ser algo assim uma experiência né complementa a sua formação doutorado Você vai ampliar sua rede de contatos você vai ganhar mais autonomia mais independência tudo isso mas eu acho que eu posso dar o que deveria se tornar tipo então eu isso no Brasil isso no exterior não importa onde né eu falo isso até porque em algum
momento se a gente vê que a gente tá parado digamos assim talvez seja o caso de reavaliar realmente né se a gente quer continuar Na pesquisa daquela forma se a gente por exemplo pode ter também tentar trabalhar na indústria né muito de vocês poderiam ser absorvidos né pela própria formação de vocês para além da academia Enfim então fica também essa reflexão e um pouco esse Alerta né Eu também sugiro né que é importante aprender como funciona no detalhe o sistema de grands né de pesquisa e escrita de projetos né Eu coloco isso aqui e quanto
antes a gente aprender melhor né E porque quer dizer Na graduação a gente não aprende na pós muitas vezes numa estrada também não no doutorado também não talvez como pós Rock também não né isso Igor Gostei da dica aí opções de instituições de pesquisa que não são universidades exato exato e deixa eu ver aquela lá ele falou alguma Coisa Vendo cursos não depende somente mas realmente a vontade de desistir é forte então Elaine é eu não tô sugerindo que as pessoas abram a mão dos seus sonhos e virarem pesquisadores de virarem professores universitários eu acho
que é legítimo né siga né mas é como eu te falei assim eu fico preocupado muitas vezes quando a gente fica numa situação vulnerável né Eu quando fui para os doc no primeiro Pós-doc é quer dizer você no exterior muitas vezes o projeto Ele é tratado como como emprego né No Brasil você é um bolsista Então quer dizer você não sabe muito bem Onde você tá aí tem questões previdenciárias envolvidas suas férias enfim questões trabalhistas que não ficam muito bem definidas né Eu não acho que é uma coisa sustentável de longo prazo né as pessoas
também tem outras missões As pessoas querem querem também constituir família querem se fixar no lugar né a gente não pode também achar que que o ser humano é tão fluido é tão é tão magável assim a ponto de né A cada dois três anos sair de um canto e para outro assim sem nenhuma perspectiva né se fixar no lugar acho que a gente a gente não é tão não é tão bom mas assim é Mas voltando esse ponto aqui do sistema de grands Eu acho que isso é estratégico tá eu coloquei isso aqui Porque é
um é uma habilidade que seria importante se adquirir porque um projeto bem escrito é o requisito mínimo hoje para você poder jogar o jogo né E nessa divisão no trabalho que eu falei é você poder tá no lado de quem escreveu Grant conseguiu recurso você tá numa posição de poder né digamos assim muito maior de quem tá na ponta executando né dependendo daquele grande para poder se virar entendeu então Do ponto de vista estratégico eu acho que a gente a gente poderia focar também isso aí né fica uma dica e a última reflexão né que
eu não poderia também deixar de citar aqui é como ser um pesquisador negro um grupo de pesquisa internacionalizados enfim quer dizer nessas áreas onde onde a gente vai atuar né de exatas de engenharias e tal nós somos a maioria né e a gente também enfim todos nós assim como a gente teve dificuldades de enfim De inserção em certos círculos ali sociais né acadêmicos na graduação muitas vezes né você é um dos únicos as únicas pessoas negras né do seu entorno ali tal e isso vai continuar sendo uma constante também no contexto de pesquisa internacional então
é também enfim vai haver casos de discriminação que racismo vai ver questões que que vai ser vai ser Preciso saber lidar né Eu acho que hoje pelo menos as Universidades né as principais universidades estão com programas aí de promoção Adversidade de alertar contra assédio contra o racismo né mas isso é uma luta constante né então acho que isso aí é um ponto né que a gente a gente não tem paz né você vai sofrer racismo no Brasil vai sofrer assim nos Estados Unidos Em qualquer lugar que você foi então é um pouco isso né trazendo
um pouco para essa nossa perspectiva E aí eu coloquei essas duas imagens aqui também eu achei legal né que não sei se você já ouviram falar dessa iniciativa chamada Inteligência Artificial né Isso é uma rede né de pesquisadores negros né na área de Inteligência Artificial da Computação na área de Inteligência Artificial né então também convido aí Aos interessados a dar uma olhada nessa rede de repente ver como como participar disso e tal porque é isso a gente tem que se fortalecer né e do lado do lado de lá do do slide isso aí é uma
foto que eu tirei no de um colega né esse o único branco que tá aí nessa foto né no canto é o niconico ele ele é espanhol né o Nico e é um amigo ou conhecia muito quando tava falando no pós-doc Lá em Vancouver Ele também fez doutorado no Reino Unido foi Liverpool ele fez doutorado dele depois ele foi fazer o apóstolock dele e a gente se conheceu lá e depois ele recebeu um convite ele virou professor de física na África do Sul se eu não me engano na cidade do cabo e o Nico assim
ele é um cara também muito empolgado cheio de ideias e quer fazer a diferença e tal e ele tá lá dando Contribuição dele né criando um grupo de pesquisa né África do Sul depois do Apartheid também tem tem tido políticas né de inclusão né da populações negras né em vários espaços Então você tem hoje aí um grupo muito forte de pesquisadores em física nuclear lá da África do Sul uma geração que está sendo treinada lá pelo Nico e o Nico conseguiu também criar uma cooperação entre a África do Sul e o cerne né Então essa
foto aí é uma foto com esses Pesquisadores negros africanos da África do Sul né lá lá em Genebra fazendo fazendo física né com o pessoal lá do servo e eu achei genial quer dizer é o espírito da cooperação científica da contribuição que a gente pode dar e da presença também das pessoas negras desses espaços né então é o último slide que eu tenho aqui é esse slide aqui não sei se você já ouviram falar disso aqui mas enfim é esse esse artigo ele foi publicado Quando da descoberta do Bose de redes lá no Serra e
eu acho que é essa lista é a lista dos autores do trabalho e assim eu tenho certeza de que é isso não é tudo provavelmente deve ter mais umas duas três páginas só com os autores antes de chegar no texto do artigo né e Imagine que você tem aí uma pessoa sei lá fulano de tal que tá aí Aí você pergunta mas quem fez o quê nesse trabalho né Quem é responsável pelo que Né como é que você atribui a sua parte nessa cooperação aí né Essa discussão é uma discussão um pouco filosófica também porque
nesses Grandes projetos científicos Você tem uma tendência cada vez maior de ter colaborações enormes é mil pessoas Principalmente nesse trabalho de física e outras energias né os trabalhos que eu fiz né nem tinha tanta gente assim mas também já era um número razoável assim umas 20 30 pessoas e algumas vezes assim E cara assim as pessoas não contribuem exatamente na mesma medida da mesma forma né então quem leva o crédito né quem é que é o líder desse negócio aí quem é que realmente é a mente que está por trás disso tudo não tem né
então é uma coisa é uma coisa interessante para a gente pensar também né porque isso tem Impacto também na enfim nas próprias métricas que são Utilizadas para para avaliação né do trabalho do pesquisador da qualidade da pesquisa das instituições quer dizer você vai colocar o seu currículo que você trabalhou nesses projetos que você publicou um monte de artigo mas é difícil saber exatamente o que foi que você fez e então e se todo mundo tá em todos os artigos Então qual o critério de diferenciação também né então não dá para saber Então eu acho que
o que eu tinha de Slide por hoje era isso né agradeço a atenção de todos de todos ficam à disposição para a gente continuar nossa conversa aqui né tiverem dúvidas a gente pode agora conversar abrir para perguntas e aí eu passo a palavra de volta aí para o moderador Obrigada Ernesto muito boa a palestra E você tava falando aqui já tava aqui entrando no Black aqui e vendo aqui me escrevendo que eles têm já uma página que você pode muito bem a Entrar enfim Muito boa essa dica obrigado gostaria muito que as pessoas abrisse a
câmera e vamos interagir com o Ernesto né e enfim e enga galo porque a experiência dele acho que se mostrou como ele bem mostrou aí é muito interessante essa questão da internacionalização da pesquisa é muito importante para qualquer um que seja até porque muitos recursos para conduzir uma boa pesquisa estão fora né enfim pontuou o Investimento no Brasil ao longo do tempo vem diminuindo e pesquisa na nossa área requer um bom Laboratórios né e Constância no investimento Então acho que o que nós trouxe aí foi muito bom aí eu queria que as pessoas né se
manifestasse e achava comentasse o que achou e enfim perguntasse também vamos enquanto o pessoal não se manifesta deixa eu falar uma coisa eu fico muito Feliz né de estar fazendo parte disso toda vez que Ernesto fala porque assim de ter essa coincidência principalmente na vida da gente todo mundo se conhecer né que na verdade é uma pessoa envolvida em tudo né ele tá Diplomata nos Estados Unidos mas ele tá sempre contribuindo aí para para evolução da nossa ciência principalmente da ciência negra né tá em várias frentes aí eu não sei se Negritude é colaborando com
serrapilheira é fazendo um monte de Coisa e com mancala né Principalmente aqui com a gente agora então eu fico assim muito honrado né porque Ernesto traz uma experiência gigantesca na área na área dele e também de uma forma Ampla né da gente ver como como a ciência ela pode ter levar papéis diferentes então ele acumulou todo esse conhecimento na física e hoje usa isso que é uma coisa totalmente Inesperada assim usar o conhecimento de física na Diplomacia então para a gente pensar também o papel e o que a gente desenvolve pode ter né e assim
é um é de uma qualidade esse conteúdo que Ernesto traz incrível eu tô muito feliz assim de a gente conseguir proporcionar isso nessa edição do na outra e agora novamente com certeza se se superou aí bastante no que Ele trouxe obrigado não acreditava que seria possível né já já foi muito incrível da da primeira edição e agora Ainda mais muito obrigado eu vou fazer provocação os alunos a vontade Fernanda por favor Olá bom dia gente tudo bem Queria agradecer uma apresentação bastante rica assim estou com muitas coisas na cabeça na verdade você ainda selecionar algumas
coisas aqui que eu queria compartilhar e uma coisa que me chamou atenção já no começo de apresentação aquela lista de lições para internacionalização que você Trouxe né esses pontos de as Universidades precisam planejar internacionalização e pesquisadores brasileiros precisam ter uma postura globalizada né tô hoje numa instituição Federal né no Instituto Federal de São Paulo e a gente tem no Instituto Federal de São Paulo um setor né para internacionalização de da pesquisa e na educação também claro e eu vejo quanto é difícil assim né a gente conseguir realizar esses dois pontos Porque eu não sei eu
não sei como é que a realidade das outras instituições né só tô trabalhando né as outras pessoas Mas o que eu vejo muito é que o corpo docente é que dá conta de tudo sabe E aí o corpo docente muitas vezes não consegue não tem nem esse preparo então assim para mim por exemplo essa muito do que você trouxe aqui é novidade E aí eu fico pensando assim caminhos que dá para a gente seguir se você pode pode contar um pouco mais que caminhos que os Docentes né os pesquisadores podem seguir para para alcançar essa
possibilidade do Instituto Federal para internacionalização mas Quem compõe esse esse corpo né desse setor são os docentes então ali na sala de aula todo dia e eu acho que até para o instituto federal é um pouco mais complicado é multinível né A gente trabalha desde o ensino médio até até a pós-graduação então é muito difícil assim eu acho da Gente conseguir ter essa até esse conhecimento assim essa afirmação muitas possibilidades aqui obrigada mesmo eu respondo as perguntas à medida que elas forem sendo feitas ou vocês preferem juntar várias perguntas sem microfone não eu tô dizendo
Ernesto que Fernanda falou agora tem mais quatro três pessoas eu acho que pode falar responder uma não sei tá bom eu vou fazer assim então Fernanda obrigado pela pergunta eu também estudei Instituto Federal né Depois é que eu fui para Universidade eu tenho uma impressão de que um dos principais caminhos para para a gente ter uma uma internacionalização passa pela construção mesmo das relações humanas né das redes se a gente for olhar né as principais colaborações científicas Elas começaram Por exemplo quando uma pessoa foi fazer um mestrado Fora doutorado fora a pessoa voltou passou no
concurso aí ela tem os seus alunos né os seus orientando aí os seus orientando voltam para aquela universidade para onde aquele pesquisador foi né na sua formação e aí isso vai se multiplicando quando a gente tenta pensar isso é institucionalizar isso é fica em abstrato muitas vezes porque as Universidades elas entre entre si elas Podem muito bem criar essas condições para que os pesquisadores eles eles viajam porque eu acho que é a internacionalização ela ela se dá justamente no fluxo das pessoas né que vão que vem né Por exemplo quando quando eu tava quando eu
tava na minha graduação lá na estação Federal da Paraíba havia uma Assessoria internacional nessa nessa Universidade né E essa Universidade ela tinha convênios de cooperação com outras Instituições E aí entre as quais a Universidade de marchas que foi justamente para onde eu acabei indo como intercambista ainda durante a graduação né mas aí veja foi uma iniciativa discente né os alunos que estavam se inscrevendo para participar desse programa e claro assim tinha suas limitações porque é bolsa não havia não havia nenhum apoio financeiro né tanto que a maioria dos alunos que iam né para os intercâmbios
nessa época tinha uma Família que tinha condições de modelos né eu não tinha então eu fui meio que na cara e na coragem e conseguir me manter né quando a primeira vez que eu fui para Inglaterra trabalhando lá como garçom me virei né mas é mas pelo menos havia o convênio né E aí a coisa do convênio às vezes ela acaba resvalando em questões muito muito particulares mesmo a Universidade de Manchester só tinha esse convênio com a minha universidade porque o assessor Internacional era o inglês que tinha estudado lá casado com a brasileira lá da
Paraíba E aí Abriu essas portas da Universidade de Manchester então assim eu acho que a gente tem que plantar sementes né então por exemplo uma dica que eu poderia dar é tentar mapear na sua instituição entre o corpo docente inicialmente quem já teve alguma experiência internacional de ter feito um intercâmbio numa universidade ter feito um após um Mestrado doutorado um pós-doc né um sanduíche um doutorado quanto dela sei lá e aí é tentar traçar uma estratégia de como essas pessoas podem potencializar essas redes que elas criaram e trazer os seus alunos para dentro dessas cooperações
né os alemães sabem fazer isso muito bem em todos os lugares onde eu andei no Canadá Genebra um príncipe sempre tinha um pesquisador alemão e todo ano esse esse Pesquisador alemão ele trazia alguém da Alemanha algum estudante da Alemanha para fazer um estágio de verão para fazer alguma coisa onde ele tava E aí esse aluno vinha puxava esse aluno esse aluno ficava um tempo depois voltava ou então ficava para fazer após então e aí dessa forma eles preenchem os espaços né então a gente a gente tem que aprender a Preencher esses espaços mesmo né eu
acho que aquela iniciativa do Ciência sem Fronteiras ela ela foi muito Interessante nesse sentido provavelmente é enfim as pessoas que foram lá na primeira edição do CC fronteiras já devem ter terminado seu ciclo de formação como estado com doutorado e vamos ver se isso aí se mantém algo sustentável no longo prazo né que foi também um que chinês fizeram mandaram estudantes para o mundo inteiro né a China hoje é uma potência científica porque ela investiu pesadamente em mandar a gente para fora durante muito Tempo né E só que assim alguns ficaram ficaram mas a maioria
voltou né então a gente também tem que fazer um esforço para que o Brasil também se mantenha atrativo para que os nossos pesquisadores não queiram somente sair ou somente ver o exterior como uma oportunidade de saída né Então é eu acho que são questões que envolvem assim estratégias locais as Universidades do corpo docente tem alguns alunos que que também né o desafio de querer sair de se Jogar isso muitas vezes não é tão simples porque tem a barreira linguística tem o Choque Cultural no caso dos Estudantes negros tem a questão racial também que a gente
como fala a gente toca racismo no Brasil mas vai sofrer também fora do Brasil na Europa nos Estados Unidos né então é difícil né Então a gente a gente tem que a gente tem que insistir né E tem que seguir plantando as sementes acho que essa é um pouco a minha a minha Perspectiva com relação a isso muito bom eu ia fazer uma pergunta mas vou deixar o pessoal fala em cima da gente pergunta de Fernanda foi Fernanda né que perguntou tem uma coisa também que essas redes elas às vezes se estabelecem de forma muito
é que a gente pensa né numa grande cooperação e tal para isso acontecer mas também é como a gente falou tem muita coisa pessoal então tem que conhecer as Pessoas tem que ir no Congresso Internacional e lá falar com as pessoas e às vezes mandar um e-mail né E dizer aí vamos cooperar fazer uma coisa assim né trabalhamos na mesma área que tal sugerir um tema em comum e às vezes abrir essa porta né E também eu diria que fazer uma colisão interna na própria Universidade é importante né ou na instituição que você trabalha porque
quando você vai fazer um tentar fazer uma comparação com O corpo é muito mais efetivo eu vejo isso acontecer apesar de não ainda não ter conseguido fazer na minha instituição Mas isso fica muito mais afetivo você tem mais poder de barganha dentro da universidade e para conseguir né lidar com as instituições internacionais também vamos Evelyn por favor eu acho que tinha uma pessoa antes de mim não ela levantou pelo menos não tá Aqui na lista certeza é você né aqui saiu era você então vai lá então tudo bem vamos lá logo depois de Fernanda Mas
enfim Ernesto Obrigado aí pela pela pelo compartilhamento né nessa manhã acho que minha fala vai muito na direção que Fernanda falou também eu sou professor aqui no Instituto Federal da Bahia e pensei assim a gente também tem uma Assessoria internacional né E ela já Existe aí acho que umas duas décadas e a gente eu percebo que a gente ainda tá engatinhando muito em termos de estratégias de internacionalização acho como bem Fernanda trouxe o a figura do professor barra pesquisador dentro do Instituto Federal é aquele cara que vai fazer tudo vai concentrar tudo ele vai estar
lá em cima na pesquisa na extensão da gestão é a realidade acho que também né acho não com o professor que tá dentro da Universidade não é muito Diferente dos estudos Federais e se não houver um setor dentro da instituição que centralize de certa forma colete demandas e pense estrategicamente enquanto instituição para promover essas trocas eu acho que fica muito complicado a gente conseguir fazer internacionalização na nossa pesquisa né então para essa ideia assim o conhecimento dos editais esses editais de fomento internacional a gente conhece muito através de fuçar por conta própria É recentemente eu
tomei conhecimento de um que eu achei fabuloso que era do Reino Unido também que era relacionado ao incentivo ao desenvolvimento de tecnologias sociais para convivência no semiárido era um valor assim absurdo e as pessoas não escreviam projetos basicamente porque não tomavam conhecimento de que aquilo existia ia ser um valor muito grande dinheiro sobrava sabe então assim isso não é isso isso acaba sendo muito recorrente aqui Na nossa realidade porque falta visão estratégica de como que a gente se torna bom nesse processo né de tentar buscar essa grana e trazer para cá e pensar em estratégias
para lidar com os nossos problemas aqui com essa grana que vem fora então eu percebo que apesar da existência dessas assessorias dentro dos institutos das Universidades Parece que ainda há um não não existe na verdade pelo menos Falando muito da realidade daquilo que eu vivo na Bahia uma uma sistematização de estratégias que promova esses que promova esses diálogos né E promova também a ascensão desses pesquisadores dentro de um cenário mais internacional parece que a gente ainda tá engatinhando em tudo isso e não sabe exatamente como lidar com as nossas demandas internas existe um projeto de
desenvolvimento institucional que é renovada a cada 4 anos a internacionalização sempre tá lá E aí a medida que você vai passando os ciclos de quatro em quatro anos você fala pera aí mas o quanto que nós de fato avançamos nesse sentido o quanto que de fato nos tornamos uma instituição com renome internacional o quanto que os nossos pesquisadores estão indo e de lá estão vindo quando que estamos vivendo nossos estudantes e recebendo estudantes muito a quem ainda do nosso potencial né então eu acho que é preciso muito investimento nessa coisa da comunicação E do pensar
instituição de forma estratégica né onde Queremos nos situar nesse cenário então é muito mais um complemento mesmo a sua fala aí E aproveitando a provocação Fernando trouxe perfeito Jefferson perfeito obrigado pelos comentários e eu acho que isso também já deu até o mapa do caminho aí né de como pensar isso sistemáticamente né E aí enfim métricas né quer dizer Quanto que a gente tem de definir a métrica que Estabeleça o grau do internacionalização das instituição e acompanhar isso ao longo do tempo né A partir Justamente esse parâmetros que você dele nem Oi então seria uma
maneira né E aí fazer os ajustes no meio do caminho para ver se tá no tá indo na direção correta né mas é sim pensar em termos institucionais é importante eu acho que não dá para ser no varejo também né a gente tem que Pensar grande né É como também é curioso porque não dá para pensar só no nível de instituição né hoje quer dizer eu trabalho no ministério a gente vê a coisa no nível mais da Floresta né então a gente tem que pensar em estratégia de extensão do país né E aí usar as
estruturas que a gente tem das instituições e saber colocar essas instituições para jogar esse jogo né Cada um com as suas fortalezas né então Na verdade é um pensamento que tem que ter um sistema de sistemas né tem um sistema local vai ter que ter um sistema Regional vai ter que ter um Sistema Nacional por setores e tal e seguir acompanhando isso ao longo do tempo mas é Um Desafio realmente eu vi um comentário aqui escrito da Ilana eu fiquei feliz com esse comentário que ela disse que fez essa sem fronteiras participou também do programa
lá Negritude phd então agora fazendo doutorado na universidade da Flórida aqui nos Estados Unidos e ela disse né que tem a primeira experiência depois a rede Negritude conversar com as pessoas que estão fora foram essenciais para buscar essa oportunidade que estou vendo agora é isso uma parte também do que a gente está tentando fazer é mostrar para os estudantes que é possível né então é isso tem o pensamento da da floresta mas também tem O pensamento das árvores e das folhinhas né então nós pesquisadores somos as folhinhas os estudantes são as sementes Então a gente
tem que tem que pensar de baixo para cima de cima para baixo de todos os lados e eu acho que é um pouco isso assim mostrar que é possível e eu não falei mas enfim eu vou falar agora quer dizer quando a gente é jovem tá com 20 e Poucos Anos é o momento da vida da gente realmente tentar se aventurar e e enfim tomar Risco né então fazer uma exposição internacional é ela ela vem com alguns riscos mas é eu acho que vale a pena né então a gente tem que se jogar né enquanto
a gente tem tem mais mais flexibilidade não tem tantas obrigações família criança e tal né então eu faço esse apelo assim né que essa estratégia internacionalização partindo dos jovens assim sei lá deixa o próprio ensino médio Se for possível né procura uma bolsa então acaba alguma oportunidade Mas tendo essa oportunidade e não deixa ela passar Obrigado Ernesto você é um comentário também nessa linha que o Jefferson levantou Mas é uma crítica a nós mesmo aqui pesquisadora do Brasil acho que como eu tenho muito contato com outros pesquisadores né eu faço parte de uma rede nada
de petróleo e eu vejo que as pessoas reclamam muito mas somos muito apáticos acho que tem que ter uma pressão maior dos pesquisadores em Relação aos governamentais Como Jesus colocou mesmo eu sou muito decepcionado com o estado da Bahia é muito parecido e ciência porque ia de esquerda Essa coisa é de esquerda galera que eu conheço que né que a gente conversou que a gente trocou ideia na na nas ruas nos debates mas quando chegou lá enfim não sei se foi né quando chegou na área né Já era pra área da Ciência da pesquisa das
Fundações não sei se foram cortados ou de cima para baixo não Permitiu mas a gente realmente ficam para trás na Bahia acho que ficou para trás bastante né nesse campo de ser internacionalizar e trazer outros Pescadores pesquisa na Bahia minha sensação é essa enfim eu tô fazendo um levantamento de estatístico disso para provar que a baía ficou para trás para botar isso em termos de números né mas enfim era outra outra coisa que eu queria pontuar agora Evelyn Embora esteja Renato levantado aqui a Mão eu acho que quando a pessoa levanta Abre a Câmera ele
cai a mão né Acho que Os questionamentos também comentários vem nesses mesmo sentidos assim porque e é uma coisa que eu queria comentar que o Ernesto Já falou um pouco da própria trajetória dele de como ele se sentiu nesse processo todo porque né colocou eu entendi que ele se formou em 2005 né eu tava entrando na universidade em 2005 e aí a gente sempre fica Pensando que ah né o quanto antes as coisas eram mais difíceis e uma tendência de e se abrindo os caminhos mas a gente sabe que ainda tem muito caminho para abrir
E aí pensar né como é que as pessoas conseguiam fazer antes e hoje a gente já acha que é difícil né Então e não ter o exemplo e tal e eu acho que eu não sou professora mas né eu tenho visto aqui tem muitos professores e o papel do professor ele na minha vida por exemplo foi Fundamental foi um professor de Ensino Médio que falou não por que que você não vai prestar um vestibular para uma universidade pública e se não fosse essa provocação eu não teria ido fazer esse vestibular Então acho que né mesmo
que com as mil dificuldades e tal Às vezes uma simples fala né que a gente pode ter para estimular um grupo ali pode a gente não sabe né mas ali não é de longo prazo pode ser muito diferente então acho que agradecer também né O Ernesto por Dividir a experiência dele mas acho que a gente também tem um pouco nessa na cabeça Essa provocação de como a gente ajuda a construir essas redes e fortalecer as redes que já existem porque não dá para a gente ficar num lugar de as pessoas têm lógico tem um elemento
do individual muito forte né quem se desperta para isso e vai atrás mas a dificuldades são muito grandes para mesmo para quem tá com essa vontade de Ir atrás né então acho que a gente pensar isso a média longo prazo das redes como o Léo falou é bem importante mas era mais isso né como começou mais pessoas levantarem a mão eu acho legal massa continue assim mas não do tempo aí Eu acho que eu poderia mudar de dinâmica mas eu pacote certo vai lá certo Renato por favor aí você comentou de vez aí quando você
quiser confortável Por favor [Música] primeiro agradecer muito obrigado por você tá compartilhando as suas experiências foi realmente abrir um mundo aqui na minha cabeça de possibilidade e é o meu questionamento é claro ele segue dentro da linha de que todo mundo já falou aqui a gente fala sobre as poucas oportunidades que eu vejo ou acompanhei ao longo da minha vida acadêmica sempre foram através de Uma instituição enfim e quando tinha possibilidade então era pelo ciências sem fronteira enfim ou alguma outra parceria E aí é o meu questionamento que eu não sei se você acredito que
sim que você vai conseguir falar sobre ou talvez desmistificáveis ao que eu tenho se existe a possibilidade de internacionalizar a própria carreira acadêmica científica não estando ligado através de um programa desses através das instituições por exemplo a própria Pessoa por si só para outros caminhos do qual que não seja uma um programa de internacionalização dentro da sua própria faculdade e eu falo sobre isso em relação ao momento agora na academia saindo do mestrado e entre esse lindo de fazer doutorado ou não E aí eu fiquei pensando nisso se as poucas possibilidades pelo menos acho que
eu conheço são sempre voltadas um link uma universidade fazendo um link com alguma outra Universidade no exterior e se Existe caminho por fora disso esse caminho é mais difícil ou não ele nem existe pode falar também Bom dia a todos Meu microfone está funcionando tá tudo certinho Bom dia a todos Ernesto obrigado pela pela palestra pela explanação foi muito enriquecedora e me vieram assim alguns questionamentos sabe é porque o que eu vejo assim principalmente na minha experiência de Internacionalização é que nós brasileiros somos bem vistos no mundo inteiro em termos de pesquisa né porque a
gente consegue dar conta do recado só que tem o viés do próprio país que a falta de investimento que eu acho que é o cerne de tudo né porque esse investimento ele não não é só para promover essa internacionalização mas para mantê-la que eu acho que a grande dificuldade do país porque ela cria essa ponte só que depois Essa ligação ela não é mantida as ideias trazidas elas não são aplicadas então eu acredito que é uma das Ferramentas que talvez poderia ajudar a solucionar isso seria que o investimento em Ciência e Tecnologia ela passasse a
ser uma política de estado e não de governo né porque a gente percebe bem qual é difícil a gente ir para fora ir para o exterior e o mais difícil ainda é aplicar aquilo que a gente aprendeu e entrou em contato no nosso próprio país Isso eu vou muito mais além do que o próprio é técnica as metodologias científicas mas cultural também porque a gente vai percebendo olha eles fazem dessa forma que olha esse essa forma aqui também tem resultado e quem sabe talvez é para o Brasil se tornar né um chamariz de internacionalização Quem
sabe a gente investir nas coisas que nós temos experiências né Como diz aquele bordão é a NASA precisa estudar o brasileiro de fato precisa porque nós Somos muito inventivos nós fazemos muito com muito pouco então quem sabe vender essas ideias né inventivas para o exterior como uma forma de chamar espessa para essa internacionalização só que para isso eu acredito que falta muito investimento ainda tanto na formação dessas ligações desses vínculos quanto na manutenção deles que eu acho que é De grande valia e de maior importância para o desenvolvimento do nosso próprio país E da gente
enquanto pesquisadores docentes né então eu acredito que essa internacionalização ela melhorou muito nos últimos anos né inegável muito só que eu acho que ainda falta essa questão da manutenção Porque aí as pessoas elas vão elas se qualificam mas elas não conseguem ter condições de se manterem no próprio país eu acredito que isso a gente precisava discutir num ponto se transformar numa política de estado independente do governo ele deveria Manter minimamente aquela estrutura e aquelas ferramentas para essa internacionalização sabe e que algo quer nos cobrar do tempo inteiro os programas de pós-graduação internacionalização internacionalização e quando
você vai ver não tem nenhum recurso para te proporcionar isso então é algo que é bastante desafiador eu gostaria de agradecer porque me trouxe assim é muitos esclarecimentos e também me Colocou muitas dúvidas porque eu acho que são com essas dúvidas que a gente vai crescendo e vai obtendo né novas respostas e novos caminhos Muito obrigado Ernesto acho que cabe responder essas três porque depois Fernanda volta e pode ser bom eu ouvi com muita atenção é os comentários é da Evelyn do Renato do Cosmo eu eu tenho impressão de que a Evelyn fizeram mais comentários
em Termos laterais né Não sei se ficou o questionamento assim para eu responder mas eu posso também comentar em cima né Dos comentários mas eu queria só começar com a pergunta do Renato né se teria como se criar um caminho fora né dos vínculos entre as Universidades para um estudante que queira que queira sair né Eu acho que isso é possível Renato talvez vai ser um pouco mais difícil mas é possível eu acho que por exemplo a ideia do Negritude phd era um pouco era um pouco essa a gente mostrar para os alunos estratégias né
de como escrever uma boa carta de apresentação Como fazer o seu currículo como se inscrever nos programas de pós-graduação das Universidades é estrangeiras sobretudo as Americanas né a norte-americanas aumentar sua chance né Você aceita em uma delas Onde conseguir bolsa esse tipo de coisa é possível né do ponto de vista do aluno Então assim Acho que a resposta a resposta em termos concretos assim é possível né como também é possível você também tentar assim internacionalizar digamos assim fora do ambiente acadêmico né existem melhor fora das Universidades né Acho que o próprio setor privado hoje em
dia fora do Brasil tem Instituto de Pesquisa tem o que ele chama de fake thanks Que são espaços onde se absorvem bastante pesquisadores na verdade e mas você tem você escreve enfim recomendações de políticas políticas públicas né é uma usina de ideia digamos assim né é algo que tá mais ou menos entre não é governo mas também não é academia né mas é algo de alto nível que absorve também pessoas mas sim a estratégia também de você conseguir fazer algo fora digamos assim [Música] eu acho que realmente assim os professores eles têm um papel muito
importante também nessa estratégia internacionalização é volta a dizer né muitas vezes é um professor que saiu que estudou fora que tem os seus contatos e tal e que ele que também vai servir de ponte né talvez muito mais o próprio pesquisador o próprio docente o próprio Professor Mais até do que Do que assessora internacional da Universidade eu acho que Assessoria internacional ela vai servir como um espaço de sistematizado demandas de repente essa ideia de ficar com radar né aberto para ver os editais para ver o que que tá acontecendo Celebrar os acordos de cooperação comunicar
isso para a comunidade acadêmica acho que essa questão da comunicação das oportunidades assim aí eu acho que cada Universidade vai ter o seu jeito de Fazer né de repente até Entre As instituições a ver também trocas de melhores práticas de boas experiências de como fazer isso normalmente eu vejo que existe um padrão a divulgação dessas oportunidades internacionais ela não é feita de uma maneira muito ostensiva às vezes fica sabendo por acaso quando você fica sabendo já em cima da hora já passou o prazo né então acho que tem sim muito espaço para Melhorar nesse sentido
né de aprimorar a comunicação mas eu volto a dizer os professores eles também tem um papel aí de servir como ponte né e de orientar os alunos mas ao mesmo tempo também às vezes os professores eles podem também ser aqueles atores que pelo menos na física o que que acaba acontecendo né Eu vi isso acontecendo no meu caso e de outros colegas assim mais Próximos que enfim já não há muitos alunos que chegam ao final da graduação já já enfim os professores dos grupos de pesquisa já ficam meio que disputando os alunos né Por enfim
por bolsas e alunos para conduzir as pesquisas e aí aqueles poucos alunos que tem ainda querem ir embora né às vezes os professores também ficam um pouco um pouco triste digamos assim com essa evasão assim né e muitas vezes eles Recomendam que o aluno não saia tão cedo que fique primeiro faça um mestrado ou faça um doutorado Então faça um sanduíche né do ponto de vista da manutenção da saúde do grupo de pesquisa do pesquisador muitas vezes ele sente uma perda né de cérebro do aluno sai muito cedo então tem que encontrar também uma forma
de manter a troca né esse fluxo né então o aluno ele é faz parte do grupo de pesquisa e a partir daquele grupo Pesquisa tem uma oportunidade internacional daí ele vai ele volta né Passa uma temporada fora então eu acho que que tem que construir isso a partir das relações humanas também né Eu acho que o comentário do Cosme assim Acho que foi bem bem questão Na verdade acho que isso tá bem nas Entrelinhas aqui dos meus slides Se não houve uma política de estado e uma manutenção né dos investimentos das estruturas realmente a gente
não vai nem ser levado A sério né É porque se você a gente tá querendo a gente tá falando aqui de produção científica a gente quer fazer algo de alto nível né então se você quer fazer algo de alto nível competitivo quer atrair também gente quer ser um chamariz né para outros países você tem que ser você tem que se levar a sério você tem que levar o trabalho que você faz a sério tem que colocar realmente recursos e tem que sustentar isso aí no longo prazo né É então é Aí cabe Realmente uma reflexão
sobre uma política de ciências tecnologia uma questão mais institucional mesmo de nível Federal de alto nível mesmo né é o que o que nós podemos fazer né no nível individual enfim tentar fazer o nosso melhor nossa pesquisa né como eu disse fazer pesquisa fazer ciência no Brasil muitas vezes é considerado né eu vi aquela o caso daquela neurocientista Suzane Herculano Cozumel acho que é esse é o nome dela né Uma grande neurocientista uma das melhores da área dela é da USP e Em algum momento os reagentes dela tavam estragando Porque cortavam a luz da do
laboratório não tinha dinheiro para pagar a energia e cortava eu reagente estragava atrasava a pesquisa dela em um ano sabe E aí em algum momento ela se cansou e foi embora ela não tá mais no Brasil né então assim a gente não quer que isso aconteça né a gente realmente quer manter os nossos Bons pesquisadores e tem uma estrutura para que eles façam uma pesquisa no Brasil né então é mas é enfim é isso aí toca em outras questões como eu falei um dos lados que eu coloquei ali de 2014 até 2022 foram 100 Bilhões
de Dólares de reais em cortes enfim com consequências de longo prazo inclusive na nossa sensação internacional nessa área de produção científica né Eu acho que é muita miopia institucional Dos governantes não quando a gente está no momento de restrição orçamentária cortar justamente no local onde todo mundo sabe que é onde realmente você vai ter os maiores ganhos a longo prazo né que é investimento sem as tecnologias todos os países eles que se desenvolveram eles não cortaram eles não economizaram aí eles sabem que isso traz realmente frutos né então a gente tem que insistir fazer pressão
junto aos nossos Governantes né priorizar né então se o gasto ele é restrito a gente dizer olha mas isso aqui a gente não corta aqui né E aí cabe também o poder de obra né de cada setor de defender um pouco seu espaço porque Brasília também não é fácil né a gente sabe como é que funciona Obrigado Fernando por favor eu vou acho que agora de vez em um pouco de tema aqui porque teve um outro ponto da sua fala que me chamou um pouco Atenção e eu fazendo na verdade duas perguntas mas ontem o
outro é uma pergunta acho que um pouco mais da sua trajetória quando você trouxe aquele aquele dado né Brasil promovido a elite da Matemática Mundial eu não sou da área né porque o que a gente vê assim no ensino básico né da Matemática no Brasil é desesperador né assim a gente tem alguns dados né sobre isso educação matemática e é bem comum que os estudantes saem Terminem a educação básica como conhecimento muito abaixo considerada para matemática né E aí por um lado muito feliz com essa notícia né poxa Que bacana não sabia disso e por
outra que você comentasse um pouco isso né esses polos assim completamente diversos uma pesquisa de conta pesquisadores de ponta na matemática produção científica de ponto e enquanto na educação a gente não consegue né fazer o básico são muito muito malucas Fala de novo que em algum momento você queria que você comentasse um pouco dessa sua transição não sei exatamente uma transição da carreira acadêmica para a política institucional como é que como é que foi essa esse caminho como é que foram as adaptações necessárias é isso muito obrigada mais uma vez outra pessoa Oi bom dia
vocês estão me ouvindo direitinho acho que só comprar na verdade A parabenizar né Ernesto pela sua apresentação foi muito interessante muito bacana e trouxe uma questão que acho que a gente eu eu sou professora né da de um centro de ciências agrárias da federal do recôncavo da Bahia e a gente você falou essa questão da gente pensar trazer as pessoas né eu vejo que aqui no nosso programa é muito em função de sempre mandar os estudantes para fora sempre levar mandar mandar e não pensar Nessa política de trazer às vezes até atrás tem atrás né
alguns estudantes na Nível de graduação mas de pós-graduação tem um outro ponto alto que vem e eu percebo muito que na verdade eu também não tenho não fiz nenhum tipo de levantamento nada disso a experiência mesmo pessoal de a gente por exemplo não tem um laboratório em infraestrutura pensando naquele país que tem lá aquela estrela de ponta aí vai vir aquele pesquisador Para cá e o laboratório não tem aquele Facebook que que esse professor vai vir fazer aqui né Então como que ele vai trabalhar aqui dentro dessa não tem um laboratório não tem isso a
gente tem necessidade das vezes básicas de como você fala as vezes queda de energia né da gente ter essa situações acontecem Então como é que a gente traz esse professor mas aí ao mesmo tempo você me abriu também amém assim na cabeça algumas Coisas dessas estratégias que a gente pode ser criada para além do laboratório né Então como que a gente faria né que eu trabalho muito experimental penso muita coisa do laboratório mas para além do laboratório que recurso é esse professor chegasse aqui quais tipos de redes poderiam ser criadas de estratégias criadas para além
do que seria essa pesquisa de laboratório né então eu para mim na verdade o que ficou Muito forte que me fez pensar muito nessa sua apresentação é mudar um pouco essa não mudar né mas incorporar essa esse pensamento essa estratégia de tem como trazer pessoas né como trazer os pesquisadores para nossa instituição para além da gente só investir trabalhar e enviar os nossos a nossa comunidade é isso obrigada Ernesto pode ser o tempo aí só para ter noção aqui caso mais alguém levante a mão eu acho que mais uns 10 minutinhos Pelas perguntas comentários também
né deixa eu começar aqui pela Fernanda realmente é um paradoxo que o Brasil tá na elite da Matemática Mundial assim na produção acadêmica e ao mesmo tempo a gente tem um dos piores resultados em conhecimentos básicos de matemática aí né as nossas crianças mas isso é resultado de uma distorção né da atenção dada pelo estado brasileiro né os recursos destinados e atenção dada Para educação no Brasil né E aí é aquele aquela velha questão você tem no Brasil aniversários públicas federais estaduais e são boas né com professores bem qualificados e que recebem também um salário
com todas as limitações mas receberam recursos durante muitas décadas Né desde os anos 60 70 e e um negligenciamento do ensino básico público né então eu acho que A gente precisa dar uma atenção maior né aumentar essa cultura matemática na sociedade brasileira como um todo né Eu acho que essas duas coisas elas podem andar juntas né porque o que que acontece o Brasil para poder também ter entrado nesse grupo né de Elite da Matemática não foi só por causa do ímpar né claro que o ímpar teve um papel importantíssimo né o Instituto Nacional de matemática
pura e aplicado mas também porque enfim a gente tem Tem aumentado o número de programa de pós-graduação Mestrado doutorado em matemática pelo menos por exemplo né quer dizer antigamente as universidades brasileiras Eram poucas as que tinham programas de pós-graduação né então pesquisas brasileiras ele se formava no Brasil como é que era né Antigamente era assim você fazia a graduação no Brasil sei lá na Universidade do centro do centro-sul do Brasil né Quando dava fazia uma pós-graduação por ali mesmo mas muitas vezes você fazia fora os concursos públicos Na época você podia se inscrever só com
a graduação ou só com mestrado hoje em dia você tem que ser um ninja né tem que ter doutorado pós doutorado não sei quantos artigos publicados não sei o quê o jogo hoje tá muito diferente mas subiu o sarrafo Mas aí o que que acontece nas Universidades Você tem os programas de pós-graduação agora as Universidades estão promovendo problemas de pós-graduação né e recentemente também enfim tem um programa de aprimoramento na formação dos professores né dessa disciplinas matemática né licenciatura bolsas de iniciação científica na área também de educação Com os cortes que aconteceram e agora a
gente está tentando recuperar o tempo perdido né vamos ver se a gente volta a colocar as coisas nos trilhos Mas você você o que eu quero dizer é que a ampliação dessa rede né de pós-graduação no Brasil nessas disciplinas exatas espera-se que isso também acabe tendo estranhamento na formação dos professores ensino básico do ensino médio né E aí também com atenção maior também que o estado deve ter na Educação Básica tá então você também sobe o nível né cultura matemática né naquele naquele extrato ali né da do degrau da formação escolar Então essas duas coisas
Elas entenderam digamos assim a convergir né se a gente se a gente fizer tudo direitinho né a gente não tropeçar no meio do caminho é um pouco isso com relação a transição né da academia eu tô aqui achando curioso porque no fundo muita coisa que a gente está discutindo Aqui eu acabei vivenciando isso e um dos motivos que eu saí da academia tem muito a ver com essas questões que foram levantadas hoje porque quando eu fui fazer minha pós-graduação eu fui para o laboratório que enfim só tinha fora do Brasil eu eu aprendi métodos experimentais
né Eu sou um físico nuclear experimental e aí para só para dar um detalhe para vocês é na área de espectroscopia laser Com os outros radioativos então você tem que ter um centro que produz esses radioativos né aceleradores de partícula você tem que ter Laboratórios espectroscopia beleza são caríssimos né os lasers o sistema de estabilização dos leis é só caríssimos né mas o mais caro mesmo é ter a infraestrutura dos aceleradores que a gente não tem né E aí o que que acontece eu me especializei uma coisa que não tinha como fazer no Brasil né
então Assim eu deixo um recado para vocês assim também quando forem pensar em estudar assim coisas fora do Brasil pensa com muito carinho assim numa área que dê para vocês trabalharem quando voltar né se vocês quiserem se manter na academia ou enfim você pode também mudar de área mas aí é um outro caminho né É sempre o outro caminho eu digo mudar de área dentro dentro da sua própria área de concentração ainda dentro da academia né E é curioso que a matemática ela ela tem uma característica um pouco diferente dessas outras disciplinas mais experimentais é
porque é isso você não tem tanto gasto assim de infraestrutura você investe nas pessoas a pessoa vai em matemática agiz é quadro É caneta né Isso é barato entendeu então eu acho que é por isso também que a gente conseguiu também esse grau de maturidade na matemática Mas assim mas eu falei também eu coloquei no slide aí com alguns projetos né nacionais Grandes projetos científicos nacionais projeto sírios né então assim a gente tem coisas no Brasil né então também não é que tá tudo fora né Mas é com certeza a gente tem que manter recentemente
eu li uma matéria sobre acho que era o laboratório Nacional de computação científica e o Brasil tem um supercomputadores e tal e que tiveram Que desligar porque não estavam conseguindo pagar conta de luz no negócio lá entendeu então esse tipo de coisa a gente não pode também querer ter uma infraestrutura e não tem como como mantê-la né que aí vai cair na questão que a Talita colocou de como como como trazer né pessoas para trabalhar no Brasil se elas estão acostumadas a trabalhar num certo padrão com certa estrutura e quando chega no Brasil não tem
aquilo né então a gente tem que Construir sim os equipamentos né os facilites que a gente chama para que as pessoas possam trabalhar no Brasil senão elas não vem né agora tem uma coisa no Brasil tem uma tradição de trazer pessoas para estudar no Brasil que remota também desde muito tempo né [Música] sobretudo dos países do sul Global a gente recebe alunos da América Latina né a gente recebe alunos africanos E isso também é curioso foi fruto de uma política de estado né a atração de estudantes africanos e da África lusófona sobretudo é algo que
se insere numa estratégia de política externa brasileira Itamarati criou esse programa nos anos 60 né o programa de acadêmico no Brasil e o Brasil paga uma bolsa para os estudantes africanos virem para o Brasil Ficarem no país fazer graduação também tem um programa de pós-graduação e o Brasil faz isso E aí é curioso porque do ponto de vista da política externa a gente faz porque a gente quer formar as lideranças desses países né a gente quer formar as elites intelectuais desses países que vão governar esse país e aí a gente quer estabelecer esses vínculos que
é imprimir digamos a nossa visão de mundo também nessas pessoas desde muito cedo Então por isso que a gente traz para o Brasil ensina para eles a nossa forma de fazer as coisas e quando eles voltam para aqueles países de origem a gente mantém o vínculo né você faz isso por longo prazo e a mesma coisa que os americanos fazem que os europeus fazem que os japoneses fazem a gente faz também só que a gente faz uma escala menor e o nosso alvo tem sido os países da África nos Órfã da América Latina E do
ponto de vista assim bem bem estritamente pessoal é o meu pai ele foi resultado dessa política de atração né o meu pai ele é da guiné-bissau ele veio da guiné-bissau né ele nesse programa né de intercâmbio do Brasil né E aí ele ele ficou no Brasil acabou ficando né então a gente sabe fazer isso né claro que assim aí a maioria dos Estudantes que vem né desses países para ajudar no Brasil Eles vem para para aprender para estudar administração a economia agronomia pedagogia né não são as áreas de pesquisa de ponta assim né mas eles
vêm para para estudar aquilo que eles vão poder levar de volta para ele para os países de origem para poder ajudar a estabelecer né as estruturas da administração pública do Estado né desses países mas a gente sabe fazer o que eu queria dizer é isso que a gente sabe fazer E Talita Além do laboratório né quais seriam outras estratégias né Para a gente poder trazer e fixar pesquisadores de fora né no Brasil eu acho que assim as pessoas elas que quando elas também costumam né então toma uma decisão de vir para o Brasil assim muitas
vezes elas têm um vínculo com país elas querem também se aventurar né eu lembrei aqui agora do Richard Fire né O físico famoso físico americano aí ele ele foi ao Brasil nos anos 50 60 ele gostava do Brasil né então é isso a gente tem uma boa imagem né o brasileiro é bem visto quer dizer a gente a gente quer manter a nossa boa imagem assim né de um país é aberto as pessoas são são legais e tal então a gente a gente tem que manter esse ativo né porque isso também entra na conta de
na decisão de uma pessoa quando ela decide sair de sua Casa de seu país para ir para um país como o Brasil né então acho que até lá também para essa questão do vínculo com o local também sabe e sabendo que quando ela chega no Brasil também é muitas vezes ela vai ter um trabalho de construção mesmo né de Formação vai dar aula vai ajudar a montar curso vai ajudar a montar um laboratório em vez de chegar e ter um laboratório Pronto né então é um pouco isso assim né E aí a gente tem que
Que que tentar imaginar formas de atrair essas pessoas com base no que a gente também tem para oferecer como Cultura como como local mesmo né tanta gente vai para o Brasil porque gosta da nossa música da nossa comida na nossa cultura do calor humano não é isso então assim eu acho que esse também é um ativo que a gente tem e que tem que ser um atrativo também né É muita gente sai também né da da desses Locais eu conheço alguns pesquisadores europeus né da Alemanha e tal que saíram de lá porque eles preferiam ir
para o local onde ele se sentia mais bem acolhidos porque eles não gostavam da cultura da sociedade onde ele morava né então isso se sentem em casa no Brasil e aí que chegou no Brasil e podem dar alguma contribuição né para o nosso país Então acho que a gente tem que tem que jogar com várias políticas Assim que se complementam e eu não sei se eu deixei de responder alguma pergunta aí né desse bloco não tá tudo certo eu só ia comentar uma coisa que Era exatamente isso que você falou todos os pescadores que eu
conheci tanto no rio quanto de Salvador eles vinham por conta que queriam um lugar né com calor humano com a beleza que realmente são lugares e a gente perde muito esse ativo É impressionante como a gente não negocia não bota isso né Nessas feiras internacionais que o Brasil tá sempre apresentando e tá mostrando para o lugar que tem esse sol que vai ter essa festa essa alegria vai pesquisar e quanto é estressado você vai para uma praia gostosa e né e relaxar eles querem isso eu converso muito com o meu Conheci um pesquisador daqueles tudo
alemão que é muito conhecido que tem o nome esqueci o nome dele agora é um é um estudo grande de pesquisa me esqueci o nome agora que é sempre eu sempre quis Ir lá conhecer e ele tava aqui agora eu não perguntei a ele enrolou até falou que tinha uma namorada aqui agora eu entendi é assim lógico tem camada que pode discutir aí mas é o fato eles vêm então e é isso então quando alongar mais para o seu tempo eu só queria pedir você tirar a apresentações para tirar uma foto certo enquanto isso eu
queria muito agradecer por muito enriquecedor como Igor né É sempre bom te ouvir porque as dessa História né enfim você para mim representa muito minha primeira vez eu sempre peço até parei de pedir um pouco porque sempre pedia quando eu quando eu queria que os jovens daqui de Salvador pessoalmente ouvisse alguma referência Eu sempre me remetia a Ernesto Ele é uma pessoa muito ocupada e muitos estudantes até hoje lembra e tem você como referência né daquele projeto lá né Você sabe né meu projeto lá que que também né isso fez boas falas num projeto que
tem Aqui da UFBA para jovens né de segundo grau É Sempre agradecendo aí ele me solicito por isso e até hoje jovens falam comentam e né e é um cabeça seguido aí eu também queria pedir as pessoas que estão a câmara fechada abrir para tirar uma foto né e registrar porque em breve vocês vão dizer assim olha eu vi a fala de Ernesto né nas lives daqui a alguns anos vocês vão ver esse cara que tá aí na tela aí é uma eu conversei com ele falei com ele Entendeu Eu vi conselho dele então isso
para mim é muito salutar eu acho é muito forte não sei se é honesto mas para mim eu sou aquele cara que eu ouço me espelho muito dos mais velhos né cultura da gente aqui eu sou muito mais velhos e fica olhando né então você contemporâneo né das pessoas que eu sei que no futuro vai ser isso mais velho que quando eu era criança eu via a minha é muito muito bom né então eu queria agradecer todo mundo o máximo de pessoas Que vai ser né a janelinha aberta para tirar esse print screen aqui e
continuar o agradecimento Igor se você quiser também todo mundo bom tinha arrumadinho eu tirava para não sair fez aí que eu encontrei vocês viu deixa eu ver aqui agora foi Vou tirar só uma para garantir sou da antiga da época que tinha lá duas para garantir a foto então é isso aí se você quiser também falar uma coisa numa cala também né fazer amizade e eu também queria Agradecer também enfim fica à vontade para adorar de Ernesto não né tá Tá fechado tá desligado mas ele tá falando e aproveitando para Salvador né a gente tem
música tem tudo mas vocês estão me ouvindo bem né Ernesto Ernesto é uma figura assim incrível para nossa comunidade para o mundo todo mas especialmente para nossa comunidade negra que pelo trabalho que ele faz porque ele é então é muito feliz De estar nesse papo aqui com o Ernesto hoje Eu que agradeço a atenção a todos Espero ter contribuído ter trazido informações aí e que sejam úteis e que dialogam com os outros módulos né do ciclo de formação no ringue né Eu tentei trazer aí o máximo informações eu vou compartilhar os slides depois com os
colegas do da organização e também fico à disposição Se quiserem também mandar e-mail se quiserem manter contato estou À disposição Desejo muita sorte e sucesso para todos aí nos projetos e sei que tem uma coisa que nos une né a Negritude a questão indígena a brasilidade e o amor pela ciência né Eu acho que a gente a gente tem esse compromisso e então vamos tentar juntar tudo isso para melhorar né o nosso país tá bom beleza alguma coisa nós vamos ter aqui a fala de Irene não sei se é que o seu Irene ela foi
uma das pessoas na primeiras Pessoas negras mulheres a trabalhar nesses órgãos internacionais da ONU ele morou na Alemanha e combate à proliferação de armas químicas né se você quiser acompanhar mas ela já aposentada há 30 anos quando eu comecei eu vou acompanhar depois me manda por favor eu vou parar porque seria interessante vocês trocarem ideia porque são duas gerações da mesma linha né beleza valeu Obrigado galera um bom final de semana certo brigadão aí Qualquer coisa estamos à disposição certo cada um com sua atividade curta o almoço e Se divirtam Valeu Igor daqui a pouco
comigo valeu