É isso mesmo. Eu sou uma psicóloga e vou fazer minha sessão de terapia com o chat EPT. Assim, não exatamente a minha.
Eu vou criar um caso e vou tentando fabricar mais informações à medida que ele pede. Isso aqui não tem roteiro nenhum. Eu não sei o que esperar porque eu nunca fiz uma ação terapia com chatt.
Eu até criei um e-mail novo para que não existisse qualquer vestígio de memória sobre qualquer conversa que eu já tive com ele. E eu quero fazer esse experimento porque eu sei que existem pessoas que estão utilizando chattade. Então eu quero aqui como psicóloga ir falando sobre o que ele tá tentando fazer.
as técnicas que ele tá tentando usar, se ele tá conseguindo, se ele tá falhando, enfim, e observando a conduta dele com a visão de uma psicóloga. E assim, eu estou muito curiosa para saber até onde ele vai e o que é que ele vai fazer, tentando conduzir uma sessão de terapia. Vamos lá, então.
Já estou com chat GPT aberto aqui. Já estou com um textinho pronto falando, ficha que você é um psicólogo da abordagem TCC, que é a minha, então eu vou saber avaliar um pouquinho melhor. Também disse que estamos terapia, eu sou a paciente e me atenda como realmente seria uma sessão para que ele realmente tente atuar como um psicólogo.
E vamos ver o que acontece. Aqui ele está dizendo, ele aceitou, falou que ia se comportar como psicólogo dentro dessa abordagem e guiando a conversa com foco nos pensamentos, emoções e comportamentos que é realmente que a TCC faz. Vamos ver como é que ele lida com isso.
Olá, seja bem-vinda. Queria te lembrar que esse é um espaço seguro e meu papel aqui é te ajudar a entender melhor o que você está sentindo, pensando e fazendo. Me conta um pouco o que te trouxe aqui hoje.
Realmente não tá muito distante de um início de uma terapia. A primeira sessão, a gente quer saber o que trouxe a pessoa até ali. E como não vou aliviar para ele, eu vou realmente falar como acontece uma primeira sessão que a pessoa traz muitas demandas.
Coloquei aqui, terminei o namoro de 6 anos porque eu fui traída, estou muito mal, porque ainda por cima ele me traiu com minha melhor amiga. Também não estou feliz com o meu trabalho e acredito fortemente que minha mãe seja uma narcisista. Eu quero muito saber como é que ele vai lidar com tudo isso.
E olha que geralmente falo muito mais que isso, né? Mas vamos lá. Ele colocou aqui.
Sinto muito por tudo isso que você está vivendo. Isso real um relacionamento longo já é algo muito doloroso por si só. Parece que você está passando por várias frentes de sofrimento ao mesmo tempo.
Se você estiver confortável, vamos por partes para que eu possa te ajudar da melhor forma. Você mencionou que foi traída. Como você tem sentido desde que isso aconteceu?
Quais são os pensamentos que mais tm vindo à sua mente sobre essa situação? Você sente que esses pensamentos estão interferindo no seu dia a dia? Na TCC, a gente costuma observar muito a ligação entre pensamentos, emoções e comportamentos.
Podemos também conversar sobre o seu trabalho e a relação com a sua mãe depois disso, tá? quer me contar mais sobre como você está se sentindo em relação ao fim desse relacionamento? Vamos tentar desse pouco como foi essa abordagem dele.
Vamos desde início, como eu falo sobre o término, ele já vem focando no término, que é um ponto realmente da TCC, que a gente vai por partes para evitar que o paciente se sinta sobrecarregado quando ele relata sobre muitas coisas, mas o acolhimento dele foi muito superficial, né? A pessoa relatou que estava triste, ele já foi partindo para aquela coisa meio robotizada, porque ele é um robô, né? Ele perguntou: "Como você tem sentido?
" que é uma pergunta muito legal, né, para entender realmente como isso tem afetado a pessoa. E aí ele já parte para pensamentos que têm vindo à sua mente, se esses pensamentos estão interferindo no seu dia a dia e ele já parte para uma psicoeducação, que é basicamente falar pro paciente eh sobre a TCC e como os pensamentos, emoções e comportamentos estão ligados. Isso aqui num primeiro momento em que você está querendo conhecer o paciente e acolher o que ele trouxe, não é legal.
Isso pode esperar, sabe? Primeiro a gente se preocupa em ser humano, em estar ali ouvindo e realmente, ó, escuta atenta antes de presumir qualquer coisa. Mas ele já partiu para uma psicoeducação que eu já não acho muito legal.
Agora eu quero responder as perguntas dele. Então, respondi que eu estou me sendo péssima, que eu estou pensando muito em como fui burra, como nunca mais quero um relacionamento, que não posso confiar mais em ninguém, não estou com ânimo para fazer nada. Ele falou sobre algumas afirmações fortes que eu fiz, como eu fui burra, nunca mais quero um relacionamento, não posso mais confiar em ninguém.
Ele também explicou que eram pensamentos automáticos. Aí ele começou dos meus pensamentos a fazer algumas perguntas. Eu fui burra.
O que exatamente faz você sentir assim? Você acha que em algum momento da traição você poderia ter previsto isso? E aí ele explica sobre essa questão brevemente.
E ele faz isso com todos os pensamentos. Ele faz algumas perguntas e ele tenta validar e explicar um pouco sobre o que está gerando aquele sentimento. Aí ele traz novamente o que eu disse, né, sobre esse pensamento estarem tomando grande parte do meu dia e aqui ele coloca: "Uma das coisas que podemos trabalhar juntos é identificar esses pensamentos, desafiar a veracidade deles e substituí-los por versões mais equilibradas e realistas".
E aí ele ainda finaliza perguntando: "O que eu quero dar mais atenção? " Eu vou tentar dar uma avaliação sobre essa postura dele. Novamente ele toma frente, ele não dá espaço pro paciente perceber o que é que mais tá afetando ele.
Ele já coloca as opções, vamos focar nisso, nisso ou nisso. Não tem uma conversa com o paciente para ir percebendo realmente o que vem mais afetando ele, qual é o pensamento que mais tem acabado com o ânimo dele, né? Ele só parte mais e mais técnicas de reestruturação cognitiva, de psicoeducar sobre pensamentos e aquela coisa muito fria, porque novamente é um robô.
E no final ele finalmente vai focar numa coisa muito preocupante que a paciente relatou falando sobre a falta de ânimo. Só que ele só valida e fala: "Vamos trabalhar nos seus pensamentos para que você não fique ainda mais drenada". Só que essa falta de ânimo é algo muito importante ser explorada.
E ele colocou para foco no final, depois de um monte de perguntas que geram um monte de sobrecarga em cima do paciente, ele coloca: "Ah, vamos explorar qual parte melhor". Como o chat fez muitas perguntas e no final ele tenta colocar qual parte você gostaria de olhar com mais carinho, ele quer direcionar um trabalho para algum lado, eu vou colocar: "Quero explorar o medo de se abrir novamente". Ele vale dor, "Que bom que você trouxe isso.
" Mesmo com a dor, tem uma parte que ainda quer se proteger sem se fechar totalmente. Aí ele coloca, vamos começar por aqui. Se você pudesse dar uma voz a esse medo, como ele falaria com você?
Esses pensamentos fazem sentido para você ou tem algum outro que surge com mais força? Esse medo de se abrir surgiu como um escudo, porque ele quer te impedir de se machucar de novo. Ele está inferindo sem que o paciente chegue a essa realização por conta própria, que é algo que a gente pode fazer facilmente, fazer com que o paciente entenda realmente quais são as vantagens daquilo para ele e quais são as desvantagens.
falar que é isso que está acontecendo com você não tem o mesmo impacto do paciente descobrir. E também pode ser que esse não seja o caso. Que você sente que pode acontecer de pior se você confiar em alguém de novo?
Tem alguma situação no passado além dessa traição que reforçou essa ideia de que abrir seu coração é perigoso? Se você pudesse imaginar um tipo de vínculo afetivo que fosse seguro, leve, respeitoso, como ele seria? E vamos explorando cada passo dessa conduta dele.
Vamos lá. novamente a validação, que é uma validação muito superficial, por não precisa só existir essa questão de ah, eu concordo com você tá dizendo ou enfim, porque isso por si só é muito vazio para existir uma colaboração ativa em entender a pessoa, em demonstrar que você está escutando. E aí ele já coloca que mesmo com a dor, tem uma parte sua que ainda quer se proteger sem se fechar totalmente.
Ele é muito apressadinho já fazer revelações que ele não sabe se é o momento ainda. E por exemplo aqui ele pergunta: "Se você pudesse dar voz a esse medo, como ele falaria com você? Ai se eu confiar de novo, vou ser traído de novo.
" Esse pensamento faz para você. a gente não vai pontuar possíveis pensamentos, a não ser que a pessoa esteja tendo uma dificuldade para fazer isso. E a gente faz isso com muito cuidado.
Ele já foi apressadinho e quis se adiantar colocando pensamentos que às vezes nem são da pessoa, mas ela vai começar a achar que é porque ele tá falando isso. Enfim, diferente da última vez, eu vou tentar responder todas as perguntas que ele fez. Eu vou colocar que os pensamentos fazem sentido.
Eu coloquei que eu sinto que se confiar em alguém posso me machucar novamente. Sobre a situação do passado, eu coloquei não lembro de nada muito específico. Se eu pudesse imaginar um relacionamento seguro, leve, respeitoso, como ele seria, eu coloquei, ah, se eu pudesse imaginar, seria um relacionamento que sou respeitada, nos damos bem e posso confiar 100%.
Aí ele colocou que eu trouxe coisas muito importantes. Ele tenta o tempo inteiro validar a importância da pessoa que tá trazendo aqui. Ele colocou que, mesmo que eu não lembre de algo muito específico, o fato de já ter sido enganada antes também contribui para essa sensação de que não dá para confiar em ninguém, mesmo que eu não tenha lembrado de nada específ.
Ele disse que a TCC ajuda a identificar esses padrões de pensamento. Uma coisa quero reforçar, você quer um relacionamento com respeito, parceria e confiança. Isso já nos mostra que, apesar da dor, você não desistir do amor.
Você só está ferida. Eu quero retornar pra pergunta dele. Ele falou: "Se você pudesse imaginar um tipo de vínculo afetivo que fosse seguro, leve, respeitoso, como ele seria?
" Eu imaginei esse vínculo. Ele já se apressou pra resposta de que eu quero um relacionamento. Ele tenta muito aliviar a dor da pessoa para o que ele acha que a pessoa deveria já estar pensando, que a pessoa já deveria pensar que ela, na verdade, quer um relacionamento.
Isso é muito invalidante. A pessoa está falando: "Eu não quero um relacionamento". e você já chegar supondo que a pessoa, na verdade, quer um relacionamento sem muita avaliação sobre isso ou fazer a pessoa chegar nesse conhecimento, ele já quer apressar muito do processo.
Depois ele segue falando sobre o diálogo socrático. Eu achei interessante que ele falou o nome da técnica que ele vai usar. São muito psicólogos que fazem essa escolha, né?
Mas ele fez essa escolha. Se eu confiar em alguém, vou me machucar de novo. E aí ele vem com mais perguntas.
Existe alguma evidência de que isso sempre acontece? Todas as pessoas são desleais ou só algumas foram? É possível aprender a confiar de forma mais cuidadosa, sem se fechar completamente?
Como seria confiar aos poucos em vez de tudo de uma vez? Aí ele coloca: "Pelo menos, né? Você não precisa responder tudo agora.
Alguma das perguntas mexe com você? Esse pode ser um primeiro passo para começar a reconstruir a confiança primeiro em você mesma. Quer tentar imaginar juntos um primeiro passinho de autocuidado, autoconfiança que você poderia dar essa semana?
Eu não sei se aqui ele está se encaminhando para terminar a sessão, mas isso aqui é muito avançado, porque eu tinha uma expectativa de que ele não conseguiria finalizar a sessão e eu falar justamente sobre como essa continuidade eterna de uma sessão de terapia, na verdade não é muito boa. É muito bom que na terapia exista um limite de tempo, né? Porque ficar se conhecendo o tempo inteiro, gente, não tem quem aguente.
Mas vamos avaliar cada pequeno trecho do que ele disse. Você está trazendo coisas muito importantes aqui. Obrigado por dividir isso comigo.
Tanta clareza. Não existe realmente tentar entender as emoções que a pessoa tá sentindo, como aquilo tá afetando a vida. É só ficar falando de forma vazia que você se importa com aquilo, só que é um robô.
E aí ele coloca: "Ah, mesmo você não se lembre de algo muito específico no passado, o fato de já ter sido enganada também contribui para essa sensação. Como ele pode afirmar que aquilo está afetando de alguma forma? Ele tá indo para um foco que às vezes nem é tão importante.
A paciente já tá trazendo coisa demais para lidar e aí ele quer voltar pro passado e ver se tem coisas que estão afetando ela. Aí ele reforça. Ah, você quer um relacionamento com respeito.
Isso é necessidade legítima. Novamente suposições. Se um paciente chega, eu não quero me relacionar e traz uma experiência traumática que tá reforçando esse pensamento, primeiro a gente vai trabalhar nessa experiência traumática para depois o paciente perceber.
Ah, às vezes eu quero um relacionamento. A gente não vai fazer nenhuma afirmação, porque pode ser que a pessoa não queira se relacionar, é uma vontade dela. E aí ele segue falando do diálogo socrático e fazendo mais e mais e mais perguntas que pelo menos ele tenta colocar de ah, foca em uma.
Mas é um monte de pergunta que só causa uma sobrecarga. É como se ele tivesse passando por um checklist, técnicas que eu preciso usar com o paciente e ele tá usando tudo sem saber se é o momento, sem conhecer o paciente direito. É um monte de informações de uma vez só.
E só um monte de técnicas de livros que ele pega e aplica literalmente como é que tá isso daqui. Não existe nenhum tipo de personalização do atendimento pro paciente. Depois dessas perguntas, né, ele faz: "Ah, qual mexe com você?
" Se ele tivesse explorado antes as vantagens, desvantagens desse bloqueio total, seria interessante, porque aí dá para entender se pro paciente tá sendo algo vantajoso, desvantajoso, e aí a gente poderia começar a explorar, mas não existiu esse trabalho, ele já parte pra suposição das coisas, adiantando coisas que às vezes nem é realmente o que tá acontecendo. E aí ele bota ainda no final, quer tentar imaginar juntinhos um primeiro passinho de autocuidado, autoconfiança que você podia dar essa semana. é algo completamente desgrudado do que tá sendo discutido.
Ele só joga isso e deixa a pessoa ali um passinho de autocuidado, autoconfiança, porque isso do nada ficou muito solto, mas é muito superficial, muito geral. Enfim, continuando, eu respondi que a pergunta dois mexia comigo e a quatro porque eu não sei como seria confiar em alguém aos poucos. Aí eu coloquei sobre o final, porque foi muito amplo o primeiro passinho de autocuidado, autoconfiança que eu poderia dar e poderia tentar guiar a pessoa um pouquinho mais já nesse início.
Então coloquei não sei que passo posso dar. Vamos ver como ele segue e se ele vai fazer o encerramento da sessão. Então ele coloca que as minhas respostas foram importantes.
Aí ele fala sobre a dois, né, de só algumas pessoas foram desleais. Às vezes, quando são machucadas, nosso cérebro generaliza para tentar nos proteger. Isso te coloca numa posição de escolha e percepção.
Você pode com o tempo aprender a identificar sinais. Eu tinha colocado no início da sessão que eu me sentia burra porque eu não tinha percebido ele sem saber, né, o que aconteceu. E aí ele já tá aqui colocando que eu posso aprender a identificar os sinais.
Quatro, não sei como seria confiar aos poucos. Confiar aos poucos é uma habilidade que a gente pode desenvolver. Talvez a gente possa começar com um experimento comportamental leve, típico da TCC, pelo menos isso, porque realmente eh ele colocou, perguntou para mim como seria confiar aos poucos e aí ele vai fazer algum tipo de proposta, que isso daqui já seria basicamente o encerramento da sessão.
Eu já adianto que ele não encerra a sessão, né? Seria algo sempre contínuo, porque ele não vai encerrar, mas eu vou entender isso aqui como encerramento para fazer as notas finais. Aí a proposta dele foi observar alguém do meu convívio e escolher alguém que nunca te deu motivo para desconfiar, mesmo que você não sinta super próximo dessa pessoa.
Depois tentar um pequeno gesto de abertura e também observar como eu me senti, como a pessoa reagiu e alguma parte sua sentiu mais segura e acolhida. E aí ele coloca uma nota final disso, não é sobre confiar cegamente ou se abrir demais e tal começar com compromisso com você mesma. Não vou mais me culpar por confiar.
Aí ele falou: "Se quiser, posso te ajudar a transformar isso num pequeno mantra ou frase para você repetir quando vierem pensamentos ruins". Enquanto ele tá explorando os pensamentos, ele fica colocando sempre essa questão de ai, só algumas pessoas foram desleais. ele traz realmente uma questão de pensamentos automáticos, por exemplo, a generalização e já tenta explicar e psicoeducar, o que é interessante.
Não tô falando que ele não conhece as técnicas, ele conhece as técnicas, mas ele já novamente se adianta, ele faz um uma conclusão pra pessoa. Não existe colaboração, não existe qual foi a conclusão da pessoa, é só sobre o que ele acha, o que ele quer que o paciente enxergue e não é algo que realmente vai direcionar uma pessoa que tá com questões a entender o processo dela, a chegar na autonomia e conseguir resolver seus problemas sozinha. Não, isso aqui, na verdade, a utilização do chatt para fazer terapia só vai te deixar cada vez mais dependente e sobrecarregada sobre as suas questões, sendo bem sincera.
E aí ele começa a propor uns experimentos comportamentais leves, típicos da TCC. Eu achei engraçada a forma de pontuar isso. Mas ele começa com uma proposta de mini passinhos para essa semana.
Observar alguém do seu convívio com quem você tem uma relação neutro boa e escolha alguém que nunca te deu motivo para desconfiar, mesmo que você não se sinta super próximo dessa pessoa. Como é que a gente vai testar confiança em alguém que é do seu convívio se sua proposta de atividade é uma pessoa que você não sinta super próxima? Aí você tenta um gesto de abertura, pode ser algo simples, como compartilhar um pensamento, sentimento, pedir ajuda novamente, muito adiantadinho.
A pessoa tá precisando de alguma ajuda quando a pessoa trouxe: "Olha, eu queria uma ajuda uma coisa, mas estou com vergonha de pedir". E aí a gente propõe alguma atividade de, ah, o que você sente confortável em pedir? Para quem?
Não é nada direcionado, é só algo super amplo que não fala sobre a vontade do paciente de verdade. Aí depois observe como você sentiu fazer isso, como a pessoa reagiu, alguma parte sua se sentiu mais segura ou acolhida? Ele já parte coisas de sentimento, reação.
Você sentiu assim, sem realmente ter feito alguma atividade para que o paciente entendesse diferença entre emoção, pensamento, comportamento. Ele se adianta muito, cria coisas muito superficiais, sem colaboração nenhuma com o paciente e sem que o paciente realmente entenda. Ele faz uma psicoeducação muito exaustiva, que às vezes não era o momento, que foi muito superficial e já espero que o paciente esteja nesse nível de como você sentiu, como a pessoa reagiu e qual parte se você se sentiu mais seguro e acolhido.
Então, talvez não tenha sido a melhor abordagem e muito menos o melhor mini passinho para essa semana, porque a pessoa relatou que tá com desânimo em fazer as coisas da vida, porque só fica pensando no relacionamento. E a mini proposta da semana é compartilhar um pensamento para alguém do seu convívio que você não seja super próximo. Não foi a melhor das atividades.
Foi muito interessante passar por essa experiência. Acho que eu preciso reconhecer que o chat em acesso a muitas técnicas da TCC e isso é óbvio. E é como se ele tentasse empolgadamente aplicar todas ao mesmo tempo e principalmente ele se concentra nas mais conhecidas.
Então, dá aquela sensação já de preparo pronto, independentemente do paciente. Isso a gente sabe muito bem que a terapia, apesar da gente utilizar técnicas, a gente tem que utilizar técnicas pensando com quem a gente tá usando, quando a gente tá usando, se realmente é o momento certo de falar determinadas coisas, perguntar determinadas coisas. Muito da falha do chatt é não ter essa noção humana.
Apesar dele validar o que eu estava trazendo, uma das questões que eu trouxe é que eu não tinha ânimo para fazer as coisas no meu dia. E isso acabou passando muito despercebido por ele. Ele tendeu a explorar muito essa parte dos pensamentos e subestimou a importância das emoções em todo esse processo.
A psicoeducação sobre pensamentos automáticos, sobre emoções, comportamentos, ela já foi muito adiantada, não aconteceu aos poucos. Na verdade, nada nesse processo aqui aconteceu aos poucos, né? Foi muita informação, muita pergunta de uma vez só, porque realmente o chat PT é um robô.
Ele não consegue agir que nem um psicólogo. E eu posso dizer que pelo menos tem um recurso que a gente usa na terapia que se chama escrita terapêutica, que é quando o paciente tá sentindo algo eh que ele precisa colocar para fora e a gente fala para ele escrever sobre aquilo, né? escrever uma cartinha para liberar aquela emoção.
E talvez essa mesma sensação de colocar para fora, a pessoa que conversa com o chatt, ela vai conseguir ter essa emoção que ela tá pelo menos colocando para fora, né? Só que colocar para fora, sem o direcionamento adequado e com uma ferramenta que tá mais preocupada em te validar o tempo inteiro, não gerar qualquer tipo de contrariação, que não sabe muito bem averiguar as emoções, que também não sabe muito bem como é o ritmo de uma terapia, quais perguntas devem ser feitas, que já vem com um roteirinho pronto, que já quer essas técnicas e só se preocupa em pegar o o que tem no livro e aplicar. Isso aqui não é terapia.
Ele tem o conhecimento dos livros, mas ele não tem o conhecimento humano. Mas como eu disse, colocar para fora faz bem, mas o direcionamento, na verdade disso tudo aqui pode te confundir ainda mais. Meu veredito hoje é que o chat EPT não substitui o psicólogo.