[Música] a gestação é um período de mudanças físicas hormonais e emocionais Por isso mesmo é propenso ao surgimento ou agravamento de quadros de saúde mental de acordo com a Organização Mundial da Saúde uma cada cinco mulheres tem pelo menos um episódio de transtorno mental ao longo da gravidez e até um ano após o parto para conversar sobre esse tema nós recebemos agora Érica de Paula psicóloga e doula Olá Érica seja bem-vinda aqui ao cidadania obrigada por vir até aqui conversar com a gente e explica pra gente então como é que a gente pode cuidar da
da Saúde Mental Por que que é tão importante Estar atento pra saúde mental das Gestantes bom como você falou né esse período gravídico perpal ele já é por si só um fator de risco pro desenvolvimento de questões né relacionadas à saúde mental e emocional da gestante então Os Profissionais de Saúde a rede de apoio parceiro familiares TM que estar sempre atentos se o que a gestante tá sentindo tá dentro da normalidade ou já é uma situação que necessita um apoio psicológico mais aprofundado então eh tanto as questões normais da gestação né como a mudança em
relação ao próprio corpo os sintomas físicos os desconfortos que elas experimentam as inseguran anças oscilação e emocional derivada da da dos próprios hormônios eh tudo isso pode estar dentro de fator normal como isso pode se agravar e aumentar a chance inclusive do desenvolvimento de uma depressão pós-parto Inclusive tem também assim muita expectativa né assim muitas vezes assim no Quando é o primeiro filho pode ser até mais mas mesmo outros também né assim tem toda essa questão né do do real e do do do imaginado né do do esperado É com certeza a gente fala muito
que depois do período do nascimento do bebê existe um luto é o luto pela mulher que nós deixamos de ser e o luto pelo bebê real que tá substituindo aquele bebê idealizado então é muito difícil que os pais principalmente de primeira viagem tenham a real dimensão do impacto que a chegada do bebê vai ter nas nas suas vidas né Tem até uma pesquisa que mostra que seis a cada 10 pais não faziam ideia eh do que estava por ver né dessa dessa dimensão de de tamanha mudança que a chegada de um bebê exerce na vida
principalmente da mulher né a gente sabe então é muito importante a gente olhar para essa questão e acho que é só passando por isso né porque a gente ouve falar a vida inteira né quando você tiver filho sua vida vai mudar mas acho que a gente não não faz ideia né do que que é isso na realidade faz e eu falo isso até por mim né Eu trabalho com gestante já vai fazer 15 anos eu fui mãe tem 4 anos e pouquinho né meu filho tá para fazer 5 anos então já tinha mais de 10
anos que eu trabalhava com esse público e eu conhecia muito bem o lado B da Maternidade e ainda assim fui pega de surpresa com muita coisa até para você quando foi com você mesma pessoalmente aí já foi um pouco diferente bastante diferente n e como quando você fala assim do dos profissionais né quais são porque tem né o o o obstetra que acompanha né profissional de saúde mas e para para essa saúde mental né assim a pode procurar um apoio psicológico mas e tem né A a doula que é a doula Qual que é a
função dela bom a doula é uma profissional de suporte contínuo pro momento do parto Então nós não temos nenhuma função técnica para aquele momento do parto a gente vai eh dar um apoio em termos de alívio não farmacológico de dor vai dar esse apoio também emocional encorajamento da mulher para seguir o plano de parto e aquilo que ela deseja vai ajudar na escolha da equipe ainda no pré-natal né Se tiver tempo hábil para isso nós vamos ajudar na escolha da equipe no local de parto no tipo de parto elucidar dúvidas né sobre isso eh proporcionar
material de apoio estudos científicos e no dia do parto nós que ficamos o tempo todo ali com aquela gestante então o obstetra ele tem a função técnica de de vez em quando vai lá escuta o coraçãozinho do bebê faz um exame de toque lida com possíveis intercorrências a doula não é a pessoa que vai ficar ali literalmente pegando na mão encorajando ajudando a lidar com a dor ajudando também que o acompanhante possa ter um papel mais efetivo Então são funções bem diferentes mais complementares e é é interessante porque o né assim o o o médico
e tal tá todo mundo preocupado ali com o trabalho de parto em si com com o bebê que pode passar já a doula ela tem uma um foco mais pra mulher né não é isso exatamente eh NS por isso que a gente fala que é um profissional de suporte contínuo Então você fica ali do início do trabalho de parto ao final normalmente é a primeira pessoa que chega a última que sai e tá preocupada se se essa mulher tá com medo se ela tá com fome se ela tá com frio se a iluminação tá incomodando
se tem muito barulho se a posição que ela tá tá confortável esse é o nosso objetivo agora e eh você falou que às vezes né já antes anteriormente numa conversa prévia a dola ajuda a escolher a a equipe Mas ela é mais focada mesmo pro trabalho de parto né que esse esse acompanhamento anterior você tava me explicando que já é uma outra função na verdade assim a não ser que sejam doulas da própria instituição Existem algumas iniciativas no SUS por exemplo de doulas que são atendem esquema de plantão e vão conhecer a mulher ali no
momento do parto A grande maioria das doulas elas são contratadas como doulas e educadoras perinatais Ah já é um pacot é é como se fosse um pacote Então a gente vai fazer vários encontros ao longo do pré-natal para fazer essa parte de informação porque a dola o nosso objetivo não é no dia do parto brigar questionar o médico falar que aquela conduta tá errada a gente tem que dar essa informação ao longo da gestação para que a mulher saiba escolher a equipe o local onde ela vai ter aquele bebê se se se toda essa esse
cenário tá compatível com a expectativa dela para no dia do parto a gente só viver aquele momento ali e fazer a melhor eh o melhor parto possível né Então essa esse serviço de informação antes eu acho que é até mais importante muitas vezes que no dia do parto em si e como é que funciona essa essa educação assim como que que pode se preparar esse caminho né para prevenir essas questões que a gente estava falando né de de saúde mental bom primeiro eu sempre começo eh falando um pouco de como eu trabalho né a gente
sempre começa conhecendo quem é a aquela família aquela gestante o histórico prévio dela a expectativa que ela tem se ela tem medos associados ao parto então às vezes ela escutou uma história ruim da própria mãe da avó de uma vizinha e a gente tem que desfazer aquele mito se se ela tem outros filhos outras experiências de parto anteriores então a gente primeiro entende em que cenário que essa mulher tá e vai trabalhando em cima disso né indicando equipes que são compatíveis e com aquela expectativa com aquele histórico dela hospitais que estão também eh mais alinhados
com que ela quer E aí vai trabalhando também em cima de o tipo de emergência que ela pode vivenciar o tipo de intervenção que ela pode sofrer e quais são aquelas que ela não deveria aceitar né que já são intervenções assim proscritas pela pelas evidências científicas e vai construindo esse plano de parto junto com ela ao longo do pré-natal que a que a a informação né Às vezes a a pessoa tá ali né esperando ou aguardando né um parto feliz claro todo mundo quer mas assim e não quer pensar nas possibilidades ruins Mas você ter
ciência do que pode acontecer também é é é é positivo né pode ajudar você a evitar uma uma complicação maior Com certeza então assim eu trabalho muito com as gestantes que eu acompanho por exemplo eh os Qual que é o nosso plano b nosso plano C nosso plano D né Então assim tá nosso objetivo é um parto super legal fisiológico é o mais natural possível muitas vezes e se ele não for possível se precisar induzir se precisar de uma intervenção de uma analgesia de um parto instrumental explicar como é que acontece quais são as indicações
se precisar uma cesariana como é que a gente faz desse momento o momento mais respeitoso possível também porque é super possível eh que não seja só aquela cois linha de produção né que seja uma um atendimento personal AD respeitoso e trabalhar em cima de Emergências então assim qual que é o índice de dessa emergência dessa emergência dessa emergência se acontecer Qual é a conduta do profissional então a gente vai sempre informando porque na eventualidade de acontecer já não é novidade né sempre torcendo para não precisar lógico Mas eu sou muito a favor de que as
mulheres sejam muito bem informadas agora e com com com toda essa essa preparação prévia ainda assim né É bem comum ter o chamado baby Blues o que que é o baby Blues baby Blues é um estado eh típico do puerpério né que acontece nos primeiros dias nas primeiras semanas de nascimento do bebê onde essa mulher vai sofrer uma oscilação hormonal muito grande né Tem uma queda muito brusca dos hormônios que ela produziu na gestação e essa situação fisiológica junto com todas as novidades da chegada do bebê Então esse impacto da responsabilidade de cuidar de uma
vida 100% dependente de você eh a mudança corporal que a mulher Experimenta a privação de sono né Então tudo isso gera um uma tristeza sem motivo aparente uma ansiedade às vezes uma insônia melancolia a mulher chora fica mais sensível mas isso é bem comum acontece em até 80 85% dos casos e ele é autolimitado Então significa que vai passar sozinho em algumas semanas ele passa sozinho sem fazer nada especial ou tem alguma coisa que que pode ser feito assim para ajudar a a mulher a sair daquilo primeiro a mulher saber que isso é normal acho
que já é um grande passo porque a é muito comum que ela se sinta se sinta culpada Então ela pensa Eu tenho um bebê saudável no colo né eu tô conseguindo me amamentar meu parto deu tudo certo se for o caso né e ainda assim eu tô triste ainda assim eu tô chorando e ela se sente culpada ela se sente péssima por isso então saber que isso é normal é que a gente não tem muito controle sobre isso já ajuda e a rede de apoio Lógico né então quando a família rede o parceiro rede de
apoio paga enfim quem puder ali tá prestando essa assistência e principalmente e a ajuda que a mulher normalmente quer não é pro bebê a mulher ela é plenamente capaz ela normalmente quer cuidar do bebê então a gente precisa ajudá-la nos bastidores Na casa na comida na faxina eh ajudar Que ela possa ficar por conta do bebê né então isso ajuda a passar mais rápido com certeza ela poder d tempo para ela tomar um banho ela mesma né que é difícil agora e e a a a essa rede de apoio as pessoas têm essa essa noção
assim de que é tão comum esse baby Blu de que isso acontece ou em geral a a reação mais comum é achar que é frescura mesmo infelizmente eh tanto a rede de apoio quanto a própria puerpera no caso acham que é frescura né no sentido que é que eu falei assim fala Poxa não tenho nenhum motivo para est me sentindo assim ainda assim eu tô então eu sou uma péssima mãe e até quando isso evolui para uma depressão pós-parto eh as mulheres não costumam buscar ajuda metade das mulheres não são nem diagnosticadas Exatamente porque elas
se sentem constrangidas em admitir né que elas estão eh naquele estado né se para se sentir Elas têm medo de se sentirem incompetentes como mãe porque a depressão já é um quadro que é um pouquinho mais grave que já interfere na relação dela com bebê no interesse dela em exercer atividades cotidianas Então a gente tem tem que e prestar bastante atenção também quando essa esse baby Blues na verdade tá se tornando uma depressão pós-parto que aí já é um é um quadro mais grave assim que seria o que são os os mesmos sintomas de uma
depressão clássica tradicional mas o a a diferença é que é no período pós-parto exatamente os mesmos sintomas com a diferença que tem um bebê ali que depende de você né então a partir do momento que você não tem energia vontade disposição para levantar da cama e exercer atividades cotidianas isso vai impactar também no cuidado com o bebê e se prolongado isso pode ser um fator de risco pro pra própria próprio estado de saúde mental e emocional desse bebê também lá na frente e a e a depressão pós-parto ela pode surgir até 2 anos após o
parto não não tem consenso sobre isso em geral a literatura fala em até um ano Mas considerando que hoje em dia a visão de puerpério ela tá muito mais Ampla antigamente a gente tinha a ideia de que puerpério era 45 dias depois do parto porque o útero voltou pro lugar né mas as outras coisas não voltaram pro lugar tão rápido então hoje a gente vê o por pério como um período que às vezes dura até emocionalmente falando até do anos até mais então a gente poderia ampliar também essa visão da depressão pós-parto por mais tempo
entendi e aí e qual o que o que se deve fazer assim se alguém né acha que se eu se uma mulher ou ou a família né avó eh alguém desconfia que a mulher tá com realmente um quadro de pressão pós-parto aí ela vai precisar de ajuda profissional especializada eh Possivelmente uso de medicamento terapia e essa fortalecimento da rede de apoio mesmo cuidado com o sono né o sono é um fator de risco bem grande também para pro desenvolvimento da depressão pós parte e a gente sabe que que com bebê pequeno a gente não dorme
né É bem difícil dormir né então mais uma vez é o é o momento aí da rede de apoio do do do pai da avó da da tia da vizinha de CONSEG de de de ajudar ali ficar um pouco com o bebê pr pra mãe poder dormir seria um pouco isso a estratégia também né assim é ajudar com a com a rotina e a logística da casa do bebê também quando necessário eh cada cada pessoa na verdade o Carlo vai apertar em um lugar né Então tem que ver exatamente o que que aquela mulher tá
precisando e e agir em cima disso é que tem até uma um lugar comum né que fala para PR PR puérpera né assim quando o bebê dormir aproveita para dormir também né mas só que para para ela poder dormir tem que ter alguém para fazendo o resto né todo o resto né é eu falo que isso é uma frase um pouco infeliz porque quando o bebê dorme é o horário que a gente tem para fazer absolutamente tudo tudo né inclusive dormir né e acaba que dormir não é a nossa prioridade porque a gente tem que
cuidar da roupa da casa da comida de demandas às vezes de trabalho do filho mais velho se tiver então assim é é muito difícil a gente conseguir dormir quando o bebê dorme né E como é que você eh eh trabalha assim né é uma coisa que já vem vem di Anes né cuidando conversando com nessa preparação com a gestante para ela aceitar que precisa que é importante cuidar dela mesma porque é um pouco difícil né as mulheres têm um pouco essa essa visão que ela tem que dar conta de tudo tem que fazer tudo tem
um um modelo meio inalcançável né Assim como como convencer ela a a a receber ajuda essa é uma questão que eu passei a olhar mais até depois que eu fui mãe né porque eu acho que quando a gente vive na prática isso eu comecei até a compartilhar um pouco da minha rotina em redes sociais tentando mostrar um pouco dessa maternidade real né claro que por mais que a gente às vezes filtre no Instagram e não mostre as as todas as coisas ruins né eu compartilhei muito por exemplo a minha privação de sono que foi muito
intensa assim foi a maior surpresa da maternidade para mim porque foi muito maior do que eu esperava eh essa questão de voltar a atividade física o tanto que foi difícil tanto que demorou eu consegui estabelecer essa rotina Então eu acho que as mães Elas têm que ter contato com outras mães reais né porque se a gente pega um parâmetro de uma mulher que com três meses já voltou a trabalhar já tá ali Nativa tem uma rede de apoio por fora que muitas vezes a gente não sabe os batidores né a gente pensa Poxa ela tá
trabalhando tá malhando tá já voltou ao corpo tá pleníssima ali mas a gente não sabe que por por trás tem babá tem né creche tem escola tem tanta coisa e ela também não tá compartilhando a parte difícil então eu acho que esse essa esses grupos né seja virtual seja real essas eh a gente tem que criar nós somos seres que precisamos nos sentir pertencentes a algo Eu acho então esses grupos de apoio né são muito importantes você parar de seguir em redes sociais quem não tá te acrescentando quem tá trazendo essa cobrança excessiva para você
de voltar ao corpo muito rápido de voltar produzir muito rápido e ter contato com mães mais reais né Eu eu tenho impressão assim que que antigamente né assim já começa que as as famílias eram maiores então a maioria da da das mulheres as meninas que iam crescendo elas tinham contato né com com com tias com primas com vizinhas grávidas que depois eh eh tinha um bebê viam vi um recém-nascido é comum hoje em dia você você conhecer assim uma grávida aqui nunca viu um recém-nascido é é exatamente isso que tá acontecendo Então a gente se
depara com uma gestação sem ter a menor ideia do que que vai do que vem pela frente né preocupado muitas vezes com enxoval com quartinho eh não entra em contato com as dificuldades são comuns no pós-parto Então acha que a amamentação também vai ser uma coisa que vai acontecer que vai fluir que você pode confiar no profissional que tá te acompanhando e pronto e as mulheres não se preparam né né E aí se deparam já com a realidade na cara delas sem ter tempo para pesquisar em boas Fontes beber de boas fontes e aí vem
aquela aquele ciclo ali né do Caos é agora Você tocou num num ponto importante né que amamentação todo mundo incentiva estimula muito importante pro desenvolvimento do bebê mas é é difícil né fisicamente assim quem não não não se prepara não não não não Se informa saber todas as variáveis assim não pode de acabar né sofrendo bastante não é isso é pode acontecer uma amamentação super fluida fisiológica botou o bebê no peito ele mamou pode Mas normalmente não é isso que acontece né então a gente tem eh que ficar muito atento à questão da pega a
questão de disfunções orais que o bebê pode ter a questão às vezes do próprio formato do seio da mulher que necessita alguma atenção especial e a gente tem uma indústria muito forte voltada pr pra fórmula pro uso da fórmula pra mulher voltar a trabalhar muito rápido para voltar a ter autonomia então assim a o incentivo a amamentação ele é muito fraco na verdade né Eh em relação ao tanto que a gente sabe que que é benéfico tanto pra mãe quanto pro bebê né a gente tem evidências científicas muito sólidas A esse respeito tem por exemplo
a ideia de amamentar exclusivamente por se meses mas a maioria das empresas você tem que voltar a trabalhar com quatro eh incentivas que você amamente pelo menos 2 anos mas na nossa rotina torna praticamente impossível então assim você tem que querer muito se informar muito persistir muito porque senão não não acontece né a gente tá falando assim eh eh em em termos Gerais assim casos assim de de de partos eh eh tranquilos positivos com bebês saudáveis né Agora se o bebê tiver algum problema de saúde até mesmo uma uma deficiência isso também tem um impacto
na saúde mental e emocional da mãe totalmente é um fator de risco altíssimo inclusive pro desenvolvimento de depressão faz parto de outras questões até mesmo de separação conjugal eh se já é muito difícil você ser mãe de um bebê saudável um bebê que necessita cuidados especiais então é complicadíssimo E aí mais mais uma vez né quanto antes você souber disso tiver essa informação né ao longo do do pré-natal e tal também ajuda a preparar né em todo todos os aspectos sim e tem que ter um alinhamento de expectativa né então tanto em relação ao parto
Muitas vezes o nosso parto real é muito diferente do parto que a gente idealizou né a gente tem que lutar para que seja do jeito que a gente eh criou a expectativa mas saber que pode ser que precise uma intervenção Pode ser que precise de uma cesariana e essa frustração em relação à expectativa que ela tinha do parto é também um fator de de risco paraa depressão pós-parto e não é nem a via de parto em si pode independente da via de parto eh o fato de ter sido diferente do que ela planejou é um
fator de risco só da dessa da a quebra da expectativa já é um fator de risco em si isso né uma uma lei sancionada no fim do ano passado deve entrar em vigor agora em Maio de 2024 prevê ampliação da assistência psicológica as as grávidas até 40 60 dias após o parto né Isso é É bem interessante né procurar essa essa assistência psicológica né auxílio de uma psicóloga ao longo do parto sempre é positiva ao longo do trabalho do da gestação né até o e depois né como a gente falou que às vezes acontece depois
isso sempre é positivo não seria Com Certeza acho que todo mundo precisa gestantes e mães ainda mais né Precisa ter um espaço Seguro para poder desabafar para poder falar sobre as dificuldades que tá tendo as inseguranças e a mãe ela é muito cobrada para ser sempre perfeita né para saber exatamente o que fazer como cuidar do bebê e a verdade é que ninguém nasce pronto para isso né e por mais que a gente estude Se prepare muita coisa a gente vai aprender ali na prática então eh a gente tem a expectativa da perfeição e por
dentro muitas vezes as mães estão ali desesperadas né o que que eu faço agora e elas não podem sequer desabafar isso porque elas se sentem com medo de serem eh taxadas de mães incompetentes Então acho que esse espaço seguro dentro de um de um consultório às vezes atendimento online também ajuda bastante é fundamental e essa tem essa expectativa da mãe de de de saber né de ter até aquele um instinto materno mas também tem uma cobrança assim a gente V eu acho que não vejo com com ninguém como com com gestantes e mães de de
bebê recem-nascido as pessoas na rua vão falar com elas reclamar não não não deixa chupar chupeta ou não deixa chupar o dedo ou ou faz isso ou faz aquilo eu acho impressionante todo mundo se sente no direito de dar opinião né Isso é bem comum e é o é o público que mais recebe palpite de longe são as gestantes e as mães de bebês pequenos assim é impressionante todo mundo se sente no direito de tocar na sua barriga de pegar numa parte do seu corpo né que como você falou em outra fase da vida isso
é impensável né Eh dá palpite sobre tipo de parto D palpite sobre amamentação falar que tem muito leite pouco leite e enfim são mães que são muito julgadas a gente brinca que tem que treinar a cara de alface quer fazer aquela cara e muitas vezes nem discutir só falar aham tá bom porque se a gente entra às vezes na para levantar a bandeira não vale a pena né E são pessoas que às vezes são de outras gerações que tem outro pensamento que não não vai mudar então e a gente tem que saber também se blindar
desse tipo de palpite ó essa é uma uma boa dica Érica muito obrigada pela pela conversa aqui pela entrevista e eu agradeço também a você que nos assiste essa entrevista já tá disponível no site da TV Senado na internet e também no nosso canal no YouTube inscreva-se lá e acompanhe obrigada pela companhia e até o próximo cidadania [Música]