Hoje você vai conhecer a história completa do livro de Esdras de uma forma que talvez nunca tenha visto, sem filtros e sem enrolação. Fique até o final e tenho certeza que a história desse poderoso livro vai mudar algo na sua vida. Em meio às sombras do cativeiro babilônico, uma nova esperança começava a despontar para o povo de Israel.
70 anos haviam-se passado desde que Jerusalém fora saqueada, o templo fora destruído e os judeus levados como escravos para uma terra estrangeira. Eles eram agora um povo marcado pela saudade da terra prometida, pelo arrependimento e pela espera silenciosa pela intervenção divina. O cenário mundial também havia mudado.
A poderosa Babilônia fora derrubada e agora um novo império se erguia. A Pérsia sob o governo de Ciro, o grande diferente de seus predecessores, Ciro trazia consigo uma política diferente para os povos subjugados. Inspirado por Deus, ele decreta que os judeus podem retornar à sua terra natal e reconstruir o templo de seu Deus em Jerusalém.
O primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, mal havia começado. A vastidão do império ecoava poder e conquista. Mas além dos palácios dourados e dos exércitos invencíveis, algo invisível movia o coração do rei.
O Senhor, o Deus dos céus, que tudo governa, cumpria agora a promessa que fizera pelos lábios do profeta Jeremias. Uma ordem real ecuou pelos corredores de Susa, alcançando cada canto da Pérsia. Assim diz Ciro, rei da Pérsia: "O Senhor, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra, e ele me encarregou de edificar-lhe uma casa em Jerusalém, que está em Judá.
Quem dentre vós for do seu povo, suba a Jerusalém e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel, que é o Deus que habita em Jerusalém. Que Deus esteja com ele. O decreto corria veloz pelas províncias.
Enquanto os pergaminhos eram lidos diante das multidões, Deus despertava os corações daqueles que ainda guardavam viva a memória de Sião. Líderes das famílias de Judá e Benjamim, sacerdotes e levitas, sentiram seus espíritos inflamar com a chama da promessa antiga. Eles se levantaram com o olhar fixo no impossível, prontos para a jornada de volta à terra prometida.
A ajuda não tardou. Aqueles que ficaram para trás, vizinhos, conhecidos, estrangeiros, trouxeram prata, ouro, bens, gado e preciosas ofertas voluntárias. Cada dádiva era um testemunho.
Deus estava restaurando seu povo. Ciro não apenas liberou o povo, abriu também os tesouros dos palácios de Babilônia. mandou trazer os utensílios sagrados da casa do Senhor que Nabuco Donozor havia saqueado e profanado.
Taças de ouro, bacias de prata, objetos reluzentes, cobertos de pó e lembrança, foram entregues às mãos de Sesbazar, príncipe de Judá. No silêncio solene daquele inventário sagrado, cada peça era contada. 30 bacias de ouro, 1000 bacias de prata, 29 facas, 30 taças de ouro, 410 taças de prata de segunda classe e 1000 outros objetos sagrados.
Ao todo, 5400 utensílios sagrados, cuidadosamente confiados para serem levados de volta. Com as mãos carregadas de promessas restauradas e o coração carregado de esperança, os exilados partiram. Jerusalém os aguardava não como a lembrança de um passado perdido, mas como o cenário de um novo começo escrito pelas mãos do Deus, que nunca esquece suas alianças.
A estrada poeirenta que ligava a Babilônia a Jerusalém começou a se encher de vida. Homens, mulheres e crianças, carregando nas costas o peso dos anos de exílio, marchavam com o olhar fixo no horizonte. O retorno não era feito por aventureiros solitários.
Era um povo inteiro que voltava, famílias inteiras, clãs ancestrais, herdeiros das promessas de Deus. A lista era longa, cuidadosamente registrada, nome por nome, tribo por tribo. Cada cabeça de família representava gerações que haviam sonhado com aquele dia.
Cada clã surgia como um eco distante da antiga Jerusalém, agora convocado para reconstruir não só muros, mas também uma identidade perdida. Entre os que retornavam não estavam apenas leigos. Havia sacerdotes, homens da linhagem sagrada.
Estavam também os levitas prontos para retomar os cânticos e os serviços do templo. Os cantores, filhos de Azaf, afinavam suas vozes em meio à poeira da jornada, guardando em suas melodias a memória das canções do templo. Entre eles estavam também os servos do templo e os filhos dos servos de Salomão, homens simples, de mãos calejadas, cuja fidelidade atravessara os séculos.
Mas nem todos tinham registros claros de sua descendência. Alguns procuraram seus nomes entre as genealogias, mas não os encontraram. Entre eles estavam filhos de Delaías, Tobias, Necodá.
Por isso, foram excluídos do sacerdócio até que um sacerdote, usando o Urim e o Tumim, trouxesse uma resposta divina. No total, 42. 360 360 homens, sem contar os servos e servas, cerca de 7337, trazam consigo 200 cantores e cantoras, 736 cavalos, 245 mulas, 435 camelos, 620 jumentos.
Cada animal era um testemunho silencioso da longa jornada que ainda teriam pela frente. Ao chegarem às ruínas de Jerusalém, cada líder ofereceu com generosidade, segundo suas forças. Entregaram ao tesouro da obra 61.
000 dracmas de ouro, 5. 000 minas de prata e 100 vestes sacerdotais. Era pouco diante do esplendor antigo, mas era tudo que tinham e era suficiente para recomeçar.
Assim, sacerdotes, levitas, parte do povo, cantores, porteiros e servos do templo se estabeleceram em suas cidades. Cada um reencontrou o seu lugar na terra prometida. Cada passo, cada pedra assentada no caminho, cada canção entoada ao pôr do sol, anunciava.
Deus começava a reconstruir uma história que parecia perdida. Quando chegou o sétimo mês e os filhos de Israel já habitavam em suas terras, algo mais profundo do que o simples retorno começou a pulsar em seus corações. Não bastava reconstruir casas, era preciso restaurar a adoração ao Deus de seus pais.
Então Jesua, filho de Josadaque, junto com seus irmãos sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, com seus irmãos, reuniram-se. Eles se levantaram com propósito e no meio das ruínas de Jerusalém ergueram o altar do Deus de Israel. As pedras quebradas testemunhavam sua coragem.
Ali, sob o céu aberto, acenderam novamente o fogo sagrado e ofereceram holocaustos, conforme está escrito na lei de Moisés, homem de Deus. O medo dos povos ao redor o cercava como um manto pesado. Ainda assim, não recuaram.
levantaram o altar sobre suas bases antigas e dia após dia, ao amanhecer e ao entardecer, as ofertas queimavam diante do Senhor. Era como se, entre cinzas e esperança, o pacto eterno fosse reaccendido. Celebraram então a festa dos tabernáculos, como fora ordenado.
Durante sete dias ofereceram sacrifícios prescritos para cada dia. E depois disso os holocaustos contínuos, as ofertas das festas fixas do Senhor e de todos os que faziam ofertas voluntárias, sem templo, sem muros, mas com corações ardendo, cada oferta subia aos céus como um clamor de redenção. Desde o primeiro dia do sétimo mês, começaram a oferecer holocaustos ao Senhor, mesmo que a fundação do templo ainda não estivesse lançada.
A prioridade era clara. Antes da pedra, a adoração, antes da parede, a presença. Então, organizaram-se, deram dinheiro aos pedreiros e carpinteiros, trocaram comida, bebida e azeite com os sidônios e tírios para trazerem do Líbano madeira de cedro até o porto de Jope, conforme a autorização que tinham do rei Ciro da Pérsia.
Quando o segundo ano de sua chegada à casa de Deus em Jerusalém começou, no segundo mês, Zorobabel, Jesú e seus irmãos, os sacerdotes e levitas, e todos os que haviam voltado do cativeiro, iniciaram a grande obra. nomearam levitas de 20 anos para cima para supervisionar a construção da casa do Senhor. Jesua com seus filhos e irmãos, e Cadmiel com seus filhos, descendentes de Odavias, juntamente com os filhos de Enad e seus filhos e irmãos, todos se uniram para impulsionar a obra.
Não era apenas uma construção, era a redenção, tomando forma diante dos olhos de uma geração que ousara acreditar. Quando os construtores lançaram os alicerces do templo do Senhor, os sacerdotes, vestidos com suas vestes sagradas, empunharam trombetas. Os levitas, filhos de Azaf, com seus símbalos, tomaram seus lugares.
No meio da poeira da reconstrução, os instrumentos sagrados ecoaram no ar, ressoando louvores conforme a ordem de Davi, rei de Israel, cantavam alternadamente, celebrando e louvando ao Senhor. Ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre sobre Israel. E todo o povo, vendo os alicerces da casa do Senhor serem lançados, ergueu um grande clamor de alegria.
O som era como o trovão da vitória, ecoando entre as colinas devastadas. Mas entre os gritos de júbilo havia lágrimas. Muitos sacerdotes, levitas e chefes de famílias mais velhos, que haviam visto o primeiro templo com seus próprios olhos, choravam em alta voz.
Suas lágrimas misturavam o passado e o presente, a dor da perda e a esperança da restauração. A alegria e o choro se confundiam na multidão. Ninguém conseguia distinguir o som de uns e outros.
Da distância só se ouvia um clamor imenso, pois o povo exultava com grande júbilo, e o som se ouvia de muito longe. O eco dos cânticos ainda pairava sobre Jerusalém, quando os inimigos dos filhos de Judá e Benjamim souberam que os exilados reconstruíam um templo para o Senhor, Deus de Israel. Então eles se aproximaram de Zorobabel e dos chefes das famílias e propuseram com falsa cortesia: "Deixai-nos edificar convosco, porque como vós buscamos o vosso Deus e a ele temos oferecido sacrifícios desde os dias de Esaradom, rei da Assíria, que nos trouxe para cá".
Mas Z Orobabel, Jesua e os demais líderes ergueram-se firmes como muralhas diante deles e responderam com clareza: Não convém que vós e nós edifiquemos juntos a casa do nosso Deus? Nós sozinhos a edificaremos ao Senhor, Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia. Rejeitados, os inimigos deixaram cair a máscara.
A aparente cooperação se transformou em conspiração aberta. Eles passaram a desanimar o povo de Judá, a intimidá-los. Com ameaças veladas e sem descanso, contrataram conselheiros para frustrar seus planos.
Ano após ano, o trabalho foi minado pelas intrigas, desde os dias de Ciro até o reinado de Dário, rei da Pérsia. O ódio não se limitou apenas a Jerusalém. No início do reinado de Açuero escreveram formalmente contra os habitantes de Judá e Jerusalém.
E no tempo de Artaxerches, rei da Pérsia, a acusação ganhou o corpo. Reum, o comandante e Sinsai, o escrivão, redigiram uma carta maliciosa, cheia de astúcia, e a enviaram ao rei. Na carta disseram: "Saiba o rei, que os judeus que subiram de tiam até nós a Jerusalém.
estão reedificando aquela cidade rebelde e perversa, estão restaurando os muros e reparando os alicerces. Saiba também que se essa cidade for reedificada e os muros forem restaurados, eles não pagarão tributo, imposto ou renda, e isso prejudicará as receitas do rei. Eles prosseguiram jogando com a política e o medo.
Por sermos servos do rei e zelosos por sua honra, não podemos ignorar isso. Pedimos que busque no livro das crônicas de teus antepassados. Descobrirás que esta cidade é rebelde, causadora de danos a reis e províncias, e que houve revoltas ali desde os tempos antigos.
Por isso, foi destruída. O golpe era calculado. Pressionar o rei para que impedisse a reconstrução de Jerusalém antes que ela se tornasse forte novamente.
A resposta do rei não tardou. Após mandar pesquisar os registros antigos, encontrou provas de que Jerusalém fora de fato uma cidade insubmissa, cheia de revoltas e sedições contra reis. Então, enviou uma ordem severa: "Façam cessar aquela obra.
Não se edifique mais aquela cidade até que se dê nova ordem da minha parte". Com essa carta em mãos, Reun Sinai e seus companheiros partiram com pressa para Jerusalém. De maneira brutal e determinada, forçaram os judeus a parar a construção.
Assim, a obra da casa de Deus, que estava em Jerusalém, foi interrompida. O silêncio tomou conta do lugar onde o altar havia sido erguido e os cânticos haviam ecoado. As pedras permaneceram caídas, as ferramentas repousaram no pó.
E o templo esperaria até o segundo ano do reinado de Dário, rei da Pérsia. No meio do silêncio que envolvia as ruínas de Jerusalém, uma nova voz se levantou. Não era o som de martelos, nem o rumor de exércitos, mas a voz dos profetas do Deus de Israel.
Agu e Zacarias, filhos da linhagem sacerdotal, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém. Suas palavras eram como fogo derramado sobre lenha seca, palavras que despertavam, que chamavam o povo a ação e a esperança. Então, Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Josadaque, se levantaram.
O peso do medo e da oposição foi lançado ao chão. Começaram novamente a edificar a casa de Deus que está em Jerusalém. E os profetas de Deus estavam com eles, apoiando-os em cada passo.
Mas logo vieram as sombras. Tatenai, governador da província do outro lado do Eufrates, juntamente com Cetar Bzenai e seus companheiros, apareceram nas portas da obra exigindo respostas. Com autoridade interrogaram: "Quem vos deu ordem para reedificar esta casa e restaurar este muro?
" E mais, anotaram os nomes de todos os responsáveis, cada um registrado como quem prepara uma denúncia formal. Contudo, a mão de Deus estava sobre os anciãos dos judeus. Mesmo diante da fiscalização e da ameaça, eles não foram impedidos.
continuaram a construção enquanto uma carta era enviada ao rei Dário para esclarecer a situação. A carta redigida por Tatenai e seus companheiros foi cuidadosamente preparada. Respeitosa, mas carregada de insinuações, dizia: "Sai o rei que fomos à província de Judá, a casa do grande Deus.
Ela está sendo reedificada com grandes pedras e a madeira está sendo posta nas paredes. A obra está sendo feita com diligência e avança com êxito em suas mãos. Relataram ainda que haviam interrogado os líderes e estes responderam: "Nós somos servos do Deus dos céus e da terra.
Estamos reedificando a casa que muitos anos atrás foi construída e terminada por um grande rei de Israel. Mas porque nossos pais provocaram a ira, o Deus dos céus, ele os entregou nas mãos de Nabuco Donozor, rei da Babilônia, que destruiu esta casa e levou o povo cativo. Continuaram a transcrição das palavras dos judeus, registrando com exatidão.
No primeiro ano de Ciro, rei da Babilônia, ele deu ordem para edificar esta casa de Deus. Também tirou do templo de Babilônia os utensílios de ouro e prata da casa de Deus, os quais Nabuco Donozor havia levado de Jerusalém e os entregou a um homem chamado Cesbazar, a quem nomeou governador. Deles citaram ainda a missão de Sesbazar.
Leva estes utensílios, deposita-os no templo de Jerusalém e edifica a casa de Deus no seu lugar. E concluíram: "Desde então esta casa está sendo reedificada, mas ainda não está acabada. " Assim encerraram a carta a Dário, fazendo um apelo.
Agora que se busque nos arquivos reais da Babilônia, se é verdade que Ciro deu ordem para edificar esta casa de Deus em Jerusalém. E que o rei nos envie sua decisão sobre este assunto. Enquanto a carta seguia veloz pelas rotas do império, os trabalhadores não baixaram as ferramentas.
As paredes erguiam-se sob o sol. As vozes dos profetas ressoavam entre os montes, e o povo de Deus, de olhos voltados para o céu, avançava em sua missão. A carta dos inimigos de Jerusalém chegou às mãos do rei Dário e ele ordenou imediatamente uma busca nos arquivos do reino, nos tesouros onde os decretos antigos eram guardados.
Vasculharam entre pergaminhos e rolos envelhecidos. Até que na cidadela de Ebatana, na província da Média, encontraram o que procuravam. Lá estava intacto o decreto de Ciro.
No primeiro ano do rei Ciro, o rei deu esta ordem a respeito da casa de Deus em Jerusalém. Que o templo seja reedificado como lugar para se oferecerem sacrifícios com os seus fundamentos lançados firmemente. Além disso, os utensílios de ouro e prata da casa de Deus que Nabuco Donzor tomou e trouxe para a Babilônia sejam restituídos e levados de volta ao templo em Jerusalém, cada qual o seu lugar.
Com o selo da autoridade antiga nas mãos, Dário escreveu uma nova ordem ainda mais poderosa. Enviou a mensagem diretamente a Tatenai, Setar Bzenai e seus companheiros. Fiquem longe daquele lugar.
Não interrompam a obra desta casa de Deus. Deixem o governador dos judeus e os anciãos reconstruírem este templo no seu local. Mas Dário foi além.
Ele decretou: "O custo da obra será integralmente pago pelo tesouro real das receitas do território do outro lado do Eufrates, para que não se interrompa a obra. E o que for necessário, novilhos, carneiros, cordeiros para os holocaustos ao Deus dos céus, trigo, sal, vinho e azeite, seja fornecido diariamente sem falta, segundo a necessidade dos sacerdotes. E determinou para que ofereçam sacrifícios agradáveis ao Deus dos céus e orem pela vida do rei e de seus filhos.
Dário selou sua ordem com ameaça. Se alguém mudar este decreto, que seja arrancada uma viga de sua casa e nela pendurado, e que sua casa se transforme num monturo. E finalizou: Eu, Dário, dei esta ordem, que ela seja diligentemente cumprida.
Sem demora, Tatenai, Setar Bzenai e seus companheiros obedeceram, temendo o peso da autoridade real. A construção da casa de Deus avançava velozmente, fortalecida pela profecia de Aguarias. A mão de Deus e a palavra dos profetas impulsionavam o trabalho.
No sexto ano do reinado do rei Dário, o templo foi finalmente concluído. Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante dos exilados celebraram a dedicação da casa de Deus com alegria imensa. ofereceram para a dedicação 100 novilhos, 200 carneiros, 400 cordeiros e 12 bodes como oferta pelo pecado de todo Israel.
De acordo com o número das tribos. Restabeleceram os sacerdotes em suas turmas e os levitas em seus turnos para o serviço de Deus em Jerusalém, conforme está escrito no livro de Moisés. Então, no 14º dia do primeiro mês, os exilados celebraram a Páscoa.
Os sacerdotes e levitas haviam se purificado como um só homem. Todos estavam limpos. Sacrificaram o cordeiro pascal para todos os exilados, para seus irmãos sacerdotes e para si mesmos.
A festa foi celebrada pelos filhos de Israel, que haviam voltado do cativeiro, junto com todos os que haviam se separado da impureza das nações da terra para buscarem o Senhor, Deus de Israel. Durante sete dias, celebraram a festa dos pães asmos com alegria, porque o Senhor os alegrara e inclinara para eles o coração do rei da Assíria, dando-lhes força para a obra da casa de Deus. o Deus de Israel.
Muitos anos se passaram desde que o templo fora reconstruído. O povo de Deus, agora estabelecido, precisava mais do que muros e edifícios. precisava da palavra viva, precisava voltar o coração para a lei do Senhor.
Foi então que no reinado de Artaxerches, rei da Pérsia, surgiu Esdras, um escriba habilidoso, descendente direto de Arão, o sumo sacerdote. Sua linhagem, traçada nome por nome, brilhava como um fio dourado de fidelidade entre as gerações. não era apenas um conhecedor da lei.
Ele era um homem decidido a buscar a lei do Senhor, a praticá-la e a ensinar em Israel os seus estatutos e juízos. O favor de Deus estava sobre ele. Cada passo seu era guiado pela mão poderosa do Senhor.
No sétimo ano do rei Artaxerches, Esdras subiu de Babilônia a Jerusalém. Com ele vieram sacerdotes, levitas, cantores, porteiros e servidores do templo. A jornada não era de pressa nem de improviso.
Ela foi planejada e abençoada. Esdras recebeu uma carta real, um decreto que carregava o peso da autoridade do império. No documento, o rei Artaxerches escrevia: "De Artaxerches, rei dos reis, a Esdras, sacerdote e escriba da lei do Deus do céu.
Paz! perfeita. O rei autorizava Esdras a ir a Jerusalém e com ele qualquer judeu que desejasse acompanhá-lo.
Não era uma simples expedição. Esdras ia com a missão de investigar a situação em Judá e Jerusalém, segundo a lei do seu Deus. Artaxerches enviava também prata e ouro de suas próprias reservas e ofertas voluntárias de todo o povo da Pérsia e dos sacerdotes para a casa de Deus.
Era instruído que esse tesouro fosse usado com exatidão. Com esse dinheiro comprarás novilhos, carneiros e cordeiros, bem como as ofertas de manjares e de libações, e os oferecerás sobre o altar da casa de vosso Deus. em Jerusalém.
O que sobrasse da prata e do ouro, Esdras e seus irmãos deveriam usar conforme a vontade de Deus. E mais, todo o necessário para a casa do Deus do céu seria fornecido pelos tesoureiros reais de além do rio. O rei acrescentou ainda: "Saibam que nada será imposto aos sacerdotes, levitas, cantores, porteiros, servidores do templo, nem a outros ministros desta casa de Deus.
e delegou autoridade a Esdras. Tu, Esdras, conforme a sabedoria de teu Deus, nomeia magistrados e juízes para julgarem todo o povo além do rio, todos os que conhecem as leis do teu Deus, e para os que não as conhecem, tu as ensinarás. E concluiu: "Todo aquele que não observar a lei de teu Deus e a lei do rei, seja rigorosamente punido com morte, com exílio, com confisco de bens ou com prisão.
" Esdras, ao receber o decreto, não se envaideceu. Ele bendice o Senhor, Deus de seus pais, que colocara no coração do rei a vontade de honrar a casa do Senhor em Jerusalém. reconheceu a mão estendida do seu Deus sobre ele, fortalecendo-o para a missão.
Assim, animado pela força que vinha do alto, Esdras reuniu os chefes de Israel para subirem com ele a Jerusalém. A jornada para Jerusalém não começaria sem preparação. Esdra sabia que cada passo deveria ser dado sob a direção de Deus.
Por isso, antes da partida, registrou cuidadosamente a lista dos chefes de famílias e daqueles que com ele subiriam da Babilônia. Homens descendentes de Finéias, Itar, Davi e outros clãs antigos, com seus filhos e irmãos, prontos para deixar o conforto do exílio em busca da obediência. Chegaram e se reuniram junto ao rio, que corre para a Ava.
Ali permaneceram acampados por três dias. Esdras observava com atenção, percorria os olhos pelas fileiras de homens e famílias e percebeu uma ausência grave. Entre eles não havia levitas.
Então mandou chamar líderes como Eliézer, Ariel, Semaías, Eunatã, Jaribe e outros homens sábios. Com uma mensagem clara, os enviou a Ido, chefe de Casifia, onde viviam servos do templo. Pediu que trouxessem ministros para a casa do Senhor.
A resposta veio rápida e generosa. Pela mão de Deus chegaram Cebias, um homem entendido nas coisas de Deus, com seus filhos e irmãos, 18 ao todo. Também veio Azabias e Jías, com seus filhos e irmãos, 20 homens.
Além deles, 220 servidores do templo, homens preparados para o serviço da casa do Senhor. Com o povo agora completo, Esdras convocou um jejum ali mesmo junto ao rio Ava. Humilharam-se diante do Senhor, buscando um caminho seguro para si, para seus filhos e para todos os seus bens.
Não era orgulho, mas fé. Esdras não quis pedir escolta de soldados ao rei, pois já havia declarado: "A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam para o bem, mas o seu poder e a sua ira estão contra todos os que o abandonam. " Então jejuaram e suplicaram ao seu Deus, e ele os atendeu.
Esdras separou 12 principais sacerdotes, Cerebias, Azabias e outros 10 de seus irmãos. entregou-lhes os tesouros consagrados, prata, ouro e utensílios oferecidos pelo rei, seus conselheiros, seus príncipes e todo o Israel presente. Pesaram cuidadosamente 650 talentos de prata, utensílios de prata pesando 100 talentos, 100 talentos de ouro, 20 taças de ouro de 1000 draqumas e dois objetos de bronze polido, tão preciosos quanto o ouro.
advertiuos solenemente: "Vós sois consagrados ao Senhor. Estes utensílios também são santos. E esta prata e este ouro são ofertas voluntárias ao Senhor Deus de vossos pais.
Vigiai-os e guardai-os até que sejam pesados nas câmaras da casa do Senhor em Jerusalém perante os chefes dos sacerdotes, levitas e líderes de Israel. " Assim, no 12º dia do primeiro mês, partiram do rio Ava em direção a Jerusalém. A mão de Deus estava sobre eles.
Durante a longa jornada, Deus os livrou das emboscadas de inimigos e salteadores. Finalmente chegaram a Jerusalém. Após descansarem três dias, no quarto dia, trouxeram os tesouros para a casa do Senhor.
Os sacerdotes e levitas os pesaram diante de Meremote, filho de Urias. Eleazar, filho de Fineias e outros assistentes. Tudo foi contado e pesado, e o peso registrado cuidadosamente.
Então, os exilados que haviam voltado ofereceram holocaustos ao Deus de Israel, 12 novilhos por todo Israel, 96 carneiros, 77 cordeiros e 12 bodes como oferta pelo pecado, tudo oferecido como holocausto ao Senhor. Entregaram também as ordens do rei aos seus sátrapas e governadores do outro lado do rio, que apoiaram o povo e a casa de Deus. Quando tudo parecia estar se assentando, quando a esperança finalmente florescia entre as pedras antigas de Jerusalém, chegaram notícias que rasgaram o coração de Esdras como uma espada.
Alguns líderes se aproximaram dele em segredo. Suas vozes eram pesadas, carregadas de vergonha. O povo de Israel, os sacerdotes e os levitas não se separaram dos povos desta terra, das abominações dos cananeus, eteus, fereseus, jebuseus, amonitas, moabitas, egípcios e amorreus.
Tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e a descendência santa se misturou com os povos destas terras. E até os príncipes e magistrados foram os primeiros nessa transgressão. As palavras caíram como pedra sobre Esdras.
Num gesto de profundo desespero, ele rasgou as suas vestes e o seu manto, arrancou os cabelos da cabeça e da barba e se assentou atônito, como quem presencia um desastre inevitável. Aos poucos, reuniram-se ao seu redor todos os que tremiam diante das palavras do Deus de Israel. Eles se sentaram junto a Esdras em silêncio até a hora da oferta da tarde.
O peso do pecado pairava sobre todos, tão denso quanto a poeira do entardecer. Quando chegou a hora da oferta da tarde, Esdras se levantou do seu abatimento, suas roupas ainda rasgadas, seus cabelos desalinhados, mas sua voz encontrou força para subir aos céus. caiu de joelhos, estendeu as mãos ao Senhor, seu Deus e orou: "Meu Deus, estou envergonhado e confuso para levantar o rosto a ti, meu Deus, porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre nossa cabeça e a nossa culpa tem crescido até aos céus.
Desde os dias de nossos pais até hoje, temos estado em grande culpa. Por causa das nossas iniquidades, nós, nossos reis e nossos sacerdotes, temos sido entregues nas mãos dos reis de outras terras à espada, ao cativeiro, ao saque e à humilhação, como hoje se vê. Mas Esdras não ficou apenas no lamento.
Em meio à sua oração, reconheceu a misericórdia de Deus. Agora, por um breve momento, houve graça da parte do Senhor, nosso Deus, para nos deixar alguns que escaparam, para nos dar um abrigo no seu santo lugar, para que o nosso Deus iluminasse os nossos olhos e nos desse um pouco de vida na nossa servidão. Ele confessou que, mesmo como servos, Deus não os abandonara no cativeiro.
Deus lhes concedera favor diante dos reis da Pérsia para dar-lhes vida, para levantar o templo do Senhor, para restaurar suas ruínas e para lhes conceder proteção em Judá e em Jerusalém. Mas Esdras não minimizou a gravidade do pecado. Agora, ó nosso Deus, que diremos depois disso?
Pois abandonamos os teus mandamentos, que ordenaste pelos teus servos, os profetas, dizendo: "A terra que ides possuir é terra impura, pelas abominações dos seus povos, pelas suas imundícies. Agora, pois, não deis vossas filhas a seus filhos, nem tomeis suas filhas para vossos filhos, nem busqueis a sua paz, nem o seu bem eternamente, para que sejais fortes e comais o bem da terra. e a deixeis por herança a vossos filhos para sempre.
A voz de Esdras tremia entre a dor e a reverência. Depois de tudo o que nos sobreveio por causa de nossas más obras e por causa da nossa grande culpa, vendo que tu, nosso Deus, não nos castigaste segundo as nossas iniquidades, e ainda nos deste um remanescente como este, tornaremos nós agora a violar os teus mandamentos e a aparentar-nos com estes povos abomináveis? Não te indignarias tu tanto contra nós que nos consumisses sem que restasse remanescente nem quem escapasse?
E em total rendição concluiu sua oração. Ó Senhor, Deus de Israel, tu és justo, pois ficamos como um remanescente que escapou, como hoje se vê. Eis-nos diante de ti com a nossa culpa, pois não há ninguém que possa estar na tua presença por causa disso.
Enquanto Esdras permanecia prostrado diante da casa de Deus, chorando e confessando os pecados de Israel, uma multidão começou a se reunir. Homens, mulheres e crianças se achegavam a ele. O clamor era geral.
O povo chorava com grande pranto, como se todo o peso da história os esmagasse de uma só vez. Então, do meio da multidão, Checanias, filho de Jeiel, dos filhos de Elão, ergueu a voz: "Nós temos transgredido contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras dos povos desta terra, mas mesmo agora a esperança para Israel. Façamos agora um pacto com o nosso Deus para despedirmos todas as mulheres e seus filhos, segundo o conselho do Senhor, e dos que tremem ao mandado do nosso Deus, e que isso seja feito conforme a lei.
Lhe olhou para Esdras com determinação. Levanta-te, porque esta responsabilidade é tua. Nós estaremos contigo.
S forte e age. se levantou com a poeira ainda colada à suas vestes rasgadas, reuniu os principais sacerdotes, levitas e todo Israel, e os fez jurar que fariam conforme essa palavra. Eles juraram solenemente.
Em seguida, Esdras saiu da casa de Deus e foi à câmara de Joanã, filho de Eliazibe. Ali passou a noite, sem comer pão nem beber água, lamentando a infidelidade dos exilados. Então, proclamaram uma convocação em toda Judá e Jerusalém, que todos os exilados se reunissem em Jerusalém.
Quem não viesse em três dias, teria todos os seus bens confiscados e seria excluído da congregação dos exilados. Três dias depois, todo o povo de Judá e Benjamim se reuniu em Jerusalém. Era o nono mês, no 20º dia do mês.
A chuva de inverno caía pesada sobre a cidade e o povo, tremendo por causa da chuva e do peso de suas culpas, se postou na praça diante da casa de Deus. Esdras, o escriba, se levantou no meio da multidão e proclamou em alta voz: "Vós tendes transgredido, casando com mulheres estrangeiras, aumentando a culpa de Israel. Agora fazei confissão ao Senhor, Deus de vossos pais, e fazei a sua vontade.
Separai-vos dos povos da terra e das mulheres estrangeiras. A assembleia respondeu unânime: Assim faremos conforme as tuas palavras, mas somos muitos e é tempo de fortes chuvas e não podemos ficar aqui fora. Além disso, essa questão não se resolve num ouis dias, pois somos muitos os que pecaram.
Então propuseram que nossos chefes representem toda a congregação e que todos aqueles que em cada cidade tomaram mulheres estrangeiras venham a tempo determinado com os anciãos e juízes de cada localidade, até que a ira de Deus se afaste de nós. Somente alguns se opuseram. Jonatã, filho de Aael, e Jaseías, filho de Tiquivá, apoiados por Mesulão e Sabetai, o levita.
Mesmo assim, o plano foi seguido. Esdras escolheu homens chefes de casas paternas, todos nomeados por seus nomes. No primeiro dia do 10º mês, começaram a investigar os casos.
No primeiro dia do primeiro mês, terminaram. Foram achados entre os filhos dos sacerdotes homens que haviam casado com mulheres estrangeiras, dos filhos de Jesua, filho de Josadaque, e seus irmãos Maaseias, Eliezer, Jaribe e Jedálias. Eles se comprometeram com juramento a despedir suas mulheres e oferecer um carneiro do rebanho como oferta pela culpa.
Também entre os levitas, cantores, porteiros e entre o povo foram encontrados culpados. Cada nome carregava o peso da escolha e da separação. Assim, entre lágrimas, arrependimento e obediência, o povo começou a limpar-se da contaminação dos povos estrangeiros em busca de restaurar sua aliança quebrada com o Deus de seus pais.
E assim termina o livro de Esdras, não com um povo estabelecido em plena glória, mas com uma nação tentando restaurar sua santidade em meio aos escombros. Não com palácios reconstruídos, mas com um altar erguido em lágrimas e esperança. Não com reis em tronos de marfim, mas com sacerdotes chamando o povo de volta à aliança esquecida.
Não com força política, mas com arrependimento diante do Deus que nunca deixou de ser fiel. Neste livro caminhamos da ruína à reconstrução, do exílio ao retorno, da vergonha ao arrependimento. Vimos homens e mulheres deixando para trás tudo o que tinham para obedecer a voz do Senhor.
Vimos líderes se levantando, inimigos se opondo, mas acima de tudo vimos a mão de Deus sustentando seu povo em cada etapa. E vimos também algo que jamais mudou. A palavra de Deus se cumpriu verso por verso, promessa por promessa.
Se você chegou até aqui, você faz parte de um grupo raro. Foram 10 capítulos contados com zelo, pesquisa, oração e paixão pela palavra do Senhor. Este conteúdo levou tempo, energia e entrega para ser preparado.
Tudo com um só propósito, edificar a sua vida. Por isso, se você assistiu até o final, comenta aqui embaixo: "Eu faço parte dos restauradores de Deus". Esse comentário vai mostrar que você não é apenas alguém que ouve, mas alguém que entende que Deus ainda procura restauradores, pessoas que perseveram, que obedecem, que se colocam na brecha.
Agora eu te peço, curta esse vídeo, compartilhe com alguém que precisa ouvir essa história e se inscreva no canal. Cada curtida, cada comentário, cada compartilhamento é como uma semente lançada em solo fértil, mas acima de tudo, deixe essa história transformar sua vida. O livro de Esdras nos ensina sobre obediência, arrependimento, santidade, fidelidade e restauração.
Mostra que mesmo depois de grandes quedas, Deus ainda chama seu povo para recomeçar, reconstruir e viver debaixo da sua vontade. Por isso, eu te deixo um apelo. Não reconstrua apenas as muralhas externas.
Reconstrua o altar do seu coração. Restaure a sua aliança com Deus. Volte à palavra, volte à presença de Deus.
E se você ainda não fez isso, entregue sua vida a Jesus. Aceite-o como seu único e suficiente Salvador. Essa história não foi contada apenas para te informar, mas para te transformar.
E agora me diz, qual parte dessa jornada mais tocou o seu coração? O que mais te impactou na história do povo que ousou voltar para restaurar a terra prometida? comenta aqui embaixo.
Eu leio tudo o que vocês escrevem. Esse foi o livro de Esdras, capítulo por capítulo, do começo ao fim. E eu espero que ele tenha falado profundamente com você, como falou comigo.
Deus te abençoe e até o próximo estudo, se Deus quiser.