Alô sejam todos vocês muito bem-vindos aqui nesse curso sobre branding que eu preparei com todo o carinho e cuidado do mundo e eu espero sinceramente que branden seja para você tão importante como foi para mim e com todos os artistas que eu venho trabalhando nos últimos anos Olha tem uma coisa importante na descrição desse vídeo tem todo o material suplementar que a gente preparou junto com a nossa designer para te ajudar ao longo das próximas aulas Então é isso espero que você goste bom voltei antes da gente começar o papo com rickes eu queria logo
de cara tirar uma dúvida que muita gente tem que é a diferença entre branding e marketing são completamente diferentes e complementares o marketing é algo que a gente faz para vender produtos vender serviços e gerar lucro branding é todo um trabalho que acontece para gerar valor e credibilidade para uma marca no seu caso para você artista e é justamente a junção dessas duas estratégias que vão fazer com que você fidelize crie um lugar muito único entre você e os seus clientes no caso fãs super fãs bom eu quero saber o seguinte Deu para entender é
porque o que acontece é que a gente ouve falar muito dessas duas coisas praticamente juntas né Por exemplo tudo que possa estimular nossos fãs e super fãs a comprarem nossos produtos a comprarem nossas experiências a gente tá falando de marketing por outro lado quando a gente fala sobre imagem identidade visual audiovisual narrativa construção do vocabulário do artista que ele vai usar no dia a dia tudo isso é branding Lembrando que tudo que o artista faz e comunica é branding bom agora eu acho que deu pra gente fechar esse assunto então vamos pro papo com com
Rick AES Valeu eu resolvi chamar um amigo grande profissional que eu trabalho com ele há muitos anos é meu amigo da vida inteira Rick AES que tá aqui do meu lado além de ser artista é um cara que acabou trabalhando na indústria da moda por praticamente uma vida inteira um cara que saca tudo de branding eu acho que ele olha as marcas de uma forma humanizada que eu acho que é super contemporâneo já era lá atrás mas acho que ele tá cada dia mais à frente do tempo dele das pessoas que estão no entorno dele
trabalhando nessa indústria e a gente vai falar aqui sobre branding Mas também como que a gente pode aprender com a indústria da moda Essa maneira que eu acho incrível que a moda tá sempre criando novos assuntos o tempo inteiro para vender algo que a gente de fato não precisa e que eu acho que a gente tem que aprender a fazer essa mágica porque música ninguém mais quer comprar pessoas não TM tanta necessidade para escutar algo novo porque não temos mais escassez o Spotify tem música pra gente ouvir para vida inteira Então a gente tem que
criar formas de estar se comunicando diariamente na internet a gente tem que estar criando interesse não só na nossa música mas no que a gente faz no dia a dia a gente tem que entender quem é a gente como marca etc etc etc quem me segue eu Suponho que se você comprou esse curso você tem me acompanhado no canal já falei muito sobre isso aqui mas eu vou passar a bola aqui pro Rick porque primeiro eu queria entender como que a gente poderia fazer algum tipo de paralelo entre a indústria da moda com a música
que eu acho que hoje os artistas têm as mesmas dificuldades que uma marca hoje nesse mercado que que você acha disso meu amigo cara bom primeiro prazer tá aqui vou ter aula também aqui hoje prazer daço assim eu achei muito interessante esse teu ponto de partida porque a moda eu sou um profissional de moda que tá sei lá 20 no mercado né então sou old school vamos dizer assim né e passei e e fui de varejo mesmo né de ponto de venda e acho que a forma como as coleções e as estratégias de comunicação branding
e marketing eram concebidas no passado na verdade elas vêm mudando muito e tem uma lógica que é a lógica já de início que dá para se falar antigamente a moda fazia sua coleção de outono inverno e depois de verão alto verão e alguns casos fazia uma segunda coleção de al verão ali que seriam três coleções no ano e a geração de conteúdo né Né desde a concepção da do do storytelling da construção de imagem da construção textual da quantidade de imagens que aquela campanha né ia ia ser gerada era um número limitado e que ele
Durava ao menos se meses né lançamento em março final de fevereiro em alguns casos e até Julho que é a liquidação E aí você lançava uma outra coleção essa lógica Ela já foi completamente quebrada tem marcas que ainda desfilam né nas semanas de moda com uma função diferente do que era 10 anos atrás mas Depois eu falo sobre isso mas hoje em dia as marcas que as marcas contemporâneas além delas precisarem estarem vinculadas ao comportamento de uma determinada época e aí a gente tem várias pautas aí que a gente poderia falar no caso da moda
sustentabilidade é uma delas elas precisam gerar assunto o tempo inteiro ela precisa estar comunicando dialogando com o seu consumidor o tempo inteiro e aí tem uma coisa meio arbitrária mas que eu acho que serve Quando você pensa em música que é uma coisa meio assim de mês em mês você tem um assunto novo esse assunto pode ser uma coleção cápsula pode ser uma que que é uma coleção cápsula coleção cápsula é uma coleção que geralmente ela tem um número de itens limitado é para você ter novidade o tempo todo então ela tem ali um um
mix que pode ser uma uma família de produtos dentro da mesma estampa ou a mesma história ou em alguns casos uma cab eu posso fazer uma colab com meu influenciador por exemplo ou eu posso fazer uma colab com uma outra marca ou então se eu não se eu sou uma marca de uma t-shirteria eu posso fazer uma uma uma collab de sapato Então você precisa na verdade ficar gerando esses assuntos para que você mantenha a relevância não não dá mais para você ficar contando a mesma história durante um longo período de tempo né e cada
vez menos se falar só do produto né Cada Vez menos falar do produto Assim na verdade o o processo que eu vivo há muito tempo na moda é de você sempre partir de um conceito né que seria o o balizador criativo ou o Pilar criativo daquela daquela coleção obviamente esse Pilar criativo tem a ver com o que a marca é com seus atributos de marca né se é uma marca solar obviamente esse conceito tem que falar desse universo solar esse conceito Inicial ele gera um nome esse nome em alguns casos já era um tagline específico
para aquela coleção e esse conceito ele vai desdobrando em todas as entregas dessa marca de moda vai pro produto que aí pode ir pra estamparia seja ela localizada seja ela não localizada vai para toda a parte de brand em comunicação Então vamos fazer uma suposição aqui tá vou lançar uma uma Leão que vai falar das ilhas Cagarras aqui do Leblon eu vou estudar aquela vegetação eu vou entender Qual o entorno daquilo Então vou criar uma estampa localizada para aquilo e vou falar desse universo marítimo então toda a comunicação vai ser pensada para aquilo toda todo
todo a estamparia vai ser toda a imagem vai ser gerada por aquilo então provavelmente vou fazer uma campanha lá vista de cima vista de enfim daquele entorno dali e tudo tem que Navegar dentro desse desse desse mesmo tema desse mesmo universo que fala com o que que é o DNA da marca assim Originalmente assim a aí eu acho que já tem dois Paralelos com a música que é a necessidade que a gente tem de lançar muitos produtos até pra gente ter pretexto para est indo na imprensa offline ou imprensa online até pra gente poder est
na rede social tendo assunto então a indústria da música Eu acho que a até pouco tempo atrás a gente tinha aí um produto que era um disco que saía com o primeiro single que tinha um primeiro videoclipe que poderia ter mais um single com mais um videoclipe pouquíssimos artistas tinham a chance de ter cinco singles cinco videoclipes chances de est falando sobre si né de novo e o que acontece por exemplo no meio artistico um a pessoa lança poucas coisas por ano e aí no resto do ano sai falando sobre qualquer coisa meio sem um
norte ou então o cara lança muitas coisas de uma forma desorganizada E aí fala muito do lançamento saiu saiu e a forma como você falou das colabs tem bastante a ver com a música Você lança um single um segundo single você pode tá fendo com alguém você pode ter uma releitura Daquele mesmo single um remix E por aí você vai multiplicando o seu conteúdo pensando nessa lógica até do do álbum que lançava vários hits e ia entrando um depois ia entrando outro eu acho que a a a diferença talvez na na maneira de se fazer
a moda no contemporâneo né estamos falando de agora é que o empacotamento E aí quando eu digo empacotamento eu tô falando do packaging também né mas dessa construção de imagem o discurso ele todo precisa ser cuidado né então não é uma coleção que você vai ter vários hits é fossem várias coleções de fato é a seria um empacotamento de vários eu chamei você aqui pra gente falar disso porque eu acho que a moda eu sou um cara que eu não sou um grande consumidor de moda mas sou um observador e eu acho muito o como
Vocês conseguem esse empacotamento de uma coisa que é muito mais desnecessária ao meu ver do que música né É mas isso faz uma traz uma reflexão interessante cara que é talvez a pergunta que eu como um profissional dessa área mais me faça hoje e faço pro pros alunos e faço pras marcas que eu que eu trabalho e tal que é para que mais uma marca de moda Então para que mais uma música entendeu para queê se não estamos falando de um de uma necessidade né E aí você pode entrar num num terreno riquíssimo de discussão
que é o valor da arte né o valor de uma expressão e a importância disso numa sociedade ou mesmo com expressão individual tem roupa para e tem de tudo quanto é jeito e olha que a gente tá começando a cultura do escambo no Brasil de você tipo ir lá trocar o que você luta mais por algo novo ex cultura do Cambo já é uma resposta pra roupa para né então então se você tá falando cara tem moda sustentável tem moda gênero tem upcycling tem moda feminina estampada tem roupa paraa noite tem roupa para festa tem
roupa Urbana tô falando de Brasil e Mundo falta roupa não não falta né então para que que você vai criar um novo produto a resposta para isso eu acho que também tem a ver com a expressão artística se aquilo não for urgente para você e realmente Genuíno para você tem porque fazer né E o trabalho do Brand muita às vezes é você encontrar a maneira de se comunicar O que é Genuíno transformar o que é Genuíno numa numa estratégia de comunicação para aquilo né mas aí você tá falando tipo mundo dos sonhos né Você tá
trabalhando numa marca que tem isso de forma real que existem né existem tanto as marcas que que estão nascendo agora na verdade as que nascem agora já nascem um pouco assim né já nascem com isso né então por exemplo você encaixar uma uma coleção de moda gênero para citar um exemplo dentro de uma marca que que já foi solidificada não sendo a gênero muitas vezes é taxada como oportunismo acho acho que isso também é aplicável à música As pessoas que se perdem no meio do caminho porque perdem a sua autenticidade ou às vezes nunca tiveram
também que acontece e na moda também acontece isso né Eu acho que tem dois a gente tava falando disso antes né que acho que tem dois perfis assim tem vários né muit diverso mas eh tem tem o perfil das marcas que o o o criador a a marca é uma extensão da personalidade do modo de vida né do dos valores do desse criador e tem as marcas que na verdade nasceram muito mais como uma oportunidade de negócio e que agora eu acho que na moda e não sei como isso se dá na música no universo
da música mas eu acho que agora a gente fala que tem uma é muito comum o termo hoje da era da transição né que é novos negócios na moda nascendo já com esse com essas pautas atuais que aí você pode enumerar um monte e outras que nasceram que não nasceram dentro dessa estrutura de pensamento organizacional de pensamento Onde por exemplo o colaborador tem um peso enorme né o o funcionário né tem é o grande porta-voz daquele daquele daquele daquela cultura da que a marca vive produz né só que esses pequenos negócios eles ainda também não
se tornaram Eh lucrativos vamos dizer assim sei lá ou ou ou não se tornaram grandes não se tornaram eh negócios grandes Talvez isso nem aconteça mais Talvez seja uma coisa que a gente já falou muito Talvez seja nicho música a música tá passando um pouco por isso talvez seja Talvez seja realmente é atual no mercado de nicho tem essa essa esse mercado essa economia quando se fala de criatividade de criação pouco madura para essas novas marcas porque em economias mais sólidas você fazer roupa 100% vegana você vai ter consumo e você vai conseguir viver bem
né aqui a gente ainda tá teia uma camada da da da sociedade que tem esse poder aquisitivo e que tem essa essa cultura de valorização do local que no caso da moda a gente fala muito do do artesanal né do feito à mão do material eh cuidado orgânico natural e aí tem algumas marcas que nascem com esse perfil mas eu acho que como padrão de consumo realmente a gente não ainda chegou no lugar como sociedade eu digo já da massa até mesmo do super rico que paga uma fortuna numa numa caneta momblan ou num Rolex
ou a não pagaria por um produto orgânico ainda não chegamos não chegamos acho que a gente ainda não chegou mas eu eu sou otimista acho que a gente tá dando Passos né a gente passou nos vendendo uma peça de plástico e que na medida que ela foi perdendo valor as gravadoras e os artistas começaram a gastar menos na tal da peça de plástico Então ela foi ficando mais plástico mesmo Sim já tinha tido uma perda quando a gente saiu do Vinil pro CD de experiência de abrir um disco de ver o encarte etc mas tudo
bem tinha uma uma nova qualidade sonora que fez as p pessoas abrirem mão do velho pelo novo né e praticidade não arranhava não precisava de uma vitrola era tudo mais simples só que na medida que o que o valor percebido daquele daquele objeto de plástico foi caindo Então hoje a gente tá no momento louco porque ou as coisas estão no digital onde você paga uma assinatura vira comod mesmo você paga lá R 30 por mês e consome qualquer coisa e eu acho que a moda já conseguiu achar uma forma de por exemplo construir essa percepção
de valor no que é feito de maneira pessoal feito à mão e que eu acho que o artista ainda não entendeu aqui pô Será que alguém não pagaria o tal do disco que você prensou dentro da sua casa que você tipo Olha aí eu tenho um amigo em comum com um Rique chama héo ascari e que ele conseguiu fazer isso com as bicicletas né e agora com linha de óculos que é feito por ele então o brasão da marca é ele que foi ali eu acho que isso talvez se aplicasse na música dentre formatos de
show o próprio produto em si que pô talvez eu não compro um CD mas a coisa pintada a mão pelo artista que chegue na minha casa via correio com uma carta quanto que alguém não pagaria para ter isso do Chico Buarque né Talvez um valor que desse mais dinheiro para ele do que 2000 5000 discos vendidos Então acho que esse é um Desafio também a música Hoje Não tem o tal do produto mais né você não tem mais o empacotamento de absolutamente nada assim a pessoa te consome no streaming porque o que o que você
tá falando me me faz pensar porque eh de alguma forma o produto ele é uma tangibilização de uma experiência né no melhor dos casos ele cria uma memória afetiva né você fala assim cara eu eu comprei essa essa t-shirt aqui no show de tal pessoa e que eu lembro exatamente a memória Eu tenho a memória Clara daquela experiência vivida no show que eu fui né E no caso da marca de moda é isso também né você tá comprando um algo que é tangível que que me faz Abrir outro parênteses assim mas quando você veste uma
marca que você tá realmente vestindo aquela marca o que você tem é uma sensação de pertencimento perfeito né antigamente antigamente é é muito distante né mas assim H alguns anos atrás eh eu acho que existia uma coisa de modelo de admiração que ainda existe tá então tinha um determinado estilo de vida no qual eu eu queria fazer parte mas eu não fazia e eu vestindo aquela peça eu me sentia e é como representante dessa determinada tribo pertencendo aquilo a mesma coisa com celebridade você viu uma uma celebridade usando tal roupa e você de alguma forma
você por vestir aquele acessório ou ou que fosse você também se sentia mais próximo daquela daquele mundo idealizado daquele daquela coisa da da da da admiração né do modelo de admiração e que ainda existe até hoje na verdade e eu acho que a sensação de pertencimento ela não foi inteiramente quebrada o modelo de admiração também não foi S quebrado mas ele sem dúvida foi revisto e está sendo muito revisto então a gente tá caminhando muito mais para um modelo de identificação e acho que não por acaso isso se dá com o digital vindo muito forte
como você poderia diferenciar para quem tá assistindo isso admiração versus identificação e como Isso muda para você na hora que você tá pensando marca pensando senso de comunidade Quando você pensa na na no no no universo sei lá vamos falar aí de 2010 ou antes 2007 a estratégia de de comunicação de uma marca e eu acho que também na música Eu acho que em qualquer expressão artística era assim você dependia assessoria de imprensa conseguir a nota para você né ou conseguir uma produção de moda então ou você conseguir uma nota jornalística de cobertura de qualquer
coisa né de um produto novo ou que A Celebridade x estava vestindo ou de um projeto que você tinha lançado dentro da marca então você conseguia nota jornalística ou dentro de produção de moda mesmo tipo ah um ensaio um editorial dentro da revista X que Você entrava Além disso você desfilava e esse desfile também te dava expressividade dentro de uma mídia tradicional que seria um jornal Então você tinha alguma cobertura e aquilo te ajudava a você vender sua marca no caso de uma marca maior de difusão pro Brasil inteiro e você tinha os anúncios da
da do material impresso né tudo tá aí ainda tudo existe ainda mas sem dúvida foi revisto quando você tem o digital você começa a falar daqui para cá então se você não entrega no Sei lá o teu e-commerce atrasou eu tô lá reclamando e sou oportunista em relação a alguma pauta eu vou ter o Hater me atacando então ou então se você manda bem você vai ter os elogios né então Então esse esse diálogo essa essa essa possibilidade do Diálogo E aí se você leva pro extremo desse diálogo seria você conseguir cocriar com seu consumidor
final gera identificação então a gente começa a falar poros nosos é mais horizontal então é o famoso boca a boca que é o meu amigo tá vestindo então é legal o meu amigo tá falando então é legal né então só que num nível que nem os influenciadores os influenciadores sempre existiram só que eles eram offline e era aquela coisa de você olhava numa f falar assim cara aquele cara personifica a minha marca então eu vou me aproximar daquela pessoa conversar com ela e falar pô faz uma retirada lá na minha loja tem a ver ou
então um cara chegar ver pô que calça maneira pô vai lá entendeu então e na verdade os influenciadores continuam uma lógica similar ao que era no passado também que era artistas e esportistas né geralmente para isso só que agora ele é é a dimensão disso com digital é enorme tem marcas que não tem estratégia de influenciador por opção mas já é uma rejeição não há algo que existe existe A Celebridade que era mídia TV Depois vieram as primeiras blogueiras que alçaram também a um patamar de influência enorme e depois vieram os microinfluenciadores que eram até
100.000 E agora tem os nanos isso é muito orgânico e muito Vivo e acho que as marcas e acho que também os artistas que se colocam de uma forma muito viva e muito orgânica nesse diálogo humanizam a sua comunicação estão abertos para isso respondem todos os comentários dialogam ouvem trocam se abrem são as marcas que se tornam mais relevantes e também as que trazem pautas contemporâneas Eu acho que isso também serve para o mercado da da música tava falando também que me me fez lembrar eu acho que assim a música em em alguns aspectos eu
acho que ela saiu muito antes na sua expressão né tipo estamos falando de sei lá Marcelo D2 quando lançou em busca da batida perfeita ele já tava já tava misturando hip hop em samba cara não existia pelo que eu lembro Posso estar errado na na minha afirmação mas não existia nenhuma marca que falava de hip hop que S samba quando ele tava já misturando hip hop com samba sabe se você bota mais passada Fernando abriu então a música Na expressão na ela é mais ligeira né Ela é mais ligeira no planejamento de branding marketing comunicação
talvez não é eu acho que isso que tem uma muita gente tem dúvida é engraçado quando eu falo sobre isso e me perguntam no YouTube direto no Instagram teria como você dar tipo ligeiramente a diferença entre Market e branding vou falar da minha do Meu Jeitinho cara eu eu acho que o o o o branding assim e que na verdade nada mais é do que um um verbo no gerúndio né que é estar posicionando né é que de novo traz a ideia da organicidade né e na internet acho que a gente tá no gerúndio o
tempo todo todo tempo todo na verdade a gente sempre esteve no gerúndio a internet só falou se liga aí galera né Acho que o brain de alguma forma ele parte de balizas que determinam quem você é E aí assim as balizas práticas são missão propósito atributos de DNA ou genes os valores da marca que às vezes se mistura com valores da própria empresa né Isso já um balizador E aí tem marcas que tem marcas que isso tá tudo na cabeça do Criador ou dos criadores ou do diretor criativo e tem marcas que que começam a
crescer de tamanho elas pisam desses balizadores até para que cara eu tenho 100 funcionários tenho 100 colaboradores eu eu vou ter pessoas que vão desgarrar desse entendimento Então você começa a ter necessidade de manualização criativa das coisas né então se você eu falei de exemplo do solar Mas você pode vou chutar alguns atributos aqui uma marca que é Urbana e noturna e a gênero sustentável e mais um qualquer atributo aí tudo que eu fizer toda a minha comunicação toda a imagem que eu construí todo o audiovisual todo post todo gif todo texto tudo tem que
ser fruto disso porque aí eu começo a ter coerência e branding se dá também por consistência Então você começa a repetir aquilo até o ponto onde você começa a ser percebido por aquilo além do desse que seria um manual de marca né um brandbook você tem um manual de identidade visual que é quando você traduz isso em em em tipografia em alguns casos no próprio na logotipia né e nas suas variações que que pode o que que não pode fazer nas cores na primária secundária terciária as fontes todas n Fontes que você vai usar para
título e para texto corrido e mais recentemente que seria o terceiro degrau dessa história aqui Brand book manual e seria a linha editorial que é como você vai traduzir isso no teu digital eh E isso se dá eh buscando o que é mais Genuíno nessa marca seja ela uma marca pessoal ou artista seja isso uma marca construída a muitas mãos né E também numa busca que eu acho que é de mercado então eh não tem nenhuma ingenuidade que o essencial vai sempre ser o a grande né aquela coisa do do do artista completamente intuitivo pelo
contrário é essa essa construção do discurso e da imagem né seja a mídia que for ela só dá com consistência e o que dá para responder sua pergunta final o que seria o complementar que é o trade marketing é quando você começa a colocar isso em um plano de ação de ações no caso da no caso de uma marca de moda é cara você vai pegar o ano todo Vamos fazer vamos fazer o já já estamos no momento de fazer o planejamento do ano que vem então vou pegar esse orçamento e vou começar a definir
ele dentro de linhas de orçamento então quanto eu vou botar para campanha quanto eu vou botar para lookbook quanto eu vou botar para editoriais quanto eu vou botar para influenciador quanto eu vou botar para ações de ações promocionais de brinde E aí você realmente começa a entrar no trade que é por exemplo lá ação dia das mães que que eu vou fazer Natal que que eu vou fazer black friday que tá né que que eu vou fazer Dia dos Pais que que eu vou fazer dia dos namorados que que eu vou fazer o que que
eu vou deixar como como estratégia de de CRM que é não sei se tá todo mundo familiarizado mas é customer relationship Management né é esse cliente no nesse ano que estamos comprou cinco vezes comigo então ele sem repetição a gente tá voltando a falar do Funil que eu falo muito aqui esse é um entre um fã e um super fã da marca ele é um entre um fã e super fã E aí você tá botando a frequência dele como um balizador dele ser um super fã ou um fã tem o valor que esse cara tá
gastando que também é um definidor do se ele se ele é um super vip vip ou moderado né Aí tem várias terminologias e também a recência que é quanto tempo esse essa pessoa não compra na marca então você existe toda uma régua de de como comunicação que é é marketing puro que é para trabalhar o cliente ativo trabal resgatar o inativo tentar puxar quem nunca foi nem nunca foi ativo mas de alguma forma tá lá no cadastro então aí você começa a entrar realmente no no no Marketing se CRM é é legal sempre a gente
tá falando sobre o funil e como ele falou tem várias terminologias E aí eu resolvi chamar de estranhos que é quem nunca teve contato comigo com a minha marca com nome o nome é ótimo mesmo é E aí eu eu falo que tem a galera que tá meio que no quem acabou de entrar ali por algum acaso ouviu você alguém falando de você ouviu Tua música Em Algum Lugar deu um Chazan foi lá sei lá te escutou no Spotify ou te achou numa playlist eventualmente pode te dar um like no Instagram pode assistir um vídeo
mas fica meio ali é o cara que você tem que tentar trazer ele para dentro da tua loja de novo né a galera que tá engajada que já não é mais no já meio que constantemente consome teu conteúdo na internet já salvou Tua música no Spotify e a gente tem o fã mesmo que é o super fã o fanzaço que esse tá sabendo que você vai entrar entrar em estúdio mês que vem porque ele tá ligado em tudo que acontece esse aí ele tá sabendo do de ti antes de ti cara que já já espera
o novo né já espera novo por isso que eu acho que essa coisa da Constância é muito louca porque você pensa assim Posto 50 vezes ou uma vez por dia no Instagram esse super fã vai ver os 50 Uhum E vai ficar feliz o que tá no tá no Não importa se vai lançar um ou 50 Uhum E eu acho que com verba deve ser maravilhoso você falar assim pô pera aí como que eu vou me comunicar com quem chegou agora aí os técnicos chamam de educação education né a turma que tá no processo de
educação da marca mas a turma que tá ali meio no fodes a turma que tá ali engajada a galera que fascinante você pensar que dá com ed hoje no Facebook para você falar com essas pessoas via retarget que eu falo com você um tempão na f pô que a gente podia criar um workflow de retarg Sim fizemos né excitamos Isso aí é mas é uma coisa que dá para ser muito divertida que é assim cara quem tá no funil aqui vai vai ver o quê Quem vai ver quem quem conseguir ver tantos conteúdos daqui vai
começar a ver o quê exatamente e com verb isso é possível Total total e vocês TM essa verba em moda né e o e o que você depende né não uma coisa só pra gente porque a gente fecha esse bloco é uma coisa que eu acho muito interessante é que moda pensa em posicionamento em branding sempre pensou né uma coisa muito legal pelo menos na última década a gente tem falado disso sempre né sim e a música Eu nunca vi um Brand book numa gravadora na minha vida e nunca vi um empresário de artista ter
um Brand book sim então o artista ele há muitos anos Ele é um ser eh que vai 100% no intuitivo aham na grande maioria das vezes eu fui ler o livro da lei de Gaga sobre o little monster você vê que no caso dela tá simbologia tudo pensado sim sim sim então e acredito que vários outros desses que a gente consome há muitos anos mas a lei de Gaga ela diz né ela não tem a menor vergonha de dizer de falar que existiu uma estratégia existiu tem vergonha eu vi que tinha uma demanda eu vi
que tinha um adolescente no mundo inteiro que não se sentiam pertencendo a nada que eram nativos da internet e aí é os Little Monsters né então ela falou para essa galera e aqui a gente vê as pessoas o tempo inteiro andando de forma muito intuitiva E aí você vê um Caetano que se sai bem de maneira intuitiva ten certeza que ele não tem um Brand book mas é um cara que aí numa régua de tempo de 50 anos o cara erra pouco né porque de novo Tem tem a ver com ser Genuino e todo mundo
e todo mundo erra mesmo quando você tem uma estrategia muito bem definida você vai escorregar né mais hoje onde você é e e se você é o criador da tua obra você não necessariamente sabe fazer estratégia para comunicar a tua obra né mas você sabe o que a tua obra é em especial se você é realmente tem essa se é uma necessidade se é uma urgência essa expressão mas tem muita gente confusa em deve ter em moda também também também tem porque também a gente tá sempre falando de modas que se posicionam muito bem e
sempre vem a cabeça lá as mesmas 15 20 né Tem muita que não sabeer muita não consegue nem sair e tem muitas que não estão aqui hoje né Tem muitas que não estão aqui hoje por incoerência às vezes né Por incoerência ou por passos que passos de negócio que não foram assertivos né que acontece também né mas assim eu eu acho uma uma coisa que eu acho emcomum nas marcas de moda que a gente lembra mesmo as que já foram eh as marcas que a gente lembra elas se fundiram com comportamental de uma determinada época
elas souberam dialogar com aquele momento eh E isso se você pensa no rock 80 é isso não você vê a Company né quem tem mais do que 40 ou 30 e muitos lembra era uma marca unipresente ela era ela era praticamente o reflexo daquele momento cultural né eu vestia Company n ex não e não eu acho que não era por não é nada por acaso é porque realmente a marca estava inserida naquele contexto cultural comportamental então é é por razões óbvias ela ela era ela meio que cresceu junto n ela cresceu junto e se e
se você v as marcas que a a gente lembra aí já pode trazer pro contemporâneo a a lógica se aplica a grande interrogação desse momento é quais que a gente vai lembrar daqui a pouco entendeu ou se realmente a gente tá falando de um nova maneira de pensar negócios que não serão tão grandes serão mais nichados cara eu vejo projetos de alunos assim tipo incríveis marcas assim você fala assim cara essa marca ela tá pronta para existir né como aí obviamente tô falando sobre a ótica de branding né sobre a ótica de posicionamento de de
estrutura de pensamento para chegar no produto e na marca é não tô falando de negócio porque são outros 500 mas eu acho que tem tem marcas que tão já que você fala assim Caraca caixa sabe isso que divide de uma forma muito clara as marcas sejam elas antigas ou novas porque é quase é a marca como ativismo né é a marca como posicionamento e tem uma reflexão que eu não sei se eu vou conseguir elaborar ela bem aqui mas eu acho que assim as marcas talvez pela crença na política as marcas começaram a exercer esse
papel então eu vou te consumir eu vou consumir a tua marca porque eu entendo o que tá atrás dela porque eu partilho do pensamento que tá atrás dela porque as pessoas que estão atrás dela eu eu conheço e admiro então eu vestir a sua marca é é um ato o consumo virou um ato político só que agora assim o que tá acontecendo E aí eu consigo ver nitidamente a diferença sentir a diferença é que realmente acabou o caor se não é de verdade se não é Genuíno não faça não faça porque a chance de você
ser apedrejado é enorme e porque também é incorreto é antio é onde tá esse limite ético outras coisas no passado marcas e primeiro trabalharam trabalhavam muito da boca para fora né então o que você via da loja para fora era muito diferente que você via no escritório né nas relações mesmo nas relações sociais né que seria hoje a responsabilidade social né com seus colaboradores e não só social financeira uma série de o bem-estar é entre outras coisas hoje em dia cara o que você é dentro você cuidar do dentro é a melhor estratégia para você
comunicar bem no fora então o dentro é estratégia de marketing o colaborador é é onde você melhor vai gastar o teu dinheiro porque é isso que virá a tona e que e que e que eu acho eu sinceramente eu sou muito mais do Diálogo do que do ataque mas eu acho que o ataque nesse caso ele é importante ele tem a sua função ele tem a su função eu pessoalmente não não não não sou essa pessoa mas eh mas eu acho que o ataque tem sua função também função de de levantar as coisas gerar levantar
as coisas né então eu acho que é que é que é isso importante a gente fala também muito assim eh da diferença do antigamente era er o que você tinha era importante hoje em dia que você é importante mas acho que até já passamos dessa fase do é até porque o o ser é um pouco eu acho que a gente está coisas mais do que é coisas né bota no organicidade a gente está coisas o que você estava sendo há um pouco tempo atrás muda para caramba e agora só que eu acho que no caso
da da da da moda e acho que talvez isso como como como artista também é o que você faz que é importante então é o compromisso que você tem e e como você presta contas desse compromisso Então você começa a falar de auditoria por exemplo você vê marcas novas que já tem compromisso de sustentabilidade com meta e com prestação de conta marca pequena não tô falando das grandes Magazines que foram pra sustentabilidade que tem também é e outras que olharam pro passado falam Cara isso não era legal e vou vou ser diferente daqui pra frente
que é Genuino também isso acontece também a gente tá até falando também cara é não é não é passar pano né para usar uma terminologia contemporânea mas esses modelos de negócio eles cresceram sobre outras normas equivocadas sim quando a gente olha em retrocesso mas era o que tinha então Eh crescendo sobre outras normas então tem quem de forma genuína esteja cara se esforçando muito para transformar para se transformar e se comprometendo com isso eu conheço algumas marcas que fazem isso e tem Marc Magazine luí agora com a coisa da é a Magazine luí é bem
bem muito bem trabalhada nesse sentio compromisso Agora abriu vaga só para negros né sim tem e negros achei interessante tem gente batendo Mas vai ter sempre gente batendo vai ter gente batendo é mas é mas é isso né cara porque talvez hoje para você estar E aí isso é é quase é contraditório mas porque hoje para você estar fundido com comportamental dessa nossa época talvez você tem que apanhar tenha que apanhar eu acho que é impossível não apanhar se você tiver algum tipo de atitude você porque se você porque se posicionar é ato de coragem
esteja pronto para dialogar caso você seja atacado e escolha bem suas lutas né escolha bem suas lutas é a marca não se posiciona à toa né Eu por exemplo escolhi as minhas lutas É muito difícil você institucionalizar projetos na moda porque historicamente ela tem essa usa as coisas como campanha né com momentos no melhor cenário ela dura se meses entendeu então então quando você tá falando de uma tá falando sei lá da água depois sem M você não tá mais falando da água você tá falando de de outra outro assunto entendeu Só que eu acho
que também isso está passando para para para a moda o que que qual o teu Pilar institucional Qual o teu compromisso qual qual o teu Pilar que que vai é permear toda grande ou pequena ação que você vai fazer ao longo do tempo é bom falar que o Rick também é um cara muito intuitiva a tua forma de olhar pro mundo de olhar pra moda O Rick é um artista Então eu acho que a gente não vai ter nada Tati bitti aqui tem aquela coisa do santro de casa não faz milagre né você faz o
teu tá fazendo milagre em casa cara o santo de casa faz milagre então sem dúvida passo muito melhor para o outro do que para mim é porque você tá olhando pro outro né Eu tô olhando pro outro né e e e eu acho que que eu tenho um perfil de realmente me colocar a serviço do outro né e buscar o que é Genuíno né que é transformar o que é essencial do outro em estratégia né realmente a minha busca como profissional dessa área né mas eu mas eu para mim eu fiz sim tenho colhido uns
frutos mas eu fiz recente é é porque você também é muitas coisas né então exatamente eu eu eu eu é muito Di é que é que a gente fala de posicionamento né cara O que que você vai priorizar na sua comunicação né porque quem é muito tem marcas que são muita coisa mesmo tá mas elas têm camadas Elas têm camadas e tem os recursos financeiros para tal também né sim ou na verdade tem os recursos financeiros ou na verdade seria injusto falar isso para uma marca porque tem marcas que que investem muito mesmo em marketing
porque elas não são uma marca só de moda né que o peso da comunicação o peso das histórias que contam Os projetos que que ela lidera ou cocria né Tem uma importância muito grande dentro do posicionamento delas né então eu eu acho que eu tenho esse perfil de de muo curiosidade e de por conta disso ser múltiplo já me critiquei muito por conta disso historicamente hoje em dia T muito muito tranquilo mas sem dúvida é um dificultador então fazer o seu o seu posicionamento com clareza da mesma forma que você fazia pras marcas que você
trabalha mudou tu vida um pouquinho