Sabe aquele momento em que o artista acha que tá lacrando e acaba criando um herói da direita sem querer? Pois é, em 2007, quando saiu Tropa de Elite, >> o diretor José Padilha e o ator Wagner Moura estavam convictos de que tinham criado um vilão monstruoso, o capitão Nascimento. >> Vai subir ninguém.
Vai subir ninguém. Vai subir ninguém. Vai ficar todo mundo aí quietinho aí.
Não vai subir ninguém. Policial sem paciência, que tortura criminoso, mete bala em traficante e acha que bandido bom é bandido morto. Na cabeça deles, o público ia sair do cinema horrorizado.
Afinal, são esquerdistas, né? Só que esqueceram de um detalhe pequeno. O Brasil não é a bolha do Twitter.
O povo olhou pro Capitão Nascimento e falou: >> "Herói demais, quero dois". O cara virou ícone pop, virou camiseta, virou frase de efeito, virou símbolo da molecada que começava a se interessar por política e pensava: >> "Ué, por que a esquerda defende bandido mesmo? " >> Imagina o ódio do Padilla e do Wagner Moura vendo o vilão deles virar mito nacional.
E aí, corta para ontem, o humorista Murilo Coutto resolve fazer uma musiquinha para debochar do Flávio Bolsonaro. Achou que tava zoando, achou que tava ironizando, achou que tava sendo genial. Só esqueceu do mesmo detalhe de 2007.
O público é majoritariamente de direita. Resultado, assim como capitão Nascimento, o deboche foi adotado, a música viralizou, grudou na cabeça de todo mundo e o que era para ser piada virou o jingle não oficial da campanha de 2026. >> [música] >> Agora, meu amigo, agora é o momento delicado do vídeo.
Aquele momento em que você olha pro espelho e o espelho olha de volta e fala: "Rapaz, a testa aumentou ou foi impressão minha? " né? Porque, vamos ser sinceros, ninguém fica careca, a pessoa vai ficando.
Primeiro entra um solzinho ali, depois uma clareira aqui e quando vê tá parecendo estacionamento de shopping no domingo à noite. Mas calma, respira porque chegou o Hio. Isso mesmo, Relio o tratamento para você que tá ficando calvo, careca, ralo ou que simplesmente tá aparentando uns 10 anos a mais do que realmente tem.
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Os resultados começam a aparecer nas primeiras semanas. Isso mesmo, você começa a ver nascimento de fios. Não é milagre, é ciência trabalhando enquanto você dorme.
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Hairo, porque recuperar o cabelo é bom, mas recuperar confiança aí, meu amigo, isso não tem preço. Imagina a cena. Luz baixa, microfone no centro do palco.
Murilo CTO com aquela cara de quem vai contar alguma desgraça da própria vida e manda: "Gente, eu fiz uma música pro Flávio Bolsonaro. Pausa. A plateia já entra em estado de choque.
Tipo quando o médico fala: >> "Precisamos conversar >> porque ninguém vai a um show de standup esperando ouvir. " Compus um hit pro filho do Bolsonaro. É como ir num show de rock o cara anunciar que vai tocar para Celta.
E aí o Murilo explica todo constrangido. Ele começou a me seguir nas redes sociais. Olha isso.
Flávio Bolsonaro seguindo humorista. É tipo o tubarão seguindo o peixe palhaço no meio do oceano. É tipo o vilão do filme mandando oi sumido e o Murilo entra naquele dilema moderno.
Até ontem eu xingava o cara. Hoje ele me segue, amanhã eu tô pedindo curtida. Porque rede social faz isso com a gente?
Você pode odiar a pessoa por 10 anos. Se ela te seguir, seu cérebro já pensa: "Bom, também não é tão ruim assim. A dignidade vai embora mais rápido do que petiça quando vê carteira de trabalho.
>> E aí nasce a obra prima da política brasileira moderna. com ajuda de inteligência artificial, porque claro que tinha que ter a surge. Meu amigo Flávio, eu escrevi uma canção essa noite, ela é muito linda.
Eh, e eu vou botar para vocês ouvirem a música que eu que eu gravei hoje à noite no meu computador. Gravei. Põe a música aí para eles ouvirem.
Ó, eu no violão. Essa é minha voz. Eu quero que vocês [música] sintam comigo.
>> Eu não sei o que fazer. >> É uma dúvida sincera. >> Não sei o que responder.
>> Que [música] que eu falo? >> O filho do Bolsonaro quer ser meu amigo. Amigo, ele já tá me seguindo.
>> Tá me seguindo lá desde ontem. Seus amigos perseguindo >> vários amigos dele >> o filho do Bolsonaro quer ser meu amigo >> todo mundo >> amigo >> esse mundo gira [música] esse mundo dá volta ontem eu tava xingando, hoje eu tô pensando em seguir de volta >> será que eu sigo de volta >> meu amigo Flávio. [música] É o meu amigo Flávio.
Ele é muito sábio. Flávio Bolsonaro. [música] Meu amigo Flávio.
É o meu amigo Flávio. Ele [música] é muito sábio. Flávio Bolsonaro.
>> Essa é a música que eu fiz para ele. [aplausos] Gente, isso não é música, isso é gru de auditivo, é vírus, é chiclete de posto de gasolina grudado no cérebro, é aquelas músicas que você odeia, mas 3 horas depois tá cantando no banho. E o Murilo ainda faz coreografia, porque nada transforma uma piada em arma política mais rápido do que um adulto dançando mal.
A plateia gargalha. Murilo acha que tá arrasando. Ele pensa: >> "Debochei bonito.
Escula Flávio. " >> Mal sabia ele que naquele exato momento à direita estava nascendo um jingle. E não um jingle qualquer, o jingle mais barato da história política brasileira.
R$ 0. Nenhuma agência, nenhum marqueteiro, só um humorista achando que tava zoando. Mas não fica chateado não, Murilo.
É melhor ser amigo do filho do Bolsonaro do que do filho do Lula. Porque sejamos honestos, o último amigo famoso do Lulinha foi o careca do INSS. E esse amigo pagava mesada de 300.
000, bancava a coisa e acabou preso. Ou seja, amizade de esquerda vem com algema no final, amizade de direita vem com meme. Mas calma, Lula, relaxa.
Já já o Fábio Porchá faz uma música para você também. Provavelmente algo tipo o pai do imposto quer me taxar. Lula, meu amigo Lula.
Só que ninguém vai compartilhar porque música triste de imposto não viraliza. Agora música besta, grudenta, engraçada. Essa é a arma de destruição eleitoral em massa.
E aí vem a parte mais totosa. O Murilo tava sendo sarcástico. A ideia era zoar o Flávio.
Era deboche, era ironia, era aquele humor. >> Olha que situação absurda. >> Só que não deu certo.
Foi tipo jogar água, achando que apaga fogo e descobrir que era gasolina. Porque o que que a direita fez? Censurou, reclamou, pediu para derrubar?
Não. A direita fez o que sabe fazer melhor. Surfou, pegou a piada, montou em cima e foi embora rindo.
>> Põe a música aí para eles ouvirem. >> Ah, eu no violão. Essa é minha voz.
[música] >> Eu quero que vocês [música] sintam comigo. >> Eu não sei o que fazer. >> É uma dúvida sincera.
>> Não sei o que responder. >> O que [música] que eu falo? O filho do Bolsonaro quer ser meu amigo.
Amigo, ele já tá me seguindo. >> Tá me seguindo lá desde ontem. >> Seus amigos perseguindo.
>> Vários [música] amigos dele tão seguindo. >> Filho do Bolsonaro quer ser meu amigo. >> Todo mundo amigo.
[música] >> Esse mundo gira, esse mundo dá volta. [música] Ontem eu tava xingando, hoje eu tô pensando [música] em seguir de volta. Será que eu sigo de volta?
>> Meu amigo Flávio [música] é o meu amigo Flávio. Ele é muito sábio. Flávio Bolsonaro.
[música] >> Resultado. Meu amigo Flávio, versão nacional virou o assunto mais comentado do Brasil no X. Primeiro lugar no Trending Topics.
Acima de briga de famoso, acima de BBB, acima de escândalo. M. Ту-ту-ту-ту-ту-ту-ту-ту.
[música] [música] >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> Nasceu ali o hit de 2026, o jingle que nenhum marqueteiro conseguiria criar, porque marqueteiro pensa demais. Humor viral simplesmente acontece. E a direita entendeu em 3 segundos o que a esquerda leva três meses para entender.
Meme ganha eleição. Piada circula mais que discurso. Música gruda mais que slogan.
E enquanto a esquerda fazão de 40 parágrafos, a direita canta. Esse mundo da [música] volta. Ontem eu tava xingando, hoje eu tô pensando em seguir de volta.
Ouve, será que eu sigo de volta? Meu amigo Flávio. [música] É o meu amigo Flávio.
Ele é [música] muito sábio. Flávio Bolsonaro. Meu amigo Flávio.
[música] É o meu amigo Flávio. Ele é muito sábio. Flávio Bolsonaro.
>> E acabou. Até o próprio Flávio entrou na zoeira, postando, rindo, compartilhando, virou personagem do próprio meme, que é exatamente o que político moderno precisa ser, parte da cultura da internet. [música] >> [música] [música] >> A música ficou em looping infinito.
Você abria a rede social, Flávio. Você fechava Flávio. Você piscava Flávio.
Daqui a pouco vai tocar em festa infantil. em churrasco, em casamento. DJ gritando e agora o hit político do ano e todo mundo Flávio, meu amigo Flávio e aí vem o ponto mais genial dessa história.
O humor fez o que a política tradicional não consegue mais, atravessar bolhas. Porque discurso de direita, a esquerda ignora. Discurso de esquerda, a direita ignora.
Agora, piada boa, todo mundo compartilha, até quem discorda, até quem odeia, porque o cérebro fala: >> "É engraçado, eu vou mandar". E quando você vê, tá divulgando o nome do cara de graça. É marketing involuntário.
É campanha sem querer. É o sonho molhado de qualquer candidato. E o Murilo ajudou tudo isso sem cobrar um centavo.
Meu amigo Flávio. >> A música não era panfleto, não era militância. Diferente do samba enredo da Unidos de Niterói.
Paí [música] no choro de Luiz. Luz de caranhos. >> Não era propaganda, era só zoeira.
E exatamente por isso funcionou, porque ninguém colocou o filtro ideológico antes de rir. Riu primeiro, pensou depois. Quando foi ver já tava cantando.
E aí a esquerda ficou em pânico. Tipo, >> como assim? Essa porcaria tá viralizando?
>> Simples, porque vocês não sabem brincar, vocês só sabem lacrar. A direita ri, compartilha, transforma em símbolo cultural e pronto, virou troféu. Olha aí, até humorista fazendo hit nosso.
>> Meu amigo Flávio, [música] é o meu amigo Flávio. >> E aí o Murilo acorda famoso. Limeline tomada pela música, Trending Topics explodindo e ele posta desesperado.
>> Que merda eu fiz, meu Deus? Que merda, meu amigo. Você não fez merda, você fez história eleitoral.
Você literalmente criou o jingle da campanha do Flávio Bolsonaro de graça, sem querer, na base da zoeira. O feitiço virou contra o feiticeiro de forma tão bonita que Shakespeare pediria direitos autorais. É a clássica história.
Tentou debochar, criou um herói pop. tentou zoar, criou um hit político, tentou ironizar, criou engajamento em massa. Murilo CTO mirou na zoação e acertou na eleição.
É o grande hit de 2026. No fundo, no fundo, eu acho que ele gostou. Só não pode assumir para evitar cancelamento dos poderosos amigos, tipo Danilo Gentile.
Gostou demais, ganhou muita visibilidade e ficou mais famoso. Ganhou muitos seguidores. Os comentários no Instagram dele são espetáculo à parte.
Ó, eu no violão. Essa é minha voz. [música] Eu quero que vocês sintam comigo.
[música] >> Eu não sei o que fazer. >> É uma dúvida sincera. >> Não sei o que responder.
>> O que que eu falo? >> O filho do Bolsonaro quer ser meu amigo. Amigo, ele já tá me seguindo.
>> Tá me seguindo lá desde ontem. Seus amigos perseguindo >> vários amigos dele >> o filho do Bolsonaro quer ser meu amigo. >> Todo mundo >> amigo.
>> Parece que ele ganhou muitos seguidores de direita e a música já virou chiclete. Mano, quem lacra geralmente não lucra. Então aproveita, pois você sem querer foi lacrar e acabou lucrando com meu amigo Flávio.
Fez porque quis, agora aguenta o cancelamento da esquerda e o abraço da direita. Acho que você vai sair no lucro, Murilo. Eh, somos todos amigos do Flávio Bolsonaro e agora seremos seus amigos, se você quiser.
Murilo CTO, pensa pelo lado bom. Você vai ter como amigo um presidente da República. Moral da história, na internet de 2026, quem não entende meme vira cabo eleitoral do inimigo.
Murilo Couto entrou achando que tava fazendo piada, saiu como o maior marqueteiro involuntário do ano. E se essa música tocar em carreata, em comício, em evento, pode ter certeza, vai ser o dingo mais eficiente da história do Brasil. Tudo porque um humorista pensou: "Vou zoar um político".
E a direita pensou: "Obrigado pelo presente". Por enquanto uns choram, outros cantam. Meu amigo Flávio.
[música] É o meu amigo Flávio. Ele é muito sábio. Flávio Bolsonaro.
Meu amigo [música] Flávio. É o meu amigo Flávio. Ele é muito [música] sábio.
Flávio Bolsonaro. Brasilinas e brasilinos, preparem seus corações, seus armários e, principalmente, preparem os gatilhos emocionais da esquerda. Por chegou a nova coleção de camisetas Oi Luiz.
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Até o próximo vídeo, se o mundo não acabar antes. Por hoje é só. [aplausos] Oh.