Ok então dando início à nossa segunda parte eu queria fazer um comentário a respeito desse capítulo platôs que o capítulo 9 intitulado segmentar idade micropolítica que é onde a questão do fascismo aparece de forma mais explícita vejam é muito interessante a maneira como capuz e organiza porque 12 guatarri eles introduzem a sua discussão sobre o fascismo a partir de uma teoria geral da Organização social essa teoria geral ela não parte de formas de desenvolvimento em seqüência uma teoria evolutiva por exemplo a teoria positivista das obras sociais na teoria evolutiva classe modelo clássico de evolutivo sociedade
ministra religiosa científica então na verdade ela tenta dar conta de um jogo de dinâmicas distintas presentes em todas as formas sociais que a maneira de abandonar uma perspectiva histórica Tecnológica tendo isso em mente dois guarda-redes partem de uma apresentação de modos de segmentar idade é um conceito que vem de um time e que se refere ao regime de organização e de reorganização social que estabelece relações não a partir de um centro funcional como no caso da noção de estado que aparece aqui a distinção de sociedades de segmento que a sociedade centralizado durante o ataque e
partem daí para Abandonar essa distinção e propor formas de segmentar e duas formas de segmentar idade uma forma dura e binária a outra flexível e não binária todas as duas estariam presentes em todas as formas sociais em maior ou menor grau são tendências imanência de todas as forças sociais essa é a base para uma distinção bastante presente na teoria do ataque entre estruturas modulares estruturas moleculares molares duras binárias Moleculares flexíveis não binárias note se que essas qualidades elas não são mobilizados tendo em vista uma distinção e tap sata entre tipo societário de sociedade não passa
uma estrutura modular molecular elas procuram dar conta na verdade de tendências diversas de níveis distintos no interior de todas as formas sociais e essa dualidade ela vai ser fundamental para a distinção que nos interessa que é é sempre macro política e micropolítica Três guarda-redes escrevem tal se dá a distinção da seguinte forma sejam conjuntos do tipo percepção o sentimento sua organização modular sua segmentar idade dura não impede todo mundo de micro percebe os inconscientes de afectos e inconscientes segmentações finas que não apreendem no experimento as mesmas coisas que se distribuem de outra forma que operam
de outra forma uma micro política da percepção da afecção da conversação Se considerarmos os grandes conjuntos binários como sexo só as classes fica claro que eles passam também nos agenciamentos moleculares de outra natureza e que a dependência recíproca pois os dois sexos reenviam por exemplo a múltiplas konder combinações moleculares que colocam em jogo não apenas o homem e na mulher mas a relação de cada um no outro com o animal com a planta etc mil pequenos sexo ou seja vejam o que essa distinção Ela procura organizar a macro política é aquela que se organiza a
partir de um modo necessariamente binário e o positivo daí a referência as esferas da classe e do sexo esse binarismo ele é um modo privilegiado de organização e de legislação inerente normalmente ao estado há uma constituição do que eles chamaram de aparelhos de estado Lembrando a discussão de outros é nesse sentido a macro política normalmente opera pela visibilidade das grandes oposições no entanto esses binarismo seus molares também se enraízam e instrutores moleculares produziram outros tipos de fenômeno assim os binarismo se escondem uma rede molecular de relações no seu interior que sempre forçam as oposições molares
a um ponto de decomposição as contradições sociais só funcionariam A grande escala do ponto de vista micro político aos organizações não se fazem a partir de contradições se fazem a partir de linhas de fuga de dinâmicas de dram transbordamento do neisse guatarri fazem a mesma observação a respeito da relação entre classe e massa há sempre um outro regime que coexiste com a separação ea totalização dos segmentos duros caso a classe há sempre uma tensão interna as formas sociais Entre processos decodificação e fluxos de descodificação vocês percebem 10 central é se você é essa essa polaridade
molar molecular essas formas de segmentar idade elas explicitam estruturas e menéndez a vida social em geral então não há forma social que não tenha uma dinâmicas molar e molecular aqui isso implica também modelo dois horizontes de ação distintos que se organize se articula são 28 O horizonte macropolítica horizonte micro político que se enraizou se comunicam horizonte macro político se horizonte onde as suas estruturas da contradição ainda elas são operatórias por isso tá a questão da a contradição que tem na dimensão da noção de classe com a luta de classe as contratações são organizados na forma
do estado por aí vai em luta no campo molecular o que você tem é um sistema que não é Pensado cuja produção não é pensada de uma forma da contradição e esses sistemas moleculares de rearranjos de de fluxos eles são a a vida e manente das grandes estruturas então eles criam dois eu pensei você tem dois núcleos importantes de atuação e no que significa ou seja você quer explicar que a atuação macro política ela é ela é obsoleta aqui que seria mais ou menos assim a atuação dentro dessas dessas Estruturas de contradição tipo parte do
sindicato estado por aí vai sem graça obsoletos e que assim enraizou em outros elementos elas pedem também 22 duas dinâmicas de estratégia bem dois guarda ainda farão uma distinção interna as estruturas moleculares que os fluxos moleculares que permitem de vires e micro de vires que estabelece conexões e relações para além dos binários mundialistas molares mas há também Aquilo que eles chamaram de linhas de fuga com seu impulso em direção ao fora e nesse sentido a análise política não deve se deixar aprisionar pela dimensão macro política embora essa dimensão não seja diferente ela também não deve
ter a ilusão de que a dimensão micropolítica é a verdadeira esfera decisiva diz 2 gottardi e as fugas em movimentos moleculares não seriam nada se eles não repassassem pelas organizações bola Áries não refizessem seus segmentos suas distribuições binárias de sexo de classe que partidos e essa é uma maneira de dizer que uma análise efetiva deve compreender as articulações entre macro política e micropolítica deve aprender os fenômenos do seu ponto de articulação entre dois níveis pois só assim será possível aprender o movimento efetivo e as tensões concretas em jogo nas transformações políticas essa dimensão micropolítica no
entanto Ela não é uma dimensão individual em contraposição a uma dimensão social a gente pode dizer que é uma dimensão libidinal organizada como o fluxo em contraposição à dimensão institucional que organizada como segmento e claro mais uma vez essa articulação entre a admissão libidinal institucional ela é uma articulação não ela se articula uma contraposição fundada sobre uma solidariedade profunda daí porque eu cito duros gota ri a Administração de uma grande segurança e dar um exemplo a administração de uma grande segurança molar organizada tem por correlato todo mas micro gestão dos pequenos medos toda uma insegurança
molecular permanente a ponto de que a fórmula dos ministérios do interior poderia ser uma macro política da sociedade por e para uma micro política da insegurança ele está querendo dizer porque é importante a articulação dos dois níveis O que demonstra o horizonte efetivo da ação política por exemplo é impossível compreender da esse é um exemplo que não é possível compreender o discurso macro políticas sobre segurança sem entender que ele é um discurso micro político sobre insegurança é preciso compreender o discurso macro político que organiza então toda a ação do estado a partir do paradigma da
segurança sem compreender que esse porque o que é essa a anunciação também É ao mesmo tempo uma produção da insegurança micropolítica no nível micro político o que é a maneira que eles têm de falar uma coisa que no fundo é uma conseqüência se você é ler o hobby de maneira atenta jobs vai descrever mais ou menos a seguinte ideia há há há o medo afeta político central então qual a função da soberania do estado soberano não é garantia um pacto de segurança Só que é claro esse pacto de segurança e ao mesmo tempo pacto de
segurança ea pré perpetuação da insegurança porque essa insegurança some do horizonte não tem mais porque você pedir segurança não se a insegurança sobre dores onde então o paulatinamente o estado ele vai perdendo a sua função e mais vai perdendo a sua a sua força de adesão de coesão então o estado tem que ser o gestor da insegurança e da segurança uma vez ele ele é o bombeiro piromaníaco Da vida social ao mesmo tempo né ele promete assim é o estado a essência do estado é maravilhosa ele promete assim a segurança e vende em segurança mesmo
tempo ou seja isso o significa ele precisa gerir a insegurança social ele precisa precisa permitir a produção circulação do sentimento de insegurança por isso essa idéia da micro gestão dos pequenos medos ele precisa se a micro gestão dos Pequenos medos 'dança dessa crença de que afinal de contas vem se vocês deixarem acha a porta da casa destrancada com certeza alguém vai entrar e vai invadir vai levar tudo se não existe o estado existe a polícia se não existir os poderes instituídos bem isso aqui seria um caos se instale a aas esbofeteando é de maneira absolutamente
livre e solta certo onde à disposição seria generalizada a possibilidade da morte violenta seriam seriam um dado a Quase um dado natural então é necessário que ser que se quer que se essa microgestão do medo ela esteja continuamente presente para que a segurança possa ser o elemento ordenador da vida social essa compreensão das relações entre o mollah eo molecular vai ser fundamental para leitura que dois guardas e farão do fascismo porque não se trata de privilegiar a dimensão macro política e descreveu o fascismo a partir da Presença de uma concepção totalitária de estado até porque
outros modelos políticos conheceram figuras solitárias do estado o fascismo traz um tipo muito específico de totalitarismo no qual preservação do estado totalitário não é o eixo da lógica da ação política mas é uma das grandes contribuições que eles não falar tem um tem um elemento e na verdade eles absorvem do povo líbio mas eles colocam em circulação de maneira muito boa prova Tem um elemento que determina que especifica o fascismo se você fica natureza do totalitarismo fascista totalitário fascista não visa a autopreservação do estado contrariamente a outras formas o audi totalitarismo você vai falar de
uma certa maneira pros países capitalistas era muito mais fácil você negociar com os estados comunistas com o totalitarismo stalinista 18 horas totalizando administra um totalista Racional no sentido de que ele organiza toda todas as suas forças para auto preservação do estado com a eliminação dos seus opositores aos elementos clássicos eliminação dos grupos de oposição à atual gestão é contínua então da do processo de auto regulação do estado do estado o estado regulador a tomar ao mesmo tempo um estado centralizador e por aí vai mas é não mas o fascismo era outra coisa ele tem uma
outra dinâmica Por isso a questão da guerra é fundamental têm por isso que o fascismo é uma espécie de movimento do estado em direção à sua própria auto destruição porque aí vem uma discussão interessante que para entender esse ponto que é do braço melhor se faz necessário compreender a dimensão molecular do fascismo compreender o que ele chama de o micro fascismo nesse nível fácil você se mostra muito menos centralizado muito menos duro do Que por exemplo o estado stalinista que seria figura mais clássica de um estado totalitário observando a partir da sua estrutura molecular o
fascismo aparece muito mais como um corpo cancerígeno que do que como o organismo totalitário se encontrar uma resposta à questão haxixe ana porque o desejo deseja sua própria repressão depois de esgotarem é muito fácil ser anti fascista no nível Molecular sem ver o fascista que se é que nos entretemos que nós entretenhamos e alimentamos que cuidamos com moléculas pessoais e coletivas só que a resposta de 12 guatarri a respeito do que nos faz desejar o fascismo passa pela implementação política de uma certa dimensão da pulsão de morte mesmo que os dois afirma a ocasião não
invocamos pulsão de morte alguma mas seria necessário invocar a Demanda mas não seria necessário invocar de maneira explícita basta ouvir o que pulsa em afirmações como eu sinto eis aí o quarto perigo que a linha de fuga através da parede que ela saia dos buracos negros mas que ao invés de se conectar com outras linhas e aumentar suas valências a cada vez ela se volta a destruição à abolição pura e simples a paixão de abolição vejam é essa Leitura libidinal do fascismo que se apóia sua maneira e um certo risco interno a pulsão de morte
o elemento importante aqui mesmo as ambiguidades que desvantagem descreve o mesmo processo a linha de fuga ela pode produzir a pura e simples a abolição para se volta à abolição princípios a destruição de si mesmo ela pode em produzir mutações de forma seu lugar você tem o mesmo processo que a de uma certa maneira tem duas valências Possíveis mas você percebe que a gente discutindo batayporã eu quis fazer musculação mesmo processo um a experiência de ter o gênio que produz duas vagas duas experiências políticas distintas aqui de novo a mesma coisa o mesmo processo que
pode produzir uma transformação ou um retorno à regressão fascista por enquanto o que existe por exemplo um ponto a consigo tentar abordar essa questão de uma certa maneira o fascismo Não é exatamente o culto da ordem o fortalecimento da estrutura binária da norma das suas formas de controle algo no seu interior que se assemelha essas dinâmicas libertários de linhas de fuga ea esses fluxos moleculares a essa dinâmica essas que paradoxalmente são fundamentais para o processo de regularização nos encontramos aqui então a idéia de algo que necessariamente aproxima o fascismo de um processo revolucionário efetivo no
entanto essa Possibilidade de efetivação é cortada por uma submissão da força de transformação a uma paixão de abolição e vendado só pra lembrar um dado interessante a uma das teorias mais consistentes sobre o estado fascista foi fornecida pelo francês noimann um livro chamado br mutti brasil 10 centrais do nome é que o estado fascista não é um estado centralizado organizado ele é um caos organizado ele é na verdade o estado por exemplo Diz veja o que o estado nazista estado nazista a composição de quatro grupos distintos autônomos que brigam entre si a todo momento então
você tinha o partido que tinha as forças armadas capitão das forças armadas com consumos com sua com a sua tradição prussiana da aristocracia prussiana ela tinha estado no partido às forças armadas a indústria monopolista isso tinha burocracia do estado da classe média da burocracia dos Servidores do governo do estado esses grupos eles não tinham nada em comum nada em comum a única coisa em comum que eles tinham era guerra à guerra significava ele estava em continuar a briga entre si só que essa briga era a forma de gestão do estado ela era forma normal de
gestão do estado tem um estado de gangues e são os 14 gangues tom a gangue dos industriais monopolistas da gangue do partido certo Você tenha essa com ss todo todas as suas estruturas você tem a a as forças armadas o que você tem a a burocracia que ficava lá de uma certa uma certa maneira preservando seu espaço tatu e usando dispositivos jurídicos por aí vai e tudo isso tinha bem e tudo estava se estava de uma certa forma articulada com um princípio que é o princípio do filme que é uma espécie que a figura que
fazem A mediação e muitas vezes essa mediação da meramente simbólica o poder é meramente simbólico mas eu não conseguia fazer mediação tal qual às vezes conseguiu intervir nós mas a questão fundamental era aqui o nome eu falo no caso do fascismo italiano será claro do ponto de vista das adagas realizações econômicas do fascismo italiano foi uma catástrofe agora como é que você faz a gestão do estado Era muito importante que o estado fosse um caos porque a todo momento você pode você poderá falar olha nós estamos aqui dentro do processo da revolução permanente mas as
forças armadas estão atrapalhando mas o estado está trabalhando mas essa mas a burocracia do estado está atrapalhando mas então em última instância nós estamos lutando então o que eu faço é um governo que luta contra o estado ele ele é o estado e ao mesmo tempo ele Ele age como se ele fosse uma sedição interna do estado que é o tipo de governo que vira pra você falar não nós temos um grande projeto realizações e nunca sabe exatamente qual é o grande mal do grande projeto mas de certa maneira um pouco importa perguntar aqui contra
tudo que está aí mas a gente tem um grande projeto é realizar só que é imposto não tá dando pra realizar porque vejo o vejo os burocratas do ministério x como ele Estão atrapalhando tudo veja os infiltrados sempre tem os infiltrados em algum lugar isso mas isso mas está um processo de gestão normal isso é fundamental que exista para sempre porque é a maneira então o governo consegue encontrar uma justificativa para a sua nação pra sua paralisia e aí como é que se sai da paralisia desumana pela guerra aí a guerra à guerra articula-se e
ela joga pra frente a todo momento o estado Que todo mundo joga pra frente os seus próprios em paz por isso a galinha absolutamente constitutiva e essa guerra não é uma guerra de conquista ela a guerra de conquista de fortalecimento do estado ela é uma guerra suicidária por isso que ele vai por isso que aí o dono do bar r trazem do povo de nossa ideia estado nazista estado suicidário muito mais do que um estado totalitário a sua essência a essência do estado nazista é dada pelo Famoso telegrama quando 47 anos que é onde o
hitler então vendo a guerra terminando e fala então que a alemanha pereça sentindo então todas então é o expresso alemão tem q tem q tem que destruir toda a estrutura de infraestrutura da alemanha toda a a autoestrada infraestrutura viária toda estrutura infraestrutura urbana da alemanha do que persistem alguns sabem a a adefa lhe pede para espiar não ia falar você vai jogar na Alemanha a idade média de novo mas que ela é mãe não estava à altura não estava à altura do seu destino estava à altura da grande revolução estava os produtores nós estávamos pensando
para o país então esse é um elemento importante no na argumentação de resgatar rio seja compreender com uma simples forma do estado totalitário isso não nos leva muito longe e nem é e nem é imanente com o que significa essa colonização de uma revolução possível pelo fascismo mas não Só pode ser compreendido dessa forma de colonizar um processo de transformação só que essa maneira de colonizar para eles isso é uma maneira no qual esse processo de transformação ele entra numa linha de fuga de pura abolição destruição de si disse ou seja é como se uma
autoimolação um nome do jogo é o que nunca pode se realizar ele não tem como se realizar de fato a mancar maneira claro que isso tem toda a Lógica fazendo por trás com a maneira de você sustentar o ideal super egóica professor fred diz a você uma maneira meio kafkiana no sentido do termo você tem um estância moral de observação que a sos que elas que ela tempo que ela produz uma pressão sádica no eu superior produzindo a pressão sabe quando eu vejo essa pressão sádica ela pode ser vivenciado na seguinte maneira o eu a
todo momento se sente inadequado em relação às injunções dodô superior Só que a questão fundamental é o que ligam eu a super super eu porque o que o que faz o que liga o que o que isso notícias e sadismo dodô eu do super eu né é na verdade uma demanda de amor o eu tenho uma demanda de amor em relação às figuras de autoridade e consolidaram superior essa demanda de amor uma demanda que o produto que é g que gerencia uma expectativa que a expectativa de retirar Ou do seu desamparo do seu desamparo ligados
à inexistência de objeto natural do desejo ligado à morte ligada à contingência até então é uma demanda de amparo só que essa demanda de amparo não pode ser realizada então qual é a maneira de sustentar esse processo é criando determinações estão superlativas que nada do que eu faço é adequado tudo é inadequado porque a sua maneira de uma certa forma dizendo mas Mas é claro que eu não consegui realizar aquilo que eu pedia eu não estava à altura é um pouco o famoso paradoxo da porta da lei do kafka z an em última instância a
porta está lá fui eu que coloquei quando eu desaparecer ela vai embora mas a função da porta objetos isso segurar segurar uma impossibilidade a forma de uma impossibilidade de pré é materializar uma impossibilidade precisar do que de uma de uma satisfação Integral da demanda de uma demanda de amparo que é decisiva dentro desse horizonte vocês percebem é esse elemento faz entre outras coisas com que a força do hotel se transforme numa força suicidária nós por isso que o fato dele ele vai assistir nos não se trata de um processo analítico hipótese alguma de tentar adequar
melhor o eu exijo sanções morais e superior quando o fred nas novas conferências Introdutórias a psicanálise fala fala da análise como um represamento do rio deise fala como se a represa o rio esse rio é entre as ruas rio do super eu falar fazer com que as pressões do do superior sejam menores para o eu e ele sabe não é uma questão de adequação a ideais morais é uma representação fantasmática da autoridade como representação fantasmática ela tem como função central perpetuar uma relação fantasmática e não levar o Oeste progressão idealizada de si então vejam só
pra tentar descrever sua maneira mais precisa um pensa perceba como é necessário que o a sujeitá mento ele faça parte também do desejo que eles sem raízes nos agenciamento do desejo é uma das linhas que sempre pode ser seguida durante o ataque lembram como tais liberações de linhas de fuga são impulsionados por máquinas de guerra essa figura da máquina de guerra Ela visa dar conta de um princípio social de movimento de texturização ela descreve toda gerenciamento social em relação de exterior idade ao campo estatal de uma dada situação ou seja a guerra não aparece aqui
como exercício do estado a pagar a guerra parece aqui como um princípio exterior que o estado procura por várias formas capturar a ideia é essa mais uma dualidade do organismo toda a estrutura social é composta de máquina de guerra aparelhos De captura mas o porquê em toda a sociedade o que é primeiro são suas linhas de fuga seus movimentos de fuga posteriormente aparecem aparelhos do estado cuja função é capturá las a guerra ela na verdade aqui ela ela se aproxima muito a figura de tiana do combate da potência do combate a esse combate se degrada
na forma da guerra quando é capturada pelo estado então trata se da virtude do guerreiro Que em várias situações se coloca em confronto mesmo com as obrigações do estado trata se da figura do nômade que não se move por viver ele não se move que ele vive um espaço liso essa máquina de guerra ela pode alterar como princípio de mutação contínua de formas o princípio de nomadismo que se desdobra em uma longa linha de fuga ou ela pode segunda opção liberar Uma carga catastrófica de destruição nesse caso a máquina de guerra funciona exatamente a partir
da guerra porque a guerra de 2008 r é o único objeto que resta quando a máquina de guerra perdeu sua potência de se mover o mesmo princípio de transformação pode se deteriorar em forma bruta de destruição toda a linha de fuga tem um risco interno tem um risco interno de se tornar uma linha de abolição de destruição de si e dos outros De certa forma a questão central gira em torno de viver em linhas de fuga como viverem e de futuro como impedir que essas linhas de fuga sejam tomadas por máquinas de destruição de autodestruição
quando isso ocorre uma forma fascista necessariamente emerge e por isso é importante pra dona guatarri indica diferenças entre o fascismo eo totalitarismo eu cito aqui o totalitarismo é conservador por excelência Já no fascismo trata-se claramente de uma máquina de guerra e quando o fascismo constrói um estado totalitário não é mais no sentido em que o exército um exército de estado todo o poder mas ao contrário é no sentido de uma máquina de guerra que toma para si o estado uma colocação bizarra de viver ii ou nos coloca no bom caminho do fascismo o estado não
é exatamente totalitário mas suicidário a no fascismo o niilismo realizado uma das poucos momentos o Determinismo aparece nu nos mantém ou seja a guerra fascista não é uma guerra de conquista ela não tem como parar ela não tem como se realizar como se fosse um movimento perpétuo sem objeto nem alvo o impasse só leva uma aceleração cada vez maior a idéia nazista de dominação ela não está ligado ao fortalecimento do estado está ligado ao movimento em movimento constante na área de falará da Essência porque essa é uma referência importante do 2o atrair por incrível que
pareça o livro origens do totalitarismo que o doloroso ver como os dos grandes livros sobre sobre o nazismo na hora de falar falará da essência dos movimentos totalitários que só podem permanecer no poder enquanto estiver em movimento e transmitir em movimento a tudo o que os rodeia a uma guerra ilimitada que significa a mobilização total de todo efetivo social A militarização absoluta em direção a uma guerra que se torna permanente guerra no entanto cuja direção não pode ser outra que a destruição simples como se o horizonte da catástrofe fosse desde o início o verdadeiro horizonte
da ação dois guarda relembram por exemplo dessas afirmações de gamers se no mundo da fatalidade absoluta no interior do qual se move hitler nada tem mais sentido nem o bem o mal nem o tempo nem espaço e os outros homens chamam de sucesso não Podem servir de critério é provável que hitler e terminará em cartaz não por outra razão tudo se passa como se o nazismo tivesse necessariamente que se realizar nessa famosa nos famoso telegrama 71 5 para 71 no qual hitler anuncia se a guerra está perdida que a nação pereça hannah arendt cuja análise
de danos apreciava falava do fato espantoso de que aqueles que aderiram ao fascismo não vacilavam nem mesmo quando eles próprios se tornavam vítimas quando Os seus próprios interesses eram eram eram recorrer chás ados mesmo quando o monstro começava a devorar seus os filhos porque afinal de contas eles foram presos a uma certa lógica libidinal que faziam que era que a lógica super legal é que a clássica mesmo a destruição de si não pode ser feita sem alguma forma de satisfação do edital uma das colocações mas fundamentais do front na mesma destruído quando fred Fala acho
que isso mudando o principal nome do masoquismo mesma instituição desse não pode ser feita sem alguma satisfação de vídeo ao lado ainda na questão devido ainda o que é claro mais uma vez complexifica a idéia de que o desejo percebidos libera porque mostra entre outras coisas como desejo ele pode fortalecer a base da nossa servidão mas ele fornece uma estrutura compreensíveis planato tória que ela Parte desse princípio de que você tem o mesmo processo que mobiliza tanta transformação quantos eu quanto o risco da sua regressão esse é o eixo um pouco da leitura que dois
guardas vão fazer do plano faz da economia libidinal do fascismo bem eles que te apresentar pra você estiver em uma questão a gente ainda tem tempo [Aplausos] [Música] É pessoal aproveitando que você é explorar um pouco essa diferença imolar e molecular no the lazy do catuaí e que você tinha falado na primeira parte do curso um pouco da relação entre economia e desejo eu te pergunto é durante algum tempo pelo menos até os cinco desafetos você frisou que a tarefa mais urgente da esquerda brasileira seria é avançar pautas propriamente econômicas porque elas seriam transversais onde
é de uma forma que haver essa lógica da Identidade é isso é particularmente é claro naquele seu livro intervenção à esquerda que não temo dizer seu nome certo é bom quando você fala hoje que todo modo de produção social é um modo de inscrição do desejo percebe se que há uma certa continuidade entre esse tipo de questão né eu não posso pôr saúde só que como você escolheu frisar que o fascismo o fenômeno é ao mesmo tempo é estrutural é institucional e cotidiano Que funciona nível interpessoal e intrapessoal edson e que é fundamentalmente funciona é
um a invenções variadas da vida do sujeito eu te pergunto se você mantém esse diagnóstico de que a tarefa principal da esquerda brasileira seja voltar ou avançar sobretudo pautas e econômicas se você mudou não dia de opinião obrigado pela pergunta eu diria o seguinte na verdade a meu ver o verdadeiro o Problema efetivo é que numa certa configuração de lutas como a nossa muito dessas pautas identitária se transformar em pautas compensatórias em que sentido a esquerda não consegue avançar e uma uma transformação estrutural da base econômica do nosso país ela não consegue ser nada mais
do que uma espécie do do grupo cop do capitalismo brasileiro então aquele que vai fazer as coisas que A direita faria mas faz com uma dor no coração faz com certa tristeza falar desculpa tá aqui na verdade não torcendo a seu pescoço né e tirando os seus direitos e eu não gostaria mais a situação a crise não sobrou alternativa é claro dentro desse horizonte onde ela vira um gestor do do gestor dos menores danos do que a pele como fazer menores danos não é o único espaço onde ela fornece uma transformação efetiva são os processos
De reconhecimento que ela consegue avançar alguma coisa né só que insistirem quis no qual o sentido não é que essa não é que essas transformações geração elas são secundadas são fundamentais isso isso isso nunca nunca passou pela minha cabeça de de questionários é simplesmente falar com como essas como está funcionando hoje como é que está funcionando e tem um outro elemento também porque é mais ou menos o seguinte Eu acho que esse é também é tão ou mais importante do quanto que é defendendo que todos vocês sabem quem é ele fez uma afirmação tempo atrás
dizendo o seguinte todas as vezes que vocês falam polícia de identidade eu ganho e aí tem uma boa questão porque o que acontece e acontece um entre outras coisas uma coisa muito significativa essas políticas não são identificar áreas esse já é um erro de base isto não É verdade essas projeções digitais quando elas são vistas com a polícia existem detalhes elas perdem tudo o que elas podem conseguir tanto ao contrário elas são as verdadeiras políticas universalistas que nós conhecemos porque elas consistem em dizer a universalidade pré é almejada não foi alcançada ela ainda não existe
mas isso não significa retirar lado a universalidade do horizonte ao contrário ele é na verdade assistir bem há há há um Sentimento de injustiça com nós estamos nós estamos submetidos ele vem do fato de nós sabemos muito claramente que essa universalidade ainda não foi realizada e aí vem a questão interessante quem pode falar em nome da universalidade acho que essa é a questão central porque uma coisa é quando aqueles que foram objetos de uma história brutal de violência começam a falar em nome da universal eles quebram radicalmente toda a Estrutura de funcionamento da vida social
eu posso dar um exemplo em parece paradigmático da revolução francesa são todos vocês sabem a princípio teria sido feito em nome da igualdade da liberdade e da fraternidade bem por causa disso jacobinos quero mais é conseqüente em relação às idéias claro olha sendo assim a escravidão nas colônias é uma barbárie e o estado e nós de ançã a revisão deve ser abolida Ela é abolida em 1793 i exatamente a partir do momento em que os jacobinos tem a hegemonia da assembléia quando eles perdem josé mourinho que acontece na polêmica começa paulatinamente tentar reinstaurar a escravidão
nas colônias só que vem apoiando a principal é colônia de são domingos hum que é o white só que aí vem uma questão interessante acontece um fenômeno absolutamente impressionante que é o que é escrito Muito bem no livro dos seus games jacobina os negros só tem uma batalha que vai ocorrer e de repente as duas obras são aquartelados e e os franceses começam a ouvir do outro lado os haitianos cantarem as canções revolucionário da revolução francesa entre elas a marselhesa e aquilo foi uma destruição do moral da tropa eles olham e falam mas peraí contra
quem que nós estamos lutando lutando contra a nossa mensagem vinda pra nós de forma Invertida do velho lacão dizendo quando quando a mensagem vem pra você de maneira invertida porque alguma coisa realmente sério aconteceu de fato e não fala mas peraí isso significa que em última instância nós já não somos a expressão da universalidade não está lá mas eu diria é só quando os antigos escravos falaram em nome da universal é que a revolução francesa realmente aconteceu até então ela só colheu no haiti Até então ela era uma revolução colonial de uma questão nacional ela
vira um fato universal um fato da história universal lá onde aqueles que tinham sido expulsos da condição de humanos e tratados como coisas né reduzidos à condição de mercadoria mercadoria no cook onde a morte ela não é vista como uma morte é vista com uma perda de investimento de ativos naquele instante sido eliminadas condição fundamental da humanidade eles falam em nome da humanidade só eles Podem falar em nome da humanidade mas ninguém aqueles foram expulsos da humanidade podem falar em nome do marido quando eles falam uma nova humanidade pode ocorrer eles falam dizendo esta humanidade
ainda está por vir e ela começa agora com a nossa luta se percebam a força política de um posicionamento e uma anunciação dessa natureza é explosivo sempre foi e sempre será Porque ela implica todos os sujeitos uma transformação efetiva de todos ela faz com que um processo in the virgins ele ele aconteça no tecido da vida social porque em última instância eles falam todos aqueles que existem ao ainda hoje não existem sob a forma de uma universalidade possível eles estão todos mutilados para que eles possam existir é necessário que aqueles que tentam foram expulsos da
humanidade eles denunciam a irmandade humanidade Por vir que de uma certa maneira coloca todos e um dever outro então se você percebe que quer dizer eu diria a astúcia mais brutal do neoliberalismo é destruir a força política dessa experiência a partir do momento em que ele o movimento tenta reduzir essas questões a meras questões identitárias que elas não são porque é claro se elas fossem então então não existiria luta política porque em última instância nós estaremos usando A gramática daquele ponto qual nós combatemos quem é que fala não existe nada a não ser ou seja
cada um fala sobre si ninguém fala sobre isso sobre outros objetos sobre nada eu falo sobre o que é meu você quer minha propriedade sobre a minha propriedade o meu lugar sobre o território sobre se percebem ou seja então pega e se a questão é sobre o que é meu se a gente tá ligando sobre o cj brigando sobre o que quer o que é de Cada um o que é meu para cada um o que é próprio para cada um é claro que não tem briga nenhuma só abriga gestionária nada mais do que isso
é uma coisa do tipo não pára em tão tão tão cada um vai ter o que é seu mas a princípio temos uma força por si uma força transformadora nas lutas revolucionárias era abolir a idéia de propriedade de uma vez por todas e agulha de propriedade é muito mais difícil a gente imagina Por que não simplesmente uma questão sobre quem vai usufruir do fruto do do meu trabalho é abolir o que é próprio criar uma criança criar uma dinâmica do que é impróprio do que inapreensível do que não se deixa colocar sob a forma da
propriedade tanto então isso exige uma mudança brutal a nossa forma de relação às coisas nossa forma de relação a si tanto nossa forma de relação do que significa o sujeito em nome do que ele fala que não é possível um sujeito que Fala em nome de múltiplas vozes que nem todas são deles são dele ao contrário ele entra num processo de onde onde o que é meu desaparece se não é possível denunciar a ação dessa natureza não há política possível que o que existe é simplesmente uma questão de saber de quanto como cada um se
defende e nada mais do que isso agora se nós se nós nos limitamos a horizonte onde a questão é como cada um Se defende bem vindo ao liberalismo nem vida horizonte liberal que é esse sempre foi o que não está dando um passo pra fora de uma forma de vida que que nos destrói isso é horizonte roseano entre outras coisas então como cada um se defende como cada um define o que é seu território você percebe é claro que isso é é eu diria retira mas você chega mas não retira uma dinâmica fundamental que é
a Dinâmica detran informação que a enunciar ação daqueles que não tinham sido destruídos na sua possibilidade mesmo de reconhecimento traz agora aí vem uma questão porque é a questão fao insistindo mas a questão econômica ela vira uma questão central porque é claro o que significa essa o problema a questão econômica nesse horizonte é uma questão de aplicação genérica são genética porque afora 2% da população todos nós fomos espoliados Cada um à sua forma mas todos fomos espoliados não significa a um processo de solidariedade genérica que pode ser criado e essa sempre foi a força da
esquerda no mundo inteiro saber mobilizar essa transversalidade seja a exploração era bate todo mundo é e álcool e não só a exploração base todo mundo quando quando a violência do estado no caso brasileiro quando a violência do estado brasileiro se consolida se pode ter certeza essa Violência ela vai pra todos os lados e normalmente ela bate aqui literalmente né história da violência do estado aqui nessa universidade é uma história que todos vocês conhecem ela vai longe cuiabá tem todas a todos os lugares que nunca conheceram que a democracia neste país porque é sempre bom lembrar
ninguém está lutando para instaurar a democracia porque você não pode lutar pelo que nunca existiu Nunca houve democracia no brasil cresce no brasil ela é uma coisa de duplo nível ela existiu pra nós aqui mais ou menos existe para nós mas agora se anda 20 quilômetros para ceilândia não tem democracia nunca teve nem sabe do que se trata então não tem nenhum tipo de garantia legal eu não tinha garantia individual até então somente sapota ao ao lado mafioso do poder branco do estado brasileiro a sua estrutura macro Política porque afinal de contas esse estado foi
criado a partir de uma dualidade ontológica que a dualidade antológico do latifúndio escravagistas que nunca desapareceu do horizonte brasileiro mesmo que ele tenha ficado obsoleto pontos está dada das 28 econômica o piloto mais ou menos dependendo da região tão más ou seja o que é o latifúndio ficava isso representa representa uma dualidade Ontológica há dois tipos de seres humanos aqueles que podem ser vistos como sujeitos e aqueles são coisas que eles são submetidos à condição de coisa aqueles que cuja morte vai ter choro vai ter reconhecimento e aqueles cuja morte não vai ter desaparecimento não
tem nem corpo nem nada são 30 e 57 pessoas mortas na presença de belém não tem nome mas não tem história ela não tem narrativa mas não Tem choro não tem não tem luto não tem nada isso é a expressão de uma dualidade que sempre existiu na sociedade brasileira sempre existiu no horizonte da ação do estado brasileiro empresta nessa dualidade tona fez com que alguns conhecessem o que poderia ser algo parecido a democracia outros desconhecem por completo o que isso poder o que isso teria significado agora o fato é que quando o estado Brasileiro ele
expressa a sua dimensão brutal do soneca política aí a violência vai para todos os lados aí você abre a vala de perus você encontra saber a negros favelados aqueles são os clássicos mente espoliados de todo qualquer postura de direito do estado brasileiro e se encontra estudantes 50 professores embora toda a gente a gente a gente se encontra nos 150 na vala comum no final das contas é exatamente eu Diria contra isso é fundamental a com a possibilidade de consolidação de estruturas de transversalidade radical isso tem alguma coisa que aqui o discurso econômico consegue fazer é
isso e eles árticos eles articular ele articulado com a consciência precisa dos circuitos de violência vinculados a grupos historicamente violentados mesmo tem uma força triple cada quadriplicada porque é um motel ele implica ao mesmo tempo uma mutação Radical nas estruturas de produção da vida social e uma mutação radical das estruturas de circulação de visibilidade da vida social de desejo da vida social a taxa é essa articulação data para ser feita porque pra ser feita essa aí vem a questão interessante não existe desculpa o márcio tradicional mas pra ser feita é necessário muito claramente a as
forças que procuram a transformação da sociedade brasileira seria mais Mas peraí que tipo de regime econômico a gente quer de fato que o que quer dizer que tipo de experiência de produção de circulações de fato quer por cento durante o processo civilizatório do capitalismo nacional né tentamos sensibilizar o capital nacional o que deu qual foi o resultado na configuração das forças sociais qual foi o resultado o brasil nunca teve essa oportunidade de passar 13 14 anos dentro de um de um Mesmo horizonte político é o mesmo grupo que foi em situação democrática uma situação mais
ou menos democrático então ele quando ele tentou e veja veja qual foi o horizonte não existiria há um déficit muito claro dentro do discurso transformação social no país por que mesmo nessa situação de decomposição não se sabe o que é esquerda realmente quer nem clareza do que aquela que é o que do ponto de vista das estruturas de governo ela que é o Que ela quer voltar à institucionalidade do que no fundo e aí na universidade o melhor lugar fazer isso no fundo eles sabem disso muito bem tanto quanto eu entre nós o desejo que
realmente existe é simplesmente que o brasil volte sete anos atrás começou no porto seria bom se tivesse em 2012 2011 já era feliz e não sabia tudo tudo melhor não sei porque a gente reclamava tanto no final das contas o que deus seja tudo que se quer voltar Pra trás é só isso porque ainda mais dentro da classe intelectual nós sabemos que é uma classe que se que se virou marca um esteio fundamental de um certo tipo de conservadorismo letrado porque afinal de contas nós nós surfamos com a globalização por mais que do ponto de
vista da estrutura material salário segundo vencido uma maravilha mas veja é todo esse processo de de internacionalização de circulação na a5 o mundo inteiro um Ser você tem um outro tipo de de experiência social de integração nós somos uma classe integrada ao capitalismo global e isso faz com que os setores fundamentais dessa classe integrada sejam radicalmente limitados na sua imaginação política em situações de crise não consegue conversar não consegue mais sequer imaginar não tem nem mais um eu não consegui mais são os horizonte produção da imaginação social achei isso a gente ia começar por aí
no Momento do país grita mais clama pela circulação da sua própria imaginação como condição para que você possa pensar novos horizontes não consegue responder porque tenho a cabeça saindo da sua resposta não é boa tarde então aqui é bom eu tô pra fazer pergunta desde ontem eu vou é fazer a pergunta que ficou pra mim hoje é assim eu vou fazer a pergunta curta existe uma elaboração possível para a violência porque é o que eu vejo um Pouco que a gente fala fala fala não abona vive não elabora né é eu fiz uma experiência semana
passada com os alunos meus é é sobre em um ano mais prudente teatro é de lee imaginar representar uma escola marxista e foi bizarro assim porque é a gente acabou se dando conta que a gente não tem é nenhuma idéia de representação é de uma experiência que a gente fala muito né e então a gente fala muito de max a Gente fala muito da transformação através da uma outra organização do trabalho do estado e tal fala se fala muito disso ea gente repete e repete e fala pouco mas repete vivendo o autoritarismo enfim o fascismo
como a gente está discutindo hoje aqui e como ele dá porque assim o fascismo e traz um risco real e como lidar com essa baixa elaboração da violência eu penso que a gente fala Muito por exemplo na psicologia na educação muito sobre a questão do suicídio da depressão e por um lado é uma falácia da violência e por outro da humilhação e e e e de uma humilhação que aparece como uma violência real daí que é a violência é com relação ao outro né é que é a resposta que a resposta mais é só se
o pato digamos assim uma situação de de eliminação do outro né de indiferença em relação ao outro que eu acho que passa muito para a questão da Humilhação tenho pensado muito sobre s viés do orgulho e do do superego e dessa tirania super herói que você colocou e pensando o estado e eu tô pensando essa m com esse macro porque no micro tenha depressão é um superego o sádico internalizado e mas também tem essa é esse super ego que se identifica com ela e acaba vivendo o processo de humilhação que são inexplicáveis do ponto de
vista do outro né explica por exemplo o menino entra numa escola e atira em vários Colegas e atirem professores porque sofreu bullying porque o menino branco homem heterossexual ea gente sabe que a nossa sociedade quem sofre bullying principalmente são os negros as mulheres e os homossexuais não dizer qual é a significação de ser humilhado e dinda analisar essa violência não elaborar essa violência e como é que a gente pode pensar e isso num estado embora eu eu pessoalmente discordo um pouco sobre Essa reflexão que você fez sobre o uma certa similaridade entre é hoje está
o estado que a gente vive hoje né que é o estado de s eu na verdade frisa o meu luto da esquerda há uns 10 anos atrás por causa de um processo de milho de meu mas assim hoje ainda eu vejo muita gente nesse estado de ro dessa perda nessa perda de possibilidade de transformação através desse modelo de estado democrático mas de certa maneira não eu não concordaria Que esse estado democrático que a gente viu até sete anos atrás é igual o que a gente está vivendo hoje eu acho que existem diferenças que são fundamentais
porque o símbolo que ele faz parte da nossa experiência de vida e ele mudou radicalmente só pra talvez precisar melhor produto eu falar de maneira clara em hipótese alguma eu quis dizer que a que as experiências são historicamente as mesmas se você quiser que tentar Recuperar a situação am que nós vivemos antes é impossível não está dizendo uma experiência social atual ela é ela é autoritária da mesma forma como era 78 anos atrás eu serei o último a fazer esse tipo de colocação você me dizer que retornar à experiência anterior é impossível era isso que
queria dizer por outro lado a questão levanta dois problemas interessantes o primeiro deles é desrespeito ao que pode ser produzido Em nessas experiências digamos de grupo suspensas as coletivas enquanto e as dificuldades a produção é lá ela realmente se de lembrar aqui com essa é uma questão absolutamente decisiva para alguém como guatarri e não é toque pra ele o horizonte de laborda nos então central porque horizonte na borda que do jantar análise institucional nando com a bola e fazer parte dessa idéia de que entre outras coisas a o sofrimento psíquico e Também está vinculado entre
outras coisas como as instituições funcionam porque afinal de contas uma das questões fundamentais que o sofrimento psíquico coloca em especial o sofrimento como esquizofrenia diz respeito às a rejeição uma espécie de revolta contra modelos de submissão de unidade e de hierarquia que estão pressupostos não só nas instituições aqui que nós vencemos as mesmas de uma instituição uma instituição hospitalar e que seria Possível através de um trabalho no interior um trabalho na plasticidade institucional trabalho anterior da estrutura hospitalar a quebrar lógicas de hierarquia criar transversalidades transferências transversais ou seja não só entre as figuras clássicas de
autoridade pelo médico e por aí vai mas através desse processo fazer circular de uma certa maneira 111 outra dinâmica que é uma outra dinâmica de local de Lugar subjetivo que é o mesmo que a ikea é indissociável de um processo de transformação política então é claro que há setores é a dificuldade de seus processos elas são imanentes a as situações locais com os quais eles lidam não existiria um pouco nesse aspecto a a havia por exemplo dentro do desse horizonte tanto através da prática clínica de bogotá e é uma uma crença de que era possível
pensar não só em grupos as sujeitados ou seja que não Tem aqui mas em grupos sujeitos é muito interessante como ele diz ser filho que é um grupo sujeito é um grupo que tomou pra si sua própria dissolução só eu seja a sua dissolução um é um elemento porque há uma transitoriedade do mas essa tese ele vive essa transitoriedade de uma forma tal que essa transitoriedade ela não é uma parece como elemento que deva ser defendido pelo grupo custe o que custar ou seja então ó questão fundamental do Grupo viu a sua autopreservação 1 e
ao absorver esse processo tanto zé hélio e juntamente com uma mudança na estrutura de lazer arquias que estariam pressupostos em vários horizontes institucionais a possibilidade mesma da produção na cidade isso por um lado não há outra questão quando você coloca a questão da violência também passando um pouco utilizado por que foi apresentado aqui na aula de hoje e seguirá o seguinte por Exemplo quando o ataque utiliza a idéia de máquina de guerra estão quase 19 - seguinte violência o que se diz de várias formas o problema nunca foi a violência o problema foi a a
a submissão das figuras da violência a destruição do outro através da idéia de assumir ou a própria auto destruição pode ser vista como uma figura dessa natureza seja mais um tipo de auto destruição que não é auto destruição simbólica de si dentro do Processo de criação mas é a violência imaginária a essa essa destruição da integridade do outro a partir de uma lógica de submissão nunca foi a violência o elemento que nos aterrorizou que sempre concentrou foi a submissão que nós conhecemos vários processos violentos transformações objetivas são necessariamente violentos são dramáticas em vários aspectos não
tem quebra de estrutura no interior do processo dizendo de desenvolvimento na Subjetividade que são absolutamente violento sobre todos os aspectos aqui é a uma violência imanente à vida só que otto o nosso problema é quando essa violência se transforma e uma figura da submissão uma figura da servidão não lhes fala máquina de guerra muito interessante esse elemento não dizer você tem um princípio não mágico de combate à violência ele é ele ele é um e léo é constitutivo mathew de uma filosofia da transformação Tudo foi feita a transformação que acha que o processo de transformação
eles se dão de maneira absoluta há absolutamente é é não não violentos elimina a propriedade de transformação só que a questão fundamental é outra é que a alma dinâmica no corsa violência se transforma si mesma na apresentação espetacular da destruição e da guerra aí ela perde sua força plástico então eu sempre assistia o subsiste no aspecto os discursos que acreditam limitar a Violentas violência são realmente os mais violentos somente aqueles que no fundo acaba em conta o tipo de violência na pior é os discursos que compreendem a circulação da violência porque as relações entre o
entre os objetivos são reações de disposição para são relações o sofá o próprio fato de entrada uma relação ea e esse processo em qualquer que seja ela esse processo obrigar a uma a mudar a minha narração que eu tenho de mim mesmo Imagina que isso é feito de maneira não não dramática não seja uma alta violência extremamente forte e se você narrar você de outra forma porque é uma inscrição simbólica isso é uma coisa que ela cante a mãe quando a percepção nenhuma nem desse processo é feito sem uma forte carga de negatividade agora volto
a insistir isto nunca foi nosso problema não é nosso problema é não saber como lidar com isso não saber Como como comum compreender esse é um elemento constitutivo da nossa experiência de vida e outro problema é a redução das perdas da violência a lógica da dominação [Música] não só você só por essa última que eu tô quase quando você vai falar ainda é de noite o professor bom é eu estava silencioso de fazer a pergunta e tudo mas eu acho que ela vem ao caso Eu tava querendo saber se há uma relação do que o
senhor falou como ser social sem dissociar da dominação com a teoria das máscaras sociais porque eu eu analisei estava pensando preço início durante toda a palestra na verdade é que assim a relação nisso como uma relação um pouco meio que fascista dentro das relações que impõe o uso das máscaras sociais e quando o senhor falou isso parece que vem um complemento para a própria teoria Então talvez eu tenha me expressado mal na verdade é não que eu acho que a aaa a existência do selo social em tela é praticamente dependente das experiências dominação iria abrandar
ser social é vinculado ao programa das estruturas de reconhecimento e ii e é possível sim pensar processo de conhecimento que não são um processo de dominação acho que todo toda horizonte normativo das nossas lutas sociais se dá a partir daí a partir dessa pressuposição 11 seja Há uma possibilidade de reconhecimento social e que não é necessariamente o que não passa necessariamente sobre a forma e não passando não passa importa de alguma sobre a forma da máscara da assunção da máscara social zr1 tópicos o tópico suíça por excelência que é o domínio da vida social domingo
necessário da alienação não o matou e do reconhecimento vai sendo ela pode ser muito ã muito sensível aos tópicos da sujeição e da alienação social mas ela Organiza os horizontes normativo é é a partir da possibilidade de que a experiência da relação das relações sociais ela seja será da alienação isso significa outras coisas perguntar em que condições o reconhecimento não é simplesmente uma re comissão mas é um mas é um processo efetivo de transformação onde o ato de reconhecer o outro ele produz uma dinâmica indevido da vida social Eu acho que aí eu acho que
seria uma maneira com que eu entenderia a questão é obrigatoriamente usar uma máscara com aquele tal estilo eles acreditam que a entidade chama se você deixa que você se você pertence ao álbum hoje que voltou momentaneamente não tudo bem eu tô entendendo a questão mas isso talvez perceba complexidade do que você está tentando dizer o que imagina você você deixa de ser você já pressupõem a que tem um você originário e tem um você Social já a gente poderia colocar essa questão mas o que garante que existe um você originário é o que garante o
ato o uso de massa pra você está descrevendo uma coisa assim ela máscara algo nesse que condições esse algo é de que será essencial ele salva parece que maneira esse algo primeiro não seria ele também uma máscara nesse sentido será que seria interessante falar nessas dinâmicas onde A nação parece literalmente a perda de um eu profundo em relação ao ew de superfície talvez aquilo que é profundo não seja exatamente um erro e essa talvez seja uma questão interessante colocar algo que não você não poderia nomear dessa forma ano que colocam aqui várias sessões então que
seria reconhecer isso é uma maneira de pensar o problema e eu pediria que a gente parasse agora porque Acho que não consigo mais não gostou da forma obrigado pela presença de vocês nesses dois dias o pessoal então queria agradecer novamente a precisar de mim aqui agora às 7 horas no auditório do ipol a gente vai fazer um uma mesa redonda a dieta discutir um último livro dele chama dar corpo é impossível o livro sobre é sobre e adorno tá então estejam convidados