[Música] com relação ao quadro clínico Então as principais alterações que a gente encontra nas crianças com diagnóstico de autismo eh principalmente a dificuldade para interagir socialmente então dificuldade em manter contato visual em identificar expressões sociais em compreender gestos comunicativos e expressar as próprias emoções e fazer amigos então a interação social é um dos fatores eh que a gente encontra de uma forma muito frequente nas crianças com diagnóstico de autismo como eh uma dificuldade bastante expressiva dificuldades Gerais de comunicação é muito comum as crianças terem usos repetitivos na linguagem dificuldade para iniciar manter um diálogo ou
até a fazia né então crianças eh com diagnóstico de terra não verbais e alterações comportamentais também são bastante frequentes dentre as alterações Manias a rigidez cognitiva de uma forma geral para rotinas Então são rotinas muito rígidas com uma rigidez cognitiva muito grande para essas rotinas uma baixa capacidade de flexibilizar de ter uma flexibilização cognitiva para as rotinas hiperfoco em algumas coisas específicas e dificuldade imaginativa Então esse é o quadro principal que a gente encontra de forma muito frequente nas nossas crianças com autismo E aí a gente tem também as comorbidades que é muito importante da
gente lembrar as principais comorbidades que a gente encontra então Eh diagnósticos associados ao autismo é muito comum nós termos transtornos de ansiedade o TDH que é o Transtorno do Déficit de Atenção e hiperatividade o toque que é o transtorno obsessivo compulsivo depressão deficiência intelectual que é a comorbidade mais comum encontrada nas crianças com autismo alterações sensoriais epilepsia distúrbios do sono e alguns outros diagnósticos então Eh por que que eu decidi colocar isso aqui na aula os autores que pesquisam a questão do autismo eles citam muito a importância de a gente acompanhar essas comorbidades e não
só o autismo em si por o que eles estão observando que o que traz um impacto negativo significativo para as crianças e para as famílias muitas vezes são as comorbidades associadas e não o autismo em si então às vezes a criança tem um diagnóstico de autismo mas aint a sintomatologia o quadro clínico correlacionado ao autismo não é a principal dificuldade da Criança é o TDH é um transtorno de ansiedade eh é um transtorno opositor desafiador ou Tod então muitas vezes a comorbidade ela é muito mais impactante negativamente falando do que o próprio diagnóstico de autio
E aí a gente precisa eh olhar com mais atenção para essas comorbidades Porque se o nosso foco é trazer uma melhora de qualidade de vida funcionalidade Independência autonomia eh trazer um suporte para essas famílias a gente precisa intervir no que tá trazendo mais Impacto negativo para esses fatores Então se o que tá impactando mais a funcionalidade do meu paciente é o transtorno de ansiedade eu preciso intervir eh em específicos sobre o transtorno de ansiedade não só sobre a sintomatologia e o quadro clínico de altismo os números mostram que 70% das Crianças com diagnóstico de autismo
apresenta uma das comorbidades então 70% das nossas crianças tem alguma outra comorbidade associada ao autismo e 50% das crianças que t comorbidades t mais de uma comorbidade então é é um ponto importante pra gente Atenção se a se a sintomatologia se o quadro clínico da minha criança é correlacionado ao autismo ou se tem alguma comorbidade associada Tá bom Agora vamos pra parte motora que é o o assunto principal que a gente vai falar na aula de hoje então quando a gente fala das crianças com terra dentro de um ponto de vista motor Quais são os
principais achados o que que frequentemente a gente vai achar nessas crianças com diagnóstico de Tera ou o que que a gente tem como terapeuta da área motora que olhar com mais atenção para essas crianças eh um número muito grande de crianças vai apresentar atraso no desenvolvimento motor então a questão dos Marcos motores de desenvolvimento é muito importante que os terapeutas tenham clareza de quais são os Marcos motores de desenvolvimento porque se eu sei que a minha criança com diagnóstico de tea ela vai ter um atraso no neurodesenvolvimento e eu sei quais são os Marcos motores
esperar eu sei quais são as etapas do desenvolvimento motor que eu vou ter que estimular e eu vou conseguir intervir de uma forma mais precoce então aquele conceito de intervenção precoce que até mudou a terminologia recentemente para intervenção oportuna ela é bastante importante também para crianças com diagnóstico de autio eh a gente da área motora eu incluo nisso que eu sou fisioterapeuta de Formação a gente tem uma tendência de conseguir enxergar muito fácil a questão do atraso no neurodesenvolvimento né da parte do ponto de vista motor paraas crianças com diagnósticos como paralisia cerebral síndrome de
Down e às vezes a gente acaba se esquecendo de lançar esse mesmo olhar para as crianças com T então é muito importante quando a gente recebe esses pacientes com té quando a gente tá elaborando um planejamento terapêutico a gente utilizar de escalas que vão avaliar os Marcos os Marcos motores do neurodesenvolvimento pra gente identificar primeiro se min a criança tá com um atraso muito significativo ou se ela tem lacunas de desenvolvimento que a gente sabe que uma criança quando é pequenininha por exemplo se ela não engatinhar existem estudos que correlacionam a questão do engatinhar com
fortalecimento eh um fortalecimento de cintura escapular com uma correlação na fase escolar paraa atenção então se eu sei que eh um impacto motor pode lá na frente atrapalhar em outras habilidades e eu sei que a minha criança cont tem uma tendência a ter um atraso motor se eu avaliar ela de forma mais precoce e encontrar esse atraso intervir mais precocemente eu vou evitar que aconteça o surgimento de compensações lacunas de desenvolvimento então atraso motor bastante importante a gente observar nas crianças deficiências de motricidade grossa e fina então não só dos Marcos motores de desenvolvimento das
habilidades motoras grossas mas também as habilidades motoras finas eh vão estar muito frequentemente alteradas nas nossas crianças com diagnóstico de autismo então Outro ponto que é importante a gente avaliar e acompanhar a questão da hipotonia Então os estudos mostram aí uma incidência né de cerca de 70 a 80% das Crianças com tea tendo um quadro de hipotonia associado então é algo que a gente já sabe que as nossas crianças com tea Muito provavelmente vão ter E aí depois a gente vai falar um pouquinho mais na hora que nós fos falar de controle motor no próximo
slide Mas se a gente sabe que eu dependo de estabilidade eu dependo de força muscular para ter funcionalidade se eu sei que a minha criança com tea tem hipotonia e fraqueza muscular até já já indo pro quarto item né se eu sei que a minha criança muito frequentemente tem esses dois Eh esses dois achados no seu quadro clínico eu sei que a funcionalidade vai est impactada então a minha criança tem hipotonia e fraqueza vai ter uma dificuldade de funcionalidade se ela tem uma dificuldade de funcionalidade ela vai estar alterada a questão de independência de autonomia
Independência e autonomia estão diretamente correlacionados com qualidade de vida e com quantidade de vida então eu sei que acaba eh uma coisa puxando a outra e se eu trabalho em cima das questões de hipotonia de fraqueza Eu Acabo fazendo que todo esse ciclo seja seja melhorado e todo esse ciclo seja desenvolvido de uma forma mais adequada as nossas crianças com tea também apresentam deficiências de planejamento motor então planejar etapas de uma atividade motora de uma tarefa motora é muito difícil paraas nossas crianças elas não conseguem sequenciar de uma forma adequada quando a atividade tem sequenciamento
tem etapas eh eh é bastante desafiador pro sistema nervoso central dessas crianças sequenciar essas etapas E aí mais uma vez essa dificuldade de sequenciamento vai dificultar a questão de funcionalidade assim como a gente tava falando agora a pouco as nossas crianças também têm muito frequentemente marcha na ponta dos pés então é muito comum a gente encontrar as crianças com marcha na ponta dos pés e um dos artigos que eu trouxe é sobre a questão de Equilíbrio como a questão de Equilíbrio nas nossas crianças com terra se encontra deficitária eh E se eu sei que o
equilíbrio ele depende da base de suporte então da distância entre meus pés do tamanho da minha base de suporte e eu sei que as minhas crianças com autismo Elas têm essa questão da marcha na ponta dos pés é muito eh coerente que eu espere uma operação de Equilíbrio porque se a minha criança tem uma base de suporte menor se ela tem uma marcha na ponta dos pés é esperado que ela tenha uma alteração de Equilíbrio e aí a alteração de Equilíbrio novamente vai impactar na funcionalidade dentro de tarefas motoras dificuldades e funções motoras como correr
jogar subir e descer escadas pular corda escalar saltar então todos esses Marcos motores essas habilidades motoras mais avançadas também é muito comum a gente encontrar eh dificuldades nas crianças com T e E por que que é importante a gente ter essa essa consciência de que esses Marcos motores podem estar alteradas porque às vezes a gente restringe o nosso raciocínio aos Marcos motores mais clássicos então controle cervical controle de tronco sentar bipedestação marcha e dependendo da da criança né que a gente vai avaliar esses markos motores mais iniciais e mais clássicos Eles não estão com grandes
alterações Às vezes tem uma alteração de qualidade de alguma coisa mais pontual que a gente precisa refinar Mas se a gente lançar luz para esses Marcos motores mais avançados como escalar correr subir e descer escadas jogar todas essas habilidades mais avançadas é muito frequente a gente encontrar alterações e aí é uma porta de entrada pra gente montar um planejamento terapêutico para desenvolver essas crianças elas também apresentam dificuldades de ordem práxicas que são alterações na sequência de movimentos coordenados ão várias dificuldades práticas né que nem a gente falou um pouquinho acima na parte de deficiência de
planejamento sequenciamento de atividades é muito comum as nossas crianças apresentarem dificuldades Nessas questões também alterações perceptuais até porque as nossas crianças comé eh elas apresentam alterações do ponto de vista sensorial Então se a gente lembrar que dentro do contexto de controle motor existe o ciclo de percepção ação as aferências sensoriais que são as informações e os imputes de informação que vão ser processados no sistema nervoso central para resultar em uma referência motora a gente sabe que a nossa criança com autismo ela tem tanto uma alteração perceptual uma alteração de da aferência como também uma alteração
de processamento lá no sistema nervoso central e que resulta numa alteração de referência motor então todo aquele ciclo de percepção ação de aferência e eferência ele também se encontra alterado nas nossas crianças Então se a gente desenvolver um trabalho sensório motor um trabalho específico eh da refinamento das questões sensoriais a gente vai assegurar que a informação chegue mais corretamente ao sistema nervoso central a gente consegue melhorar o processamento dessa informação por meio de repetição padrão de repetição e uso e com isso a gente consegue melhorar a resposta motora do nosso paciente e também é muito
comum alterações do ponto de vista eh postural como a gente falou que as crianças têm hipotonia e fraqueza muscular é comum que essa hipotonia essa fr muscular desencadeio nos nossos pacientes alterações das curvaturas naturais da coluna então é comum nós encontrarmos crianças com aumento de cifose com uma tendência a escoliose com aumento da curvatura lombar crianças que sentam ali no sacro né então senta em retroversão pélvica então todas essas alterações elas são muito comun e qual que é o problema da gente ter alteração postural é aquele mesmo racioc ío de mobilidade sobre eh sobre estabilidade
se eu sei que a minha criança tem uma postura inadequada a funcionalidade vai estar impactada eu sei que uma postura mais adequada traz melhora a repercute positivamente na funcionalidade e por conta dessa desse quadro de hipotonia de fraqueza há uma alteração postural que por consequência Altera a questão de funcionalidade então o raciocínio dentro da área motora para crianças com diagnóstico de tea é que os diagnósticos de tea eles trazem sintomatologias e eh sintomas clínicos mesmo de um ponto de vista motor e que grande parte desses sintomas vai impactar negativamente na funcionalidade dos nossos pacientes Então
se a gente quer deixar eles mais funcionais para trabalhar melhora de autonomia e de independência a gente precisa olhar com mais atenção o nosso planejamento do ponto de vista m