Caros amigos, bem-vindos a mais um episódio de hoje no Mundo Militar. Neste vídeo, falaremos sobre como o Irã, um país que, segundo o presidente Trump, não tem mais marinha ou força aérea, conseguiu derrubar um dos helicópteros mais avançados e letais do mundo. Você sabia que um CNPJ, uma conta do Instagram ou domínio de site não garantem que a marca é sua de verdade e que só existe uma forma de proteger o nome do seu negócio?
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Não arrisque, registre a sua marca. Os links e os meios de contato estão aqui na descrição. Nesta terça, 9 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou uma coisa que no papel parecia improvável.
Um helicóptero AH64 Apach, talvez o helicóptero de ataque mais letal já construído, uma máquina avaliada em mais de 35 milhões de dólares, foi abatido pelo Irã enquanto patrulhava o estreito de Ormous. Não houve detalhes oficiais sobre como isso aconteceu, mas existe uma hipótese que circula entre analistas e que, se confirmada é perturbadora para os Estados Unidos. O Apch pode ter sido derrubado por um drone.
Um drone que, dependendo do modelo, custa apenas alguns poucos milhares de dólares. Mas antes vamos separar o que é fato do que é especulação. O fato confirmado é que Trump afirmou ter sido informado pelas Forças Armadas de que os iranianos abateram um apache durante um patrulhamento noturno em Ormous.
O comando central americano, o Sentong, confirmou que a aeronave caiu perto da costa de Oman na madrugada de terça-feira e que os dois tripulantes foram resgatados por um drone naval cerca de 2 horas depois, em condição estável. O fato dos pilotos terem sobrevivido já diz muito sobre a robustez do Apch. Agora, o que ainda não é fato, a causa exata, com a hipótese do drone vindo de fontes não oficiais.
Segundo essas fontes, o drone poderia ter sido lançado de uma lancha rápida iraniana, dessas que a Guarda Revolucionária opera centenas na região de Ormouso. Lançado de perto, ele precisaria de pouco alcance e de pouco tempo para chegar ao alvo. Para entender o tamanho do choque com essa notícia, precisamos entender o que é o Apach.
O AH64 entrou em serviço no exército americano em 1986. nascendo no auge da Guerra Fria com o propósito muito claro, caçar tanques soviéticos. A ideia era que se as divisões blindadas do Pacto de Varsóvia avançassem pela Europa, em chames de apaches apareceriam voando colados ao solo para destruí-las.
E ele provou o conceito rápido com batismo de fogo vindo no Panamá em 1989. Mas o momento de glória veio na Guerra do Golfo em 1991, com os apaches disparando os primeiros tiros da operação tempestade no deserto, destruindo radares de alerta iraquianos para abrir um corredor por onde a aviação aliada entrou. O Apache literalmente abriu a guerra.
De lá para cá, ele evoluiu muito e a versão atual, o AH64E Guardian, é uma máquina de outro patamar. São dois motores T700 que levam axa a uma velocidade de cerca de 290 km/h. A arma principal debaixo do nariz é o canhão automático M230 de 30 mm, diretamente ligada ao capacete do piloto.
O que significa que o atirador olha para o alvo e o canhão acompanha o movimento da cabeça. Para onde ele olha, a arma aponta, bastando apenas apertar o gatilho. Nas asas, o Apache carrega até 16 mísseis Hellfire, o seu principal caçaques, além de foguetes Hidra 70 e contra ameaças aéreas, Míselis Stinger.
Os sensores no nariz permitem enxergar e atacar no escuro total, e a versão Guardian ainda controla drones, recebendo imagens e indicando alvos a partir deles. com aquele disco por cima do rotor principal, permitindo ao piloto observar o campo de batalha por de trás de obstáculos, evitando a linha divisada de armas inimigas. E por cima de tudo isso, o apaste foi projetado para apanhar e continuar voando.
A cabine é blindada, os tanques são altocelantes e a estrutura foi desenhada para resistir a impactos de projéteis de até 23 mm, protegendo a tripulação mesmo numa queda. E é exatamente por isso que os dois pilotos saíram vivos. Juntando tudo.
Velocidade, blindagem, visão noturna, mísseis guiados, um canhão que segue o olhar do piloto. E estamos falando de uma das aeronaves de ataque mais capazes e mais caras já fabricadas. Cerca de 35 milhões de dólares por unidade e ainda mais quando você soma todo o pacote de sensores e armas.
Então, chegamos à pergunta central. Como uma máquina dessas pode ser derrubada por um drone de alguns milhares de dólares? A resposta tem três partes.
Primeira, helicóptero é por natureza vulnerável. Ele voa baixo e relativamente devagar. E tem um ponto fraco clássico, o rotor de caudda com helicóptero dependendo daquele rotor para não girar descontroladamente sobre o próprio eixo.
Danifique o rotor de cauda ou o rotor principal e a máquina cai. Não importa quão cara ela seja. Um fragmento no lugar certo basta.
Segunda parte, as defesas do Apache foram feitas para ameaça errada no contexto atual do Golfo Pérsico. Toda a sofisticação dele, os alertas, as contramedidas, a blindagem foi pensada contra mísseis guiados por radar ou por calor e contra fogo terrestre pesado. Mas um drone pequeno não se parece com nada disso.
Os drones costumam ter uma assinatura de radar minúscula, emitem pouco calor e voam colados à água. Para os sensores de uma aeronave, ele é quase invisível até estar perto demais. Terceira parte, a missão entregou o alvo.
Patrulhar um bloqueio naval é um trabalho repetitivo. Você voa baixo, devagar, em padrões previsíveis, sobre o mesmo pedaço de mar. Para quem quer armar uma emboscada, é o cenário ideal.
E se o drone realmente saiu de uma lancha rápida, ele percorreu uma distância curta, deu pouco tempo de reação à tripulação e atacou de madrugada, quando a vigilância visual é ainda mais difícil. Somando as três partes, temos uma plataforma com pontos fracos mecânicos, defesas calibradas para outro tipo de ameaça e executando uma missão perigosamente previsível. E aqui está a parte que preocupa os planejadores militares.
O que aconteceu não foi um evento isolado, é o resultado de um padrão. Na Ucrânia, drones FPV, que custam algumas centenas de dólares, destróem tanques de vários milhões e até helicópteros russos já foram derrubados por drones. No Mar Vermelho, a Marinha americana se viu obrigada a gastar mísseis antiaéreos de 1 a 2 milhões de dólares para abater drones de poucos milhares.
O nome disso é assimetria de custo, uma armadilha estratégica brutalmente perigosa. Se cada peça que eu perco custa 10. 000 mil vezes mais do que a peça que o meu inimigo gasta para destruí-la.
Nenhum orçamento de defesa aguenta, por maior e mais robusto que seja. Mas é importante deixar bem claro que o Apache não virou sucata e não se tornou obsoleto da noite para o dia com esse ataque, ele continua sendo uma arma devastadora no papel para o qual foi feito. Mas a tendência de fundo é real e já estava clara antes desse episódio.
O espaço aéreo a baixa altitude, perto da linha de frente está cada vez mais letal. A resposta dos militares já está em curso com sistemas antidrone, novos sensores, mudanças de tática e talvez de doutrina. A pergunta que fica é se a defesa consegue ficar barato o suficiente e rápida o suficiente para fechar essa conta antes que ela fique cara demais.
Esse Ach em Ormous é só o exemplo mais recente e mais caro de uma lição que o mundo segue aprendendo na marra. Os drones vieram mesmo para ficar e para revolucionar as guerras. E se gostou do vídeo, não se esqueça de deixar aqui o seu like.
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