CNN Prime Time desta terça-feira, 17 de março, traz novos capítulos da investigação da Polícia Federal em torno do dono do banco master, Daniel Vorcaro. A Polícia Federal agora rastreia a transferência de uma mansão em Miami avaliada em R50 milhões deais e quer entender se Vcaro tentava ocultar patrimônio. Além disso, está nas mãos do ministro André Mendonça a decisão sobre a prorrogação da CPMI que investiga o master.
A comissão pediu para o Supremo mais semanas para investigar o material do celular do banqueiro. Nossos analistas trazem os impasses em Brasília sobre essa prorrogação. Três deputados são condenados pelo Supremo Tribunal Federal por desvio de emendas parlamentares.
Eles teriam cobrado propina de quase R 2 milhões deais para a liberação de verbas na área da saúde numa cidade do Maranhão. Começa a valer hoje o chamado ECA digital. O Estatuto da Criança e do Adolescente que estabelece regras para o mundo virtual.
Essas novas regras são para proteger os menores de idade. A gente mostra o que muda. Donald Trump assume que os países aliados não vão se envolver na guerra contra o Irã e critica a OTAN.
A fala acontece no mesmo dia em que uma autoridade importante da inteligência americana renunciou em protesto contra o conflito e o pedido do Irã à FIFA. O país quer jogar suas partidas na Copa do Mundo, não mais nos Estados Unidos e sim no México. Estamos ao vivo com reportagens especiais e análise objetiva, atentos a como uma guerra pode separar até aliados no horário nobre da informação.
Eu sou Márcio Gomes, este é o CNN Prime Time. Boa noite. Está nas mãos do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a decisão que pode dar vida extra aos trabalhos da CPMI do INSS.
A comissão, que já tinha delicada investigação sobre os desvios de aposentados e pensionistas, ganhou mais relevância de alguns dias para cá por causa do Banco Master. E para esse trabalho continuar, segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, é preciso ter mais prazo. Como a cúpula do Senado não responde aos pedidos da comissão, a saída foi apelar ao Supremo.
A suspeita de que o banco de Daniel Vorcaro também participou dos desvios, colocou mais urgência e responsabilidade na análise do material que já foi revelado pela Polícia Federal. Um dos obstáculos a essa prorrogação é a possibilidade de que tenham sido vazadas da sala cofre da comissão informações sigilosas sobre Vorcaro e a ex-noiva. O material estava no celular do banqueiro e foi compartilhado pelo STF.
O depoimento dela está marcado para a próxima terça-feira, dia 23. E a comissão tem prazo para acabar no dia 28. Quem abre essa edição falando ao vivo de Brasília é a repórter Carol Rosito.
Carol, boa noite. Oi, Márcio. Boa noite para você também.
Boa noite a todos. A CPMI deu esse outro passo, né, marcando então a convocação de Marta Graef. Esse requerimento já tinha sido aprovado na semana passada, um pedido apresentado pelo deputado Quincatagri.
Os parlamentares aprovaram a convocação, ou seja, ela será obrigada a comparecer até que consiga ali eventualmente, né, um abbias corpus, um benefício pelo Supremo Tribunal Federal, como tá acontecendo, vem acontecendo, a gente acompanha isso em relação aos últimos depoentes e o objetivo da CPMI, segundo os parlamentares, fora do escopo ali da das questões das conversas íntimas, né, que foram vazadas entre Dani Daniel Vcaro e a sua ex-noiva é exatamente aprofundar a investigação sobre o que tá sendo apurado já pela Polícia Federal sobre um imóvel, imóveis inclusive que poderiam ter sido transferidos para Marta Graf como forma de blindar o ex-banqueiro. Então vai ser nesse ponto que os parlamentares vão querer ouvir Marta GREF, ela que mora nos Estados Unidos, isso ainda tá sendo discutido nos bastidores, como é que faria aí essa vinda, né? Como é que se daria essa vinda dela aqui a Brasília, ao Congresso Nacional?
Mas de qualquer maneira, os seus advogados até por meio de nota já tinham se manifestado, dizendo que ela está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades. Hoje a gente acompanhou durante todo o dia, Márcio, os trabalhos da Polícia Federal aqui dentro da sala cofre, uma sala que foi fechada depois da determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que recebeu ali aquela denúncia de eh eventuais vazamentos por parte de assessores que teriam autorização para entrar na sala, para buscar e se aprofundar nos dados da quebra de sigilo de Daniel Vcaro, uma sala que foi colocada a disposição da CPMI de maneira secreta ali, sigilosa, para que os parlamentares credenciados, os assessores autorizados pudessem avançar nessa investigação. Informação que a gente tem é de que eles conseguiram tirar dados através de filmagens, câmeras escondidas, óculos que faziam gravação, inclusive.
Por isso, Mendonça decidiu fechar a sala e determinar que a Polícia Federal fizesse ali uma espécie de filtragem, de pente fino do que interessa a CPMI, o assunto exclusivo envolvendo INSS e Banco Master, e separar ali assuntos considerados privados da intimidade de Vorcaro, como por exemplo com a sua própria ex-noiva, né, que foram conversas aí vazadas que a imprensa particularmente teve acesso. A gente segue acompanhando os desdobramentos hoje com essa decisão então do ministro André Mendonça, todos esse esse desenrolar da da investigação e ainda com essa expectativa da decisão de André Mendonça, que agora caiu como relator do pedido de do mandato de segurança, o pedido para prorrogar os trabalhos, um pedido apresentado pela CPMI, uma vez que Davi Alcol Columbre não se manifestou sobre o pedido que tinha sido feito formalmente anteriormente. Volto com você.
Muito obrigado, Carol Rosito, que falou com a gente nessa abertura do Prime Time, direto de Brasília. Colocar nessa conversa a nossa analista de política lá na capital federal, no estúdio da CNN em Brasília, Larissa Rodrigues. Larissa, boa noite.
A gente viu que o senador Carlos Viana quer essa prorrogação, mas não é unanimidade dentro da CPMI. Nem todo mundo tá concordando com essa posição do presidente da comissão. Quem quer e quem não quer manter essa essa comissão em andamento.
Clarissa, eh, Larissa, boa noite de novo. Tudo bem, Márcio? Boa noite para você, para quem nos acompanha.
É uma pergunta complexa, porque a gente vê uma movimentação muito diante, né, dos microfones, das entrevistas e outras movimentações que, segundo as fontes com quem conversamos, acabam sendo eh numa via contrária disso. Desde o início, o presidente da CPM do NSS, desculpa, ele tem se posicionado para que não se encerre agora, apresentou um pedido ao presidente da Vel Columbé o momento não deu nenhuma resposta. Por isso, inclusive, ele recorreu à justiça com esse argumento de que não estaria conseguindo o adiamento desses trabalhos.
Nos bastidores, o que a gente escuta, principalmente de parlamentares do centrão tentando responder a sua pergunta, e há também parlamentares ligados ao PT, como também ligados a ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que também nos bastidores não querem que essa que essa investigação avance. E esse bolo de uns querem, outros não, independente de partido, ele vem principalmente depois que a CPM do INSS ela caminha e se envolve na questão do Banco Master. A gente percebe sim que ela ganhou uma importância maior e ela ganhou também pressão maior de todos os lados, que seriam aqueles parlamentares que estariam envolvidos de alguma maneira com esse escândalo.
A gente escuta muito se falar de partidos de centro, mas que teria essa, né, informação que corre ali nos bastidores do Congresso, parlamentares tanto ligados à esquerda quanto à direita. Então aqui nos bastidores a gente vê essa movimentação, mas nos microfones há uma tentativa sim de continuar com os trabalhos. O que eu apurei hoje a para tentar até encerrar e mostrar para quem tá em casa como é complexa essa movimentação de que não deve ter uma resposta favorável vindo do Supremo Tribunal Federal, muito na linha de outros posicionamentos do STF, de que isso precisa ser uma decisão do presidente do Senado.
Então, a maneira mais correta de te responder quem quem não quer é de fato, né, o presidente do Senado, porque não tá conseguindo o adiamento disso. Mas que a pressão de todos os lados para se pôr fim aos trabalhos desse colegiado. Isso dá pra gente afirmar.
Márcio, obrigado, Larissa. Eu coloco também o Caio Junqueira, nosso analista de política nessa conversa, já que a CPMI do INSS também pediu pro Supremo Tribunal Federal que seja concedida uma proteção especial ao informante da Polícia Federal e da CPMI que denunciou o empresário Fábio Luício Lula da Silva, filho do presidente Lula, o Lulinha, né, Caio? Boa noite.
Boa noite, Márcio. Boa noite a todos. Márcio, essa testemunha, colaboradora, informante, como a gente quiser chamar, ela é uma peça chave em toda essa investigação.
Ela que colocou o filho do presidente Lula eh em meio às conversas e aos seus depoimentos e colaborações para a Polícia Federal. E a partir daí que o nome do Lulinha, do Fábio Luiz, acabou entrando e virando o alvo da Polícia Federal. Neste caso, a situação desse informante, eu já conversei com ele, já estive com ele também aqui em São Paulo, eh é de um muito medo, né, muito receio, eh, de sofrer algum tipo de atentado ou algum tipo de pressão, algum tipo de intimidação.
Ele tem direcionado, ele já protocolou um pedido diretamente ao Supremo Tribunal Federal para que lhe seja oferecido algum tipo de proteção que não seja o tipo de proteção clássico previsto até na legislação, não é? Aquele tipo de proteção que você muda de nome, que você vai para o exterior, que você muda de cidade. Ele gostaria de uma proteção meio tema.
E a CPMI também tem utilizado das informações dele, né? Basicamente ele apontou, é ele o responsável por apontar em documento oficial que o filho do presidente recebia mesada do careca do INSS. Essa é a principal acusação que esse informante fez.
E a partir daí ele relata que a vida virou do avesso, eh, que teve policial entrando na casa dele e faz todos esses relatos. fez um pedido pro Supremo. Depois disso, o senador Carlos Viana e o relator Alfredo Gaspar eh eh se reuniram com relator André Mendonça e reforçaram esse pedido e teve uma sinalização do, pelo que a gente poôde levantar, do ministro André Mendonça, de que isso seria em algum momento concedido.
Márcio, muito obrigado. Caio Junqueira. Enquanto isso, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, afirmou que a Polícia Legislativa deve investigar os possíveis vazamentos de informações de Daniel Forcaro que estavam restritas à sala cofre do colegiado e admitiu que dados foram acessados por pessoas de fora das investigações.
Essa informação será devidamente investigada pela polícia do legislativo. O que nós sabemos é que, infelizmente, existiram tentativas e vazamentos de algumas informações que deveriam permanecer apenas no âmbito da investigação e informações particulares ligadas à quebra de sigilo do sorvocado que poderiam inviabilizar as provas. Em entrevista ao programa Roda Vívora TV Cultura, Carlos Viana disse que a mensagem enviada por Daniel Vorcaro, no dia em que foi preso pela primeira vez com a pergunta conseguiu bloquear, teria sido mandada a um celular funcional do Supremo Tribunal Federal.
Segundo o jornal Globo, a pergunta foi feita ao ministro Alexandre de Moraes, mas o ministro nega. Olha, o número que aparece ali naquela mensagem é um número funcional do Supremo. Cabe agora oficialmente ao Supremo se nós tivermos essa condição na investigação, que seria o é o básico numa investigação profunda, que o Supremo nos responda com quem estava aquele número de telefone no momento em que o o Vcário manda mensagem, mas que é o número do STF, não há dúvida nenhuma.
E a Polícia Federal está investigando se o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ocultou o patrimônio ao supostamente transferir uma mansão em Miami para então noiva. Em mensagens de dezembro de 2024, trocadas pelo casal e obtidas pela equipe de investigação, a ex-noiva de Vorcaro pergunta a razão pela qual alguém da equipe dele está pedindo o número do passaporte dela. O então dono do Banco Master responde que é para abrir o Trust.
Trust é uma estrutura jurídica na qual uma pessoa transfere a gestão dos bens a um terceiro para beneficiar alguém. A casa avaliada em R$ 450 milhões deais fica em Miami, no estado da Flórida. A época da abertura do trust coincide também com uma investigação que corria na Polícia Federal de Rondônia contra Vorcar por fraudes.
No celular do ex-banqueiro, a PF encontrou o processo do caso contra ele em formato de documento. A Polícia Federal suspeita que Vorcar aplicou o dinheiro em bens e pode ter repassado a então noiva nos Estados Unidos para não ter o bloqueio quando fosse alvo de alguma medida judicial por causa dessas investigações que avançavam. A defesa de Daniel Vorcaro ainda não se manifestou.
A defesa de Marta Graef nega conhecimento sobre a existência de um trust tanto nos Estados Unidos quanto em qualquer outro país, e reforçou que está à disposição das autoridades brasileiras. para esclarecimentos. Uma nova fase da operação sem desconto foi às ruas hoje no combate às fraudes em benefícios do INSS.
Duas pessoas foram presas, entre elas a ex-presidente de duas associações. Já a deputada federal do Ceará, Goret Pereira, do MDB, também foi alvo da ação e está com tornozeleira eletrônica, como mostra a repórter Aline Becket. A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma nova fase da operação sem desconto, que investiga as fraudes em descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão no Ceará e no Distrito Federal. Os mandados de prisão tem como alvo Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente de associações de aposentados investigadas no esquema e o empresário Nádio de Lima Pinheiro. Além deles, a deputada federal Maria Gorete Pereira do MDB do Ceará foi alvo de medidas cautelares.
Ela passou a usar tornozeleira eletrônica e está proibida de manter contato com investigados, de frequentar entidades associativas, de exercer funções administrativas nessas instituições e de deixar o município onde reside, com a exceção de deslocamentos para Brasília. A parlamentar também deverá cumprir o recolhimento domiciliar nos períodos determinados pela justiça. Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, há indícios de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação contínua, responsável por prejuízos de centenas de milhões de reais aos cofres públicos e aos beneficiários do INSS.
De acordo com a investigação, há planilhas encontradas em mensagens de WhatsApp que indicariam pagamentos de propina a deputada. Também há suspeitas de que ela tenha adquirido um apartamento de mais de R$ 4 milhões de reais e um veículo de luxo com recursos desviados. A deputada nega qualquer envolvimento.
Já Cecília Rodrigues Mota chegou a depor na CPMI do INSS no ano passado. Ela admitiu conhecer investigados e ter movimentado milhões de reais, mas também negou irregularidades. As investigações apuram crimes como inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário e octação de patrimônio.
Outro alvo da Polícia Federal nessa nova fase da operação sem desconto foi o diretor de relacionamento negócios da data préve, Alan Santos. A Polícia Federal realizou busca e apreensão na residência do diretor e ele foi afastado do cargo por ordem do ministro André Mendonça. Eu volto a conversar com a analista Larissa Rodrigues.
Larissa, como é que o governo tá vendo esse avanço das investigações da CPI do da CPMI, do INSS? E claro, a condução de André Mendonça à frente do caso no Supremo Tribunal Federal.