[Música] olá bem-vindos ao Strike hoje nós vamos falar sobre os 50 anos de relações entre Brasil e China desde a reabertura das embaixadas em 1974 a relação entre os dois países evoluiu de forma impressionante transformando a China no maior parceiro comercial do Brasil quais foram os principais Marcos desta parceria ao longo dos anos como que o o Brasil pode diversificar as suas exportações para a China e agregar mais valor aos seus produtos e principalmente Qual o futuro dessa relação em um mundo marcado por incertezas econômicas e geopolíticas para este papo a gente recebe no Strike
de hoje o Dr Thomas LW presidente do imbas China presidente da Coordenação Nacional das relações chinas da OAB Federal muito obrigada pela sua presença Doutor bem-vindo obrigado para mim é uma grande alegria poder falar aqui no Strike e falar desses 50 anos das relações diplomáticas brasil- China no qual eu com junto juntamente com a embaixada da China o consulado da China realizamos as comemorações no mês de agosto vamos lá né inclusive tentando entender claro né a gente teve essa comemoração já em agosto mas trazendo sempre né Essa uma discussão muito pertinente entender um pouquinho mais
de vários pontos Dr Thomas considerando estes 50 anos né dessas relações diplomáticas entre Brasil e China Quais foram os principais Marcos desta parceria ao longo dessas últimas décadas Paula todo mundo já é de notório saber público que a China é o maior parceiro comercial do Brasil já por mais de 12 anos e esse ano é um ano muito importante dessa celebração dos 50 anos porque também tivemos a visita do presidente do presidente do kban que é o alto nível de concertação entre o Brasil e a China que é liderado pelo vice-presidente Dr Geraldo Walk junto
com o vice-presidente da China hansan que também realizaram uma visita em Pequim numa reunião muito importante e nessa reunião importante em Pequim no meio de Junho deste ano no mês de Junho deste ano eh participaram também outros ministros outros Ministérios brasileiros nessa viagem então teve a participação também do ministro da casa civil Rui Costa tivemos a presença do ministro da do agronegócio Ministro Carlos Fávaro eh foi também a ministra da Simone tebit para falar também da questão sobre o mapa das novas rotas e das alternativas no meio de ação sobre a logística brasileira E além
disso também a presença do ministro não Ministro mas ele agora está dentro do mic né que é o ministério de desenvolvimento eh o ministro Márcio França para falar das pequenas e médias empresas e fazer fazer essas parcerias importantes junto ao governo chinês então também tive o privilégio de estar nessa viagem junto com a Apex a Pex liderado pelo Presidente Jorge Viana foi uma reunião do fórum econômico para debater já ver esses 50 anos e qual seria o futuro dos próximos 50 anos então na viagem da China tivemos essa oportunidade de ouvir a parte chinesa de
ouvir a parte brasileira e a partir daí a gente tem também as próximas visitas importantes deste ano que é o presidente da China também vindo ao Bras no G20 o presidente chitin pin vai vir para o Rio de Janeiro e eles estão organizando também a ida do presidente da China para eh Brasília numa discussão Ampla aí dos debates do G20 Então esse ano é um ano repleto de eventos Marcos temporais importantes o ano passado o presidente Lula foi pra China também e foi muito bem recebido naquela Viagem no qual o presidente chint impen e o
governo federal brasileiro soltaram notas em conjuntos dessa parceria Global estratégica ou seja não só a celebração dos 50 anos mas essa parceria Global estratégica entre o Brasil e a China por muitas décadas e se você for analisar friamente o que que muda muito deste desde os 20 anos para cá os desde dos 50 anos para cá eh em relação ao Brasil e a China é o fluxo comercial a gente sabe que o fluxo lá atrás 20 anos atrás era de 8 bi as trocas comerciais 8 bilhões de dólares e hoje tá mais até superou esse
esse superar para o Brasil nessa balança comercial e tá aí na casa dos 170 Bilhões de Dólares de trocas comerciais então você vê que a China e o Brasil já são eh economias complementares uma ajudando a outra uma vendendo commodities é isso que você falou no começo da sua apresentação e o Brasil realmente comprando produtos manufaturados o que fica aqui que eu gostaria de colocar e eu acho que provavelmente você vai falar é como é que essas relações podem se aprofundar Depois desses seus 50 anos sensacional muito bom é é justamente essa pergunta né tentar
entender já que somos ali eh é grandes parceiros comerciais Como de fato aprimorar né vou me aprofundar e nesse tópico ainda Doutora mas entendendo um pouquinho puxando né Essa questão e mais econômica ainda a gente sabe ali eh a China tornou-se o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 quais fatores né de fato você vê ali que contribuíram para essa mudança como que isso Acabou alterando também bastante bastante essa dinâmica Econômica entre os dois países para depois a gente olhar um pouquinho mais ali a futuro Paula Na minha opinião foi uma aliança política né a
gente sabe que 2009 também eh foi uma ida do presidente Lula junto com uma comitiva muito grande pra China lá de lá para cá as relações Brasil e China também tiveram essas relações eh muito frutíferas nesse sentido e aí o kban também esse alto nível de concertação teve um diálogo muito constante ao longo desses anos inclusive até no governo Jair bolsonaro com o Mourão Mourão foi também algumas vezes pra China também fez um trabalho importante via cosb e agora nesse atual governo Lula Lula eh já nessa outra fase nesse outro governo quem está fazendo um
bom trabalho é o dror Geraldo WCM agora que eu tive com ele na China e eu vi que foi fechado um grande acordo em relação à compra de cafés do Brasil ou seja a gente tá vendo que os chineses estão consumindo mais os produtos brasileiros no na questão do café a gente fala que o café hoje no no no na China além do Starbucks que é uma rede super grande lá conta também com uma outra rede chamada lucking Coffe que é uma rede chinesa com aplicativos eh rápidos na verdade você pode fazer a compra por
um aplicativo e-wallets e você tem uma entrega de delivery do café nos seus escritórios ou na sua casa e isso daí tá realmente mudando muito o comportamento do chinês em relação ao café Então cito esse exemplo que é um exemplo eh que foi fechado agora no cosb mas tem também outros exemplos importantes de do que a Pex tá querendo fazer por exemplo com os produtos brasileiros querem divulgar mais e mais os produtos brasileiros Então eu acho que esse intercâmbio é importante essa cooperação eh dos países que começou lá atrás em 2009 eh foi fruto de
um relacionamento político importante que deu um Marco nessa nessa maior parceria comercial entre o Brasil e a China e de lá para cá também a gente pode ver que muitas empresas chinesas se instalaram no Brasil Então a gente tem por exemplo a CPFL a state GD que eram outras empresas que entraram no Brasil através do brownfield né que era eh por exemplo eh empresas como a EDP e através da EDP compraram parte da da idp e entraram no mercado brasileiro Então a gente tem aqui no Brasil hoje muitas empresas instaladas em várias capitais em várias
cidades do Brasil com essas grandes empresas já chinesas eh estabelecidas aqui por mais de uma década Doutor a gente né entre as principais comodes ali que o Brasil exporta pra China a gente tem uma lista grande soja minério de ferro eh petróleo cru celulose né carne bovina milho inclusive também eh desde eh o o conflito ali entre Rússia e Ucrânia acabamos também eh exportando bastante Milho ou seja a gente tem muitas commodities mas eu queria entender na sua leitura Como que o Brasil pode diversificar ali as suas exportações pra China evitando até mesmo uma dependência
excessiva eh destas commodes e agregando até mesmo mais valor aos produtos vendidos Paula o que que eu vi agora nessa última viagem também são muitos frigoríficos muitas empresas que foram para a viagem do da Pex e do cban e o que eu vejo que é um produto que agrega mais valor para os chineses são os produtos eh são as carnes as carnes suínas eu acho que se tiver o corte específico o corte brasileiro produtos que são bem embalados Eu acho que isso tudo é um produto importante pros chineses que D que os açoes que vão
para lá ou seja esses produtos acabados uma carne já realmente um corte específico e um pãozinho de alho tudo isso muito bem embalado já é um um um produto bom para o Mercado Chinês que também busca a gente sabe que não é fácil porque logistica mente a gente tem a Austrália né a Austrália também tem muita carne e a carne vende muito paraa China Então temos esses alguns exemplos de logística e é por isso que o debate que se coloca Hoje é a questão da infraestrutura sobre eh como é que o Brasil pode escoar esses
produtos via o Pacífico e do pacífico ir para a Ásia para pelo menos eh diminuir o tempo no transporte marítimo ou seja ganhando mais os reduziria aí uns 20 dias saindo pelo Pacífico e não pelo Atlântico conforme a gente tem visto hoje uhum Dr thas a gente vai para um rápido intervalo comercial volta daqui a pouquinho pra gente continuar essa nossa conversa você que tá aqui acompanhando o Strike Continue com a gente voltamos em instantes [Música] estamos de volta aqui no Strike discutindo 50 anos de relação entre Brasil e China conversando com o Dr Thomas
LW Doutor voltando aqui um pouco mais né a gente eh falando bastante no bloco anterior sobre exportações falei muito ali também eh sobre questão de comodes mas tem um ponto acho que muito importante que eu queria eh trazer agora aqui pra gente quais seriam as oportunidades por exemplo eh do setor de biocombustíveis aqui do Brasil essa possível parceria inclusive com a China que tem aí eh buscado né acho que muito essa alternativa também quando a gente fala bastante sobre este o setor Paula eu queria no outro bloco você tinha falado também de outros produtos eu
queria também destacar uma empresa brasileira que é a imbra a imra também está na China também eu conheci o CEO daer na China então assim são produtos que OAS bril tem e pode oferecer pra China que são produtos agregados de maior valor então eu acho que isso daí era importante destacar a gente sabe que tem outros produtos brasileiros mas eu acho que um produto realmente importante são os aviões da Embraer agora eles estão desenvolvendo inclusive um drone eh de viagens as paraas duas ou três pessoas um drone menor mas que também é um transporte aéreo
para cidades um deslocamento mais próximo de uma cidade para outra outra então isso já está sendo desenvolvido pela Embraer agora recentemente quando eu falei com o CEO da Embraer já em relação a biocombustíveis essa questão da energia da transição energética a gente sabe que muitas empresas chinesas que estão vindo para o Brasil nessa nova Neo industrialização Paula são empresas também de carros elétricos a gente tá V eu eu Visitei a byd agora na China eles estão também na cidade de Campinas com uma uma fábrica eles estão vindo com mais eh investimentos para o Brasil e
a gente sabe que não só a byd tem a gwm que pegou que adquiriu a fábrica da da mercedes-benz e irassol que é uma outra cidade aqui na perto de São Paulo tem também a eles estão estudando muito o estado da Bahia para trazer ali para substituir a Ford então esses carros elétricos chineses que não são poucos na China e tem outras empresas interessadas em vir para o Brasil eu acho que realmente poderia aí que a gente fala da Neo industrialização como que eh isso pode ser uma parceria mais profunda no sentido de gerar mais
empregos para o Brasil e também ter uma produção aqui no território brasileiro desses carros elétricos Doutor eh falando né até sobre toda essa discussão a gente viu recentemente essa discussão sobre a Adesão do Brasil a a iniciativa ali cinturão e rota quais seriam os benefícios os desafios também acho que inclusive né dessa possível adesão ali pro pro Brasil então Paula esse tema já foi eu até escrevi um artigo que saiu no Estadão falando sobre o belen Road e o Belt Road agora vai ser um trabalho de um diálogo constante do governo brasileiro com o governo
da China realmente o governo brasileiro tem que colocar aí suas prioridades né a gente sabe que o Brasil tem os seus gargalos importantes de infraestrutura mas obviamente qual que seria a parceria efetiva dessa construção dessa infraestrutura em conjunto com a China o belton Road costuma ser uma parceria no sentido de das empresas chinesas também ajudarem a construir eh essa Rodovia ou infraestrutura de portos aeroportos ou eh logística propriamente dito então cabe cabe ao Brasil colocar as regras que querem né a gente sabe que tem cases de sucesso no mundo e cases de insucesso no mundo
do Belt and R que eles trazem como o direito do desenvolvimento o dinheiro o direito de você ter um uma área que tá degradada e através de uma logística de infraestrutura você revitar iar aquela área então tem esse também esse viés também do direito do desenvolvimento e o belon Ro também vai ser parte de uma discussão eh pós G20 né ou seja o Brasil foi convidado para participar do asian né que é o da Apex APEC que é a asian Pacific economic Operation que são formados aí por um bloco econômico de 21 países o Brasil
não faz parte desses países desse bloco mas foi convidado para a reunião porque eles vão tratar do Novo Porto que está sendo inaugurado eh no peru e esse Porto é o porto de shanai que teve um investimento chinês eh está tudo reformulado pronto e aí fica o Brasil numa discussão de como que vai integrar por exemplo a logística do Brasil para aquela região então isso foi já é pauta dessa discussão o presidente Lula foi convidado para participar dessa discussão que vai vai ocorrer este ano depois do G20 do Rio de Janeiro e a gente aqui
como bons pesquisadores bons leitores desta real situação que pode ocorrer o Bel ro a gente torce para que o Brasil coloque realmente pontos específicos importantes para destaque da economia brasileira ou seja para que gere mais empregos no Brasil ou seja para utilizar a mão deobra brasileira também nessas obras de rodovia e ferrovia Doutor você falou ali em questão de diálogo né Por parte do Brasil eh quando se refere a a esse cinturão eh como que o Brasil de fato poderia eh aproveitar ou melhor talvez se preparar acho que esse seria o termo se preparar para
aproveitar estas oportunidades principalmente ali em desenvolvimento em infraestrutura em tecnologia e nesse contexto que a gente ainda olha né e vê ali de pouca integração política no Mercosul que nós também e ainda não temos Paulo eu acho importante a integração latino-americana né Eu acho que o Brasil também no ponto de vista político o Congresso Nacional teria que participar cada vez mais do parla e do parlatino que são o o a a integração dos dos congressos dos dos países latino-americanos isso seria importante para uma um destaque do Brasil em relação eh a essa integração latino-americano através
do congresso nacional e do outro lado através do setor privado quando a gente fala da questão de investimento em infraestrutura também eu acho que é importante que as grandes construtoras brasileiras estejam atento nesse movimento do Belt and ro E como que eh essas grandes construtoras podem fazer uma integração com as as construtoras o crec da China como é que eles podem realmente fazer um um Joint venture nesse sentido então de um lado você tem eh a importância e a colaboração do congresso nacional através do Legislativo junto com parla suu parlatino do outro uma construção com
os Players e stakeholders da construção civil com as grandes construtoras brasileiras e junto com o crec da China que também são as construtoras chinesas E aí do outro lado você tem o Executivo né você tem a formalização do Belt and Road propriamente dito através do executivo Então eu acho que são várias frentes importantes Paula para que um um projeto desse de seguimento de forma efetiva uhum Doutor você citou ali América Latina né de fato a América Latina ela está preparada para acompanhar aí esse ritmo né como que de fato a gente aqui Brasil eh poderia
alinhar as nossas políticas públicas para não perder essa relevância nesse cenário global ou acompanhar de fato também outros países ali da América Latina Paulo eu acho que esse é um grande desafio eu acho que que a integração latino-americana a gente sabe que já está previsto na nossa Constituição Federal no artigo qu a importância do Brasil ter uma integração latino-americana agora vai depender muito dos dos governos dos países que são os nossos vizinhos você tem Argentina Você tem o milei Você tem o Peru você tem outros países ali eh para uma integração importante e eu acho
que através de organismos internacionais de conversas e rodadas não só pelo do executivo Mas pelo principalmente pelo pelo congresso nacional pelo Parlamento porque já é formado um grupo importante aí eu volto a repetir o parla suu e o parlatino dessas discussões de Integração latino-americanas eu acho que através dessa ponte dessa construção com os outros países que será possível de fato com eh demonstrar que o bloco econômico Mercosul tem também essa grande de importância quando a gente fala isso para uma mesa de negociação com a parte chinesa cit exemplo a gente pega o a união europeia
a força que é a união europeia porque cada país que tem ali seja a França seja Portugal seja qualquer outro país que esteja na União Europeia eles sempre eh fazem parte desse bloco econômico sentam dessa forma e o Brasil também o Brasil e os outros países da América Latina tem que ter essa eh eh utilizar desse bloco econômico também para as negociações com as outras os outros países do mundo inclusive com a China Nesse quesito quando se trata de um belton Road initiative e também quando se trata de uma eh uma integração latino-americana porque essa
rota do belten Road que já está no peru vai ter que ter uma integração com os outros países também da América Latina não só o Brasil com seus diversos Estados seja via que nem o senador Nelinho trad Ele defende muito o bioceânico que seria também cortado pelo pelo Mato Grosso do Sul né essa outra rota que poderia seguir para o Pacífico Então você tem Senador Nelsinho TR defendendo ali a rota Mato Grosso do Sul mas você tem também outras rotas que são defendidos por outros parlamentares e por outros políticos que tr ali da da da
Rota via o Acre cortando o Amazonas e outras rotas que também a ministra Simone teb mostrou mostrou também na Ida dela para a China Então são várias alternativas e vai depender muito do do lado político e do lado Empresarial para caminhar junto nesse nessa integração de infraestrutura em termos de Investimentos diretos ali quais setores da nossa economia aqui brasileira eh mais se beneficiariam de fato desses investimentos chineses eu acho que Paula no evidentemente quando a gente fala dos commodities ele já tem um arco norte né a gente fala do arco Norte o Mato Grosso por
si só o que ele vende pro exterior ele vende muito pra China Ou seja é um estado muito focado na soja na carne e praticamente toda a venda da soja vai para a China Então se se você pegar a importância do Estado do Mato eh Mato Grosso na relação agronegócio essa relação por si só precisa aí o escoamento dele por um arco Norte a gente sabe que tem alguns outros portos ali no nordeste brasileiro tem o investimento chinês ali no porto do Maranhão também mas eh o que a gente tem tratado e tem visto quando
se fala em belts and r é realmente ver qual que seria a possibilidade de reduzir ainda mais esses custos de de logística então a gente além do Estado do Mato Grosso tem outros estados potentes parceiros e praticamente todos os estados brasileiros eh eh que estão pega o estado de Minas Gerais também vende muito paraa China então não só O agronegócio mas também a questão do do minério de ferro a questão eh de outros os produtos brasileiros também fazem parte dessa desse de ter esse benefício em relação a essa logística que eles querem tanto implementar no
Brasil eh claro né a gente sabe E a gente acompanha muito aqui a a volatilidade muitas vezes eh de preços de commodites Mas recentemente a gente tem acompanhado muito ali eh uma grande até desvalorização do minério eh propriamente também do petróleo algumas comodes que são importantes pro nosso né e Bovespa pra nossa bolsa paraa nossa economia como um todo muito por conta eh de reflexo também eh de uma expectativa de crescimento da China menor do que em anos pré-pandemia como que de fato né você enxerga eh diante dessas inúmeras possibilidades que você acabou apresentando aqui
pra gente dessas parcerias eh de vários inúmeros setores mas ainda assim né o quanto o Brasil ele acaba indo ou ficando muito e talvez ali suscetível a esse por essa aceleração da economia chinesa para ter de fato aí né apesar de ser seu Claro Seu principal parceiro comercial mas para ter sucesso também aqui internamente dependendo bastante desse crescimento chinês Paula é interessante essa pergunta que você fez porque esse ano tivemos a reunião das duas sessões a reunião das duas sessões ela sempre começa no início do ano e é quando o governo chinês se junta para
estabelecer diretrizes e critérios para o crescimento chinês e lá neste ano na reunião no congresso do Povo eles determinaram que o crescimento da China seria 5% do PIB ou seja um crescimento que daria para a China crescer de forma sustentável né a gente sabe que eles estão investindo muito em tecnologia muito Inteligência Artificial porque agora é um realmente a China tá investindo a as bigtechs chinesas estão patenteando muito as inteligências artificiais do generativas inclusive que são produtos que eles querem escalar agora no ponto de vista da economia chinesa a gente tem um outro lado importante
também embora a economia queira crescer Aí seus 5% a gente sabe que também é o que você falou você tem os conflitos você tem algumas guerras a população chinesa também tem um costume muito interessante no lado cultural eles costumam também eh guardar o dinheiro né assim as economias eles tendem também a não gastar muito então se você pegar o outro lado da moeda quando o Brasil também habilitou mais 38 38 frigoríficos o setor de carne o setor de commodities assim mesmo levando mesmo vendendo a carne para a China não necessariamente aí é o ponto de
vista que eu vejo que é importante ressaltar o lado cultural a China as famílias também estão querendo economizar dinheiro então a gente vai ver como que isso vai equilibrar a economia chinesa E também o consumo chinês eh ao longo desse ano a gente sabe que a China quer crescer de uma forma cada vez de uma Economia mais sustentável então a gente percebe isso inclus inclusive eh no modo de vida dos chineses muitos jovens não querem agora casar querem não querem ter filhos preferem realmente eh ter uma estabilidade eh na profissão uma estabilidade Econômica para depois
ter uma família filho então isso tudo reflete muito na economia hoje chinesa então eu vejo que a China hoje está equilibrando a sua economia não é aquela economia que cresceu aí 10% do PIB ao longo dos 40 anos mas sim uma redução dessa desse crescimento mas um crescimento ainda de forma muito equilibrada nesse sentido é que eu vejo que ainda evidentemente é uma a China vai comprar muito do Brasil mas por exemplo minério de ferro que comprava com muito mais eh escala hoje se compra muito menos do Brasil Então tem um efeito realmente é o
que você falou um efeito eh na na ponta você vê que embora o Brasil ainda tem uma Balan ainda tem um efeito na nossa ponta aqui na venda dos produtos brasileiros d thas a gente vai para um rápido intervalo peço que você que tá aqui acompanhando a programação da BMC News Continue com a gente o Strike volta em instantes discutindo mais sobre esta relação Brasil e [Música] China volta aqui no nosso terceiro bloco falando mais sobre a relação Brasil e China relação esta que completa 50 anos Neste ano de 2024 entre os dois países Dr
Thomas LW aqui com a gente discutindo bastante sobre x pontos desafios perspectivas pro futuro doutor eh a questão ali né agora a pouco você tava falando um pouco mais sobre tecnologia essa parceria Brasil e China ela também inclui essa cooperação muito nessas áreas como ciências tecnologia educação nesse esse ponto né queria entender um pouquinho da sua leitura os principais projetos que a gente já vê ali em andamento Qual que é a importância de fato para essa cooperação quando a gente pensa no futuro desse relacionamento entre os dois países Paula estive com a ministra Luciana Santos
que é a ministra de ciência e tecnologia agora no mês de agosto numa sessão solene junto com o embaixador da China o tsino eun junto com dzin Chau E também o grupo parlamentar que toca projetos e do congresso nacional tivemos uma sessão solene para falar também dessas questões de parceria na área científica e se você for ver essa parceria entre o Brasil e a China a gente tá já o Brasil está bem evoluído no sentido de soltar o novo cibers Eh um satélite em conjunto com a China um novo agora o ciber 6 se eu
não me engano então além desse dessas parcerias eh realmente estratégicas entre o Brasil e a China a gente tem agora parcerias no campo da educação com universidades chinesas então eu cito alguns exemplos de parcerias com as Universidades chinesas que eu também eh participo fiz uma construção da Unicamp com a Tchan University que é uma universidade com muito prestígio na China que também tem um parque científico dentro da China do do da Província de Tang E aí eles estão tendo muito intercâmbios entre a Unicamp e essa Universidade Então já tem também muitos alunos brasileiros indo para
a China estudar em uhan e em quanton e muitas cidades eh estratégicas né a gente tem percebido que intercâmbio e na parte cultural eh Brasil China avançou muito o Mr w que é o conselheiro da embaixada da China também que é um grande amigo nosso ele tem feito um trabalho importante de trazer cada vez mais os institutos com fúsil para o Brasil então Eh junto com a embaixada da China a gente também auxiliou um novo Instituto Confúcio inclusive no Amazonas na Universidade Federal do Amazonas com o reitor Puga Silvio Puga e lá tem duas professoras
já ensinando Mandarim para a população de Manaus ou seja você vê que a China e o Brasil no campo da educação está cada vez mais próximo E aí você tem obviamente que aqui em São Paulo o Instituto Confúcio da Unesp Você tem o Instituto Confúcio da FAAP Então muitos brasileiros muitos pesquisadores brasileiros também estão fazendo esse intercâmbio eh cada vez mais próximo com a China em grandes universidades chinesas tivemos aqui em São Paulo um colega que conseguiu receber uma bolsa uma bolsa de estudos da Universidade Tim University Então já foi pra China tá estudando na
China Então você vai ver logo logo muitos embaixadores brasileiros na China via o intercâmbio da cultura e o intercâmbio acadêmico uhum Doutor a China ela tem né de fato ali um papel crescente importante no cenário Global eh em áreas de tecnologia Inteligência Artificial inovação eh de fato você falando ali um pouco desse intercâmbio o Brasil eh ainda é ainda está muito longe de f Fato né talvez temos uma eh não temos uma assimetria ali muito nesse sentido mas tem uma abertura no qual você tá falando ali da da gente conseguir né tentar incentivar mais esse
cenário ou esse setor aqui no Brasil como que a gente poderia eh aproveitar de fato essas tendências E essas oportunidades estabelecer essas relações essas cooperações ali de forma mais profundas especificamente neste setor que é tão importante Paulo a gente eu tenho eh Tenho recebido algumas ligações até de delegações chinesas e cidades chinesas como o exemplo de tson TIM tontim é uma cidade próxima a tandu onde tem um consulado brasileiro em tandu mas T TIM é no meio da China né fica mais pro lado né do interior da China é uma cidade muito grande que tem
um agora um papel fundamental as relações exteriores detin eles querem vir para o Brasil o prefeito o governador da província então assim a gente percebe que cada vez mais essas delegações chinesas querem se aproximar eh de fazer as visitas realmente para órgãos brasileiros aí eu cito o TV broadcasting de tontin eles me perguntaram Dr Thomas Vocês conseguem eh fazer esta eh realmente colocar a gente para falar com algumas TVs brasileiras por exemplo a TV Cultura a TV a Band então eu acho cada vez mais Paulo O que poderia ser uma ponte fundamental entre esses dois
países é ter programas eh nas TVs nas rádios para falar o que que tem da China de uma maneira mais simples para o brasileiro público e local do Brasil para ver quais são as oportunidades que que tem para os brasileiros para a China e vice-versa como que a gente consegue realmente mostrar para o chineses o que que o Brasil tem de turismo que que o Brasil tem né de serviços que que o Brasil tem nas suas belezas naturais Então tudo isso faz parte de uma integração eh eu acho que muito mais forte no audiovisual a
gente tem a cooperação agora também no ministério da cultura no audiovisual dos filmes eh Brasil China então isso tudo Eu acho que faz parte de uma integração maior numa ponte maior Entre esses dois países através eh das mídias brasileiras e das mídias chinesas também eh que são importantes Doutor nesse sentido né quando a gente pensa muito na parte mais econômica eh dessa relação também eh como que você vê de fato a gente T estávamos aqui falando bastante sobre as exportações maiores do Brasil saindo daqui de commodities você até falou um pouco né das empresas chinesas
que estão no Brasil citou ali a de veículos elétricos também que a gente tem visto eh ganhando bastante força né no nos últimos anos com vários veículos chineses aqui no Brasil Mas como que você vê de fato essa relação mais assimétrica entre Brasil e China onde o Brasil ele acaba exportando majoritariamente commodities e importa já os produtos industrializados fica-se muito uma pergunta né muitas vezes a gente fica tentando entender se isso é sustentável a long prazo Boa pergunta Paula a gente tem também e por exemplo uma eu Visitei na China a Veg você tem as
empresas brasileiras instaladas na China Então como que a gente consegue também fortalecer as empresas chinesas instaladas na China eu acho que esse é uma é uma das perguntas que a gente tem que fazer aqui nesse nesse batepapo como que também a gente tem aqui As feiras internacionais estamos recebendo as empresas chinesas no Brasil tem a China H Life e a China maquinex que terá uma feira agora na Expo Imigrantes aqui em São Paulo e essa feira também já está no calendário Oficial de São Paulo então assim o que você vai ver aqui nessa feira são
1000 grandes empresas chinesas com selo ISO 14.000 que o governo chinês eh está querendo destacar nesse cenário então esses grandes empresários chineses estão vindo para o Brasil agora o que a gente coloca aqui como que a gente fortalece o outro lado eu acho que tem que fortalecer cada vez mais As feiras brasileiras na China ou seja Quais são os empresários produtos com maior valor agregado que os chineses não conhecem mas a gente teria que levar esses produtos nessas feiras internacionais então eu cito aqui a feira internacional da Si e e i que é a maior
feira de Shanghai e que é trazido pelo presidente da China presidente da China ele inaugura essa feira mostrando dos produtos chineses mas eu acho que ao mesmo tempo ter um um galpão um salão eh uma parte que também coloque os produtos brasileiros em evidência eu acho cada vez mais é importante o trabalho da Apex nesse sentido não só eh nas viagens internacionais mas de ter feiras propriamente ditos para mostrar os produtos brasileiros Essa é a minha colocação nesse sentido Doutor você falou da apecs né inclusive queria aproveitar e falar um pouco mais o Ibra China
entender de fato que você pudesse explicar aqui pra gente qual que é o papel do Instituto Brasil China nestas facilitações dessas relações bilaterais na promoção mesmo também ali dos eventos culturais dos eventos educacionais e também comerciais Entre esses dois países lógico Paula a gente é uma um Instituto sóciocultural Brasil China fundado por professores de universidades brasileiras e o nosso foco é muito a cultura Então a gente tem a parceria com eh na verdade a gente fez um grande evento esse ano para Celebrar os 50 anos e foi um patrocínio do Bank of China CPFL e
o state Greed pra gente trazer 81 artistas chineses para o Brasil numa apresentação em várias cidades leiras seria Campinas São Paulo e Brasília e esses três grupos são grupos da Ópera vu que é uma ópera super renomada na China com grandes artistas mostrando o teatro chinês com um pouco do circo chinês e tem também academia de danças de Pequim que é uma academia super renomada também em Pequim com danças que fizeram também Brasília e São Paulo e também as danças étnicas chinesas que são 56 etnias sendo representadas na China e tivemos apresentação deles também eh
pela Universidade minsu do Noroeste em São Paulo Brasília e China então onde eu quero chegar que o nosso Instituto através da parceria com a embaixada da China a parceria com o Consulado Geral da China em São Paulo a gente tem um papel fundamental de fazer esses eventos culturais para cada vez mais trazer eh a cultura chinesa mais perto dos brasileiros eu acho que esse é a nossa missão além do Papel acadêmico que a gente tem eh das Universidades da pesquisa a gente entende que também por exemplo no ano novo chinês a gente sempre comemora aqui
em São Paulo no bairro da Liberdade com todas as escolas de dança de conf fu aqui em São Paulo tem uma feira de comidas então tem uma é uma é uma representação também da comunidade chinesa no Brasil então nosso papel é realmente pensar em questões que Tragam mais essa inserção da cultura chinesa faça uma integração das duas culturas e também de de dar oportunidade ao público brasileiro de ver peças desse tipo como a ópera avu que você não teria condições de ver em nenhum cenário aqui latino-americano se não fosse realmente através da Lei ronet desse
dessa dessa a colaboração com o ministério da cultura através do projeto Lei ronet e também do projeto proac da Lei aqui do da secretaria do estado de São Paulo eh também ajudando a gente nesse sentido então foi um realmente um movimento muito bacana eh tivemos muitas pessoas satisfeitas com esse show e a gente também fica muito feliz porque a gente tá trazendo a cultura até pros meus filhos que são nascidos no Brasil mas também estão vendo um pouco da cultura chinesa aqui com com esses shows Dr Thomas ló vou pedir mais um minuto aqui pro
nosso intervalo comercial você que tá acompanhando a programação da BMC News Continue com a gente voltamos em [Música] instantes estamos de volta agora para nosso quarto e último bloco do Strike debatendo bastante sobre as relações Brasil e China relações que completam então 50 anos Dr Thomas ló aqui com a gente Doutor falando um pouco mais né sobre este tema inclusive eh tentando entender sobre a importância da arbitragem da mediação dessas relações comerciais internacionais Como que você vê de fato os mecanismos né como estes mecanismos eles podem ser utilizados para resolver disputas Principalmente quando a gente
fala ali entre empresas brasileiras e chinesas sim Paula esse é muito importante eh no cenário do multilateralismo a gente sabe que a China tem defendido muito essa questão do multilateralismo eh com os países e obviamente quando a China ingressa em 2001 para o wto que é o eh Organização Mundial do Comércio a China também tem estudado muito as questões da arbitragem internacional então do ponto de vista brasileiro nessas disputas a gente também eh fiz algumas palestras agora pro mcken pra Universidade Católica de Brasília o que a gente tava ressaltando a importância para os novos eh
embaixadores brasileiros como que eles podem ter essa noção também da cultura chinesa Paula porque na China agora na na na na no corpo diplomático chinês eles estão tendo aulas por exemplo com o professor Marcos Freitas que é brasileiro que conhece a cultura brasileira mas eles estão sabendo eh as informações estão tendo mais um uma noção do que como é que os brasileiros pensam Como é que os brasileiros têm atuado e eu acho que o Brasil também tem que pensar dessa forma ou seja como é que a gente pode melhorar eh esse conhecimento para os diplomatas
brasileiros que vão pra China o o embaixador Galvão teve conosco também agora em Brasília falando dos 50 anos das relações diplomáticas ele é uma grande grande exceção ele é muito bom ele é muito capacitado quando a gente vai pra China ele recebe todos os brasileiros então sim agora mas qual vai ser os próximos qu quem serão os próximos embaixadores eh do Brasil na China né a gente precisa de de embaixadores com uma formação cultural Chinesa também a gente sabe que a cultura chinesa tem seus as suas etiquetas os as suas formas de lidar com relações
interpessoais então cada vez mais a informação é necessária para o corpo diplomático brasileiro quando eu fiz agora a palestra para o a Universidade Católica de Brasília para os alunos de relações internacionais Eu também além da da minha palestra eu convidei uma professora do Instituto Confúcio eh a professora Chalu o nome dela em português é é Sofia e ela tem doutorado na Alemanha conhece bem a China e ela trouxe elementos culturais importantes inclusive de etiqueta Como que você entrega o cartão para a parte chinesa como é que você eh lida com a parte como é que
você eh Realmente você respeita como você faz o brinde inclusive com os copos eu acho que isso tudo é importante para um bom relacionamento interpessoal e para o futuro das Nações diante dessas questões de conflitos tanto bélicos conflitos comerciais a gente precisa aqui aprimorar para os jovens eh diplomatas ou advogados como resolver as questões de uma maneira da diplomacia eh da diplomacia ou também nessas mesas de negociações como que a gente consegue também trazer elementos melhores para uma negociação da parte brasileira com a parte chinesa né além disso em em temas de arbitragem internacional como
os nossos advogados brasileiros que que vão estar eh defendendo o Brasil em temas de arbitragem internacional como é que eles vão defender o Brasil de uma maneira mais eficiente também pensando nos interesses brasileiros Então são cada vez mais Eh esses temas são instigantes mas que vão realmente liderar o Brasil nessa pauta Econômica para o futuro que é com a China e a gente sabe que esses dois países são parceiros comerciais tem o Bricks também que vai ter a reunião o ano que vem do a reunião doss na China Então são eh oportunidades da cooperação jurídica
internacional Entre esses países Doutor eh a gente falou muito né sobre o que de fato aconteceu nestes primeiros vamos dizer 50 anos desta relação e queria entender agora falando um pouquinho já na nossa reta aqui a parte mais de futuro perspectivas futuras né para esta parceria especialmente num cenário Global eh no qual a gente ainda vê muitas incertezas econômicas e políticas a gente vê eh comportamentos talvez nesse cenário geopolítico de muitos países é mais protecionistas né desde o início ali eh da das Guerras que estão em curso mas principalmente entre Rússia e Ucrânia desde a
pandemia também a gente viu uma mudança Talvez num no tabuleiro ali geopolítico né e muitos países mais fechados comercialmente colocando inclusive eh mais tarifas ali em relação a produtos de importação eh entender um pouco também né Como que você enxerga o futuro eh dessa relação ainda nesse cenário Paula eu acho que a ONU tem feito um papel tentado fazer tem tentado fazer um papel importante no mundo a gente sabe que não é fácil realmente no Conselho de Segurança da ONU falar com a Rússia falar com outros países mas a gente sabe que hoje a gente
tem novos atores globais a gente sabe que a China tem um papel também importante na questão da mediação e da paz mundial quando você pega e lê a Constituição Federal chinesa ele tem alguns princípios importantes como o princípio da soberania como o princípio da autodeterminação dos povos como princípio da não interferência em outros países como princípio da paz mundial que é um princípio que eles defendem muito então com base nisso se a gente pensar que a China também teve um papel importante na Ida do do Celso Amorin agora que ele foi antes paraa China antes
do Dr Geraldo na kban a ideia do Brasil com com a China é realmente pensar de uma forma em que tem os dois países também tentam fazer esse diálogo com a Rússia no no sentido de eh mitigar ou acabar ou diminuir a questão dessa tensão do conflito eh Rússia Ucrânia Então a gente tem hoje um papel importante que a China vem fazendo nesse Campo da de uma mediação Ou pelo menos ser um novo ator global para que trate também de questões da segurança mundial e da Paz eh social Então desse ponto de vista eu acho
que é é importante eh ouvir os diplomatas chineses e também pensar que dentro dessa integração Mundial como eles falam eu eh seria o futuro compartilhado como é que esse futuro vai ser compartilhado entre todos os países e nesse futuro compartilhado né Queria só pra gente eh encerrar aqui a nossa conversa entender você acredita que os próximos 50 anos desta relação serão tão revolucionários quanto né esses últimos 50 anos no qual comemoramos agora quais áreas então ali que prometem trazer maiores transformações Paulo eu queria destacar a inteligência artificial eu fui agora pra China com uma delegação
de 31 juristas brasileiros Inclusive a pames foi com a gente com juízes brasileiros a gente visitou a suprema corte da China a gente viu Muita tecnologia de ia inteligência artificial também eh muitos juízes a gente conversou tivemos aulas de direitos eh chinês e aí a discussão é como é que a China tá lidando com a questão do regulamento da Inteligência Artificial E aí o professor falou pra gente assim na área da Inteligência Artificial que o congresso do Povo chinês a China respeita o efeito Bruxelas respeita a legislação da União Europeia mas que pra China é
um pouco diferente a China entende que a inteligência artificial ele é uma ciência ele serve como um progresso da humanidade então eles não querem criar Barreiras ou obstáculos para esta ciência então com base em alguns princípios eles tem alguns princípios que vão seguir aí nessa pesquisa em diversos setores da economia no setor da Educação no setor jurídico no setor de serviços de comércio de turismo eles vão deixar a pesquisa eh rodar e no em 5 anos a o congresso do Povo Então vai realizar vai elaborar uma lei da Inteligência Artificial então Paulo imagina que você
tem um produto chinês e agora além de ser um produto chinês made in china 2025 que seria com a tecnologia chinesa com um produto barato mas ao mesmo tempo um produto com maior valor agregado com uma inteligência artificial nesse produto Então eu acho que o futuro vai ser isso a gente já vê um Case eu vi dois cases que eu queria destacar aqui antes da gente encerrar na China eu vi a fábrica da siries que é o carro chinês eh muito vendido na China e nesta fábrica TIM é uma fábrica só de robôs ou seja
são é uma fábrica que trabalha sem luz são máquinas eh mon os carros e você só tem Engenheiro no computador realmente ali dando os comandos para que as máquinas façam e produzem o carro de alta tecnologia com software é muito muito bom e aí o outro exemplo que eu queria dar é o porto de titim que é o porto 5g 6G é um Porto inteligente que fica perto de Pequim esse Porto ele também acho que é o oito é o sexto oitavo maior do mundo e esse Porto ele funciona como não tem pessoas dirigindo caminhões
ali no porto os contêiners são entregues diretamente nos navios por eh por máquinas né são são máquinas levando os contêiners e são colocadas diretamente no contêiner e esse eh Porto ele é considerado um Porto inteligente e sustentável Então são dois exemplos que eu queria deixar aqui como que a China tá fazendo al lei dos trem balas que a gente viu essa vez também e e a interligação que eles estão fazendo de uma logística muito bacana inclusive de Pequim para Hong Kong Ou seja você pode pegar o trem bala de Pequim à noite n você entra
dorme e de manhã você tá em Hong Kong que é a outra parte da China né que é outro sistema chinês mas que fica fora da da do do continente da China Então você tem TRS exemplos e importantes aqui que eu queria destacar Maravilha Dr Thomas quero agradecer muito obrigada pelo seu tempo por estar aqui com a gente até uma próxima oportunidade obrigado obrigado Paulo até mais falamos com o Dr Thomas ló presidente do I brasina também presidente da Coordenação Nacional das relações China da OAB Federal o Strike de hoje fica por aqui quero agradecer
a sua audiência a sua companhia a a gente se vê na semana que vem até lá tchau tchau