[Música] um dia todos sejam bem vindo ao nosso encontro setembro na aréa valorização da vida quero agradecer a presença de todos nesta manhã de trabalho de troca de experiências e eu convido nossos secretário-executivo haroldo correa rocha para abrir o nosso evento adequar o bom dia bom dia a todos a todos os presentes aqui no nosso teatro fernando de azevedo na secretaria estadual de educação bom dia também a todos que nos assistem nas diretorias 91 diretorias para onde estamos transmitindo também aqueles que nos assistem nas escolas a 5 mil e duzentas escolas da rede tem muita
gente conectado queria agradecer a presença ea audiência de cada um de vocês para esse dia de trabalho como disse michele sobre esse tema tão desafiante para todos nós o secretário você não pode estar aqui está uma bateria de checkup mas em nome dele eu saúdo a todos com esse encontro nós estamos abrindo as atividades que vamos desenvolver na rede estadual é neste mês de setembro em setembro amarelo setembro de atenção setembro de presença setembro de reflexão eu queria agradecer de forma especial professora doutora elaine alves da psicologia da universidade de são paulo nosso de dança
usp que atendeu o nosso convite para fazer aqui os resultados das suas pesquisas do acompanhamento da equipe da usp sobre o assunto igualmente as professoras doutoras lúcia silva cristina massai a doutora cristina mas aia e doutora elda oliveira às três da unifesp universidade federal de são paulo também pesquisadores estudiosos do tema da valorização da vida e da prevenção ao suicídio agradecer a nossa equipe da secretaria vários que trabalharam freneticamente né michelle liderado pelo michel comte organizar cristina que está ali da efapi é christy de rh enfim todo mundo ajudou a gente conseguir começar hoje esse
trabalho no dia no dia 3 no dia 10 dizendo que é o dia nacional nós vamos ter a rede mobilizada a partir de materiais que vamos disponibilizar no nosso site para que todas as nossas escolas todos nós educadores possam tratar do assunto de forma bastante ampla e ao longo do mês de setembro até o início de outubro a efapi vai disponibilizar várias formações pra gente se aprofundar na compreensão do tema e não só na compreensão do tema mas sobretudo é e na no compartilhamento de idéias de estratégias preventivas que garantam que todos continuem vivendo que
é o nosso objetivo aqui então é mais uma vez muito obrigado a todos que estão aqui presentes na secretaria que estão estado afora lá mobilizados para participar e vamos fazer de setembro amarelo até onde eu sei a primeira vez que a secretaria né como instituição como um todo se mobiliza para isso mas é a nossa obrigação nosso dever neste momento da vida humana tão desafiante néné da vida dos brasileiros não é da vida humana é né esse é um problema global que cresce no brasil que nos atinge e tem a ver com essa é com
esse momento da humanidade de tantas mudanças de tantas transformações que desestabilizam né muitas vezes a as pessoas levando atitudes né extremas de atentar contra a própria vida né mas é isso é o combate disso é demanda solidariedade humana afeto o acolhimento é e ajuda mútua e é por isso que nós vamos fazer todo esse esforço do mês de setembro disseminar muito conhecimento informação e unirmos forças é pra valorizar crescentemente a vida muito obrigado antes de passar para a nossa convidada eu gostaria de lembrá los que o nosso canal de interação para dúvidas e comentários és
o nosso endereço de e-mail é fale conosco rs a roupa do cacau ponto sp.gov.br é também do que muita gente aqui já está abraçando a causa já estava de amarelo quero agradecer daqui de cima uma visão bem bacana depois dá uma olhadinha pra trás quem está aqui na frente muito obrigada é eu queria lembrar que hoje é só o início de várias ações agradecer demais a equipe toda a nossa equipe do espectro do sistema de proteção escolar a equipe da efapi a equipe da cooped nós temos trabalhado muito um com muito carinho com muito critério
com muita cautela e e eu só tenho a agradecer a oportunidade de fazer parte dessa ação da secretaria que coloca a vida em evidência e que valoriza a vida então o meu muito o nosso muito obrigado em nome de toda a equipe bem agora eu gostaria de convidar nossa primeira palestrante a professora e psicóloga elaine alves do instituto de psicologia da universidade de são paulo que falará sobre vulnerabilidade dos adolescentes e jovens e como podemos tratar a prevenção ao suicídio obrigada bom dia é eu quero muito agradecer o convite é dizer que eu estou honrada
de estar aqui é participando com desse evento é gratificação feliz de ver é que esse assunto está entrando com força total a necessidade de isso acontecer e que quando você se abriram para isso é e de ter sido eu a chamada chamada para falar a respeito e dessa responsabilidade não é da minha responsabilidade com relação a isso o que também assusta não é com certeza eles me disseram que era para eu sentar mas eu prefiro falar de pé é porque assim a minha responsabilidade aumenta com relação a isso bom é é acho que essa não
é a minha bom mas assim embora a gente esteja falando de valorização da vida o suicídio ele é uma morte escancarada e entre todas as mortes essa categoria da morte escancarada é a mais difícil de ser enfrentada e elaborada as mortes mais difíceis de serem elaboradas são as mortes por homicídio por suicídio a morte por uso por homicídio você tem um culpado pra poder é administrar todas as suas emoções que você vai olhar para este culpado e nele você vai jogar todas as suas emoções e fica mais fácil embora seja difícil elaboração mas fica mais
fácil elaborar considerando que a pessoa que você perdeu de uma certa forma é a vítima no suicídio é você ama que morreu e odeia quem matou e fica extremamente difícil você elaborar essa morte fica difícil você unir as duas pessoas que estão em uma só geralmente as pessoas quando tentam lidar com isso elas ficam na vítima no algoz e todo um trabalho de lidar no suicídio a gente tenha outras questões é que vão para além disso nós temos uma morte e ou não além da morte dias enquanto a pessoa estava em sofrimento e ela ou
fala ou de alguma maneira expressa nós temos é uma emoção sofrimento e também à morte e um luto dessas famílias ou da pessoa que tentou e não morreu nós vamos ter aí pessoas que estão lidando com o assunto impregnado de estigma de preconceito e de dificuldade ninguém quer ouvir ninguém está perto a gente lida nós não sabemos lidar com isso então você é deixar essa pessoa sozinha lida com ela com de outras formas com chacotas néel que chega ea frescura você tem que levar essa vida sério a família essa pessoa que morreu é alguém que
era louco era drogado ou era alguém que não queria seguir a vida enfim só os estigmas e preconceitos isso tudo dificulta muito é na escola nós vamos ter tanto aquele que perdeu como aquele que está pensando e essas pessoas têm dificuldades de se comunicar para cada suicídio até um tempo atrás não sabemos que o suicídio é lhe tocava de cinco a dez pessoas hoje nós já sabemos que ele pode tocar até 60 pessoas isso significa que uma pessoa que não estava pensando mas que está em sofrimento pode começar a pensar no suicídio como uma saída
ou que aquela pessoa que estava pensando pode se encorajar a partir daquele suicídio prass também fazer o seu suicídio o suicídio hoje ou sempre ele está colocado na sociedade como uma possibilidade não é um ato de covardia e nem é uma pessoa que quer morrer mas é uma pessoa que quer se livrar da dor que está sentindo e nós precisamos acreditar que aquela pessoa está em sofrimento e é muito difícil acreditar que uma criança uma jovem sofra tanto a ponto de querer morrer ou a ponto de querer se matar mas sim os nossos jovens eles
se matam porque eles não aguentam aquela angústia é eles se matam por rompimento amoroso mas eles se matam por outras condições que eles não suportam mais já por condições que estão na família ou porque estão ao redor deles e também por condições que estão na escola mas não é um motivo que leva uma pessoa a se matar o suicídio tem ele é multifatorial tem várias circunstâncias que levam então isso é importante é importante que ele seja discutido é importante que se fale sobre morte por suicídio a palavra morte precisa vir à tona a gente não
pode esconder a palavra morte fica falando só de vida nem vamos valorizar a vida nós precisamos falar que nós estamos evitando a morte por suicídio porque é isso que nós estamos falando a gente precisa olhar e dizer que precisamos evitar a morte por suicídio porque assim a gente coloca em cima da mesa o que de fato está acontecendo e isso é possível e falar com as nossas crianças a respeito disso eu sou ruim com esses botões tá então eu vou passar mas eu posso errar vamos ver se dá certo a bom então só alguns dados
para entrar nos últimos 45 anos vejam só o suicídio aumentou em 60% porém um ano né próximo ano ele já tem uma projeção que de que ele vai aumentar em mais de 50% então no próximo ano nós vamos ter a morte de um milhão e meio de pessoas por suicídio isso no mundo no mundo hoje morre a cada a cada três segundos no mundo morre uma pessoa a cada três segundos um desde que nós estamos aqui quantas pessoas já morreram para o próximo ano a projeção é de que a cada 2 segundos uma pessoa vai
se matar e para cada suicídio nós contamos dez tentativas no brasil nós temos uma morte a cada 40 segundos para 40 minutos e uma tentativa a cada quatro segundos e para cada morte dez tentativas então o assunto é sério é grave tá então ela uma morte a cada 20 segundos em uma é uma tentativa cada dois segundos e isso no brasil tá então de novo de idade e 10 de 10 a 20 tentativas na então o suicídio ele é em casa e temos de mortes ele é maior do que todas as mortes de conflitos armados
mundiais somando todas as mortes então a gente tem ter noção do quanto isso é grave ea importância da prevenção então no brasil as taxas de suicídio tenha aumentado enquanto em países da europa que tem investido em prevenção eles vêm diminuindo então se a gente começar a investir nisso e mais pra isso nós temos que falar sobre existe ainda o mito de que não se deve falar primeiro não se deve falar sobre morte mito tabu errado segundo não se deve falar sobre morte então não se deve falar sobre suicídio mito tabu errado quanto menos falarmos sobre
suicídio maior o risco de suicídio porque se você não fala a respeito isso fica ali ness pairando como uma possibilidade qual é o que qual é a mensagem que eu passo quando eu não falo sobre suicídio eu passo a mensagem de que o suicídio o suicídio existe mas eu não posso falar então eu não posso pedir ajuda e sim se eu não posso falar o mistério eu não posso falar então ele é uma saída ele é uma saída mas eu não posso dizer eu não posso pedir ajuda e aqueles que se arriscam pedir ajuda e
eles se arriscam a pedir ajuda eles não têm e aí é onde a morte acontece e se perde sim existem sinais existem vários sinais né o primeiro deles é que quem fala faz é tá bom isso de que quem fala não faz e quem fala faz todas as pessoas que se mataram avisaram que iriam se matar ah mas ela não avisou depois de um tempo ela não avisa aliás ela passa a enganar as pessoas ela fica deprimida por algum período e depois de algum tempo ela deixa de avisar ela se faz de feliz e para
enganar todo mundo pra ficar livre para se matar isso é quando ela já mudou a fase ela já está na fase da morte é essa imagem que eu coloco em todas as minhas falas é pra mostrar eu acho que ela fala muito sobre o suicídio a pessoa não quer morrer ela só quer um motivo pra morrer se vocês assistirem ao documentário sobre a ponte é de são francisco vocês vão ver o quanto as pessoas andam pra lá e pra cá antes de se matar porque elas querem um motivo para não eu quero colocar tudo isso
seguinte espero ter tempo para poder falar sobre as crianças né então o suicídio por contágio limitação então é por isso que afeta de 60 pessoas a importância é de falar sobre o suicídio mas quando acontece um suicídio de não falar como e onde ele aconteceu porque a tendência da imitação é muito alta então a um suicídio se você conta pra ele ou exatamente onde aconteceu o suicídio na escola quando as outras crianças vêem onde ele aconteceu existe um risco de surto se repetir então existe uma importância de cuidar daquele local e geralmente as pessoas vão
dizer aonde aconteceu então a importância de cuidar daquele local porque muitas vezes quando acontece um suicídio em determinado local da escola aquele local continua como ele era antes então aumenta o risco de que aquele local seja um local para outro suicídio é importante cuidar daquele local e prevenir outros suicídios ali mas também naquela escola e daqueles alunos está tentativas de suicídio elas são sempre um risco para outro suicídio quanto maior o número de tentativas maior o risco mas nem sempre uma tentativa será risco muitas vezes nós percebemos que as pessoas que tentam se matar se
arrependem e não tentaram de novo a auto-mutilação nem sempre há risco para o suicídio gente automutilação bom automutilação todo mundo ver que nas escolas isso é uma epidemia e o que eles muitos colocam é que eles têm uma dor que é insuportável que mora pelo peito e ele se cortam porque a sensação é que a do quando o sangue vaza a dor vaza também e eles tenham de alívio por um tempo dali a pouco a dor volta e eles voltam a se cortar porque quando o sangue vaza dor vaza também e aí a importância de
a gente poder dizer pra eles se expressarem e falar dessa dor porque a dor pode vazar pelos olhos e pela boca ela não precisa dosar vazar pelo sangue então muitas vezes essa lição muito solitários os jovens hoje são muitos solitários é o foco deles é celular o olho dele está muito no computador na tela e não existe um olhar para o futuro a importância de alguma maneira nós estimularmos esse olhar para o futuro porque o olhar tá muito no presente e olhar está na tela e isso dificulta as possibilidades é ter um ea solidão porque
os amigos também estão na tela hum sim independente de toda a prevenção que se faça e de todo o cuidado que se tenha com alguém que está em risco de morrer você pode prevenir o suicídio mas você não pode evitar o suicídio algumas pessoas irão se matar independente de todo o cuidado que se tenha e de toda a prevenção que se tenha e quando a gente está falando com pessoas que já tentaram se matar ou com pessoas que perderam alguém pelo suicídio nós não estamos mais falando de prevenção nós estamos falando de pós vençam após
vencer não é todo cuidado que nós teremos com alguém que já vivenciou com alguém que foi tocado pelo suicídio então cuidado é diferente e isso é importante em toda a escola nós faremos prevenção e pós vençam porque nós teremos lá pessoas que ainda estão pensando pessoas que estão tocadas já pelo suicídio e aí a ideia é permitir que elas falhem a respeito do que aconteceu e autorizar a fala sobre o suicídio é muito importante que os professores sejam capacitados na verdade que todos os funcionários porque entre os funcionários e professores também existe de ação e
tentativas de suicídio é então é importante que eles sejam treinados para que eles possam falar com os alunos a respeito e autorizar fala setembro amarela é uma boa oportunidade para que eles falem a respeito disso acho que já falei disso que ele não pode ser segredo a questão da orientação e também não só orientar mais cuidado esses educadores porque não é só questão de orientar os educadores ficam muito perdidos eu vejo isso nas universidades e vejo isso também com os professores porque ele seu trabalho com professores é com um programa com outro programa é eu
faço uma palestra com e pra eles que chama falando de morte com criança e eles sempre trazem essa dúvida de como lidar com uma criança que está falando em suicídio cães que foram tocados pelo suicídio porque eles também não são treinados para lidar com isso e agora eles serão é terão que fazer falar sobre isso e aí eu vou falar também da importância de trabalhar com as crianças sobre as campanhas de prevenção ao suicídio os professores uma vez treinados eles podem falar com as crianças a respeito porque porque é diferente o adulto fazer com a
criança ou mesmo professor fazer é uma campanha que vai do professor ou do adulto e uma campanha que vai do aluno para o aluno é completamente diferente e é possível que se ele os alunos tenham um supervisor que os oriente nessa campanha e que o aluno faça campanha do jeito dele ele cria campanha porque aí a campanha sai da linguagem deles e do da da idade dele e que eles possam fazer isso com a orientação dos professores está a importância da campanha dos esclarecimentos e incluir as famílias e aí nós temos também a lei 13.819
que acho que todos já conhecem é que vai ter a falar da importância de garantir o acesso à atenção psicossocial de abordar adequadamente os familiares e pessoas próximas das vítimas e garantir a assistência psicossocial e aí as escolas e os hospitais com a obrigação de notificar tentativas de suicídio e automutilação e aí eu não sei como vai ser a questão da automutilação acho que exige uma discussão importante na escola as tentativas de suicídio assim elas são importantes de ser notificados porque nós não temos essa estatística nem de suicídio e nem de tentativa de mais de
suicídio e aqui eu quero passar pra vocês é um exemplo de possibilidade de trabalhar com as crianças é eu trouxe isso mais pra falar com vocês porque acredito na importância de trabalhar com eles mesmo como eles podem lidar com um problema que é deles de trabalhar primeiro claro com os professores ele ver com eles quais são as dificuldades deles dos professores com o suicídio primeiro esclarecer com eles isso com os profissionais da escola porque os alunos falam com a merendeira eles falam com a faxineira é que às vezes eles têm até mais acesso com eles
pra falar de outras coisas por uma questão de identificação porque às vezes eles se conhecem e poder a partir daí esses professores fazerem trabalhos com seus alunos de bom vamos falar com o suicídio primeiro a gente conversa com a classe ea classe pode explorar o assunto inclusive os próprios alunos chegam a falar sobre isso é eu tiver oportunidade é que a gente pode dizer assim mas de estar na escola o brasil desde o início e falar com as crianças e em sala de aula junto com os colegas muitos falaram de de pensar em suicídio muitos
falaram na frente de todos que já tentaram suicídio então é claro que eles falam né eles conversam e muitos se acolheram então a partir disso de poder conversar com eles como eles poderiam trabalhar entre eles para fazer uma campanha na sala de aula mesmo ou na série deles como eles mudam mas na própria escola como eles poderiam fazer uma campanha de prevenção e prevenção ao suicídio orientar nesse sentido e ouvir as crianças nesse nesse lugar então eu trouxe aqui alguns exemplos de campanhas que foram feitas por alunos não tô falando de de criança estou falando
de jovens mas que é pensadas por e que são pensadas por eles estão dentro da instituição foi colocada aqui uma mesa uma caixa com cadeado onde é o jovem fla colocavam suas queixas e essa que o nome contato ea queixa e essa queixa é pra essa caixa com cadeado onde determinadas pessoas que eles sabiam quem eram abrir essa caixa todos os dias e isso era garantido um sigilo e alguém faria contato com essas pessoas pra um atendimento emergencial depois para um plantão psicológico e depois porque aí às vezes a pessoa só precisa de uma agulha
na bexiga sabe só pra esvaziar e aí eu digo pra essas pessoas que estão fazendo a campanha que às vezes elas salvam vidas só nesse ouvir só não estar junto só não encaminhar para um primeiro atendimento e aqueles que de fato precisam aí sim ser encaminhados para outras situações tá e ali uma outra caixa onde eles deixam mensagens na escola mensagens o que eles querem deixar para as pessoas estão aqui são as mensagens aqui o o papel que eles deixam lá onde as pessoas deixam a queixa é tão a depressão ansiedade pânico e aqui no
mural das da escola onde ficam as mensagens e ali a caixinha onde eles vão retirar os lugares estão mural aqui uma outra campanha de um outro grupo onde eles chamam pessoas para conversar aqui uma outra com campanha onde eles fazem rodas rodas de conversa convidam as pessoas pra fábricas ele pra fazer roda de conversa com vida uma pessoa que trabalha com o tema pra conversar para responder às perguntas deles e entre eles convido alguém que sabe tocar algum instrumento para que eles possam vir é conversar com ele está e aí eu trago essa frase é
que eu acho que é importante se pensar e refletir sobre ela é da gm som o suicídio será a última ea melhor das piores possibilidades então que isso significa se ele é a última ea melhor das piores possibilidades e o que isso significa para os nossos jovens os nossos jovens o discurso deles hoje eles já se mataram por amor hoje eles se matam porque eles dizem que esse mundo não é pra eles e que esse mundo não oferece nada pra eles de futuro e é por isso que eles estão se matando eles dizem que não
adianta ficar aqui porque eles não têm o que fazer aqui esse tem sido o que eles mais tem dito é importante dizer de novo né sempre levar isso para as famílias nem para as escolas é pra quem vocês puderem que não há culpados porque o que mais fica no suicídio para os colegas é para os familiares para os professores e para todos é o que foi que eu fiz onde porque eu não vi isso porque eu não fiz aquilo e não há culpados o suicídio é multifatorial vou falar de três tipos de suicídio não sei
como está meu tempo perdi a moça do tempo bom são três tipos de suicídios um suicídio que a gente chama de suicídio construído suicídio construído é aquele que a pessoa ao longo da vida ela vai construindo o seu suicídio ao longo da vida pode ser eu posso começar a construir o meu agora e as crianças podem começar a construir delas lá atrás depende da vida que elas levam e constrói assim às vezes elas pensam assim era melhor não acordar hoje hoje eu não quero sair da cama depois elas vêm com uma coisa assim a minha
mãe podia assumir um pouco depois elas começam a achar que quem podia assumir na verdade é que são elas ou elas podem estar a estar na escola e desejar não voltar para casa depois elas vão resolver que elas vão dormir nené e não vou acordar nunca mais até que elas descobrem que a saída talvez seja morrer e aí elas começam então a construir isso então as etapas do suicídio são primeiro pensamento do suicida o pensamento suicído todo mundo já teve aquele pensamento de que pudesse eu podia morrer só um pouquinho né é começa com pensamentos
suicidas pensamento isso não é o problema o problema é quando passa para a ideação suicida e da ideação suicida vai para o planejamento o suicida e aí o planejamento já é grave e do planejamento que é o planejamento ele começa uma base mais simples e ele vai subindo subindo subindo até que a pessoa já começa a planejar como quando onde começa a comprar o quilo que ela precisa para se matar ou organizar existem pessoas que durante anos começam guardar os seus remédios e vão guardando guardando guardando e ela começou a organizar e ela vai pra
tentativa então pensar que a cada 100 pessoas 17 entram pra ideação é três pessoas vão não sete vão para a tentativa e três pessoas vão para o pronto-socorro essas três podem morrer é uma com certeza vai morrer e que é quando você conversa com uma pessoa que está pensando em se matar olho no olho sem medo olho no olho nela eu estou pensando em dormir estou pensando em assumir você está me dizendo que você quer se matar pra criança inclusive você está pensando em morrer me fala mais sobre isso você pode perceber se essa criança
se esses jovens e adultos esse idoso está falando e se matar se você disser pra ele está pensando em morrer é o gancho que ele precisa porque ele precisa que alguém acredite nele e aí pergunta pra ele como você pode ajudar pergunta mais o que ele está pensando se ele já está fazendo alguma coisa você consegue saber em que lugar que ele já está às vezes ele disse pra você eu já comprei a corda eles compram pela internet porque na internet você entra lá como me matar e tem tudo lá eles compram remédios pela internet
e já atende hoje a ouvir crianças e de pessoas que dizem assim o remédio chegou hoje eu tenho um aluno que diz meu remédio chegou eu comprei pela internet o remédio que ele leu lá que vai matar ea quantidade que vai matar eles compram tudo pela internet e aí eles fazem as cartas então é importante que você saiba tudo como está peça para ele o telefone de alguém pra quem na escola vocês têm os telefones e diga pra eles eu vou avisar fu ano eu não quero que avisa minha mãe ok quem você quer que
eu avise eu preciso avisar alguém ele vai te dar um número de alguém é então eu vou avisar essa pessoa se é menor de idade alguém vai ter que vir buscar não deixa embora que é maior de idade você não pode segurar mais disse estou ligando agora e se não for pra ninguém diga pra ele então eu estou ligando para o samu é para o bombeiro para quem for diga pra ele ele quer ser salvo então eu falei do suicídio construído tem o suicídio impulsivo que o suicídio impulsivo qualquer um de nós é importante saber
que o suicídio mora em todos nós em mim em cada um de vocês estão o suicídio não está só na doença mental no álcool e nas drogas como todo mundo acha a doença mental eo álcool e as drogas são os que são é normais notificados que é mais fácil notificar nós temos vários suicídios que não são notificados que são dados como acidentes e afogamentos batida de carro eles são dados como acidentes ou outros que a família pede ou que às vezes o policial pensa não é sua mãe com criança pequena vamos colocar que foi um
acidente o que foi outra coisa o próprio hospital você entra lá você ainda com um envenenamento ou intoxicação e vai morrer por isso não por suicídio então eles não são notificados então é essa é uma questão então suicídio ele está em qualquer um de nós basta que eu que sou uma pessoa que sempre digo que não vou me matar porque não está em mim porém eu posso ter uma situação que vai além da minha capacidade de enfrentamento e de repente numa situação impulsiva eu corro me joga o primeiro buraco que encontra o suicídio impulsivo geralmente
assalto ou arma mas a água tem que estar fácil então um exemplo de suicídio impulsivo por arma é uma pessoa que vai ser presa e de repente ela pega a arma do policial e se mata então esse é um exemplo de suicídio impulsivo não necessariamente uma pessoa é com ideação suicida mas que naquele momento ela se matou e o outro suicídio que eu não tenho um nome pra ele mas é um suicídio daquela pessoa que vive para a morte então seria aquela pessoa que vai se matar porque entre as pessoas têm que ter aquela que
vai morrer não existe aquela pessoa que vai se matar independente do que você pensa por que ela não suporta vida existem algumas pessoas que não suportam a vida desde que nasci ou começam a não suportar a vida em determinado momento então independente de tudo o que você faça em algum momento ela vai encontrar uma possibilidade de morrer então o indivíduo suicídio dessas três maneiras para ficar mais fácil compreensão do tipo e aí vocês viram que não existem culpados é o que existem são fatores precipitantes então para a criança quais seriam os fatores precipitantes claro humilhação
na escola é fator precipitante e quais são as humilhações que eles sofrem na escola bullying em escolas têm que aceitar que existem bullying na escola eu me lembro de estar falando com escolas particulares é o caso das escolas são particulares eu me lembro do diretor dizer na minha escola eu tenho que dizer que existe um semi bullying o que quer seguir bullying gente bolinha bullying existe sempre existiu só que agora as ferramentas problemas são muito mais sofisticadas então o bullying pode ser insuportável e aí é preciso trabalhar com isso lidar com isso discutir isso com
eles em sala de aula mas o professor tem que estar preparado pra isso que o professor não sabe o que fazer como lidar com isso a própria escola os funcionários da escola não sabe eles vêem isso todos os dias mas eles não sabem como lidar com isso começa com uma brincadeira boba né o cabeção e isso é uma brincadeira boba né que todo mundo pode suportar mas isso vai ficando num nível muito maior e pensar na violência também escolar e aí as coisas vão ficando cada vez mais e é preciso discutir essas coisas na escola
é importante que esses assuntos sejam discutidos dentro de sala de aula junto com os alunos quem faz também está sofrendo quem faz também precisa de ajuda e entre eles eles precisam discutir como é fazer e como é sofrer e não é uma coisa de entregar o outro mas como é fazer e como é sofrer porque isso está levando as crianças as nossas crianças ao sofrimento depressão pânico crise de pânico vários distúrbios de ansiedade e por final ao suicídio as escolas estão sofrendo com isso e eles estão sofrendo eles trazem a questão do sofrimento e nem
sempre na escola vai para além da escola vem da família muitas vezes a família culpada não necessariamente a uma situação na família que você pode chamar a família e conversar mas não acusar porque aí não vai funcionar a acusação não vai funcionar sabe aquele aluno que dá trabalho é insuportável todo mundo tem um é eu trabalho muito com os professores a questão do milagre porque todo o professor também tem aquele que gosta mais independente da da idade dele então trate aquele insuportável do jeito que você trata aquele que você gosta mais é possível que haja
um milagre é possível tratar aquele como aquele que você odeia atenção a ele vamos ver o que acontece acho que é por aí que eu vou colocando as questões espero que eu tenha alcançado vocês têm muita coisa que eu poderia falar sobre o suicídio mas que vai para além e eu vou ficar à disposição para as perguntas e respostas obrigada [Aplausos] [Música]