Eu quero divórcio. Tá bom. Eu quero o divórcio.
Eu falei: "Tá bom". A gente tem que justificar algumas coisas, ver o que cada um fica com o quê. Tá bom, tranquilo.
Então eu fico com a casa e o carro. A casa e o carro? Tranquilo.
Tranquilo. Eu fico com as crianças. Tá bom.
Eu também quero ficar com a patineta elétrica e as ferramentas. Tá bom, tranquilo. Tá tudo bom para você?
Tudo tranquilo. Você tem que justificar tua opinião sobre as coisas. Não, já falei.
Pode trazer os papéis e fala com a advogada lá que eu assimo. A gente tem que discutir sobre o divórcio. A gente já tá discutindo.
Pode fazer os pap. Mas eu quero brigar. Mas então vamos brigar, pô.
Então não quero mais me separar. Não quero mais o divórcio. Tá bom.
Então sei. Eu já tava sentindo falta da casa do carro, do meu patinete. Que viagem é essa, velho?
Vocês você por que que o senhor não tinha mais como reconciliar? Excelente. Não tinha mais como a gente se reconciliar.
E como que é o diálogo assim nesse momento? Não tem, não tem diálogo. Não tem diálogo.
Não tem. Conversa falar e discussão. E aí não tem não.
A gente sempre se entendeu. Sim. É porque ele é orgulhoso.
Foram 26 anos de casamento. Depois de um ano separados, Pedro e Silene decidiram se divorciar. Mas que que aconteceu para pro casamento ter acabado?
Ela vai te responder. Eu traí ele e aí agora ele é orgulhoso, não aceitou. Se fosse com você, você aceitava.
Aí é uma questão pessoal, né? Mas comigo não é assim. Traição para mim é sinal de relacionamento.
Hoje o sentimento é pouco, não vou mentir. Eu ainda tenho sentimento porque foi um amor de 26 anos. 28 porque foi dois anos de namoro.
Aqui foi carência. A pessoa me deu muita atenção, cuidou de mim e ele não tava mais cuidando e ninguém é perfeito não. E ele se acha muito perfeito.
Foi acha, acha uma decisão que tem que ser tomada com muita seriedade porque o senhor acabou de dizer para mim que ainda tem um sentimento muito longe. Mas não só porque moria tem 20 anos. Se acontecer agora da gente divorciar e vocês por algum motivo quiserem retomar, vocês vão ter que casar.
Não, na meu lado não tem. É precipitado em tudo. Eu por não se ela não tiver assinar de vó também eu não digo nada.
Eu vou entrar no advogado e ele daí a gente vai fazer porque da meu lado tá decidido. Mas para tá aqui ela já disse que vai assinar ou como que vai ser assim? Eu vou por causa que fica, né, o tempo todo.
Tô ficando muito sufocada, não tô legal. Tô com pressão. Que mais do que um casamento que já tá destruído é a felicidade de vocês reconstruírem a vida de vocês.
Por mais difícil que seja, vocês a partir desse momento vão seguir em frente. Tem divórcio que a pessoa tá feliz da vida e tem divórcio que a pessoa é chora muito, muito. Não depende, cada casal é um casal que a gente atende.
Tem tem pessoas que a gente tá assim, nossa, pulando de alegria, que pôs um fim e quer recomeçar com outra pessoa. Tem gente que não necessariamente tá fazendo tanto sentido isso. E aí, Pedro, tudo joia?
Tudo bom? A gente viu que ela ficou sentida, né? Ela tá saindo mais triste.
Você como que tá? Eu tô tranquilo. Eu tô tô até mais animado porque eu precisava, né?
Eu preciso tomar minha vida e então precisava desse divórcio. E tô feliz porque ela concordou. Boa sorte aí.
Como que tá se sentindo? Horrível, né? Porque sempre a vontade do homem.
Receba. [música] Depois do divórcio, muitos homens percebem uma verdade que ninguém contou para eles quando eram mais jovens. A vida inteira eles ouviram que deveriam trabalhar duro, construir alguma coisa, conquistar estabilidade, comprar uma casa, ter um carro.
formar uma família. O problema é que ninguém explicou direito quais riscos existem quando você coloca tudo isso nas mãos da pessoa errada. Muitos trabalhadores, os famosos peões, passam anos acordando cedo, enfrentando sol, chuva, chefe chato e contas para pagar.
Cada salário é fruto de esforço real. Cada conquista vem depois de muito sacrifício. Só que quando entram em um relacionamento sem pensar nas consequências, tudo aquilo que demorou anos para construir pode desaparecer muito rápido.
Depois do divórcio, alguns homens descobrem que a casa não é mais deles. O carro também não. Parte do salário passa a ir embora todo mês.
E aí vem aquela pergunta pesada na cabeça. Como eu deixei isso acontecer? O problema não é relacionamento.
Todo mundo quer companhia, quer alguém para dividir a vida. O problema é entrar em um relacionamento sem observar caráter, sem observar comportamento e sem observar intenções. Muitas vezes o homem se apaixona rápido, ignora sinais claros e acredita que só amor resolve tudo.
Mas a vida real não funciona assim. Relacionamento é parceria, é construção dos dois lados. Quando só um constrói e o outro apenas aproveita, mais cedo ou mais tarde a conta chega.
E quando chega, geralmente chega na forma de briga, separação e perda financeira. Depois do divórcio, muitos homens finalmente começam a prestar atenção em coisas que antes ignoravam. Começam a perceber atitudes, padrões de comportamento, sinais de interesse apenas no que eles podem oferecer.
Não é sobre desconfiar de todo mundo, mas sobre aprender a observar. Um homem que trabalha duro precisa valorizar aquilo que construiu. Seu tempo, sua energia e seu dinheiro representam anos da sua vida.
Não é algo que pode ser entregue sem responsabilidade. Outro erro comum é achar que casamento vai resolver problemas que já existiam no namoro. Se já havia brigas constantes, falta de respeito ou sinais de interesse apenas material, o casamento dificilmente vai melhorar isso.
Na maioria das vezes, esses problemas ficam ainda maiores depois. Por isso, muitos homens que passaram por divórcios difíceis começam a dar conselhos simples para os mais novos. Vá devagar, observe atitudes.
Veja como a pessoa trata você quando as coisas não estão perfeitas. Veja como ela reage quando você diz não, porque caráter aparece justamente nesses momentos. Relacionamento saudável não é baseado em pressão, manipulação ou culpa.
é baseado em respeito e responsabilidade dos dois lados. Quando existe parceria de verdade, ambos trabalham para crescer juntos. Ambos ajudam a construir algo melhor.
Mas quando um lado apenas exige, cobre quer acesso imediato a tudo que o outro construiu, isso não é parceria, isso é desequilíbrio. Outra coisa que muitos homens aprendem tarde é que não precisam provar valor através de dinheiro ou bens. Quem realmente gosta de você não está interessado apenas no que você possui, está interessado em quem você é, no seu esforço e na sua visão de vida.
Por isso, antes de entrar em um relacionamento sério, vale a pena observar algumas coisas simples? A pessoa tem objetivos? Trabalha pelo próprio futuro, respeita seu trabalho ou apenas fala sobre o que você deve oferecer?
Essas perguntas parecem simples, mas evitam muitos problemas no futuro. Depois do divórcio, muitos homens dizem que a maior lição que aprenderam foi essa: construa sua vida primeiro. Mantenha controle sobre suas decisões e nunca entregue tudo que você tem sem ter certeza de que existe reciprocidade.
Relacionamento não deveria ser uma armadilha, deveria ser uma parceria que fortalece os dois lados. E para o trabalhador que acorda cedo todos os dias, que batalha para melhorar de vida, existe uma regra simples que pode evitar muita dor de cabeça. Valorize aquilo que você construiu e escolha com cuidado quem vai caminhar ao seu lado, porque construir leva anos, mas perder pode levar apenas uma decisão errada.