Caros amigos, bem-vindos a mais um episódio de hoje no Mundo Militar. Neste vídeo, falaremos sobre como decorre aquela que é vista como uma das missões mais prioritárias na Força Aérea dos Estados Unidos, a busca e o salvamento de pilotos caídos atrás das linhas inimigas. A absoluta propaganda é uma agência com 28 anos de experiência e ampla atuação no Brasil e exterior, especializada na criação de sites, logotipos impactantes, posicionamento Google, campanhas e redes sociais, Google Ads e tudo para o seu canal no YouTube.
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Nesta sexta, 3 de abril, um F15E Strike Eagle foi atingido e abatido por fogo antiaéreo iraniano no sul do Irã. E segundo as informações disponíveis até o momento da edição deste vídeo, ao menos um dos dois tripulantes foi resgatado com segurança. Mas como funciona aquela que é vista como a missão mais importante e prioritária da Força Aérea dos Estados Unidos?
a busca e o salvamento de pilotos caídos atrás das linhas inimigas. A maioria dos caças americanos usa a cadeira ejetável Aces 2, projetada para funcionar em toda a envolvente de voo, do 00, que é o avião parado na pista, até os 600 nós e 50. 000 e o pés de altitude.
Quando o cá é atingido e o piloto se ejeta, alguns segundos depois, os cintos se soltam. Ele se separa da cadeira, o kit de sobrevivência cai preso por uma linha de 7,5 m e o rádio baliza de emergência é ativado automaticamente. O piloto sai com dois conjuntos de equipamento no corpo.
Ele veste um colete de sobrevivência feito de malha à prova de fogo com cerca de 11 bolsos. Neles estão um rádio de sobrevivência, bússola, espelho de sinalização, luz estreboscópica, sinalizadores pirotécnicos e de fumaça, kit médico com torniquete, canivete, bastão de camuflagem facial, mantaérmica, saco para água e uma pistola. A bereta M9 de 9 mm.
No kit da cadeira ejetável, que desce pendurada pela linha de 7,5 m, vem um bote salvavidas inflável, rações compactas, até 3 L de água com sistema de filtro, saco de dormir, poncho, luvas, serra de sobrevivência e o rádio baliza o RT3C, que emite sinal automático na frequência de emergência. É equipamento suficiente para poucos dias, pois a ideia é que o resgate chegue rápido, mas em território inimigo, o rápido é muito relativo. Mas se é assim, porque o piloto não liga o rádio imediatamente para falar onde está e orientar a busca e o salvamento?
Na maioria das situações, ligar o rádio é a pior coisa que o piloto pode fazer, começando por um fato óbvio, o inimigo está sempre à escuta. As frequências de emergência, 243 MHz e 121. 5 MHz, são monitoradas por todos os lados e qualquer transmissão pode ser triangulada com poucos segundos de voz, podendo revelar a área onde o piloto está.
O segundo motivo é que a baliza já está transmitindo com o rádio RT33C começando a emitir automaticamente na frequência guards ao se separar da cadeira. Ou seja, as forças amigas sabem imediatamente que houve ejeção e sabem a área geral onde a cadeira está, com isso servindo para guiar a primeira etapa do resgate. O rádio ANPRQ7 CSEL combina GPS, comunicação por satélite, beacon sars sat de 406 MHz e voz em linha divisada.
permite enviar mensagens digitais pré-programadas, como por exemplo, estou ferido, mas posso me mover ou a captura é iminente junto com coordenadas GPS via satélite para centros de resgate em qualquer lugar do mundo, sem que o piloto emita qualquer som. Mesmo assim, o princípio básico é para transmitir o mínimo possível e nunca esquecer que o inimigo está sempre ouvindo. No momento em que um piloto é abatido, a engrenagem de CAR, sigla em inglês para busque e resgate em combate entra em ação.
O Wingman, o piloto do avião que está ao lado da aeronave abatida, é o primeiro a reportar, indicando a posição aproximada, condições de vento e tentativas de contato. Ele assume o papel de comandante no local até a chegada das forças dedicadas. Com a informação subindo até o PRCC, sigla para célula de coordenação de recuperação de pessoal.
A segunda etapa envolve a localização exata do piloto via sinais eletrônicos através dos meios que referi há pouco. A terceira etapa é de apoio, que envolve manter o monitoramento da área, vigiar movimentações inimigas e, se possível, orientar o piloto sobre rotas de evasão. A quarta etapa é a mais perigosa, pois envolve o resgate em si, com uma força tarefa cisar típica, podendo incluir helicópteros de resgate H60W Jorly Green 2, que vem substituindo o veterano HH60G Paha Hawk, com o dobro de combustível interno, capacidade de reabastecimento em voo e armamento pesado.
aviões A10 com pilotos qualificados para localizar, autenticar o sobrevivente e coordenar supressão de defesas, mantendo os inimigos longe da área. Aeronaves de guerra eletrônica, aviões tanque e um posto de comando a transportado. A bordo dos helicópteros vão os PJ, sigla para paraquidistas de resgate, operadores de elite treinados para saltar, mergulhar, escalar e combater em qualquer terreno para chegar até o piloto.
junto com os oficiais de resgate em combate formam a equipe Guardian Angel, cujo lema é para que os outros possam viver. E finalmente, na última fase, há a reintegração com o piloto resgatado passando por debriefing de inteligência e avaliação médica e psicológica. Com as informações que ele coletou durante a evasão, como posições inimigas, sistemas de defesa sendo extremamente valiosas.
Mas antes de enviar a força de resgate, os americanos precisam confirmar que o sinal vem do piloto e não de uma armadilha. No Vietnã, os norte vietnamitas usavam rádios capturados para atrair helicópteros para emboscadas. Por isso, antes de cada missão, os pilotos recebem códigos pessoais e perguntas combinadas, o chamado plano de ação de evasão, com informações que só o piloto e o centro de resgate conhecem.
Com o padrão atual, parte da autenticação é digital, com rádio transmitindo um código de identificação único com a posição GPS, mas a verificação por voz com perguntas pessoais continua como camada extra de segurança, mas nada disso funciona se o piloto não souber o que fazer no chão. Com todo o piloto de combate da USAF, passando pelo curso SE, sigla para sobrevivência, evasão, resistência e fuga. São 19 dias que incluem procedimentos pós-jeção, construção de abrigos, coleta e purificação de água, alimentação na natureza, navegação terrestre, técnicas de evasão e camuflagem, sinalização para aeronaves, medicina de sobrevivência e, na parte mais dura, resistência interrogatória em cativeiro simulado.
O curso inclui seis dias em floresta com instrutores simulando forças inimigas com a USAF treinando cerca de 6. 500 alunos por ano. O objetivo é que quando o piloto tocar o chão em território hostil, a reação seja automática, não de pânico ou de improviso.
O caso mais emblemático aconteceu em 2 de junho de 1995 na Bosnia. O capitão Scott Great voava no seu F16C quando servios posicionaram uma bateria móvel SA6 CUB em emboscada, mantendo os radares desligados até o último segundo. Dois mísseis foram disparados.
O primeiro passou entre os dois F16 com o segundo partindo a aeronave de Rade ao meio a 26. 000 pés. Ele se ejetou, pousou em meio a uma população hostil, agarrou o kit de 13 kg e correu para a floresta.
Soldados sérvios dispararam a metros dele, tentando forçá-lo a se revelar. Nos seis dias seguintes, ele aplicou o treinamento SE. Dormia de dia sob rede de camuflagem.
Movia-se entre meia-noite e 4 da manhã. Comia insetos e folhas. Coletava a chuva com uma esponja enquanto helicópteros sérvios passavam tão perto que ele conseguia ver o rosto dos pilotos.
Quanto ao rádio, grade transmitiu brevemente após pousar. Depois manteve silêncio quase total, com rajadas curtas para economizar bateria e evitar a detecção. Os americanos captaram sinais intermitentes, mas não conseguiam confirmar e muitos já o davam como morto.
Na sexta à noite, às 2:0, ele fez contato com o F16 do seu esquadrão. Estou vivo e preciso de ajuda. Em 12 minutos, a autenticação foi concluída e a máquina CAR entrou em ação.
O SS Kirsard se aproximou da costa às 5:49, com uma força de resgate cruzando a linha costeira composta por 2 CH53 com 51 fuzileiros, 2 AH1 cobra Harriers e cerca de 40 aeronaves de cobertura. Às 6:44, o Grade saiu da floresta com a pistola na mão e embarcou. Três mísseis foram disparados contra os helicópteros, mas todos falharam.
Às 7:30, o grade estava no navio de resgate sem perdas. O seu caso expôs falhas de inteligência e acelerou a modernização dos rádios de sobrevivência, com o programa CSEL nascendo diretamente dessa experiência. Os Estados Unidos investem uma quantidade descomunal de recursos para resgatar um único piloto com dezenas de aeronaves, centenas de militares e frotas inteiras de navios.
Isso não é sentimentalismo, é cálculo estratégico, pois um piloto custa milhões e muitos anos para formar. Mas além do valor material, existe a dimensão moral, pois todo piloto que decola sabe que se for abatido, todo o poder americano será mobilizado para trazê-lo de volta. E essa confiança é o que permite voar missões de alto risco, sem hesitação.
Algo que fica bastante claro no lema não oficial do Cisar: Ninguém fica para trás. E se gostou do vídeo, não se esqueça de deixar aqui o seu like. E se ainda não está inscrito no canal, inscreva-se já e acione o sino das notificações para não perder nenhuma novidade.