[Música] Quero que vocês comecem a se preparar para daqui a pouco a gente receber aqui no palco nossa primeira grande convidada ao longo do dia de hoje. Então, teremos uma mulher aqui abrilhantando esse palco. Ainda bem, né?
Porque ontem veio um monte de homem feio aqui e homem, por mais que ele se despiore, que ele se arrume, um homem nunca vai ficar um negócio assim. Ai, belo, não, não vai. Convenhamos, c entre nós aqui, né?
Mas Marcos, mas você vive falando que você é lindo. Gente, é estratégia para driblar o meu cérebro, para poder aumentar minha autoestima. Eu sei que eu sou zoado, mas quando eu falo para mim, sou lindo, tal, enfim, entendeu?
Fico mais autoconfiante, né? Bom, já vem aqui ela, que foi vice-presidente de marketing no Brasil e na América do Sul da Mastercard. Ela também atuou como executiva em empresas como Pepsi, ESPN, Mondelê, grandes multinacionais.
E hoje ela é CEO do grupo Flow, um dos principais aí grupos de comunicação do Brasil, aquele famoso podcast Flow está do guarda-chuva hoje das empresas que ela é CEO e ela vai compartilhar aqui várias lições de carreira, vários cases de negócio, aprendizados em relação à sua liderança e à sua gestão, que com certeza vão deixar a nossa mochila de bagagem um pouquinho mais completa, um pouquinho mais enriquecida. Então, queridos gigantes, por favor, faz barulho, bate palma. Vamos receber aqui no palco Sara Bookvitz.
Vem para cá, Sara. Uma salva de pal. Bom dia.
Bom dia, Sara. Seja muito bem-vinda. O palco é seu, viu, gente?
Eu tô tremendo aqui. Obrigada. Obrigado, Sara.
Olha, vou te falar, a verdade é que eu tô bastante nervosa, viu? Então vou precisar da energia de vocês para eu conseguir segurar essa onda por uma hora, tá? Eh, eu tava aqui ouvindo Marcos, falei assim: "Caramba, que energia tão cedo isso, isso, isso quer ser giant, né?
Eh, já a gente tá aqui, vocês estão aqui já depois de um dia. Eu já ouvi que o dia de ontem foi muito inspirador e eu espero que que eu possa começar aqui esse dia também com pé direito, trazendo aprendizados eh da minha experiência de vida e profissional com de cada um de vocês. É, gente, é verdade que eu tô nervosa, tá bom?
Mas com o tempo eu vou relaxando. Faz parte do meu processo. Eu vou pegar aqui o passador.
Então, como o Marcos falou, né? Eh, eu sou a Sara Bookvitz. Eh, posso me considerar uma giant mesmo com 1,59 m, porque quando eu subo nesse palco aqui na frente de vocês, eu me sinto bem grande.
Então, eh, vamos lá. E eu gostei que ele falou das mulheres, né, gente? É bom, né, trazer um toque feminino pro evento, né?
Não sei se vocês estavam esperando a Gisele Bint. Eu não sou muito bem a Gisele Bint, mas né, espero abrilhantar esse evento. Eu ia até entrar, vou vou entrar de novo e aí eu vou pedir outra salva de palmas que eu vou entrar desfilando, né?
Vamos lá. Agora sim. Vamos lá.
Marcos falou um pouco da Pera aí, deixa eu aprender aqui a parte técnica. Passador. Aê, funciona.
Olha, isso é evento bom, hein? Quando microfone funciona e passador funciona de primeira, é sinal que o evento é muito bom. Então, vamos lá.
Quem sou eu, né? Esse daqui é um pouco do que tá no LinkedIn, né? Hoje, como o Marcos falou, eu sou CEO do grupo Flow.
Tô no grupo Flow há um ano e meio e passei por 20 anos antes de entrar no grupo Flow por multinacionais americanas, desde a PEPsico até Mondelê, ESPN. Minha última posição como executiva corporativa foi na Mastercard, na qual eu fui CMO por 6 anos. Então eu liderava o marketing comunicação do Brasil e do CONISU, tá?
Então são 20 anos aí de mercado corporativo. E aí eu dei um twist carpado e virei CEO do grupo Flow, que vocês sabem, né, que CEO vocês já perceberam que o verbo é virar. Ninguém se transforma, né?
Assim, você vira CEO, parece que de repente você virou CEO. Eu acho tão engraçado. Aí quando você virou CEO, gente, ninguém vira, né?
É uma jornada inteira, mas as pessoas falam: "Não, ela virou se". Eh, sempre, né? Eu sou hoje interessante porque eu sou trabalhei em marketing, mas eu sou economista de formação, tá?
Então isso foi um dos grandes diferenciais da minha carreira, né? Apesar de ter trabalhado em marketing, ter a visão de eu me formei na USP em economia, ter a visão da economia fez muita diferença, porque eu tinha uma visão de negócio desde o meu primeiro dia, desde quando eu era estagiária, eu tinha visão de negócio. Isso fez com que a minha carreira fosse mais acelerada do que dos meus outros colegas, tá?
E outra coisa que eu me orgulho muito são alguns prêmios que eu recebi, né? É difícil a gente falar de nós mesmos, mas eu tenho que me orgulhar. Aqui tem algumas fotos.
Eu fui nomeada as 10 entre os 10 melhores sem do Brasil da Forbes e 2023. Eh, Women to Watch de 2020, eh, que é uma uma premiação do meio mensagem, uma premiação internacional. Eu fui uma das women ws aqui do Brasil.
Eh, e aqui tem uma outra foto que eu me orgulho muito, que sou eu palestrando na ONU. Então, quando você fala assim: "Nossa, você venceu na vida". Quando você vai palestra na ONU, gente, então eh essa é a visão do que está no LinkedIn.
Mas para eu chegar onde tá no LinkedIn, tem o que não tá no LinkedIn. E é disso que a gente, deixa eu passar todos, eh, e é isso que me transformou. Então, primeiro, né, quem sou eu?
Tô aqui chique hoje. Eh, mas eu nasci e cresci na periferia do ABC Paulista, né? Eu tive que lutar para caramba para chegar aqui.
Sempre estudei escola pública, sempre estudei no SESI, era uma boa aluna, sempre eu não tinha opção, né, gente? Eu era mãe, filho de professor, de professora. Então, eu tinha que ser a melhor aluna da escola, não tinha outra opção.
Então, eu era a melhor aluna da escola no SESI. Eh, então isso fez parte da minha trajetória. Eh, perdi meu pai quando eu tinha 15 anos.
E esse fato dos mais triste da minha vida foi o que fez a gerou a maior mudança da minha vida. Eh, porque a minha mãe, ela teve a sacada, a inteligência de os sete eram R$ 7. 000 que ela ganhou do seguro de vida do meu pai.
Ela investiu na minha educação e ela pagou intercâmbio e eu fui morar nos Estados Unidos. E foi por causa desse intercâmbio que minha vida mudou completamente. Foi o inglês que me levou pro mundo corporativo.
Foi o inglês que me deu as oportunidades que eu tive para eu poder chegar onde eu cheguei para estar aqui nesse palco hoje. Então aqui acho que é um primeiro aprendizado, né? Às vezes, algo que realmente é muito triste pode se transformar em algo que que muda sua vida completamente.
E aí a visão das nossas mães e pais, pessoas que cuidam da gente, que sabem o que faz, né? Então, a gente tem que confiar. E eu agradeço a minha mãe todos os dias para ela ter, por ela ter tido essa sacada.
Eh, meu primeiro, todo mundo, né, ai você é profissional de marketing? Eu gosto de falar, não, meu primeiro trabalho formal foi em telemarketing, não foi em marketing. Então, eu trabalhava na Hert, na locadora de veículos e lá eu já descobri que eu tinha alguma coisa diferente.
Eu tinha 18 anos, eh, fazia isso para pagar meu cursinho. E aí eu comecei a fazer hora extra desesperadamente e fui promovida pro departamento comercial. Então, eu trabalhava no telemarketing e no departamento comercial, né?
Então ali você fala assim: "Hum, já tem alguma coisa aqui". Eu sabia que dependia só de mim para chegar onde eu podia chegar. Eh, na verdade, eu comecei a trabalhar com 13 anos, tá?
Trabalhava em bifet infantil, fiz, vendia coisas, sempre tava me virando, precisava de dinheiro, eu ia atrás. Eh, dois divórcios. Então, eu gosto de falar porque os divórcios também me ajudaram a chegar onde eu tô, me dar resiliência.
força. Eh, e às vezes o que eu gosto de falar do divórcio é que é difícil, né? Porque parece que é você fracassou, fracassou, mas também é uma forma de começar de novo, né?
Eu não tenho vergonha de dizer que eu fracassei e que eu pude começar de novo e eu tô aqui feliz. Tenho um filho, no de 8 anos, que é a razão da minha vida. Então, se eu tô aqui nesse palco hoje, é por ele também.
Eh, ele tem muito orgulho de mim, eu tenho muito orgulho dele. E tem uma último fato que não tá no LinkedIn é que eu tô aprendendo a cantar. Então, faz um ano e meio que eu falei assim: "Não, eu quero aprender a fazer uma coisa completamente diferente.
Vocês já estão ouvindo minha voz há alguns minutos, então vocês estão falando assim: "Não, não é possível que ela sabe cantar, né, gente? Eu tô aprendendo. É verdade.
Então assim, o nosso combinado, por que que eu coloco essa informação? Porque se não valer a pena a palestra, no final eu canto pelo menos para valer o cachê, tá bom? Mas vocês não vão querer que eu cante.
Vamos lá. Eh, eu quis começar com uma frase, né, porque aqui, né, o Marcos, pessoal falou assim: "Sara, eh, o pessoal quer saber da sua carreira, como que você chegou até aqui e quais são as principais, né, lições que você teve durante essa jornada. " Eu falei: "Puta, eu vou começar com uma frase que sempre guiou a minha vida, que é querer poder, conseguir".
Eh, desde pequena essa era a minha frase, meu mantra. E vocês sabem quem falou essa frase? Quem foi o filósofo de quem que é essa frase?
é da Xuxa, gente. Então, essa daqui é a filosofia da Xuxa, que desde pequena falava para mim querer, poder e conseguir. Eh, e eu acreditei muito nisso mesmo, né?
Naquela época era o único entretenimento que eu tinha, pelo menos. E e eu acreditei nisso e esse mantra virou o meu mantra de vida a vida inteira, né? Então aqui você não precisa de um nich ou de um grande filósofo para falar o que você, né, para te ajudar ou para te motivar.
Muitas vezes é a pessoa do seu lado que vai te dar, te passar um conselho que vai mudar a sua vida. No meu caso, esse mantra mudou a minha vida. Mas tiveram outras questões, outras coisas que também me trouxeram até aqui.
Então eu trouxe 12 palavras ou 12 coisas que construíram, que foram meus, né, assim, eh, é difícil que eu falo assim, fala sobre a sua vida. Então, eu parei para separar eh algumas palavras que não só me definem, como definem a forma que eu trabalho e a forma como eu hoje pode posso dizer que atingi o sucesso que eu atingi. A primeira delas é protagonismo.
Eh, a gente ouve bastante essa palavra, né? Eu acho que principalmente vocês, empresários, né, donos das suas empresas, eh, não existe sucesso sem protagonismo. Para mim, essa palavra número um na minha história de vida, tá?
Eh, nascendo na periferia, num bairro pobre, eu nunca passei necessidade, graças a Deus. Eu falo que eu era mais playboy da periferia, tá, gente? Eu tinha, nunca passei necessidade, mas nunca foi fácil.
Eh, mas para eu chegar onde eu cheguei, eu tive que ser protagonista da minha vida. tomar as minhas decisões. E ser protagonista eh significa dar sempre o primeiro passo.
Quando eu penso no nos negócios e na minha carreira, eu era a pessoa na no colégio, eu era representante de classe na Mastercard ou na Pepsico, nas empresas que eu passei, eu era sempre a menina do marketing que fazia alguma coisa. a menina do marketing que fazia o a o MNA, a compra de empresa, a pessoa que lidava o projeto que liderava o projeto de suprimentos, a pessoa que liderava o projeto de implementação de SAP. Então, sempre que eu podia, que eu tinha oportunidade de me voluntariar para algo, eu fazia, né?
Então, dentro do seu contexto, né? dentro ou mesmo aqui do grupo ou de onde você tá, se você tiver a oportunidade de fazer algo a mais, ser protagonista, conquistar o lugar de protagonismo, eh faça. Isso fez muita, muita diferença na minha vida, né?
Então o protagonismo é isso para mim, é poder tomar a decisão de fazer algo a mais e melhor, olhando para um resultado de longo prazo. Então eu sempre fui protagonista na minha vida. Eu tomei as minhas decisões, claro, com ajuda de outras pessoas, óbvio, dos meus amigos, dos meus mentores, dos meus colegas, de quem tava do meu lado, mas as decisões da minha vida foram tomadas por mim.
Eu escolhi o meu caminho e eu fui atrás dele. Isso é ser protagonista. Segundo é coragem.
Eu adoro essa palavra, adoro mesmo, porque não basta só, né, tomar o primeiro passo, mas tem que se jogar, né? Sabe aquela frase, tá com medo ou vai com medo mesmo? Eh, essa é um pouco do esse é um dos meus mantras também.
Então, coragem é a segunda palavra que mais me define. Eh, porque para fazer coisas que eu fiz durante toda a minha vida, eu precisei precisei de muita coragem. Olha só, imagina depois de 20 anos no mercado corporativo, eu tava no meu melhor momento, eu simplesmente pedi emissão da Mastercard e decidi CCO do Flow, que é uma coisa muito legal, mas é um risco gigante.
É uma empresa ainda em desenvolvimento, né? Então precisou de muita coragem, né? Eu lembro que quando eu, né, eu nem imaginava, mal conhecia, de verdade, eu mal conhecia o Flow, eu fui lá dar uma entrevista, não pro Igor, para um outro programa e o André, que era o CEO na época, falou assim: "Ai, sabe que a gente tá buscando um CEO do mercado corporativo, mas a gente ninguém tem coragem de sair".
Aí eu falei: "Ih, me provocou, né? " Aí falei assim: "Coragem. " E eu já tava assim também num ano, gente, que eu tinha me divorciado.
Eu queria fazer coisas diferentes, já tava cansada do mundo corporativo. Falei: "Pera aí, coragem eu tenho? Esse cara tá me provocando".
No dia seguinte eu mandei uma mensagem para ele no LinkedIn e falei assim: "André, vamos tomar um café. " E foi assim que eu me tornei CEO do grupo Flow, né? Por uma provocação e um pedido de coragem.
É preciso ter coragem todos os dias para levantar e fazer algo diferente e se jogar. Coragem é a sua habilidade de tomar riscos. E aquele risco que não é calculado, que ele vem daqui, ó, né, da sua intuição, do seu estômago.
Então, todo dia quando eu levanto para construir o grupo que eu tô construindo, para mim é um ato de coragem. Assim como a coragem que eu tive de sair do país, assim da coragem que eu tive de de me jogar em situações diferentes, coragem é uma coisa que eu acho que pra gente e não deve faltar para nenhum de vocês. A terceira é autenticidade.
Que que é autenticidade? ser fiel a quem você é, ser verdadeiro, poder chegar aqui nesse palco e falar assim: "Gente, eu tô morrendo de medo e eu tô mesmo, coração disparado, barriga doendo e aos poucos a gente vai ficando bem". Autenticidade é conseguir ser você mesmo, falar a verdade.
A gente tá num mundo que a verdade ela é um dos bens mais preciosos. É o tempo e a verdade. As pessoas esperam conexões verdadeiras, né?
A gente não pode mais inventar histórias. Ser autêntico é isso, é falar a verdade. E aí, gente, não tô falando de sincerídio, não é sobre isso, né?
É falar a verdade com inteligência, colocar sua opinião com inteligência, seguir os seus valores da forma mais autêntica possível. O AJ Banga, que era o CEO da Mastercard Global, um dia ele falou uma frase que me tocou muito, que é: "Você só segue verdadeiramente os seus valores quando você é capaz de abrir mão da sua receita para seguir os seus valores. " Para mim, isso é autenticidade.
Você tá disposto a deixar de ganhar para fazer o que você acredita, o que você acredita ser certo. Isso é ser autêntico. Algumas vezes eu coloquei meu cargo na mesa porque eu acreditava numa coisa, tá?
Teve uma história que eu vou contar para vocês, eh, que foi na época da pandemia e a Mastercar, ela era patrocinadora da Copa América e, né, tava toda aquela questão da pandemia e tudo mais. A gente e eu falei assim: "Não, a gente não pode colocar nossa marca nesse momento". E aí foi uma discussão, você imagina falar para um global que você pagou milhões e milhões no patrocínio e se você tá abrindo mão de colocar sua marca.
Eu não tô deixando de pagar a Comenball, eu tô deixando de expor a minha marca, que é diferente. E aí isso foi uma grande discussão. E no momento eu falei pro meu chefe, na época, João Pedro, um um líder maravilhoso, eu falei assim: "João, o negócio é o seguinte, aqui ultrapassou a barreira do meu valor.
Eh, eu não vou conseguir conversar com alguém ou sentar com a imprensa fazendo algo que eu não acredito. " Então, ou a gente vai nessa direção ou eu tô indo embora e tá tudo bem. Então isso é isso para mim é ser autêntico, é abrir mão ou do seu salário ou de uma receita para seguir os seus valores, porque eles são mais importantes de qualquer coisa.
O quarto é mentalidade de expansão. Que que é mentalidade de expansão? Isso aqui foi uma uma tradução barata de growth mindset, né, que as pessoas falam, mas é mentalidade de expansão.
Mentalidade de expansão é sempre olhar além, ter um olhar de inovação. O que que a gente pode fazer diferente hoje do que eu tô fazendo para buscar principalmente novas receitas, né? Como é que eu posso inovar?
O que que tá acontecendo lá fora que eu não tô capturando, que o meu concorrente tá fazendo que eu posso fazer melhor? Como é que eu posso crescer todos os dias? Isso é mentalidade expansão.
Vou dar o exemplo do flow. Nós passamos por um cancelamento, né, em 2022. Deixa eu só tomar uma aguinha aqui.
Nós passamos por um cancelamento em 2022 muito grave. maioria de vocês sabe disso. Eh, e o Flow ficou 6 meses sem faturar, 6 meses sem entrar R$ 1 no caixa do Flow Podcast.
Vocês imaginam isso? Eu não desejo iso aar ninguém. Imagina isso na empresa de vocês, você tendo funcionário para pagar, né?
Porque ninguém foi embora. Se tem funcionário, tem eh fornecedor para pagar e não entra, não pinga R 1 no seu caixa. Aqui para mim é o melhor exemplo de mentalidade de expansão é não colocar todos os os frutos num cesto só.
O flow só não quebrou totalmente em 2022 porque a gente tinha outros negócios. O Igor lá atrás, quando ele criou o podcast dele, ele acreditava no desenvolvimento de toda a categoria de podcasts, videocasts. Então ele trouxe o Vênus, o Ciências Sem Fim, o Amplifica, o Critiquê, outros produtos que no final garantiram a sobrevivência do Flow.
Não foi o Flow que garantiu a sobrevivência do Flow, foi a mentalidade de que eu não posso contar com uma única fonte de receita. Então isso para mim é mentalidade de expansão. É, não podemos contar com uma única fonte de receita, porque se acontece qualquer coisa do dia paraa noite, ela acaba, como é que você vai pagar o salário do seu funcionário, né?
E que, né, ou como é que você vai pagar os seus boletos da sua família? Então, isso para mim é muito importante e essa minha luta diária hoje, né? Eu tava aqui atrás conversando e falando assim: "Ah, qual que era a principal fonte de receita do Flow?
Hoje é publicidade, tá? E a publicidade é algo muito volátil. Eu não consigo prever a minha receita.
Então, hoje o meu maior desafio é buscar novos negócios, é buscar outras fontes de receita que sejam recorrentes. Para que se Deus o livre acontece outro cancelamento, acho não vai acontecer porque a gente aprendeu muito, né? Também não dá para ser burro, né?
A gente tem que aprender com os erros. eh que eu tenha outras fontes de receita. Então isso é mentalidade de expansão.
Todo dia eu acordo pensando como é que eu posso ganhar dinheiro de uma outra forma que não seja somente da da publicidade. Outro ponto é obsessão à experiência. E aí não é assim, é obsessão mesmo.
A palavra é loucura pela experiência. E aqui a experiência do seu cliente, do seu chefe, de quem seja, do produto que você vende, né? Não basta você entregar um bom produto, você tem que entregar o melhor de todos, certo?
Vocês falaram de concorrência? A concorrência tá aí para a gente olhar e fazer 10 vezes melhor. Isso para mim obsessão, a experiência eu olhar cada detalhe, cada detalhe.
Eu posso chamar isso também de amor aos detalhes. Amor aos detalhes é o mesmo que para mim de obsessão à experiência. Olhar de ponta a ponta o produto, o serviço que a gente tá entregando todos os dias.
E eu aprendi isso sendo vice-presidente da Mastercar. A Mastercar, como vocês sabem, tem um posicionamento que chama não tem preço, né? Eh, o Marcos falou muito, né, que tem coisas que o dinheiro não compra, né, eh, que vai que vem depois, né, que empatia e tudo mais.
E a Mastercar falava muito, eu falava muito do fator não tem preço, tá? Então a gente investia muito em experiências, desde levar, imagina as crianças para entrar como mascote num campo de futebol, ter um show exclusivo no Cristo Redentor. Então era um show para 20 pessoas do Gilberto Gil.
Eu trabalhava muito, principalmente pros principais clientes, em fazer experiências que não tm preço. E eu aprendi que eram os detalhes que faziam com que a experiência não tivesse preço. Não era só o Gilberto Gil num palco falando para 20 pessoas, mas era a jornada inteira de ponta a ponta, né?
Então quando eu penso hoje em obsessão à experiência, eu aprendi, eu aprendi isso na Mastercard. E aí hoje no Flow, gente, eh, eu vou dar um outro exemplo. A gente lançou uma uma lojinha, um marketplace, em que a gente vende produtos para fãs, né?
E a experiência tava horrorosa, horrorosa, horrorosa, assim, muito ruim mesmo. O site tava ruim. Eu falei assim: "Não, mas a gente precisa dessa receita.
A gente precisa dessa receita. " Até que eu, depois de muito tempo, tá, e de muito ouvir reclamação, eu decidi tirar a loja do ar. Porque não entregar a melhor experiência não é, não é, não pode acontecer.
Então esse é o é o mínimo dentro do mercado competitivo que nós temos hoje, que estamos vivendo. A experiência perfeita é o mínimo que cada um de nós temos que entregar. Lá no flow a gente é obsecado por qualidade.
Um dos sucessos do flow é porque a gente é perfeccionista. O Jean, que é um dos sócios, que é o diretor artístico. Às vezes até eu fico nervosa, tá gente?
Porque eu brigo com ele que eu falo assim: "Jan, nunca nada vai pro ar, porque assim, ele não libera nada que não esteja perfeito sobre os olhos dele". E ele é um grande conhecedor disso. O que que eu vou falar?
Nada. Dou uma aceleradinha, né, pra gente não perder os nossos prazos. Mas a gente só é hoje o podcast mais relevante porque a gente tem uma qualidade que quase ninguém tem e que vai de cada detalhe da iluminação, da cadeira, de toda a equipe, da qualidade de cortes, da tecnologia que a gente usa, é cada um dos detalhes.
E aí minha última, né, não dica, mas que eu se eu quando eu penso em obsessão a experiência, que eu acho que pode ficar para vocês, é repassa todo o seu processo e olha, o fator não tem preço. O fator não tem preço, tá tá tá presente aquela coisa que ele vai olhar e falar assim: "Putz, eu vou pagar por isso, mas é esse fator não tem preço na minha experiência que vai fazer com que eu fique com essa marca, com esse empresário, com esse produto. " Então, eh, o fator não tem preço para mim, ele ele hoje é o mais importante.
Entrega tudo com profeção e um pouquinho a mais. Outro ponto, esse é chato, hein, mas eu não posso deixar de falar porque eu vim do mundo corporativo. Foram 20 anos de multinacional americana e multinacional americana adora um processinho, né, gente?
adora processo, processo, processo, processo. Imagina uma Mastercard, uma empresa de muitos e muitos bilhões que opera globalmente e que se ela para de operar por minutos atrapalha o comércio de todos vocês, não é verdade? Então essa excelência só acontece porque os processos existem.
E quando eu tava lá no mundo corporativo, eu achava o processo uma grande chatice, porque eu falava: "Isso é ineficiente, ah, isso é muito chato". tem que alinhar com global, com regional, com não sei o que. Isso é muito chato.
Até que quando eu entrei numa startup que não tinha processo nenhum, eu me senti perdida. E eu vi como a falta de processos gera ineficiência. eficiência gera perda de tempo e perda de dinheiro.
Então, quando eu trago o processo e eu comecei a entender que eu também trago os processos paraa minha vida, porque se eu não colocar alguns processos, eu não vou dar conta de tudo. Então, o processo é muito importante. Revisem os processos das suas empresas por dois fatores.
Um é, acho que tem vários, mas eu vou trazer dois. Ué, para garantir uma boa experiência, você tem que ter um bom processo, né? tem que tá mapeado, né?
Isso vai ser mais eficiente. E aí, gente, eu não tô falando de grandes implementações, traz uma consultoria caríssima, não é sobre isso, é sobre o mínimo de organização no que se faz, tá? no flow foi isso e interessante porque a gente tinha um um consultor de processo, gente, eu demiti ele não porque ele era incompetente, ele era muito competente, mas eu falei assim, não, com o tamanho da empresa não dá nem não dá para eu ter um um consultor de processos, mas a gente vai implementar alguns processos sim para deixar mais organizada.
Então não é não é algo de novo, processo não é complexidade, é organização. E vocês como donos de empresas, empresários, se você não tiver processo, você não consegue delegar. Esse é um outro ponto em relação à liderança.
Se você não mapear a forma que ela é totalmente sua, como é que você vaiar? Como é que você vai poder sair uma semana? como é que você vai poder fazer academia, que é tão importante, tirar férias com a sua família, né?
Usufruir que vocês têm ganhado. Então, isso é muito importante, né? Eh, eu eu tava aprendendo ali atrás que o Marcos tem uma metodologia dele com os mentores e essa metodologia, então eu posso chamar processo de metodologia também, qual o seu processo, qual a sua metodologia que vai garantir a experiência que não tem preço e que vai garantir a longevidade do seu trabalho mesmo quando você não tiver lá?
Um outro ponto, esse também vem do mundo corporativo, gente, tem que jogar o jogo. E é difícil. Eu sempre fui muito rebelde e jogar o jogo para mim sempre foi muito difícil, principalmente no mundo corporativo, né, que a gente tem tantos chefes, tantas pessoas e tudo mais.
Demorou para eu entender que eu tinha que aprender a jogar o jogo. E a gente tem que aprender a jogar o jogo. Por mais que eu acredite no poder da mudança, é muito difícil você, você não vai mudar o mundo em seis meses.
Vai ter que se adaptar um pouquinho, muda um pouquinho. Se você quiser, se adapta mais um pouco e muda um pouquinho. As coisas demoram mais do que a gente imagina.
E aí, para que a gente consiga dar os nossos passos, existe um jogo que precisa ser jogado, né? Pode doer, mas tem que jogar. Tem o jogo do seu setor, tem o jogo político, tem o jogo dos empresários, tem o jogo do cliente.
Entender qual o jogo que tem que ser jogado e jogar, ele é importante. De novo, para mim, pelo menos, foi muito importante. Se eu não jogasse esse jogo, eu não teria crescido na minha carreira.
Foi fácil? Não foi? muitas vezes não foi.
Eh, hoje eu me sinto muito mais à vontade numa empresa, né, numa startup, numa empresa mais solta, em que eu posso ser eu mesma, né, que eu possa tomar minhas decisões, do que num mundo corporativo que tinha um jogo muito bem, né, muito bem definido, mas se eu não jogasse esse jogo, eu estaria fora. Então assim, vamos assumir que o jogo existe, né? Não dá para ir contra e vamos jogá-lo da melhor maneira possível, com autenticidade, com coragem, com a forma que tem que ser feita.
E aí eu vou dar um exemplo aqui lá da minha época de Mastercard, né? A gente, né, imagina uma empresa com a Mastercard, você tem o time regional, global, é muita gente, muita gente. E o Brasil era o segundo maior mercado do mundo depois os Estados Unidos, tá?
Então eu tinha uma certa, tinha alguma autonomia e tem tinha grande relevância, só que eu não podia fazer o que eu queria somente. Então o meu jogo foi, como é que eu fazia? Eu pegava, falava com o Global, com o meu chefe global, e falava assim: "Qual que é seu projeto mais importante?
" Ah, esse daqui, regional. Qual o seu projeto mais importante? É esse daqui.
Aí eu falava assim: "Tá bom, eu vou entregar esses projetos". E aí eles ficavam felizes, não encheram o meu saco e eu podia fazer os projetos locais que eu queria. Essa foi minha forma de jogar o jogo.
Não tem como eu ignorar que esses caras existiam, mas eu tive que conquistar a confiança deles e entregar o que eles queriam para fazer o que eu queria. Então assim, o jogo tá aí para ser jogado. Podemos mudar com tempo, sim, mas não vai ser mudado do dia paraa noite.
O próximo é resultado, resultado, resultado, resultado, resultado, resultado, resultado, resultado, resultado, resultado, resultado. Vou falar 20 vezes até chegar, porque resultado é indiscutível e vocês sabem disso, né? Resultado é indiscutível.
Eu sempre busquei, eu tenho orgulho de falar que eu nunca deixei de entregar um plano porque eu sou louca por resultado. Todo dia eu acordo pensando na meta que eu tenho. Todos os dias, sem exceção, eu visualizo os milhões que eu quero trazer pro flow de receita.
E aí não é só visualizar, né? Porque só olhar o número é fácil, né, gente? Ai, tá lindo o número ali, 100 milhões, x milhões.
É ir atrás. Todos os dias eu vou atrás do resultado. E sempre foi assim na minha carreira toda.
Contra resultado não há argumento. Contra resultado não há argumento. Resultado é indiscutível, né?
Então é eh muitas vezes eu passei por situações difíceis na minha carreira. Meu primeiro ano de Mastercar foi horroroso, gente, vou te falar assim. Eu tinha acabado de ter filho, eh, tinha chegado numa posição super grande.
Eu era vice-presidente, foi minha primeira cadeira como vice-presidente, não foi fácil, uma cultura difícil para caramba. E eu, por muitas vezes, eu fracassei como líder, como par, mas eu não deixei de entregar. E foi o resultado do meu primeiro ano que me garantiu sobrevivência nos últimos 6 anos, porque depois eu entendi a cultura, eu entendi como as coisas funcionavam.
Mas se eu não tivesse entregue resultado no primeiro ano, eu estaria fora. Então, resultado, resultado, resultado, resultado para mim é indiscutível. Todas as outras coisas a gente pode falar agora não entregar, putz, isso é indiscutível.
Outro ponto que eu não posso deixar de falar é educação, né? Como eu falei lá no começo, o que transformou a minha carreira foi um intercâmbio que minha mãe teve a visão de fazer, de me, né, de pagar para mim para eu ir paraos Estados Unidos e aprender a falar inglês. Se eu não falasse inglês, não estaria aqui hoje.
Eu tenho certeza disso, tá? Meus irmãos não falam e eles não estão aqui hoje. E eles são tão ten, né?
tão inteligentes quanto eu, tiveram o mesma a mesma formação. Então, a educação ela é muito importante. E aí, quando eu penso em educação, eh, eu gosto de compartilhar com vocês, porque eu não fiz uma, eu não tenho uma, eu me formei, né, como economista na USP, mas depois eu não fiz nenhum MBA, nenhuma pós, não fiz nada disso.
Eu não sei nem se é um bom exemplo para compartilhar, mas é a minha realidade. É, mas o que que eu fiz? Todos os anos da minha vida eu procurei algum curso, então eu procurei me atualizar e fiz os melhores cursos.
Eu investia muito em educação. Então eu fui em marketing, né? Tem uma faculdade em Chicago que chama Kellog, que o Cotler ensina lá.
Então eu falei assim: "Ah, tá bom, eu sou economista, não não sou marqueteira, então eu quero aprender com o melhor, então eu vou lá falar com Cotler". Eh, marketing, fiz marketing digital há um tempão, quando nem se falava de marketing digital também em Kellog. Então, eu sempre investi em cursos mais curtos porque eu não eu não tinha paciência, eu não tinha tempo, eu não tinha, eu queria crescer, eu queria dar resultado, fazer outras coisas.
Você acha que eu ia conseguir ficar numa sala fazendo uma pós-graduação? Nada contra, gente. De novo, eu não sei se eu sou o melhor exemplo, mas a minha experiência pessoal me dizia que eu não conseguia fazer aquilo, mas isso não quer dizer que eu não tinha que estar sempre atualizada.
Então eu sempre busquei uma atualização de outras formas, fazendo cursos, indo a eventos, fazendo algo diferente, mas eu nunca deixei de me atualizar. E isso é, isso sempre foi muito importante. Então, eu não tenho um MBA, não tenho uma pós-graduação, mas eu consigo hoje sentar e falar de inteligência artificial com a profundidade que eu preciso ter, né, gente?
Mas porque eu estudei isso também. Ah, esse é o Nova Onda. Então, para mim, a minha dica de educação para vocês é óbvio que a que a base ela é importante e a economia para mim foi muito importante.
De novo, se eu não fosse economista, eu não teria chegado onde eu cheguei, porque a economia me trouxe uma base de negócio que os meus amigos publicitários não tinham. Então eu me diferenciei desde o dia um no mundo corporativo, mas foi a atualização do dia a dia que fez com que eu chegasse até aqui. Então não é não é educação formal necessariamente.
Educação formal de novo, ela é muito importante, mas é fazer o que vocês estão fazendo. Então falar de educação aqui é até um pouco chovendo molhado, porque o que vocês estão fazendo aqui hoje é se educar, é se preparar. E eu acredito muito neste modelo educacional, funcionou muito para mim.
Outra palavra é equilíbrio. Ah, eu vou falar a verdade, essa palavra, gente, não funciona para mim. Eu risquei ela.
Cadê? Não existe equilíbrio. Ai, Sara, como é que você equilibra vida profissional com vida pessoal?
Não, não equilíbrio eu não consigo. Então, todo mundo faz essa pergunta e eu gosto de falar: "Não existe equilíbrio. " Eu, pelo menos, não consigo equilibrar.
Em algum momento alguma coisa vai ficar desequilibrada. O importante para mim é determinar isso muito bem, combinar o jogo. Eu acabei de entrar numa empresa nova, eu vou ter que me dedicar muito, mas aí eu vou ter que combinar com meu filho.
Filha, mamãe vai ter que viajar, mamãe vai ter que fazer outras coisas, depois a gente compensa de outra forma. Tudo bem, tudo bem. Eh, ou quando eu acabei de me separar, putz, mastercar, cara, eu não tô bem emocionalmente, eu não consigo trabalhar, eu vou ter que ficar mais em casa.
Tudo bem. Jogo jogado, jogo combinado. Então, eh, eu tirei a pressão do equilíbrio das minhas costas, sabe?
Porque eu já sumi, que eu não sou capaz de de fazer 100, 200% de tudo. Eu faço 100% de tudo, algumas coisas 150, mas 200% de tudo toda hora para mim é impossível. Mas de novo, isso não quer dizer que não dá pra gente segurar nossos pratinhos, né?
Então, a partir do momento que eu tirei o peso do equilíbrio das minhas costas, eu fiquei mais feliz. E aí eu combino com as pessoas o que tá acontecendo, qual é o momento, né? Tem momento que o que a gente não pode esquecer, né, gente?
Para mim são três palavras que que tem que tá que é sempre o primeiro. Então é amor, né? Saúde, fé e amor.
Essas três coisas para mim. Saúde, fé, família. São três coisas muito importantes.
Essas três eu não abro mão, o resto vai desequilibrar, tá? Então eu gosto de trazer equilíbrio assim: "Putz, não acredito. " E não, não se cobrem.
Olha quanta coisa que a gente tem para fazer. O dia tem só 24 horas. Não vai dar para você ser o melhor esposo todos os dias, mas você pode ser alguns outros dias, né?
É só combinar o jogo. Essa frase eu fiquei na dúvida se eu devia trazer ou não. E eu não vou falar a palavra, é porque eu tenho vergonha de falar, mas eu vou dar o contexto, tá?
Meu namorado falou assim: "Sara, não pode ter esse slide". Falei assim: "Não, mas não se preocupa, eu vou dar o contexto, tá tudo bem". Essa frase tá no no ela não é muito educada, mas ela tá na parede do flow.
Quando eu cheguei lá, eu fiquei em meio choque. Não seja se anazão, né? Falei assim: "Caramba, que que é isso?
E para mim, gente, foi a melhor lição de liderança que eu tive na minha vida, tá? A gente tenta definir liderança. Então, ao invés de escrever liderança, aqui no slide, eu escrevi essa frase, porque essa é a frase que no flow determina quem são as pessoas que estão dentro ou que estão fora.
É uma linha muito clara e essa é a minha linha de como eu vou fazer as coisas, de como eu vou tomar decisões, de como eu vou liderar as pessoas. E o que é isso? Como é que eu defini?
Eu falei assim: "Ah, legal essa palavra bonitinha, né? Youtuber, né? Tudo pode falar palavrão.
" Mas o que que é isso? Essa palavra para mim define três coisas. A gente define como eh liberdade.
Então, é poder ter liberdade de falar, de fazer, de se expressar, tá? Eh, lealdade. E, e agora me sumiu a terceira palavra, mas eu vou chegar.
Mas é respeito, respeito. Então, o que é isso? Olha só, são três palavras muito básicas, mas que se a gente seguir, ela é tão completa como liderança.
Respeito, cara. Respeito é o mínimo. É o mínimo que a gente tem que ter por cada um de nós, por mim mesmo e por cada um de vocês, por cada um que trabalha com a gente.
Parece tão básico, mas é tão grande respeitar, porque respeitar significa ouvir, aceitar. Tem tanto, né, tem tanto significado atrás de uma palavra como respeito. Então, né, essa frase define como respeito, liberdade, que eu falei para vocês, que pra gente é muito importante poder se expressar, poder falar, poder ser quem a gente é com respeito.
E a terceira é lealdade. Eu nunca aprendi tanto com a palavra lealdade quando eu aprendi nesse último um ano e meio no Flow. Por quê?
Eh, muita gente trabalhou lá simplesmente porque eles eram fãs. Teve gente que foi trabalhar de graça com Igor e aí eram pessoas que nem eram tão, não tinham nem tanto uma performance tão grande, mas como é que eu vou tirar essa pessoa que chegou lá para trabalhar de graça e que é leal e que vai fazer o que é necessário pro negócio dar certo? né?
Então pra gente é respeito, liberdade, lealdade define essa essa frase. E se a gente achar que a pessoa tá sendo isso, essa palavra com ser, ela tá fora, porque tá fora dos nossos valores. Então para mim, como eu falei, foi uma das maiores lições de liderança.
É, é tão básico não ser isso, né? É só saber respeitar, saber ouvir, saber aceitar, ser leal aos outros. Se a gente tem tudo isso, a empresa vai.
Então, de novo, foi uma palavra que me assustou de primeiro, mas quando eu vi a profundidade desse do significado disso, eu entendi a verdadeira cultura do flow, que são pessoas leais, são pessoas que falam o que pensam, mas que fazem isso com total respeito. Essa é a nossa fórmula. E por último, paixão.
Mas aí, gente, paixão, todo mundo fala: "Ai, tem que ser apaixonado, eu já não gosto mais de paixão. " Paixão para mim tá que nem o equilíbrio, tá? Não é paixão não.
Pra gente fazer as coisas acontecerem tem que ter amor. E aí não é um jogo semântico, tá? Eh, eu aprendi isso também quando eu tava lá no mundo corporativo, que eu tinha o meu salário dia 30 e dia 15, bonitinho, o plano de saúde, pensão, carro, tudo isso.
Ah, eu era apaixonada porque eu faço. Agora, gente, quando eu tô aqui empreendendo praticamente, né, olhando caixa todos os dias, muitas vezes deixando de abr abrindo mão do meu salário para pagar o das pessoas que trabalham comigo, ah, isso é amor, não é paixão, não. Então eu já não já não falo mais paixão.
Ah, eu sou apaixonada pelo que eu faço. Não, eu amo o que eu faço, porque se eu não amasse eu não ia aguentar não. A gente não aguenta a paixão.
Ela é efêmera, né? Ai, é lindo, né, gente? Lembra quando vocês se apaixonaram a última vez?
Ai, a pessoa é tão linda, é maravilhosa. Três meses, né? Depois ou você não gosta ou vira amor, o que é maravilhoso.
A gente torce para virar amor. E para mim hoje a relação que eu tenho com o meu trabalho, ela tem que ser de amor, porque ela é mais profunda. Amor, né?
Quando a gente pensa nas relações amorosas, sejam fraternas, sejam românticas, maternas, elas não são só flores. Paixão é flor, é bombom. Agora, amor, amor é alto e baixo.
Amor é aceitar. Amor é acordar com raiva e dormir bem. Amor é resolver os problemas.
Isso é amor. Então hoje a minha relação com o trabalho, ela passou da paixão. E se ela não fosse amor, gente, eu não ia aguentar levantar todos os dias.
Eu aposto que vocês sentem assim também. Você tem que ter amor pelo que você faz. Não é só paixão não.
Pra gente bater esse bumbo diário tem que ter amor. Então eu mudei. Antes eu falava em paixão, hoje é amor, porque o amor ele ele é mais profundo, ele mexe com a gente, né?
Ele requer muito mais. E para finalizar, eu eu comecei com a frase da Xuxa, né? Querer, poder e conseguir.
Eh, e aí eu falei assim: "Putz, como é que eu vou finalizar, né? será que eu trago de novo um filósofo, alguma coisa? E aí eu pensei, eu tive uma amiga que que falou assim: "Sara, eh, essa essa música te define".
E quando eu pensei em vocês e no grupo, estudei o Marcos, eh, e estudei um pouco, né? Pensei, eu pensei, putz, eu acho que essa frase fala um pouco da trajetória, da minha trajetória, mas fala um pouco de vocês também, que é como ser vencedor, né? Aqui a gente falou de tanta coisa.
né, de equilíbrio que não tem. Falamos de amor, falamos de liderança, falamos de coragem, de protagonismo, relevância, mas mais do que tudo, força de vontade, né, de fazer as coisas acontecerem. Aí eu trouxe minha última frase, nem é tão inspiradora, mas eu gosto dela, que é: "Eu não pedi para nascer, mas eu não nasci para perder, né?
A gente tá aqui para vencer". Hoje eu olho para cada um de vocês, pro olho de vocês, eu vejo olhos de vencedores. Ninguém aqui nasceu para perder.
E é por isso que vocês estão sentados aqui com algumas outras coisinhas, com essas fórmulas, com palavras e com uma forma de pensar e fazer diferente. Aí a gente chega onde a gente quiser. Então eu termino aqui, eu agradeço por esse tempo.
Eh, espero que eu não tenha que cantar para vocês. Obrigada. Uma salva de palmas pra Sara Gigantes.
Obrigado Sara pela presença. Parabéns pela sua carreira. É sempre incrível ver mulheres crescendo dentro das grandes empresas.
Só na empresa, né? Porque crescer mesmo não é que nem a Raquel, nossa mentora financeira. Ela é pequena de tamanho, mas gigante de resultados, né?
Vamos dar, ó, você vai receber o nosso carinho, o nosso reconhecimento, que é uma energia que a gente dá para alguns palestrantes. Vamos dar um giant para ela. Dois, três, Giants.
Mais uma salva de palmas. Obrigado, viu? Obrigado.
Obrigado. Aê.