o olá pessoal aqui a professora daniele eu vou conversar com vocês hoje sobre a toxicocinética e esse conteúdo tão temido dentro da toxicologia justamente por conta do seu nível de complexidade né e embora essa exposição dos eventos aconteça de uma forma isolada e se exige uma interpretação do aluno para que ele consiga inter-relacionar esses eventos porque só assim a gente vai conseguir para dizer se vai existir uma intoxicação dentro do esse organismo esse essa intoxicação ela pode ser reversível ou até mesmo reversível quando eu tenho um dano ali que não é reparável então tudo isso
vai depender da toxicocinética e entender de uma forma isolada não leva o aluno a compreende a complexidade ea importância da toxina ética mas ele precisa inter-relacionar esses eventos porque uma intoxicação e ela depende dessa relação existente entre esses diferentes movimentos que podem acontecer de se a gente toca tudo isso fornece para nós um arcabouço teórico muito sólido muito conciso para que a gente consiga levar adiante o estudo da toxicologia bom primeiramente o que que é toxicocinética já que a gente tem conversado sobre ela disse que é difícil mas afinal de contas o que que é
toxicocinetico nada mais é gente do que assim você que estuda o comportamento do agente tóxico nos diferentes compartimentos do organismo de uma maneira mais simplória para colocar para vocês é dizer que se trata do movimento do agente tóxico esse movimento ele depende de diferentes fases que é o nosso admi né o que que essas fases quais são essas fases depois que o agente tóxico entre em contato com o organismo ele precisa entrar né então existem vez que vai permitir esse contato e aí a gente tem as nossas virgem produção é realmente em uma fase de
absorção esse agente tóxico ele deixa esse local de contato e ele a dentro para dentro da corrente sanguínea é justamente a corrente sanguínea e o sistema linfático que vai permitir a nossa segunda fase que a distribuição o agente tóxico ele vai ser distribuído para diferentes compartimentos e dentro do organismo existem aqueles primeiramente que são os locais que a gente tem uma mais alta irrigação que vão receber primeiramente o agente tóxico posteriormente essa distribuição ela é alcançada nos tecidos de depósito para isso acontecer eu preciso levar em consideração o fator afinidade se aquele tecido de depósito
ele tem uma maior afinidade com agente tóxico em um determinado momento do tempo ele irá atingir esse local né e posteriormente né a gente tem uma outra fase que a biotransformação ou a metabolização essa transformação química ela é necessária para que a gente venha a eliminar o agente tóxico dentro do organismo e isso nos passa nos joga aí para outra fase que a eliminação eliminar é muito importante para que a gente tem a redução da concentração do agente tóxico dentro do organismo o efeito ele é proporcional à concentração do agente tóxico que chega no sítio
de afinidade ali acontece alterações bioquímicas e moleculares para que resulte no dano dentro da toxicologia existem diferentes fases a intoxicação a primeira que a gente denomina é a fase disposição que nada mais é do que aquela fase que eu entro em contato com a gente tóxico para isso existem diferentes vias de introduções né e aí a gente vai estar conversando um pouquinho sobre elas segundo a toca esconde né tica cinética desculpa que vai dizer justamente como que vai ser o movimento desse a gente toca se ele está sendo eliminado uma concentração suficiente pode ser que
não esteja conseguindo chegar no sítio algo para provocar isso dano se ele não está sendo absorvido também isso vai dificultar então existem diferentes fatores que são colocados aqui para dizer esse comportamento da toxicocinética alguns são atribuídos ao agente tóxico outros são atribuídos ao organismo é tóxico dinâmica nada mais é do que o mecanismo de ação como que o agente tóxico ele provoca esse dano certo e a intoxicação como eu já disse é a manifestação desse feito isso pode ser determinado através de sinais que são coletados por uma série de informações por meio de exames laboratoriais
né e também os sintomas que são os efeitos é uma dor de cabeça amor tontura uma febre é uma náusea né então dependendo do agente tóxico cada efeito é correspondente a ele então existe uma distinção entre os efeitos provocados por essas substâncias é eu disse para vocês que um dos fatores que irá interferir justamente nesse movimento é a fase a aveia de introdução então qual que é a porta de entrada que tá permitindo em a o agente tóxico em cali em exposição com esse organismo existem diversos mas a gente vai focar em três principais a
primeira é a via dérmica a via dérmica ela fornece uma proteção por meio do estrato córneo mas essa mesma barreira dependendo da característica do agente tóxico fornece uma entrada porque se for uma substância lipossolúvel que tem afinidade com lipídios consegue facilmente passar e aí vocês poderiam me questionar mas porque gente de quê que é constituído as nossas células de uma camada de lipídica e e se eu tenho uma substância tóxica que tem afinidade com esses lipídios ele consegue transpor de uma maneira facilitada independente de ser sólido líquido ou gás essa absorção também ela pode acontecer
por meio dos folículos pilosos e das glândulas sudoríparas o nível de hidratação também vai facilitar essa entrada porque aí a gente é aumenta essa permeabilidade que substâncias hidrossolúveis possui de entrar para dentro desse dessa via dérmica outra via muito importante e que eu ressalto justamente essa entrada direta e facilitada que os agentes tóxicos possuem que a via respiratória o que que é fácil para o agente tóxico entrar por essa via porque duas barreiras são colocadas primeiro alveolar segundo o endotélio capilar são barreiras que a superfície de contato muito amplo né e tudo isso facilita a
entrada do agente tóxico ali a gente tem uma uma absorção meio que diretão que esse agente tóxico possui e essa absorção ela acontece de acordo com o tamanho da partícula partículas pequenas são aquelas que conseguem ser absorvidas por meio do alvéolo pulmonar partículas intermediárias essa absorção acontece na região traqueo bronquiolar já partículas grandes elas ficam retidas ali nessa região da nasofaringe e ali acontece a sua absorção né bem como também a sua eliminação por que não significa dizer que essa substância ela vai ser absorvido eu tenho que lembrar lá dos fatores atribuídos ao agente tóxico
eu tenho que lembrar também dos fatores atribuídos ao ou olá tudo isso nos leva ao desfecho do dano certo outra via muito importante né que pode fornecer esse esse contato por de uma forma acidental ou intencional é a via oral trato gastrointestinal ele faz com que esses agentes tóxicos eles sejam dissolvidos o intestino por conta das microvilosidades que ele existem fornece essa esse contato com agente tóxico bem como uma região que tem a uma quantidade de de vascularização enriquecido tão tudo isso permite que o agente tóxico a dentre essa absorção também pode acontecer pelo estômago
né e existem outras vias também que podem ser adotadas aqui a gente tem a participação da via intraperitoneal que é com e principalmente em experimentos toxicológicos com animais subcutânea intramuscular ea intravenosa a intravenosa não acontece a absorção porque não é porque que não tem essa absorção através da via intravenosa a lembrem que eu disse absorção é o agente tóxico sair do local de exposição entrar para dentro da corrente sanguínea opa já tá lá dentro já foi produzido certo então não houve essa absorção olá pessoal lembra que eu falei para vocês que dentro da toxicocinetico a
gente precisa ter essa capacidade de inter-relacionar os eventos e não estudá-los de uma forma isolada é que eu coloquei para vocês justamente isso olha o quê que pode estar acontecendo com o nosso a gente toca o nosso agente tóxico ele sai do local de contato de exposição que foi aquela porta de entrada que ele teve certo ele será distribuído através da corrente sanguínea do sistema linfático acontece esse passo de absorção ali ele pode interagir com proteínas e isso irá dificultar a sua chegada ao tecido de afinidade e se a gente toco ele pode ser biotransformado
e essa transformação química ela pode pôr não agente tóxico mais tóxico certo ou e pode não te dar toda essa transformação quer resultado em um produto que venha garantir a sua eliminação mas pode ser que esse agente tóxico ele fique livre então para chegar a um determinado o tecido que ele tem afinidade e provocar um dano não só isso não existem também os tecidos de depósitos que e também esse a gente toca se ele pode lembra que eu disse para vocês a iluminação é muito importante justamente para que a gente tem a redução da concentração
do agente nocivo quanto maior for é feito maior é a dose se a dose está sendo reduzida porque está sendo eliminado isso também vai reduzir quem o efeito olá pessoal algo que tem que ficar muito claro para nós é que esses eventos eles não são 15 obrigatório ou seja o agente tóxico nem sempre ele vai ser absolvido tem que se levar em consideração qual a característica que ele tem para facilitar essa constante passagem entre essas células certo nem sempre um agente tóxico ele vai ser biotransformado para ser eliminado ele pode ao ser absorvido eliminado diretamente
sem passar por essa biotransformação embora a maioria vai passar por essa etapa ele pode também o agentes tóxicos e armazenado em um tecido de depósito ar ele dura né por anos dependendo da substância então aí a gente tem um carmo e tem uma duração de de dentro desse corpo o chumbo em torno de 27 anos né então percebam que ele tá ali sendo armazenado e fica ali durante muito tempo ou até mesmo se a gente toca ele pode se tornar livre para chegar no seu sítio alvo e provocar um determinado dano então não é algo
que acontece em etapas e de forma obrigatória existem diferentes movimentos que o agente tóxico pode ter dentro de um organismo e aqui a gente está expondo para vocês essas diferentes caminhos que podem acontecer certo e aí e tudo isso vai depender de fatores que estão relacionados ao agente tóxico então é a sua propriedade física e química por exemplo o grau de ionização porque substâncias que são ionizadas elas têm essa dificuldade de transpor as membranas net fazer essa passagem solubilidade disse para vocês olha as células são constituídas de uma bicamada lipídica se esse agente tóxico tem
afinidade com esses lipídios esse transporte acontece de forma fácil se não tem existem proteínas integrais na questão olhinho bebidas nessa bicamada lipídica e que também fornece essa passagem bem como outras proteínas especializadas para esse transporte mas tudo isso tem que levar em consideração que existe um gradiente de concentração o que pode exigir um gasto de atp então é barreiras que estão sendo colocadas e isso pode dificultar esse acesso o coeficiente de partição sangue a óleo a água né que também o va vai dizer como que esse agente tóxico vai comportar e a sua concentração então
foi uma baixa concentração porque tu também vai ser baixo a concentração foi alta foi feito para ser alto a duração qual que foi o tempo de duração que eu entrei em contato com esse a gente toca a frequência com quantas vezes eu entro em contato é por dias é por meses é por horas tudo isso vai determinar esse comportamento na vida de introdução olha via respiratória entra fácil via década já tem a dificuldade que é imposta pelo estrato córneo no e não foi isso também existem fatores que estão atribuídos ao indivíduo é a idade é
a dieta é os fatores genéticos e tudo isso a gente vai abordar daqui a pouquinho com vocês a biotransformação que que afinal de contas é bill transformar o metabolizar o agente tóxico é alterá-lo quimicamente para isso eu preciso da participação de enzimas de proteínas certo a essa biotransformação ela pode inativar uma substância então é uma substância tóxica que ao ser biotransformada ela foi inativado mas essa biotransformação o produto que vai gerar já é pode ser mais tóxico do que o original mas aí vocês poderemos falar professora mas porquê que isso acontece então que não de
contas para que que esse bill transforma a biotransformação a gente ela tem como finalidade tornar uma substância porque substâncias que são hidrofílicas elas têm dificuldade de seremos ouvidos justamente por conta da falta de afinidade que ela tem inclusive filhos mas elas são fáceis de serem eliminadas então transformar substância em algo hidrofílico facilita a sua eliminação é e para que a gente consiga ter essa transformação diferentes reações são resistentes e são classificadas em diferentes fases na fase um nós temos as reações de oxidação-redução hidrólise né e aqui o foco bastante com vocês principal e no sistema
da citocromo p450 por que que eu foco justamente porque é um sistema que ele é alvo de indução e inibição provocado por agentes tóxicos por substâncias químicas por medicamentos e tudo isso vai interferir nesse comportamento do agente tóxico certo direto ou indiretamente né por outros vai interferir no comportamento de outras substâncias e não dele propriamente né é bom o outro problema é que se tem é que justamente nessa primeira fase que pode ser alguma dessas reações né ou oxidação ou redução ou hidrólise um agente tóxico por ganhar grupamentos aqui para garantir abra essa hidrossolubilidade ele
pode se tornar mais nocivo ainda tá certo então é só uma preocupação que você tem que ele ao se tornar ativo ele pode interagir com proteínas com dna com lipídios causar destruição das membranas causar mutação no dna destruir proteínas e aí a gente tem um dando acontecendo tô na fase dois existem reações de conjugação em uma primeira fase eu preciso produzir sintetizar o cofator no então a gente tem a participação de enzimas que recebe o nome de sintetase elas vão sintetizar o qual fator que pode ser um grupo glicuronil sulfato metil acetil aminoácido certo é
uma segunda fase eu tenho a dentro dessa segunda fase ao tem a participação de uma outra enzima que é uma transferase e pega esse com fator e o único ao agente tóxico que já ganhou uma hidrossolubilidade na fase um mas aqui ele vai ganhar mais ele vai se tornar mais e hidrossolúvel para que ele vem a ser eliminado isso não exclui dele eu te falo tá bom ok é e nem sempre também a gente tem a quase um e a fase dois acontecendo de forma as seguinte né então primeiro tinha fazia um depois tem a
quase 12 pode ser que esse agente tóxico ele só passa e por essa fase dois né o que ele só fica nessa fase um o importante é que a finalidade está sendo a mesma tornar essa substância hidrossolúvel para garantir a sua eliminação a alguns fatores eles podem modificar essa biotransformação entre eles a gente tem a indução e a inibição enzimática por isso que eu sempre foco na questão do sistema do citocromo p450 não é só essas enzimas que fazem parte desse complexo que são ao mas também outras enzimas relacionadas por exemplo metabolismo do etanol enfim
o que que acontece gente aqui esses agentes tóxicos essa substância só essa interação que acontece entre medicamentos por exemplo pode inibir a síntese de proteína pode também né a induzir a síntese proteica competir pelo mesmo centro ativo e tudo isso vai alterar justamente essa etapa da biotransformação e também os fatores genéticos porque toda a capacidade de metabolização que um indivíduo possui em decorrência da sua informação genética de qual a quantidade qual a qualidade daquela proteína e ele vai responder também de acordo com essas informações então é um fator também que interfere nesse processo da biotransformação
existem pessoas que têm uma deficiência de aldeia do desidrogenase elas não metabolizam o olhinho produto tóxico do etanol que o acetaldeído e o acúmulo de acetaldeído que faz com que ela fique embriagada mais facilmente do que os de mais idade quando o recém-nascido nasce a capacidade metabolizadora dele é baixo porque está em desenvolvimento aquelas enzimas que são responsáveis por a transformação então ele é mais vulnerável de adquirir uma intoxicação então o próprio soro dele nele também essas enzimas então tudo isso a gente consegue observar por isso que quando a gente prescreve o medicamento seja para
um idoso seja por uma criança a dose é diferente o que a forma de responder a essa substância é diferente lembra e sempre medicamentos também são substâncias que se não souber a concentração adequada para ser utilizada pode provocar um efeito tóxico são substâncias tóxicas o idoso da mesma forma que quando a gente nasce a gente precisa desenvolver essa capacidade metabolizadora um passar do tempo a gente tem uma queda tanto nessas enzimas envolvidas com a biotransformação quanto também na nossa capacidade de eliminação por parte renal por problemas hepáticos que podem acontecer em decorrência da idade então
tudo isso também torna os idosos mais vulneráveis o estado patológico né então é enzimas elas precisam de os aminoácidos proteínas precisam de aminoácido tudo isso é adquirido através da alimentação as enzimas não só isso né e a outras proteínas também para elas terem esse funcionamento elas precisam de com fatores que podem ser vitaminas que podem ser minerais se eu tenho uma dieta pobre nesses nutrientes eu também vou comprometer a minha forma de biotransformar substâncias patológico o fígado é o principal órgão responsável por essa biotransformação se eu tenho um problema é parte com renal né isso
vai também afetar o comportamento da gente toca a nível hepático eu não vou conseguir ver o transformar não tô conseguindo ativar a nível renal eu não tô conseguindo eliminar o agente tóxico para sendo acumulado né então tudo isso vai refletir numa possível quadro de intoxicação por esse indivíduo em decorrência justamente do comportamento que o agente tóxico possui e tudo isso faz parte da toxicocinética é um conteúdo extenso eu precisaria aí muito mais tempo para explicar a de forma aprofundada com vocês o conteúdo mas é que eu deixo pelo menos essa visão de uma forma mais
resumida para ver