[Música] vocês estão prestes a assistir um Nascimento O Nascimento de Uma palavra de um lado cum que em latim significa no momento em que do outro lado fligo que também em latim quer dizer bater entrechocar tu encontro entre elas surge a palavra conflictos que em português se transformou em conflito mas muito antes de existir a palavra o conflito já existia ah Quando o homem ainda morava nas cavernas era assim que tentava resolver os seus conflitos 10.000 anos depois muitas vezes é ainda dessa maneira que as coisas acontecem o conflito existe no campo na cidade em
todos os lugares nas mais variadas situações o respeito a diferença ao ponto de vista do outro e o diálogo podem resolver os diversos conflitos entre as pessoas conflito é uma coisa a história da gente a história humana a gente convive com conflito todos os dias seja conflitos internos sejam conflitos na família na vizinhança no no local de trabalho e A grande questão é que a gente não aprende a resolver esses conflitos de forma não violenta Então o que é ruim no conflito é que a maioria das vezes ou ele não é enfrentado ele é colocado
debaixo do tapete e com isso as pessoas sofrem e as pessoas pensam que o tempo vai resolver e não resolve [Música] a mediação nunca imposta é a forma mais adequada para os conflitos envolvendo pessoas que por um motivo ou por outro se relacionam com como Numa família numa empresa ou numa vizinhança Afinal a mediação permite não apenas que essas pessoas restabeleçam seus laços mas também melhorem suas relações [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] a Ceilândia ela ela foi criada a partir das invasões que tinham nas proximidades da Asa Norte Asa Sul o centro de Brasília então
para que essas pessoas fossem retiradas de lá né precisava se construir uma cidade e tirar essas pessoas né hoje nós temos pessoas de de todos os estados do Brasil na Ceilândia eu moro na Ceilândia há 30 anos então eu vivencio todos os dias as dificuldades da minha comunidade eu sempre percebi muito a dificuldade que as pessoas têm né de se informar na área jurídica A grande maioria elas elas vêm até a nós na intenção de ajuizar uma ação né de Vamos colocar a pessoa na justiça quando você chega a essas pessoas e você mostra para
ela né O que é a mediação automaticamente tiram aquela visão né deixam essa visão para trás de que o quero é botar na justiça Eu quero ver aquele cara preso porque não pagou a pensão ou alguma coisa assim e vai ver a importância né porque a gente ressalta muito isso na criação né de um filho quando essa ação é de alimentos reconhecimento de paternidade é aproximação né muitas vezes a gente tá fazendo a divulgação do trabalho eh em uma escola e ali já surge a demanda mesmo que as pessoas que que estavam ali na escola
que não tinham nenhum conflito né eles conheciam alguém que tinha conflito E aí iam passando de pessoa para a pessoa para ter o conhecimento do que o programa funcionava Isso foi em escolas foi em igrejas né em ONGs a gente esteve em vários locais das satélites para poder est mostrando isso satélites Ceilândia e Itaguatinga que é onde funciona é o programa eu eu recebo uma solicitação de atendimento Vou à casa da primeira pessoa né que pediu atendimento converso com ela apresento o projeto e em seguida eu vou à casa da segunda pessoa no caso solicitada
né explico para ela também o projeto Me apresento como pessoa da comunidade e quando precisa feita a mediação nós convidamos as pessoas a virem ao centro de justiça e nós temos uma equipe muito disciplinar né onde temos orientadores jurídicos né psicólogos também para nos dar suporte pra gente trabalhar com pessoas o que é mais gostoso é você ver um aperto de mão né quando se termina uma mediação aquelas pessoas que não tinham eh que tinham verdadeira versão a outra que não chegava perto e aí saem ali apertando a mão ou abraçando né com um conflito
que era uma coisa muito pequena e que eles deixaram se transformar numa coisa muito grande né e a gente traz isso a zero de novo e aí bola pra frente vamos começar uma nova vida daqui pra frente isso é muito bom [Música] porque aqui é assim tem mata cavalo de cima tem mata cavalo de baixo que e tem ponte da Estiva então tem vários lugarzinhos tudo tem seu nome e aqui dentro a gente tem conflito porque tem a questão de sem terra tem a questão de poceiro e tem questão de fazendeiro a história que ele
contou meu vis avô contou que ele vem da descendência de negro vendido aí quando libertaram ele vieram aqui para outr lado aqui da Mata caval que aqui porque aí nós estava aqui com o Ernesto herreira e nesse tempo ele tinha muito poder ele cortou umas roças nossas aí foi até no intermato falei pra luí Arruda nesse tempo foi a luí aruda aí eu falei a luí O que você pode fazer comigo eu falou lá quando chega lá nós pode fazer isso levar um pessoas e levar lá num canto lá no canto lá e depois nós
vamos fazer uma reforma graia lá o nome aqui é comunidade União foi justamente A Fazenda onde a gente cortou os lotes são trabal rurais sem terra que vieram pra região no ano de 1996 e a comunidade Mutuca que é uma comunidade bem antiga de de negros que começaram a ter mais pais né e começaram a a ter mais tranquilidade porque nós fomos tipo um escudo né agora você perguntou sobre confite de remanescente com sem terra ele aliá até não tem conflito tá faltando um pouquinho de compreensão S então quando se deu o decreto a luta
e tudo aí é que se veio aquela situação Olha a o sem terra não pode ficar aqui o sem terra tem que ir para um outro local e segundo a legislação onde é área quilombola só pode viver quem é quilombola descendente daquela área ou a comunidade entende que faz parte visão da Federação é o quê existe uma recomendação dizendo que tem um perímetro de quilombola não é isso se tivesse o bom consenso e que pensasse um pouquinho tivesse um pouquinho de visão na questão social que tá aí resolvia por parte das autoridades Ô a fetag
pode comprar lugar para eles no outro lugar mas aqui dentro do Quilombo não nó não ait tava conversar porque a visão dele não é qu não é essa tirar Oil a visão dele é de deixar Terra aí e nós não vamos aceitar então não tem conversa só para vocês entenderem o que que nós propusemos pra senhora dona dona dona Vera propôs é em Tero da terra né curar outra terrao e que já foi encaminhado né Falta só concluir pra gente mudar para lá né mas nós também entramos de acordo porque não é a área não
é Nossa né se é não é do dos Sem Terra Então vai ser difícil para normalizar a situação dos Sem Terra também né Aqui nós estamos assentado aqui é o nosso emprego algumas pessoas já até se aposentaram via sindicato eu acho que sem terra tem que est junto cobrando direito se for ficar se não for ficar ele tem que cobrar Nós também tem que cobrar porque isso já tem 10 anos ao longo disso se nós não se unir nós não vamos resolver essa situação eu acho que tem que fazer é uma união andar junto né
eu vejo por aí [Música] [Música] [Música] [Música] Moro aqui há 38 anos eu sou morador do prédio na inauguração por diversas vezes já fui síndico só tem que aqui a gente vem dentro de uma comunidade 100 pessoas moram aqui o dia a dia né Com Seus Problemas Então essa é a vida de de qualquer família em qualquer lugar onde ele vai morar até na própria convenção de condomínio o prever uma das funções do Síndico é mediar conflitos não é é onde vive esse número de pessoas os conflitos vão existir e a natureza são as mais
diversas mas o Síndico normalmente é a primeira pessoa procurada para entrar Ness nesses na solução desses casos problema de criança na na nas áreas comuns do condomínio né de brinquedo El quer trazer um patinete rodar com patinete tem outros quer trazer uma bicicleta não é e quer julgar bola né não é permitido julgar a bola e por exemplo festas que encontra no apartamento comemoração de aniversário de uma data qualquer especial e então é difícil você conseguir colocar dentro de um determinados parâmetros porque o barulho vai existir é festa é alegria não é eh mas eles
esquecem que esse barulho incomoda os outros que não estão participando da festa a garagem é um outro assunto também muito pessoas eh é é moças que tem namorado o namorado quer vir p o carro na garagem é o outro carro que coloca um carro mal colocado daí começa uma coisa pequena é isso é igual fogo começa não chama para estourar não não não custa o mediador é uma pessoa que precisa ter bastante Jogo de Cintura ter uma vivência não é e aqui a pessoa tem que ser bastante humana o mediador é uma pessoa bastante tem
agir com bastante consciência e bastante [Música] humanidade nesse serviço a gente em geral atua no conflito né então a polícia militar é o é o órgão que vai intermediar conflitos entre pessoas hoje nós estamos mudando nosso conceito de trabalho a gente trabalha muito com com o diálogo a polícia comunitária tem uma proposta que no meu ver ela ela é boa mas ela é nova né e desafiadora e ela tá diante de um de um tabu antigo né que é de tá quebrando esse tabu de tá tentando resolver esse conflito aproximar mais da comunidade com o
tempo a gente vai percebendo que os conflitos vão se formando por questões às vezes simples são brigas ocasionadas dentro da família briga de casal ameaça violência de marido contra mulher essa coisa toda que é questão de pessoal de roupa uma roupa que pegou emprestada não devolveu uma briga de Infância o menino guarda na que cresce quer descontar é briga de porta de escola é briga por causa de namorada são coisas antigas que estão se perpetuando e vão seg agredindo uma gang agredindo a outra e coisa assim e eh O que que a gente fez especificamente
assim é para combater isso nós tivemos uma reunião aqui no no no Taquaril entre duas gangues Qual que é o fundamento dessa dessa briga não tem fundamento e realmente consensuar com isso e acabou com essa briga aqui no no no Taquaril é uma das atuações assim específicas e concretas que nós fizemos a gente faz um papel mais de trocar ideia com a rapaziada né a gente precisa muito de de alguém para ouvir a gente né o adolescente também trocando ideia você consegue desviar Mita intenção Mal do Coração entendeu [Música] eu sou mediador de direitos humanos
desde 2001 e de 2003 para cá tô mediação no Calabar hoje a população do cabá gira em torno de 25.000 moradores a maioria dos moradores daqui do cabá São oriundo da zona rural do Estado da Bahia pessoas que vieram para aqui na busca de uma melhoria de condições na mediação aqui tá envolvido várias entidades a Santa Casa de Misericórdia a a a associação de moradores a Secretaria de terra e o tabelão o escritório de mediação tá mediando a seguinte questão que a Santa Casa de Misericórdia não quer que a prefeitura dê o tio de Posse
A algumas famílias que tem imóvel maior de 250 m e também algunas moradoras que tem um comércio nas suas casas então nós já mediamos junto a Santa Casa de que a prefeitura que tem que assumir tudo foi resolvida essa questão para que todos os moradores todas as famílias recebam o seu título de posse também nesse prédio funciona o escritório de mediação da jus popul vamos n ali não sei aonde compra no cartão depois das festa como é que paga aí para no escritório às vezes aquela pessoa que comprou não trabalha fixo nós tivemos um caso
aqui que o cara pagou com peixe ele não teve o dinheiro para pagar as parcelas Mas como ele é pescador ela disse ah todo dia você passa com peixe Que peixe é ela quero aí pronto a gente firmou o acordo aqui você aceita é isso que você quer você serve eu no dia que eu não quiser comer o peixe eu vendo e aí pagou a dívida ele passou a a frequentar como ele lá na casa del tudo então estimulou né Não só solucionou a questão da D qu também estimulou a questão da cultura da Paz
na mediação não existe ganhador e perdedor existe ganhador e ganhador a justiça Comunitária trabalha com mediação mas também trabalha com democratização do acesso à informação as pessoas precisam ter direito ter o direito reconhecido a conhecer os seus próprios direitos não se exerce aquilo que não se conhece a gente acredita que havendo um tecido social mais forte o agente comunitário a gente costuma dizer que é um verdadeiro tecelão aquele que vai tecendo a sua própria comunidade as tramas da sua comunidade com ações de comunicação com ações de diálogo eh neste cenário é muito difícil que a
que haja a instauração da [Música] violência [Música] [Música] 2 ah