Boa noite me chamo Everton Fernandes nascido e criado no interior da Bahia e neto de um dos homens mais Corajosos que já viveu nessas terras castigadas pelo sol meu avô o Senor Durval Fernandes infelizmente ele já é falecido tem alguns anos mas sua história ainda vive e Contarei o que ele viu e viveu para contar a história Então fique com meu avô Durval e os causos do sertão baiano quando minha avó estava quase no fim da vida pediu para reunir toda a família pois não lhe restava muito tempo mas naquela época eu estava com meu
irmão trabalhando longe em uma construção e tivemos que fazer uma viagem de quase dois dias de carroça para chegar até a casa dela Nós já tínhamos feito até viagens mais longas mas essa foi a pior de todas e eu vou contar o porqu nós tínhamos passado aquele primeiro dia inteiro andando no sol Parando aqui aular para um descanso rápido e para dar de beber ao animal e quase no fim da tarde achamos o local afastado da estrada e eu fiz o fogo com galho seco e meu irmão foi atrás de mais alguns para termos luz
até de manhã logo eu o perdi de vista e já quase escuro ele volta dizendo que havia achado uma casinha abandonada e que seria melhor pousar nela do que ficar no relento então fom até lá onde ele disse que já havia juntado muita lenha e era só acender o fogo lá em frente a casa parecia abandonada muito tempo não tinha mais as janelas laterais e eu entrei para ver como estava não havia muita coisa só um pote de p água no canto de uma parede uns banquinhos e quadros de Santos aqui e ali para nossa
sorte as paredes pareciam firmes e amarramos umas cordas na madeira baixa do telhado para armar nossas redes eu fiz um fogo no canto da parede com alguns tijolos nem muito alto e nem muito baixo e a fumaça saía pela janela tínhamos um teto e um lugar seguro para dormir e logo caímos no sono umas horas da noite eu acordo meio tonto depois de um pesadelo onde eu vi uma mulher estranha que queria me mostrar algo e quando olho para a rede de meu irmão ele não está lá eu levanto rápido e chamo por ele que
responde do lado de fora eu pulo a janela e o vejo de pé olhando para algumas árvores no escuro e pergunto o que ele faz ali e ele responde eu tive um sonho onde uma mulher com uma boca costurada até aqui e me chamava com as mãos eu saía e ia até aquelas árvores com ela nessa hora eu me arrepiei inteiro pois havia tido exatamente o mesmo sonho só que a mulher do meu não tinha a boca costurada mas parecia ter as mãos presas com uma corda Ela me chamava para visitar sua casa e que
lá eu estaria mais seguro que aqui onde eu estava deitado depois de contarmos um para o outro nossos sonhos a minha vontade foi de ir embora na mesma hora daquele lugar mas meu irmão parecia enfeitiçado e queria porque queria ver o que havia além das árvores ele dizia que se nós tivemos o mesmo sonho foi porque era algo importante então começamos a andar no rumo onde no sonho nós íamos entramos em uma mata e quando chegamos mais à frente onde as árvores estavam Não vimos nada só um descampado mata e a Lua lá no céu
brilhando eu falei que não era nada e esse negócio de acreditar em sonho era besteira mas meu irmão continuou olhando até que falou ali ali na frente tem uma construção parece uma ruína vamos ver o que é eu sabia que meu irmão iria querer ver até achar algo pois nós crescemos ouvindo histórias sobre botijas com ouro e paredes que escondem riquezas H muito esquecidas a curiosidade dele na verdade era interesse em talvez Achar algo de valor andamos mais um pouco e vimos algo que me fez arrepiar até o último fio de cabelo eu não tinha
mais domínio sobre minhas pernas pois elas tremiam como nunca antes a construção na verdade era um tipo de túmulo que guardava dois caixões pois haviam duas fotos uma do lado da outra em uma cruz de Ferro muito enferrujada havia Por Trás uma azuleijo antigo e amarelado pelo tempo com os nomes das pessoas que ali estavam ainda lembro os nomes perfeitamente arac Silva Rocha e iramir Silva Rocha ao que parecia elas eram irmãs mas como haviam morrido nós nunca iríamos saber tentamos ver a data de nascimento e morte mas estava muito gasta e mal dava para
ver qualquer só os nomes ainda se via bemos meia volta e voltamos até cas então ficamos do lado de fora até que fosse dia e várias pergunt vieram em nossa mente naquela noite seriam as mulheres que vimos em Son duas que estão enterradas mais à frente seria essa a casa que as duas viveram Por que uma foi vista com a boca costurada e a outra com as mãos amarradas e o que elas queriam nos mostrar São perguntas que eu e meu irmão fizemos a vida inteira e depois que amanheceu F embora daquele lugar outra hisa
aconteceu quando eu trabalhei para um senhor dono de muitas terras e que tinha mais de 500 cabeças de gado para cuidar meu serviço era cuidar dos Bichos e não deixar ninguém matar e nem roubar e junto comigo mais dois faziam esse serviço montados em cavalos fortes e bem cuidados o dono do lugar tinha que eu nunca entendi muito bem por exemplo ficavam três homens de dia vigiando o gado mas a noite que era muito mais perigoso não ficava ninguém eu nunca entendi porque o patrão deixava assim mas por mais incrível que pareça nunca foi perdida
uma cabeça nas noites que os bichos ficavam sozinhos ninguém entendia isso Até que em uma manhã encontramos um homem jogado no chão bem no pé do cercado ele tinha o corpo inteiro lapado do que me pareceu chicotadas e não conseguia nem se levantar de tanto que apanhou Nós levamos o homem até e pão quando o viu a então o olou e falou bem assim bem feito isso que D entrar na terra dos outros sem permissão e ainda querer levar o que não é seu Da próxima vez se você ainda tiver coragem de vir aqui a
essa hora estarão abrindo um buraco para lhe enterrar eu olhei estranho para o patrão e depois de passar um remédio nas feridas do homem o patrão nos mandou botá-lo em uma carroça e deixá-lo onde ele quisesse eu e outro homem eg O Infeliz que mal podia se levantar e o levamos Por uma estrada perguntando onde ele queria ser deixado andamos por uma meia hora e ele pediu para descer perto de umas casinhas mas ele não foi direto para lá se sentou Embaixo de uma árvore e eu desci da Carroça e fui até ele Curioso em
saber quem o tinha deixado assim eu sem rode logo Perguntei e ele respondeu levei uma surra do próprio diabo aquele homem da fazenda tem um pacto com coisa ruim é o diabo quem cuida daquelas terras eu pedi para o homem ser mais claro e ele então contou eu fui até lá para roubar mesa ia levar um bezerro para vender na cidade vizinha e sozinho pois para fazer coisa errada eu não chamo ninguém vou só mesmo então pulei o cercado lá por trás e vi uns Bezerros juntos e Esperei ele se afastar dos mais velhos para
pegarlo foi quando senti aquela chibatada nas costas como se alguém tivesse pego uma corda quente e me dado uma Lapada depois mais outra e mais outra quando vi algo me batia mas eu mal conseguia ver meu corpo parecia estar em Chamas e mais e mais pancadas eu levava foi quando eu pedi pelo amor de Deus para não morrer e vi a coisa que me batia Parecia um menino vindo do inferno todo deformado segurando o chicote e com ele o maldito me assoit Eu dei um passo para trás quando o vi e o bicho Voltou a
me bater com muita força Até que eu por um milagre consegui pular o cercado e só assim a coisa parou eu ouvi a voz dele rindo de mim no escuro mas eu não conseguia mais nem abrir meus olhos de tanta dor eu apaguei por um tempo e acordei quase amanhecendo com o corpo todo marcado era o diabo quem B em mim só pode ter sido porque aquilo que eu vi não era gente deixamos o homem e voltamos para a fazenda e no caminho o vigia que estava comigo falou bem assim uma vez eu entrei na
casa do patrão para pegar umas coisas e pôr no carro e vi dentro de uma grande garrafa um diabinho desses que o povo conta histórias pelo que o infeliz lá atrás falou deve ter sido ele Quem bateu nele Mas vamos combinar e não falar nada sobre o que ele nos contou eu temo que seu patrão souber do que Ele nos disse talvez não goste muito e já vimos o que acontece quando o patrão não vai com a cara de alguém voltamos e nunca falamos sobre o que o ladrão nos contou mas o medo ficou eu
trabalhei ainda naquele lugar muitos meses e só fui embora porque pedi para ir nunca fui atrás de saber o que o patrão guardava em casa e saí de lá sem qualquer coisa vir atrás de mim Dizem que o dono daquelas terras comprou o demônio que guarda o lugar à noite e ninguém ousa entrar lá pois quem vai atrás de cobrar a entrada do invasor é o próprio capeta Essas foram duas histórias de meu avô Durval e espero de contar mais algumas aqui até lá boa [Música] noite h