o olá pessoal aqui a professora de liane gomes e hoje nós vamos falar sobre a anemia infecciosa equina anemia infecciosa equina ela apresenta várias sinônimos entre eles febre dos pântanos porque ela tem uma ocorrência bastante comum nos pântanos sua enfim que seria então a versão em inglês malária equina e eu detesto esse nome vou dizer porque porque malária pessoal eu assino a plasmodium e essa doença não é causada por um plasmódio nem é causada por um protozoário é causada por um vírus então assim embora em alguns lugares ela seja chamada de malária equina eu não
gosto de utilizar esse nome porque faz uma alusão a um falso agente causador tá aids do cavalo tudo bem é um retrovírus o mesmo agente causador não é o mesmo retrovírus né mas pertence à mesma família do agente causador da imunodeficiência adquirida humana então é similar é uma aí sim mal do cochilo ou cochilam porque os animais acabam ficando sonolento sair de tarde que os em virtude da anemia no brasil a anemia infecciosa é uma doença bastante endêmica tá uma das nossas principais doenças infectocontagiosas de equinos e para piorar a situação não existe tratamento e
não existe vacina eficaz contra essa doença então os animais que são positivos já adianto que eles precisaram ser o tanasias então resultado disso é que ele é um grande problema para os bom pros proprietários né de animais de equinos nem em especial tanto aqueles que são criadores melhoradores de raça quanto aqueles que utilizam é os animais que o trabalho né porque como vocês podem ver esses animais vão apresentar sintomas ah e ainda uma vez que o animal esteja positivo que serve o positivo ele fica impedido de se deslocar bom pessoal o vírus da anemia infecciosa
equina ele é um vírus pertencente à família retroviridae dem a mesma família da qual pertence o hiv a mesma família qual pertence os vírus causadores da fiv da serve nos gatos bom a então são todos da mesma família né são vírus aí com capacidade de se integrar ao dna do hospedeiro então esses hospedeiros nunca vão apresentar cura ele é um vírus envelopado em vírus de rna e envelopar e como eu mencionei para vocês uma vez e esse indivíduo está infectado esse vírus tem a habilidade de se integrar ao dna do hospedeiro bom então vamos fazer
o jamais vai apresentar cury é bom pessoal em relação à infecciosa equina as fontes de infecção para esse vírus são os próprios animais infectados tantos aqueles animais que estão doentes quanto aqueles animais que ainda estão em fase de portador bom esse vírus ele é eliminado pela grande maioria das secreções e das expressões corporais então saliva urina sêmen o leite em particular o colostro as fezes o suor e as lágrimas todas essas secreções veicula um vírus só que elas não são vias muito importantes e eventualmente pode acontecer então transmissão dessa doença por essas vias mas havia
mais importante de eliminação do vírus é um sangue sangue nos animais infectados e existem diversas formas de transmissão então a doença pode ser transmitida por contato direto quando por exemplo ocorre a monza natural entre esses animais é por contato direto né que a principal forma de transmissão a gente tem inúmeras formas então pode ser transmitida através de vetores quando o inseto um animal infectado né por exemplo uma mutuca uma música dos estados e em seguida fica um animal sadio ele transmitir esse vírus para o animal que está sadio a gente tem também ainda considerado como
forma indireta e os fômites né então qualquer material que tenha sido contaminado com sangue e que vai causar uma lesão no outro animal sadio então por exemplo uma agulha instrumento cirúrgico que não tenha sido esterilizado grossa dentária durante a yukon tratamento dentário uma redução de pontas dentárias sonda esofágica não esterilizada a todos os instrumentos utilizados na hora de aparar o casco então marinetta né que tem aí entrado em contato com sangue e vem causar lesão no outro animal arreios esporas em qualquer material qualquer instrumento utensílio que entre em contato com o sangue de um animal
e vá entrar em contato com uma ferida ou causar uma ferida em um outro animal sadio tá bom então as principais portas de entrada são as mucosas né e a pele intacta ou me ou ferida pele impacta eu me refiro quando por exemplo o inseto né vem e um inseto que esteja albergando esse vírus ele vem aqui cão animal então ele causa uma lesão na pele intacta a mucosa as mucosas elas podem estar em cartas mas a pele né ela precisa de uma filha se ela tiver em placa necessário causar uma ferida desse animal e
as espécies suscetíveis são quem são os equideos de modo geral então cavalos né seus cruzamentos os jumentos as zebras e assim por diante bom então lembrem-se disso que os utensílios são de extrema importância aos fômites eles são de extrema importância na transmissão da doença então é muito importante esterilizadas infectar qualquer utensílio que se encontrar e tenha perdão entrado em contato com sangue dos animais por exemplo esse vírus ele é bastante sensível a desinfetantes a base de detergente hipoclorito de sódio ele é sensível a solventes orgânicos então não tem desculpa para não esterilizar esses materiais não
desinfetar esses materiais eu só ainda discutindo sobre a transmissão é possível nesse tipo de doença a transmissão vertical ou seja da égua para os outros ou claro mencionei para vocês os fômites eles são bastante importantes é mas uma coisa que era chamar a atenção para vocês é mais fácil da gente controlar fome diz né que são objetos porque esses objetos você tem um maior controle sobre a desinfecção esterilização sobre eles porém eu me falei para vocês que os insetos eles também atuam aí como vetores transmitindo o vírus de um animal para outro então nesse caso
a gente tem uma dificuldade maior de controle né porque quais insetos são moscas as mutucas mosquitos e aí quanto maior inseto mas é importante ele é no processo de transmissão dessa doença então vejam eu falei para vocês que ele é conhecido como doenças doença dos plantas nos né porque já espanta nossas a gente costuma ter uma incidência bastante elevado a gente tem uma incidência bastante elevada aqui no brasil no pantanal e aí pessoal digam para mim como que a gente controla os insetos no pantanal é bastante difícil né não estou dizendo que é impossível mas
é e por bastante difícil tá bom e aí assim quanto mais vetores eu tiver na propriedade mas eu tenho aí aumento na velocidade de transmissão dessa doença entre os animais da minha tropa tá além da quantidade de vetores né quanto mais próximos esses animais ficam um dos ovos eu aumento também a possibilidade de transmissão dessa doença entre um animal e outro é uma vez então que o animal sofreu uma infecção esse vírus ele vai se vai se replicar logo de cara nos macrófagos que estão presentes nos diversos tipos de tecido então os macrófagos que a
gente tem no fígado nos gráficos do baço dos nódulos linfáticos pulmões e assim por diante e aí a gente observa que nesse período que tá tendo uma vir e mia né que a gente está tendo aí viram os descendentes circulantes né presentes no sangue a gente observa também os primeiros episódios de febre nesses animais inicialmente não tão elevada mas a gente já consegue observar os primeiros episódios de aumento de temperatura nesses animais coincidindo com os picos de vir e mia do vírus alimentos só z quina e aí pessoal esses cavalos que foram enfeitados eles até
desenvolvem uma resposta imunológica tanto o moral quanto o celular mas como eu mencionei para vocês o vírus tem a habilidade de integrar seu dna a perdão né seu assim seu ácido nucleico ao dna do hospedeiro então é ele não esse animal infectado não consegue mais eliminar por completo o vírus bom então o que que eu viro os faz eu falei para vocês que ele era um vírus de rna então inicialmente ele cria uma cópia ele faz uma transcrição reversa do seu rna em dna agora que ele tem uma cópia do dna viral ele insere ele
integra esse dna viral no dna cromossomal do cavalo né o da zíper enfim do hospedeiro suscetível e viu que acontece nesse meio tempo a célula que tá quinta e groesse dna ela não é manifesta externamente que ela está [Música] parasitada por um vírus né porque porque agora esse nele a funciona como se fosse o dna da célula ele tá integrado juntamente com dna da célula bom então o que acontece se a minha mãe não reconhece trilha uma células a dilma sala normal então toda vez que a célula vai se replicar como esse dna tá integrado
o dela ela replicou o dna do vírus junto junto com o dela e o vírus fica lá quietinho é latente só aguardando o momento para voltar a assumir a característica vir ao assumir estrutura viral e ainda não se sabe ao certo qual fator que dispara informação para o vírus olha pode voltar a assumir forma de partícula viral mas o que a gente sabe que normalmente está associado aí com uma situação que debilitam o sistema imunológico algum estresse uso de corticoide enfim uma doença concomitante em algum momento a eu não sabe não sabe-se ao certo qual
que é o mecanismo que o vírus usa para isso mas em algum momento ele fala agora o sistema imune tá ocupado com outra coisa eu vou voltar a virar partícula viral vou montar a disseminar pelo corpo desse animal dumm dumm eu mencionei para vocês né então aqui o vírus integra seu código genético dentro do dna do hospedeiro mas o sistema imune eu tava tentando trabalhar né eu falei para vocês que ele desenvolve uma boa resposta humoral ou seja por outros bastante anticorpos e desenvolve a resposta celular também o problema é que a célula infectada não
está sinalizando que está infectada então por conta disso sistema imune não reconhece o tom mais um vestido do sistema então esse excesso ide anticorpos que é produzido também é um detalhe que a gente não tem ao certos né ideia de como funciona mas de alguma forma o vírus tem alguma epitopo que é parecido com as hemácias né com epitopos de hemácia desses equinos então acontece uma reação autoimune o próprio sistema imune do cavalo vai destruir as hemácias dele não é o vírus é o próprio sistema imune do cavalo infectado é um além de destruir as
hemácias também começa a acontecer deposição de imunocomplexos u1 diversos lugares e isso leva a glomerulonefrite tite e linfadenopatia né por conta aí dessa deposição de imunocomplexos então vejam não é a ação direta do vírus mas de forma indireta ele estimula o sistema imune a causar lesão em diversos sistemas diversos órgãos desse animal o principal é um dos mais importantes para a gente é aí a hemólise imunomediada se a destruição de hemácias e mundo mediada causada nos casos de anemia infecciosa de sintomatologia o que que a gente observa na forma aguda a gente observa a febre
nesses animais né que eu mencionei para você e você costuma vir acompanhada e essa falta de apetite né anorexia nesses animais lhe cara de se alimentar nesse momento ela pode tá até associada a própria síndrome febre né por conta aí é da febre que esse animal apresenta ele perde o apetite na forma crônica a gente observa então uma gama de sinais um pouco maior esse animal ele acaba apresentando uma perda de perda de peso tá animal chega desenvolver catexia ele pode apresentar edema nisso tá associado muitas vezes a presença da anemia e vejam que não
é só anemia tá ele tem redução de leucócitos e a companhia e redução de trombócitos também né de plaquetas isso vai vai refletir nesse animal né a trombocitopenia através de a esse animal vem a apresentar e eu mencionei para vocês no comecinho da aula que essa doença é chamada aí de síndrome do cochilam cochilam né alguma coisa assim o google porque porque a anemia ela leva esse animal vai ficar letárgico né então e aí a gente observe então né esse mais esse sinal clínico nesses animais bom nós vimos que pode acontecer a glomerulonefrite por deposição
de imunocomplexos e ainda a gente pode observar ataxia nesses animais o que a gente consegue observar é uma magreza extrema nesse demônio mau catequético por conta da anemia e observem né que o animal fica letárgico né o animal fica na posição meio de quem está com sono por isso que não é chamada a gente cochilam porque ele fica nem nem tão né não é porque ele quer coitada por conta da anemia que ele está apresentando é bom pessoal como que é realizada em o diagnóstico para anemia infecciosa equina primeiro a gente pode levar em consideração
sinais clínicos então aqueles animais que apresentam a febre recorrente intermitente perder peso chega a ficar com a kath com muitas vezes animal pode apresentar edema a então todos os animais que tiverem febre catexia eu vou dia que nós ficar comum anemia infecciosa equina não na verdade não a gente se orienta né gente começa a orientar o diagnóstico para anemia baseado nos sinais clínicos sim mas a gente leva outras coisas em consideração né então por exemplo se tem outros casos na propriedade se endevco na região as coisas a gente leva em consideração é bom a no
exame clínico patológico a gente vai observar então que esse animal ele tem anemia ele tem leucopenia ele pinta um bosta premia e muitas vezes ele tem a diferença tão bem no exame histopatológico a gente consegue observar a presença descida do leucócitos presença de hemossiderose nos linfonodos porque como está acontecendo muito mole né então os leucócitos que estão fazendo aí hein a fagocitose dessas ações desses restos de e nasce acabam muitas vezes a gente acaba observando presença ainda deposição de ferro né o de metabólitos do grupo n então a gente observa então né essa presença da
hemossiderose a gente consegue observar tudo bem que em alguns casos a gente tem hiperplasia do sistema retículo-endotelial por conta da presença do vírus é bom na necrópole a gente consegue observar esplenomegalia e eventualmente né na verdade frequentemente glomérulo nefrite infecciosa equina em mula difusão em gel de água também conhecido como teste de collins é um exame que sim para que seja feito o transporte de um animal tem que apresentar os amentar infecciosa equina esse exame levado apenas por 60 dias não temos por transporte para outros eventos também mas a gente costuma lembrado transporte por ter
perdido o transporte interestadual de animais que não sejam negativos para a anemia infecciosa equina e a coleta ela precisa ser feita pelo médico veterinário inscrito no conselho né em esse veterinário ele tem que se certificar de que a coleta foi realizada utilizando uma seringa descartável e ainda ele tem que lembrar de preencher um formulário esse formulário e lhe entregue por um laboratório oficial não laboratório credenciado ou melhor dizendo oi e aí ele tem que ter uma descrição bem completa desse animal da propriedade um dia animal está localizado porque esse exame não pode ser utilizado de
forma não idônea né então ele tem que escrever corretamente o animal e a propriedade para ter certeza que nenhum proprietário a utilizarem mas é e tentar trocar e o resultado de dois animais diferentes os exames de dois animais diferentes é bom pessoal e aí sim então sério que toda a responsabilidade pela fidedignidade dessas informações que estão na requisição do veterinário requisitante a requisição precisa ser preenchida em 3 dias as três vias decisão está assinadas e carimbadas e o sangue ele não pode estar imunizado tá o soro não pode estar imunizado e ele tem que ser
enviado em caixas com gelo para o laboratório um bom diagnóstico diferencial da anemia infecciosa equina é realizado então com a artrite viral equina e também com a babesiose aqui também pode causar aquela letargia ea anemia nesses equinos acometidos bom então o que que a gente pode fazer para prevenir a anemia infecciosa em uma propriedade a gente pode cuidar das condições sanitárias desta propriedade para reduzir aí o crescimento e proliferação desses insetos que são transmissores da anemia infecciosa equina drenar os passos alagados mas o que que o pasto tem a ver com anemia minha gente tem
tudo a ver porque onde eu tenho acúmulo de água né eu tenho umidade facilita a proliferação de insetos então o ideal é que o deni passos que ficam alagando né dom mencionemos no começo da aula que agulhas fômites de modo geral eles funcionam aí como um dos principais transmissores então usar somente agulhas que sejam descartáveis além de ser utilizados e vai traduzir animal novo na propriedade teste esse animal porque se eu tiver um animal positivo na propriedade a facilidade de disseminação entre um animal e outro através de insetos através de fotos é muito grande então
se você tiver um animal infectado você corre o risco de ter sua tropa inteirinha infectado então testar os animais quando adquirir né ou só adquirir animais que já venham com exame negativo para anemia infecciosa equina se você mora numa região que ainda é mica você pode anualmente fazer os testes dentro da sua propriedade verificar se tem algum animal que está positivo e se tiver você ainda como tem que comunicar né casa notificar é isso comunica na casa da agricultura é porque a o ministério da agricultura precisa ter um controle da quantidade de animais acometidos no
país e gente não tem vacina então a melhor coisa é prevenção mesmo olá pessoal a gente tem uma instrução normativa que a instituição 45 que ela determina então que a forma né principal forma de diagnóstico o teste padrão para o diagnóstico da anemia infecciosa equina seja a imunodifusão em gel de ágar isso só pode ser realizado por médicos veterinários credenciados em é bom e uma vez então o que esses animais testaram positivos esses animais precisam obrigatoriamente se eutanásia a é bom pessoal por hoje é isso qualquer dúvida fique à vontade para entrar em contato comigo
e até a próxima a