Hoje nós vamos falar sobre a técnica da morte social, que é o jeito mais cruel e também limpo de fazer alguém se arrepender. Você não precisa discutir, você não precisa explicar e muito menos implorar para alguém entender o que aquela pessoa fez com você. Existe uma forma silenciosa, limpa e extremamente desconfortável para quem te feriu, de fazer com que essa pessoa possa sentir o peso da própria perda.
E o mais interessante, enquanto isto acontece, você vai se reconstruir. Hoje eu vou te mostrar a técnica da morte social, mas não de um jeito superficial, como você já deve ter visto por aí. Eu vou te mostrar como fazer isso com inteligência emocional, sem joguinhos e, principalmente sem se destruir neste processo.
Para quem não me conhece, eu sou Alexia Munhos. Eu sou psicoterapeuta especializada em relacionamentos. E aqui, meus amores, você aprende a se posicionar emocionalmente com clareza, profundidade e sem se perder dentro de vínculos que te ferem.
Vamos iniciar pelo verdadeiro problema, que é em permitir o acesso. É extremamente importante você entender que a maioria das pessoas não sofre porque foi ferida, sofre porque continua dando acesso a quem te feriu. Pensa comigo, a pessoa te machuca, mas continua com uma entrada livre no seu campo emocional.
Ela ainda tem a sua atenção. Esta pessoa ainda tem a sua energia, tem o seu tempo mental e isso cria um paradoxo muito perigoso. A relação acabou.
Seja qualquer tipo de relação que você tenha tido com essa pessoa, mas o vínculo continua ativo dentro de você. E aqui está o ponto que pouca gente entende. A dor, meus amores, a dor ela não prende, mas manter o acesso a quem causou esta dor em você, isso se empreende.
Porque enquanto existir acesso, existe estímulo constante. Você vai responder, você vai observar, você vai tentar entender e sem perceber você mantém viva uma conexão que já deveria ter morrido há muito tempo. Este tipo de relação intermitente faz você ficar cada vez mais viciada ou viciado na pessoa e consequentemente no sofrimento que ela te causou.
Eu quero entrar com vocês agora numa parte importante que é o ciclo invisível da dependência. É uma parte desconfortável, mas ela é completamente necessária ser dita. Quando você continua disponível depois de ser ferida, você está ensinando como a pessoa deve te tratar.
Você mostra para aquela pessoa que mesmo ela te machucando, a pessoa ainda tem você com muita facilidade. E isso não gera um arrependimento em na pessoa que te feriu. Isso vai gerar um conforto nessa pessoa, gera segurança de que ela não vai te perder.
Porque quem não enfrenta as consequências das suas ações, nunca vai aprender a mudar o comportamento. E aqui entra uma armadilha emocional. Você acha que está sendo uma pessoa madura ao tentar resolver, mas na prática você está reforçando o ciclo.
Você tenta entender o porque a pessoa te machucou, tenta consertar a situação mesmo você não sendo a causadora do fato. Você tenta fechar a história, deixar de lado, seguir junto com quem te feriu, mas quanto mais você tenta, mais você se prende em algo ou em alguém que te destrói. Isso tem base neurológica.
O nosso cérebro, ele odeia a incerteza, ele busca um fechamento, ele busca previsibilidade, assertividade. E quando ele não encontra isso e o cérebro acaba entrando num looping e a sua mente fica ruminando o que aconteceu. Por isso você revisita conversas, você imagina diálogos que ainda dói mais, você cria cenários catastróficos, você não está vivendo, você está reagindo mentalmente o tempo inteiro e isto gera ansiedade.
Parece que nunca terá fim, parece que você nunca terá paz. E agora eu preciso que você entenda o que que é realmente a morte social de verdade. Então eu vou ser bem objetiva, eu vou direto ao ponto para que você entenda.
Morte social não é bloquear e desbloquear a pessoa, não é fazer indireta, não é sumir esperando que a pessoa reaja. Isso ainda é dependência emocional disfarçada. A morte social é uma decisão interna, ou seja, você deixa de existir como fonte de acesso emocional para aquela pessoa que te feriu, sem anúncio de que você vai cortar o acesso, sem drama, sem direito à testão, sem qualquer tipo de espetáculo ou vitimismo, você simplesmente se retira, ou seja, retira a sua energia.
desse jogo, da relação disfuncional que você tá vivendo. E aqui está um detalhe que é extremamente importante. A briga ainda é vínculo, discussão ainda é conexão, explicação ainda é investimento emocional, mas o silêncio consistente não.
Porque quando você para de reagir, o outro ele vai perder o controle. E olha que interessante isso. O cérebro humano, ele não lida bem com perda de controle.
E aí nós vamos falar sobre um vilão que é invisível, ou seja, a sua reação. Agora presta atenção nisso, meus amores. O maior problema não é o que a pessoa fez com ou para você, é o que acontece dentro de você depois disso.
Aquela angústia, ansiedade, a urgência que você tem em responder, a urgência de se defender, de se explicar. Isto é um mecanismo automático de defesa do seu cérebro, tentando aliviar uma dor, só que tem um efeito colateral. Quando você age assim, infelizmente você entrega exatamente o que mantém aquela pessoa que te feriu no controle.
você entrega a sua reação, ou seja, fica claro para outra pessoa a sua dependência emocional, os seus medos, o seu medo da rejeição, o seu medo de perder, o seu medo do abandono. E aqui vai uma verdade ou um conselho direto para você. Pega papel e caneta, anota o passo a passo.
Entenda, quem reage rápido vai perder o controle, porque era agir no impulso é agir sem estratégia, sem sabedoria. Então, o primeiro treino, você precisa ser de forma até que brutal e simples. Você vai pausar.
O que que significa isso? Você vai aprender a criar um espaço entre o estímulo e a resposta. E aí você vai me perguntar, Alexia, mas e como eu faço isso?
Vamos lá, uma regra prática. Espere o estímulo. A pessoa te ofendeu, te feriu, te machucou.
Espere 24 horas antes de responder qualquer questão emocional, qualquer coisa emocional. Alexia, mas eu não consigo. Então você deve se inscrever neste canal, porque aqui você vai aprender fortalecimento emocional ou a outra opção é continuar onde você está, como se fosse num limbo.
Então, meus amores, nessas 24 horas, antes de responder, escreva tudo num papel, mas não envie, pelo amor de Deus. Você vai perceber que metade do que você queria dizer era só dor tentando sair de dentro de você. Entenda o que realmente afeta o ego do outro.
Não é o seu textão, não é a sua explicação, não é a sua dor exposta, é a sua estabilidade. Sempre será a sua estabilidade emocional. Nada mexe mais com alguém que te feriu do que perceber que essa pessoa não consegue mais te acessar.
Mas atenção aqui, meus amores, não é um silêncio que vem carregado de raiva. É um silêncio decidido. Você não participa.
Você decide não participar mais disso. E aí que acontece algo previsível. A pessoa, ela vai te testar, vai mandar uma mensagem neutra como um "oii, um lembrei de você".
E entenda, isso não é arrependimento, é um teste para saber qual é o acesso que ela tem a você. E se você responder emocionalmente, você reabre a porta. É simples assim.
E quando nós decidimos que aquela pessoa ou que aquilo que nos aconteceu nunca mais vai fazer a gente sofrer, nunca mais sofremos por esta pessoa porque nós não permitimos. Isso é uma decisão séria, interna e até mesmo dolorosa, mas ela é necessária. Não pode ser somente da boca para fora no momento da raiva.
Você precisa ter consciência do que você quer pra tua vida. Agora eu vou te explicar, na verdade, agora eu vou te ensinar e explicar as três regras da morte social limpa. Primeira regra, faça por você, não por vingança.
Se você faz esperando um arrependimento, você continua presa nesse vínculo doentil, tóxico e disfuncional. Decida não querer mais este tipo de sofrimento para tua vida. Regra número dois, nada de espetáculo, sem texto final, sem despedida dramática.
O seu silêncio, e o silêncio, na verdade, ele não se explica. Não há necessidade de se explicar o silêncio. Regra número três, consistência.
E atenção aqui, sumir e voltar ensina que o seu limite é negociável e isso é muito perigoso. E a pessoa que te feriu sempre vai testar o seu limite. E aí vamos falar um pouco sobre o vazio que fica quando a pessoa você coloca ela no lugar dela de lado.
E é uma parte que ninguém te prepara de verdade. Quando você corta o acesso, vai sobrar um vazio imenso. E esse vazio vai te assustar, não necessariamente porque você ama aquela pessoa, mas porque você estava acostumada ou acostumado.
Inclusive, sobra tempo e tempo cronológico e você não sabe o que fazer com este tempo vazio, com este tempo livre. Você vai sentir saudade até dos maus tratos, do desrespeito, das brigas. E é aqui que muita gente volta, dá acesso novamente, não por um sentimento, mas por uma abstinência emocional.
Então você precisa substituir aquele buraco, aquele vazio que vai te queimar por dentro, mas no início você não vai substituir por uma outra pessoa, mas por uma estrutura com rotina, movimento, foco, porque uma mente vazia volta sempre para aquilo que dói. Eu tenho um vídeo no canal explicando, ensinando detalhadamente como você deve montar esta estrutura. Mas vamos falar aqui, depois você procura, OK?
Mas vamos falar aqui sobre uma reconstrução interna. E agora o jogo ele muda completamente. Você para de se perguntar o que é que eu fiz de errado e começa a se perguntar o que eu permiti que nunca mais permito.
Isso sim é poder. Você sai do lugar de reação e volta para um lugar de decisão. E aqui está o ponto mais importante de todo esse vídeo.
A morte social não é sobre fazer o outro sofrer, apesar disso acontecer em muitos dos casos, mas é sobre parar de se ferir, de se permitir ser ferido. Se o outro vai se arrepender, isto é e será só uma consequência. a sua paz, isso sim precisa ser uma escolha sua.
E se você quer aprender a se posicionar emocionalmente, entender relações com mais clareza e nunca mais se perder dentro de vínculos, se inscreve no canal, ativa o sininho para receber novos vídeos. Se esse vídeo fez sentido para você, então me conta nos comentários em qual parte você mais se identificou. Eu realmente leio tudo e isso me ajuda a criar mais conteúdos.
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