Deia tá ã coloquei ali o a fotinho né do do manual diagnóstico estatístico do dsm revisado por quê Porque os outros transtornos Mudaram pouca coisa tipo o Adi mudou para transtorno do desenvolvimento intelectual o teia os critérios eles estão mais específicos né mudou bastante para esse para essa última edição tá então o que que é utea né quais são o que que o que que é critério e o que que é sintoma né o a ali por exemplo é critério tá e o um o dois e o três são sintomas tá então por exemplo só
para mostrar para vocês depois eu volto a aqui para ser teia ele tem que ser manifestado por todos os seguintes aspectos então ele tem que pontuar sintomas dos três números do um do dois e do três tá mas no mínimo dois dos seguintes sintomas então no critério B ele tem que pontuar dois desses sintomas então o que que são critérios né pontuar esses essas três esses três conjuntos de sintomas mais pelo menos dois desses quatro conjuntos isso são critérios então não basta ter sintomas de destes na comunicação interação social ou sintomas de padrões restritos e
repetitivos de comportamento é o conjunto da associação desses sintomas que identificam um transtorno tá então por exemplo o critério a déficit persistentes na comunicação social e interação social tá em diferentes contextos ã atualmente ou por história prévia né geralmente né tem crianças maiores a gente tem a gente tem crianças em sala de aula que lá primeiro segundo terceiro ano que não tem um diagnóstico e gente e a gente percebe ali os sintomas de téia evidentes ali né então são crianças que estão com diagnóstico vão ter um diagnóstico tardio então esses sintomas podem ser por história
prévia Ou seja já tiveram mais presentes com um tempo a criança foi evoluindo foi deixando de ter mas esses sintomas já fizeram parte ali do desenvolvimento dessa criança então o que que entra né na comunicação e interação social déficits na reciprocidade social né ã dificuldade em estabelecer uma conversa compartilhamento reduzido de interesses ou seja h quando a criança até fala até conversa com outro né ã porém só fala sobre o hiperfoco dela ã não consegue ouvir o outro não tem interesse no que o outro tem para dizer ela só brinca do que é o hiperfoco
dela se for outra brincadeira ela não quer né ã dificuldade em demonstrações de de emoção ou de afeto dificuldade para iniciar ou responder interações sociais Então não precisa ter tudo isso do número um entendeu é um pode ser um de cada né ou né todos não necessariamente ter todos mas no mínimo um sintoma de cada ã conjunto ali do um do dois e do três tá ã no dois défices nos nos comportamentos comunicativos não verbais tá ã o que que são ã dificuldade na comunicação verbal e não verbal por exemplo um olhar um piscar um
uma piscada de olho né dificuldade com essas pistas sociais que a gente dá ou associar gestos a fala vamos lá na biblioteca a biblioteca é para lá né dificuldade em associar gestos e fala dificuldade em receber né ã expressões faciais em fazer expressões né em demonstrar expressões faciais né ã ausência total de expressões faciais ou dificuldade né com essas expressões faciais associadas a fala dificuldade com a comunicação não verbal ã an normag anormalidade de contato visual que mais ã número três para desenvolver manter e compreender relacionamentos então pode ser aquela criança que vai e tenta
interagir com todo mundo mas não dá sequência não tem um amigo preferido para brincar vai brinca com um brinca com outro e sai fora não termina uma brincadeira né não tem não desenvolve à Não mantém e não compreende os relacionamentos ã por exemplo aquela que não entende Ai Fulano não quer mais brincar comigo eu não sei por mas ele fez né horrores ali ele não quer abrir mão da brincadeira ele é flexível né então ele não entende ã Por que as coisas né Eh acontecem Porque como que os eventos se desencadeiam né dificuldade para se
adequar a contextos sociais diversos dificuldade com brincadeiras imaginativas com o fazer de conta em fazer amigos ausência de interesse por pares né ou seja ausência né prefere socializar com adultos dificuldade com em socialização com os pais Associados a padrões restritos e repetitivos movimentos motores que são as estereotipias né Podem ser com a mão com o corpo ã uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos tá então o que que é o uso de objetos estereotipado pegar alguma coisa e girar girar girar né ã o que que é a fala estereotipada né a fala pode ser
ã a aquela fala meio robotizada que a gente né tá acostumado mas tem outros tipos né se fala sempre na fala robotizada mas tem qualquer alteração na prosódia da fala tá na na pode ser caracterizado tá as ecolalias o que que são as ecolalias né é a repetição do que é falado as ecolalias podem ser imediatas que a criança repete imediatamente o que a gente fala ou o que ela fala né ho gente dia assim vamos jogar Uno jogar Uno ã queres beber água beber água ã vamos brincar vamos brincar né quando a criança repete
imediatamente ou podem ser as ecolalias tardias quando a criança repete falas ã de desenhos de vídeos de outras pessoas né Essas ecolalias tardias elas podem ser sem contexto descontextualizadas do nada a criança fta uma uma frase ali ou ela pode usar essas frases ã encaixadas em contexto né a gente vê que é uma frase pronta que ela encaixou ali no ela tentou encaixar no contexto de de uma conversa tá ã E aí continuando né nos brinquedos uso de objetos estereotipados alinhar empilhar separar por cores tá entra né no no no no uso de objetos de
forma estereotipada insistência nas mesmas coisas adesão inflexível a rotinas padrões ritualizados de comportamento não verbal né Que causem sofrimento extremo em relação a pequenas mudanças ã meu vou dar um exemplo para vocês o meu paciente Ele pede pra mãe dele chamar ele às 10 paraas 9 se a mãe dele chamar ele às 9 ele entra em crise porque como é que ele vai fazer porque aí o mundo dele acaba e ele chora ele se desregula porque aqueles 10 minutos eram muito importantes para ele né então ele tem um ritual que ele tem que ser acordado
à 10 pras 9 Então são são padrões tipo ah ele tem que entrar no mesmo lado do carro ele tem que andar pela mesma calçada ele tem que comer sempre o mesmo biscoito ele tem que ã ir sempre pela mesma rua ele tem que sentar sempre no mesmo lugar na sala de aula ele tem que usar sempre o mesmo tênis H rituais sempre os mesmos rituais de de saudação ã enfim né ã são rituais mesmo que aquela criança tem que seguir sempre né então uma adesão inflexível dificuldade com mudança de rotina ai ã toda sexta-feira
é o dia do brinquedo mas naquela sexta-feira a professora né perdeu a cabeça tirou o dia do brinquedo pronto acabou o mundo para aquela criança porque como que não vai ser o dia do brinquedo se na sexta-feira é o dia dia do brinquedo né então são pequenas coisinhas ai hoje a gente vai viajar sair de casa e usar um outro banheiro Então são são se apresentam de diferentes formas né então a gente tem que tá atenta ao que foge da normalidade ali para uma criança né Olha eu não tomo banho naquele banheiro eu não vou
em outro banheiro se não for da minha casa eu não eu tô lembrando assim de de situações que já que já passaram ali de pacientes ã número três interesses fixos e altamente restritos que são anormais intensidade ou foco né Por Exemplo né que são os hiper focos ou apego a objetos né aqueles objetos de segurança Ah eu tenho que levar o meu paninho eu ten que levar o meu bichinho de pelcia ó ele só dorme todos os dinossauros dele na cama então enfim né são são Apegos ã de forma intensa ele não sai de casa
se ã o meu paciente ele só saía de casa se a mãe levasse um potinho com bolacha mesmo que ele não comesse ele tinha que levar um potinho com bolacha na bolsa se não tivesse aquele potinho com bolacha era uma crise E aí ã hiper ou hiporreatividade é estímulos sensoriais ou interesse em comum por aspectos sensoriais do ambiente ã luz temperatura eh então ou tem muita reatividade ou a luz incomoda ou o calor incomoda ou as texturas incomodam ou não tem a reatividade né não tem ã é não tem sensibilidade a dor se machuca e
não chora ã cai e não chora não tem noção do perigo tá sempre se machucando por quê Porque não sente né não tem reação à dor ã dificuldade com texturas idade de cheirar objetos de lamê a forma de tocar é uma criança que chega que toca em tudo para sentir ã leva Tudo à boca tudo tudo tudo tudo né tive um paciente que chegou uma vez e pegou um lápis mastigou como se fosse uma bolachinha triturou o lápis e comeu o lápis né então ã é tudo né que foge ali do do aceitável ali né
pro desenvolvimento de uma criança que pode causar risco que causa né ã dificuldade para manusear anim materiais né então Fascinação por luzes por movimentos por coisas que giram por ventilador né que é comum então é associação de critérios défices persistentes na comunicação e interação social com padrões restritos e repetitivos de comportamento então para entrar ali no diagnóstico do teia tem que ter essa Associação de sintomas né que são o os critérios E aí a gente segue né Tem mais critérios o se o d e o e são critérios também então além de ter os sintomas
eles devem estar presente precocemente no início do desenvolvimento ou seja né não é uma coisa que apareceu na vida adulta sempre teve presente pode ser com menor intensidade com maior intensidade mas esses critérios já estavam lá desde o início do desenvolvimento critério D esses sintomas causam prejuízo clinicamente significativo no funcionamento né adaptativo Profissional ou em outras áreas né da da vida do indivíduo então geralmente né nas crianças causa atraso no desenvolvimento na socialização na aprendizagem né causam esses prejuízos E essas perturbações não são mais bem explicadas por transtorno do desenvolvimento intelectual ou por atraso global
no desenvolvimento né que é o que a gente ã falou ali de crianças menores então assim ó se eu não tenho certeza se não preencheu todos os critérios pode ser um transtorno Global do desenvolvimento Até eu conseguir identificar uma causa né um eh algo que explique melhor esses sintomas tá ã o teia e o transtorno do desenvolvimento intelectual eles podem ser comórbido tá é muito comum teia ter transtorno do desenvolvimento intelectual hã só que aí a gente tem que fazer uma avaliação mais detalhada Como eu disse quando tem comorbidades o diagnóstico fica mais difícil E
aí quanto maior né ã as comorbidades melhor uma avaliação multidisciplinar neurologista ã to fono psicopedagogo psicólogo neuropsicólogo então Claro cada profissional profissional dentro da sua área avaliando incluindo né dizendo ó não é isso né fazendo um diagnóstico diferencial não é isso E para isso não preenche sintomas Então a gente vai investigar essa área tá pra gente conseguir melhor né identificar um transtorno então ã aquela avaliação aquela criança que sai com diagnóstico rápido ali de uma consulta de 40 minutos com com o neuro que o neuro não pediu uma avaliação multidisciplinar né ela pode ter erros
ela pode estar ã falha né então necessariamente vai errar não né tem tem tem transtornos que estão muito evidentes ali né Tem intensidades de sintomas muito evidentes Mas sempre é melhor ã buscar uma avaliação uma avaliação neuropsicológica por exemplo tem várias sessões né São são é composta por várias sessões de 10 a 12 sessões uma avaliação psicopedagógica leva em torno de 10 sessões o psicopedagogo visita a escola faz reunião com o pai aplica testagens então a probabilidade de uma avaliação multidisciplinar ser mais eficaz mais correta mais Evidente é maior né porque são vários sintomas e
sintomas e critérios que a gente tem que identificar E aí o teia tem os níveis né o nível nív um que exige apoio o nível dois exige apoio substancial e o nível três exige apoio muito substancial o que que é essa exigência de apoio né Por exemplo eu vou dar um exemplo para vocês tá o t nível TR não é a não não necessariamente é aquela criança que tem questões comportamentais que se bate que se que se mutila que se né tem crianças que socializam que tem socialização Que conversa mas são nível três porque é
o é o nível de suporte que elas precisam Então eu tenho um paciente que ele teve o diagnóstico tardio porque os sintomas não t uma intensidade muito grande ele chegou para mim com 8 anos sem diagnóstico né aí a gente levantou a hipótese a neurologista fechou só que ele é nível dois de suporte porque ele necessita de to porque ele tem questões motoras ele necessita da psicóloga e a e a psicóloga e a to estão trabalhando as habilidades sociais com ele ele necessita de psicopedagoga então ele tem uma exigência de suporte considerável ali então Apesar
dele interagir dele ser super inteligente ele tem um nível de suporte né ele exige um apoio substancial então ele é nível dois de suporte então é a quantidade de Terapias que ele necessita para desenvolver as habilidades E aí assim quando a gente fala no teia na escola né o ambiente escolar é aquilo que a gente tem como modelo de sociedade então às vezes a gente pensa né tudo que uma criança com teia ela pode est Ah se apropriando ali dentro da da escola né com regras sociais com rotinas com horários interação social ã diferentes tipos
de linguagem hierarquias né os processos de aprendizagem ã então a escola é um ambiente muito amplo né né para uma criança autista estar então a gente tem que pensar nessa inclusão como é que ela vai ocorrer né Então aí coloquei né institucional que são os aspectos físicos capacitação da equipe materiais a socialização Tá o que que vai favorecer essa socialização a adaptação curricular né o suporte de conteúdo dentro do nível desse aluno a agem acadêmica né avaliação das habilidades cognitivas professor de apoio sala de recursos reforço escolar o que que essa criança né vai precisar
então o que que eu trago para vocês ali a questão tá do do teia na escola a gente sempre tem assim a necessidade de um peay quando a gente fala em peay é é um assunto delicado né que é uma burocracia os professores são sobrecarregados né é uma são grande ali que a gente tem do peay só que o peay é uma facilidade pro professor depois que tá feito né porque é uma é uma é um documento que vai nos guiar que vai nos ajudar a fazer o acompanhamento desse aluno então ali para fazer o
p o que que a gente precisa a gente precisa assim fazer uma boa reunião com a família colher o máximo de informações que a gente precisa desse aluno ã até para segurança né Eh dele né da integridade dele dentro da sala de aula da integridade de colegas né pra gente saber o que que pode desregular esse aluno se ele se desregular como é que a gente pode ajudar ele a se regular ã o que que que se ele tem alguma alergia se não tem porque às vezes é um aluno não verbal um aluno não verbal
como é que ele vai reagir por exemplo uma crise alérgica com uma crise né então a gente saber a gente conhecer esse aluno pra gente conseguir né montar um programa ã dentro do que ele consiga portar e E participar dentro da sala de aula então algumas adequações por exemplo Ah ele não gosta do Parabéns ele se desregula do parabéns então de repente ele não gosta da do de bater palmas então de repente a hora do parabéns vai ter uma festinha na turma os parabéns vão ser assim não vai ser batendo palma ah balão desregula ele
então eu não vou fazer um ditado um ditado maluco ali com balões que tem que estourar balões para fazer uma atividade então eu vou mudar a minha prática então às vezes são adequações conhecer esse esse aluno Vai facilitar com que eu faça essas adequações também h o uso de abafador ã a questão da rotina por exemplo o apego à rotina ele é muito apegado à rotina Então vai a gente vai ter um passeio então por exemplo ai a turma vai ao cinema então conversar com a família olha semana que vem a gente vai fazer um
passeio no cinema quem sabe se no final de semana vocês passem pelo cinema mostrem para ele onde é expliquem como é para que ele né e a gente vai fazendo né uma rotina visual olha hoje é tal dia falta tantos dias pra gente ir pro cinema né ó Amanhã a gente vai no cinema então fazer uma previsibilidade para esse aluno do que vai ter então Claro não são todos que precisam né cada um vai dentro das suas necessidades mas são algumas né sugestões que a gente pode pode ã adotar na nossa prática