Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre a ceratoconjuntivite infecciosas em bovinos e em pequenos ruminantes bom primeiro ceratoconjuntivite nos bovinos ela é causada pela bactéria moraxella boves que é uma bactéria Gran negativa que faz parte da microbiota normal do olho desses animais porém quando essa bactéria desenvolve a capacidade de produzir fimbrias ela tem a capacidade de se aderir à córnea desses animais e aí vai causar a doença que é caracterizada por conjuntivite ou seja inflamação da conjuntiva ceratite que é inflamação da córnea e lacrimejamento fotofobia e desconforto ao animal tá à
medida que isso vai piorando pode causar lesões a corna inclusive com úlcera de corna e perfuração ocular então é uma bactéria normal da da flora normal ocular desses desses animais Porém quando ela sofre alguma mutação e adquire essa capacidade de produzir as fibras aí Essas sepas são patogênicas e vão causar doença é uma bactéria que tem distribuição Mundial causa problemas em rebanho de todo mundo acomete principalmente os animais mais jovens aqueles animais que tem a região das pálpebras despigmentadas são mais sensíveis a ocorrência ela aumenta muito na época de inverno e de início de Primavera
tá muito ligada aí ao fotoperíodo e a produção de poeira e de de um ar contaminado que cause lesões que cause trauma ali na região ocular então vento constante poeira constante incidência de luz solar muito intensa tudo isso predispõe a ocorrência da doença e também tem os vetores mecânicos que são muito importantes que são as moscas que vão transmitir essa bactéria e entre os animais do rebanho apesar de ser uma bactéria normal da flora todos os animais terem quando ela sofre mutação e o animal as moscas vão espalhar essa Cepa patogênica e contaminar o restante
do rebanho então elas são muito importantes na etiologia da doença a gente tem animais que T mais predisposição a ter que são mais sensíveis principalmente aqueles que T as pálpebras despigmentadas Então aquela pálpebra Rosia mais clara que que é uma característica muito comum em raças é como o aldin angos e o herford tem algumas seleções genéticas que visam fazer com que esses animais tenham a pálpebra pelo menos pigmentada ao redor do olho pelo menos pigmentado mas ainda a maioria desses animais vão ter essa despigmentação E aí eles vão ser mais sensíveis ali ação da luz
solar né que vai causar essa inflamação e essa inflamação favorece o desenvolvimento da infecção pela amxel e dentro ent dentro dessas raças a gente tem e algumas progenis que são mais resistentes e outras que são mais sensíveis à ocorrência da conjuntivite também então tem esse fundo genético aí então como que é a etiopatogenia como que vai ocorrer a doença a gente tem a morela Bobs normalmente ali na Flora e ocular desses animais quando ela sofre mutação e adquire essa capacidade de produzir as fibras ela vai produzir as fimas e essa as fimbrias vão se aderir
vão se ligar receptores específicos lá da conjuntiva e do canal lacrimal do olho desses animais e aí vão começar a causar infecção tá então a gente tem as fibras alfas que se ligam ao canal lacrimal e conjuntivo e as fibras Beta que se ligam ali na córnea que são as mais responsáveis pela ocorrência da úlcera de córnea uma vez que ela adquire essa capacidade ela vai se ligar vai grudar ali na Cora e na conjuntiva E aí vai formar camadas de bactérias às vezes duas três camadas de bactérias aderidas e aí elas vão produzir e
secretar enzimas que vão causar lesão na conjuntiva e lesão de córnea E aí começa a ocorrer edema de córnea edema de conjuntiva essa córnea pode evoluir aí com ulcerações formação de úlcera à medida que essa úlcera vai aprofundando se ela atingir todas as camadas da corna pode ocorrer a perfuração ocular Além disso essas lesões favorece a ocorrência de infecção secundária por outras bactérias e às vezes por fungos então o sinal Clínico vai ser aquele lacrimejamento aquele avermelhamento da conjuntiva na córnea começa com esse a córnea ficando um pouco mais brancacenta azulada por conta do edema
e a medida que vai evoluindo que vai lesionando eu posso começar a perceber essa úlcera geralmente ela começa no ponto mais Central ali do olho e vai e se espalhando que e vai aumentando pras laterais tá sinais clínicos lacrimejamento foto fobia que é o animal que vai procurar ficar mais na sombra às vezes com o olho fechado blefaro espasmo que é quando a pálpebra fica mais caída isso é indicativo de dor por conta dessa inflamação conjuntivite que é inflamação das conjuntivas opacidade e edema de córnea ulcerações de cornea que podem evoluir com perfuração exoftalmia que
é o olho mais saltado da cavidade ocular e pode evoluir com cegueira tanto por conta dessas lesões de córnea e principalmente no caso aí de perfur ocular tá é uma doença que tem alta morbidade Então vai atingir vários animais do rebanho ao mesmo tempo só que raramente é letal dificilmente os animais vão morrer por conta dessa infecção pode que fique cego que temha algum prejuízo à visão mas é muito difícil essa doença levar óbito e esse óbito tá mais ligado aí a infecções secundárias que acabam invadindo os tecidos mais profundos aí e pode levar esse
animal a óbito mas é muito difícil que isso ocorra bom diagnóstico da doença a gente faz basicamente pelo exame Clínico a gente chega a esse diagnóstico tá pela etiologia pelos fatores etiológicos ligados e pela apresentação clínica da doença mas pra gente confirmar mesmo se é a bactéria geralmente é feita a cultura e na cultura tem que ser feita a identificação se essa bactéria ela é capaz de produzir as fibras porque se eu fizer somente coletar o material ocular fizer uma cultura e dem mor xela Bobs isso aí não tem significado exato para mim porque ela
é normal da flora ocular tá então eu agora se eu faço daera Bobs capaz de produzir fimbrias aí eu consigo chegar nesse diagnóstico concluir que é realmente axela que tá causando aquele problema tá mas o diagnóstico presuntivo ele é estabelecido facilmente aí por esse exame Clínico histórico de vários animais sendo acometidos principalmente animais jovens e a apresentação clínica da doença bom o tratamento ele é feito com o uso de antibióticos né antibióticos que pegam aí axela Bobs a gente pode fazer a aplicação tópica através de colírios ou pomadas oculares pode também ser feita a aplicação
subconjuntival que eu vou aplicar o fármaco nas conjuntivas e às vezes na na esclera do animal vantagens dessa aplicação subconjuntival É que eu uso um volume muito pequeno aí às vezes no máximo 125 ml do fármaco ele vai ter uma atingir concentrações mais altas ali nos tecidos oculares e eu consigo fazer às vezes uma com uma única aplicação ou fazer uma aplicação aí aplico hoje dali 48 horas façil de novo então reduz muito o custo de de uso de fármacos aí é bastante eficiente pro tratamento essa aplicação subconjuntival desvantagem é só essa mão de obra
que exige uma técnica e é uma um profissional aí com uma capacitação técnica mais específica para fazer essa aplicação sem causar qualquer lesão ao animal e também a gente pode fazer aplicação de antibiótico sistêmico que vai chegar vai atingir ali a região de conjuntiva e vai ser capaz de tratar a infecção Ele só não vai chegar em concentrações muito altas na região de córnea porque ela não é vascularizada tá então pode ser um pouco mais difícil tratar quando eu tenho infecção de córnea com úlcera de córneo então às vezes eu tenho que associar a aplicação
sistêmica como tratamento tópico também E aí os fármacos que a gente pode pode usar são as penicilinas a Ox Tetraciclina asfas e a gentamicina usualmente a gentamicina que a gente usa aí como forma de aplicação subconjuntival porque as apresentações comerciais permitem que a gente faça isso e a gente tem também pomadas com a base de outros antibióticos colírios à base de outros antibióticos que podem ser usados aí por aplicação tópica inclusive eh essas pomadas com antibiótico usadas pro tratamento de mastite eh Clínica à base de gentamicina podem ser usadas aí para reduzir o custo nesse
tratamento porque elas têm um custo de aquisição menor e elas são efetivas no tratamento dessa infecção também Além disso é uma doença que vai doer vai causar muita irritação o animal muito desconforto E aí esse desconforto eh gera estresse prejudica a alimentação prejudica a ingestão de água compromete o bem-estar desses animais Então a gente tem que controlar essa dor também então a gente pode fazer o uso ou dos antiinflamatórios não esteroidais ou dos corticoides que que a gente tem de consideração aqui eu não posso usar o corticoide se tiver lesão de córnea se tiver úlcero
de córnea se for edema de córnea o corticoid ele é indicado para reduzir esse edema agora se tiver úlcera eu não posso usar o corticoide porque ele vai prejudicar muuito a cicatrização dessa úlcera então então primeiro a gente faz esse exame às vezes Cora lá com a fluor aína para fazer esse diagnóstico se tem ou não úc de có não temde eu posso usar o corticoide se tem eu não posso usar o corticoide e aí vias de aplicação desses antiinflamatórios posso fazer aplicação ocular posso fazer aplicação subconjuntival ou na esclera e posso fazer aplicação sistêmica
também na aplicação sistêmica o flunixin é o que tem a melhor ação que ele vai chegar com maior efetividade lá na cora né e atingir causar essa ação anti-inflamatória os outros fármacos por via sistêmica às vezes não são tão interessantes porque eles não vão atingir boa concentração na corne então se eu for usar um maxican por exemplo é interessante eu fazer aplicação subconjuntival ou eu posso usar outros antiinflamatórios através do uso de colírios é interessante que eu abrigue esse animal da luz que eu coloque esse animal numa área sombreada porque a incidência de luz estimula
mais ainda a dor desses animais Então porque de conforto eu vou proteger Esses animais da luz outou às vezes colocar aquelas máscaras tampando o olho e nos casos onde há úlceras muito extensas Às vezes a gente pode ter que fazer alguma intervenção cirúrgica por exemplo o Flap de terceira pálpebra para promover uma vascularização melhor dessa córnea e aumentar a chance de cicatrização dessa úlcera e quando existe perfuração ocular ou um comprometimento muito grave do olho pode ser feita a enucleação como forma de tratamento prognóstico para essas infecções na maioria dos casos ela é autolimitante o
animal sozinho vai conseguir resolver essa infecção mas pode ser interessante eu fazer o tratamento para eu evitar que essa doença piore e que leve aí ao comprometimento da Visão desses animais tá prognóstico pra vida é bom é favorável dificilmente esse animal vai a opto em decorrência dessa doença porém pra cura e da da lesão ocular aí pro restabelecimento da Visão pode ser reservada ou desfavorável dependendo da gravidade do quadro que se instalou aí então vai depender da apresentação da doença se houve perfuração ocular prognóstico desfavorável paraa visão o animal não vai voltar a enxergar agora
se não houve perfuração ou se existe uma úlcera de córnea discreta geralmente o prognóstico é de favorável a eh favorável ou reservado certo controle profilaxia dessa doença baseado nos controle do os vetores então reduzir a incidência de mosca nesse rebanho para reduzir a disseminação posso usar repelentes para evitar que essas moscas sente na região ocular dos animais eh fazer o controle de taxa de lotação adequada nos confinamentos para evitar essa disseminação selecionar animais mais resistentes animais das pálpebras pigmentadas que eles têm menos chance de contrair a doença e também tem a vacinação tem a vacina
contra a moraxella Então ela pode ser implementada no um rebanho quando eu tenho alta incidência dessa doença como forma de prevenção e controle dela dentro de um rebanho bom e a gente tem também a ceratoconjuntivite que afeta os ovinos e os caprinos nesses animais o principal agente associado à ocorrência da doença é o micoplasma conjuntival e também tem a clamidia psita e outros agentes que podem causar mas o mais isolado com mais frequência é o micoplasma certo e vai causar assim como nos bovinos conjunto vite ceratite inflamação e às vezes úlcera da de córneo então
a apresentação secreção ocular abundante que pode ser purulenta ou cerosa edema de córnea essa opacidade edema de córnea às vezes pode evoluir com com ceração e perfuração desse olho também vai ter distribuição mundial a ocorrência maior é do fim da primavera até o final do Outono pode afetar animais de todas as idades as bosc vão ser importantes aqui como vetores também e a incidência maior de poeira de ventos e uma maior densidade animal favorece a ocorrência da doença e a disseminação dela dentro dos rebanhos os sinais clínicos vai ser muito semelhante a doença dos bovinos
então lacrimejamento bléfaros espasmo fotofobia conjuntivite ceratite edema de corne às vezes com ulcerações de corne formação de neovascularização então óleo tem aqueles vazos ali invadindo a a região da córnea pode evoluir com cegueira permanente com perfuração de olho ou com cegueira e a morbidade vai ser variável e também dificilmente vai levar esses animais a óbito diagnóstico é feito também pode ser feito com base no exame Clínico mas para eu saber qual o agente que tá envolvido ali eu tem que fazer a coleta de material e a cultura para estabelecer qual bactéria que tá envolvida na
ocorrência dessa doença tratamento é feito com base aí no uso das tetraciclinas e da tilosina pode ser aplicação tópica pode ser aplicação subconjuntival ou sistêmica também porém nesses animais a maioria dos casos vai ocorrer a cura espontânea então o animal vai conseguir controlar aquela infecção e às vezes não é interessante eu tratar esses animais pelo seguinte Pensa num rebanho que é criado num regime extensivo principalmente a dos ovinos dos caprinos de corte então estão sendo criados todos a pasto E aí de repente eu tenho um surto dessa doença meu fazer o manejo de levar esses
animais para um Curral agregar muitos animais juntos e essa condição estressante eu posso facilitar disseminação da doença dentro do rebanho e a instalação desse quadro aí de de infecção nos animais e às vezes eu nem se eu não fizesse nenhum manejo nenhum tratamento ia ocorrer a cura espontaneamente eu não ia espalhar mais pelo rebanho então em alguns casos a gente não faz o tratamento Justamente por isso que por esse manejo ia aumentar a disseminação no rebanho certo prognóstico pra vida favorável pra manutenção aí da Visão vai ser reservado dependendo aí da intensidade do quadro mas
geralmente é favorável porque ocorre a cura espontânea controle profilaxia muito semelhante ao dos bovinos controlar os vetores controlar condições ambientais como incidência maior de Vento ocorrência de poeira e ambiente que Facilite traumas ali no olho Então pastos que tem e muito mato mato muito alto pastagens sujas em geral facilita que os galhos aí dos arbustos lesem a có desses animais e facilit a instalação e densidade elevada grande número de animais num num espaço pequeno aí também favorece a disseminação das doenças no caso da doença aí dos caprinos e ovinos não tem a vacinação como forma
de prevenção Então vai ser mais controle de vetores Controle Ambiental e densidade desses animais bom sobre a cerat conjuntivite era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula