o Ciência suja tem o selo da Rádio guarda-chuva jornalismo para quem gosta de ouvir menos de meio século separam o primeiro bebê de proveta dos dias de hoje em que mais de 10 milhões de pessoas foram geradas por técnicas de fertilização mas não Gente esse episódio aqui não é sobre a ciência e a ciência suja da reprodução assistida quem fez um podcast Todo sobre isso é a jornalista Natália cariati ele se chama reinventando a natureza e já tá disponível nas plataformas em cada episódio você vai ouvir histórias de quem trabalha quem estuda e quem tem
a vida atravessada pela fertilização em vitro porque se essa técnica nasceu com muita euforia ela logo virou uma máquina de gerar dinheiro que nem sempre trata os riscos e os benefícios com a devida clareza no episódio que já tá no ar você vai ver como a fertilização em vitro trouxe inclusive novas perguntas pra sociedade por exemplo o congelamento de óvulos é uma revolução que liberta as mulheres porque permite adiar a maternidade ou é uma promessa que nem sempre se cumpre que só repete uma história antiga de medicalização excessiva do corpo feminino a Natália Responde essa
para você e no episódio que chega amanhã ela volta na história da fertilização em vitro e mostra como hoje tem gente vendendo pacotes de serviço que até triplicam o preço desse procedimento com a alegação de que ajudariam uma mulher a engravidar mas não é bem assim então não esquece de depois assinar o reinventando a natureza no seu tocador e escutar todos os meandros fascinantes por trás da reprodução assistida e ahi se você é homem e acha que esse podcast não é assunto para você já começou [Música] errado sem querer cair em clichê Mas a gente
pode dizer que a região Nordeste simboliza o Brasil Praia os nove estados dessa região reúnem 3338 km de litoral é a maior faixa litorania do Brasil e lá se encontra Recifes coqueirais Dunas falésias restingas Lagoas manguezais é uma biodiversidade riquíssima é e o litoral também movimenta a principal atividade econômica da região que é o turismo segundo o IBGE o nordeste movimentou em 2021 cerca de 3 bilhões reais em gastos totais com Viagens nacionais O que representa cerca de 30% do total Nacional essa pesquisa do IBGE que foi feita junto com o Ministério do Turismo também
apontou que quase metade das viagens pessoais pro Nordeste tiveram como foco o sol e praia mas além do Turismo A Pesca é uma fonte de renda importante no nordeste em 2022 foram contabilizados mais de 1 milhão de pescadores profissionais no Brasil todo isso de acordo com o ministério da p Pesca e aquicultura tudo para dizer que o bioma Marinho é o coração dessa região E aí um acidente em 2019 ameaçou tudo isso as manchas de petróleo avançam pelo litoral e chegam perto do Recife Barreiras de corais e áreas de mang estão entre os ambientes atingidos
para te lembrar desse evento a gente contou com Caio Santos que é de Recife e produziu esse episódio Todo o Caio é fundador da produtora Grio podcasts e é um baita comunicador e ele tamb também tem mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal do Pernambuco a fpe é o cara é brabo Fala aí Caio Oi t Oi Carol prazer imenso estar aqui com vocês nesse Episódio Eu sou Caio sou aqui de Recife e assim como outras pessoas que vão aparecer nesse Episódio Eu também cresci acostumado com visitar praias e ter as praias por perto né
Então essa história que a gente vai contar hoje ela impactou bastante é agosto de 2019 quando essa tragédia aconteceu em algumas praias na Paraíba e em Alagoas a população começou a notar manchas pretas surgindo do mar e aí automaticamente os municípios vão se conectando alertando o mundo da situação nesse momento silvanda Galvão engenheira ambiental e funcionária da cprh a agência de Meio Ambiente do estado de Pernambuco recebeu o alerta então assim de Alagoas para cá a gente recebeu as primeiras comunicações e foram feitas pelos municípios Então os municípios avisaram E aí nesse intermédio de temp
de de período assim né que vai veio avançando a o derramamento do Óleo começou a atingir primeiras unidades de conservação federais as manchas continuaram avançando da Costa dos Corais que é essa unidade de conservação Federal até a costa de Guadalupe de jurisdição do estado de Pernambuco então de Guadalupe para cá já veio o comunicado ó se prepar porque ele tá avançando muito rápido o derramamento do óleo e o derramamento do Óleo chegou numa proporção que ele não chegou só na praia ele chegou na praia e adentrou alguns estuários o óleo foi se espalhando também pelos
estuários E aí a gente percebeu que isso poderia se espalhar para as outras unidades de conservação o alerta foi geral e a percepção de silvanda e seus colegas virou realidade rapidamente as manchas estavam espalhadas o óleo se espalhou por mais de 2000 km da Costa Nordeste já foi visto em nove estados e em pelo menos 200 municípios zonas de mang e Recife de corais foram diretamente afetadas pelo vazamento as praias paradisíacas essas que eu falei no começo que estava tão acostumado a visitar e as comunidades pesqueiras ficaram desesperadas as cenas chocaram pouco a pouco as
manchas escuras tomaram visual das praias Nordestinas aí veio a segunda mancha a da desinformação ou do excesso de informação as pessoas começaram a ser bombardeadas com conteúdos nas redes sociais e no WhatsApp e era uma salada de informações oficiais mentirosas tinha até gente com autoridade trazendo informação falsa do Governo Federal da época Bom você sabe o que esperar né obviamente não temos bola de cristal para descobrirmos rapidamente quem foram os responsáveis por esse ato criminoso mas as providências sempre tomamos Essa não é nem a fala mais absurda do então governo bolsonaro e durante o episódio
eu vou te provar isso mas se teve isso se teve essa desinformação também teve a população se juntando para tentar ajudar muitas pessoas se sensibilizaram com a situação uma dessas era João Paulo Gomes na época estudante de gestão ambiental no Instituto Federal de Pernambuco que fica em Recife mas João é de Goiana uma das cidades de Pernambuco afetadas pelas manchas no derramamento eu tava aqui tava aqui mas tiveram ônibus né para ser voluntariado saindo aquii da Universidade Federal de Pernambuco também participei e assim os meses passavam cheios de desencontros entre as autoridades da gestão pública
as demandas da população e os cientistas a gente quer querer fazer mais do que a gente pode fazer a gente saber que poderia ter ser ter sido feito de uma outra forma e não não ter voz também para dizer ó não é por esse caminho o estrago desse desastre foi enorme e em várias categorias foi um estrago ambiental e a gente sabe que teve impactos e na biodiversidade local social um fotógrafo que ele tirou e essa foto era viralizou até no ela apareceu New York Times que foi de uma criança de braços abertos tentando tirar
o óleo do mar que era na frente da barraca da mãe dele e político só veio se alertar o governo né só veio a se atinar com relação à importância do evento quando atinge a economia anos depisa tragdia ambiental no litoral nordo poas ainda não foram encontradas o Brasil aparentemente seguiu em frente mas o que teve de ciência suja ali e o que ficou de lição como a ciência Se prepara para evitar que novos crimes ambientais como esse aconteçam e de que maneira a principal fatia da população afetada pelas manchas no litoral foram assistidas o
Caio foi atrás dessas respostas e acabou parando numa ilha na região de Recife que despertou lembranças pessoais e um histórico de racismo ambiental como vai ter p né É ela mesm eu sou o terro preste e eu sou a Carol Marcelino Esse é o Ciência suja o podcast que mostra que em crimes contra a ciência as vítimas Somos Todos [Música] nós bom a gente tem que entender que a atividade n desde o momento da perfuração dos poos né a a extração e o transporte até mesmo a chegada no porto são atividades que envolvem riscos isso
aí é inevitáveis Essa é a voz do João Paulo que você ouviu no começo do episódio falando sobre os riscos inerentes da extração de petróleo então agora vamos apresentar ele direito o João é gestor ambiental com mestrado em desenvolvimento e meio ambiente pelo fpe e hoje tá no doutorado em desenvolvimento e meio ambiente na univ cidade Federal da Paraíba a UFPB e talvez você tenha ouvido um barulho de fundo quando ele tava falando né é que a UFPE tava em greve quando o Kai entrevistou ele então os andares mais silenciosos do Centro de Filosofia e
ciências humanas estavam fechados E aí o papo entre eles teve que rolar nos corredores mais agitados e barulhentos de lá só que os derramamentos eles acontecem por alguns motivos o primeiro dele pode ser intencional né quero causar mal a alguma outra nação então eu vou lá e causo um derramamento ou ou seja seria um ataque mesmo proposital e em geral difícil de comprovar o segundo caso é rompimento de dutos do próprio navio né e que não houve inspeção que tá com algum problema algum problema técnico no navio E aí há um rompimento né nas estruturas
do navio e dos tanques que estão levando esses esse material e aí esse vazamento se não for detectado imediatamente cause o que causou né no caso da mancha no litoral do nordeste até hoje a gente não sabe direito o que aconteceu um ano depois do derramamento a Marinha disse que não encontrou ocupados um ano depois a Marinha diz que encerrou as investigações sobre o desastre e concluiu que o óleo navegou por 700 km em alto mar até chegar à costa brasileira e que esse óleo é venezuelano mas não necessariamente foi lançado por navios ou empresas
daquele país depois Surgiu uma hipótese de ser um derramamento de um navio grego mas de novo faltam provas então a gente não sabe se foi um derramamento intencional se foi um naufrágio se foi falta de manutenção se foi má gestão das tecnologias do navio mas a gente sabe que os danos desse tipo de acidente Não param no alto mar quando a gente eh começa a a ouvir sobre derramamento do petróleo etc a gente pensa que só tá a and o mar porque o material tá ali no mar mas não o mar é é um um
ecossistema dinâmico tem a sua hidrodinâmica diária então ele tá associado a diversos outros ecossistemas inclusive o ecossistema humano inclusive o entre aspas ecossistema humano é afetado porque tem muita gente que sobrevive de recursos marinos o que a ciência nos diz é que os impactos de acidentes que envolvem petróleo no mar não são só pontuais eles vão afetando camad mais camadas sociais que a gente nem imagina é então na época o que a gente percebia que as pessoas que trabalhavam na orla né os barraqueiros os donos de bares os pescadores e eles ficaram muito muito aperos
porque eles sabiam que aquilo dali ia refletir na renda na renda deles né Essa é silvanda Galvão aquele engenheiro ambiental que trabalhou na contenção do Pet no mar Pernambucano E aí eles adentraram o mar para tentar tirar né aquelas manchas sem nenhuma proteção como a gente não sabia até onde aquilo dali poderia eh prejudicar a questão de saúde pública a silvanda assumiu um ponto chave na coordenação dessa crise e ela foi acompanhando os principais focos de surgimento das manchas e aí eh eu fui acompanhando o óleo vindo e aí a gente percebia que o óleo
chegava pouco em algumas praas e muito em outras Como foi o caso o óleo veio a aí do litoral litoral sul para cá o óleo atingiu Recife Jaboatão aí atingiu pouco Olinda muito pouco mas atingiu muito muito paulista paulista virou um rio a situação nos dias iniciais levou o governo de Pernambuco a providenciar a compra de epis equipamentos Dee são individuais que são basicamente luvas sacos Botas e máscaras mas eles não davam conta de tanta gente que já tava na água para tentar ajudar e o petróleo gente ele deixa um cheiro forte no mar e
com os dias ele vai ficando com uma consistência pegajosa as pessoas entravam e pegavam com a mão assim porque o óleo quando ele vai passando muito tempo em contato com o mar ele vai ressecando e aí ele vira uma massa e aí os impactos foram sentidos também na saúde das pessoas em frente a gente pode naquele momento identificar ali os efeitos a curto prazo né intoxicação por inalação por contato e etc Isso é o que a gente sabe que aconteceu naquele momento né porque o negócio é que um dos jeitos de tirar o óleo do
mar e das Areias é mecânico mesmo são redes de contenção e como deu para ouvir mãos e paz e tratores de remoção também tem outras formas de fazer isso tem claro como a biorremediação que é mais eficaz e que causa menos impactos ao meio ambiente e tem a biorremediação né através de biotecnologias que a gente pode e utilizar por exemplo bactérias que consomem petróleo e aí colocar naquele ambiente para reduzir além de outras técnicas e claro que muitas vezes as técnicas são usadas junto mas a remoção mecânica é mais barata e por isso geralmente é
preferida dos gestores públicos ainda mais num país onde o orçamento destinado para ção de desastres ambientais é pequeno e aí os técnicos que estão na ponta e que trabalham em órgãos públicos do meio ambiente que se virem com pouca grana e com paz redes e uns tratores a gente conseguiu botar uma rede de pesca mesmo a gente juntou a rede de pesca né e amarrou e fez uma contenção provisória até a a oficial chegar que a de isopor que é flutuante as redes de contenção pela própria definição do nome impedem que o óleo se Espalhe
ainda mais Então na verdade ela tem uma boia em cima e ela fica uma redinha submersa com pesinhos se o bloco né de óleo ele for superficial essa parte de de contenção que boia já empata tá E ali a gente tira né O problema é quando o óleo não é superficial agora se ela for submersa esse que é o problema porque a gente não tem rede suficiente para atingir o solo embaixo e dependendo da velocidade da Maré ela se parte segundo a silvanda é praticamente impossível conter o óleo quando o volume e a velocidade das
correntes é muito grande ela citou o exemplo do estuário merepe que fica na unidade de conservação de Guadalupe em Pernambuco e as unidades de conservação aliás são áreas estabelecidas por leis estaduais ou federais onde várias atividades com impacto ambiental são muito estritas ou proibidas elas também são chamadas de Apas área de Proteção Ambiental então na época eh um estuário se eu não me engano foi o merepe que é o da Sul né da unidade sul unidade de conservação de Guadalupe eh ele foi atingido então assim o desse daí desse estuário Ele formou placas que tiveram
que ter mergulhadores para retirar do solo placa de petróleo que a gente chamava de óleo né as placas de óleo a silvanda Trabalhou muito nos TR meses seguintes ao surgimento da Mancha fazendo articulações e outras ações e aí ela falou pra gente sobre as dificuldades de lidar com as diferentes formas de administração dentro dos âmbitos Municipal Estadual e Federal a cprh já estava com a caminhonete e cheia de epis e a gente tava tentando ibir os epis eh nas praias e eu eu eu na verdade eu tenho como a gente diz eu tenho vergonha alheia
do que aconteceu com a equipe da cprh que foi na época a gestão Municipal ela não queria que a gente entregasse os epis porque o prefeito não estava lá você entendeu o órgão que a silvanda trabalhava a cprh estava querendo enviar equipamentos de proteção pros funcionários e até pros voluntários pra população mesmo para Eles tirarem o óleo das praias com um pouco mais de segurança Era um negócio urgente cada dia mais era mais gente potencialmente se intoxicando nessa tentativa de ajudar mas segundo ela a autoridade local Queria segurar a distribuição porque não tava lá para
fotinho que sairia na imprensa noção zero do que é uma tragédia ambiental e assim parece que existe um costume no poder público brasileiro queer pensar no meio ambiente só na hora da urgência quando as coisas chegam no extremo a parte de prevenção fica escanteada ouve só João Paulo de novo então a agenda ambiental foi colocada de lado como algo que não era tão importante naquele momento e a gente tinha um plano de contingência esse plano de contingência também foi desarticulado planos de contingência existem para Caso haja um derramamento todo mundo saber o que fazer rápido
é um modelo para prevenir maiores danos é um modelo de redução de danos vai mas valorizar isso não costuma render voto principalmente em governos com agendas negacionistas esseo foi vetado antes do de acontecer esse derramamento eh alguns meses antes e a gente a gente ficou de mãos abanando diante desse desse evento e na realidade a o balanço que eu faço né analisando todos eu consegui analisar todos os relatórios de todos os órgãos é que houve uma inação na realidade né O Plano Nacional de contingência para incidentes de poluição por óleo foi instituído por decreto em
janeiro de 20222 quase 3 anos depois das manchas no litoral nordestino aparecerem então assim informações desencontradas os órgãos eh atuaram de forma desarticuladas não conversavam entre si e aí Quem pagou a conta foi as pessoas né a sociedade de uma de uma forma geral Então tinha poucas pessoas de fato formadas à frente dos órgãos para conter tamanha proporção do evento e isso era algo que já era premeditado que acontecer para silvanda a articulação com o governo federal da época e a busca por soluções definitivas para mancha de óleo no nordeste só surgiram depois que o
pessoal entendeu o impacto econômico daquela tragédia eu vou perder com os pescadores eu vou perder com os resorts eu vou perder com as pousadas eu vou perder com os Comerciantes de bares eu vou perder com os barqueiros que fazem as visitas a aos estuários eu vou perder com os bugueiros que fazem as trilhas então é uma cadeia do Turismo que foi dizimada exatamente nesses três meses do derramamento quando a gente revisita os dias mais Agudos da crise ambiental Dá para ver que a estratégia das autoridades federais era empurrar a culpa pros outros e minimizar o
estrago é uma gestão que foi desastrosa que minimizou os impactos e quis maquiar o evento como se fosse simplesmente manchas de um país vizinho que tinha uma ideologia diferente da que estava aqui predominante no Brasil que jogou aqui e transformar um problema socioambiental em um problema eh em um uma estratégia de politicagem e Nessa onda vieram as declarações mais bizarras Parecia um aquecimento pro show de horror da gestão na pandemia que começaria em 2020 um ano depois e que o Ciência suja abordou na primeira temporada em detalhes lembrando ainda pessoal o peixe é um bicho
inteligente quando ele vê a uma manta de óleo ali Capitão ele foge ele tem medo então obviamente eh que você pode consumir o seu peixinho né Sem problema nenhum lagosta camarão tudo perfeitamente sano Capitão essa declaração é do Jorge seif o então secretário da pesca em uma das lives do Jair bolsonaro hoje o cara é senador por Santa Catarina para provar que o brasileiro não pode ter um segundo de Sossego essa é uma declaração que eu até tinha esquecido tão chula que foi porque o petróleo quando ele tá em água ele não fica só condensado
ali em em manchas né ele ele é ah dissolvido na água também e sendo dissolvido com água todos os outros eh animais toda a cadeia alimentar e ecossistêmica daquele ambiente ela vai ser afetada porque vai est ingerindo aquele material em micropartículas então o peixe até pode desviar de uma manchon grande de petróleo mas não de micropartículas que vão sendo acumuladas em uma teia alimentar que vai desde o fitoplâncton até os seres humanos e o show de bobagens não veio só do Jorge seif é claro que o chefe da trup tinha que falar algo obviamente de
vez em quando fica uma tartaruga ali na na mancha de óleo para não falar que ninguém fica né claro um peixe Um golfinho pode ficar não foi só um golfinho ou um peixinho não um mês depois da Mancha aparecer já tinham pelo menos 12 animais que foram resgatados completamente cobertos de óleo a maioria deles morreu e Isso sem considerar os que morreram no mar mesmo e os incontáveis caranguejos guaiamuns e outros bichos que foram oleados como diz o João Paulo tem matéria de sobra na internet sobre isso de imediato aconteceu naquele momento animais oleados e
mortos por asfixia mortos porque foi ingerir uma quantidade muito grande de material justamente em 2019 O João estava terminando a graduação em gestão ambiental no Instituto Federal de Pernambuco e Goiana a cidade natal dele tinha sido muito impactada pela mancha eu vou só reforçar aqui gente que goiana não é Goiânia tá pelo Óbvio bom então ele resolveu fazer uma pesquisa sobre esse episódio o meu estudo é baseado em efeitos e efeitos são a médio e a longo prazo eu estudei a Médio prazo O que que a gente pode identificar a gente pode identificar que houve
perturbação nesses ambientes a dinâmica de dos ambi ecossistêmicos que tiveram mais uma maior quantidade de petróleo foi modificada que é um exemplo bizarro a gente observou também que há uma modificação na estrutura genética de alguns animais por exemplo nos órgãos reprodutores sexuais o desastre afetou o DNA desses bichos e tem mais pepino a proliferação de espécies invasoras n e agressivas que não é daquele ambiente então então elas começaram a como é que eu posso dizer a dominar aquele espaço ali porque elas viram um momento oportuno a gente chama também de espécies oportunistas né quando as
outras espécies elas estão ali sofrendo com com o material petróleo essas outras espécies começaram a colonizar aquele local o João Paulo também contou um caso específico do litoral Pernambucano que é muito esclarecedor um ano após do anos do anos após esse vento a gente pode observar que essas tartarugas deixaram de aparecer no litoral sul mudaram sua rota Pro litoral norte foi observada por pescadores também essa modificação de espécies que nunca antes apareceram lá por quê Porque o litoral norte não foi afetado É na mesma proporção no fim é um Efeito Dominó mexeu com o elemento
do ecossistema o resto vai caindo tudo junto e nessa sequência os impactos sociais também se arrastaram a gente diz que o derramamento foi 3 meses que a gente trabalhou 3S meses diários né para retirar o óleo mas a pesca eu acho que aquilo dali perdurou por mais de 8 meses então a comunidade Pesqueira ela passou fome passou fome e passou fome fundamentada em discursos aleatórios sem fundamentação nenhuma tá de política pública social uma das ações que que o governo bolsonaro mais bateu no peito foi a criação de benefícios em dinheiro pros pescadores que não estavam
conseguindo vender os pescados o Ministério da Agricultura começou hoje a pagar o auxílio emergencial para os pescadores artesanais de municípios afetados pelo derramamento de óleo no litoral cerca de 65.000 profissionais vão ser beneficiados o problema é que houve uma grande discussão sobre quem tinha direito ou não ao benefício das pessoas chegarem para dizer a sim não o pescador só o pescador da praia que foi encontrado óleo é que tem direito ao benefício Quem era de tsuma que não tinha atingido óleo não foi cadastrado porque a política de governo federal dizia que não era para cadastrar
só que o pescador de tsuma também foi prejudicado só que como a gente já deixou claro todo o ecossistema Marinho da região é afetado por um desastre desse tamanho não é só a praia que tá pintada de óleo que sofre as e e como eu tô te falando né a cadeia Pesqueira ela tá interligada afetou uma comunidade pesqueira em um Estado em outro estado vai afetar todas as comunidades pesqueiras Porque elas estão em rede é e o mile não tem um muro né que vai dividir ó aqui partículas de óleo vai passar para cá não
vai durante o mestrado o João também estudou o impacto do derramamento de óleo na saúde dos pescadores segundo ele foram mais de de 500.000 profissionais impactados até porque o derramamento do óleo não ficou só no Nordeste e foi para o Rio de Janeiro e Espírito Santo algumas doenças são associadas à exposição ao petróleo né Principalmente o petróleo da forma como ele foi encontrado o petróleo cru as pessoas tiveram ali contato sem nenhum tipo de proteção com corpo sem camisa Enfim sem nada diretamente com com a mancha a curto prazo como eu já tinha falado a
gente pode identificar intoxicação eh coceira dores de cabeça tontura enjoos mas sintomas ali diretos né E tem também os efeitos que vão surgindo com o tempo a Médio prazo e a longo prazo essa exposição pode contribuir para o desenvolvimento de outras doenças no trato respiratório e até mesmo doenças relacionadas a cânceres de né Talvez futuramente essas pessoas nem façam essa Associação porque não tá tendo o acompanhamento que deveria ter até por isso tinha um plano de monitoramento durante 10 anos das pessoas que foram expostas ao petróleo as autoridades de Pernambuco chegaram a solicitar por um
tempo que as secretarias municipais de saúde fizessem cadastramento de quem teve contato direto com óleo você tinha que ir lá para dizer que tinha feito ag gente da cprh fez cadastro e era para monitorar a saúde da gente Pelo menos durante os 10 anos mas depois houve o evento eh você vai nos postos por exemplo né dos postos de saúde que a gente fez o cadastro e eles não falam mais nisso até onde a gente viu nenhum desses monitoramentos continuou tirando pesquisadores como João não tem muita gente falando sobre esses impactos a gente foi atrás
da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco para ouvir ele sobre esse assunto mas a gente não teve resposta até o fim da edição desse Episódio na volta do intervalo o Santos o produtor desse Episódio vai para uma ilha na região metropolitana de Recife para mostrar um outro lado dessa história Aguenta [Música] [Música] aí você já ouviu um podcast de ficção porque eu tenho uma recomendação imperdível é o meridianos que combina ciência com diferentes histórias de stop e na temporada de estreia tá focando em uma baia arrasada por diferentes desastres ambientais imagina por exemplo uma onda
gigante que arrasa uma cidade baiana para sempre e o que aconteceria daí em diante sério não dá para parar de ouvir escuta só a mensagem que a Lara Carvalho uma das criadoras do projeto mandou aqui pra gente você já deve ter se perguntado sobre o futuro do nosso planeta e no mundo em que as consequências das crises climáticas estão cada vez mais evidentes nós apostamos em uma estratégia ancestral para tentar inspirar mudanças no presente contar histórias especular futuros em narrativas nas quais o que mais nos interessa é pensar em como a humanidade se posiciona diante
das Ruínas talvez imaginarmos a distopia lá na frente Sirva como inspiração para atuarmos no agora eu sou Lara Carvalho e te convido a ouvir o podcast meridianos uma coleção de histórias ficcionais que estão mais perto da realidade do que a gente gostaria na primeira temporada o programa foca em ficções possíveis e impossíveis na Bahia Afinal penso no absurdo na Bahia tem precedente meridianos disponível em todas as plataformas de [Música] áudio e agora um recado da Rádio novelo em 2007 o Daniel Navarro sonin tava mudando de canal e parou no Casos de Família aquele programa do
SBT o tema daquele dia era só você não sabe o quanto é esquisito um dos esquisitos era um cara que passava o dia inteiro escr vendo um livro sobre quando ele foi enfermeiro no complexo psiquiátrico do Juqueri ele estava precisando de ajuda para botar o livro de pé o Daniel tinha acabado de se formar em Jornalismo e ele se interessou pela história mas quando ele ligou pra produção do SBT ele não tinha ideia do tanto de reviravoltas que o Valter tinha passado lá dentro Eu sou a Paulo escarpim e no rádio novelo apresenta dessa semana
eu te conto essa história com a ajuda do Daniel do Walter e da Valentina Bressan que trou essa his hist pra gente quando terminar de ouvir o Ciência suja procura aí no seu aplicativo de áudio rádio novelo apresenta toda quinta-feira histórias que você não sabia que precisava ouvir [Música] [Música] com o tempo os resorts lotaram de novo os rodízios de sushi restaurantes e quiosques das praias voltaram a servir peixes suculentos o turismo no nordeste se Manteve ativo Mas e as comunidades pesqueiras o Caio resolveu entender um pouco melhor sobre isso e foi assim que ele
chegou na ilha de Deus cheguei aqui na ilha de Deus tô indo encontrar o Fly no caranguejo o sa e é isso vamos nessa eu escolhi até a ilha de Deus porque uma das coisas que mais me chamou atenção nas conversas com silvanda e João Paulo foram como eles ressaltaram que não foi um desastre que atingiu apenas as praias mas sim toda uma cadeia de elementos sociais e biológicos silvanda esteve presente em vários locais afetados e João era nativo de Goiana uma de cidade que mais recebeu o óleo aqui no estado como a gente já
falou aqui mas durante toda a pesquisa desse Episódio eu eu fiquei encucado pensando nas comunidades aqui da região metropolitana de Recife meu pai vendi uma comunidade que foi construída em cima do mang a ilha do Xé Ché é um parente do Caranguejo um bichinho que aparecia muito por lá era uma comunidade primordialmente Pesqueira assim como a ilha de Deus que fica na zona sul de Recife a ilha de Deus é uma zona especial de interesse a sigla é zeis é uma área com muitos assentamentos precários ou irregulares e que a prefeitura supostamente se esforçaria especialmente
para regularizar e criar moradias dignas enfim a ilha de Deus fica entre os bairros de Biribeira e Pina cercadas pelo rio Jordão Tejipió e Pina Ela é conhecida justamente por ser uma comunidade de pescadores os sururus e Camarões orgânicos de lá são bem famosos antigamente para chegar na Ilha de Deus você tinha que usar um barco hoje tem uma ponte que liga a comunidade ao outro lado da cidade e essa ponte é bem grande geralmente tem gente atravessando a pé de bicicleta mas ela também comporta passagem de carros quer dizer carro dá para passar um
carro por vez Estacionei desci do meu carro e fui caminhando em busca do meu destino eu ia atrás do coletivo de comunicação da Ilha de Deus o caranguejo S irmão tu sabe onde é caranguejo sa aqui na frente essa aqui é valeu [Música] caminhei pouco num dia chuvoso em Recife até o portão da sede do coletivo do lado de dentro do portão estava Edson Fly jornalista e integrante do Caranguejo S junto com ele um senhor que eu acompanhava Fly conhece meu pai pelo movimento negro e social os dois fazem parte dauta das Comunidades e da
militância polític Pernambucana nae do carang eu me sentei numa área de convivência com fly e esse senhor que tava lá os bancos eram feitos de material de pneu reciclado e a gente começou a conversar de primeira o Fly me deixou um aviso importante para eu deixar por aqui também e a nossa ideia não não tá muito vinculada o que a esse a essa movimentação do que se compreende como Comunitária tá ligado sim pensa que eu tava chegando ali em nome do ciência suja Então esse aviso aí é pra comunidade científica para que quem constrói a
ciência não chegue querendo criar a narrativa da comunidade isso eles fazem por eles mesmos porque na verdade a nossa ideia é justamente quebrar com esse conceito de que comunidade fica para depois que comunidade tem uma narrativa que muitas vezes é a a a narrativa empírica e tal onde a ciência chega eh substrati e e acaba abstraindo essa potencialidade da das Comunidades inclusive porque as a gente tá em outro tempo né é uma ideia pra gente trocar a ideia dos valores da das heranças ancestrais e tal dessa força ancestral que hoje a gente tá tentando não
já desde sempre mas hoje com maior número com a maior possibilidade e dá para entender o que ele tá falando de uma forma bem simples dá um Google e leia o que há de registro externo da Ilha de Deus eu achei um verbete em um site que gasta a maior parte do texto falando de como a ilha era um refúgio para bandidos o foco é sempre na escassez mas Fly veio diferente a gente tá no maior manguezal Urbano da América Latina Então imagina isso nos anos 50 nos anos 60 nos anos 70 Então imagina que
até os anos 80 um ambiente como esse da Ilha de Deus tá ligado um ambiente como a ilha de Deus era um ambiente totalmente farto e limpo nas devidas proporções Em algum momento eu senti que estava perdendo o fio da meada bons adores fazem isso com você quando são entrevistados eles são meio hipnotizantes mas esse contexto todo que ele me deu tinha um objetivo demonstrar como da Ótica dele crimes ambientais como derramamento de óleo de 2019 acontecem o tempo todo e tem sempre um lado da população que sofre nunca teve Justiça de uma política de
Justiça ambiental em Recife e esses crimes sempre passaram Tá ligado não era que é despercebido todo mundo sabia o que era que tava acontecendo só que não era interesse de ninguém Fly falou por exemplo que fábricas jogariam os resíduos de sua produção na água e isso afetaria a ilha de Deus a gente não conseguiu confirmar isso mas essa ideia de um dano constante e que a cada passar do tempo vai se tornando irreparável não é exagero o exagero ela ele faz parte também dessa ideia porque se a gente for pro o acumulativo Sem dúvida nenhuma
sim os lugares onde foram totalmente Detonados eles podem até hoje est sofrendo e vão sofrer Sem dúvida nenhuma por muito e muitas muitas décadas tá ligado o impacto disso talvez nunca mais se recuperem tá ligado mas também não é diferente o que acontece aqui em Recife em relação tá ligado a esse desprezo das águas e tal Fly tá na ilha de Deus há 50 anos e para ele é nítida essa perspectiva de ver aos poucos as políticas e o progresso destruindo uma realidade que sempre foi de abundância natural é como se o conjunto de dominós
tivesse sido derrubado há muito tempo e ele segue assim e um avalanche de pedras caindo e derrubando as da frente a o derramamento de petróleo de 2020 e 2019 de 2019 ele é uma releitura ou uma configuração de todos esses crimes que rolam cotidianamente nas águas nos mares nos oceanos nos manguezais nesse eh nos estuários de Recife de Pernambuco do Brasil é tudo parte da mesma estrutura que que abraça os conceitos do racismo ambiental mas a gente tá falando de poluição a gente tá falando de ausência de políticas públicas de Justiça ambiental e social tá
ligado Essa é a real no final a conversa tava boa e Fly acabou esquecendo de almoçar liga para lucima pedir almoço pra gente almoçou ainda não não sei não vou almoçar ele pediu licença e foi com enquanto eu fiquei conversando com o senhor que estava presente desde a minha chegada no coletivo Como é o nome do senhor José Joaquim Francisco Filho apelido de mosquito pode falar mosquito mosquito não tem o mosquito mora na ilha de Deus desde 1969 ele é pescador desde os 7 anos de idade eu desde 7 anos de idade que meu pai
já tinha me jogado já vem de pai para filho entendeu ele também faz parte do Caranguejo S segundo ele o coletivo tem a função de passar informação real pros pescadores tem caixas de som espalhadas por toda a comunidade onde são transmitidos programas da Rádio Comunitária que tem a sua transmissão também disponível online como pescador mas também comunicador ele conseguiu identificar o momento em que mesmo para eles na ilha de Deus onde as manchas de óleo não chegaram houve um impacto na mías Quando foi lançada essa notícia então realmente ficou difícil de o pescador vender o
caço sim entendeu porque realmente o óleo ela não atingiu aqui nessa época mas atingiu de outra forma uhum foi de não poder vender o custado mosquito se lembra da demora PR as vendas voltarem ao normal de como a Cada notícia que saí era um bque na vida deles saíam cada vez menos pescados ele acabou me confirmando algo que João Paulo e silvanda disseram o tal auxílio foi pontual e para poucos não Não realmente isso não existi não porque que quando vieram dar uma ajuda ao pescador Então realmente nem todos teve o como é se diz
o merecimento de ganhar depois da conversa P ver a estrutura da caranguejo S perceber que o papel deles dentro da comunidade é fundamental para contornar algo que João Paulo também identificou como uma função da ciência bom a a ciência ela tem o papel de de de desvendar aí tirar tirar a venda do do dos olhares né quando acontece um derramamento chega enchurrada de de notícias de informações que são desencontradas né muitas das vezes não são verdadeiras porque a gente hoje vive na era da pós-verdade né aquilo que é É verdade na grande maioria As pessoas
dizem que não é verdade acreditam numa mentira que é implantada mas não na verdade então a verdade hoje é mais que escanteado então a ciência ela tem esse papel de informar de buscar a a verdade do fato através de um olhar e sobre o todo e não sobre as partes entendeu e uma coisa eu João silvanda mosquito e Fly concordamos a ciência precisa escutar as pessoas que são atingidas pelos crimes e desastres ambientais bem para ela produzir uma ciência melhor então são teorias e suposições que ficam dentro de uma sala de aula ou dentro de
uma artigo científico e que não escuta quem de fato foi atingido João que você escutou também falou de um artigo bem interessante que foi publicado pelo Professor Gilberto Rodrigues da Universidade Federal de Pernambuco com autoria de Beatriz Silva eles fizeram uma análise de reportagens e de Diários oficiais que foram publicados e quantos de fato ouviram pessoas atingidas pelo derramamento de óleo de 2019 e o número é bem pequeno então a imprensa também precisa melhorar nesse sentido é muito mais sobre o que os acadêmicos estão enxergando do que sobre a visão de quem tá sendo afetado
Então esse é o lado negativo da ciência nesse espaço eu me despedi de fly e mosquito e atravessei a Ponte Vitória das mulheres que separa o resto da cidade da Ilha de Deus pensando em como os crimes ambientais são parte de uma engrenagem complexa que estruturam o povo aqui no Brasil os três primeiros episódios dessa temporada do ciência suja e mais esse provam isso Aliás o que é que tu diz de uma comunidade que gera uma grana do e tá na estatística como uma comunidade miserável Como assim só em Recife só em Recife que a
gente vê o comercial de uma cidade que a gente não vive a gente é extraterrestre que não tá naquela cidade lá que é mostrada todo dia pelos governantes véi você pode seguir a caranguejo s n redes sociais e contribuir com o projeto pelo site Portal caranguejo anad.org.br depois de quase 5 anos da mancha de óleo ninguém foi verdadeiramente responsabilizado as pessoas voltaram a consumir o peixe o governo federal Mudou as praias funcionam normalmente só em um ou outro momento aparece uma reportagem especial Sobre o ocorrido mas as comunidades que foram diretamente afetadas T cicatrizes Então
como é que essas pessoas estão sendo tratadas Será que ampliou os serviços pelo menos os serviços e psicossociais nessas comunidades Será que tá tendo acompanhamento da situação de saúde dessas pessoas ao longo prazo essas pessoas estão recebendo algum aí e a resposta das três perguntas é não não e não O problema é que depois da mancha de óleo vem a pandemia de covid depois da pandemia vem as queimadas da Amazônia aí depois vem as ameaças a catinga o deslizamento da Serra do litoral norte de São Paulo as enchentes no Rio Grande do Sul e a
gente vai pulando de crise em crise e esquecendo da anterior e de quem foi afetado por ela eh e só lembra de fato do evento quem ou pesquisou ou quem viveu as outras pessoas do senso comum se esqueceram que houve um derramamento de uma proporção tão grande como essa a gente precisa se lembrar dessas tragédias delas isoladamente e Delas em conjunto também pra gente entender que quando uma aparece já é tarde demais para agir tem que fazer alguma coisa Claro mas a ciência é importante também na prevenção e na redução de danos e ela de
certa forma também é construía em cima de memórias então valeu Caio por não deixar a gente esquecer dessa Carol Muito obrigado estamo junto tem muita coisa pra gente contar tá aqui na parte de cima do país tanto no norte quanto no nordeste muitas histórias que valem a pena serem registradas podem contar comigo com a griô Pro que precisar tá bom e nas redes sociais todo mundo me acha por Caio griô tudo junto e sem acento um beijo em todo mundo valeu até a próxima antes de ir pros créditos eu queria te convidar a ouvir o
vida de jornalista mais um dos excelentes podcasts da rádio guarda-chuva que a gente também faz parte finalmente o Rodrigo Alves está de volta com vida né Rodrigo e lá ele traz bastidores de reportagens e reflexões sobre o jornalismo em episódios que são sempre muito bem escritos e apurados esse é um podcast focado no Jornalismo e nessa temporada nova o Rodrigo vai focar em dicas de jornalismo inclusive mas o vida na verdade pode ser ouvido por todo mundo que gosta de boas histórias e personalidades marcantes se você ainda não foi lá vai que vale a pena
o Ciência suja tem o apoio do Instituto serrapilheira que fomenta a ciência e a divulgação Científica depois vai nas redes deles e no site para ver como eles estão por trás de muita coisa Espetacular a quinta temporada do ciência suja é apresentada por mim terro Prest e por mim Carol barcelino o roteiro é do Caio Santos e teve a minha edição com apoio da cloé Pinheiro do Felipe Barbosa e do Pedro Belo a edição de som a mixagem as trilhas originais e a masterização São do Felipe nós usamos vídeos encontrados no YouTube dos canais Wall
Jornal Globo Record e Band também usamos trechos das músicas manguetown do Chico Science Nação Zumbi e vendedor de caranguejo do Ari Lobo as artes das Capas e o pro projeto gráfico do ciência suja são da maan ferry e do Guilherme Henrique o nosso site foi desenvolvido pelo estúdio barbatana nele ou no seu tocador Favorito e no YouTube você encontra todos os episódios do cen suja Siga a gente nas redes sociais o cen suja tá no Instagram no Twitter Facebook e tiktok daqui duas semanas tem o penúltimo episódio desta Temporada é sobre um pessoal que acredita
na terra convexa em uma civilização dentro da Amazônia criada por extraterrestres em outras pseudociências e que tá tentando ganhar espaço em ambientes [Música] científicos nave reportagens