Com muita alegria que nós estamos aqui e em todo o nosso episódio especial aconteceu na Expocatólica e hoje nós estamos recebendo aqui para uma conversa. é uma pessoa que nesse, principalmente nessas últimas semanas, graças a Deus, tem falado para bastante gente em diversos podcasts e a cada dia mais a sua voz, o seu apostolado como catequista, como evangelizador eh tem se tornado extremamente necessário para os tempos que nós estamos vivendo hoje. foi um dos fundadores de um centro de estudo e evangelização muito conhecido no Brasil, que é o centro Dombosco e que ultimamente foi inclusive entrou numa certa polêmica, uma certa não, uma polêmica mesmo, uma situação de catecismo e tal.
Nós vamos falar um pouco sobre isso depois, mas hoje ele faz todo um trabalho de catequese com a escola de catequese São Sampio X. E bom saber, um homem que deseja cada dia mais buscar além da evangelização, a profunda unidade e sempre preservando os princípios da Igreja Católica. E é com muita alegria que nós recebemos aqui para uma conversa nosso querido Pedro Afonseca.
Seja bem-vindo. Que alegria ter você aqui. Muito obrigado, Guto.
Eu te agradeço pelo convite, pela oportunidade para que nós possamos conversar sobre assuntos tão importantes pra nossa fé católica. Considera-se que nas últimas duas, três semanas o pessoal tem procurado bastante, eh, ainda mais do que talvez a normalidade, eh, de uma forma específica pelo acontecimento ali da, como é que eu posso dizer, da decisão ou posicionamento do centro Dombosco eh contrário diretamente ao Catecismo da Igreja Católica, apontando ali alguns supostos, ou melhor, eh, que na visão deles ali erros E nesses dias tem sido realmente uma pauta principal que você tem falado e como que você recebeu ali a a situação em si e será algo que talvez você já esperava que poderia acontecer diante da realidade. É interessante que eu eu, por mais que eu esperasse que eh ou pelo menos considerasse a possibilidade de que isso acontecesse, não era a minha intenção tratar desse assunto de maneira tão direta, tão clara.
Eh, eu deixei o Centro Dombosco em 2023, 13 de junho, dia de Santo Antônio de Lisboa. Então, foi há mais de 2 anos. E eu me mantive em silêncio sobre inclusive o motivo da minha saída, salvo em conversas privadas, até o início desse ano.
E eu gravei um testemunho, tá lá no YouTube da Escola de Catequese São Pio X, mas mesmo no meu testemunho fui muito indireto, fui muito tranquilo. E a ideia, a minha ideia inicial não seria tratar disso eh de maneira tão ampla e direta. Contudo, eh, houve dois ataques ao Catecismo da Igreja Católica.
No ano passado também já houve um primeiro ataque com a publicação do Catecismo Romano, que é um catecismo maravilhoso, mas com a capa amarela, com um nome que ele nunca teve, Catecismo na Igreja Católica. Naquele momento, isso já me machucou diretamente, porque eu sou catequista há 15 anos na minha paróquia, catequista de adultos. E ali eu percebi que eu tinha uma responsabilidade sobre isso que tem acontecido.
Eu, como você falou, eu sou um dos fundadores do Centro Dombosco. Eu fui presidente por quase 7 anos. E na medida em que eu já estive dentro desses erros, eu já abracei esses erros, mesmo que parcialmente, eu avaliei que eu precisava fazer algo.
Isso já um ano atrás, mas a minha intenção era combater esses erros de uma maneira mais indireta, fazendo um apostolado contrário, um contraponto, sem falar tão abertamente da questão. Aí, esse ano veio esse segundo ataque, que foi uma publicação de um livro que aponta, como você falou muito bem, os supostos erros do que eles chamam de catecismo moderno, que é o catecismo de São João Paulo II, aquele catecismo da capa amarela. E mais uma vez, isso mais uma vez me machuca diretamente, mas também o ponto principal é essas medidas todas são uma espécie de cortina de fumaça ou pelo menos um indicativo de algo muito mais grave que tem acontecido por trás desses movimentos.
E foi aí que eu decidi sim falar. Ao observar esse movimento mais grave, ao observar esse movimento mais importante e que ameaça de fato a fé de muitas pessoas no Brasil, é que eu, a partir do meu senso de responsabilidade, da minha responsabilidade pessoal pelo que está acontecendo, eu decidi falar, eu decidi romper com esse silêncio que eu trago há quase do anos ou que eu trazia há quase do anos. Isso aconteceu, como você falou, há duas semanas atrás, parece que foi um ano, foram semanas muito intensas, mas eu julguei que era necessário falar.
A partir do momento em que você fala que caiu em alguns erros, considera-se que o romper o silêncio eh não está diretamente ligado ao erro em si de apontar os erros da catecismo da Igreja Católica, mas que desde quando você toma a decisão de sair, você considera que já lá atrás, há dois anos atrás, estava caindo em alguns erros, eh, e já lá atrás decidiu sair, mas que Romper o silêncio foi por conta desse agravamento agora ligado ao ataque direto ao Catecismo da Igreja Católica. Quando você fala desses erros, se a gente conseguisse elencar uns três ou quatro principais que você caracteriza, olha, quando eu digo que cair em erros, eh, eu considero basicamente esses pontos aqui, os erros que eu julguei que realmente estava caindo, por isso saí do centro do mosco. Exatamente.
Eu tenho falado de três tentações que estavam presentes desde o início em mim, não só no centro dombosco, em mim mesmo. A vaidade, que é muito natural nesse momento aqui mesmo, eu tenho que combater a vaidade ao momento que eu me exponho, a soberba de achar que nós vamos salvar a igreja, de que nós seremos a as tábuas de salvação da Santa igreja. E muitas vezes eu me comportei assim e nós nos comportamos assim.
E a terceira tentação, a rebeldia. uma insubmissão, uma falta de comunhão com as legítimas autoridades eclesiásticas, com o magistério vivo da igreja, o Santo Padre, o Papa e os bispos em comunhão com ele. E essas tentações, elas começaram a se agravar ao longo dos anos.
O principal erro, na minha visão, é o alinhamento doutrinal e pastoral do Centro Dombosco com a fraternidade sacerdotal são Pio X. E esse foi o motivo da minha saída do apostolado, porque a fraternidade sacerdotal são 10, e eu sei porque eu li os livros, ouvi as pregações e mais do que isso, eu vivi aquele ambiente. Basicamente o que ela afirma é que todos nós na igreja hoje estamos no erro e que o caminho natural diante dos problemas que muitas vezes existem, muitas vezes que são reais, mas a solução que é apontada é que nós devemos entrar na fraternidade, que nós devemos sair das nossas paróquias, que nós devemos romper com as nossas dioceses e frequentar exclusivamente os ambientes eclesiásticos da fraternidade.
Eles se comportam para usar uma imagem que é é defendida por eles mesmos, como eles se comportam como uma espécie de bote salva vidas, como se a igreja estivesse a naufragar, a a afundar a barca, o que já vai totalmente contra a promessa de nosso Senhor Jesus Cristo, de que as portas do inferno não prevalecerão. E eles se colocam fora da igreja, eles se colocam à margem, nesse bote que caminha independentemente da igreja. E quando eu me deparei com esse dilema, com esse dilema de que eu tinha que deixar a minha paróquia, eu tinha que me mudar eventualmente com a minha família, mudar os meus filhos de escola, porque muitas eh conversas conduziam a essa essa conclusão que para eles é lógica, eu entrei em um grande conflito.
E o a diferença de do anos para trás para agora é que o Centro Dombosco se elencou, ele se autointitulou. Eu nem vou dizer, não serei leviano, porque eu não tenho informações sobre isso. Se a fraternidade fez um acordo com eles, mesmo que isso não tenha acontecido, isso é é irrelevante, mas o próprio centro Dombosco se autointitulou como uma ponta de lança da fraternidade São Pio X, um cavalo de batalhas.
E o mais grave é que o centro Dombosco tem um alcance muito grande. Ele tem milhares de seguidores nas mais diversas redes sociais e ele chega no fiel da paróquia, no simples fiel da paróquia. O que a fraternidade em geral não chega.
Em geral são as pessoas que procuram pela fraternidade, pelas mais diversas razões em tempos tão confusos que nós vivemos. Mas o centro Dombosco não, ele vai até as pessoas. Por isso é que eu considerei urgente falar e tem muitas pessoas a falar sobre isso, porque é um erro grave que tem sido difundido através do centro Dombosco em larga escala.
E ao lado do centro Dombosco também nós vemos sacerdotes, às vezes sacerdotes famosos, que rompem com os seus bispos, saem das suas paróquias e o centro Dombosco promove esses sacerdotes como se eles fossem exemplos a serem seguidos, como se o caminho fosse esse. E eu, simples fiel, eu vejo isso. Facilmente eu posso cair nesse erro.
Achar que o meu padre tem que sair da paróquia, achar que eu tenho que sair da paróquia. E esse não é o caminho, né? pessoalmente, qual o caminho que você seguiu ou o processo para começar a analisar essa essa realidade de realmente estar no erro, algum caminho de estudo ou alguma experiência, talvez de momentos de estar só ou rezando, alguma coisa nesse sentido.
O que é que foi movendo? foi realmente talvez um de ponto de do ponto de vista racional ou perceptível do que tava acontecendo ali, aquela coisa, não é? como que você eh viveu ali essa experiência de entender e o quanto que depois de ter saído, o quanto que isso, tipo, eh, espiritualmente, eh, como pessoa, como leveza, como entendimento, como vivência da fé, entrar numa igreja em paz, talvez, ou algo parecido nesse sentido.
Sim, com certeza. Todos esses movimentos são primeiro movimentos da graça de Deus. Eu me considero de fato resgatado por Deus.
Eh, graças a Deus, mesmo nos meus piores momentos, eu nunca deixei de tentar ir a missa todos os dias. E a missa em geral no rito de São Paulo VI, que é o rito que eu costumo frequentar. Eu nunca deixei de confessar, de lutar para confessar semanalmente e com qualquer sacerdote que estivesse disponível.
Nos meus, mesmo nos meus piores momentos, eu não deixei de ter estas práticas. E eu diria que, principalmente a minha vida paroquial, eu praticamente a minha vida toda fui fiel da paróquia Santo Agostinho lá na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. E eu nunca deixei a vida paroquial, eu nunca deixei o serviço na paróquia, no meu caso, na catequese, mesmo nos meus piores momentos.
E eu penso que isso me ajudou a não viver um catolicismo virtual. Porque eu percebo que as pessoas que entram nesses ambientes, muitas vezes elas vivem um catolicismo virtual, um catolicismo de aparência, em que elas ficam ali nos seus celulares a receber mais notícias, notícias de abusos litúrgicos, notícias de escândalos, mas não tem contato com aqueles inúmeros fiéis que de maneira séria procuram viver a fé católica na sua paróquia, nos ambientes que você frequenta. São muitas pessoas sérias, são muitos padres sérios, são muitos fiéis sérios que estão ali humildemente a tentar viver o catolicismo de maneira autêntica.
E como você falou, sim, depois que eu deixei o centro Dombosco, é como se eu respirasse um ar puro. Porque esses ambientes eclesiásticos que abraçam esses erros que a Fraternidade São Pio X promovem, eles vivem daquilo que eles chamam de crise da igreja. Não há outro assunto.
É, não há outra temática. O ar que você respira é isso. É falar dos problemas, é falar das más notícias.
Não se olha o outro lado, esse outro lado que eu acabei de expor. Não se olham as boas notícias, não se olham os sinais de esperança. E eu fiquei esses últimos dois anos tendo a possibilidade de respirar este novo ar, respirar este ar puro e fazer sim também reflexões.
falei do lado espiritual, eu falei dessa mudança de ambiente, mas também um estudo, uma reflexão, uma meditação de tudo aquilo que eu vivi, dos erros que eu abracei e de uma visão diferente que eu devo ter, por exemplo, para as autoridades eclesiásticas parar de me colocar como um juiz. Muitas vezes no passado, eu me via numa missa a julgar os sacerdotes, a julgar os fiéis que estavam ao meu lado, me considerar melhor do que eles. E e hoje não.
Hoje, graças a Deus, eu me considero liberto. Mesmo quando eu vejo alguma desordem, seja no clero, seja nos leigos que estão comigo, eu eu, graças a Deus, eu perdi essa postura de policial, de um promotor e de um juiz que ficava ali a condenar a todos. mas sim tentar compreender, mesmo reconhecendo que está errado, mas procurar compreender que é uma falta de formação, que eu não posso presumir que a pessoa faça por mal e viver bem nos ambientes eclesiásticos nos quais eu estou inserido, apesar das desordens, ver o outro lado, ver os aspectos positivos.
Em algumas situações, as pessoas que estão na internet produzindo conteúdo são vistas. Eh, alguns eh olham até autoridades da igreja diz: "Olha, ele fala dessa forma, ele age dessa forma porque ele é meio dinheirista, ele ele usa da audiência para poder eh conseguir dinheiro, vender produtos e tal, aquela coisa toda, não é? " E aí, às vezes, muitos que fazem de um jeito mais sério acabam sendo colocados no mesmo pacote de pessoas que estão ali, claro, tem ali o seu sustento, faz o seu conteúdo, lança o seu curso, vende o seu produto, mas leva isso muito a sério e com muita seriedade.
Tem uma vida de igreja e tal, não sei o que e tudo. Em algum ponto você considera que a talvez a falta e da predisposição de um de um retorno à comunhão com a igreja, o ponto financeiro pode ser um agravante dos outros do centro Dombosco não pensar nessa possibilidade, porque quem tá ali todo dia emergido nas coisas de nosso Senhor, não é possível que de certa forma em algum momento ou alguma uma fagulha, não perceba uma um interpere ali que a pessoa esteja vivendo e diga, será realmente que só a gente tá certo, todo mundo tá errado? Aquela aquele aquele sentimento, não é?
que o fator eh eh dinheiro financeiro, produtos, empresa, pessoas envolvidas, eh famílias a sustentar, pode ser um fator eh que direcione essa firmeza total e eu não saio daqui, continuaremos com essa postura sem sair um risco e tal, aquela coisa toda. Esse é o primeiro ponto. E o segundo é que a partir do momento em que você vai convidando pessoas para missas em lugares que não tem autorização expressa do bispo para se fazer, você vai começando a se comportar como uma igreja eh eh auxiliar, uma igreja que você tem a opção, a igreja opcional.
E a primeira pergunta é sobre essa questão do fator e a segunda é se você acha que por conta também de tantos outros motivos existe possibilidade de se encaminhar para um cisma direto de o centro Dombosco ser uma igreja auxiliar para que as pessoas que queiram viver com eles, eles acabam sendo. Porque me parece que quando você convida alguém que não tem autorização expressa do bispo para um lugar ou para uma missa que não tem comunhão, já me parece tá beirando a algo parecido assim. Perfeito.
Eu não tenho falado tanto dessas duas tentações, mas elas são reais, que é a tentação da avareza e a tentação do poder. De fato, é uma estratégia para fazer uma igreja paralela. Eu apenas diria que essa igreja paralela ela já existe e ela não é através do centro Dombosco, é a fraternidade São Pio X.
Sem dúvida nenhuma, eu não vou entrar aqui no mérito subjetivamente se é um cisma formal. Isso aí quem vai julgar é Deus e a santa igreja pode ser uma ação sismática, uma atitude sismática. É um cismacial, é um sisma em germe e também um cisma material, ou seja, tem matéria de sisma que pela definição que tá no Catecismo da Igreja Católica eh de São João Paulo I, que vem de Santo Tomás, seria por si só, sim, que tá no quarto direito canônico.
Exatamente. É uma insubmissão, uma falta de comunhão com o Santo Padre, o Papa e com os bispos. E isso é evidente.
E claro que vem, quando você se coloca numa igreja paralela, é claro que virá essa tentação da avareza e do poder, porque começa a ficar uma luta por fiéis, porque se você perde os fiéis, você perde dízimo. Isso é gravíssimo, porque é não é uma paróquia que eventualmente um fiel pode mudar de paróquia pelas mais diversas circunstâncias, mas todas as paróquias estão ligadas àquela diocese e ligadas à igreja. Nesse caso não.
Nesse caso são fiéis que, infelizmente, perdem a comunhão com a igreja, saem das paróquias, saem das dioceses. E é claro que a tentação da avareza e a tentação do poder de dizer o que é o certo, de dizer o que é errado, de dizer o que o católico de hoje deve fazer diante dessas situações difíceis, essa é uma tentação muito grande. Só que o Centro Dombosco também vive um dilema, por outro lado, financeiro, nós poderíamos dizer, porque o Centro Dombosco é sustentado pelos fiéis das paróquias.
Nós não podemos ser ingênuos de achar que quem compra os livros, é claro, os fiéis desses ambientes, e é importante aqui essa galera frequenta São Pio X. Exatamente. Frequenta a Igreja Católica Romana.
E aqui a gente precisa fazer uma distinção. Quando nós falamos da fraternidade, nós não estamos a falar dos fiéis que vivem os ritos eh pelo missal antigo eh em ambientes em comunhão com a igreja, como o Instituto Bom Pastor, Administração Apostólica, Instituto Cristo Rei, Fraternidade São Pedro e outros. Esses fiéis são uma riqueza para a igreja, são um dom de Deus para a igreja e são ambientes maravilhosos, ambientes católicos.
No caso da fraternidade, não, porque rompe a comunhão. E o grande dilema do centro Dombosco ele é que ele começa sistematicamente a agredir os seus próprios clientes, a agredir a vida católica que os seus clientes têm, aqueles que compram os seus livros, aqueles que muitas vezes são os seus membros patrocinadores. E esse é um dilema muito delicado.
E, e é o e me parece que é o que você falou, essa tentação da avareza, nós nunca podemos generalizar. E você tem toda a razão. Primeiro que nós não podemos julgar os corações, saber se a pessoa está na avareza ou não.
E segundo que é o sustento das famílias. Aí eu falo do das pessoas que vivem desses apostolados, muitas vezes tão ricos, mas no caso específico do Centro Dombosco, sim, tem essa tentação, porque são ambientes que precisam manter aquele poder sobre os fiéis e manter também o dízimo seu sustento. Mas o Centro Dombosco vive esse dilema de se descolar cada vez mais dos seus clientes, dos seus apoiadores, que são pessoas que estão nas paróquias querendo viver um catolicismo sério, mas permanecer nas paróquias, servir os seus párocos, servir os seus bispos, servir a igreja em comunhão com o Papa e não fazer esse movimento sistemático de ir para uma igreja paralela.
E isso é muito delicado. Quando eu vi a colocação, ou melhor, a carta da Arquidiocese do Rio de Janeiro, eh através de um Monsenhor lá e tudo, sim. Eh, me passou ao coração assim o pensamento de dizer, é, o coração pensa, né?
Pode ser também, não tem problema, né? dizer, olha, talvez seja a oportunidade de pelo menos de uma certa forma aliviar a coisa e gerar agora uma potencialização do centro Dombosco C3 4 5x do que é se pelo menos ele ceder ali alguma coisa e e agora, ui, desculpa, emplacar de uma forma muito forte. Eh, dentro de você passou algum pensamento parecido ou você realmente não tinha esperança que ia ter algum passo para trás nesse sentido?
e que nesse nesse fato você realmente nem chegou a pensar porque pelo que você conhece da coisa é uma decisão mesmo mesmo de de que seja irrevogável de que é a gente quer viver aqui mesmo e a gente quer viver algo paralelo e pronto e acabou e é por aqui. Sim. É, nesse caso existem dois lados, né?
Eu também, mais uma vez, eu não posso julgar os corações, mas é claro que há uma avaliação de quem conviveu por anos, quem viu processo, fundou junto com ele, quem abraçou esses erros durante um tempo e deixou o apostolado justamente porque esses erros estavam deflagrados e hoje eles são promovidos, propagados em larga escala. É claro que muitas vezes, não somente com o Centro Dombosco, quando nós falamos com pessoas em geral que estão nesse erro, às vezes fica muito claro que a pessoa está obstinada no erro, que parece que ela não quer abrir mão, que ela não quer, não quer dar o braço a torcer. Mas é claro, Deus é poderoso, Deus é misericordioso, é um Deus de amor.
E o que nós rezamos e e eu particularmente creio que é possível não somente o centro Dombosco, porque o centro Dombosco acaba por ser um elemento nesse tabuleiro que promove os erros de uma instituição que tem décadas de história, que é a Fraternidade São Pio X. Claro que nós devemos crer e rezar para que a fraternidade volte à comunhão com a igreja e naturalmente também rezar para que o centro Dombosco volte. Mas na minha visão, sem dúvida nenhuma, é claro que depende da abertura do coração deles.
Você falou do coração, mas claro, é uma ação da graça de Deus. Deus é concretamente, sem dúvida nenhuma, chama esses irmãos para que eles voltem à comunhão com a igreja, para que eles saiam desse erro. E se Deus luta por isso, digamos assim, eh, se Deus acredita quem somos nós e não só Deus, a igreja.
A igreja, ao longo dessas décadas de história da fraternidade, muitas vezes ela agiu de maneira misericordiosa, amorosa, para que eles voltassem para casa. Até as penas de comunhão que São João Paulo II aplicou quando Dom Lefre sagrou quatro bispos a ele e aos bispos. Isso é um ato de amor.
Isso é uma pena medicinal. Depois o Papa Bento X levanta as escomunhões numa tentativa de que eles voltem à comunhão e não aconteceu. O Papa Francisco dá em comunhão com o bispo local a possibilidade de que eles ministrem o sacramento da confissão e até eh sejam testemunhas de matrimônios.
Eh, e mesmo assim não há um retorno, mas veja que são atos misericordiosos da igreja. E a própria Arquidiocese do Rio, quando ela aponta aquele erro, como você falou muito bem, isso é um ato de amor, um ato de amor da igreja para que eles vejam os seus erros. E nós, da mesma forma, precisamos ter essa atitude que a própria igreja tem e que se fundamenta no em Deus.
Claro que está à procura não só deles, mas de todos aqueles que saem da comunhão com a igreja, todos aqueles que estão fora da igreja como eles se colocam. Então, nós também devemos sim denunciar esses erros, mas com amor, com caridade, com equilíbrio, para que eles eh se deem conta do mau caminho e voltem. E claro que é uma luta alma a alma, é pessoa a pessoa.
E eu tenho ouvido relatos de pessoas que falam comigo, olha, consegui, teve uma uma moça que essa semana falou comigo no direct do Instagram, graças a Deus, a partir dos seus testemunhos, eu consegui convencer três pessoas a sair, saírem desses erros. Outro rapaz que conversou comigo também falou que um pequeno passo foi dado por um rapaz que está nesse erro. Então, é, é um trabalho de formiguinha, de médio, longo prazo, mas que é pessoa a pessoa, alma a alma.
E é por caridade que nós denunciamos esses erros. E tem que ser assim, não pode ser por outra razão. Você continua falando em eventos, né?
E aqui a gente já vai se encaminhando. Inclusive você tem a escola de catequese São Pio X, aquele que aqueles que desejarem acompanhar também o Pedro Afonsica com dois FS, vai lá também no Instagram, você pode acompanhar também, fica à vontade. E você continua falando, você continua indo a eventos, a gente percebe que você vai em vários lugares, fórum, eh, palestras, lives e tantas outras coisas.
Mas eh hoje qual que é a diferença de da força de fala ou da potência de ânimo que tem o Pedro depois de ter tomado a decisão de sair do centro Dombosco e senta numa mesa para uma conferência? e o Pedro daquela época, tipo, até que ponto que tem existe essa diferença se você sente algo parecido em relação a isso e e o quanto que também a efetividade, né, tipo a resposta, os frutos, né, a o direcionamento das pessoas que participam. Se algo mudou nesse sentido, com certeza.
Eh, e a mudança principal é a comunhão com a Igreja, a comunhão com as autoridades eclesiásticas, a comunhão com o Santo Padre, o Papa, principalmente, mas no dia a dia, a comunhão com os bispos, com o meu bispo cardeal Dom Orani João Tempesta, que arbispo do Rio de Janeiro, a comunhão com o meu pároco. E claro, quando nós vamos para outras dioceses com outros bispos e com outros párocos, essa é a grande diferença. Eu dei o meu testemunho em fevereiro e lá eu falei que a minha conversão foi muito eclesial, foi uma conversão lá em 2009, com 22 anos, eu tô com 38 hoje, que girou em torno do amor pela igreja e que esses erros nos quais eu me envolvi também foram um amor desordenado pela igreja, um zelo excessivo que me levou a cair nessas desordens.
E hoje tendo retrocedido desses erros, é totalmente diferente fazer o mesmo apostolado que eu procurava fazer no Centro Dombosco, porque existe essa dinâmica do apostolado na paróquia que a gente faz e eu procuro fazer, mas existe esse apostolado que a gente faz no meio da sociedade, como esse evento aqui que acontece num eh num espaço maravilhoso de eventos no meio de São Paulo. É um apostolado na sociedade. E hoje, graças a Deus, a escola de catequese São Pio X, que é voltada para formar catequistas, nós temos o seminário para empresários católicos, que é para formar os empresários na doutrina social da igreja.
Todos esses apostolados têm lá o seu Instagram voltado para reunir os empresários. O fórum Rio, que já é voltado para tratar de questões importantes paraa sociedade, segurança pública, educação, sempre à luz da doutrina social da igreja, eh, política de uma maneira geral, a gente vai fazer um evento agora para falar de esporte, por exemplo, o apostolado alívio do sofrimento, que é na área da saúde. Então, a ideia é o mesmo ímpeto que já existia lá no centro do Ambosco.
fiéis leigos que colaboram com a igreja para fazer apostolado na sociedade. Mas a grande diferença é a comunhão com as autoridades eclesiásticas, essa e essa tranquilidade de estarmos unidos com a igreja e não nos comportarmos como inimigos dela, como eu me comportei durante muito tempo. E isso faz toda a diferença.
Pedro, eu quero muito agradecer a sua generosidade por estar aqui num evento bem corrido. Você teve vários compromissos aqui e com muita generosidade eh veio até aqui pra gente conversar um pouco. Uma alegria conhecer você, estar aqui eh ouvindo também toda a sua e aqui nessa nossa conversa.
E de coração, obrigado pela generosidade. Vou te presentear aqui com o Ela tá abrindo ali. Daqui a pouco eu vou presentear.
Já tô me preparando para presentear aqui o Pedro. Mas com essa imagem de São Miguel quem não é imagem, não é? Não é São Miguel.
Ah, você vai levar de presente hoje aí, viu? Que maravilha. Que coisa boa.
Vamos ver quem que é. Ah, já pelo cajado eu já sei quem é ali. Quer ver?
Ó, traz aí. Que maravilha. Já você já reconhece, não?
O cajado de Canon. Olha, eh, que seja ele aí também a lhe ajudar eh na defendendo de toda a luta, toda É ele mesmo. Vai ser celebrado agora dia 11.
Vai, vai ser dia 11 celebrado agora. Que maravilha. Simbolicamente aqui com o Pedro, eu vou colocar o cajado, que seja sempre o cajado também aqui da igreja a nos guiar.
Amém. a nos e iluminar na nossa vida, no dia a dia. E essa imagem aqui do artesanato Costa vai de presente aí para você e vai levar lá pra sua casa, pra sua família e para você lá pro Rio de Janeiro agora de presente.
Muito obrigado pela generosidade de ter vindo aqui. Obrigado mesmo. Eu que agradeço pela sua generosidade, pelo seu ótimo trabalho.
Meus parabéns e estou à disposição pro que vocês precisarem. Muito obrigado e a você que esteve conosco. Vamos caminhando.
É o Santo Flow, o que aconteceu na Expo e vamos caminhando. Deus abençoe.