a questão do carnaval e da carnabolização nas obras de dostoevski na poética dostoriedesquiano é sobre isso que eu falo Neste vídeo em que nós seguimos na leitura da obra problemas da poética de drivesc e continuamos no capítulo 4 peculiaridades do gênero do enredo e da composição das obras de Dostoiévski antes de adentrarmos precisamente no capítulo vale a pena nós relembrarmos que neste capítulo O batim já falou a respeito de uma certa história do desenvolvimento de determinado gêneros discursivos que chegaram ao Dostoiévski influenciaram a prosa dos trailers que Ana então ao invés de apenas olhar para
gêneros que eram contemporâneos do momento em questões que escrevia um dos traps que retoma desde a antiguidade gêneros e vai mostrando o desenvolvimento histórico desse gêneros até chegar ao dos soyevski então lá na antiguidade o batim recupera gêneros do sério cômico dentre os quais ele destaca a sátirampeia e o diálogo socrático e vai observando como esse gêneros se desenvolvem na antiguidade na Idade Média Renascimento e na idade moderna até que suas influências cheguem ao dostoiés de maneira similar uma Tim vai fazer isso com a questão da carnavalização vai falar sobre o carnaval e sobre a
carnatalização distanciando-se das obras olhando o desenvolvimento histórico dessa questão para depois adentrar especificamente a prosa dos traíresquiana as obras do Dostoiévski então a exemplo do que ele fez com relação ao gêneros discursivos em que ele faz uma digressão e traz o desenvolvimento histórico do gênero discursivos desde antiguidade até chegar ao drênski e ali ele observa na prosa do doutor hevski influências desse desenvolvimento histórico também aqui com relação a carnavalização faz uma diggressão vai olhar a questão da carnabolização não se atendo apenas as obras do soévis e depois ele faz uma análise desses das questões do
carnaval da carnavalização na obra do historieses que ano para você que está acompanhando os vídeos com a leitura do livro eu inicio no capítulo no parágrafo que diz o seguinte agora passaremos ao problema do carnaval e da carnatalização na literatura aqui para nós no contexto brasileiro Talvez seja importante nós já desassociarmos o carnaval a respeito do qual fala o batim o Carnaval que nós vivenciamos no Brasil o carnaval a que se refere bacting não é o carnaval brasileiro não é o carnaval do Rio de Janeiro o desfile das escolas de samba em São Paulo no
Rio de Janeiro não é o carnaval de rua em Salvador em outra cidades Não é esse carnaval aqui se refere o batismo são os festejos europeus e ele vai retomar esses festejos em diferentes momentos históricos desde antiguidade então ele vai olhar para esse carnaval e qual que é a diferença entre carnaval e carnavaleização muitas vezes as pessoas confundem carnaval são os próprios festejos os diferentes festejos em diferentes épocas em diferentes culturas cai na valização é o impacto dessa desse modo de ver o mundo que o carnaval traz na literatura então carnaval são os festejos e
carnavalização é o modo como carnaval reverbera repercute influencia a composição na literatura bom então vamos lá ele vai falar portanto agora do problema do carnaval e da carnavaleização na literatura O que é o carnaval então é um conjunto de uma variedade de festividades de ritos e formas que variam a depender da época e do Povo E por que que é tão importante o carnaval Por que que o battin ele vai falar do carnaval ele por exemplo não vai falar de outras festividade Olha poderia por exemplo falado Natal ele poderia falar da páscoa mas ele se
a tem a falar do carnaval da influência do carnaval no desenvolvimento da literatura para que ele chegue e olhe como isso impacta a escrita do dostonhez então a questão que nós temos que nos colocar é porque o carnaval é tão importante porque a carnabolização é tão importante o carnaval é tão importante porque ele traz uma cosmovisão carnavalesca o que que essa cosmovisão carnavalesca cosmovisão é uma visão Ampla uma visão da vida um modo de ver a vida e o carnaval traz um modo de ver a vida diferente da Visão oficial então se nós temos uma
vida comum uma vida oficial uma vida Extra carnavalesca a vida comum o Carnaval vai trazer uma outra vida uma vida diferente daquela que nós vivenciamos nessa vida diferente o mundo estará segundo as palavras batim de alguma maneira as avessas é o mundo das avessas é o mundo em que as posições hierárquicas podem ser trocadas outras questões podem ser trocadas os homens tivessem de mulheres as mulheres tivessem de homens enfim o que o carnaval traz é um outro modo de viver a vida e por que isso é tão importante porque quando eu vejo o outro modo
de ver a vida eu relativizo as verdades Então vamos buscar no próprio vocabulário bactiano o que é quando eu tenho apenas uma verdade isso é um monologismo uma única voz o carnaval ele já mostra que não existe imunologista que é possível uma outra vida que uma urologismo na verdade é apenas uma maneira de entender o mundo mas que é possível vivenciar a vida de um outro modo Então por que que o carnaval é tão importante porque ele traz a possibilidade de ver a vida de uma outra maneira E aí o gatinho vai passar a falar
a respeito de características do carnaval ele já já trouxe aqui para vocês essa ideia geral da importância do carnaval e que esse Carnaval por tanto ele traz para literatura um outro modo de ver a vida que contesta as verdades absolutas que contestam imunologismo e o carnaval transposto para literatura é a carnavalização mas o atchim ele vai agora esmiuçar detalhar questões do carnaval que são importantes no desenvolvimento histórico da literatura e para que ele possa chegar efetivamente na análise da prosa do dostonhevski Bom primeiro ponto que ele fala é um dos primeiros pontos que ele destaca
é que o carnaval é um espetáculo sem separação entre atores espectadores por exemplo Diferentemente de um teatro em que os atores e os espectadores ou Diferentemente de um evento esportivo em que é os jogadores e o espectadores no Carnaval não há é um espetáculo não é uma ribalta que separe atores e espectadores todos participam da festividade do carnaval e todos vivenciam a vida carnavalesca isso é muito importante porque todos vão ser convidados a viver uma outra verdade a experienciar uma outra vida a ver que é possível viver de um outro modo e não daquele modo
corrente com qual se vive então o carnaval ele é um festejo Universal que convoca todas as pessoas a experimentar uma outra verdade um o modo de ver a vida e portanto ele relativiza de maneira Universal o monologismo a ideia de que exista uma única verdade bom como eu já havia mencionado uma Tim entende que a vida carnavalesca é uma vida às avessas uma vida ao contrário em que muitas das questões são colocadas de outro modo E aí ele diz que na vida carnavalesca por exemplo revogam-se o sistema hierárquico e todas as formas se conexas de
medo de reverência de devoção de etiqueta etc um dos aspectos mais importantes do carnaval é essa revogação do sistema hierágico em que não há mais é uma distinção social entre o sujeitos e tanto ricos quanto pobres o rei o escravo sábio ignorante o pecador e o santo todos eles conviveram no mesmo espaço num espaço de tempo em igualdade numa praça pública cai a Valesca em que os homens se encontram enquanto homens na sua humanidade e não mais a partir da sua posição social bom E por que que isso é tão importante porque quando eu revogo
sistema hiático conjuntamente eu revogo formas conexas ao sistema hierarquia como formas de etiqueta formas de devoção de referência e inclusive de medo se nós pensarmos que o batismo vai fazer uma um estudo histórico dessa questão que vai desde intimidade até a idade moderna por exemplo na Idade Média ou os festejos carnavalescos e a cosmovisão carnavalesca elas inclusive revogam de alguma maneira o medo elas tirarem o sistema hierárico as posições Gerais elas vão permitir que se dê risada que haja um riso que relativiza todas as verdades inclusive relativizam medo que existia na Idade Média por exemplo
mas essa é uma questão que é importante em todo o desenvolvimento histórico do carnaval bom o que que acontece no mundo esta carnavalesco na vida oficial na vida que todos é vivenciam comumente existe uma distância hierárquica entre os sujeitos existe uma distância entre o rei o escravo entre o rico e o pobre entre o santo e o pecador mas no Carnaval não todos convivem um livre contato familiar todos são convocados a estarem na praça pública carnavalesca essa imagem de que os homens se encontram ali despidos das suas posições sociais e podem se encontrar enquanto homens
e veja que essa questão inclusive nós já comentamos em outros vídeos no entendimento latim ele está buscando o homem no homem aquilo que há de mais essencial no homem aquilo que vai além e que antecede a sua posição social aquilo que mostra o seu caráter de humanidade aquilo que ele tem de mais humano e o carnaval pela cosmovisão carnavalesca Traz essa possibilidade de um homem se encontrar com outro homem na sua mais pura humanidade na sua essência o Martim vai elencar quatro categorias carnavalescas A primeira é as que nós já vimos comentados que é esse
contato familiar entre os homens homens que na vida Extra carnavalesca que na vida oficial não se encontram estão eles vivem mundos muito separados mas que na vida carnavalesca eles podem se encontrar nós veremos também como uma das categorias Extra cai na valescas a essenticidade esse mundo das avessas em que as roupas são trocadas entre homens e mulheres por exemplo ou que você traja uma roupa da parte de baixo no tronco ou uma roupa na parte de cima nas partes de baixo ou que você use como chapéu um Penico enfim você tem uma excentricidade E por
que que essa intensidade tão importante também porque ela relativizou ela relativiza a vida que é dada como uma verdade já aposta o Betinho também vai mencionar a mesa alianças carnavalescas o que que são essas minhas alianças são alianças um pouco inusuais pouco usuais né em que você junta aquilo que está separado como sagrado e o profano o elevado embaixo o grande e me insignificante o sábio e o tolo além da própria questão da profanação durante o carnaval você pode profanar inclusive o sagrado relativizar inclusive o sagrado Ou seja você pode relativizar as verdades que são
dadas isso mostra para o homem que uma outra vida além da vida que ele vive é possível bom bati passa a falar a respeito das ações carnavalescas dentre as quais ele destaca a coroação bufa e o destronamento é muito comum nos festejos carnavalescos de diferentes épocas históricas e diferentes culturas uma certa representação da coroação bufa e do destronamento então No Carnaval nós temos como uma um coroamento de alguém que na vida Extra carnavalesca que na vida oficial geralmente é um sujeito marginalizado ele é o escravo ele é o bobo mas ali no carnaval ele se
torna o rei sabendo que na sequência ele vai ser destronado então é apenas uma alegria relativa uma relatividade alegre porque ele está sendo Coroado mostrando o mundo diferente mas já no término do seu coroamento se sabe que ele vai ser destronado isso também serve para mostrar inclusive que as verdades absolutas que os reis que os sacerdotes que todos aqueles que ocupam o poder em algum momento eles não mais ocuparão o poder então o carnaval também traz a questão da transitoriedade da questão de que a verdade absoluta ela é entendida em um momento do tempo mas
em outro momento pode ser podem ser outras as verdades segundo a TIM o a coração bufa é um ritual ambivalente de um nivo vamos entender isso porque ele é o bivalente porque ele mostra Duas Faces né é o rei que é bobo é o rei que é escravo ele é ambivalente mas ele é biomívoro ele junta no mesmo evento é duas dois aspectos no 100 já na coroação em germe ela está preenido do destrunamento ou seja não é que existem dois momentos a coroação e condicionamento a coroação já pressupou no destronamento então é como se
ela já gestasse o destronamento isso também mostra para o sujeitos que no mundo real a Assunção do Poder o está no poder em determinado momento ele já está gestando a queda então o poder atual já geste em si a queda já mostra essa questão da transitoriedade da relatividade das verdades rigotim passa a falar das imagens carnavalescas que também são biomívocas que reúnem em si opostos que estariam no mundo essa carnaval isso que separado como o nascimento e a morte a benção minha maldição ele comenta por exemplo a respeito de um dos festejos carnavalescos em que
o sujeito suportam velas né e o outro vai lá e só para vela e deseja a morte daquele que está apertando a vela veja é uma profanação é um desejar a morte do outro mas é em tom de brincadeira então você tem uma brincadeira que ao mesmo tempo digamos lança uma maldição para aquele sujeito Você tem os elogios e os impérios que são trocados ali na vida carnavalesca em que os elogios podem ser na verdade críticas e que os impropérios podem ser elogios a Mocidade e a velhice que são relativizadas no carnaval porque também são
mundos que podem se encontrar no carnaval o alto e o baixo a fácil trazer uma questão também que o batim comenta muito essa questão do alto barco fácil traseiro em outras obras em que também fala a respeito da carnibalização Lembrando que veja nós estamos falando aqui de problemas da poética de dryer na atualização ela também é comentada pelo bactim aqui na sua tese sobre França Belém aqui no Brasil foi publicada sob título a cultura popular na idade média e no Renascimento contexto de François veja e fazendo aqui uma parte o que que nós estamos vendo
que o essas questões que o team traz né vamos supor a questão da carnavaleização ela também está em outras obras quando a gente olha lá o texto gênero de discurso de 1952 53 aqui nós vimos no vídeo passado que é o início desse Capítulo o desenvolvimento histórico do gêneros Então essas questões que o battin fazem elas dialogam elas perpassam por diferentes obras dele bom então retomando as imagens carnavalescas donívocas Nascimento e morte né como a questão da velha aqui está gestando uma criança a benção a maldição os elogios em propérios Mocidade velhice alto e baixos
valores altos e baixos a face e o traseiro né como por exemplo nas Representações do rabelé a tolice e a sabedoria que estão lado a lado que são que se permitem conviver na praça pública carnavalesca e ele na sequência vai falar de alguns elementos carnavalescos um nós já comentamos é esse eletricidade mas aqui nesse trecho do capítulo da TIM fala de outro aspecto que são os pares os sósias Os Gêmeos e além dos objetos ao contrários os objetos ao contrários Eu já comentei é você usar roupas da parte inferior na parte superior usar um Penico
como chapéu por exemplo mas essa questão dos pares ela é muito importante porque também ela vai estar muito presente na poética na prosa do drive Então o que nós temos nós temos sócia nós temos gêmeos os gêmeos né tão comuns na literatura e no mundo estético o gênero bom o gêmeo ruim que se parecem iguais mas que são diferentes o sósia aquele que traz para mim que se parece comigo mas que pode ter um valor completamente diferente do meu tinha até comenta que muitos os personagens principais muitos dos heróis dos Torres que anos eles têm
sósias eles têm gêmeos eles têm duplos Então os duplos não estão apenas na novela O duplo dostoiévs eles estão presentes em muitos dos romances então quando eu pego heróis é personagens principais os romances as três canos muitas vezes eles têm um ou mais duplos personagens que se opõe a eles em determinada característica em determinado valor em determinada ideologia e esse confronto serve para que a verdade seja desconstruída ou relativizada então aquilo que eu trago como a minha verdade seja oposta a mim não abstratamente mas na vivência do outro que vivencia minha verdade de uma outra
maneira e portanto me impõe ver que a minha verdade ela não é vivenciado pelo outro sempre da mesma maneira como eu a vivência um outro elemento carnavalesco que vai te encomenda é o fogo o fogo que destrói mais que ao mesmo tempo renova que traz o nascimento aí a hipótese de uma nova vida e o riso que é ambivalente o riso no Carnaval não é um liso desse treinador um riso que humilha ele é um riso ambivalente ele ao mesmo tempo que pode de alguma maneira tirar sarro criticar ele também traz o júbilo o contentamento
essa Alegre relatividade esse mostrar que você não precisa estar com a razão você não precisa estar com a verdade porque a verdade para os seres humanos enquanto portadores da sua verdade eles são sempre seres humanos que estão com Verdades monológicas e elas vão ser relativizadas pelas verdades dos outros então esse riso ambivalente que mostra essa Alegre relatividade da vida na sequência o batim continua falando aí dos elementos carnavalescos e ele fala da paródia é e ele comenta a respeito desses duplos para para odiadores estão presentes na literatura E aí nós já falamos a respeito desses
duplos no caso da poética no caso das obras dostoietes que apresentam muitos duplos sujeitos que servem para contrastar a minha verdade mas mais uma vez não é uma verdade que é contrastada um aspecto abstrato enquanto um teorema enquanto uma concepção filosófica ela é contrastada na vida do outro é uma verdade que se personifica em outro personagem e em outra vida que mostra a relatividade da minha verdade e o vatim passa a falar na passa a falar não ele volta a falar da praça pública carnavalesca e aqui vale a pena um detalhamento maior dessa questão o
palco das ações caem na valescas é a praça pública por quê Porque a praça pública é um lugar público Que todos tenham acessos e Universal Todos devem participar do carnaval o tolo sabe o moço velho a mulher o homem todos são convidados a participar da Praça do carnaval que é realizado não à toa nessa praça pública que todos têm acesso aí o que te comenta e na literatura essa praça pública ela pode ser representada por outros modos por outros espaços em que eu tenho a convivência de sujeitos que no Mundo oficial na vida cotidiana normal
eles não conviveriam então eu tenho a literatura praças ruas tabernas em que por exemplo posso ter um general e uma pessoa de uma classe baixa muito de uma classe social muito baixa estradas em que eu posso ter um rico comerciante que vai se encontrar ali com mendigo banhos públicos converse de navios enfim espaços em que eu tenho sujeitos que estão que podem estar em convivência e que na vida cotidiana normal na vida oficial extra carnavalesca não conviviam bom E se nós pensarmos hoje em exemplos atuais Será que o Carnaval por exemplo no caso do Brasil
ele é uma praça pública carnavalesca Olha a meu ver não muito porque o que acontece por exemplo no carnaval do Rio nós já temos uma separação entre espectadores e sujeitos que vivenciam aquele carnaval mas aquele carnaval também não é para qualquer um você precisa pertencer uma determinada comunidade ou às vezes você precisa pagar para participar do desfile enfim não são todos que tem acesso aquele espaço e nos carnavais de rua essa distinção também muitas vezes acontece porque para participar de um bloco A pessoa precisa de um certo dinheiro ou se for uma cidade digamos no
interior em que acha de fato um carnaval na praça pública muitas vezes Nessas cidades também existem carnavais em clubes em que há também já uma separação não é sim pode haver de alguma maneira uma coexistência de sujeitos que não se encontram fora da vida carnavales calina aquela praça pública carnavalesca pode mas é o que parece é um pouco diferente daquilo que o batim mencionava nesse estudo que ele faz do carnaval Além disso veja estamos falando apenas na questão do espaço do carnaval que é a praça pública carnavalesco mas o carnaval ele traz várias outras questões
que nós já comentamos né essa cosmovisão carnavalesca esse outro modo de ver a vida eu acredito que talvez em termos de espaço mas não de cosmovisão carnavalesca Total talvez no caso do Brasil por exemplo a recente vacinação contra covid ela se aproxima meu ver muito mais esse espaço carnavalesco Por quê a menos que o sujeito tenha saído do Brasil e procurado se vacinar em outro país em que ele pudesse pagar pela vacina no Brasil independentemente da sua face social você teve que ir a um centro de vacinação ao local de vacinação e encontrar muitas vezes
sujeitos com os quais você não convivia na sua vida digamos comum a sua vida Extra carnavalesca assim também eu acredito essa a ideia de uma praça pública carnavalesca se aproxime daquilo que nós vivenciamos nas eleições no Brasil em que por exemplo você tem sujeitos ali uma dona de casa um pequeno comerciante que às vezes estão na fila né eles fazem limite como por exemplo uma celebridade alguém muito famoso uma cantora muito famosa um apresentador muito famoso pessoas que não conviviam se não estivessem naquele espaço então ali para mim né a vacinação da covid as eleições
de alguma maneira elas são uma praça pública carnavalesca é a medida em que eles aproximam sujeitos que não vivenciam é que não estariam juntos a não ser naquele momento agora claro ali é só abraça pública você não tem outras categorias do carnaval como por exemplo essenticidade as paródias as minhas alianças enfim outras questões bom lembrando claro que cada um desses aspectos do carnaval eles podem reverberar na literatura de diferentes modos Eles não precisam estar todos conjuntamente o tempo todo e aí o matim ele já elencou ele já falou do carnaval da carnavalização de ações carnavalescas
de categorias carnavalescas de elementos carnavalescos e agora ele passa a fazer uma certa retomada histórica ele vai dizer o seguinte na antiguidade na idade média o homem levava Duas Vidas uma oficial e outra carnavalesca Especialmente na idade média ele fala que isso é muito marcante a existência de uma vida oficial e de uma vida cair na valesca e que isso é importante para que nós inclusive compreendamos esse homem como uma hora ele está ali lendo e vivendo o mundo de acordo com os textos sacros e como Em outro momento ele está profanando Deus por exemplo
porque em um momento ele está na vida oficial em outro momento ele está na vida Extra carnavalesca ele está relativizando se não Deus por pelo menos às vezes aqueles que são exportadores em tese da palavra divina como sacerdotes como os padres enfim como Os guias religiosos de cada época ele vai dizer que o carnaval no Renascimento seria o apogeu da cosmovisão carnavalesca e que essa força da cosmovisão carnavalesca ela adentra praticamente toda a literatura trazendo para literatura o riso ambivalente carnavalesco as ações carnavalescas de destronamento de coroação bufa ambivalência os duplos e uma própria linguagem
carnavalesca cheia de impropérios cheia de elogios com duplo sentido que vão desestabilizar a linguagem é em termos de gêneros vão desestabilizar por exemplo estilo único que você tem por exemplo em tragédias em pompéias em gêneros que não são gêneros do sério cômico já no século XVII a vida carnavalesca ela a vida carnavalesco Popular ela entra em declínio perde-se a base popular e você tem um início da linha das mascaradas de festas digamos de salão em que as pessoas estão mascaradas mas que todo aquele conjunto de imagens de ações carnavalescas esse ambiente público da praça carnavalesca
eles estão perdidos e você começa a ter um distanciamento dessa base popular do carnaval por isso o Martin vai dizer que em termos da carnavalização né que essa influência do carnaval na literatura até a metade do século XVII as pessoas viviam o carnaval então por isso o carnaval era a própria fonte da carnabolização Ou seja a influência do carnaval na literatura vinha do próprio carnaval a carnatalização tinha como fonte ou carnaval só que a partir da segunda metade do século 17 como esse carnaval já perdeu essa base Popular a carne avaliação ela vai vir da
literatura já cai navalizada então é uma fonte mais não mais imediata é uma fonte imediata Você vai continuar tendo a influência da cosmovisão carnavalesca mas agora a fonte não é mais o carnaval é a literatura já cai navalizada então tinha a partir da segunda metade do século 17 a literatura carnavalesizada é que será a principal base da carnavaleização e não mais o carnaval propriamente dito como aconteceu até a primeira metade do século XVII bom então ele fez aí uma apresentação de vários aspectos do carnaval ele falou desse transcurso histórico do carnaval e ter carnavalização de
como homem vivenciava o carnaval na idade na antiguidade na idade média no Renascimento e na idade moderna falou das bases do carnaval para carnavalização que antes eram o próprio carnaval e que depois passa a ser a literatura já cai navalizada e agora nesse momento aqui do texto ele passa a falar respeito da carnabolização nos gêneros discursivos então ele começa a falar da carnalização dos gêneros sério cômico dentre os quais ele já vem destacando diálogo socrático é minipédia e ele vai dizer que são reverberações influências repercussões da carnabolização no diálogo socrático por exemplo a questão da
verdade não estabilizada porque o carnaval ele relativiza as verdades ele traz a possibilidade de que eu vejo ao mundo com outros olhos com uma visão carnavalesca de uma outra maneira ele vai mostrar também que a verdade se constrói não a partir de uma única consciência mas a verdade é construída no diálogo em que você tem o confronto de diferentes opiniões de diferentes perspectivas de diferentes pontos de vista e para que eu tenha esse confronto eu preciso que os participantes dialoguem em um contato familiar então nos diálogos socráticos não é só o filósofo mas é o
filósofo e o tolo é o sábio e o Ignorante é o rei e o escravo eu preciso que sujeitos com diferentes visões de mundo com diferentes posicionamentos estejam um diálogo para que eles possam mostrar a verdade na sua construção humana no caso do minipédia o Matinho é destacar por exemplo a representação do Inferno da Sade das mini impérios porque no inferno todos são colocados em igualdade inclusive às vezes em papéis opostos o rei se torna escravo escravo se torna rei mais de toda maneira ali no inferno todos estão despidos já destituídos das suas posições sociais
na vida corrente eles vivenciam o inferno enquanto homens enquanto humanidade encontra essência do ser humano você tem também a mini pé a colocação das últimas questões que quando o homem é convocado a mostrar quem ele é para além da sua posição social para além das etiquetas para além de um certo discurso que seja aceitável socialmente e que ele mostra de fato quem ele é por fim o Carnaval que essa miscelânea essa esse conjunto né Essa união de materiais heterogêneos o carnaval permite com a combinação de diferentes temas de diferentes estilos de diferentes gêneros discursivos Então
esse é uma também é uma das repercussões do carnaval na mini Penha e o batim além de tudo né vocês vejam Como assim o estudo que ele faz como eu estudo é rico complexo né e nada ingênuo porque ele poderia ter sentido apenas ao gênero sério cômico olha que já trazem a questão da comicidade e que de alguma maneira pode ser relacionada com o Carnaval que traz a questão da Alegria mas o Martim vai além ele vai falar aqui da influências do gênero sátirama e da carne na atualização em gêneros cristãos é algo até pouco
é óbvio mas que te faz então ele vai falar dessa influência da mini pay da carnalização em bases cristãs e ele destaca alguns gêneros dentre os quais eu sublinhei o evangelho feito dos Apóstolos o que que nesses gêneros excursivos você tem de aspectos do carnaval da carnavaleização a síntese dialógicas quando eu tenho sujeitos muito diferentes que são colocados em contato para discutirem as últimas questões como por exemplo Cristo e o tentador o crente O ateu que são colocados para que eles confrontem os seus pontos de vista também nos feitos dos Apóstolos evangélicos nós temos a
provocação da ideia e do seu portador Quando o homem Ele é provocado a mostrar essa ideia e aprovar que de fato ele acredita naquela ideia então quando por exemplo é você tem o demônio tentando crente que está atravessando o deserto para provar se de fato ele acredita naquela ideia você tem a colocação no mesmo plano de pessoas de diferentes espectros sociais culturais como ricos bandidos soberanos convivendo no mesmo espaço além da representação dos sonhos e da loucura que não são aspectos apenas de enredo para enriquecimento de enredo Mas são a possibilidade de mostrar que existe
uma outra maneira de ver a vida de vivenciar a vida bom e que o que Dirá o batim o doce que conhece profundamente essa literatura é cristã e aqui que que eu estou dizendo para além um pouco do bacting disse né na minha interpretação que portanto não só a Sat das minipéias o diálogo socráticos e as suas reverberações em diferentes gêneros literários em diferentes autores literários mas também por meio da literatura Cristã elas impactaram e foram responsáveis pelo seu modo de conceber romance polifônico que traz várias dessas questões do carnaval como vai mostrar o baque
tinha a sequência bom então em síntese o que que o batismo falou nessa nesse trecho de problemas apoiars que nesse trecho Capítulo 4 ele falou da capacidade de proteica da mini pé nessa capacidade dela de mudar a sua configuração seja para se adaptar a alguns gêneros seja para trazer outros gêneros para o seu interior e ele vai mostrando essa capacidade dela de proteica aí de se adaptar a diferentes contextos no desenvolvimento histórico do gêneros justamente porque ela é muito adaptável muito maleável é que ela tem uma Um percurso histórico tão longo e nesse percurso histórico
ela vai levando características de gênero e nesse ponto específico da do capítulo mostrando que ela está relacionada com a carnabolização e ela vai levando a cosmovisão carnavalesca junto com ela e inclusive invadindo gêneros discursivos que não são gêmeos do sério cômico mas são gêneros da base Cristã Então faz todo esse percurso histórico aqui da questão do carnaval e da carnavaleização mas ele não se atende ao contexto Imediato do drives ele recupera isso desde antiguidade passe pela idade média pelo Renascimento e pela idade moderna ou seja isso é muito importante porque por vezes nós queremos estudar
um determinado gênero discursivo em bases marquidianas mas aqui uma Tim vai mostrando metodologicamente que por melhor entendimento de um gênero discursivo o ideal seria que nós tentassemos recuperar toda ascendência desse gênero discursivo né recuperar o seu desenvolvimento histórico porque isso vai esclarecer muitas das questões atuais do gênero porque quando na sequência nós formos olharmos combatim análise que ele faz a carne na atualização nós já temos toda essa bagagem de Exposição que ele fez Então essa análise que ele faz do Dr Edge é uma análise muito profunda muito boa até hoje é muito importante quando se
fala É muito difícil alguém ser um estudioso dos clientes que desconhecer o que fala o batim porque porque ele fez Todo Esse estudo histórico do desenvolvimento dos gêneros até chegar ao dos clientes do desenvolvimento da questão da carnalização até chegar ao Dostoiévski bom então deixa aqui apenas as referências né do livro problemas que edição que eu estou utilizando é quinta edição de 2011 espero que você esteja gostando desse conjunto de vídeos vá contando aí se você está lendo se você está gostando se você está entendendo melhor essa obra tão fundamental para os estudos bactilianos Muito
obrigado por você que me acompanhou até aqui Um grande abraço e até o próximo vídeo