[Música] Olá pessoal tudo bem Eu sou a Thaís Bento Sou psicóloga Clínica Infantil mestre em saúde coletiva e professora de Psicologia estou aqui hoje para dar um curso sobre terapia cognitivo comportamental com crianças e adolescentes A ideia é a gente abordar um pouco sobre essa terapia né sobre abordagem da TCC e falar sobre a sua aplicação especificamente no contexto infantil e da adolescência Então a nossa primeira aula é sobre o que é a terapia cognitivo comportamental então a terapia cognitiva o comportamental muitas vezes nós confundimos ela como uma terapia unicamente de abordagem comportamental muitas vezes
nós já vemos apenas como cognitiva e nem um pouco como comportamental E aí fica essa dúvida O que que ela é cognitiva ou é comportamental ou é um pouquinho das duas no caso ela é justamente essa união da cognitiva da questão cognitiva com alguns alguns aspectos da comportamental porque elas surgiu em uma época em que a gente estava tendo uma diminuição da ênfase entre abordagem estritamente comportamental e abordagem psicodinâmica que aquela é do Freud psicanalítica então começamos a migrar por uma atenção maior nos aspectos cognitivos como causadores do comportamento e foi nesse contexto que é
terapia cognitivo comportamental surgiu então nós temos aí terapeutas com mentais inicialmente então da análise do comportamento que também é conhecida como behaviorismo que veio lá do Skinner e migramos para o que foi chamado em alguns alguns autores em alguns textos vocês vão encontrar como terapia da segunda onda que são essas com a ênfase cognitiva onde a gente tem a TCC que a terapia cognitivo comportamental Então como afirma que eu vou ler um trecho de Jacob são lá de 1987 e ele coloca aquela incorporação das teorias e terapias cognitivas da teoria com a terapia comportamental foi
tão completa que é difícil encontrar atualmente terapeutas puramente comportamentais no trabalho de seus pacientes Então já lá naquela época se integração entre a terapia cognitiva comportamental como uma terapia de segunda onda das terapias de origem comportamentais foi tão bem feita tão bem integrada que já é difícil de se encontrar puramente comportamental mas existem e existe aí uma corrente ainda muito forte de terapeutas que tem como base análise do comportamento então lá do Skinner e não a TCC Então são duas coisas diferentes e essa é a principal diferença a TCC que é que a gente vai
estar abordando aqui nesse curso pega com uma grande influência uma grande importância nos aspectos cognitivos como influenciadores do nosso comportamento então vendo aqui meio que um mapa de do Progresso das terapias comportamentais e aí assim existem autores que concordam e não concordam tanto com esse com essa progressão da terapia comportamental ou em formato de ondas ou em formato de escolas diferentes mas vamos ressaltar aqui essa visão da terapia comportamental Como ela foi se aprimorando e abordagem foi se modificando Então a primeira parte da terapia habilitar que a caneta que eu consigo marcar melhor para vocês
Então temos aqui a primeira onda digamos assim da terapia comportamental que é a terapia comportamental clássica que era conhecida como modificação do comportamento até mesmo hoje quem atende na terapia comportamental que é de origem behaviorista não utiliza mais essa nomenclatura de modificação do comportamento e sim terapia comportamental ou terapia analítico comportamental E aí você pode achar essa sigla tac E se for infantil a gente acha Inclusive essa sigla então terapia analítico comportamental infantil e ela teve lá sua origem por volta de 1950 lá para os anos 60 a gente entra na segunda onda então a
segunda onda é essa que eu falei que tem a revolução das terapias cognitivas então que começa a se a adotar essa perspectiva cognitivista e aonde vem a terapia cognitiva o comportamental que a gente vai ver mais para frente mas com o ator principal é o beck Aaron Beck E aí já temos depois então lá para os anos 90 a terceira onda a letra é mais ou menos bonita mas acho que dá para compreender então a terceira onda que é das terapias contextuais em que a gente tem uma retomada maior do behaviorismo como a filosofia então
o menor aspecto cognitivo e retoma aos princípios comportamentais mesmo e aí a gente tem actia de aceitação de compromisso a terapia analítico funcional a terapia dialética que são mais atuais inclusive Hoje em dia a gente deixa eu tirar aquela caneta Hoje em dia a gente consegue ver muito mais crescente esse movimento das terapias contextuais mas a TCC ainda é uma abordagem que tem muitas pessoas que seguem que se interessam que buscam então o diferencial aí o pressuposto da abordagem cognitiva é de que um processo interno e o culto de cognição media o comportamento Então até
quando a gente coloca em um modelo para explicar para as crianças mais para frente a gente vai ver isso sobre a importância dessa parte cognitiva nós temos muito enfático a questão dos Pensamentos então a forma como nós interpretamos como nós é significamos entendemos o que acontece vai estar influenciando em como a gente se sente em como a gente se comporta então o foco é em como a estrutura cognitiva processa e modifica os comportamentos e Emoções é a nossa estrutura cognitiva é aquilo que a gente chama de mente então todos os processos aí que estão envolvidos
no que acontece dentro da nossa cabeça então memória pensamento percepção uma sensação atenção motivação tudo isso está acontecendo aí na nossa estrutura cognitiva e com a ênfase maior nos pensamentos é o que vai estar influenciando no que a gente faz no que a gente sente em como a gente lida com o mundo E aí isso é diferente das abordagens comportamentais no qual o pensamento que na cognitivista tem um fator de causa então a forma como Nós pensamos como as nossas pensamentos de estruturam eles causam o nosso comportamento diferente disso na comportamental os nossos pensamentos eles
são comportamentos tanto quanto aquilo que a gente consegue ver o outro fazendo o que acontece é que esses pensamentos eles são um comportamento encoberto então eles são considerados comportamentos encobertos ou seja comportamentos privados que acontecem dentro da gente e só não é acessível ao outro de forma visível Mas eu posso relatar por exemplo que eu estou pensando e aí tem tá no mesmo saquinho aí tem a mesma natureza que por exemplo o meu comportamento agora de pegar a caneta e desenhar Então eu estou tendo um outro comportamento dentro de mim de pensar que eu tenho
que pegar a caneta e desenhar E aí os processos que vão operar para explicar o porquê que a gente fez algo o porquê que a gente decidiu tomar alguma decisão na comportamental tem como foco essa relação entre o que eu faço né eu que sou o sujeito e o ambiente no qual eu estou inserida então aqui a causa é a interação que eu tenho com um ambiente na cognitiva a causa principal é as minhas crenças os meus pensamentos a forma como o meu a minha organização cognitiva interpretou o que aconteceu e manipulou influenciou nos meus
comportamentos então como eu falei o autor principal da terapia cognitivo comportamental que foi que iniciou essa terapia é o Aron back lá na década de 60 ele tinha um foco muito grande em pesquisar Falar sobre a depressão então ele buscava tratamento da depressão tinha uma ênfase aí psicodinâmica então psicanalítica e com base nas pesquisas umas experimentos e nos estudos que ele fez ele começou a desenvolver então uma teoria em que ele ressaltava que na verdade tem muito uma influência de como as pessoas pensam então daqueles pensamentos que a gente tem muita internalizado como certos na
nossa cabeça na forma como a gente vai não só se comportar Mas também se sentir E aí com isso ele desenvolveu a terapia cognitiva comportamental aspectos que são importantes que são marcantes quando você procura sobre quando vocês olharem é livros teorias bibliografia sobre a terapia cognitivo comportamental temos aí alguns aspectos que determinam bastante essa abordagem então por exemplo é uma psicoterapia estruturada o que isso quer dizer quer dizer que a gente tem aí um Norte a seguir uma estrutura a se seguir mas não devemos pensar nessa terapia como algo muito dentro de uma caixinha mecanicista
em que a gente enxerga todo mundo igual aplica a mesma coisa em todo mundo como se fosse um robô então quando a gente fala estruturada Essa não é a ideia a ideia não é de que a gente vai ter um livro de receitas do que fazer Apesar de que muitas vezes pode passar essa impressão porque realmente não só o arombeque mas ajude tiback que daí continuidade com a da TCC eles fizeram manuais livros muito bem explicativos sobre os princípios da terapia cognitiva comportamental e sobre como se aplicar e o que é importante Se abordar Mas
não é para se ter essa impressão da terapia cognitiva comportamental como uma caixinha um livrinho de receita em que tudo que você vai fazer desde que você entra no consultório até a hora que você sai já tá pré-definido porque a gente vai ver mais para frente Principalmente quando falamos de criança que a gente tem que ter um olhar muito atento para aquela criança como um todo e para o contexto no qual ela pertence Mas essa é uma característica da terapia cognitiva comportamental fora isso nós temos uma terapia de curta duração então em teoria tem um
tempo pré-estabelecido a ideia é que seja uma terapia de curta duração porque a ideia que a pessoa consiga lidar com as suas questões fora da terapia então não Gere essa dependência do processo terapêutico mas muitas vezes a gente vê um processo terapêutico mais longo do que por exemplo o número determinado de 30 sessões só que a ideia é que essa terapia ela não pode não que ela não pode mas ela não tem o objetivo de perdurar por toda a vida do sujeito ela é mais focada tanto que nós temos todo uma estrutura e aí essa
estrutura ela vai ajudar nesse ponto nós temos todo uma estrutura aqui que vai nos ajudar a definir objetivos queixas problemas e aí isso é o que vai tornar de curta duração porque nós vamos fazer algo muito voltado para aquelas demandas que o paciente traz para gente no consultório e aí nesse caso de crianças e adolescentes Para as demandas dos pais e muitas vezes a gente não vai excluir também as demandas da própria criança então o que a própria criança pode apresentar ou pode relatar como uma questão que ela gostaria de lhe dar melhor ela muito
provavelmente não vai colocar desta forma então ah eu tenho um problema que eu gostaria de resolver eu gostaria de ser menos ansioso mas ela vai muitas vezes relatar que tem aspectos do comportamento dela que é incomodam e aí a gente vai ter isso também como um objetivo ela também é muito voltada para o presente então para situações que são mais de ocorrência do hoje do agora de um curto prazo porém ela não exclui o passado então a gente não exclui o passado a gente não vai pensar que por ser voltada para o presente a terapia
cognitiva comportamental ignora o que aconteceu antes a história dessa criança a história da família a história da Concepção dela e assim por diante tanto na TCC quanto na terapia analítico comportamental muitas vezes a gente tem essa ideia que é uma ideia errada e às vezes até na faculdade essa ideia é alimentada de que a comportamental seja a TCC seja análise comportamento ela exclui o passado ela não vai lá falar da infância Você não vai perguntar sobre a infância se a pessoa quiser trazer sobre a infância você vai voltar para o presente porque é isso né
Ela é voltada por presente e não é isso ela é voltada para o presente porque ela é muito voltada para ação Então o que a gente pode fazer agora para te ajudar modificar essas questões ou trabalhar essas questões que você tá trazendo que te incomodam mas como a gente tem que olhar para aquele Sujeito como um todo a gente não pode deixar de olhar para aquilo que pertence a sua história então não se alguém falar que a ela a TCC ela é só voltada no hoje a gente não vai passado não é importante a gente
só fala do presente não é isso então você já já sabem desse ponto E aí a pessoa se ela também é direcionada que foi o que eu falei para solução de problemas atuais e a modificação de pensamentos e comportamentos disfuncionais O que são pensamentos e comportamentos disfuncionais são aqueles que são inadequados inadequados ou inúteis então por exemplo se eu tenho aí uma crença de que eu não faço nada direito eu não sirvo para nada é um pensamento disfuncional que já tá em enraizado em mim e reflete na minha forma de me comportar e na forma
como eu me sinto então se alguém me oferece uma oportunidade de fazer alguma coisa nova mesmo que eu tenha estudado amas para fazer isso como eu tenho esse pensamento aí muito enraizado de que eu não consigo fazer nada direito eu não consigo fazer nada de bom eu já vou então entender a me sentir Super ansiosa com essa ideia a me sentir deprimida e decidir que eu não vou fazer não vou arriscar porque eu não faço nada direito então porque que eu vou tentar alguma coisa nova então na TCC a gente vai voltar o a intervenção
para solucionar esses problemas atuais E aí por isso que ela é voltada ao presente foi o que eu falei então por isso que a gente tá aqui voltado ao presente Porque nós vamos lidar com essas queixas atuais que são são os funcionários mas não só por serem funcionais mas sim porque essa disfunção muitas vezes é causadora de sofrimento Olha eu acho que a letra de vocês vai ficar melhor mas acho que dá para entender na causadora de sofrimento é isso então quando a gente trabalha com essa a gente tem esses objetivos essas questões mais práticas
o paciente Principalmente as crianças elas conseguem se motivar mais e sem engajar mais no processo terapêutico porque a mudança começa a acontecer isso é perceptível então isso é um ponto muito positivo da terapia cognitiva comportamental e inclusive muitos demandas principalmente aquelas que envolvem mudanças de comportamento as pessoas falam ah não mas isso aí tem que ser com a pessoa ser a TCC que vai resolver porque ela vai pegar os comportamentos atuais e vai resolver e não querendo dizer que uma terapia é mais indicada que é outra mas essa visão que a gente tem da terapia
cognitiva comportamental por causa dessa estrutura aí que o back desenvolveu para dar um molde ao seu procedimento Então é isso o nosso objetivo é produzir uma mudança cognitiva para produzir então uma mudança emocional e consequentemente uma mudança comportamental seja duradoura e é o outro aspecto que explica por que que a sua terapia é então de curta duração porque o nosso objetivo é promover essa mudança E aí promovendo essa mudança de uma forma duradoura chega ao ponto em que a gente pode trabalhar alta porque esse paciente essa pessoa ela consegue lidar com qualquer com qualquer situação
mas com as situações semelhantes aquelas que produziam esses pensamentos e comportamentos disfuncionais porque elas já se ela já entendeu isso ela Já identificou Quais são esses pensamentos ela ressignificou e agora se ela passar para uma situação semelhante então por exemplo se eu tenho aí Uma nova oportunidade E eu estou fazendo a minha terapia eu já sei que o meu padrão eu penso minha crença de que eu não sou boa em nada mas eu já medi eu vi que essa crença aí ela não é real eu tenho um monte de conquista aqui que comprovam que eu
consigo Então eu já vou estar mais fortalecida claro dependendo em que parte processo terapêutico eu estou mas eu vou estar mais fortalecida para conseguir enfrentar essa situação nova aí que me é muito assustadora mas que agora eu acho que eu dou conta e aí dependendo do que acontecer isso vai fortalecer de que realmente essa crença que eu tinha de que eu não era boa não subo em nada não devo nem tentar algo novo era uma crença disfuncional porque eu tenho eu consegui me comportar de uma forma diferente e tive um resultado diferente Então vamos ver
qual que é a base do TCC da TCC aí do Beck então a formulação cognitiva a gente vai ver sobre a formulação cognitiva o modelo cognitivo proposto por ele e a compreensão de cada paciente suas crenças específicas padrões de comportamento e todo o seu contexto então assim a TCC por mais que ela tenha essa ênfase na cognição que difere do que análise do comportamento Coloca ela tem também o seu pezinho na comportamental Principalmente quando a gente começa a fazer a identificação dos padrões de comportamento quando a gente Analisa vê Quais são as variáveis comportamentais e
a gente consegue unir um pouco dos dois mundos então entra aí como uma das bases da terapia a parte cognitiva então compreensão de cada paciente crenças é a parte cognitiva e aqui é a parte comportamental e aí a gente responde a nossa Pergunta lá do começo o cognitivo ou comportamental uma junção das duas apesar de ter esse olhar mais cognitivo a importância maior ser dos aspectos cognitivos então da compreensão que a gente tem do que acontece E aí a gente vai ter Então dentro da terapia como a gente no comportamental é ferramentas e possibilidades de
atender diversas contextos então não se restringe a um contexto de consultório você e o adulto ou você e a criança ou você e o adolescente naquela ideia de que eu só consigo se eu tiver um certinho terapêutico eu ou banquinho a outra pessoa sentada na minha frente a gente dialogando não é assim então nós temos aí pacientes com diferentes níveis de educação e renda então a gente não não é uma abordagem que vai ter um olhar aí de uma classe específica a gente consegue fazer essa intervenção com pessoas de diferentes níveis de educação e renda
variedade de culturas então aspecto cultural ele vai ser abordado ele vai ser considerado e respeitado dentro da terapia cognitivo comportamental diferentes idades então aí né o nosso público que é criança então desde crianças pequenas até adultos com a idade avançada então a TCC ela pode estar presente aí em várias áreas para trabalhar com diferentes populações e diversas como textos Então não é só o ambiente de consultório que você pode atuar como terapeuta cognitivo comportamental e ainda mais infantil também não vai ser só uma intervenção e consultório Você pode ter esse olhar da abordagem cognitivo comportamental
atuando com adulto como crianças seja na área da saúde em escolas programas vocacionais no consultório em ti e etc e também individual mais em grupo casal e família então é uma abordagem que ela foi fortalecida ela foi sendo criada estruturada e depois aprimorada para ser uma abordagem muito Ampla no sentido de poder acolher diversas tipos de pessoas diversas tipos de demandas diversos tipos de contextos Então ela começou lá atrás com a o foco principal na depressão Mas ela não se restringiu a isso então hoje nós temos a aplicação da terapia cognitiva comportamental em muitas demandas
diferentes em muitos contextos e com muitas populações então eu trouxe até aqui uma tabela que está num dos livros Beck que é uma lista parcial de transtornos que são tratados com sucesso pela terapia cognitivo comportamental então a gente se vê um bom desenvolvimento uma evolução e boa no caso quando se trata da TCC sendo aplicada nessas demandas Então vou dar um zoom aqui então por exemplo transtornos psiquiátricos como transtorno depressivo né que acaba a depressão é aí o carro-chefe da terapia cognitiva o comportamental mas também transtorno de ansiedade ansiedade geriátrica então entra aí o ponto
de que não é só crianças nós temos também né com adultos e com idosos transtorno de pânico agorafobia social é fobia social transtorno obsessivo compulsivo toque transtorno de conduta abusa de substância e TDH que é o transtorno de Déficit de Atenção e ansiedade Geralmente essas demandas aqui que são mais que envolvem transtornos que envolve abuso de substância ansiedade elas são mais conhecidas realmente como pela eficácia da TCC então é aquele tipo de demanda que eu dei o exemplo de canais aí é acontece ser falam que a TCC é melhor vão lá procurem a pessoa ser
então geralmente a gente associa mais depressão ansiedade toque uso de substâncias transtorno alimentar com o uso da TCC mas não é dizendo que só funciona porém existem estudos e aí são aspecto do TCC que tem muitos estudos com a utilização dessa dessa abordagem e mostrando os seus resultados E aí esses estudos apontam que então tem aí um caso de sucesso temos evoluções positivas pela aplicação da terapia cognitivo comportamental então transtorno corporal transtorno de alimentação que eu falei transtornos da personalidade transtorno bipolar esquizofrenia E aí nesses dois casos se ressalta que com medicação porque são são
transtornos que exigem né precisam muitas vezes do controle né do uso medicamentoso para ajudar a equilibrar toda a questão fisiológica primeiro então a questão neurológica para aí a gente conseguir intervir nos pensamentos e comportamentos fora isso outros problemas psicológicos como problemas conjugais familiares jogo patológico luto angústia raiva e hostilidade então demandas relacionadas a comportamentos então problemas médicos também que tenham componentes psicológicos como uma dor causada por doenças crônicas crises de dor da anemia enxaqueca do Câncer síndrome do intestino irritável insônia obesidade hipertensão então que são problemas que a gente vê aí só de origem né
de ordem física mas que acabam causando também questões psicológicas por causa de toda essa dinâmica em dor constante tá em tratamento constante Então são casos aí exemplos de casas em que a TCC já foi comprovada foi mostrada como eficiente e aí entramos na terapia cognitiva comportamental infantil então igual com os adultos igual como foi lá descrito por Beck lá no começo da sua teoria nós temos também uma psicoterapia estruturada então nós temos a estrutura aplicada ao que vai ser o contexto aí do atendimento infantil e a ênfase no papel das cognições na determinação a respeito
de como nos sentimos e o que fazemos o princípio é o mesmo que nós vamos ver aí como é que essas cognições estão contribuindo para como a criança tá se comportando tá se sentindo o que ela está fazendo e como ela está interpretando o mundo aí na qual ela está inserida então nós temos alguns aspectos da terapia cognitivo comportamental que se repetem aqui e outros que a gente pode ser que veja pela primeira vez Então o primeiro aspecto que é uma psicoterapia que é prática ela vai oferecer aí uma todos esses aspectos aliás eles vão
oferecer aí uma aproximação com a criança então ela vai ser prática ela vai ser voltada para solução de problemas ela vai ser voltada numa intervenção aí em ferramentas que possibilitam que a criança coloque em prática O que está sendo abordado então a gente pode utilizar da fala da conversa com a criança sim dependendo da idade da criança e das habilidades cognitivas dela então compreensão inteligência da habilidade cognitiva a gente vai conseguir muitas vezes desenvolver aí a terapia com uma grande parte da intervenção sendo por meio do Diálogo Mas de qualquer forma vai ser muito voltada
para o que a criança pode fazer como ela pode aplicar isso então voltado no aqui agora que é essa questão da de ser pautada no presente e aí ela vai ser colaborativa então o terapeuta e a criança vão estar aí sempre em diálogo para ver como fazer para essa terapia para os resultados da terapia serem visíveis ela vai ser baseada nas habilidades e vai ser limitada no tempo então tudo isso vai trazer aí alguns benefícios que a gente vê aqui a aproximação então com a criança e aí por meio dos experimentos Por meio dessa parte
prática aí a gente vai promover Auto descoberta e facilitar a reestruturação cognitiva que envolve aquela parte lá de identificar Quais são os pensamentos disfuncionais e vai promover aí a independência autoajuda e a reflexão dessa criança o processo da terapia cognitiva comportamental com crianças ela tem esse princípio da colaboração como principal então a gente sai daquela ideia por isso tem um X aqui a gente sai dessa ideia de que o terapeuta é o especialista essa ideia hierárquica de que eu como terapeuta sei tudo e a criança tá lá só para aprender comigo não a ideia que
seja justamente essa ação aí de colaboração esse trabalho em equipe com uma criança para que ela também contribua com as habilidades que ela tem com os conhecimentos que ela tem e a gente faça isso então um processo de parceria Além disso ser muito motivador para criança engajar ela mais no processo terapêutico isso vai então permitir a compreensão das suas dificuldades e descobrir estratégias e habilidades úteis porque eu não sei o como essa criança é qual que é o contexto dela o que que ela pensa como ela aprende eu vou descobrindo isso e vai ser muito
mais fácil Se eu conseguir romper com essa ideia erática que eu sou adulta eu só estudei eu precisei tudo e a criança não sabe nada e eu faço essa descoberta em conjunto com a criança então algumas contribuições aí que a gente tem tanto da criança quanto do terapeuta no processo da terapia cognitivo comportamental a criança vai contribuir com o conhecimento único que ela tem da situação que ela enfrenta dos problemas que ela tem o significado que ela vai dar para esses eventos que ocorrem então essa parte cognitiva e também com conhecimento sobre o que antes
ela achou que deu certo o que que não deu principalmente crianças maiores Isso fica muito mais visível e palpável porque elas falam Ah eu já tentei fazer isso quando eu tava ansiosa e não deu certo ah não na minha antiga terapeuta minha mãe me falava para fazer isso e não deu certo então isso é o que a criança vai trazer para o processo terapêutico que vai ser a contribuição dela e a gente tem que ouvir tem que aceitar essa contribuição porque ela vai ser muito útil E aí nós como terapeutas vamos estar contribuindo com a
parte teórica que vamos utilizar para dar ajuda aí para essa criança e para lá então as experiências as cognições as emoções e os comportamentos dela nós vamos proporcionar uma compreensão mas explícita dos problemas atuais então muitas vezes a criança tem todo esse conteúdo mas ela não entende muito bem o que é E aí nós vamos facilitar essa compreensão Além de que as compreensão Vai facilitar aí o desenvolvimento da Auto eficácia e ajudar a criança a explorar situações possíveis que tem muito a ver com essa questão se algo voltado para ação para que a criança futuramente
consiga também compreender e lidar com essa situação Então como que a gente vai fazer para manter essa colaboração a terapia cognitiva o comportamental ela coloca que a gente tem que manter aí depende também das habilidades do terapeuta para manter essa colaboração com a criança então a gente vai compartilhar as informações de forma Franca e claro acessível Então nós vamos compartilhar o que estamos observando o que está sendo trabalhado como que funciona o processo de uma forma que essa criança entenda Então dependendo da idade a gente vai adaptar a forma de explicar isso vamos fazer psicoeducação
sobre a demanda sobre o que trouxe essa criança terapia Então nós vamos ensinar basicamente é isso nós vamos ensinar para ela sobre as queixas que ela tentam de ansiedade de tristeza de timidez e Vamos ensinar sobre o modelo da TCC a gente vai ver mais para frente em outra aula como fazer isso vamos também utilizar as nossas habilidades terapêuticas Então como nós posicionamos como terapeutas para trabalhar a empatia Então nós vamos ter empatia com essa criança nós vamos ter uma escuta reflexiva Então nós vamos ouvir o que ela tá falando de uma forma sem ser
julgadora sem ser punitiva e vamos fazer essa criança é levar ela questionar a refletir sobre essas demandas e tentar encontrar as soluções que para elas são possíveis E aí nós vamos ter também uma atitude aberta e de experimentação para encorajar aí essa alta eficácia essa melhora então para que a criança consiga desenvolver ela mesma essas habilidades bom então essa aula foi só para a gente ter um Panorama na terapia cognitivo comportamental com crianças e adolescentes E aí ao longo do curso nós vamos ver não só como aplicar Mas também como desenvolver algumas técnicas quais técnicas
ajudam como para crianças menores e para adolescentes e vamos fazendo isso dentro do contexto da infância que é um contexto muito importante que vai determinar aí a nossa vida adulta Então por enquanto é isso E aí eu vejo vocês na próxima aula