Olá, pessoal. Eh, tô gravando essa videoaula que nós tivemos alguns problemas para sustentar a live que seria realizada na quinta-feira. Ela caiu pelo menos umas duas vezes.
E a ideia é falarmos no mês da mulher da liderança feminina e administração das emoções no processo de liderança. A inteligência emocional é uma competência que algumas pessoas conseguem desenvolver. E existe uma metodologia chamada árvore das emoções, que é uma técnica pedagógica que ajuda a entendermos algumas estruturas das nossas emoções.
É importante a gente pensar no desenho de uma árvore que tem raiz, tronco e copa, onde estão os frutos e onde estão as folhas, né? Quando a gente imagina a raiz de uma árvore, temos algumas emoções mais densas, como o medo, a tristeza, né? Temos a emoção da meditação, que é a capacidade de se manter calmo e sereno.
Quando eu falo da emoção da meditação, pode parecer um pouco curioso, mas é falar da calmaria e da serenidade. Então, essas quatro emoções, elas estariam, ou melhor, elas estão na representatividade da raiz da árvore. Quando a gente pensa no medo, é importante entender que o medo ele pode ter um espectro positivo e um espectro negativo.
No espectro positivo é quando nós temos a capacidade do bom senso de entender, por exemplo, que uma mulher não vai sair de madrugada na rua sozinha, portando o celular, falando no celular com fone de ouvido, porque ela pode correr um risco de um assalto, de uma violência, seja ela de qual tipo for. Então, esse medo protetivo é um medo necessário e saudável para que a pessoa tenha a maturidade e a funcionalidade de perceber a necessidade de uma proteção. O medo negativo é um medo paralisante.
É aquele medo que você não entende bem porque ele existe, né? Porque ele aparece. E esse medo traz uma certa paralisia, uma certa um certo congelamento da atitude da pessoa em que ela se sente completamente vulnerável a tomar uma determinada atitude.
Ela fica perplexa, ela fica sem ação e ela não sabe explicar o motivo. Então esse medo paralisante é um medo que precisa ser investigado. A tristeza é uma outra emoção que está na raiz do da árvore, né?
A tristeza é uma emoção também muito incompreendida, mas ela é necessária porque a tristeza traz a sensibilidade em situações de perda, em situações de luto. Então é extremamente natural, é legítimo que a pessoa ao sentir tristeza no momento de luto, no momento de dor, essa emoção, ela se apresente de forma intensa. Agora ela começa a ser preocupante quando ela se mantém por muito tempo, onde a pessoa já poderia entrar num processo de superação da perda e do luto, uma aceitação, uma compreensão e ela é permanente, trazendo o sentimento, o estado de depressão.
Então, a gente tá falando da tristeza num contexto negativo. A calmaria e a serenidade são emoções esperadas, porque vivemos num mundo de extremo estresse, violência, agressividade. Quem lida com o cliente sabe as dificuldades encontradas em ter que negociar uma situação eh em que você é maltratado, em que você é execrado, é tratado de uma maneira ríspida.
Então, nessas horas, manter o equilíbrio da calmaria, né, no sentido de você se manter centrado, se manter ajustado com as suas emoções, pode ser uma virtude, ter uma serenidade, né, ter um equilíbrio emocional, não é o controle, é o equilíbrio emocional em que você entende que aquela agressividade é do outro. É claro que se esse outro eh se comporta de uma forma que vá trazer para você algum prejuízo, você precisa dar limites e se posicionar. Então, a calmaria de uma passividade extrema, ela pode ser negativa.
Então, falamos de algumas emoções que estão na raiz da base da árvore, que é o medo, a tristeza, a calma e a serenidade. Ao pensarmos ainda na imagem da árvore, dentro dessa proposta pedagógica, nós temos o tronco que está no tronco, né? A empatia e aceitação.
A empatia é uma das sensações, é um sentimento muito desejado pelas pessoas. Eu ouço muita gente dizer que falta no mundo empatia, que falta no mundo esta habilidade de se colocar no lugar do outro. O que que seria se colocar no lugar do outro?
é justamente você observar esse outro, prestar atenção ativamente, a gente chama de atenção plena no comportamento do outro, de forma que você perceba uma raiva, você perceba uma indignação, você perceba uma tristeza, você perceb perceba, né, o outro muito resistente e ao ter a sensibilidade de perceber o comportamento dessa outra pessoa, você consegue se posicionar, se colocar de maneira mais assertiva. A empatia nada mais é do que poder olhar o mundo não só no seu umbigo, mas também no entorno. É perceber o que está acontecendo.
E a aceitação passa diretamente pelo senso da realidade. Existem momentos da vida em que, né, a frase aceita que dói menos, por mais, não digo inadequada, né, mas por mais delicada que ela seja, é uma frase que diz respeito a uma situação realista em que você precisa eh ter um uma resiliência, precisa ter uma aceitação para que essa situação possa ser digerida. Então, aceitar não quer dizer ser passivo e não querer a mudança dessa dessa situação, perdão, né?
Mas passa pelo aspecto de você eh ter uma compreensão de que é o que existe naquele momento, é o que pode ser trabalhado naquele momento, é o limite que você tem naquele momento. E aí você entra num estado de aceitação. Então a empatia e a aceitação são duas emoções bases que estão no tronco da árvore.
Quando nós subimos e pensamos nas emoções mais sublimes, como o amor e a felicidade, eu fico numa grande responsabilidade de falar o que seria a emoção do amor. O amor sozinho não sustenta nenhuma relação. Ele é importantíssimo para trazer a beleza da amorosidade, que passa pelo respeito, pela empatia, pela aceitação, pela dignidade, pelos principais valores éticos.
Então, o amor é um conjunto de palavras que vão complementar essa capacidade de ser gentil com o outro. A frase gentileza gera gentileza. É o que nós esperamos no amor.
É o que nós esperamos nessa capacidade do outro de não se colocar constantemente agressivo, constantemente ostensivo, irritável e sim muito mais amoroso, muito mais gentil, muito mais sereno e calmo, que passa pela amorosidade. Então, como é uma emoção muito mais sutil, ela na árvore pedagógica fica no topo, representando os frutos e as folhas. E a felicidade, que é o sonho de consumo, ela é feita de momentos, mas é muit diz muito mais pelo o quanto você faz as coisas com alegria e contentamento do que as coisas te trazendo a felicidade.
Deixa eu tentar me explicar melhor. Diz muito mais de como você tem dentro de si um contentamento pela vida, uma gratidão pela vida, do que aquilo que a vida te oferece, porque nem sempre, e aí entra o processo de aceitação, a vida vai poder te oferecer momentos muito bom, muitos bons. Eita, quase que não sabe, muito bons, né?
Eh, nem sempre a vida vai trazer para você a alegria plena. Então, a felicidade diz muito mais por um estado de espírito, de contentamento, de gratidão, de aceitação, do que aquilo que a gente conquista. E aí, ao pensar na liderança feminina e a inteligência emocional, é essencial que possamos entender essas emoções, administrá-las, olhar para cada uma delas de forma crítica, entendendo se o teu medo é um medo positivo, saudável e necessário, ou se o teu medo é um medo paralisante.
perceber se a tua tristeza ela é excessiva e buscar ajuda, se for necessário, se a tua tristeza ela transcende o razoável daquilo que é natural num estado de perda, de luto, perda de emprego, briga com um ente querido, né, separação, eh, morte de uma pessoa, que é um dos lutos mais difíceis de serem trabalhados. As emoções passam pela pelo entendimento da aceitação e da empatia. As emoções passam pela compreensão de que a felicidade é muito mais um estado de espírito, né?
é algo em que a pessoa tem contentamento com a vida. E o amor é um estado de ser respeitoso, gentil, generoso, mas ao mesmo tempo saber dar limites. E ao pensarmos na liderança feminina, esse conceito diz muito mais sobre a capacidade da influência que a pessoa traz perante outros indivíduos.
A capacidade de se posicionar, a capacidade de colocar limites, né? a capacidade de você saber se comunicar, a capacidade de você saber se posicionar e buscar o gerenciamento das suas emoções. Nós mulheres sofremos anos e anos com o machismo tóxico, com aquilo que é entendido como patriarcado, né?
Só que cada vez mais as nossas conquistas, as nossas eh o nosso fortalecimento, o nosso posicionamento na escolaridade, no trabalho, na família, tem sido um posicionamento de liderança. É importante que nós mulheres tenhamos a consciência de que, por exemplo, as tarefas domésticas precisam ser compartilhadas. Nós precisamos pensar em criar meninos, por exemplo, que sejam funcionais, que não sejam dependentes, né, eh, de uma figura feminina para poder minimamente cozinhar, limpar uma casa, né, passar uma roupa, lavar uma roupa.
Então nós estamos falando de uma necessidade básica que nós mulheres junto com nossos parceiros, quando há parceiros, né, ou quando não há parceiros junto com os outros cuidadores que podem nos ajudar, nos auxiliar, que nós tenhamos essa consciência de criação de figuras masculinas cada vez mais eh antenadas com as mudanças de mentalidade do mundo, cada vez menos agressivas. figuras masculinas cada vez menos eh radicais no sentido da agressividade. Então, a gentileza gera gentileza.
É importante pensarmos que nós mulheres temos uma missão belíssima pela frente, que é trazer a nossa autogestão, a nossa independência sempre, né? Mas também há a escolha em que a mulher prefere manter uma relação com seu parceiro, com a sua parceira, seja lá com quem ela tenha um vínculo afetivo, amoroso, que a mulher pode escolher cuidar das atividades da casa, ela pode escolher trabalhar, mas às vezes ela não pode escolher, ela tem que dar conta de duas coisas ao mesmo tempo. Então, como é que é essa liderança?
como é que é o a administração de uma série de demandas que aparecem na vida da mulher. Então essa administração precisa do autocuidado. Nós precisamos entender que tudo tem limite.
Nós não podemos querer dar conta de tudo porque nós podemos sofrer com um esgotamento, com um burnout, que é um uma síndrome, né, onde há um extremo do estresse, onde a pessoa passa por uma situação de tanto esgotamento físico e mental que ela adoece. Então nós precisamos ter o autocuidado, nos respeitar. compartilhar as atividades, nos darmos o direito ao tédio, ao descanso, nos darmos o direito a simplesmente agir com uma coisa chamada dfarniente, que é o doce fazer nada.
Tem dias que você quer simplesmente colocar as pernas no puff do seu sofá ou deitar no seu sofá ou na sua cama e ficar pensando na vida, olhando pro teto, né, descansando e não sentindo culpa por isso. Isso faz parte do autocuidado, faz parte da liderança das emoções. Então, a liderança das emoções passa muito pelo autoconhecimento, pelo quanto nós sabemos das nossas virtudes, dos nossos limites, né, das nossas dificuldades.
Então, essa liderança diz muito mais sobre autogestão do que essa capacidade de comandar pessoas. Quando nós temos que comandar pessoas, nós precisamos ter um bom conhecimento de gestão de pessoas, de gestão de processos. Para ter conhecimento em gestão de pessoas, a gente precisa estudar o mínimo, o básico de conceitos psicológicos.
A gente precisa compreender as relações interpessoais. A gente precisa ter entendimento de desenvolvimento pessoal, de personalidade, de temperamento, como se dá a comunicação, como se dá a inteligência emocional. Buscar estudar sobre esses assuntos nos dá uma condição de potência para o gerenciamento da vida.
Então, vamos pensar nisso, vamos entender que é fundamental termos esta compreensão de mundo, não só a compreensão do da nossa própria vida, da nossa individualidade, mas também dos contextos sociais, dos contextos econômicos e políticos, porque a informação é poder. O conhecimento nos dá a capacidade de termos muito mais potência paraa vida. Então, a liderança se dá na capacidade, né, não só de engajamento com a vida, mas de empoderamento com a vida.
Deixo um grande beijo para vocês. Espero que este conteúdo tenha sido atrativo e que vocês possam fazer o resumo destas informações, tá bom, pessoal? Um grande beijo.