O maior reset financeiro da história tá acontecendo nesse exato momento. Nos últimos 80 anos, o mundo funcionou sob um conjunto de regras muito claras. O dólar americano era moeda do mundo. Os Estados Unidos era uma potência incontestável. A globalização significava produzir onde era mais barato e vender onde era mais caro. E cadeias de suprimento espalhadas pelo planeta inteiro eram consideradas eficientes. Essas regras sustentaram décadas de crescimento, de comércio e de relativa paz e estabilidade em todo o planeta. Mas essas regras estão acabando. Com o que a gente tá vendo agora, os conflitos, a volatilidade dos
mercados, os movimentos bruscos de capital, é só o mundo tentando descobrir quais são as novas regras. E nesses momentos de transição, tudo pode acontecer, porque quando a ordem estabelecida começa a rachar, as tensões que estavam dormentes por décadas vem à tona e todas de uma vez. As velhas alianças são testadas, novos blocos de poder se formam e países que antes aceitavam a posição no tabuleiro global passam a lutar por uma nova posição. A resposta de todas essas mudanças não vem palavras, vem ações. E basta você ver todos esses conflitos que vem acontecer nos últimos dias,
porque enquanto eu gravo esse vídeo, o Irã, que recebe apoio da China, acabou de atacar um país do OTAN pela primeira vez na história. A OAN abateu o míssil que estava indo diretamente pra Turquia. O estreito de Ormous, que é por onde passa grande parte do petróleo do mundo, foi fechado. O preço do barril saltou de 60 para mais de 80 em dias. Os Estados Unidos afundaram um navio de guerra do Irã e foi a primeira vez que um navio desses é afundado desde a Segunda Guerra Mundial. As bolsas ao redor do mundo estão caindo
e algumas estão entrando em Circuit Breaker. Esses são alguns dos sinais que mostram o mundo se reorganizando bem na nossa frente. E é exatamente sobre toda essa reorganização, esse grande reset financeiro que eu quero te mostrar no vídeo. Porque o que tá acontecendo agora não é um ciclo de mercado normal. O que tá acontecendo bem diante dos nossos olhos é uma reorganização completa da ordem financeira mundial. Uma transferência massiva de poder, de capital e de riqueza que a gente não via desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Mas antes de eu te explicar cada detalhe
desse grande reset, eu quero pedir para você apenas uma única coisa. Deixa o like nesse vídeo e se inscreve no canal, porque eu e meu time demoramos muitas semanas entre idealizar, estudar, roteiriar e editar esse conteúdo até que ele chegue a você com a melhor qualidade e o mais rápido possível. Esse esforço todo merece o seu like e a sua inscrição. E também tem um recado antes de a gente começar no vídeo. A Finclass vai fazer aniversário e você vai poder assiná-la com 50% de desconto. Então vou deixar o link na descrição. Clica e aproveita
essa oportunidade que daqui a pouco não vai mais existir. Vamos lá. O Rayo, um dos maiores investidores da história, que passou 50 anos estudando ciclos econômicos desde 1350, chama isso de big cycle, o grande ciclo. Ele disse que esses momentos de ruptura acontec a cada 75 a 100 anos e que eles sempre seguem o mesmo padrão e que quando eles chegam, quem entende o que tá acontecendo e se posiciona corretamente pode multiplicar patrimônio de uma forma absurda. A gente tá vivendo um desses momentos agora. Eu tô há alguns meses estudando sobre isso e uma das
coisas que me motivou a gravar esse vídeo foi a aula do meu amigo Richard Hitten Band na Finclass com o nome de um novo mapa do Investidor. Caso você tenha Finclés, eu recomendo que você após esse vídeo vá assisti-la. O mundo dos investimentos tá mudando e poucos estão percebendo isso. Mas para você entender porque que isso tá acontecendo agora e porque o Brasil tá bem no centro disso tudo, eu preciso te contar uma história. Uma história que começou muito antes de 2026, muito antes de 2022 e muito antes até pandemia. Uma história sobre como o
mundo funciona em ciclos e sobre o momento exato em que um desses ciclos tá virando bem na nossa frente. Existe um padrão que se repete na história econômica mundial. Toda vez que o mundo passa por uma grande revolução tecnológica e toda vez que a potência dominante começa a dar sinais de fraqueza, o capital migra. Então ele sai dos ativos financeiros e vai pros ativos reais. Sai dos países desenvolvidos e vai pros emergentes. Sai de quem tem a tecnologia e vai para quem tem os recursos físicos que essa tecnologia precisa. Esse padrão se repetiu em 1870,
quando a segunda revolução industrial explodiu e a demanda por carvão, aço e cobre fez fortunas nos países que tinham esse recurso. Se repetiu nos anos 1970, quando a crise do petróleo reorganizou completamente o poder global e os países do Oriente Médio, que antes eram ignorados, de repente se tornaram os donos do recurso mais estratégico do mundo e se repetiu de forma muito clara nos anos 2000 com o grande Bundas Comodies. E é esse ciclo que eu quero que você entenda bem, porque ele é o espelho mais próximo do que a gente tá vivendo agora. No
final dos anos 90, o mundo tava em êxtase por causa da internet. As empresas.com valiam bilhões sem ter um centavo de receita e a NASDAQ não parava de subir. Os Estados Unidos eram centro de tudo, tecnologia, Capital, crescimento e os mercados emergentes eram completamente esquecidos. Nesse gráfico você consegue ver um gráfico de força relativa, onde a gente divide as bolsas do mundo pelo S&P 500. E dessa forma é possível ver nitidamente como nos anos 90 as bolsas mundiais perderam força contra a bolsa americana. Isso simplesmente mostra de uma forma clara um raciocínio da época. Por
que alguém colocaria dinheiro no Brasil, Argentina ou Rússia quando você podudia investir nas empresas de tecnologia americanas que iam mudar o mundo? Só que aí vieram duas coisas que mudaram tudo. Primeiro, a NASDA que começou a desabar. Em março de 2000, as empresas que valiam bilhões viraram pó da noite pro dia. Investidores estavam eufóricos em dezembro de 99 estavam arrasados em dezembro de 2001. O SNP 500 perdeu quase metade do valor em 2 anos e a bola estourou. E segundo em setembro de 2001 aconteceu o 11 de setembro. Aí os Estados Unidos entraram em guerra
primeiro no Afeganistão, depois no Iraque. O país que parecia invencível de repente mostrava as vulnerabilidades. A confiança no excepcionalismo americano começou a rachar. E aí foi nesse momento, quando os Estados Unidos estavam fragilizados e a tecnologia tinha acabado de decepcionar o mundo inteiro, um outro país começou a mudar silenciosamente o jogo. Esse país chama China. No começo dos anos 2000, a China entrou pra Organização Mundial do Comércio e começou a crescer a uma velocidade que o mundo nunca tinha visto. 10, 11, 12% ao ano. Eles estavam construindo cidades inteiras do zero, movendo centenas de milhões
de pessoas do campo pra cidade, criando o maior bom de infraestrutura da história humana. E para fazer isso, a China precisava de Tudo. Precisava de aço para construir os arranhacéus e ferrovias. Precisava de carvão para alimentar as fábricas, cobre para eletrificação, minério de ferro, cimento, petróleo e também precisava de comida, né? Soja, milho, carne para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas. E adivinha quem tinha isso? Exatamente. Os emergentes. O que aconteceu depois ficou conhecido como o super ciclo das commodities. Os preços de tudo subiram de uma forma que parecia impossível. O petróleo foi de
30 para 140 o barril. O cobre triplicou, a soja dobrou, o minério de ferro multiplicou por 10 e as bolsas dos países emergentes explodiram junto. O Ibovespa em dólares multiplicou por 10 entre 2002 e 2008. 10 vezes. Quem tinha dinheiro investido no Brasil em 2002 e ficou quieto até 2008, multiplicou o patrimônio por 10 em dólares. Foi uma das maiores transferências de riqueza de uma geração inteira. E o Brasil estava no centro disso tudo. Se você tinha mais de 20 anos naquela época, provavelmente você se lembra da sensação é o Brasil era o país do
futuro e pela primeira vez na história parecia que o futuro tinha chegado. Em novembro de 2009, a revista The Economist, uma das revistas mais respeitadas do mundo, colocou o Brasil na capa. A imagem era icônica, tinha o Cristo Redentor decolando como se ele fosse um foguete. E o título era Brasil takes off. Brasil decola. A revista falava que o Brasil tava deixando de ser uma promessa e começando a dar resultado de verdade. Quem era a maior história de sucesso da América Latina, quem tinha o petróleo do pressal, exportação crescendo, bolsa subindo, classe média ganhando poder
de compra. O PIB per Capita brasileiro saiu de 3.000 em 2002 para.000 em 2011, quase quatro vezes em menos de uma década. Então, era o auge, é o pico do ciclo. Até que tudo mudou, não de uma vez, não com um único evento, só que aos poucos as engrenagens elas tinham impulsionado o ciclo e começaram a girar na direção contrária. A China não parou de crescer, ela continuou crescendo, só que a taxas menores depois disso, de 12% ao ano, ela foi caindo para 10%, depois para 8, depois para 7. Aí o governo chinês tava começando
a pisar no freio. E sabe o que que isso que significa? Significa que a China começou a precisar de menos comodes. O problema é que o mundo inteiro apostou que a China continuaria crescendo na mesma velocidade para sempre. As mineradoras, os fazendeiros, os governos de países emergentes investiram bilhões construindo capacidade de produção para atender uma demanda que nunca chegou no volume esperado. Novas minas foram abertas, novos poços foram perfurados, novas fazendas foram expandidas e quando o crescimento chinês moderou, toda essa oferta nova chegou ao mercado ao mesmo tempo. Então os preços despencaram e junto com
eles as bolsas dos emergentes também. Esse gráfico compara os mercados emergentes, que inclui Brasil, China, Índia, Coreia e México com a bolsa americana desde 1995. Quando a linha tá subindo, significa que os emergentes estão performando melhor que os Estados Unidos. E quando a linha tá caindo, significa que os emergentes estão performando pior. Entre 2000 e 2009, a linha explodiu para cima. Foi a década de ouro dos emergentes. A China tinha sido a grande responsável por esse movimento até tudo desandar com a desaceleração do mercado chinês. Mas Isso foi só metade do problema. A outra metade
foi o que aconteceu no Ocidente durante essa mesma época. E aqui eu preciso abrir essa aspas, né? Porque ela é muito importante para entender tudo o que tá acontecendo. Enquanto o ciclo das commodities estava no auge, nos anos 2000, o mundo financeiro tomou uma decisão silenciosa. Uma decisão que parecia fazer todo sentido na época, mas que criou uma bomba relógio que só tá explodindo agora, mais de duas décadas depois. O mundo decidiu que mineração e commodities, no geral eram coisas do passado, que investia em abrir minas, em perfurar poços, em lidar com processos sujos, lentos
e caros. Para que fazer isso, né? Se você podia investir em empresas de tecnologia que cresciam 20, 30, 40% ao ano e eram o futuro, a Apple, Google, a Amazon, Facebook, essas empresas elas não precisavam de terra, elas não precisavam de minérios, elas não poluíam rios, elas não destruíam florestas, elas eram empresas limpas, empresas que todo mundo idolatrava e o mercado financeiro foi inteiramente nessa direção. Os números mostram isso de uma forma brutal. Em 1900, a indústria de mineração representava 10% de todo o valor de mercado das bolsas globais. Em 1960 ainda era 11%, aí
em 80 era 8% e hoje 1,8%. Mínima histórica absoluta em mais de 125 anos de dados. O setor responsável por produzir todos os metais que o mundo usa foi literalmente esquecido pelos investidores. E não foi só o dinheiro que foi embora. O Investimento em capacidade produtiva também foi embora junto. Nos Estados Unidos, o investimento em mineração, tanto incluindo petróleo e gás natural, como excluindo, tá nas mínimas históricas. Qual foi o centro disso tudo? A globalização. Para que produzir aqui com regulação ambiental, com custo de mão de obra alto, com processos complexos, se eu posso comprar
mais barato de outro país? Foi uma decisão racional até dentro da lógica do momento. Os países ocidentais terceirizaram a produção de metais para países que estavam dispostos a aceitar a poluição, os riscos e os custos sociais que essa produção gera. e funcionou por décadas, funcionou perfeitamente. Os metais chegavam baratos, as fábricas tinham o que precisavam e os países ocidentais podiam se concentrar em tecnologia, serviços e finanças, as indústrias do futuro. E o resultado dessa escolha tá nesse outro gráfico. Hoje os Estados Unidos dependem do fornecimento diversos países para manter sua cadeia de minerais críticos. O
mais relevante deles, a China. Nos anos 1970, a dependência americana de importações para esses mesmos metais era muito menor. Em 50 anos, os Estados Unidos passaram de um país autossuficiente em metais estratégicos para um país dependente de fornecedores externos para quase metade do que eles consomem. E não é só os Estados Unidos. A Europa foi ainda mais longe nessa direção. O Japão também. O mundo ocidental inteiro, durante décadas de paz e globalização, foi transferindo a sua capacidade de produção de recursos físicos para outros países, em especial a China. Na época parecia uma decisão inteligente e,
de certa forma, era, porque a globalização foi, sem dúvidas, uma das maiores forças de crescimento econômico da história Humana. Ela tirou centenas de milhões de pessoas da pobreza, barateou produtos, criou cadeias de suprimento incrivelmente eficientes, permitiu que cada país fizesse o que fazia melhor e comprasse do outro que não queria produzir. Foi um período extraordinário, só que tinha um pressuposto silencioso por trás de tudo isso. Pra globalização funcionar, o mundo precisa de paz. Não uma paz perfeita, mas uma paz mínima entre as grandes potências. uma confiança básica de que as regras do jogo seriam respeitadas,
de que os contratos seriam honrados, de que as reservas financeiras seriam acessíveis quando você precisasse delas. E durante décadas essa paz existiu, só que aos poucos foi deixando de existir. A tensão entre Estados Unidos e China foi crescendo. A Rússia foi se afastando do ocidente. O mundo foi se dividindo em blocos e a confiança que sustentava o sistema globalizado foi sendo corroída lentamente, ano após ano. Essa semana a gente tá vendo diante dos nossos olhos essa paz ruindo com uma guerra entre Estados Unidos e Irã. Mas isso não começou agora. Esse é só mais um
capítulo de algo que começou anos antes. Para ser preciso, dia 24 de fevereiro de 2022. Nesse dia, a Rússia invadiu a Ucrânia. Essa guerra acabou se tornando o stopim da maior reorganização econômica global desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E poucos dias depois do primeiro ataque russo, o Ocidente respondeu com que foi chamado de a mãe de todas as sanções, o congelamento de 300 bilhões de dólares em reservas Russas. dinheiro que o Banco Central Russo havia acumulado ao longo de décadas, reservas construídas com anos de exportação de petróleo e gás. Um colchão financeiro que
a Rússia guardava exatamente para momentos de crise. Eles tinham cerca de 600 bilhões de dólares em reservas internacionais e metade desse valor, 300 bilhões, estava aguardado em títulos do tesouro americano. Tava em euros, tava em libro esterlinas, tava dentro do sistema financeiro ocidental. E de um dia pro outro, com um clique de Washington, esse dinheiro desapareceu. Tecnicamente, ele existia, mas ele tava inacessível, congelado, inútil. E agora eu quero que você pare para um segundo e pense nisso do ponto de vista de qualquer outro país do mundo que tava assistindo isso a esse momento. Não da
Rússia, não de um aliado da Rússia, de qualquer país, da China, da Índia, do Brasil, da Arábia Saudita, da Turquia, de qualquer nação que, assim como a Rússia, guardava as reservas internacionais dentro do sistema financeiro ocidental, porque era o que todo mundo fazia, era o que sempre tinha sido considerado mais seguro do mundo. E a pergunta que surgiu na cabeça de todos esses países ao mesmo tempo foi simples, né? Se o Washington pode congelar 300 bilhões de dólares da Rússia com clique, que que impede que façam mesmo com a gente? E a resposta assustadoramente era
nada. Foi nesse momento que a confiança no sistema começou a rachar de verdade. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o dólar americano era moeda do mundo e não por acaso, mas por design. Em 1994, em Bretton Woods, as potências ocidentais se reuniram e decidiram que o dólar seria moeda de reserva global, que Todas as outras moedas seriam atreladas ao dólar e que o dólar seria conversível em ouro a uma taxa fixa. Era um sistema que dava pros Estados Unidos um poder enorme, o privilégio de emitir a moeda que o mundo inteiro precisava. Em 1971,
o Nixon encerrou a conversibilidade do dólar em ouro e o sistema de Bretton Woods acabou formalmente. Mas o dólar continua sendo a moeda de reserva global, não mais lastreado em ouro, mas lastreado em algo igualmente poderoso, a confiança. a confiança de que os Estados Unidos honrariam as obrigações, de que o sistema financeiro americano seria neutro, de que reservas guardadas em dólares estariam mais seguras, independente de quem você fosse, independente das suas posições políticas e independente das suas relações com Washington. Essa confiança foi a base de tudo por 80 anos. Em fevereiro de 2022, essa base
rachou, porque o mundo inteiro viu que a neutralidade do sistema financeiro americano era uma ilusão. E adivinha quem percebeu isso mais rápido do que qualquer outro país? A China. Em novembro de 2013, a China tinha 1.3 trilhão de dólares em títulos do tesouro americano. Era um dos maiores credores da dívida americana do mundo, ficando atrás apenas do Japão. E no momento que eu gravo esse vídeo, esse número caiu para menos de 600 bilhões de dólares. Uma redução de mais da metade em pouco mais de uma década. A China foi vendendo, vendendo, vendendo e trimestre após
trimestre, ano após ano, desfazendo silenciosamente a posição nos títulos americanos. E a pergunta óbvia é: para Onde foi esse dinheiro? Grande parte foi pro ouro. E depois que as sanções contra a Rússia começaram, a China acelerou massivamente a compra de ouro físico, um metal que ninguém pode congelar, que não depende de nenhum sistema de pagamento controlado pro Washington, que não pode ser bloqueado com um clique. E ela não tava sozinha. Bancos centrais do mundo inteiro começaram a fazer o mesmo movimento em 2022, em 2023, em 2024, as compras de ouro por bancos centrais e globais
atingiram recordes históricos consecutivos. superaram 1000 toneladas por ano por 3 anos seguidos, inclusive alguns deles comprando mais do que eles reportavam que estavam comprando. Em 1970, quase 55% das reservas dos bancos centrais eram em ouro. Depois, ao longo das décadas, o ouro foi caindo e os títulos americanos foram subindo e lá pelos anos 2000, a situação tinha virado completamente. Só 10% das reservas eram em ouro, enquanto 30% eram em títulos americanos. Logo, era o auge da confiança no dólar, era o auge da hegemonia americana. Hoje, os bancos centrais estão com 24% das reservas em ouro
e só 23% em títulos americanos. Pela primeira vez desde 1996, quase 30 anos, os bancos centrais estrangeiros ao redor do mundo estão guardando mais ouro nas reservas do que títulos do tesouro americano. Até por isso, a dominância do dólar como moeda de reserva global tá diminuindo. Em 2006, 60% das reservas cambiais dos bancos centrais eram em dólares. Em 2026, 20 anos depois, esse número caiu para 40%. Esse movimento de diversificação das reservas acabou Puxando o preço do ouro para cima. E se você assistiu o vídeo completo que eu fiz sobre o ouro h alguns meses
atrás, você deve saber do que eu tô falando. Na época, uma onça de ouro valia menos de 4.000 e hoje mais de 5.200. Esse movimento com o preço do ouro fez esse metal brilhar mais forte, não somente pros óhos dos bancos centrais, mas também pros óleos dos ultra ricos. Na teoria clássica, quando o preço de algo sobe, a demanda cai e faz sentido intuitivo, porque ficou caro, as pessoas compram. Só que existe uma categoria de bens onde essa lógica se inverte. E esses são os chamados bens de gifen. Quanto mais o preço sobe, mais as
pessoas querem. Não apesar da alta, mas por causa dela. O ouro é talvez o exemplo mais puro disso no mercado dos ativos financeiros. Quando o ouro tava a 1.000, poucas pessoas corriam para acumular ouro. Quando passou de 2.000, o interesse cresceu. Quando ultrapassou 3.000, as compras aceleraram. E hoje, acima de 5.000, a disputa pelo ouro físico tá mais intensa do que em qualquer momento das últimas décadas. E por quê? Porque o preço crescente do ouro não é interpretado como ficou caro demais. Você ter uma ideia, os ultra ricos do mundo inteiro estão mandando ouro físico
pra Singapura. Uma instalação de seis andares chamada The Reserve guarda hoje 1.5 bilhão de dólares em ouro e prata físicos. Do início de 2026 até abril, os pedidos de armazenamento cresceram 88% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas de barras físicas subiram 200% no mesmo período. Inclusive 90% dos novos pedidos vem de fora de Singapura. Pessoas então De todo o mundo, do Líbano, do Egito, da Europa, do Oriente Médio, estão movendo o seu ouro para fora do sistema bancário tradicional. Enquanto os bancos centrais compravam ouro e os ultra ricos mandavam seus metais para
Singapura, algo ainda mais dramático tava acontecendo. E isso tá acontecendo no mercado de ouro físico. O mercado de ouro físico tá sob um strress que não se vi em décadas. São trilhões de dólares saindo do sistema lentamente, silenciosamente, só que de forma consistente e acelerada. E o movimento de saída do dólar não se limita ao ouro. Os países que se sentiram ameaçados pelo confisco russo começaram a construir algo muito mais ambicioso, uma alternativa ao próprio sistema de pagamentos controlados pelos Estados Unidos. E é aqui que o Brasil entra numa história que quase ninguém no país
está contando. Na cúpula do Bricks de 2025 que aconteceu na Rússia, o Brasil apresentou pro mundo um sistema chamado Brickpay, também chamado de Pix Global. A ideia é conectar os sistemas de pagamento instantâneo de todos os países do Bricks numa única rede integrada. O Pix do Brasil, USBP da Rússia, o UPI da Índia, o Cips da China, o payp da África do Sul, todos conversando entre eles em tempo real, sem precisar passar pelo dólar. Isso significa que um brasileiro poderia pagar em um restaurante na China usando Pix sem converter para dólar, sem passar pelo sistema
Swift, que é a rede controlada pelos Estados Unidos, onde todas as transações internacionais são usadas hoje. Sem intermediários Americanos. O sistema processa até 20.000 mensagens por segundo. É mais rápido que o Swift e os custos são praticamente zero porque não tem intermediários cobrando taxas. Os Estados Unidos perceberam ameaça. Em 2025, o governo americano abriu uma investigação sobre o Pix brasileiro, alegando que ele prejudica empresas americanas, como Visa e Mastercard. O Trump chegou a ameaçar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros se o Brasil continuasse com o sistema. E aí você pensa na loucura disso. Os Estados
Unidos ameaçando o Brasil por causa de um sistema de pagamentos que funciona melhor que o sistema americano. Só que exatamente isso que tá em jogo. Porque quando você elimina o dólar do meio das transações, você elimina também o controle americano sobre essas transações, a capacidade de rastrear, de sancionar, de bloquear. Tudo isso depende do dólar tá no meio do caminho. E enquanto tudo isso acontece, o ouro se movendo, dólar perdendo hegemonia, os países construindo alternativas ao sistema americano, os Estados Unidos ainda têm uma dor de cabeça gigante que tá tornando tudo isso ainda mais urgente,
a situação fiscal americana. No final de 2025, a dívida federal americana atingiu 38 trilhões de dólares. É um número tão grande que perde até o significado. E deixa eu dar uma perspectiva. Se dólar fosse equivalente a 1 segundo, 1 milhão de dólares seriam 11 dias, 1 bilhão de dólares seriam 31 anos e 38 trilhões de dólares seriam mais de 1.2 milhão de anos. É esse o tamanho da dívida americana. E essa dívida não tá parada. Ela cresce em média 6 bilhões de dólares por dia, quase 250 milhões por hora ou 4 milhões por minuto. Enquanto
você ouviu Essa última frase, a dívida americana cresceu em mais de $.000. E detalhe importante, dívida não é de graça. Em 2025, os Estados Unidos pagaram 970 bilhões de dólares só em juros dessa dívida, quase 1 trilhão. E para colocar em perspectiva, gastaram mais pagando juros do que com todo orçamento de defesa, 917 bilhões. E eles têm o maior e mais poderoso exército do mundo. O Congressional Budget Office projeta que os gastos com juros vão ultrapassar 1 trilhão de dólares em 2026. Em 10 anos, a conta acumulada de juros vai ser de 13 trilhões. E
isso cria o que muitos economistas chamam de armadilha da dívida. Quanto mais você deve, mais juros você paga. Quanto mais juros você paga, mais você precisa pedir emprestado. E quanto mais você ped emprestado, mais você deve. É um ciclo que matematicamente não tem uma saída fácil. Historicamente, os governos têm duas formas de sair de dívidas impagáveis. A primeira é dar calote, simplesmente declarar que não vai pagar. E a segunda é inflacionar a moeda, que é imprimir dinheiro para pagar dívida, diluindo o poder de compra de quem tem riqueza guardada em papel. E adivinha qual opção
os governos sempre escolhem? Eles escolhem a impressão monetária. Durante a pandemia, o M1 americano, que a quantidade de dinheiro circulando na economia explodiu de 4 trilhões para mais de 20 trilhões em menos de 2 anos. Cinco vezes mais dinheiro no sistema em questão de meses. E é por isso que desde 1913 o dólar já perdeu 96% do poder de compra. É como uma jarra de suco de laranja onde alguém vai adicionando água constantemente. O suco continua lá, só que cada vez mais diluído, cada vez menos laranja, cada vez menos valor. E o Ray estudou 500
anos de história econômica e identificou este padrão se repetindo em todos os grandes impérios que já existiram. Quando o império acumula dívida demais, quando começa a imprimir moeda para cobrir o rombo, quando perde a confiança dos credores internacionais, aí o capital foge, ele vai para ativos reais, para ouro, para commodity, para países que tm os recursos físicos que o mundo precisa, bolsas fechadas, moedas destruídas pela hiperinflação e ativos confiscados. E o padrão que o Ray identifica para essas destruições é sempre o mesmo. Dívida excessiva, impressão monetária, perda de confiança, fuga para ativos reais. Tsa familiar.
Então o que a gente tem até aqui é um sistema global que rachou em 2022. Um dólar que tá perdendo hegemonia. Bancos centrais comprando ouro em volumes records, ultra ricos movendo metais físicos paraa Singapura. Países construindo alternativas ao sistema de pagamentos americano e os Estados Unidos presos numa armadilha de dívida que historicamente só tem uma saída, imprimir mais dinheiro. Tudo isso tá empurrando trilhões de dólares em direção a ativos que não podem ser impressos, não podem ser congelados e não dependem da boa vontade de nenhum governo. E olha, não é só o Ray que tá
vendo isso. Stan Drunken Miller, que é provavelmente um dos melhores investidores da história, com 30% de retorno anualizado por 30 anos, sem o único ano negativo, deu uma entrevista há alguns dias atrás e disse que por Muitos anos Macro não importava muito nas decisões de investimento. Macro estava morto por 10, 15 anos, mas ele acredita que o jogo mudou e que o mundo não funciona mais dessa forma. A forma como ele tá se posicionando reflete exatamente isso. Até o final de 2024, a carteira do Drun Miller era basicamente IA e a Nvidia, a empresa de
tecnologia, o mesmo trade que todo mundo estava fazendo. Só que no começo de 26 ele mudou completamente. Hoje a carteira dele tá totalmente migrada para Japão, Coreia, Brasil e commodities, especialmente cobre e ouro. Uma aposta clara contra o dólar. Essa não é então uma mudança tática, é uma mudança estrutural. O Drcken Miller táa fazendo exatamente o que os grandes investidores fizeram em 2002, quando eles perceberam que a era da tecnologia americana tinha acabado e o mundo estava entrando num ciclo de commodies e emergentes. E de todas as commodities, o ouro foi o primeiro a se
mover. Só que o ouro ele é só a ponta do iceber porque tem algo acontecendo que vai muito além do ouro. Uma força nova que o ciclo de 2002 não tinha. Uma revolução que tá criando uma demanda por recursos físicos numa escala que o mundo nunca viu. E essa força tem nome, inteligência artificial. Mas vamos dar um passo para trás para você entender o tamanho dessa força. Vamos para 1760 na Inglaterra. Um engenheiro chamado James Waterfeiçoou a máquina a vapor. E com isso, pela primeira vez na história, a humanidade tinha acesso a uma fonte de
energia que não dependia de músculo humano, de músculo animal, de vento ou de água. Pela primeira vez, Você podia transformar calor em trabalho mecânico, em escala, em qualquer lugar. O que aconteceu depois foi a primeira revolução industrial. Em menos de um século, o mundo mudou mais do que ele tinha mudado nos 1000 anos anteriores. As fábricas, então, substituíram oficinas artesanais, locomotivas substituíram as carroças, as cidades cresceram do nada, a produção que antes levava semanas passou a levar horas. E junto com essa revolução veio uma demanda por recursos físicos que o mundo nunca tinha visto. Carvão
para alimentar as máquinas a vapor, ferro para construir as ferrovias, cobre para eletrificação que viria depois. Os países que tinham esses recursos e que souberam aproveitar eles ficaram extraordinariamente ricos. Em 1870 veio a segunda revolução industrial, eletricidade, motor a combustão, aço, petróleo. O mundo mudou de novo, só que ainda mais rápido. E de novo, uma demanda gigantesca por recursos físicos, petróleo, aço, borracha, alumínio. Em 1970, a revolução dos computadores e depois da internet. Pela primeira vez, uma revolução tecnológica parecia não precisar de recursos físicos. Então, software, código, as empresas mais valiosas do mundo passaram a
ser empresas que não tinham fábricas, que não tinham minas, que não tinham campos de extração. E o mundo concluiu equivocadamente que as evoluções tecnológicas tinham se libertado dos recursos físicos. Essa conclusão ela tava errada e a inteligência artificial Ela tá provando isso agora de uma forma muito bruta. A IA é frequentemente comparada à internet, só que essa comparação subestima enormemente o que tá acontecendo. A internet mudou como a gente se comunica e como a gente acessa informação. A inteligência artificial tá mudando a capacidade cognitiva humana em si. Não é uma ferramenta de comunicação, é uma
ferramenta de pensamento, de criação, de produção. O Samutman, o CEO da Openei, disse recentemente que a IA vai comprimir décadas de progresso científico em poucos anos, que problemas que levariam gerações para resolver, curas para doenças, novos materiais, novas fontes de energia vão poder ser resolvidos em anos ou meses. O Dario Amodei, o CO da Antropic, a empresa que criou o cloud, um dos modelos de A mais avançados do mundo, foi ainda mais direto. Ele diz que em breve a gente vai ter o equivalente a 1 bilhão de cientistas trabalhando ao mesmo tempo e que a
IA vai gerar mais descobertas científicas nos próximos 10 anos do que a humanidade gerou nos últimos 100. O governo americano levou isso tão a sério que lançou um programa chamado Genesis Mission, comparado oficialmente ao projeto Manhattan, que desenvolveu a bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de usar a IA para acelerar descobertas em áreas estratégicas, como materiais críticos, biotecnologia e semicondutores. A gente tá no começo de algo que não tem precedente histórico, só que aqui tá o problema. Toda a revolução industrial da história seguiu o mesmo padrão. A infraestrutura chegou antes da
revolução em si. As ferrovias foram construídas antes das pessoas saberem exatamente o Que fariam com elas. A rede elétrica foi instalada antes das fábricas entenderem como usar eletricidade em escala. A internet foi cabeada antes de alguém imaginar o que seria o e-commerce e as redes sociais e streaming. E essa sequência tem uma lógica. Você constrói a base, depois você descobre o que fazer com ela. E dessa vez a sequência foi invertida. A inteligência artificial chegou primeiro. Os modelos estão se atualizando num nível assustador. As aplicações estão sendo criadas, as empresas estão correndo para integrar IA
em tudo. O mundo todo quer usar essa tecnologia agora imediatamente. Só que a infraestrutura não tá pronta. Os data centers que a IA precisa para funcionar consomem quantidades absurdas de energia. Um único data center de grande escala pode consumir tanto eletricidade quanto uma cidade inteira. E o mundo precisa construir centenas, talvez milhares desses data centers nos próximos anos. Só para vocês terem uma ideia, hoje esses data centers estão gastando 7% de toda a eletricidade dos Estados Unidos. 10 anos atrás, esse número era 1%. A Oxford Economics calculou o investimento em construção física de data centers
nos Estados Unidos. Em 2014 eram 2 bilhões de dólares por ano. Em 2024 chegou a 35 bilhões de dólares. A projeção para 2035 é de quase 60 bilhões por ano. Essa curva não para. Amazon, Google, Microsoft e Meta, que são as quatro maiores empresas de tecnologia do mundo, vão gastar juntas entre 650 e 700 bilhões de dólares em infraestrutura de A só em 2026. Isso é um aumento de 67% em relação a 25, que por sua vez já tinha sido um aumento de 73% em relação a 24. E para você ter uma referência, o PIB
inteiro da Argentina é de Aproximadamente 650 bilhões de dólares por ano. Essas quatro empresas vão gastar tudo isso em data centers, chips e infraestrutura de A no único ano. Só que essa corrida toda tem um gargalo que nenhum CEO de tecnologia consegue resolver com dinheiro. Energia e metais físicos. Um analista chamado Leopold Ashen Brenner, que é um ex-pesquisador da Open AI, fez um cálculo onde ele pegou a geração total de eletricidade dos Estados Unidos e colocou ao lado a demanda projetada de A. A geração elétrica americana ficou praticamente estável por 40 anos, entre 3500 e
4500 TW hh por ano. E a curva é quase uma linha reta, né? A demanda de A projetada não é uma linha reta, é uma parede vertical. Os modelos de A estão dobrando de tamanho a cada poucos meses. Cada geração de modelo exige exponencialmente mais energia para treinar e o maior cluster de treinamento hoje vai parecer minúsculo perto do que vai ser necessário daqui a três ou 4 anos. E a conclusão do cálculo é perturbadora. Em algum momento dessa década, a demanda de a sozinha pode chegar a consumir mais eletricidade do que os Estados Unidos
inteiros geram hoje. E o mundo não tem essa energia, não tem agora, pelo menos não nos próximos anos. As usinas nucleares levam 15 anos para construir. As hidrelétricas dependem de geografia que não se cria. O gás natural é rápido, mas finito. A solar e eólica são intermitentes. E para cobrir a demanda de um data center que funciona 24 horas por dia, s dias por semana, você precisaria de baterias em escala que também não existem. A Microsoft já reativou uma usina nuclear que estava desativada só para alimentar os data Centers. A Amazon tá comprando usinas nucleares
inteiras. O Google assinou contratos com reatores de nova geração que ainda não saíram do papel. Então não é escolha, é um desespero organizado. E toda essa energia, seja de qual fonte vier, vai precisar de infraestrutura, transformadores, subestações, redes de transmissão. E para gerar energia limpa e rápida, você precisa de painéis solares. E para fazer painéis solares, você precisa de prata, muita prata. E para conectar tudo isso, você precisa de cobre, toneladas e toneladas de cobre nos cabos, nos transformadores, nas conexões elétricas, né, de cada data center, de cada painel solar, de cada carro elétrico que
vai circular nas ruas. E para fazer os chips que rodam aí, você precisa de terras raras, de estanho pra solda de cada semicondutor de memória RAM e tanta memória que as fábricas de chip estão operando no limite absoluto da capacidade. E para guardar energia, quando o sol não brilha, você precisa de bateria. E bateria precisa de lítio, de cobalto, de níquel. A inteligência artificial, que parecia ser a revolução mais limpa e digital da história, se revelou como a maior consumidora de recursos físicos que o mundo já viu. E o mundo não estava preparado. Deixa te
mostrar o tamanho do nosso problema. O cobre é um dos metais mais críticos de toda essa revolução. Ele tá em absolutamente tudo que envolve eletricidade. E a revolução da IA é fundamentalmente uma revolução elétrica. Cada data center de grande escala usa entre 20 e 40 toneladas de cobre. Só nos Estados Unidos estão sendo planejados centenas de novos data centers nos próximos anos. Aí você soma a isso, a eletrificação da frota de veículos. Cada carro elétrico usa até quatro vezes mais Cobre do que um carro a combustão. Aí você soma a expansão das redes elétricas para
suportar toda essa nova demanda. Aí você soma os painéis solares e as turbinas eólicas. A demanda por cobre deve crescer 35 a 40% até 2030. Só que a oferta cresce 3% ao ano. Hoje o mundo já vive uma situação de déficit. A demanda anual vai ser maior do que oferta anual de cobre no mundo. Isso só vai piorar. Uma mina de cobre leva entre 10 e 20 anos para ser desenvolvida. Você não resolve esse problema da noite pro dia. O déficit chegou e vai piorar. E não à toa, o preço do cobre tá na máxima
histórica e subiu 32% nos últimos 12 meses. O estanho é outro exemplo que pouquíssimas pessoas conhecem, mas que é absolutamente crítico. Cada chip, semicondutor do mundo, usa estanho na solda. Cada placa de circuito, cada componente eletrônico, sem estanho não existe chip. E sem chipe não tem IA. E o principal fornecedor de estanho do mundo é Miamar, que é um país em plena guerra civil desde 2021. E alternativas ocidentais não existem praticamente. Adivinha que que aconteceu com o preço? Bom, nos últimos 12 meses subiu mais de 71%. O lítio que é necessário pr as baterias que
vão armazenar a energia dos painéis solares e alimentar os carros elétricos tem uma produção concentrada em pouquíssimos países, principalmente Chile, Austrália e China. Então a demanda tá explodindo. A capacidade de expansão é muito limitada e o preço subiu mais de 128% nos últimos 12 meses. E o grande problema é que resolver o problema da oferta não é tão simples assim. Isso porque a escassez de minerais, ela foi construída ao longo de 30 anos. Enquanto o ocidente migrava o capital pro Vale do silício, a China fazia o oposto. Ela investiu mais de 56 bilhões de dólares
em mineração em países em desenvolvimento entre 2000 e 2021 e hoje controla o refino de 19 dos 20 minerais estratégicos mais importantes do mundo. Isso daqui não é coincidência e quando quer a China usa isso como arma. Em julho de 2023, a China começou a restringir exportações de minerais críticos e o resultado foi imediato. A Ford fechou uma linha de produção inteira por falta de ímã de terra rara. O CO da empresa declarou publicamente que operava de hora em hora no suprimento. Só que existe uma segunda camada e essa complica qualquer solução de curto prazo.
Para reverter essa dependência, você precisa de engenheiros de mineração. Você precisa de quem saiba abrir minas, processar minerais, construir refinarias. E esse capital humano também foi embora. Nos Estados Unidos eles formam cerca de 300 engenheiros de mineração por ano. A China forma mais de 3.000, 10 vezes mais. E nos Estados Unidos, mais a metade de toda a força de trabalho do setor deve se aposentar até 2029. 221.000 trabalhadores saindo ao mesmo tempo em que quase ninguém entra. Então o que que você tem? É isso. Os minerais estão no chão, mas o acesso tá nas mãos
de quem decidiu que essa era uma arma e o ocidente não tem mais. pelo menos não escala o suficiente e não tem pessoas para mudar. Isso é uma escassez que se autoalimenta e não tem solução simples no horizonte. Só que enquanto o mundo debate como resolver escassez de Minerais, a IA tá criando um problema novo, igualmente urgente. Só que dessa vez não subsolo, só que dentro dos próprios chips. Treinar e rodar modelos de inteligência artificial consome quantidades absurdas de memória, especificamente um tipo de memória chamado HBM. é a memória que fica dentro das GPUs da
Nvidia, que são o coração de qualquer sistema de ar. E no mundo inteiro, só duas empresas conseguem fabricar HBM escala, que é a Sul-coreana SK Hinx e a Samsung. E não é à toa que a bolsa Sul-Coreana teve um desempenho absurdo em 2025. A bolsa da Coreia do Sul fechou 2025 com uma alta de 75.6%. Foi o índice com melhor desempenho entre todas as principais economias do mundo. E sabe por quê? Porque SK Hinx e a Samsung juntas representam mais de 1/4to de toda a capitalização de mercado da bolsa da Coreia. E essas duas empresas
estão no epicentro da corrida da IA. Essas empresas sul-coreanas estão se beneficiando porque o mundo inteiro precisa desesperadamente de memória HBM. A Nvidia até pode fabricar GPUs mais poderosas do mundo, mas sem a HBM da SK Henix ou da Samsung, estas GPUs não funcionam. É um gargalo físico na corrida da IA. Os números do que tá acontecendo com essas empresas são simplesmente impossíveis de ignorar. E de acordo com as projeções do Morgan Stanley, Srinx e Samsung estão a caminho de se tornar as empresas mais lucrativas do mundo até 2027. Não as mais lucrativas da Coreia
do Sul, as mais lucrativas do planeta. Em 2027, a Estimativa é que a Samsung gere 22 bilhões de dólares em lucro operacional e a SK Hinux 161. Juntas 390 bilhões de dólares em lucro operacional num único ano. Você tem uma referência, a Apple e o Google, duas empresas americanas das mais lucrativas do mundo, cada uma valendo mais de 3 trilhões de dólares, geraram juntas 263 bilhões de dólares em lucro operacional em 2025. Ou seja, duas empresas sul-coreanas de chips, que juntas valem cerca de 1.2 trilhão de dólares, tão projetadas para ser 48% mais lucrativas do
que Apple e Google juntas, que valem 7 trilhões. Isso daqui não é normal. É o mercado dizendo, a memória que a IA precisa é tão escassa, tão difícil de produzir, tão impossível de substituir, que quem consegue fazer isso vai capturar uma quantidade absurda de valor. É o equivalente moderno de controlar os poços de petróleo no século XX. Só que tem dois materiais que merecem mais do que uma menção rápida nessa história. Dois que eu já citei e que precisam ser entendidos em profundidade, porque é neles que o desequilíbrio entre oferta e demanda tá mais avançado,
mais técnico e mais longe de qualquer solução. E o primeiro deles são as terras raras, o segundo é a prata. Para entender o que tá acontecendo com eles, você precisa entender primeiro como que a China passou as últimas quatro décadas construindo silenciosamente o maior monopólio estratégico da história moderna. O Den Shell Ping, é um líder chinês que transformou a China numa potência econômica, disse uma frase em 1992 que na época pareceu obscura, incompreensível até. Ele disse assim, ó: "O Oriente Médio tem petróleo, a China tem terras raras e ninguém entendeu o que ele quis dizer.
Hoje todo mundo entende, Terras Raras são um grupo de 17 Elementos químicos com nomes que a maioria das pessoas nunca ouviu falar: neudímio, praceudímio, dispózio, térbio, lantânio. Eles não são necessariamente raros em termos de quantidade na crosta terrestre. O que torna raros é a dificuldade de encontrar eles em concentrações economicamente viáveis pra extração e, principalmente, a dificuldade absurda de processar eles e refiná-los. Refinar terras raras é um processo extremamente complexo, é extremamente poluente e que requer décadas de expertise técnica para dominar. E a China passou quatro décadas dominando exatamente isso. Enquanto o Ocidente terceirizava a
mineração para países com mão de obra barata, a China não estava só minerando, ela estava aprendendo, construindo expertise, desenvolvendo processos de refino cada vez mais eficientes, treinando engenheiros, construindo infraestrutura. O resultado é que hoje a China controla aproximadamente 60% da mineração de terras raras do mundo, mas ela controla mais de 85% do refino global. Pensa nisso. Mesmo que você encontre terras raras em outro país e você encontra no Brasil, nos Estados Unidos, na Austrália, no Canadá, você quase certamente vai precisar mandar esse material pra China para processar. É como você ter petróleo, mas não ter
a refinaria. e terras raras estão em absolutamente tudo que define o mundo moderno. Os imãs de neudímio que estão nos motores de carros elétricos, sem eles o motor não funciona. Os componentes que estão em cada smartphone do mundo, os sistemas de guiamento de mísseis e drones militares, os geradores das turbinas eólicas, as telas de computadores e televisões, os lasers industriais, os catalisadores de refinaria de petróleo e agora de uma Forma crescente os componentes dos data centers que rodam a inteligência artificial. Também sem as terras raras não tem transição energética, não existe defesa moderna, não existe
inteligência artificial em escala e 85% do processamento global tá nas mãos de um único país que é exatamente o rival estratégico dos Estados Unidos. Em dezembro de 2024, depois que os americanos restringiram exportações de chips avançados pra China, Pekim respondeu um movimento que poucos esperavam. A China anunciou restrições às exportações de galho, germânio e antimônio pros Estados Unidos. Gale e Germânio são materiais essenciais para semicondutores avançados. Antimônio é usado em sistemas de visão noturna militares e em baterias. E a mensagem era muito clara: "Você bloqueia a gente nos chips, a gente bloqueia vocês nos materiais
que vocês precisam para fazer os chips." E em 2025, a China foi ainda mais longe. Ela impôs restrições de exportações sobre mais de 20 minerais críticos, incluindo o tuxtênio, telúrio, bismuto e índio, que são materiais usados em eletrônicos. painéis solares e equipamentos militares. O Den Shaping, então, tinha razão. 40 anos depois, o mundo finalmente entendeu o que ele quis dizer. O Brasil, nesse contexto, tá numa posição que a maioria dos brasileiros simplesmente não percebem. Segundo o serviço geológico dos Estados Unidos, o Brasil tem as segundas maiores reservas de terras raras do mundo, estimadas em 21
milhões de toneladas. A gente só fica atrás da China, que tem 44 milhões. Só que a história fica ainda mais interessante, porque em 2025 o governo americano lançou um programa chamado Warp Speed para minerais críticos. É uma referência direta ao programa que Acelerou o desenvolvimento das vacinas contra Covid-19 no tempo record. O objetivo é criar cadeias de suprimento alternativas à China pros materiais mais estratégicos do planeta. E o Brasil tá sendo cortejado ativamente nesse processo, porque a gente é um dos poucos países do mundo com reservas significativas de terra rara, com estabilidade política suficiente para
parceir longo prazo e com a infraestrutura básica para desenvolver mineração e escala. Só que de todos os metais dessa nova revolução industrial, tem um que tá vivendo um momento mais dramático e surpreendente, que é a prata. Eu precisei de alguns minutos para explicar as terras raras, porque poucos brasileiros sabem o que são e a prata todo mundo já conhece, só que quase ninguém conhece a história do que tá acontecendo com ela agora. E essa história começa com uma dissonância que quando você entende você não consegue mais ignorar. A prata, ela é oito vezes mais rara
do que o ouro acima do solo, levando em conta todo o material que já foi minerado na história humana. Só que o ouro custa 80 vezes mais que a prata, oito vezes mais rara e 80 vezes mais barata. Como isso é possível? E a resposta tá na história monetária. Durante séculos, prata e ouro foram usados como dinheiro. Só que ao longo do século XX, os governos foram progressivamente desmonetizando a prata, retirando ela da circulação, vendendo as reservas, encerrando a cunhagem de moeda de prata e o ouro continuou sendo reserva dos bancos centrais. A prata foi
rebaixada a uma simples com industrial e como comod industrial, ela passou décadas sendo ignorada pelo mercado financeiro. O problema é que a prata não É só uma comod industrial, ela é simultaneamente três coisas e essa combinação única é o que torna o que tá acontecendo agora tão extraordinário. Primeiro, ela é um metal monetário, então historicamente é usado como dinheiro e que bancos centrais e países estão começando a reacumular como reserva estratégica. Dois, ela é o metal industrial com propriedades físicas que são únicas que tornam ela insubstituível em várias aplicações críticas. E agora ela se tornou
um metal estratégico da revolução energética, porque painéis solares usam prata e usam muita prata. E como eu te mostrei antes, a Ia precisa de data center. Só que data centers precisam de energia e muita energia limpa, porque as bigtechs tem metas ambientais agressivas e porque a energia limpa tá ficando mais barata que energia fóssil em muitas regiões. A fonte de energia limpa que tá crescendo mais rápido no mundo são os painéis solares. E cada painel solar usa prata. A prata é o melhor condutor de eletricidade que existe entre todos os metais. é melhor que o
cobre, melhor que o ouro, melhor que qualquer outro elemento. E nos painéis solares modernos, ela é usada nas grades condutoras que capturam eletricidade gerada pela luz solar e transportam ela para fora do painel. Então você poderia imaginar que com o tempo a indústria encontraria uma forma de usar menos prata por painel, que a tecnologia evoluiria para reduzir o consumo. E o que realmente aconteceu foi o oposto. Os painéis solares mais modernos, as tecnologias chamadas TopC e HJT, são mais eficientes que os painéis anteriores. Capturam mais energia da mesma quantidade de luz solar. Só que para
conseguir essa eficiência maior, Eles são mais complexos e eles usam mais prata por painel, não menos. É uma ironia brutal. Então, quanto mais eficiente o painel solar, mais prata ele consome e a demanda tá explodindo. Em 2023, a indústria solar consumiu 232 milhões de onças de prata. Em 2024, esse número subiu para mais de 270 milhões de onças. E as projeções para 2030 falam em mais de 500 milhões de onças por ano, só para painéis solares. Para colocar em perspectiva, a produção total de prata no mundo inteiro de todas as minas, de todos os países
em 2024, foi de aproximadamente 1 bilhão de onças. A indústria solar sozinha tá caminhando para consumir metade de toda a prata produzida no mundo. Aí você soma isso, o uso industrial em eletrônicos, em solda de semicondutores, em equipamentos médicos, em contatos elétricos. Aí você soma isso, a demanda monetária crescente de bancos centrais e investidores. E aí você tem uma equação onde a demanda tá crescendo muito mais rápido do que a oferta pode acompanhar. Mas o problema da oferta de prata tem uma característica que torna ela é ainda mais grave do que parece. 72% de toda
a prata do mundo não vem de mina de prata. Ela vem como subproduto da mineração de outros metais, principalmente cobre, zinco e chumbo. A prata, ela aparece junto com esses metais, quase como um acidente geológico. E aí isso significa que a produção de prata, ela é fundamentalmente inelástica. Quando o preço do petróleo sobe, as petroleiras abrem novos poços. Quando o preço do milho sobe, os fazendeiros plantam mais Milho. Quando o preço da prata sobe, os mineradores de cobre não abrem mais mina de cobre. Só por causa disso. Eles abrem minas quando o cobre justifica e
a prata vem junto no ritmo que vier. Então você não pode simplesmente produzir mais prata quando a demanda aumenta. A oferta não responde ao preço da mesma forma que em outras commodities. Quando uma demanda inelástica encontra uma oferta inelástica, o resultado é aquilo que a gente chama de gap estrutural. É um desequilíbrio que não se resolve rapidamente e que quando se manifesta no preço tende a criar movimentos muito violentos e duradouros também. O mercado de prata tá em déficit, ou seja, uma demanda maior do que oferta pelo 5º ano consecutivo. E com isso o mercado
físico de prata tá quebrando, não metaforicamente, literalmente. Existe uma distinção fundamental no mercado de qualquer commodity entre o mercado de papel, que é onde se negociam os contratos futuros, promessa de entrega, e o mercado físico, onde o metal de verdade muda de mãos. Em condições normais, esses dois mercados andam juntos. Quando o mercado inverte, ou seja, quando o preço imediato fica maior que o preço futuro, significa que alguém precisa do metal físico agora com tanta urgência que tá disposto a pagar mais pelo metal imediato do que pelo metal futuro. Essa pessoa, essa empresa não quer
esperar, não pode esperar. Isto é que se chama pack wardation e é um sinal clássico de escassez física severa. E o mercado de prata em Londres, que é o maior mercado físico de prata do mundo, entrou em backwardation severa. Só que o sinal mais revelador tá nas le rates. Lease rate é a taxa que alguém paga para tomar prata emprestada no mercado físico, como aluguel, só que de metal. Então, se eu tenho prata num cofre e você precisa dela agora, você me paga uma taxa para usar esse metal por um período, devolvendo depois. E em
condições normais, essa taxa fica perto de zero, porque tem prata disponível, não tem urgência, o mercado tá equilibrado. A média em 2023 foi de mais 0,04% e a média em 24 foi de - 0,18%. Números tão próximo de zero que são irrelevantes basicamente. Só que hoje a leas rate tá em 4,5%. Isso significa que o mercado tá pagando 4.5% ao ano só para ter acesso à prata física emprestada. Não para comprar, para alugar. É o equivalente a um mercado imobiliário onde os aluguéis explodiram porque ninguém quer vender, mas todo mundo precisa de um lugar para
morar agora. Então, o terceiro indicador, o silver swap rate, que fecha o quadro. O swap rate de um ano mede o seguinte: quanto alguém tá disposto a pagar para fazer uma troca? é entregar dinheiro agora, receber prata física agora e daqui a um ano fazer o caminho inverso, devolver a prata e receber o dinheiro de volta. Em condições normais, esse número fica levemente positivo, porque como eu disse antes, segurar a prata tem custo, é armazenamento, seguro, capital imobilizado. E quem faz essa troca quer ser compensado. Quando o número fica negativo, a lógica inverteu Completamente. Significa
que o mercado tá pagando para ter acesso ao metal físico agora, abrindo mão de rendimento, pagando do próprio bolso, só para garantir que vai ter prata física disponível quando precisar. Então, traduzindo, os grandes players, que são as indústrias, fundos, governos, estão dispostos a perder dinheiro na operação só para ter certeza de que a prata vai tá lá quando eles precisarem. Não é ganância, é medo de não conseguir o metal quando chega a hora. O mercado não confia que vai ser fácil conseguir prata física daqui um ano. Os números dos estoques confirmam esse medo. E na
COMEX, que é a principal bolsa de futuros de prata dos Estados Unidos, os estoques físicos disponíveis para entrega estão colapsando de aproximadamente 329 milhões de onças no início de 2025 para menos de 87 milhões de onças. Hoje é uma queda de mais de 75% em menos de 1 ano. Só que o movimento não é só americano, ele é global. Na bolsa de Shangai, a SHFE, que é a principal referência pro mercado físico asiático de prata, os estoques caíram de aproximadamente 35 milhões de onças no início de 2025 para só 20 milhões de onças em janeiro
de 2026. Isso aqui é uma redução de 43% em menos de 12 meses. Pensa então no que que isso significa. A bolsa de Shangai tá no coração do maior produtor e consumidor de prata do mundo. E mesmo lá os estoques estão no menor nível em uma década. O mesmo movimento em Nova York, em Shangai simultaneamente. Isso daqui não é coincidência. É o sinal mais claro possível de que a escassez é estrutural, Não é localizada, não é temporária, não é resolvível com uma mudança de política de um único país. A China percebeu isso antes de todo
mundo e a reação dela é, por si só uma das provas mais reveladoras de que o problema é sério. Em janeiro de 2026, a China tornou as exportações de prata administrativamente muito mais difíceis. licenças especiais, processos burocráticos alongados, restrições práticas que na realidade significam só uma coisa, né? A prata chinesa não vai sair do país sem autorização do governo e a China é o maior refinador de prata do mundo. Grande parte da prata minerada globalmente, inclusive em países sem capacidade de refino próprio, termina sendo processada em refinarias chinesas. Durante décadas, isso deu pra China um
controle enorme sobre o fluxo global de prata refinada. Só que agora a demanda interna chinesa por prata explodiu. A China tá construindo mais painéis solares do que qualquer outro país do mundo. Tá expandindo a capacidade de semicondutores, tá eletrificando a frota de veículos numa velocidade sem precedente histórico. A China restringiu as exportações não para dominar o mercado, mas porque não tem metal suficiente para suprir a própria demanda interna. Mas isso não é só sobre Estados Unidos e China. A Índia é o maior consumidor de prata do mundo. Em 2024 o país importou 7669 toneladas desse
metal, o segundo maior volume da história. E a Índia não tá pagando o preço de tabela, ela tá pagando um prêmio consistentemente acima do preço de referência londrino, porque Precisa desse metal e tá competindo com o mundo inteiro para conseguir. O mesmo padrão aparece em Dubai. Não é regulação de um país, não é sazonalidade, não é especulação regional, é uma escassez estrutural se manifestando ao mesmo tempo em todos os lugares onde o metal precisa chegar. E aí entra a separação que tá se tornando impossível de ignorar o preço da prata no papel versus o preço
da prata física. Em Shangai, a prata física chegou a ser negociada com prêmio de mais de 10% acima do preço de referência londrino no final de 2025. Isso contribuiu diretamente pro preço sport superar 79 por 11 em dezembro e atingir novos recordes históricos. Quando o preço físico diverge do preço em papel de forma consistente, o mercado tá dizendo algo muito claro. Um dos dois tá errado. E historicamente, quando isso acontece, não é o mercado físico que se ajusta para baixo, é o mercado de papel que se ajusta para cima. A China tá restringindo exportações. Estados
Unidos tá declarando metal estratégico. Os dois maiores rivais geopolíticos do planeta estão se movendo simultaneamente em direção ao mesmo ativo e em direções opostas, cada um tentando garantir o seu próprio suprimento. E não existe saída rápida para esse problema. A prata é o exemplo mais dramático, mas eu te mostrei como isso tá acontecendo com várias commodities ao mesmo tempo. É o mesmo ciclo, é o mesmo padrão. E isso daqui tá se manifestando ao mesmo tempo em todos os recursos físicos, porque as forças que estão gerando essa demanda, a revolução da Iá, a desglobalização, a fuga
do sistema dolarizado, são forças globais que afetam tudo de uma única vez. O dólar tá perdendo valor contra o ouro, tá perdendo valor contra o cobre, Tá perdendo valor contra tudo. Então pensa nisso, não é uma metáfora, é uma constatação sobre onde o valor real tá migrando. Se você acha que é exagero, vamos olhar novamente pro cobre. Para manter um crescimento global de 3% ao ano, sem eletrificação adicional, sem data centers de ar, sem carros elétricos, sem painéis solares, só mantendo o ritmo atual da economia global, a humanidade precisa minerar nos próximos 18 anos a
mesma quantidade de cobre que minerou nos últimos 10.000 anos. 10.000 anos de mineração humana em 18 anos. E com tudo isso somado, o problema se torna matematicamente impossível de resolver no ritmo atual. Em janeiro, aconteceu um negócio que nunca tinha acontecido nos últimos 40 anos de história do sistema de precificação internacional do cobre. tem um mecanismo chamado TCRC, que é treatment and refining charge, que é o valor que as fundições cobram para processar o minério de cobre concentrado e transformar ele em metal refinado. E durante quatro décadas esse número nunca foi zero. As fes cobram
por esse serviço porque ele tem um custo real, energia, equipamento, mão de obra especializada. E em 2026 o benchmark anual do TCRC foi fixado em 0 por tonelada. E o que que isso daqui significa na prática? Significa que tem tão pouco minério concentrado disponível no mundo que as fundições que normalmente ditam as condições porque são elas que transforma minério em metal, que perderam completamente o poder de negociação. Eles estão pagando para não parar. É o equivalente a uma refinaria de petróleo, pagando pelas reservas de petróleo brutas só para ter o que processar. E quando isso
acontece, o mercado tá dizendo: "Não tem minério suficiente, Não agora e não vai ter tão cedo". E o problema estrutural do cobre vai muito além de tudo que eu te mostrei. O teor médio do minério nas minas de cobre do mundo caiu de 1.4% em 2010 para aproximadamente 0.65% em 2024. Em 1.4% de teor para produzir uma teoelada de cobre você precisa minerar, esmagar, moer e processar aproximadamente 71 toneladas de rocha. Em 0.65% de teor, esse número sobe para 154 toneladas. É mais do que o dobro de uma rocha movida, o dobro de energia consumida,
o dobro de água usada, o dobro de equipamentos para produzir a mesma tonelada de cobre. A escondida, que é a maior mina de cobre do mundo no Chile, consome hoje 40% mais energia do que consume em 2010 e produz cobre do que produzia até então. A mina tá correndo mais rápido para ficar parada no mesmo lugar e a esteira tá acelerando. Os depósitos mais ricos já foram explorados, o que resta é mais profundo e muito mais caro. E a resposta de longo prazo, que é abrir mais minas, também tá quebrada. O tempo médio entre a
descoberta de um depósito de cobre e a primeira produção comercial passou de 6 anos nos anos 1960 para 18 anos nas minas que entraram em produção em 2020. Não porque os governos burocratizaram demais o processo, né? Embora isso também seja verdade, mas porque os projetos em si ficaram inenarravelmente Mais complexos. A mina Resolution Copper no Arizona foi descoberta em 1996 e em 2026 ainda não entrou em produção. O depósito Pebel no Alaska, uma das maiores reservas não desenvolvidas de cobre do mundo, provavelmente nunca vai ser minerado, porque fica na nascente do sistema de salmão selvagem
mais produtivo da Terra. Nenhuma reforma regulatória muda essa realidade física e a cada ano que passa, menos descobertas são feitas. A implicação é clara. Qualquer resposta de oferta aos preços recordes de cobre hoje vai chegar nos anos 2040, no melhor cenário. A demanda dos data centers de A, dos carros elétricos, da expansão das redes elétricas. Essa demanda é agora. Em todos esses mercados, ouro, prata, cobre, platina, paládio, terras raras, estranho, lítio, o mesmo movimento tá acontecendo. Então, não é um trade, não é um ciclo de 2, 3 anos, é uma reversão estrutural de longo prazo,
da mesma magnitude e na direção oposta da que aconteceu quando o mundo decidiu que mineração era coisa do passado e que as bigs eram o futuro. A gente tá no início de uma grande mudança de ciclo e é aqui que o Brasil entra. Não como protagonista de uma narrativa de o gringo descobriu o nosso país, mas como consequência inevitável de uma lógica muito simples. Num tá correndo para hard assets, para recursos físicos, para commodities, pros países que t o que a revolução da IA e as globalização precisam, o Brasil é um dos países mais bem
posicionados do planeta. Não por acaso, mas por geologia e por história. A gente é o maior exportador de soja do mundo. Segundo o maior exportador de minério de ferro, uma das maiores reservas de petróleo offshore do planeta, com custo de extração entre os mais competitivos do mundo. Segundo as maiores reservas de terras raras, que são os minerais mais estratégicos da nova economia, mais de 80% da nossa eletricidade vende fontes renováveis, que é a matriz energética que o mundo inteiro quer ter. E 12% de toda a água doce superficial do planeta tá aqui. O nosso país
é tão economicamente ligado às commodities que existe uma correlação fortíssima entre o Ibovespa e o índice de commodities mundial. E quando o capital global decide rodar de ativos financeiros para commodities, o Brasil captura esse fluxo de duas formas ao mesmo tempo. A primeira é imediata e já tá acontecendo. A gente é o maior e mais líquido mercado emergente da América Latina. Então qualquer rotação global de capital de desenvolvidos pré-emergentes passa pelo Brasil primeiro. Aí o Bovespa sobe, o Real se valoriza. É o que a gente tá vendo acontecer diante dos nossos olhos. E a segunda
é estrutural e ainda mal começou. As reservas físicas que o Brasil tem no subsolo, na Terra e nos rios vão ganhar valor de formas que ainda não tão precificadas em nenhum ativo brasileiro. O primeiro movimento já aparece nos números. R 35 bilhões deais em menos de 6 semanas e Bovespa em 190.000 pontos. maior fluxo mensal da história da B3. O segundo movimento ainda a gente não sabe exatamente como vai aparecer, mas a gente sabe que vai aparecer. E aqui tá o ponto mais importante de tudo que eu te mostrei hoje. A maioria das pessoas que
tá vendo Ibovespa bater records não sabe porque isso tá acontecendo. Acha que é um trade Eleitoral, acha que é coincidência, acha que é temporário e você agora sabe que não é. Você sabe que existe um ciclo de 75 a 100 anos virando, que o sistema financeiro global rachou em 2022, que o dólar tá perdendo hegemonia, que bancos centrais estão comprando ouro em volumes records, que a revolução da IA criou uma demanda por recursos físicos que o mundo não tem capacidade de atender, que a mineração foi esquecida por décadas e agora é estratégica, que a prata
tá em escassez física simultânea em Nova York e Shangai, que o cobre vai precisar de 10.000 anos de produção em 18 anos, que o Brasil tem quase tudo que esse novo mundo precisa. E esse conhecimento é uma vantagem real, porque nos grandes ciclos da história, a diferença entre quem multiplica patrimônio e quem é varrido pela maré não é sorte, entendimento. É entender o que tá acontecendo antes que vire manchete. É se posicionar antes que a manada chegue. E agora que você entende o que tá acontecendo e ninguém tá dizendo, o que você vai fazer com
isso? Tudo que eu te mostrei nesse vídeo é o contexto, é o mapa. Mas o mapa não é posição. Entender que o ciclo virou não significa automaticamente saber o que comprar, quando comprar, como dimensionar a posição, como proteger o patrimônio, se o cenário demora mais para se materializar do que superado ou como equilibrar essa tese com tudo mais que você já tem investido. Esse é o salto que separa quem entende o ciclo de quem realmente se beneficia dele. E deixa eu te dar um mapa básico, não é recomendação de investimento, é uma forma de você
entender como esse ciclo se traduz em ativos reais, tá? O ciclo de comotes, ele se move em camadas. A primeira camada já se moveu, o ouro físico e os ETFs de ouro. Quem tava posicionado antes 2022 já capturou boa parte desse movimento. O Gold 11, que é o ETF de ouro negociado na B3, tá com Mais de 200% desde que esse ciclo começou. Na segunda camada tá se movendo agora as grandes produtoras de Comotes. Petrobras e Vale são os exemplos mais óbvios no Brasil. Não porque eles sejam necessariamente as melhores escolhas dentro do ciclo, mas
porque eles mostram que o que a gente tá falando não é teoria, ele é real, é mensurável. O gringo que quer exposição emergentes com commodorities compra essas empresas porque conhece elas. É uma locação de cesta e foi exatamente esse fluxo que trouxe os 35 bilhões de reais em seis semanas. Mas existe uma terceira camada e é aqui que o ciclo ainda não foi precificado, que são as mineradoras. E para entender porque elas são tão interessantes, eu preciso te explicar uma coisa que a escola de finanças tradicional não te ensina. Quando você aprende sobre ações, a
primeira métrica que aparece é o PL, é o preço sobre lucro. Você paga R$ 10 por cada real de lucro. Quanto menor, mais barata a empresa. Faz sentido pra maioria dos setores. Mas para mineradoras, o PL é a métrica mais enganosa que existe. E o motivo é simples. As mineradoras carregam ativos físicos enormes, minas, usinas de processamento, equipamentos pesados e que geram um custo contábil chamado depreciação e amortização. Esse custo aparece no resultado como se fosse uma despesa real, mas na prática não sai do caixa. Um número que reduz o lucro no papel sem reduzir
o dinheiro no banco. E além disso, mineradoras operam com reds, contratos que protegem contra quedas no preço do metal. Quando o ouro sobe muito, esses contratos geram perdas contábeis enormes. Na Aura Minerals, por exemplo, o resultado do quarto trimestre de 2025 registrou quase 82 milhões de dólares de perda em derivativos de ouro. Não saiu 1 centavo do caixa, foi contábil, só que no demonstrativo de resultado parece um prejuízo real. Resultado, a empresa reportou prejuízo líquido pelo critério contábil da IFRS. No mesmo ano em que gerou 548 milhões de dólares de ebítida, quase quatro vezes mais
do que em 2023. O lucro real então nunca teve tão alto. O lucro contábil foi negativo. Olha que louco. Quem olha só o PL acha que a empresa vai mal. Quem entender o setor sabe que ela nunca esteve tão bem. Os profissionais que investem em mineradoras ignoram pele. Eles olham três coisas. A primeira é o EV Bita, é o valor total da empresa dividido pelo lucro operacional antes de depreciação impostos. É uma medida que mostra quanto o mercado tá pagando pela capacidade real de geração de caixa do negócio sem as distorsões contábeis. O padrão histórico
para mineradoras de ouro é negociar entre seis e oito vezes. Abaixo disso, geralmente tá muito barato. A segunda é o P sobre FCF, que é o preço sobre o fluxo de caixa livre, quanto dinheiro real a empresa coloca no bolso depois de pagar todas as contas operacionais e de manutenção. Esse é o número que paga dividendo, reduz dívida e financia crescimento. E a terceira, e essa é a mais importante, é o AISC, que é o All in Sustaining Cost. Em português, custo total de sustentação da operação por onça produzida. Esse daqui é o custo de
tirar uma onça de ouro do chão, processar, administrar, manter as minas funcionando e cumprir todas as obrigações. Tudo dentro. O AISC é o que separa mineradoras lucrativas das que quebram quando o metal corrige. E aqui que a matemática fica interessante. Pensa comigo numa mineradora hipotética simples. Ela extrai ouro com AISC de $1.200 por onça. E com ouro a $.000 A margem era de $800 por onça. Agora vamos atualizar isso pra realidade hoje. Com ouro a 5.000, mantendo o mesmo a IS de 12.00, a margem por onça salta para 3,800. Você percebe o que aconteceu? O
ouro saiu de 2.000 para 5.000, mas a margem saiu de 800 para 3,800. O preço do ouro subiu 150%, a margem operacional subiu 375%. Agora vamos ao IC. Um IC de $1.00 500 por onça com ouro a 5.000, a margem é de ó por onça. Agora coloca produção na conta, 800.000 onças por ano, 3500 de margem multiplicado por 800.000 onças. Isso dá 2.8 bilhões de dólares de margem operacional. Em 2020, com ouro a800, essa mesma mineradora com a ISC de 1500 tinha margem de $300 por onça. Agora em 2025 com ouro a $.000 a margem
operacional subiu mais de 1000%. É isso que o mercado muitas vezes não entende. Mineradora não sobe igual ouro, ela sobe em função da expansão de margem. E quando o preço do metal explode, o lucro não cresce em linha reta, ele cresce em progressão geométrica. É essa simetria que faz analistas de mineração não usarem PL sem múltiplos sobre fluxo de caixa. Agora, muitas mineradoras já Andaram. Será que elas então já estão com os preços ajustados? Bom, existe um índice que acompanha as principais mineradoras de ouro do mundo, o GDX, e existe o próprio ouro. A razão
entre os dois, que é o quanto as mineradoras valem em relação ao metal que elas produzem, acabou de ter uma alta, mas ainda tá em patamares baixos ao que já foi, por exemplo, em 2010, no auge do ciclo anterior das commodities. Mesmo depois de uma alta expressiva no setor, as ações das mineradoras ainda negociam a patamares baixos comparados com o histórico. É como se os analistas não acreditassem que o preço vai se sustentar. Isso acontece porque os modelos financeiros dos grandes bancos são conservadores por definição. Quando o ouro tava a 2000, eles usavam 1600 nos
modelos. Quando o ouro chegou a 2500, eles atualizaram para 10000. Hoje, com ouro acima de 5.000, muitos modelos ainda usam 2.200 ou 2.400. É uma convenção do setor. Você não precifica o momento, você precifica uma média de longo prazo para ser conservador. O efeito colateral é que as mineradoras batem estimativas trimestralmente com folga. E toda vez que isso acontece, os analistas revisam o preço alvo para cima e a ação sobe mais. Esse ciclo de revisões não terminou ainda. Aura Minerals, que negocia com o código Aura 33, é um ótimo exemplo disso. Aura é uma mineradora
de médio porte com operações do Brasil, México, Honduras e Guatemala. E no início de 2024 a ação estava na casa dos 32,50. Terminou 2025 em 62,80. Quem olhou pro número e pensou que subiu demais, perdeu uma alta de mais de 60% desde o início do ano. E de onde que surgiu isso? Bom, a Aura produziu 280.000 onças de ouro, equivalente em 2025, com a ISC de aproximadamente $14.460 por onça e ouro médio realizado acima de 13400. A margem por onça, então, foi de quase $.000, a maior da história da empresa e o Ebítida foi de
548 milhões de dólares. Em 2023 tinha sido 134 milhões. O Ebitda quadruplicou em 2 anos, a ação triplicou, mas matematicamente a empresa ficou mais barata em termos de múltiplo, mesmo depois da alta. A aura não é recomendação desse vídeo, é só um exemplo do tipo de assimetria que existe nesse setor e que a maioria dos investidores brasileiros nunca vai enxergar porque não sabe olhar pros números certos. Mas deixa te mostrar um dado que vai te fazer abrir a mente um pouco mais pro tamanho da oportunidade que ainda existe. Eu fiz um estudo comparando dois ciclos
de commodities, o de 2000 a 2011 e o atual que é de 2023 até 26. E o que eu descobri foi muito surpreendente na verdade porque no ciclo de 2000 a 2011 o ouro físico subiu 660%. É impressionante. Só que as mineradoras de ouro subiram 1475%. Ou seja, as mineradoras entregaram 2.2 vezes a performance do metal. Essa é a alavancagem natural do setor que eu acabei de te explicar. Quando ouro sobe, as margens explodem, o fluxo de caixa multiplica e as ações sobem muito mais do que o próprio metal. Agora vamos pro ciclo atual. De
janeiro de 23 até 26, até março de 26, o ouro físico subiu 188%, e as mineradoras subiram 259%. Ou seja, mais uma vez as mineradoras subindo mais que o ouro. Só que vamos fazer a conta da alavancagem. 259% Divido por 188 dá 1,37 vezes. No ciclo anterior, as mineradoras entregaram 2.2 vezes o ouro e nesse ciclo, até agora estão entregando 1.37 vezes. Então no ciclo que a gente tá vivendo hoje, as mineradoras de ouro ainda não subiram, em tese tudo que elas poderiam subir. E se o preço de ouro continuar escalando na velocidade que tá,
essa diferença vai ficar cada vez mais visível. Eu rodei os números, considerando não o que as mineradoras subiram de fato, mas o que elas deveriam ter subido se tivessem entregando a mesma alavancagem do ciclo anterior. E se a gente aplicar essa alavancagem de 2.2 vezes do ciclo de 2000 a 2011 no movimento atual do ouro, as mineradoras não deveriam estar em 259%, deveriam estar em 421%, ou seja, poderia existir um gap de performance entre onde as mineradoras estão e onde elas historicamente estariam nesse estágio do ciclo. E eu fiz a mesma análise pra prata. A
prata física subiu 275% de 2023 para cá. As mineradoras de prata subiram 305%, é uma diferença só de 1.1 vezes. E no ciclo de 2000 a 2011, as mineradoras de prata entregaram uma alavancagem de 2.2 a três vezes a performance do metal. Se a gente aplicar essa alavancagem histórica no ciclo atual, as mineradoras de prata não deveriam estar em 305, deveriam estar em 687%. Então o gap nas mineradoras de prata é ainda maior do que o gap nas mineradoras de ouro. Isso pode significar duas coisas. ou o mercado de mineradoras mudou fundamentalmente e agora eles
nunca mais vão entregar a mesma alavancagem sobre os metais que eles entregavam antes, ou a gente tá diante de uma das maiores oportunidades de Reprficação do setor em décadas? Pois bem, ciclos terminam, preços corrigem, mineradoras têm riscos operacionais, geológicos e políticos que empresas de outros setores não tm. Mas entender essa mecânica antes da maioria das pessoas entender, pode fazer com que você ganhe muito dinheiro. E exatamente esse salto que eu quero te ajudar a dar. Deixa eu contar o que aconteceu com as pessoas que entenderam o ciclo de 2002, mas não souberam se posicionar. Muita
gente viu o super ciclo das commodities chegando, entendeu que a China ia demandar recursos, entendeu que os emergentes iam se beneficiar, tinham o mapa certo, mas entrou nos ativos errados ou entrou na hora errada ou entrou com o tamanho errado, alavancado demais numa tese que levou mais tempo para se materializar do que esperavam e saiu antes do pico ou não soube quando sair quando o ciclo começou a virar em 2011. Então, ter a tese certa não é suficiente. A execução é onde a riqueza é construída ou destruída. E é por isso que hoje a Fclass
é uma das melhores soluções para quem quer investir melhor e aproveitar ciclos como esses. Dentro da Fclass, o que você encontra não é teoria sobre o ciclo, é posicionamento real executado por um time de analistas que já estava se posicionando através de uma carteira bem diversificada. Ao ter acesso a Finclass, você recebe uma carteira completa de investimentos recomendada, onde você sabe exatamente o que comprar, quanto investir em cada posição, o preço máximo que faz sentido pagar e quando vender, sem precisar acompanhar o mercado o dia inteiro, sem precisar interpretar cada notícia sozinho. Deixa eu te
dar um exemplo concreto do quanto isso é poderoso. O Gold 11, o ETF de ouro negociado na B3, foi uma das recomendações da nossa carteira. Quem Seguiu essa recomendação acumulou mais de 200% de retorno. Não porque alguém apostou no ouro, mas porque o time entendeu o movimento e entendeu a importância de ter ouro em carteira. E tem uma recomendação mais recente que eu quero mencionar, sem revelar o ativo agora, que foi feita no dia 12 de janeiro desse ano. Em menos 50 dias, essa posição já acumula mais de 35% de valorização, enquanto CDI rende isso
em 3 anos. Isso aqui não é sorte, é método. Eles não vão acertar sempre, assim como ninguém vai, mas quando acerta ganha mais do que perde quando erra. Além disso, você também tem acesso a mais de 80 cursos, desde o básico de como funcionam os ativos até a análise macroeconômica avançada e as lives semanais com o time de analistas, onde cenário é atualizado e as posições são revisadas em tempo real. é a diferença entre entender o ciclo e se beneficiar dele. Por isso, se você quer aproveitar o ciclo que a gente tá iniciando agora e
quer fazer isso pelo melhor custo benefício do mercado, tendo a ferramenta certa para te ajudar a ter bons ganhos, é só escanear o QR code que tá aparecendo na sua tela, ou clicar no link da descrição desse vídeo e investir no seu acesso a Finclass. O aniversário da FCLS tá chegando e você vai ter um desconto especial. Só te peço uma coisa, depois de ter visto esse vídeo, não fica sem fazer nada. O ciclo de 2002 criou uma janela que durou aproximadamente 9 anos de 2002 a 2011. Quem entrou em 2002 multiplicou o patrimônio por
10 em dólares. Quem entrou em 2007 quando as manchetes já falavam de super ciclo e o Cristo Redentor já estava decolando no Economist, ainda ganhou dinheiro, mas muito menos. E quem entrou em 2010 na euforia do pico, perdeu. O ciclo atual começou e você já perdeu um pouco dele. A boa notícia é que a gentea tem muito pela frente. A manada não chegou. Quando ela chegar, talvez a janela já esteja se fechando. Turma, vou ficando por aqui. Um grande abraço e até o próximo.