Fala, Lucas, você consegue me ouvir? Tá me escutando bem? Boa noite. Alô, alô. Todos me ouvem bem? Todos me escutam? Só um minutinho, a gente tá conectando aqui com o YouTube, com outras plataformas aqui no Zoom. Pessoal do YouTube, já estou com vocês aqui. Eu vi que vocês já, ó, começaram se apresentando aqui no YouTube. Já tem Gente de Maceió, tem gente de Porto Seguro da Bahia, de Fortaleza. Rapaz, Fortaleza cidade boa, hein? Conheço. Eu sou de lá, ó. Sou cearense. Bem, gente, boa noite. Sejam todos muito bem-vindos ao segundo congresso internacional de psicologia do
esporte. Vocês estão animados? Para quem não me conhece, meu nome é Lucas Cruz, sou cfundador aqui do Atleta Campeão junto com a Maira Ramos. coloca aqui no chat pra gente já ir um Pouquinho se conhecendo. Já vou chamar em breve aqui o professor Leonardo Fortes, um tema que vocês pediram muito desde o último congresso. Coloca aqui que se você já conhece o atleta campeão, se você já me conhece, se você já conhece a Maira Ramos, há quanto tempo você segue o atleta campeão? Então, olha só, Salvador, Bahia. Eu, honestamente, eu tô muito, muito empolgado com
esse segundo congresso de psicologia do esporte e coaching que nós vamos falar, Que nós vamos apresentar aqui hoje. O primeiro congresso foi um congresso fantástico, um congresso que a gente reuniu mais de 10.000 profissionais. Esse batemos os mesmos números, né? Juntando aí com o restante, a gente, na verdade, a gente aumentou ainda mais. E muita gente, né? Muita gente nova, muita gente conhecendo ainda o atleta campeão. Olha só, tem gente dizendo aqui, ó, sou novo por aqui. Todo mundo me ouvindo bem? Só confere aqui. Eu tô acompanhando O chat, já tá frenético. Léo, dá só
um joinha aqui se você também tiver me ouvindo bem, tá bom? Meu meu áudio esver OK. E gente, nos próximos dias a gente vai falar sobre, nesse congresso aqui, a gente vai falar sobre muita coisa, muita coisa mesmo, que é novidade. Hoje, particularmente, a gente vai tá trazendo aqui o professor Leonardo Fortes. Ele vai trazer muita coisa boa. Eu vou deixar, não vou dar tanto spoiler aqui, porque eu imagino que eh vocês já Estejam empolgadíssimos pra aula dele. Um tema que foi muito pedido desde o último congresso, que é sobre telas. Coloca aqui no chat
para mim. Quem hoje de alguma forma se sente assim, cara, Lucas, o o celular, seja com meu filho, seja com o seu atleta, seja você treinador, ou seja você psicólogo, cara, o celular, as redes sociais tem sido um desafio para mim, tem causado, eu tenho percebido o impacto, mas eu não sei como o que Fazer. Coloca aqui no chat aqui para mim se você já está passando por algumas dessas desses desafios. Bem, e hoje, gente, nós trouxemos aqui, eu já falei o nome dele três vezes, né, mas particularmente um professor que eu tenho muito carinho,
muito respeito, eh, o professor Leonardo Fortes, professor da UFMG, ele que é um pesquisador, um estudioso, um cara apaixonado pelo conteúdo que ele vai apresentar aqui hoje. vocês vão ver aqui com a paixão, a Forma como ele vai entregar esse conteúdo, que na maioria das vezes, sempre que a gente traz ele aqui, a aula não é só fantástica pela didática dele, mas pelo conteúdo que ele entrega, as referências. E sem mais delongas, eu queria aqui chamar ele que já é pós-doutorado pelo Sport Science pela Universidade de Bolanga, na Itália. Ele é professor associado do é
professor do departamento de esportes da UFMG, bolsista de Produtividade em pesquisa na CNPq. E sem mais delongas com vocês a estrela da noite para abrir esse congresso. Eh, vai abrir e fechar com chave de ouro professor Leonardo Fortes. Deixa eu colocar ele aqui, ó. Professor, solta o áudio aí. Deixa eu ver aqui se eu já te escuto bem. >> Fala, pessoal. Boa noite. Fala, Lucas. E aí? >> Boa noite. >> Beleza. O áudio tá bom então. >> Tudo certo. Áudio. Áudio muito bom, hein? >> Então tá bom. Então tá joia. Já posso compartilhar aqui minha
tela para >> Pode sim, pode sim. Agora, agora é com você. >> Na verdade tá pedindo uma requisição aí. >> Já dei. Dá uma olhadinha >> agora. Foi. Beleza. >> Tem gente aqui dizendo que já estava com saudade, ó. >> Ah, certeza. Aqui é aluno meu. >> Vai lá. >> Oi. >> Tem muita gente de Minas Gerais aqui, viu? Eu olhei o cadastro. Muita gente de Minas Gerais. Tudo certo? Eu tô vendo bem seus slides. >> Tá joia. Eu vou passar aqui só, confirma. Tá passando. Tá, tá tudo OK, né? Tudo OK. OK. >> Beleza.
>> Com você. >> Show de bola. Beleza, Lucas. Obrigado aí pela apresentação. Primeiro, eh, boa noite a todos. eh agradecer eh o convite, né, do atleta campeão em nome aqui da da Mai e do Lucas. É sempre é um prazer imenso eh tá contribuindo de alguma maneira eh com o atleta campeão, com as pessoas que estão acompanhando, né? E também um prazer imenso estar participando dessa segunda edição aí do Congresso, né, de Psicologia do Esporte com uma temática que é uma temática que Eu já venho trabalhando já há algum tempo, né? eh que a parte
das eh smartphone, redes sociais, as alterações que acontecem a nível cerebral e qual que é o efeito disso eh no desempenho esportivo. Então, o que que eu separei para esse momento, né, paraa abertura do congresso e pra gente discutir um pouquinho essa noite? Então, primeiramente, eh, eu vou falar, apresentar, né, as características das redes sociais, né? Então, vou enfatizar muito aqui a minha fala eh sobre o uso das redes sociais por parte dos atletas, né, principalmente jovens atletas, jovens adultos. Eh, em seguida, eh, a gente vai ver algumas o que que os estudos, alguns estudos
que eu separei mostraram ou tem mostrado, né, de alterações, eh, de funcionamento cerebral e estrutura cerebral em razão do uso prolongado do das redes sociais e smartphone. E aí em seguida eu vou apresentar aqui Para vocês que quando a gente fala em desempenho esportivo, eh, a maior parte das modalidades, o desempenho ele é multifatorial, ou seja, depende de vários aspectos, né? Eh, então tem aspectos eh neuromusculares, aspectos cognitivos, aspectos técnicos, táticos, enfim, vou falar de uma maneira geral, mostrar ali como é que a gente consegue mensurar isso e em seguida, né, na metade da minha
apresentação para frente, a gente vai ver os efeitos de Curto prazo, né, que a a ciência chama de efeitos agudos, eh, do uso prolongado de rede social, qual que é o efeito nisso nos indicadores de desempenho percepto cognitivo e qual que é o efeito disso Isso nos indicadores de desempenho, alguns chamam de desempenho aeróbio, né? Seria o desempenho de endurance e em desempenho de força e velocidade, que é conhecido como sprint também. E aí em seguida a gente vai ver ali alguns estudos eh que testaram o Efeito crônico desse uso de redes sociais sempre antes
das sessões de treino, se tem efeito ou não. E por fim, né, eu finalizo ali minha fala tentando trazer ali algumas possibilidades eh que pessoas, profissionais, pais, comissões técnicas, psicólogos podem fazer para tentar ali, mitigar, reduzir os possíveis efeitos deletérios. efeitos negativos que o uso prolongado das redes sociais, smartphone tem antes de treinos, jogos e competições. Bom, então eu já adianto, já já começa a minha fala com uma questão polêmica, polêmica, né? E assim, não é uma afirmação, é só uma suposição, eh, que talvez o uso das telas, e eu não tô falando agora somente
da das redes sociais em smartphone, tô falando de TVs, computadores, eh smartphones, tablets, enfim, talvez seja um grande problema do século, até por conta dessas telas emitirem eh frequências de ondas, né, de de LED Azul, frequências de onda de LED branca. que elas alteram, eh, pelo menos em parte, a atividade neuroelétrica cerebral. E essas alterações, a grande maioria parece ser alterações negativas que alteram comportamento, emoções e talvez vão comprometer ali, quando a gente se fala de esporte, de atleta, comprometer o desempenho desses atletas no seu dia a dia. Então isso aqui que a gente tá
vendo, né, uso dos videogames, smartphones, tablets, isso já não é mais Uma uma questão que a gente tem que tá preocupado a partir de agora. Isso já vem acontecendo há décadas, né? Então essa geração hoje de atletas de 15, 20, 25 anos, eles já nasceram na era dos smartphones, né? Então existe os smartphones, eles foram criados lá no início dos anos 2000, né? Não, os celulares são um pouco mais antigos, né? Quem é mais antigo vai lembrar lá do Start, do Pelezinho, que eram celulares Bem antigos, que as telas ainda não eram nem coloridas, né?
Eram telas preto e branco. E aí com a evolução desses equipamentos, né? as telas ficaram coloridas, a qualidade da imagem melhorou, mas com isso também eh com essa avança tecnologia veio também algumas atividades neuroelétricas cerebrais que são alteradas por conta desse uso eh desses aparelhos. Isso virou de fato uma realidade dos atletas, né? Então é dificilmente a gente Consegue tirar esses aparelhos da mão de um atleta, né, antes das sessões de treino, jogos, competições. E a ciência eh já tem apresentado, né, sei que foi um estudo do grupo do do Temme Meer, que é um
alemão, né, juntamente com o pessoal lá da Inglaterra, né, Chris Thompson, uma outra pesquisadora alemã que é Sabrina Scock, eles fizeram uma pesquisa que a gente chama de survey, né, que é um levantamento eh online para saber o que que os atletas fazem, né, ou Faziam as atletas de futebol, nesse caso, atletas das categorias sub14, sub-21 da Premier League. né? Para quem não conhece, a Premier League é a principal liga de futebol eh da Inglaterra, talvez a nível mundial seja a mais a que tem mais concorrência, né, entre as as equipes. E a nessas categorias,
naquele momento, né, os atletas eles apresentaram quase quase quase 60% deles indicaram que antes de jogos oficiais eles usavam por um Período relativamente longo as redes sociais. E aí a gente tá falando aqui de Instagram, de WhatsApp, eh Facebook eh Twitter, agora que virou o X, né, YouTube, isso tudo é rede social, tá? E quando a gente soma aqui o uso das redes sociais de smartphone com o uso de jogos, sejam em smartphone ou em videogame, em console, a gente tá falando que cerca de 80, quase 80% desses atletas, né? Ou seja, quase 60 aqui
com 12 + 8,5, somando ali 20 com 60 Dá quase aproximadamente 80% desses atletas utilizavam ou videogames ou rede social antes dos jogos oficiais. Então, eh, o que a gente, o que esse estudo mostrou pra gente é que não é uma possibilidade dos caras estarem utilizando. De fato, isso já acontece. Isso talvez seja uma grande uma epidemia do ponto de vista esportivo. Há uns anos atrás, né, eh, saiu essa reportagem lá da Ias Piano, né, não sei quem acompanha basquetebol, sei que eu Particularmente era fã desse cara, né, ele parou de jogar que era o
Vince Carter. E o Vince Carter fez uma reportagem na época ele jogava no Atlanta Hawks para ESPN, né, para para aquele programa Sport Center da ESPN. E assim, a reportagem tá em inglês, eu vou soltar, tá? Eu não sei se o áudio vai tá legal para vocês, eu vou ter aqui no máximo. E aí depois eu vou tentar resumir ali o que que o repórter pergunta para pro Vince Carter e qual Que é a resposta do Vince Carter. Dois detalhes aí importantes. Primeiro, Vince Carter não é nenhum pesquisador, não é estudioso da área, então é
é uma pessoa leiga em relação ao uso de rede social e smartphone dentro do esporte. E o segundo ponto, esse programa foi em 2015, né? Então a gente tá falando de 10 anos, 10 anos que houve essa entrevista aí. me personally I mean I know it kills guys to not have their phone and not Have the access and look at it you know it's tough this kind of tell guys not to be on your phone because of like I said those situations where emergency situations where you know family member but I've been on teams where
right before your meetings or uh once your meeting start that's the last time you look at your phone. me guys ted real quick real quick and you know that's ok but I I 40 minutes probably before the game is usually I've been on team where It was shut down we did that in Dallas as well >> então resumindo o o repórter pergunta né o o o que que ele acha do uso das redes sociais jogadores. O vice carart inicia falando que na na época dele, quando ele era mais jovem, nem existia esses smartphones, né? Não
existia esses celulares, mas que ele tem percebido que talvez isso possa estar prejudicando o desempenho desses atletas, principalmente, é uma coisa que ele Destaca na fala na fala dele, esse uso de rede social eh cerca de 40 minutos antes do início dos jogos. e ele percebe que isso parece prejudicar o desempenho desses atletas, principalmente os colegas de equipe dele. E aí no final o repórter eh finaliza ali a esse bloco de entrevista dizendo que o Vincen indica que pode haver algum dano, né, algum prejuízo, eh, no desempenho em função do uso das redes sociais. Então
isso foi apontado lá em 2015, só para vocês terem Uma ideia de que realmente isso já não é acontece há bastante tempo, embora eh muitos treinadores, comissões técnicas, atletas, enfim, pais têm negligenciado esse fenômeno dentro do contexto esportivo. >> Bom, e quais são as áreas, né? O que que acontece com o cérebro quando se usa rede social ou quando se usa eh smartphone, né? Eu vou enfatizar muito a questão das redes sociais aqui durante essa apresentação, tá joia? Então, esse Aqui foi um estudo eh publicado num excelente periódico a nível internacional, né, em que esses
pesquisadores aqui eles eh submeteram 48 jovens adultos, né, que tinham idade ali entre a 35 anos. Eh, esses esses jovens adultos, eles foram divididos de forma aleatória em dois grupos. eh um grupo que eles identificaram que eram pessoas viciadas em smartphone, que é o smartphone addiction, né? E aí que que eles, como é que eles identificavam Isso? Eles aplicavam algumas algumas escalas e questionários validados, cientificamente validados do ponto de vista psicométrico e classificava essas pessoas como pessoas viciadas em smartphone. E o restante que não era viciado, eles chamaram de grupo controle, ou seja, pessoas que
não eram viciados em smartphone, certo? E aí eles fizeram uma medida de ressonância magnética funcional para analisar dois quesitos aqui. Um para avaliar a Quantidade de massa cinzenta que tinha algumas áreas cerebrais desses dois grupos aqui e outro para ver se tinha alteração na atividade neuroelétrica, ou seja, na conectividade de redes elétricas cerebrais. Então o que que eles observaram nos resultados quando comparado com o grupo controle, né, as pessoas que são eram viciadas, esses jovens adultos viciados em uso de smartphone, eles tinham menor massa cinzenta. E eu já adianto o Seguinte, a massa cinzenta ela
é formada por ã neurônios, né, principalmente os as glias, né, células gliis. E quando você a gente tem uma baixa quantidade, uma menor quantidade de massa cinzenta, a capacidade funcional que a gente tem para aquela área cerebral diminui. E aí nesse estudo eles eles demonstraram aqui a partir da ressonância magnética que as pessoas viciadas em smartphone elas tinham uma massa cinzenta menor na região da ínsola anterior esquerda, que É essa área aqui que vocês estão vendo aqui eh nessa imagem. E além disso tinha uma menor massa cinzenta também no giro supramarginal, que é essa outra
área que vocês estão vendo aqui. Então o que que significa? A ínsula, por exemplo, ela ela participa de várias funções do nosso cérebro, né? Uma delas é regulação de comportamento, a outra é atividade do nosso sistema cardiovascular. Então, ela controla em parte frequência cardíaca, ela controla Em parte pressão arterial, ela controla comportamento em partes comportamentos agressivos ou comportamentos inibitórios. eh para eventos que são estressores. Então, ela tem várias funções e uma vez a pessoa tendo uma massa cinzenta reduzida nessa área, ela vai ter prejuízo nesses comportamentos, né? Então, eu já tô adiantando para vocês que
uma pessoa viciada de smartphone, ela vai ser agressiva, porque a hora de Você tirar o smartphone dela, você vai ver essa esse comportamento de agressividade, muito em razão dessa redução de massa cinzenta ou redução de funcionalidade de algumas áreas. E além disso, nesse mesmo estudo, eles testaram, né, pela medida de ressonância magnética funcional, eh, a atividade neurelétrica de algumas áreas ou a conectividade neural dessa, de algumas áreas. E o que eles observaram, que a os pessoas, os jovens adultos que eram Viciados em smartphone, eles tinham menor atividade neuroelétrica, ou seja, o que que significa isso?
menor atividade pré- e pósináptica, menor atividade de alguns inotransmissores, principalmente dopamina, norepinefrina, numa região chamada córtex singular anterior. E aí vocês vão ver durante minha apresentação falar muito sobre essa área. O que que significa? o cortexigolado anterior, ele que inibe Comportamentos agressivos também, ele que é responsável por regular as percepções eh aversivas durante o exercício físico. Então, quando a gente sente dor, desconforto, aumento de percepção de esforço, quem regula isso é o córtexo singular anterior. Quando ele tá bastante ativado, eh, geralmente a percepção de força ela reduz, a percepção de dor, de desconforto, reduz, o
nosso foco de atenção paraa tarefa aumenta. E aí quando você tem, quando o Sujeito tem menos atividade neuroelétrica, que foi o caso das pessoas viciadas aqui em smartphone, acontece o contrário. Então a a pessoa ela tende a desengajar mais rapidamente da tarefa que ela tá realizando. A pessoa tende a ser um pouco mais agressiva, a pessoa tende a ser menos paciente, não tem um bom controle emocional pra tarefa e se começar a fazer exercício, ela vai começar a sentir mais desconforto, dor, a Percepção de força aumenta e aí com isso, o desempenho em vários indicadores
pode ser prejudicado. Então esse foi um outro dado, né, um outro resultado interessante que esse estudo inicial aqui revelou. Nessa outra investigação, né, esses pesquisadores aí que ela foi publicada também num bom periódico internacional, né, na Advancing Experimental Medicine and Biology. Ah, então eles participaram aqui 32 jovens adultos, estão naquela Faixa etária ali entre os eh 18 e 40 anos de idade, certo? Ah, e esses jovens adultos, todos eles foram expostos por um período de 15 minutos a uma tela que não necessariamente era o smartphone, mas a uma tela que simulava um smartphone e emitia
a mesma quantidade de frequência de onda LED. E aí, nesse caso aqui, eles testaram só LED azul, porque eles tinham a hipótese que o LED azul, que é emitido pelas telas de smartphone e tablet, essas frequências De onda de LED azul, ela altera princialmente a questão da oxigenação e a quantidade de esforço cognitivo que a gente aloca pra tarefa que a gente tá realizando. E aí eles fizeram essa medida de oxigenação cerebral por um equipamento chamado espectroscopia funcional de infravermelho próximo, que alguns chamam de fneirs, que éozzin que você coloca um eletrodo lá em áreas
eh cerebrais, né, em alguns canais cerebrais. E aí eles testaram eh 7 Minutos e meio em repouso, sem pra pessoa não fazer nenhum tipo de atividade. Depois, ao longo de 15 minutos, eles expuseram a esses 32 jovens adultos a essa LED azul e após os 15 minutos eles tinham mais 7,5 minutos de repouso após essa exposição a LED azul. E aí o que que eles observaram? A, o gráfico que vocês estão vendo aqui em vermelho, né, é a medida de oxemoglobina, ou seja, é hemoglobina oxigenada em regiões frontais, aqui no Caso do córtex pré-frontal, em
regiões frontais cerebrais. E aqui embaixo, eh, o gráfico em vermelho é a medida de oxemoglobina em regiões do córtex ocipital, ou seja, o córtex visual, a parte de trás da cabeça, certo? E o que que eles observaram? Primeiro, essa quantidade de oxemoglobina, ela tava relativamente baixa aqui, eh, durante 7 minutos e meio antes da exposição de LED azul. Durante os 15 minutos, o que que aconteceu? E vejam, eles não ficavam Olhando nada de rede social, era só ficar olhando pra tela e tinha essa emissão de frequência de LED azul. O que aconteceu? aumentou a a
quantidade, a concentração de oxemoglobina tanto no córtex pré-frontal, regiões frontais cerebrais, quanto em regiões occipitais, principalmente região occipital, aumentou significativamente. E esse gráficozinho em azul que vocês estão vendo é a desoxhemoglobina, que é a hemoglobina desoxigenada ou com baixo Teorxigênio. Que que isso mostra pra gente, né, fazendo uma síntese aqui, que só a exposição de LED azul do celular, ela aumenta esforço cognitivo. Então, vocês imaginam que um atleta quando ele tá só olhando pra tela do celular, né, independente se é rede social, se ele tá vendo um vídeo, enfim, só o fato dele tá olhando
pra tela, isso já aumenta o esforço cognitivo. Então ele já vai entrar numa sessão de treino com uma o Que a gente chama de combustível cognitivo atenuado, reduzido. Eh, fazendo uma analogia com um carro, por exemplo, seria eu começar uma viagem que eu vou rodar 500 km começando com a metade do tanque, né? Então, se eu tô com metade do tanque, eu provavelmente não vou conseguir rodar aqueles 500 km, OK? Eh, então o atleta quando ele já entra numa numa tarefa, né, num treino, numa competição, tendo feito esforço cognitivo previamente, possivelmente o Desempenho vai ser
atenuado. E esse esforço cognitivo, esse estudo mostrou que ele é aumentado só por conta da exposição de eh eh onda de LED azul. Bom, esse aqui é uma é uma revisão sistemática, né? Para quem não conhece, revisão sistemática é uma é um tipo de revisão, o próprio nome já fala, né? sistemática um processo sistematizado de busca de artigos científicos de alta qualidade para poder sintetizar, sumarizar, resumir um determinado Fenômeno, certo? Existem critérios muito bem estabelecidos na literatura científica ou na literatura científica especializada para que somente estudos de alta qualidade sejam incluídos nessas revisões sistemáticas, certo?
E nesse caso aqui, essa revisão, ela teve o intuito, né, objetivo de analisar o efeito que o uso de internet e uso de smartphone tinha em a atividade cognitiva ou a medidas cerebrais eh a partir de estudos eh Experimentais. Então, nesse nessa revisão, foram incluídos estudos que rodaram, né, que analisaram esses efeitos em jovens com idade entre 13 a 25 anos, pessoas que eram viciadas em internet, que é o internet addiction, ou pessoas que era viciadas, eram viciadas em smartphone, que é o smartphone addiction, OK? Ah, estudos que mediram a parte cognitiva por uma técnica
especializada de ressonância magnética Funcional. e somente estudos que tinham grupo controle, condição controle, certo? Eh, a partir da desses critérios e vários outros que foram adotados, nessa revisão, foram possíveis ser incluídos 21 estudos. Então, uma quantidade relativamente boa de estudos que analisaram isso que eu acabei de mencionar. E aí, assim, eh, é uma revisão bem interessante. Eu trouxe a conclusão, né, que é é uma conclusão final baseada na nessa revisão dos 21 Estudos. E o que que esses autores aqui concluíram? no geral, né, jovens adultos e adolescentes com eh adicção, né, ou com vício em
internet ou smartphone, eles apresentaram, né, anormalidades eh no cérebro, tanto do ponto de vista funcional quanto ele em repouso, né, tanto quando tava tivesse fazendo atividade cognitiva ou ele mesmo em repouso, o cérebro ele tinha normalidades comparado a pessoas que são Controles, né, ou pessoas normais, incluindo comprometimento. em duas sistemas que um sistema de recompensa, que aí as áreas cerebrais que envolvem esse sistema de recompensa cerebral são regiões como estriato, cortexingular anterior, que eu já tinha mencionado anteriormente, ínsula, que eu também já tinha mencionado, e amídala, que eu vou falar daqui a pouco qual que
é a principal função dela. Então, pessoas que são viciadas em smartphone Apresentam eh a necessidade de utilizar aquele smartphone para que esse sistema eh gere a chamada produção de dopamina e gerar aquela sensação de recompensa e a pessoa se sinta motivada para fazer uma tarefa. E ao mesmo tempo, pessoas que eram viciadas em smartphone ou internet, elas apresentavam regiões cerebrais com menos atividade nelétrica, que são regiões que estão relacionadas a funções executivas básicas ou funções executivas frias, como controle inibitório, memória De trabalho e flexibilidade cognitiva. E aqui eles destacaram o córtex pré-frontal do lateral, o
as regiõescipitais estão relacionadas à parte visual, regiões parietais e frontais estão relacionadas tanto a funções executivas quanto regiões sensoriais. Então, basicamente, pessoas que têm vício em smartphone, internet tem a atividade neuroelétrica, eh, em função da atividade de alguns neurotransmissores serem menor ou menos Eficiente nessas áreas para as pessoas que são viciadas, jovens, né, que são viciados em smartphone ou internet. Bom, falando um pouquinho mais especificamente da das redes sociais, o que que a gente consegue fazer em termos de interação, de comportamento nessas redes sociais? Eu não tô falando especificamente de uma rede social, né? As
redes sociais como um todo. E aí eu vou falar de algumas redes que talvez pessoas 35 mais vou lembrar, pessoas 35 Menos não conheço. Era o Orcut, né? A gente tinha antigamente o MSN, o Mirk, né? Depois veio o Orcut e aí depois do Orcut veio o Facebook. Ah, e aí o Facebook acredito que todos que estão assistindo aqui já passaram por esse por essa época, né? o Facebook meio que foi esquecido, depois vem Instagram. Ah, nesse meio do termo aí teve o Twitter também. Acho que o Twitter até um pouco mais antigo que o
Instagram, se eu não me engano. E agora tem outras redes que Estão sendo criadas, enfim. Eh, se você aí tem outras outras coisas que nós utilizamos no dia a dia que são consideradas redes sociais também. O próprio YouTube que vocês estão aí eh assistindo essa aula, eh, essa palestra, ele também é uma rede social. Por quê? No próprio YouTube vocês conseguem dar um feedback, então vocês conseguem escrever comentários, vocês conseguem só observar a aula sem fazer um feedback. Se vocês tiverem um canal de YouTube ou Uma página de YouTube, vocês conseguem colocar os vídeos de
vocês, as coisas que vocês quiserem e vocês conseguem receber um feedback também, certo? E vocês conseguem comparar pelos indicadores que o próprio eh YouTube utiliza, por exemplo, eh como quantidade de likes, quantidade de visualizações, né? Vocês conseguem comparar as postagens de vocês com as postagens de outras pessoas. Então, no geral, a rede social é possível você fazer um Cadastro, você fazer uma postagem, perdão, depois você eh receber um feedback, né? E aí esse feedback é pelo número de likes, pelos comentários, pelos compartilhamentos, pelo engajamento que as pessoas têm. Vocês conseguem só observar que são aquelas
pessoas que não colocam muitas coisas em redes sociais, mas ficam na rede social para fofocar, para poder observar a vida dos outros, né? Eh, tem após fazer uma postagem, aliás, perdão, nessas Postagens da da das pessoas, dos colegas e dos amigos, vocês conseguem providenciar um feedback dando um like, fazendo um comentário, compartilhando com algum colega e ao mesmo tempo vocês conseguem fazer as comparações por esses indicadores que essas redes sociais fornecem, né? Então, esse esses comportamentos no geral, o que que vai acontecer? você vai ativar ou desativar, ou seja, você vai recrutar mais ou menos
algumas áreas cerebrais. E é isso que a Gente vai ver a partir de agora, né? E quais são os efeitos comportamentais que essas redes sociais também têm? Então, existem eh duas pesquisadoras canadenses, que eu particularmente sou fã delas, que elas trabalham já há algum tempo com esses estudos eh comportamentais eh do uso da do smartphone, né, especialmente as redes sociais e o efeito que isso tem em recuperação e desempenho de atletas independente da Modalidade. Então isso aqui foi uma revisão integrativa da literatura que elas fizeram, né, tanto a Natal Dor Brush quanto a Pop Clothes,
em que ah que que eles apontaram aqui? O uso de smartphone, principalmente as redes sociais, parece prejudicar o sono, principalmente quando os atletas utilizam esse smartphone ali cerca de uma 2 horas antes de ir pra cama ou a mesma até mesmo quando tá na cama. Então, parece que o sono, a latência do Sono aumenta, ou seja, a pessoa demora mais tempo para dormir. A qualidade do sono também, ou seja, a pessoa acorda várias vezes ao longo da noite, né? Por mais que durma 7, 8, 9 horas, se você tem várias interrupções, isso acaba prejudicando a
recuperação do atleta. Além disso, a partir dessa revisão, elas indicaram que o uso da das redes sociais parece prejudicar a capacidade de manter foco de atenção, parece prejudicar memória e funções executivas básicas, Tá? Isso é muito explicado em razão da pessoa tá fazendo algum tipo de atividade e de repente o celular começa a vibrar do lado. O jovem geralmente ele para de fazer o que ele tá fazendo para poder ver mensagem o que tá chegando no celular. Essas interrupções corriqueiras, isso parece gerar uma um certo padrão de funcionamento cerebral que acaba prejudicando memória e funcionamento
executivo também. E embora naquele momento que foi um estudo de 2018, 2019, se eu não me engano, eh elas indicaram aqui que parecia naquele momento que as redes sociais realmente prejudicavam o desempenho durante uma tarefa. Pouco tempo depois, né, isso aqui já é 2021, essas mesmas autoras fizeram uma nova revisão, só que agora foi uma revisão de escopo, né, da literatura, que é um outro tipo de revisão eh da literatura científica. E agora com um conjunto maior de estudos, elas Apontaram que o uso lá de smartphone, especialmente as redes sociais, de fato, prejudicava a capacidade
cognitiva, recursos atencionais, memórias de trabalho, prejudicar o processamento de informação e com isso prejudicava aqui o desempenho durante a tarefa. E além disso, né, que foi uma novidade aqui nesses dados, parece que esse uso de smartphone os atletas parece aumentar a a percepção de estresse e os níveis de ansiedade, Principalmente ansiedade cognitiva e ansiedade somática, né, eh, em atletas. E a gente sabe que esse aumento de estresse e ansiedade parece ser prejudicial, principalmente o aumento de ansiedade cognitiva dias ou horas antes do evento competitivo. Bom, por que que isso acontece, né? Esse grupo aqui de
cientistas de Israel, da Universidade Telavive em Israel, eles eh a partir de de uma de uma revisão integrativa da literatura, eles Sugeriram aqui que algumas áreas cerebrais parecem ser mais ativadas ou mais recrutadas pelo uso das redes sociais ou dos smartphones, né? E aí eu destaquei aqui o giro frontal inferior, o córtex pré-frontal dço medial e o córtex pré-frontal ventro medial. Por que que eu te chaquei essas áreas? São áreas que participam de vários networks cerebrais. Então aqui nessa figura que vocês estão vendo em vermelho, você tem o network Cognitivo que gerencia em parte algumas
funções executivas. a gente tem o network de recompensa ou network que alguns chamam de sistema motivacional, que são as áreas em verde. Então, se essas áreas estão sendo ativadas, estão sendo mais recrutadas, o que o smartphone acaba acarretando, principalmente a redes, as redes sociais smartphone, é a pessoa ficar viciada, porque ela necessita de acessar aquela informação para ter uma recompensa. E as Áreas aqui que são ativadas, o córtex pré-frontal ventromedial e a área tigmentar ventral, que é essa áreazinha que tá sendo demonstrada aqui, eh são áreas que por onde percorrem, né, algumas das áreas por
onde percorrem um neurotransmissor chamado dopamina, que é o neurotransmissor do do prazer. Então, basicamente, as pessoas que utilizam corriqueiramente rede social, elas estão liberando dopamina e indicando pro cérebro que aquele uso de rede social Necessário para ela se sentir feliz ou para ela ter algum tipo de recompensa, né? Isso é muito comum, principalmente hoje em em atletas famosos que dependem das redes sociais para poder eh engajar, né, e até mesmo dos tal dos tais influencers que precisam daquela eh daquele feedback da população, né, dos likes da das coisas para poder se sentir feliz, certo? E
também algumas áreas cerebrais eh parecem ser ativadas em função do esforço cognitivo que talvez a Própria rede social e as ondas LED do celular provoquem, né? que são áreas mais frontais, igual a gente viu em estudos anteriores, mostrando ali aumento da atividade oxemoglobina e aumentos da atividade neurelétrica em algumas áreas cerebrais ali gerando esforço cognitivo. Bom, além disso que eu acabei de mencionar, uma outra área que parece também ser afetada, só que na verdade em vez de reduzir massa cinzenta, parece Ser aumentada a massa cinzenta nessa área em razão do uso da rede social. Essa
área é chamada amídala. A Mídala, ela faz parte da dos núcleos da base e ela integra vários sistemas do network cerebrais. Uma das funções delas, ela tem várias funções, mas uma delas é regular comportamento aversivo e comportamento agressivo. Então, quando a gente, por exemplo, é xingado e a gente mantém um controle emocional, e isso pro atleta é muito importante, eh uma das Áreas que é muito ativada para regulação desse tipo de comportamento inibitório é a amídala. E aí as pessoas que têm essa mídala aumentada, né, eh, ou seja, a maior massa cinzenta nessa mídala, gera
o efeito exatamente o contrário. Essas pessoas, elas têm menor capacidade de controlar comportamentos agressivos ou comportamento impulsivo. Então, quando a gente vê um atleta que por conta de discordar do de uma decisão de um árbitro ou por conta de querer eh Discutir, né, com um colega de equipe ou com adversário, acaba partindo paraas vias de fato, né, briga, enfim, xingamento. Geralmente são pessoas que tm uma massa cinzenta maior na mídala. E o que esse estudo mostrou que a a as redes sociais elas acarretam isso, então parece tornar as pessoas mais agressivas, né, com esse uso
corriqueiro de rede social. Bom, então, fazendo uma uma síntese do que a gente viu nessa primeira parte, Basicamente a gente viu que o uso de smartphone, rede social altera a atividade neurelétrica cerebral em algumas áreas cerebrais que gerenciam comportamentos, emoções e funções executivas, como o córtex singular no interior, né, a o giro frontal inferior, córtex pré-frontal, ventromedial, córtex pré-frontal dço lateral. E a gente viu que parece que as redes sociais também ativam o sistema de recompensa tornando o sujeito, talvez caso a pessoa utilize, Começa a utilizar com uma certa frequência, a pessoa viciada e com
uma necessidade de ter feedback ou receber feedback dessa rede social, né? Então isso já é uma realidade já há anos, né? Não é uma coisa que vem acontecendo de algum tempo para cá. Isso já acontece há mais de 10 anos. OK? Bom, e aí o que que a gente vai ver a partir de agora? Primeiro, eh, como é que é classificado o modelo de desempenho esportivo. Em seguida, eu vou Mostrar como é que a gente se mede algum desses indicadores de desempenho esportivo para depois a gente ver os efeitos que a literatura científica apresenta do
uso prolongado da rede social nesses indicadores de desempenho esportivo. Então, isso aqui é uma é uma é uma proposta teórica de um cientista chamado Jonas Bangsbu. né, que é um dinamarquês bastante famoso, né, pessoal da educação física, tal, quem não sabe, ele foi o cara que criou eh o famoso o Famoso teste do yo teste, né, aquele teste do Vai e Vem, né, o Yoyo Intermittente Recovery Level One e Level Two, foi esse cara que criou, né, é um dos testes mais conhecidos e mais aplicados no futebol e esportes coletivos para analisar capacidade de endurance
desses atletas. Bom, segundo esse cientista, né, o Jonas Bangsburg, eh, quando a gente fala em desempenho esportivo, ele é multifatorial, então você não pode afirmar que um atleta é Melhor do que o outro só porque ele é mais veloz ou só porque ele é maior ou só porque ele tem uma massa muscular maior. Igual muitos profissionais ainda adotam esse tipo de explicação ou esse tipo de medida, né, para poder escolher um atleta para sua equipe. Então, segundo Jas Bangsbur, o desempenho esportivo, ele é determinado por capacidades físicas e aqui envolve capacidade de endurance, velocidade, né,
o sprint, produção de força muscular, Capacidade de sprint repetido de alta intensidade, enfim, tem vários tipos de capacidades aqui que vão determinar esse desempenho físico. O Janas Bugsbull, embora ele não tenha explicado aqui, ele indicou que todas as modalidades você tem um componente tático, né? No caso dos esportes coletivos, você tem comportamento tático, que não é o esquema tático, tá? Então, no futebol, quando as pessoas falam lá 3 52, 442, 433, isso é esquema Tático. E dentro desse esquema tático, você tem um comportamento tático, é como que os atletas vão se movimentar e como que
eles vão se posicionar nas diferentes situações de jogo. Então, nos esportes coletivos, isso talvez seja mais fácil de visualizar. Agora, nos esportes individuais, o que que é tática? esportes e de pace, né, como corrida, natação, ciclismo, remo. O que que é a tática? é o é exatamente a estratégia de pacing que o atleta adota, Ou seja, é a dosagem de esforço que esse atleta vai ter ao longo daquela distância, se ele vai começar mais rápido, vai começar mais lento, se ele vai aumentar essa velocidade ao longo da distância, enfim, isso tudo é planejado antecipadamente. Então
isso seria o comportamento tático do atleta durante a prova. Nos esportes de raquete, por exemplo, é onde que ele vai tentar jogar a bola. lá, o meu adversário, ele tem um um ponto fraco lá no no fore ou no Smash, enfim, no tênis, por exemplo. Ah, vou tentar jogar bolas de lobby no cara. Enfim, também são estratégias táticas que se adot. Então, cada modalidade, toda modalidade, ela vai ter o componente tático também, tá? Técnica, ou seja, eh, cada modalidade vai ter os seus fundamentos técnicos, né? né? Então, ah, o componente técnico, técnico também é importante.
Agora, o que o Jonas Bangs apontou lá nesse estudo de 2015 é que no alto nível, e a gente tá Falando já de atletas que disputam campeonatos sul-americano, campeonatos mundiais, olimpíadas, provavelmente o que diferencia eh os principais atletas que chegam numa semifinal, numa final olímpica, na natação, no atletismo, eh são os componentes psicológicos, né? ou componentes neurofisiológicos do ponto de vista cerebral. Então, esse foi o primeiro modelo teórico que incluiu ali os componentes psicológicos como parte Importante, eh, responsável por explicar desempenho esportivo. E tudo isso que eu acabei de mencionar, né, nesse modelo teórico, a
gente consegue mensurar, então a gente consegue aferir, né, a gente consegue medir, né? Então, a a ciência evoluiu bastante e todos os componentes eles são possíveis de serem medidos pra gente acompanhar a evolução que esse atleta tá tendo ao longo de um programa de treinamento ou se esse atleta não tá tendo evolução nesses Indicadores de desempenho durante o programa de treinamento que eu enquanto treinador ou eu enquanto componente da comissão técnica tô eh prescrevendo. Então, quando a gente fala em desempenho percepto cognitivo, entra eh tá dentro daquele componente psicológico lá que o Jonas Bangs propõe,
a gente tá, o que eu tô me referindo aqui e indicadores de tomada de decisão, eh, antecipação, habilidade visomotora ou tempo de tempo de de resposta em habilidade visomotora, Eh, comportamento de busca visual. Isso tudo é habilidade perceptognitiva, certo? Essas habilidades ou indicadores precepto cognitivos, eles conseguem ser mensurados e aí indo do mais simples mais complexo, eles conseguem ser mensurados por filmagem, simulando jogo, competição, mesmo propriamente dito. E aí tem eh vários testes, né? Tem o game performance assessment instruments, né, o JPI. No futebol você tem o Foodsat, né, que é bastante conhecido, que foi
Israel te do lado de Viçosa que criou ele. Enfim, você consegue mensurar isso a partir de filmagens, certo? Uma outra maneira de você de se analisar essas habilidades perceptognitivas é a partir de vídeos que são gravados em primeira ou terceira pessoa. Se for em primeira pessoa, geralmente utiliza a câmera como a GoPro, né, acoplada na cabeça do atleta. É feita a edição desses vídeos com as situações de jogo, por exemplo, de competição. Depois, Alguns experts, né, que são os próprios treinadores e profissionais da área, indicam quais foram os melhores vídeos. Esses vídeos são editados, né,
para analisar ou antecipação ou tomada de decisão, né, quando é antecipação, esse vídeo ele é paralisado antes da da ação final de um jogador e é perguntado pro pro atleta o que que o que que como é que ele anteciparia a jogada, o que que ele faria. geralmente é dada algumas opções para ele, né? E é gerado um Score, né? Entre a melhor opção que gera um score melhor e a pior opção que gera um score menor. Geralmente esses testes eles têm variam entre 10 a 50 trials ou 10 a 50 vídeos que gera esse
score. Quanto uma hora pontuação, melhor é a habilidade desse atleta. E a última aqui que eu vou mencionar é a realidade virtual, que é uma técnica mais recente, mais nova de se avaliar. existe a realidade virtual imersiva e não imersiva, que aí o atleta consegue Visualizar esses vídeos aqui, simulando como se tivesse dentro de um contexto de jogo propriamente dito. Vale salientar, todavia, e essa é uma crítica que eu particularmente tenho pra área, que talvez não faça muito sentido, exceto essa aqui, fazer essas medidas em repouso, já que o atleta quando ele vai jogar, ele
não tá em repouso, ele tá em esforço físico, né? Então, talvez faça sentido medir isso daqui, eh, durante o esforço físico, né, para tentar simular Eh o que acontece dentro do jogo, né, ou dentro do contexto real e competitivo. Um outro indicador aqui que é o o desempenho de endurance, alguns chamam de desempenho aeróbio, ele pode ser utilizado tanto em esportes de endurance, né, que são esses aqui, corrida ciclisma, natação, remo, mas também tem testes de endurance para atleta de futebol, para atleta de basquete, para atleta de tênis, para várias modalidades, tá? Os três principais
maneiras de avaliar isso daqui são essas aqui. É uma simulação de prova, que isso aqui é mais específico para essas modalidades, que é um time trial, né? Então, por exemplo, lá simular uma prova de 5 km, simular uma prova de 10 km na corrida ou simular uma prova de 400 m livre na natação ou 800 m livre na natação. Esses testes time trial, ah, ele é possível mensurar além do desempenho, que é o tempo em que o sujeito vai Percorrer aquela distância, é possível analisar as estratégias de pacing, né, ver quais foram a as relações
entre velocidade e produção de força ou potência para cada bloco de distância dentro desse time trial. Então, existe um componente aí chamado tomada de decisão baseada em esforço que esse teste permite fazer. Um outro que talvez seja o mais conhecido é o teste incremental. Que que é o teste incremental? É um teste, por exemplo, no Que pode ser feito em esteira, um exemplo na corrida, em que aumenta-se a velocidade a cada um ou 2 minutos, por exemplo, até o sujeito não aguentar fazer o teste e estabelecida a velocidade do último estágio completo como como indicador,
né, de velocidade aeróbica máxima, velocidade máxima de anduras. Na natação é possível fazer isso também, né? eh gerando incrementos de velocidade em que o atleta vai ter que percorrer, por exemplo, distâncias De 100 ou 200 m em menores tempo, menores tempos, até ele não aguentar manter aquela determinada intensidade. E a gente tem o último aqui, que é é desses três, é o principal ou melhor para avaliar endurance, que é o é a é o teste de tempo até exaustão, né? Esse para fazer esse teste aqui faz-se necessário primeiro fazer um teste incremental, né? Então, a
pega-se a velocidade máxima no teste incremental, prescreve então um percentual dessa Velocidade máxima, por exemplo, 80% da velocidade e máxima de anduras e bota o sujeito para nadar, pedalar ou percorrer, por exemplo, 80% essa velocidade máxima até ele não aguentar manter aquela intensidade. E basicamente o atleta que tem maior capacidade de endurance, ele vai se manter mais tempo sobre aquela intensidade. Eu já adianto que isso aqui não tem quase nada a ver ou nenhuma relação com o VO2. Não necessariamente pessoas atletas que tm Maior VO2 necessariamente são atletas com maior capacidade de anduras. Embora eu
não vou falar disso aqui, a ciência já mostra isso há mais de uma década, embora profissionais da área tenha ainda em querer utilizar o VO2 como indicador de capacidade de endurance do atleta. Bom, e do ponto de vista neuromuscular, são os três principais testes que são utilizados, né? A gente tem o teste do rat fos development, que é um teste feito num movimento chamado mid Tig Pool, que é um teste simulando como se fosse fazer um um levantamento olímpico, né? Ah, esse teste é feito em isometria, é utilizado aqui uma célula de carga, basicamente para
avaliar a relação entre produção de força e tempo. Então, o atleta, por exemplo, que tem maior aceleração, um atleta que tem eh maior capacidade de chegar na frente do adversário mais rapidamente, geralmente são atletas que t maior taxa de desenvolvimento de Força. Eles não necessariamente são atletas que o maior pico de força, mas são atletas que atingem esse pico de força mais rapidamente do que outros atletas, né? né? Então isso pro esporte ele é fundamental, embora isso aqui é pouco aferido em na em comissões técnicas de várias modalidades esportivas a é pouco conhecido, embora e
já seja uma técnica à medida que é utilizada mais de 20 anos na ciência. A gente tem um outro teste que é a Contração voluntária máxima. Isso geralmente é feito com extensão de joelho, né, acoplado a uma célula de carga para avaliar a capacidade máxima de força que os sujeitos têm numa única contração. E a gente tem um teste, né, que eu particularmente gosto bastante pela facilidade de ser aplicado, que é o counter movement jump, que é um teste que avalia prontidão neuromuscular para sessão, para competição. Esse teste ele pode ser feito tanto em tapete
de Contato quanto em smartphone, né? Tem aplicativo de smartphone hoje que você consegue fazer facilmente esse tipo de teste. Então, são as três principais maneiras. Vocês podem observar aqui que nem um momento eu mencionei teste 1 RM, né? Eh, muitos já ouviram falar, já viram, porque na realidade o teste URM não avalia força, né? Ele avalia a carga máxima que a pessoa levanta, já que força, o componente força, a gente tem lá a unidade de newtons, eh, Quilogramas, força, enfim. E o teste um RM não é permitido, não permite a gente avaliar realmente força muscular.
Bom, e aí uma vez visto eh esses indicadores e como é que a gente pode medir, né, qual é qual que é o efeito que o uso das redes sociais ou dos smartphones tem naqueles indicadores de desempenho percepto cognitivo, né, antecipação, tomada de decisão e habilidade visomotora ou comportamento de busca visual. Então vocês vão, eu vou Apresentar aqui, eh, tentar ser o mais simples e direto possível. Vocês vão ver que, basicamente todos os estudos que eu trouxe aqui são estudos que do nosso grupo de pesquisa, né, no Brasil, eh, do nosso conhecimento, a gente ainda
é o o único grupo que trabalha com essa temática, tá? Então, esse esse foi o primeiro estudo, né, publicado com essa temática, não necessariamente foi o primeiro a ser realizado. Então, isso aqui foi em 2020, né, foi publicado no Journal Sport Science, que é um é um periódico australiano, né? Ah, participaram aqui atletas eh profissionais de futebol de uma equipe que naquele momento jogava a Série C do Campeonato Brasileiro, tá? Eh, esses atletas participaram de três condições experimentais em dias diferentes, todos eles, né, participaram 25 atletas. E aí, de forma aleatória, eles participavam eh de
uma condição que eles ficavam 30 minutos utilizando rede social, nesse Caso aqui foi o WhatsApp, o Instagram e o Facebook. No outro dia eles jogavam videogame por 30 minutos, né? E aí no caso aqui era o FIFA 15 que eles jogavam, OK? E no outro dia eles assistiam um documentário sobre Copa do Mundo por período de 30 minutos, que a gente chamou aqui nesse momento essa condição de condição controle, tá? E aí, após cada uma dessas manipulações cognitivas, a gente, eh, simulava uma partida de 90 Minutos de futebol, né, utilizando as regras oficiais, e a
gente filmava essa partida para analisar a tomada de decisão do passe em cada uma dessas situações, OK? E o que que hoje a a gente observou em termos de resultado? Tanto a condição 30 minutos de rede social quanto a condição 30 minutos de videogame antes do jogo piorou em aproximadamente 8 a 10% o desempenho da tomada de decisão do passe quando comparada a condição controle. Então, se Esse foi o primeiro estudo mostrando um efeito deletério, um efeito negativo no desempenho de tomada de decisão, ou seja, que é uma habilidade percepto cognitiva em atleta de futebol
após eh o uso de 30 minutos, tanto de rede social em smartphone, quanto de videogame. Esse estudo ele foi bastante divulgado, né, até por ter sido pioneiro e e um estudo que mostrava ali, eh, o efeito negativo da rede social. Então ele foi saiu uma reportagem no The Guardian, que É um jornal eh, o principal jornal, né, eh britânico. A partir dessa reportagem, várias equipes, né, eu não vou citar aqui, mas várias equipes da Premier League eh passaram a proibir naquele momento o uso eh do de celulares e videogames nos vestiários antes de jogos. Esse
mesmo estudo, ele foi divulgado no principal jornal esportivo italiano, que é o Coriera Decera. E aí, a partir dessa reportagem, várias equipes da Série A, do Campeonato Italiano, eh, passaram a proibir. Inclusive, uma dessas equipes que proibiu nos últimos anos, ela foi campeã pela primeira vez da Copa da Itália, né? Foi essa mesma comissão técnica. E no Brasil, essa mesmo estudo, ele foi divulgado no Wall Sport, né? E a partir dessa reportagem, algumas equipes, inclusive da série A do Campeonato Brasileiro naquele momento, eh também proibiram nos vestiários antijogos o uso de celulares e uso de
eh equipamentos Como videogame. Eh, embora esse estudo aqui ele tenha sido publicado também do nosso grupo, tenha sido publicado posteriormente, esse na realidade foi o primeiro, né? né? Esse foi o pioneiro em que a nossa, a pergunta que a gente tinha aqui nesse estudo era se o tempo de exposição à rede social antes de um jogo de futebol se poderia prejudicar eh o desempenho. E a segunda pergunta era: quanto maior o tempo de uso de rede social, se isso Poderia prejudicar ainda mais a magnitude do desempenho da tomada de decisão do passe em atleta de
futebol. Então, a gente tinha uma condição experimental que que os caras ficavam 15 minutos utilizando a rede social, uma outra que ele os mesmos atletas ficavam 30 minutos utilizando rede social, uma outra que eles ficavam 45 minutos utilizando rede social e uma outra que a gente chamou de condição controle, que eles ficavam 30 minutos eh assistindo Documentário da Copa do Mundo. E após cada uma dessas manipulações cognitivas era feito um jogo simulado, né, de 90 minutos, era filmado, eram utilizado duas câmeras para fazer a filmagem paraa gente depois em seguida analisar a tomada de decisão
do passe desses atletas. E aí, o que que a gente identificou? Eh, 15 minutos de rede social não alterou o desempenho, então não teve efeito nem positivo nem negativo quando comparada a condição Controle, mas 30 minutos e 45 minutos ou 45 minutos teve um prejuízo de mais ou menos 6 7% no desempenho da tomada de decisão do PAs. E aí a as nossas hipóteses elas foram confirmadas parcialmente. Por quê? Primeiro, a gente identificou que a partir de 30 minutos de rede social já tem um prejuízo, mas a nossa outra hipótese que quanto maior o tempo
de disposição, maior seria o efeito negativo no desempenho. Isso na verdade não aconteceu, porque Estatisticamente falando, a condição 45 minutos de de uso de rede social não foi diferente em termos de desempenho da tomada de decisão do passe quando comparada a condição 30 minutos. Então, parece que o tempo de exposição à rede social, ela não vai aumentar necessariamente a magnitude, mas parece um tempo, parece ter um tempo mínimo de uso de rede social que parece prejudicar, que segundo esses dados aqui seria 15 minutos, né? Então esse artigo Ele foi publicado lá em 2019 na psicólogos
das portas necessais. Temos estudos também com atletas de box, no caso aqui foram atletas amadores, né? A a manipulação experimental é parecida com o estudo, aquele primeiro estudo que eu mostrei para vocês, né? Então, eram 30, um dia eram 30 minutos de rede social antes de um uma luta de box simulada. No outro dia eram 30 minutos de videogame. É que nesse caso os atletas jogaram eh, Esqueci o nome do jogo agora, gente, é um jogo de box. Daqui a pouco eu lembro o jogo. É um jogo de box lá da do PlayStation, né, durante
30 minutos. E no outro dia os atletas eles ficavam lá assistindo documentário sobre Olimpíada, né, durante 30 minutos. E após essas manipulações, eram simulados aqui eh três rounds eh de 5 minutos, né, simulando uma luta de box. Esses rounds eles foram filmados e era analisada a tomada de decisão do ataque, né, eh Baseado em quatro tipos de golpe, né, Jeb direto, cruzado e o upper cut, né, que alguns chamam de, esqueci o termo também. minha cabeça não tá boa hoje. Ah, e após era analisado lá a tomada de decisão do ataque, né, e a tomada
de decisão da da defesa, né, ou seja, eh, se o atleta esquivava ou bloqueava o ataque do adversário. OK? Bom, em relação à tomada de decisão do ataque, tanto a condição experimental Dos 30 minutos de uso de rede social quanto os 30 minutos de videogame, prejudicou o desempenho e a tomada de decisão do ataque em aproximadamente 6 7%. E a tomada de decisão da defesa, né, entre bloquear e esquivar, teve uma magnitude de prejuízo maior quando comparado a tomar de decisão do ataque, mostrando um prejuízo de quase 10% aqui nessa tomada de decisão na defesa.
E o que que a gente consegue concluir com Isso? Um atleta que entra mentalmente fadigado num combate, esporte de striking, como é o caso do box, em razão do uso prolongado de rede social do videogame antes da competição, esse atleta ele tá mais vulnerável, ele tá mais susceptível para ser nocouteado, uma vez que nessas modalidades eh o atleta tomar ali uma pancada, né, um jeb, um cruzado, eh, com uma decisão equivocada sobre aonde de defender ou quando esquivar, por exemplo, ele pode Ser noocalteado. É diferente dos esportes eh de striking que não tem o knockout,
como é o caso, por exemplo, do ty and que é muito raro. No caso do box é mais é mais comum, é mais frequente nout. Então, um outro dado, né, mais dados científicos aí mostrando os efeitos deletérios, efeitos negativos do uso prolongado de rede social e ou videogame antes eh de competições, tanto no futebol e quanto no caso desse estudo aí eh em atletas de Box. Esse estudo ele foi divulgado, né, num jornal britânico chamado Front Press, né, e alguns algumas comissões técnicas do Reino Unido também passaram a proibir a partir de então o uso
ali de rede social eh ou equipamentos eletrônicos, na verdade, antes das das competições oficiais, tá bom? Então, fazendo uma síntese, né, a gente viu ali a partir desses três estudos que eu mostrei para vocês, que a o uso prolongado, período prolongado da de Rede social ou uso prolongado de videogame, ele tem um efeito negativo em habilidade de tomar de decisão. A gente vai ver a partir de agora o uso, o efeito, né, da rede social, o desempenho de força e sprint. Então esse aqui foi um estudo que a gente fez com praticantes de musculação, não
eram atletas profissionais, né, em que num dia eh foi, esses atletas eram induzidos a fadiga mental por uso de prolongado de rede social. No outro dia eles assistiam 30 minutos de documentário. Antes de fazer essas manipulações cognitivas, os atletas faziam três séries até a falha muscular concêntrica, ou seja, até eles não conseguirem fazer uma outra repetição num exercício chamado agachamento, que é um exercício bastante comum lá na musculação. E era analisada a quantidade de repetições que esses atletas faziam no agachamento com uma intensidade de 15 repetições máximas, uma carga que quando eles não Estavam fadigados,
eles conseguiam fazer 15 repetições. Então eles faziam três séries assim. Em seguida era feita essas manipulações, né? Cada dia um tipo de manipulação. Depois eles faziam mais três séries do mesmo exercício até a falha muscular concêntrica. E durante o exercício a gente acoplou lá no no Smit Machine, né, no aparelho, um equipamento chamado transutor linear, que é um equipamento que consegue medir em tempo real velocidade, produção de potência e Produção de força a cada repetição, tá? Que que a gente encontrou em termos de resultado? Primeiro, eh, tanto na as três primeiras séries, elas foram capazes
de eh aumentar a fadiga neuromuscular e aí com isso, os atletas reduziam aqui a quantidade de repetições ao longo da das três séries. E após a manipulação cognitiva, o que aconteceu? o traço tracejado aqui com bolinha que vocês estão vendo. Já tô passando aqui essa Bolinha vermelha, é a condição em que os atletas assistiram lá eh utilizavam 30 minutos de rede social e o graficozinho quadrado aqui com a bolinha com quadrado, com a com a reta sem ser tracejada, é a condição que eles assistiam lá o documentário por 30 minutos. E o que que a
gente pode observar? Pode observar nesse grafo. A partir da quarta série, após a o uso da rede social pro período prolongado, a quantidade de repetições, Ela foi bem menor na quarta, na quinta e na sexta série, quando comparada a condição controle, mostrando que o uso de rede social, além de causar fadiga mental, comprometeu o volume ou a quantidade de repetições máximas que esses sujeitos utilizavam. Alelu comprometeu quanto, né? foi um efeito um prejuízo de mais ou menos 15% no número de repetições a cada série. Então, na prática, se um sujeito conseguiria fazer 20 repetições, ele
fez 17 a 18 repetições após 30 minutos de uso de rede social. Por outro lado, quando a gente vai pros indicadores eh cinemáticos e cinéticos, né, ou seja, a velocidade e a produção de potência e força, não houve diferença estatisticamente significante entre as duas condições. Que que eu tô querendo mostrar para vocês aqui a partir desses dados? Eh, o uso de rede social numa sessão de musculação, ela vai prejudicar a quantidade máxima de repetições que um Sujeito consegue fazer. Então, prejudica o volume, mas a velocidade de execução, a produção de potência, repetição, a repetição parece
não ser prejudicada pelo uso da rede social, né? E aí assim, o que que o que que o volume, uma vez feito isso diariamente, o que que o volume tem de importante? A aumento de endurance muscular e aumento de massa muscular, já que tem estudo mostrando uma relação positiva e linear entre a quantidade de repetições ou quantidade De volume e o aumento de massa muscular. Então, para modalidades esportivas em que a massa muscular é importante, por exemplo, modalidades que têm contato, basquete, futebol, handball, o volume é um é um é um um indicador, né, importante
na sessão de treino. Então, o uso de de rede social, ele vai comprometer. Agora, para modalidades em que a massa muscular não é tão importante, mas é importante manter a velocidade, produção De força e potência, parece que o uso de rede social não vai interferir, parece que ela não tem efeito para esses indicadores. Então é isso que esses dados aí estão mostrando pra gente. E um outro estudo que é mais recente, né, foi publicado agora em 2024 também do nosso grupo, né, ele foi feito com atletas sprinters, né, claro que não de alto nível, atletas
universitários. Então, participaram 13 atletas amadores universitários. Eram três condições Experimentais, né? Uma que os caras ficavam 60 minutos em rede social antes eh da prova simulada, né? Eh, outros caras ficavam 60 minutos fazendo strup, que é uma tarefa cognitiva, uma um paradigma cognitivo que a gente faz no computador. E no outro dia os caras ficavam 60 minutos assistindo TV. E após essas manipulações, a gente simulava as provas de 100, 200 m rasos no atletismo, OK? E além dessas provas, a gente fazia aqui Um teste de velocidade máxima, eh, velocidade média propulsiva no agachamento com uma
carga de 40 kg e um salto comovimento para avaliar a prontidão neuromuscular. Então, basicamente, o que o que os dados mostraram pra gente é que tanto a prova de 100 m de ros quanto 200 mos não teve efeito. Então, a a fadiga mental causada pelo uso prolongado de rede social não gerou efeito nenhum na prova de 100, 200 m rasos e também não gerou efeito nem na No teste de velocidade média propulsiva no agachamento com 40 kg, nem na no salto com movimento. Então, o que que esses dados mostram pra gente? que esse tipo de
tarefa que tem uma duração menor do que 20 segundos, né, ou menor do que 30 segundos, na verdade, em alta intensidade ou intensidade máxima, ela parece ser regulada por componentes periféricos, não pelo cérebro. Então, é uma fadiga que a gente chama de fadiga infraespinhal, né, ou fadiga que tá Envolvendo vias aferentes três e quatro. Então, o fato do atleta utilizar rede social, um atleta de atletismo, por exemplo, talvez ele não tem um efeito prejudicado por conta disso. Por que que eu falo talvez? Porque nesse estudo e outros estudos que a gente tem feito, quando a
gente faz esse tipo de prova, a gente considera a largada. Então, na verdade, a saída é autosselecionada pelo próprio atleta. Só que na competição real, em mundo real, você tem a saída em Que o atleta tem um tempo de reação para sair do bloco, por exemplo, na natação, no atletismo, né? E aí já tem estudos mostrando que o tempo de reação cognitivo motor, ele é de fato comprometido pela fadiga mental, independente se ela é causada por uso de rede social ou não. Então assim, a a produção máxima de força, a capacidade máxima de sprint, segundo
esses dados, ela não é prejudicada pela rede social, mas quando a gente vai para essas Modalidades que eu acabei de mencionar, eh, ela é multifatorial e tem o tempo de reação ali de saída também que acaba influenciando no desempenho. Bom, e para finalizar, né, já tô terminando aqui a minha fala, tá? Eh, e repetidamente, ou seja, qual que é o efeito crônico do uso de rede social ou uso de smartphone antes das sessões de treinamento? Então, a gente tem dois estudos que a gente conduziu, um com atletas de de voleibol, jovens atletas, Né, eram adolescentes,
eh, em que esses caras foram divididos em dois grupos, né? Um grupo que a gente chama de grupo controle, que ao longo de quatro semanas, todo dia antes das sessões de treino, eles assistiam documentários sobre a história da seleção brasileira eh nas Olimpíadas, seleção brasileira masculina. e o outro grupo, eh, antes da sessões de treinamento, utilizavam os seus smartphones, né, suas redes sociais, Instagram, WhatsApp, Facebook, Por 30 minutos antes das sessões de treinamento. Então, era basicamente esse essa manipulação que a gente fazia e as sessões de treino eram iguais para todo mundo. Então, as sessões
físicas, técnicot-táticas, perceptognitivas eram iguais. que mudava era manipulação cognitiva que era feito antes das sessões de treino. E antes e após as quatro semanas nós utilizamos vários testes e um deles foi o teste do de jogo simulado, né, utilizando uma câmera para Uma câmera para avaliar a tomada de decisão do passe e a tomada de decisão do ataque desses atletas. E também utilizamos um teste que é o Yoyoô Intermitente Recovery nível 1 para analisar a capacidade de endurance desses atletas antes e após as quatro semanas. Então o que que a gente pode notar? uso de
rede social, né, que é o gráficozinho. Ã, opa, aqui é o uso da de redes. Esse grupo aqui a gente tem o Pré-experimento, né, antes das quatro semanas e após as quatro semanas e o grupo controle, né, antes das quatro semanas e após as quatro semanas. Então, o que que o uso de rede social acarretou? Na verdade, gerou uma inibição de melhora. Que que significa isso? Somente o grupo controle melhorou a habilidade de tomada de decisão do ataque e a habilidade de tomada de decisão do passe. Então, basicamente a fadiga mental acarretada diariamente Pelo uso
da rede social 30 minutos antes, de forma ininterrupta, 30 minutos antes do início das sessões de treino, comprometeu as adaptações positivas cerebrais, o que acarretou uma estagnação do desempenho ao longo de quatro semanas. Isso aconteceu tanto paraa habilidade de tomada de decisão quanto paraa habilidade de endurance. Aliás, perdão, habilidade de endurance não aconteceu. Esquece que eu falei, o endurance só teve efeito tempo. Então os Dois grupos melhoraram sem comprometimento do grupo de uso do smartphone. Isso a gente consegue explicar de que maneira? 4 semanas de treinamento é um período curto para você melhorar a capacidade
de andur, ao passo que a habilidade percepto cognitiva, somente uma semana para jovem atleta já é capaz de melhorar. Por isso que o grupo que treinou sem fadiga mental melhorou e o grupo que treinava mentalmente fadigado pelo uso de rede Social não melhorou após quatro semanas em relação à tomada de decisão. E um outro dado que eu considero até mais alarmante é que o grupo que treinava mentalmente fadigado por conta do uso da rede social antes das sessões de treino acumulou um um um fenômeno chamado carga interna de treinamento, que é basicamente um acúmulo de
alteração homeostática ou alteração neurofisiológica no organismo. E quando tem um acúmulo muito grande de carga Interna de treino durante um período de treinamento, isso é chamado de eh um processo, pode gerar um processo chamado overrating não funcional, em que o atleta treina, treina, treina, não melhora o desempenho e e torna um atleta mais vulnerável, mais susceptível, né, para lesõesarticulares, né? Então, e esse aumento do número de lesões que vem acontecendo em esporte de alto nível, futebol, o exemplo agora é o São Paulo, né? São Paulo, quem acompanha O futebol mais da metade da equipe no
departamento médico. Talvez, talvez uma das explicações seja esses atletas estarem treinando, competindo, mentalmente fadigados em função do uso de rede social e videogame antes de sessões de treino e competições. Bom, e o último estudo que eu tenho a apresentar para vocês é um estudo que foi feito com atletas de natação. Aqui são atletas eh de um bom nível, né? Eh, para quem acompanha na natação, são Atletas com o International Point Score, que alguns chamam de índice técnico, acima de 700. Então, atletas que disputavam campeonatos como Troféu Brasil e a o Troféu Fin da Natação. E
ao longo de oito semanas nós acompanhamos 22 atletas do sexo feminino. Eh, metade dessas atletas eram do grupo controle, a outra metade eh fazia lá aquele mesma manipulação de 30 minutos de rede social antes das sessões de treino. Então, ao todo aqui foram Aproximadamente 50 sessões de treinamento ao longo da das 8 semanas, tá? E antes e após essas oito semanas a gente aplicava vários testes, né? As provas de 50, 100, 400 m simulados e uma e um teste que é um teste bem eh clássico da natação para avaliar a capacidade de endurance, que é
um teste de 3 minutos de inado, né? Que o atleta é acoplado lá uma cinta na cintura, né? Essa cinta é é presa numa num metal não extensível. E esse metal ele é preso Numa célula de carga que quando a atleta começa a nadar, essa célula ela é puxada, ela é tracionada e consegue então se mensurar em tempo real a produção de força lá que o atleta tá tendo durante esse nado. E aí tem vários indicadores, dentre eles a produção de força média dos últimos 30 segundos, que é o principal indicador de endurance nesse teste.
Bom, resumindo, eh, na prova de 50 m liv, nenhum dos grupos melhorou, mas também não teve diferença Entre eles. Então, parece que o uso de rede social antes das sessões de treino não altera, não compromete o desempenho na prova de 50 m livre. E vale destacar que é uma prova que a duração é menor do que 30 segundos, né? Ess atleta nadal para mais ou menos 27 segundos, 26,5 a prova de 50 m livre, né? Ah, e, ou seja, uma prova que tem uma, provavelmente o o monitoramento, né, o a regulação de fadiga, ela acontece
de forma periférica, por isso que a fadiga Mental parece não alterar. Já na prova de 100 m liv e 400 m liv, que são provas que tem uma duração maior, precisa de regulação de esforço na estratégia de pacing. Ah, o grupo que utilizava rede social não melhora nem no 100 nem no 400 e somente o grupo controle, né, tem uma pequena melhora de mais ou menos 0,5%, tanto no 100 quanto no 400 m liv. Então, o que esses dados mostram pra gente que o uso de rede social inibiu, né, ou eh Eh incapacitou a melhora
ou adaptações positivas ao treinamento que pudessem melhorar o desempenho na prova de 100 400 m livre. No nada datado também, ou seja, aqueles 3 minutos ao alt, aconteceu algo similar, né? Somente o grupo controle melhorou tanto no índice de fadiga, quanto na força crítica, quanto no impulso aeróbico, são indicadores desse tipo de teste. Então, fazendo um um sumário geral, né, o que que a gente viu, né, nessa palestra, Nessa fala que minha no Congresso de Psicologia do Esporte, primeiro a gente viu que o uso de redes sociais em smartphone é algo muito comum, muito mais
frequente do que a gente imagina entre jovens e no esporte isso tem se tornado cada vez mais frequente, tá? A gente viu que esse uso prolongado de redes sociais smartphone, ele gera uma série de alterações eh funcionais e estruturais cerebrais e parece alterar áreas cerebrais que gerenciam e regulam Comportamentos e emoções. A gente viu que o uso de rede social parece ativar o sistema de recompensa e tornar o sujeito viciado. Então a gente tem vários jovens atletas que hoje são viciados em redes sociais. Nós vimos que o desempenho esportivo, independente da modalidade, ele é multifatorial,
né? Tem vários indicadores que vão determinar o desempenho. A gente viu que a o uso de redes sociais smartphone ele prejudica o desempenho de endurance independente da Modalidade. Ele prejudica o desempenho de habilidades como tomada de decisão, antecipação, comportamento de busca visual. Mas parece que esse uso de rede social eh quando tem eh a prova, né, a competição, ela é de alta intensidade, curta duração, como um atletismo, né, prova de 100, 200 m raso no atletismo, 50 m livre na natação, salto em distância, salto em altura no atletismo. Parece que essas essas provas não são
comprometidas pelo uso de rede social. Bom, então o que que a gente pode fazer, né? O que que a gente pode recomendar pros atletas? Alguns treinadores vão querer proibir o uso de de rede social, de smartphone. O problema é que quando você tira isso de um jovem, ele é viciado nesse equipamento, você gera outros problemas. Então, talvez proibir ou retirar esse equipamento talvez não seja a solução. E algumas possibilidades é evitar que o o sujeito utilize essa rede social uma hora antes. Ah, evitar qualquer tipo de esforço cognitivo eh cerca de uma hora antes das
competições, não só uso de rede social. Eh, evitar o uso de rede social smartphone antes de dormir, cerca de uma hora antes de ir paraa cama. monitorar. E existem aplicativos que você consegue fazer isso, né, tanto para quem tem eh sistema iOS quanto sistema Android. Esse aplicativos que você consegue instalar e você monitorar o Tempo de uso dessa dessas redes sociais. Uma outra maneira aferir, né, sempre antes das sessões de treino, a parte de escalas, eh, fadiga mental, se o atleta tiver mentalmente fadigado, é antes de competição é utilizar alguns ergogênicos, algumas estratégias comportamentais, neurofisiológicas
para remover, pelo menos parcialmente aquela fadiga mental causada pelo uso das tecnologias. OK? Bom, queria passar a informação para vocês sobre a a Pós-graduação. Eu sou professor da do corpo, eu sou faço parte do corpo docente da pós graduação de psicologia do esporte e coaching, atleta campeão, né? É uma pós-graduação que tem professores renomados, né? Eh, algum desses professores, inclusive, vocês vão ter aula com eles amanhã. O professor Zé Roberto, a Maira que vai encerrar o congresso aqui também, a professora dessa POs, tá? Então eu recomendo mais informações vão ser passadas aí, né? Estão com
vagas abertas e mais informações vão ser fornecidas aí pela Maira sobre essa pós-graduação. Queria gostar, gostaria também de a apresentar, né, para quem não conhece, eu tenho um livro de psicologia do esporte, né, eh, atualmente, do, pelo menos do meu conhecimento, hoje é o é o livro mais completo que tem no mercado, né? São 20 capítulos nesse livro, várias temáticas. E quem tiver interesse, né, esse livro tá disponível na Editora Ampla, tá? pode Estar adquirindo lá a versão física. Infelizmente esse livro não tem a versão em PDF, só tem versão física, OK? E para finalizar,
né, os estudos que vocês viram aqui, não é o Léo que faz sozinho, então eh são os alunos de doutorado, mestrado, iniciação científica que eu oriento, né, alguns já finalizaram, né, os seus cursos. Eh, e os parceiros científicos, né, que ajudam bastante ali na elaboração desses estudos, na condução dos estudos, no racional. E Também gostaria de agradecer, né, a instituição que me recebeu, né, mudei aí recentemente para Belo Horizonte e atualmente tô com professor da UFMG lá, Departamento de Esportes. Eh, eu deixo aqui o meu contato, tá, que tá o meu e-mail. Quem tiver interesse
em participar de grupo de pesquisa, enfim, quiser que eu mande os artigos que foram apresentados, eh, tá aqui o meu contato. Eh, embora não tô muito ativo nas redes Sociais, né? Não, nada contra quem usa aí com frequência, mas eu tenho tido sido menos ativo, tá? Aqui o Tequ, né, pro meu pro meu Instagram. E recentemente a gente criou aqui o Instagram do grupo para tentar fornecer informações com uma certa qualidade científicas, né, tentando fazer uma síntese do ponto de vista prático do que a gente faz em laboratório, tentando traduzir para pessoas que estão vinculadas
à parte esportiva, Psicólogos, fisioterapeutas, eh professores de educação física, médicos, enfim, eh as temáticas que a gente trabalha dentro do laboratório. E por fim, agradecer novamente aí ao atleta campeão Lucas Maira pelo convite, me colocar à disposição a partir de agora para sanar dúvidas, comentários, a gente trocar algumas ideias. >> Professor, meus parabéns por mais uma aula fantástica agora com uma temática Incrível. O pessoal só elogiou aqui se teve uma turma aqui de 13 alunos que ficaram do começo ao fim sem aqui o pessoal nem pestanejou aqui. Então, gente, antes da gente partir aqui pr
as dúvidas, eu não podia deixar, o professor falou aqui do dos livros dele, da rede social dele, embora ele não seja um cara ativo lá nas redes, que os nossos professores, eu brinco aqui, né, com a com a maiira, ó, eu só vou parar quando os nossos professores Da nossas das nossas pós-graduações, eles forem pelo menos mais seguidos do que a Virgínia e esses outros influenciadores, porque pessoas como o Léo que se dedicam com a a pesquisa, a estudar, a trazer um conhecimento assim que vocês viram que não é fantástico só pela pela quantidade de
informação, pela natureza, mas pela paixão mesmo que ele entrega aqui, né? Dá para ver que é é um professor apaixonado pelo que faz. Eu não tem como a gente não honrar isso, Né? A gente precisa honrar os nossos educadores. O meu irmão é professor de física, enfim. Eh, mas o ponto aqui é sigam os o professor Leonardo Fortes nas redes sociais dele, sigam os grupos de pesquisa aqui que ele citou, tá? Aqui, ó, Leonardo Fortes, temos aqui 1300 pessoas, ele tem que chegar pelo menos 7.000 seguidores aqui depois de uma live, de uma entrega como
essa, tá bom? Então, professor, mais uma vez meu muito obrigado pela sua participação nesse Congresso. É uma honra ter você aqui. Tenho algumas perguntas, a gente vai responder aqui, gente. Foram várias perguntas, vou ser bem rápido aqui para liberar já o professor, tá? Resumindo aqui, professor, uma grande dúvida que teve foi em relação à parte motivacional. Ah, eu vou resumir aqui porque tiveram muitos tópicos sobre esse assunto, porque falaram o seguinte: "Professor, alguns atletas o podem utilizar as redes Sociais, a tela, né, que é azul e tals, para se tentarem motivar ali antes do treino.
Até que ponto isso é positivo ou antes da competição? Até que ponto isso é positivo ou até que ponto isso é negativo? como que a gente gerencia isso? Eh, a outra coisa que foi levada em consideração é eh ainda em relação a essa parte motivacional, eh se existe algum estudo relacionado a isso. Poxa, até que ponto eh a tela ajuda, até que ponto ela atrapalha nesse aspecto? >> Tá bom? Pergunta interessante que eu também eu já vi várias comissões técnicas, psicólogos sugerindo, né? Eh, às vezes passando algum texto, algum vídeo pro atleta assistir ou ler
antes da da competição. Veja, eu não vou criticar esse tipo de ação, mas eu não recomendaria fazer isso, né? Quando a gente fala em motivação, você tem várias técnicas cognitivo comportamentais para aumentar a motivação. Não vou falar disso agora, Até porque eh na própria pós-graduação de ser tratado, eh tem professoras que falam sobre isso, eu também não sou nenhum especialista, não sou psicólogo, né? Mas você tem várias técnicas, tanto técnicas eh cognitivas, técnicas neurofisiológicas, enfim, essa ideia de utilizar o celular para motivar o atleta, veja, o celular ele tá emitindo onda de LED tanto branca
quanto azul, né? E eu mostrei ali dados que essas ondas de LED aumentam o esforço Cognitivo e provavelmente vai carretar a fadiga mental no sujeito. Então, mesmo que em curto período de tempo, né? Então, a assim, fazendo uma uma síntese, né, eu não sugiro utilizar o celular ant treino o jogo para motivar o atleta, tá? Eh, acho que não sei se eu respondi a assim, seria minha sugestão baseada na na no corpo de evidência que a gente tem hoje, né, do ponto de vista neurofisiologia, o uso de de smartphone, o uso de de rede Social,
né? Então assim, a a você pode passar, se a ideia for passar um vídeo motivacional, você pode passar ele um outro uma tela de TV que emite menos onda de LED do que o smartphone. Eh, e outra, uma outra maneira também, talvez existem óculos, mesmo que a pessoa não tenha problema de vista, né? Existem os óculos hoje que tem a a como é que fala? Interrompe essas essas ondas, elas são são refratárias, né? Então, as lentes são caras, né? Uma Lente dessa hoje custa mais de R$ 2.000, mas é uma possibilidade, né? né? Se um
atleta realmente precisa assistir aquele vídeo, precisa, bota um óculos sem grau, mas que tem essa essa coisa refratária das ondas de LED azul, é uma outra alternativa também para evitar alterações neurofisiológicas por conta desse uso do smartphone. >> Perfeito. Eu respondeu sim, professor. Eu e quando você falou ali, né, da da luz azul, logo no comecinho ali da Palestra, eu acho que isso já inclui, porque existem, como você falou, alguns professores vão falar sobre isso, né, sobre as outras técnicas, técnicas de visualização, técnica de respiração, que podem ser tão ou até mais eficientes do que,
né, o uso ali de uma tela, de um vídeo antes das redes sociais. E ali, né, do, eu esqueci o slide e o nome do rapaz, né, que você colocou ali, do rapaz, né, do do pesquisador que você colocou ali, né, era um circulozinho Assim e ele colocou a parte mental. Quando se trata ali do do alto rendimento, é o detalhe, né, que vai fazer a diferença. Então, eu imagino que para um atleta de autor rendimento, quando a gente tá falando aqui de um alto rendimento, esse detalhe eu tenho certeza que vai fazer toda a
diferença, né? Então assim, eu compartilho do do mesmo da mesma opinião que você di não correria esse risco com o meu atleta, né? Eh, outra pergunta aqui ainda um Pouco dentro, não necessariamente dessa categoria foi sobre o seguinte, foi sobre a dependência, ó. Quais são os parâmetros que definem um vício nas redes sociais? Quanto tempo diário classificar eh para classificar a dependência? Parabéns pela aula fantástica. foi a Marcile. Eh, e aí ainda paralelo a essa pergunta, só puxando aqui uma perrinha, é os efeitos do uso excessivo dos celulares das telas podem se tornar crônicas a
longo prazo, Especialmente em crianças atletas? Então, essas duas aqui que estão na mesma categoria. >> Sim. Então, a sua, a Marcela, ela perguntou primeiro sobre a sua qual que foi a pergunta dela mesmo? Perdão, >> a Marcele foi quais são os parâmetros que definem >> o vício em redes sociais e se tem algum quanto tempo diário classifica essa dependência? >> Então, hoje hoje existem escalas, tá, Marcelei, que que você consegue, eu não vou falar diagnosticar, mas você consegue fazer um levantamento sobre a possibilidade da pessoa ser ou não viciada, que a a não existe uma
tradução da adicção, a gente chama de vício, né? Mas a na literatura chama e smartphone addiction, né? Então a essas escalas elas têm um ponto de corte, né? Essa é uma é uma possibilidade de você utilizar com os atletas para saber se eles têm uma certa tendência ou não a esse vício. Não existe, pelo menos na literatura, um tempo mínimo de uso diário para determinar se a pessoa não viciada. geralmente é é são os comportamentos que determinam. Então a pessoa deixar de ir para um evento social para ficar utilizando celular ou a pessoa estar num
evento social, um exemplo jantar, basta você ir num restaurante e num bar, você vai ver o que eu tô falando, né? Os jovens hoje eles conversam por rede social, pessoas na mesma mesa. Eu eu Particularmente já vi família conversando em restaurante pelo próprio WhatsApp, né? Eh, então assim, as pessoas que deixam de fazer coisas, as pessoas que o tempo todo, né, tão fazendo tarefas simultâneas com uso ali do celular, isso já é um indicativo de de vício. Agora, tenho que também lembrar o seguinte, tem pessoas que trabalham com isso, né? Então, assim, por exemplo, tem
gente que faz venda por celular, então a pessoa tem que ficar o Dia todo no celular. Principais indicadores do vício do celular. Quando você começa a sentir muita falta, mesmo em tempos de lazer do uso do celular, caso atleta, por exemplo, aí você consegue identificar ali comportamentalmente um certo vício, né? Tem gente que não consegue dormir se celular tiver debaixo do travesseiro, né? E aí o celular vibra com a mensagem, a pessoa acorda para poder ver o que que é. Então isso é vício. Isso é vício. E Aí já engatando na segunda pergunta, questão de
efeito crônico. Sim. Eh, os estudos ali que eu mostrei no início são basicamente são todos estudos de de efeito crônico, né, mostrando alterações crônicas do ponto de vista de funcionalidade e estrutura cerebral pelo uso frequente corriqueiro do do dos celulares, né? Então você altera, você reduz massa cinzenta cerebral, algumas áreas, eh altera a conectividade cerebral de algumas networks cerebrais. Na prática, basicamente, as pessoas perdem memória mais rápido, as pessoas não conseguem ficar engajadas durante muito tempo num atividade. Basta você ver hoje os jovens, né, adolescentes com 15, 14, 15, 16 anos, que utilizam muito celular,
eles não conseguem ficar quatro, cinco aulas direto prestando atenção. A nossa geração, pelo menos hoje eu sou 40 mais, né, fazia e a gente não tinha celular nessa época, né, da adolescência. Eu celular eu já tinha o Quê? 15, 16 anos quando foi chegaram os primeiros celulares no Brasil. Então a gente ficava, o jeito era ou ficar conversando com um colega ou prestar atenção na aula. Então, a gente não tinha essas interrupções. E aí, se você for olhar hoje a jornada de trabalho das pessoas dessa geração, são pessoas que conseguem trabalhar 6, 8, 10 horas
direto. A geração mais nova hoje não consegue. Não consegue. E uma das explicações para isso é exatamente esse Uso de celular, uso de telas frequentes. Então, fazendo um um resumo, sim, tem efeito crônico e os efeitos não são positivos, são todos efeitos negativos desse uso frequente aí de smartphone. >> Professor, por último pra gente encerrar, eh, existe algum fator reverso? Tipo assim, algumas pessoas até colocaram, ah, jogos de tabuleiro, existem, né, várias técnicas que podem ser aplicadas, mas assim, poxa, meu atleta, descobrimos que ele é viciado, Ele quer eh sair do celular. E aí, como
que eu construo, cara, como que a gente vai fazer isso para não necessariamente assim, ah, um passo a passo, porque isso é muito individual. Sei que não dá para responder isso aqui agora, mas poxa, o que que poderia ajudar a aumentar essa massa cinzenta de alguém que foi tão prejudicado pelas telas ao longo do tempo, né? Eu acho que principalmente aqui foi relacionado a atletas, crianças e adolescentes, que a gente sabe que Quanto mais novo, né, a exposição a telas, pior fica, né, ali esse esse esse desenvolvimento. Mas se existe, né, dá uma orientação aqui
para pra gente, uma uma direção nesse aspecto. >> Eh, essa é uma pergunta que vale milhões, porque >> se tivesse uma resposta pronta aqui, nossa, resolveria o problema do dos jovens hoje, né? >> Aham. É, é algo que é difícil fazer. Veja, eu não sou eu não sou psicólogo, Né? Eu sou a minha minha formação em educação física, né? Eu trabalho com desempenho esportivo. Então, assim, eh, eu vou sugerir, mas talvez o que eu fale aqui não faça sentido nenhum, né? >> Sim. Eh, primeiro, eu buscaria atividades inicialmente, independente se vai ser em tela ou
não, que gera algum processo que que recrute, né, ou tem um requerimento de de processos cognitivos básicos, né, De funções executivas, jogo de tétris, eh jogos de raciocínio, né, isso pode ser feito na própria celular para tirar inicialmente esse jovem, essa pessoa das redes sociais. A rede, a rede social em si, ela, claro, eu não vou falar mal aqui da rede social, porque tem gente que trabalha, inclusive o atleta campeão trabalha com a rede social, né? Se eu falar mal, para algumas pessoas vai ser relaxante, vai ser legal, mas para outras talvez nem tanto. Tem
gente que Gosta do barulho da cidade, né? Então, talvez gere mais estresse. Então, assim, tem a questão individual, né? Eh, eu eu na minha visão, na minha humilde visão, acho que é primeiro buscar coisas no próprio celular, na própria tela, mas que faça o sujeito sair da rede social, né? Então, você tem jogos, você tem brincadeiras, né? até mesmo jogos de pergunta e resposta que você eh meio que desafia ali conhecimento do sujeito, iria primeiro para essas para esse Caminho. Depois, aos poucos, né, eu começaria a tentar reduzir esse uso de celular, né, eh, adolescente,
né, colocar alguns horários, ó, você vai poder só utilizar o celular tal hora, tal hora. E e hoje os pais conseguem monitorar isso, né? você consegue eh instalar aplicativo no seu lado do seu filho para saber o que que ele tá utilizando. Não é você ver o que que ele tá escrevendo ou ficar olhando as conversas, não é isso. Mas você consegue Ver quanto tempo que ele tá acessando o Instagram, quanto tempo que ele tá acessando o WhatsApp, ou seja, o que que ele tá acessando de fato, né? E aí assim e começasse, ainda mais
se for pai, mãe de atleta, comissão técnica de atleta, começar a a testar isso e mostrar o efeito no desempenho. Falou: "Olha, vamos fazer o seguinte, essa competição que é de menos importância, pode usar o celular à vontade, tá? Aí você pode desar vontade, fazer o que Você for. E aí vê o desempenho dele e aí pega os indicadores, né, faz filmagem, faz um monte de coisa e vê lá os indicadores de desempenho. Se for um jogo coletivo, scout dele, quantidade de passe, quantidade de chute, enfim, se for esporte individual, é mais fácil mensurar. E
depois testa isso num outro momento, uma competição que seja fácil, mas que ele não use o celular. Depois teste o cara utilizando o celular numa competição de médio difícil, várias Situações e vai comparando e chega com ele e mostra uma planilha. a hora que ele for ver, pô, e a diferença é muito grande, Lucas, é muito grande. Então, a hora que a hora que que o cara começar a olhar, realmente, quando eu não uso o melhor desempenho, o atleta automaticamente ele começa a autorregular o comportamento. Se você tem tem eh atletas hoje de alto nível
que falam sobre sobre, né? O Vince Carter é um cara que tem várias Entrevistas dele, o Cielo, né? Eu sou da natação, eu acompanho, é um cara que fala isso há muito tempo. Veja, não são cientistas, né? Mas são percepções de pessoas que viveram anos, décadas no alto nível e no alto nível mesmo, né? Os caras ganharam, foi campeão olímpico, né? Enfim. E naquela época já tinha celular, já tinha smartphone. Agora pergunta se ele o que que ele fazia antes das competições. Esquece. >> Ele nem e ele só responder familiar tal Horas depois da prova.
>> Horas depois da prova, né? Então isso já isso são grandes exemplos. Eu acho que talvez mostrar vídeos desses atletas, das das falas desses caras para esses mais jovens, talvez para criar um pouco de consciência seja um caminho também. >> Perfeito. É um conteúdo que a gente poderia falar horas aqui, né, sobre eh sobre isso, mas eu vou liberar você, pelo amor de Deus. Mas dando só a minha a minha rápida contribuição sobre o Assunto, né? Não sou um especialista também na área, mas como estudante ali de pós da de neuro e tudo mais do
que o pouco que eu acompanho lá. a Larissa Zink, que é uma uma das nossas professoras, ela fala muito sobre os treinamentos eh cognitivos, né? como eles podem ajudar no tempo de reação, na tomada de decisão, que muitas vezes são jogos ali, né, que são estímulo muitas vezes longe dessas telas, que é uma dessas, como que eu posso dizer, é uma Dessas eh reposições, né, vamos dizer assim, dessa dessa massa cinzenta. Não tô dizendo que só isso vai ajudar, mas eu acho que o grande desafio primeiro é a gente realmente conscientizar as pessoas do problema
e das causas que isso pode acontecer. Por isso que essa aula aqui é tão importante, ela é tão eh eh tem gente, o pessoal tá falando aqui, eu vou mandar isso paraa minha filha, eu vou mandar isso e realmente, né, estamos aqui para poder não só nos nutrir de Conhecimento, mas para levar isso pros nossos atletas, pro dia a dia. É algo que como sociedade estamos estamos também, né, tipo, é algo recente, estamos nos adaptando a essas novas realidades que surgiram assim de uma forma absurda nos últimos tempos, mas eu acredito muito que é possível
sim, né, encontrar uma saída, principalmente com informação, informação de qualidade aqui que o senhor trouxe aqui pra gente. E por isso aqui já deixa aqui a deixa, Compartilha essa aula, não deixe participar dos das próximas aulas do congresso. podemos falar um pouco mais sobre isso lá na frente. Mas, professor, encerrando aqui, meu muitíssimo obrigado pela sua participação aqui, pela qualidade do conteúdo, pela qualidade da entrega. É assim de não não tenho palavras para te agradecer aqui pelo que o senhor fez aqui hoje. E eu espero que o pessoal tenha gostado. Acho que gostado, tá todo
mundo aqui, ó. O Pessoal não saiu aqui ainda participando desse dessa nossa aula. Então, parabéns, professor. Um forte abraço, pessoal. É isso. Lembrando, aula quinta-feira, próxima quinta-feira. Em relação a certificado, sobre a parte, a gente tem a semana todinha para falar sobre isso. Então fiquem despreocupados, aproveitem o conteúdo do congresso, tá bom? Eh, curtam esse processo porque só vai ficar disponível até dia 31 de dezembro. Então, quinta-feira nós temos aula com o Professor José Roberto, sábado com o professor Ai, caraca, ó, fadiga mental, professor. Domingo é com a Maira e sábado é com o professor
Flávio. Tá bom? Então gente, um forte abraço para vocês. Vejo vocês quinta-feira às 8 horas. Valeu e até a próxima.