[Música] Olá pessoal Nós faremos agora análise do Capítulo 2 do Capital a força de trabalho qualquer pessoa interessada em economia política na época de Marx estava familiarizada com a teoria do valor trabalho ao passo que nós não só não temos familiaridade com essa teoria como vivemos numa época em que a maioria dos economistas e mesmo muitos marxistas consideram essa teoria indefensável se Max tivesse escrito Capital em nossos dias teria que apresentar uma forte defesa dessa Teoria em vez de simplesmente supor essa teoria como sendo óbvia Marx discute o capital como algo que começa com modelo
de troca baseado no escambo de mercadorias nesse modelo se imagina que tempos de trabalho socialmente necessários equivalentes são trocados Max passa Então dessa relação mercadoria mercadoria para análise de como as trocas são mediadas e generalizadas pelo surgimento da forma dinheiro uma análise cuidadosa desse sistema de troca mercadoria dinheiro e mercadoria nos leva a identificar a forma dinheiro mercadoria dinheiro de circulação em que o dinheiro se transforma em finalidade e objeto de troca no circuito mercadoria dinheiro mercadoria uma troca de valores equivalentes faz sentido porque a sua finalidade é obter valores de uso quero camisas e
sapatos mas não quero as maçãs e as peras que produzir mas quando se chega a dinheiro mercadoria dinheiro a troca de equivalentes parece absurda porque passar por todas as turbulências e riscos desse processo para no fim obter a mesma quantia de dinheiro que eu tinha no início dinheiro mercadoria dinheiro só faz sentido se resulta no incremento de valor ou seja dinheiro mercadoria dinheiro mas dinheiro que é definido justamente como o mais valor isso leva a seguinte questão de onde vem esse mais valor se as leis da troca dinheiro mercadoria mercadoria dinheiro como pressupostas na economia
política clássica estabelece uma troca de equivalentes para que as leis da troca funcionem como a teoria determina é necessário encontrar uma mercadoria que tenha capacidade de produzir um valor maior do que o que ela própria possui essa mercadoria de irá Marx no terceiro item do Capítulo 4 é a força de trabalho essa é a grande transição realizada ao longo desse Capítulo o foco começa a mudar da troca de mercadorias para a circulação do Capital Marx comece examinando como capitalismo confrontou historicamente o poder da propriedade fundiária na transição do feudalismo para o capitalismo nessa transição o
capital comercial e o capital os horário formas específicas de Capital desempenharam um importante papel histórico a dissolução da ordem feudal ou seja do Poder da propriedade fundiária e do controle feudal sobre a terra se realizou em grande parte pelos poderes do Capital comercial e da usura Esse é um tema que nós podemos encontrar fortemente articulado comunista mas que também Ocupa um lugar lógico no capital pois o que nós vemos no capital os horário em particular é o poder social independente do dinheiro e dos possuidores de dinheiro um poder que como demonstrou o capítulo sobre dinheiro
é socialmente necessário no modo de produção capitalista o dinheiro pode ser usado para fazer circular mercadorias para medir o valor para armazenar riqueza e assim por diante o capital no entanto é dinheiro usado de modo determinado não apenas o processo dinheiro mercadoria e dinheiro é uma inversão do processo mercadoria dinheiro mercadoria mas como Marx observou no capítulo anterior o dinheiro não se apresenta como meio de circulação mas como forma evanescente e mediadora do metabolismo como forma mediadora do metabolismo ele vai aparecer como individual do trabalho social resistência autônoma do valor de troca mercadoria absoluta a
representação do valor em outras palavras torna-se o escopo e o objetivo da circulação é aqui que nós chegamos pela primeira vez ao conceito de mais valor que evidentemente é fundamental para toda análise marxiana o que acontece é que o valor Originalmente adiantado não se limita a conservar-se na circulação mas nela modifica sua grandeza de valor acrescenta essa grandeza o mais valor ou se valoriza e esse movimento transforma que o valor em capital é aqui que nós encontramos a definição de Capital o capital não é uma coisa é um processo Mais especificamente um processo de circulação
de valores esses valores são incorporados em diferentes coisas em vários pontos do processo inicialmente como dinheiro e em seguida como mercadoria antes de retornar a forma dinheiro essa definição do Capital como o processo é de extrema importância ela marca um distanciamento radical em relação à definição que encontraremos na economia política clássica em que o capital era tradicionalmente entendido como um estoque de recursos máquinas dinheiro etc assim como em relação à definição predominante na ciência Econômica convencional na qual o capital é visto como uma coisa um fator de produção portanto pessoal Marx ver o capital como
um processo eu poderia fazer capital agora mesmo Bastando tirar dinheiro do meu bolso e colocá-lo em circulação para fazer mais dinheiro ou eu poderia tirar a capital de circulação simplesmente resolvendo recolocar o dinheiro no meu bolso segue-se então que nem todo dinheiro é capital o capital é dinheiro usado de uma certa maneira a definição de Capital não pode ser da Escolha humana de lançar o dinheiro poder nesse modo de circulação mas quanto incremento o capital Pode render o capitalista produz valores de uso apenas para ganhar valores de troca na verdade o capitalista Não se preocupa
sobre qual ou Que tipo de valor de uso é produzido poderia ser qualquer tipo de valor de uso com tanto que ele permita ao capitalista obter o mais valor a finalidade do capitalista é o que não surpreende o incessante movimento da obtenção de ganho Portanto o capital é valor em movimento Mas é valor em movimento que se manifestem diferentes formas o capitalista sabe que toda mercadoria por mais miserável que seja a sua aparência ou por pior que seja o seu cheiro é dinheiro não só em sua fé mas também na um passo muito importante na
definição fundamental de capital é valor em processo dinheiro em processo e isso é muito diferente de Capital em estoque fixo de recursos ou fator de produção embora o que realmente importa a Marx seja o capital Industrial ele tem de reconhecer que existem duas outras formas de circulação o capital comercial comprar barato para vender mais caro e o capital a juros por meio dos quais também se pode realizar uma parente Auto expansão do valor vemos assim diferentes possibilidades o capital Industrial o capital comercial e o capital a juros todos na forma de circulação dinheiro mercadoria dinheiro
mais um adicional de dinheiro com mais valor Marx inicia busca por uma resposta examinando as contradições no interior da forma de circulação dinheiro mercadoria dinheiro mas mais valor a questão fundamental é simplesmente esta de onde vem o incremento de onde vem o mais valor as regras e as leis da troca em forma pura dizem que é preciso haver uma regra de equivalência nas transições de dinheiro para mercadoria e de mercadoria para o dinheiro o mais valor pode portanto se derivado da troca em sua forma pura onde a igualdade não há ganho na prática é certamente
verdade que as mercadorias podem ser vendidas por preços que não corres com seus valores mas esse desvio tem de ser considerado como uma infração da lei da troca de mercadorias capitalistas e economistas clássicos tentaram atribuir esse incremento né O mais valor ao campo dos valores de uso mas Marx rejeita essa solução não podemos apelar para os valores de uso a fim de resolver um problema que deriva da equivalência dos valores de troca Marx Sabe perfeitamente que na realidade as coisas não ocorrem assim e por isso devemos admitir uma troca de não equivalentes isso dá lugar
a uma série de possibilidades uma delas é que o vendedor tem algum privilégio inexplicável de vender a mercadoria acima de seu valor Mas isso não se aplica a relação entre compradores e vendedores em mercados generalizados assim como não adianta dizer que o comprador tem o privilégio de adquirir mercadorias abaixo do seu valor portanto a criação do mais valor não pode ser explicada nem pelo fato de que uns vendem as mercadorias acima de seu valor nem pelo fato de que outros as compram abaixo de seu valor como vimos Marx está interessado no modo como mais valor
é produzido não em como poderia ser pago e realizado por meio do consumo o mais valor tem de ser produzido antes de ser consumido e não podemos apelar para o processo de consumo a fim de entender a sua produção temos de procurar uma resposta ao problema da origem do mais valor no modo de produção capitalista geograficamente fechado e perfeito nesse estado de coisas ideal o recurso classes parasitárias ao consumismo ou ao comércio exterior tende ser excluído é preciso encontrar uma forma em que todos os capitalistas ganham mais valor uma economia saudável ou de funcionamento adequado
É aquela em que todos os capitalistas têm uma taxa de lucro constante e rentável nas origens do capitalismo certamente houve muita destruição fraude roubo e pilhagem de mais valor pelo mundo inteiro e Marques não nega a importância histórica desse fato o mesmo se aplica ao capital usuário até diante dos estrentismos e arraigados tabus a respeito da cobrança de juros cobrar juros é proibido por exemplo pela lei islâmica para poder extrair valor do consumo de uma mercadoria o nosso possuidor de dinheiro teria de ter a sorte de descobrir no mercado no interior da esfera da uma
mercadoria cujo o próprio valor de uso possuísse a característica peculiar de ser fonte de valor cujo o próprio consumo fosse portanto objetificação de trabalho e consequentemente criação de valor e o possuidor de dinheiro encontra no mercado uma tal mercadoria específica a capacidade de trabalho ou força de trabalho a força de trabalho consiste nas capacidades físicas mentais e humanas de incorporar valor as mercadorias Mas para ser ela mesma uma mercadoria a força de trabalho precisa ter certas características em primeiro lugar para que se eu possuidor a venda como mercadoria ele tem de dispor dela portanto ser
o livre proprietário de sua capacidade de trabalho de sua pessoa dessa forma a ideia do Trabalhador livre é crucial ao contrário da escravidão e da servidão o trabalhador não pode ceder sua pessoa tudo que pode fazer é negociar suas capacidades físicas mentais e humanas de criar valor nesse modo o trabalhador aliena sua força de trabalho Isto é transfere para outro sem renunciar a seus direitos de propriedades sobre ela Portanto o capitalista não pode possuir trabalhador tudo que pode possuir é a capacidade de trabalhar e produzir valor por certo período de tempo em outras palavras os
trabalhadores não tem condições de trabalhar para si mesmos para transformar dinheiro capital o possuidor de dinheiro tem portanto de encontrar no mercado de mercadorias o trabalhador livre e livre em dois sentidos pode ser uma pessoa livre que dispõe sua força de trabalho como sua mercadoria e de por outro lado ser alguém que não tem outra mercadoria para vender livre e solto carecendo absolutamente de todas as coisas necessárias a realização de sua força de trabalho os trabalhadores individuais terão direitos sobre seu corpo assim como terão direitos individuais legais no mercado de trabalho em princípio tem o
direito de vender sua força de trabalho a Quem quiserem assim como o direito de comprar o que quiserem no mercado com o salários que recebem o que a força capitalista da política Imperial vem fazendo nos últimos dois séculos é criar esse mundo nas versões neoliberais mais recentes desse processo um número cada vez maior de populações em todo mundo inclusive nos países de Capitalismo avançado estão sendo privadas de seus recursos até mesmo do acesso independente aos meios de produção ou aos outros meios de sobrevivência como por exemplo aposentadorias e outros auxílios do Estado hoje nós somos
diariamente catequizados a respeito dos aspectos positivos da liberdade e somos forçados a aceitar como inevitáveis ou mesmo naturais ou seus aspectos negativos a força de trabalho é uma mercadoria peculiar especial diferente de qualquer outra antes de tudo é a única mercadoria que tem capacidade de criar valor é o tempo de trabalho incorporado nas mercadorias e são os trabalhadores que vendem sua força de trabalho ao capitalista o capitalista por sua vez usa essa força de trabalho para organizar a produção de mais valor é importante notar que a forma em que a força de trabalho circula é
mercadoria dinheiro mercadoria os trabalhadores põem sua força de trabalho no mercado e a vendem em troca de dinheiro com qual podem então comprar as mercadorias de que necessitam para sobreviver assim o trabalhador está sempre no circuito mercadoria dinheiro mercadoria ao passo que o capitalista opera no circuito dinheiro mercadoria dinheiro ah portanto regras diferentes para um e outro pensar em sua respectiva situação o trabalhador pode se contentar com a troca de equivalentes porque o que lhe importa são os valores de uso o capitalista por outro lado tem dissolucionar o problema da obtenção de mais valor a
partir da troca de equivalentes o valor da força de trabalho é fixado pelo valor de Todas aquelas mercadorias que são necessárias para reproduzir o trabalhador em certa condição de vida somamos o valor do pão das camisas dos sapatos e de tudo mais que é necessário para sustentar e reproduzir os trabalhadores e o total é o que determina o valor da força de trabalho Diferentemente de outras mercadorias a determinação do valor da força de trabalho contém um elemento histórico e moral esse valor da força de trabalho não é independente da história das lutas de classe o
grau de civilização de um país varia por exemplo conforme a força dos movimentos burgueses de reforma de tempos em tempos os respeitáveis e virtuosos burgueses ficam indignados com a pobreza das massas e se sentindo culpados conclui que é inaceitável que numa sociedade decente a massa da população viva assim defenda então a construção de moradias decentes saúde pública decente educação decente e isso decente e aquilo decente algumas dessas medidas podem ser motivadas por interesse próprio porque um surto de Cólera por exemplo não respeita a fronteiras de classe mas não há sociedade burguesa que não tem algum
senso de valores civilizados e esse senso é fundamental para determinar o valor da força de trabalho é uma outra peculiaridade da força de trabalho o capitalista entra no mercado e tem de pagar por todas as mercadorias matérias-primas maquinaria etc antes de polas para trabalhar com a força de trabalho porém o capitalista aluga essa força de trabalho e paga os seus fornecedores apenas depois que eles concluem seu trabalho na verdade o trabalhador adianta ao capitalista a mercadoria da força de trabalho esperando ser pago no fim do dia ou no fim do mês mas isso nem sempre
acontece empresas que declaram falência podem deixar de pagar os salários que devem na China contemporânea por exemplo o salário de grande parte da força de trabalho em certas indústrias a construção civil e Em certas regiões particularmente no norte foi negado o que gerou grandes protestos o que Marx defende aqui é que a noção de um padrão de vida aceitável para os trabalhadores varia de acordo com a circunstâncias naturais sociais políticas históricas obviamente O que é aceitável numa sociedade como por exemplo na Suécia não é o mesmo que em outra sociedade como na China por exemplo
e o que era aceitável nos Estados Unidos em 1850 não é mais hoje assim o valor da força de trabalho é altamente variável e depende não só das necessidades físicas mas também das condições da luta de classes do grau de civilização do país e da história dos movimentos sociais a conclusão que chegamos é que a força de trabalho não é uma mercadoria como qualquer outra é a única mercadoria que cria valor e ao mesmo tempo um elemento histórico e moral entra na determinação de seu valor e esse elemento histórico e moral está sujeita a influência
de um vasto conjunto de força políticas religiosas etc e nós finalizamos aqui esta aula Bons estudos a todos e até a próxima [Música]