Olá, queridos. Graça e paz. Mais uma vez, pastor Márcio Pereira.
Estamos aqui iniciando agora a terceira unidade da disciplina espiritualidade e a formação do educador cristão. Nesse bloco vamos estudar sobre relacionamentos, desafios contemporâneos e práticas de ensino. Vamos então para a primeira aula dessa unidade.
Nessa aula vamos falar sobre a o educador cristão e os seus relacionamentos saudáveis. Só recapitulando, já que falamos sobre a vida devocional, a relação dele com Deus, certamente tudo isso impacta, impacta também as relações. E falando também que a espiritualidade cristã ela é relação, né?
relação com Deus, comigo mesmo, com o próximo e com a sociedade ou com a criação. Então, inevitavelmente, temos que falar das relações das eh relações fundamentais desse educador cristão. Especificamente nessa aula, vamos falar sobre a maneira como esse educador cristão se relaciona com as pessoas ao seu redor e, em grande medida a profundidade e a coerência da sua vivência de fé, da sua experiência, da sua espiritualidade.
Então, não basta pro educador dominar os conteúdos se ele não tem boas relações com os seus alunos, né, com seus colegas, seus professores, sua equipe, né? Então, eh, não adianta empregar técnicas eficazes, mas o testemunho maior que vai brotar aí da da forma como você se relaciona com as pessoas, né? Então, não é a habilidade de falar, mas sim a habilidade de se relacionar e transmitir esse relacionamento ou transmitir esse conhecimento nos relacionamentos, tá?
Então, ao longo dessa aula, abordaremos essas três esferas fundamentais de relacionamento, né, para o educador cristão, né, com Deus, rapidamente, só para relembrar, com os alunos, com os colegas de trabalho, né, os professores, a a equipe educacional e, claro, com a comunidade de forma geral, a comunidade eclesiástica, a comunidade em que a sua igreja está inserida e, claro, família, família dos seus alunos também. Primeiro, então vamos falar desse, rapidamente aqui recapitulando, eh, sobre a relação com Deus, né? um relacionamento com Deus, da qual desde a primeira aula, temos falado que o que potencializa as demais relações é a base da relação com Deus, da intimidade com Deus ou da dependência, da comunhão, da devoção.
Então, o que transforma o caráter e que revela as práticas saudáveis do educador é a sua relação harmônica com Deus, né? E claro, também a partir da relação harmônica com Deus saudável, também inevitavelmente os relacionamentos do educador com o aluno, com a família, com o colega de trabalho também serão harmônicos e saudáveis. Então, a qualidade dos relacionamentos que um educador mantém em sua vida, seja ela profissional, pessoal, vai depender antes de tudo, de como ele se coloca diante de Deus.
né? Então o Senhor Jesus vai enfatizar em João 15:5, sem mim nada podeis fazer. Dependemos totalmente de Deus, né?
Então aponta essa para essa total dependência do servo de Deus quanto à obra do Espírito que capacita, né? nem precisamos entender que ele capacita para servirmos ali nesse contexto. Então, tal realidade se torna ainda mais premente na esfera educacional, onde o professor ele precisa tanto do vigor espiritual para inspirar valores e virtudes, quanto da sensibilidade para entender eh e acolher as fragilidades e as questões dos seus alunos, tá?
Então, importante a gente ver a a o relacionamento com Deus e, claro, nessa relação que perpassa e eh e deságua na relação com os outros, né, com as pessoas, primeiro até consigo mesmo, né, e depois externando na relação. E aqui dentro do processo educacional ensino aprendizagem da do educador cristão, a relação com o seu aluno, né? O contato diário, semanal com os alunos constitui uma oportunidade mais imediata de demonstrar a graça de Deus, né, por meio de um relacionamento saudável, né, que seja de afeto, de acolhimento, eh que ao mesmo termo seja formativo, né, transformador, que seja paterno no sentido do discipulado, né?
O apóstolo Paulo em Primeira Tessalonicenses, capítulo 2, 7 e 8, eh, descreve a si mesmo como uma mãe que cuida dos filhos. Ou em muitos outros versículos bíblicos, Paulo se coloca como um pai, né, ou pai na fé de Timóteo e de tantos outros personagens. Isso realçando não só a ternura e a proximidade, mas lembrando da responsabilidade do mestre com seu discípulo, uma relação paterna, né, do de ser pai na fé, de ser cuidador, né, daquele então a a paternidade do discipulado, né?
Então, na prática, o docente, o professor cristão, o educador que adota essa postura, tanto eh tanto forma quanto é formado também, né, nesse processo, pois o espírito, né, de eh empatia e discipulado proporciona aprendizado contínuo e mútuo, né? Não só o aluno aprende, mas o professor aprende também através da dessa experiência transformadora, né? Todos nós estamos sendo formados, né?
Estamos em um processo do qual o nosso mestre supremo e maior é Cristo. Nós estamos nesse processo. Então, a empatia abre as portas na relação, né?
Eh, e a empatia significa ou consiste em enxergar o mundo pelos olhos do outro, né, compreendendo tanto os seus contextos, né, pessoais, quanto as limitações, né, os sonhos, os ideais. é uma virtude que rompe a barreira de um tecnicismo, né, educacional, indo além do conteúdo para tocar o coração do estudante. Ricardo Barbosa, né, certa vez em um seu artigo sobre espiritualidade, ele fala que a teologia precisa ser mais espiritual.
O que ele quer dizer é que o contexto acadêmico da teologia e ela precir em que sentido, né? O que que ele quis dizer com isso? eh que ela ela precisa deixar de ser na exposição da teologia menos técnica, mesmo menos termos técnicos e muitas vezes não alcança eh o coração das pessoas.
Ela sendo uma teologia, um ensino teológico mais espiritual, é no sentido de ter uma linguagem de dos santos, né, do mentor, do mestre, eh, dentro de uma linguagem bíblica que atinge o coração do estudante, né, ou do ouvinte ou do discípulo. Tem um uma um outro autor vai dizer que nenhuma estratégia de ensino floresce sem uma atitude empática do educador, pois a verdadeira aprendizagem ocorre quando o estudante se sente ouvido e valorizado. Então veja, num num processo pedagógico, né, empático dentro desse processo do relacionamento entre professor e aluno, a importância disso, de de da aproximação entre do professor para com o aluno e ouvi-lo, né, e acolhê-lo de forma que ele possa dar continuidade ao seu processo, né, de transformação.
Então esse acolhimento ele vai criar um ambiente seguro, né, em que o aluno vai se dispor a participar mais ativamente desse processo. Então em vez de temer reprovação, ele vai se abrir cada vez mais para um processo de transformação. Outro autor vai dizer o seguinte, que o professor que cultiva a empatia, antes de tudo, ouve os anseios e inquietações do aluno e reconhece sua história e só então oferece orientações pedagógicas.
Então, antes mesmo de das orientações pedagógicas, ele ouve sua empatia, né? Esse ouvir atento reflete na prática uma atitude de serviço e de amor ao próximo, conforme Jesus mesmo nos ensina, né, em Mateus 20 de 26 a 28. O discipulado no contexto escolar, né?
Essa temática, o que a gente temos falado até aqui, reflete bastante o processo de ensino discipular, né? Eh, então, trazendo pro ambiente escolar, acadêmico, né, educacional, eh quando a gente fala em discipulado, é comum a gente pensar em grupos de estudo bíblicos ou encontros fora do ambiente acadêmico, né? a gente, muitas vezes, nós não tratamos dentro do ambiente escolar, acadêmico, a ideia discipulado.
No entanto, né, dentro da sala de aula, né, o educador cristão, ele também discipula, principalmente estamos falando do ambiente cristão, né? Estamos falando do ambiente tanto de uma escola formal cristã ou como centros acadêmicos cristãos. Então, eh, o professor ele discipula ao ao trabalhar essas virtudes.
O que temos falado até aqui da questão do caráter, do dizer estar em coerência com o ser, com o fazer, né, do desse contexto de um relacionamento empático, de ouvir, de valor. Tudo isso foca uma transformação e uma formação integrada, tá? Então, eh, o processo e nessa formação integrada, qual é o objetivo da educação cristã se levar à maturidade cristã?
E maturidade ou piedade cristã nada mais é do que ser semelhante a Cristo. O processo de discipulado também é esse. É um processo de caminhada e de jornada educacional, né?
um processo pelo qual o outro é conduzido à semelhança a Cristo, né? O Jonas Madureira no seu livro ele vai dizer que o discipulado ele ele tem duas perspectivas, né? Tem dois sentidos, assim como a manga, né?
Ele usa o exemplo da manga. Manga você tem a manga fruta e você tem a manga de camisa, né? Ou seja, são é a mesma palavra, eh, mas dois sentidos.
Ele vai dizer o discipulado, ele também tem dois sentidos, embora tenha a mesma palavra. O discipulado é o ato de seguir Jesus. Ele vai dizer, então o ato de seguir Jesus é discipulado.
Mas há um outro sentido, o sentido de que se nós somos seguidores de Jesus, nós podemos agora conduzir outras pessoas a seguirem a Jesus. Então isso também é discipulado. Então na educação você está num processo de formação, mas levando esse indivíduo a ser mais parecido com Jesus até que Cristo seja formado em vós.
Era esse objetivo do apóstolo Paulo no discipulado. Então tem a ver com o discipulado imprimir o caráter de Cristo na vida do outro, né? então, eh, entender o processo discipulado também no contexto educacional escolar.
Então, eh existem eh vários exemplos, várias coisas que a gente poderia utilizar para trabalhar esse discipulado, né? Trabalhar a questão das virtudes, né? Conduzindo a pessoa ao caráter de Cristo, né?
A a praticar a o amor, a o serviço, né? como nós já falamos na nas últimas aulas, né? Então, crescendo, crescendo sempre em piedade, crescendo em maturidade, é crescer em direção a Cristo.
Aqui uma citação, a compaixão que gera crescimento no outro é parte intrínseca da missão redentora que o educador cristão carrega, mostrando o caminho da esperança em cada interação. Então esse discipulado no contexto educacional não se faz por imposição de de regras, de dogmas, né, de expressões, mas por meio eh da coerência entre palavra e ação de uma jornada, né? O discipulado é vida na vida.
Então por isso a importância não apenas do dizer, mas do viver do professor, né? Então, quando o professor transparece esses valores em suas ações, como temos visto, ele está ali sendo um exemplo de jornada e sempre apontando para Cristo. Se depois meus imitadores, porque eu sou de Cristo.
Então, mesmo no aconselhamento, nas correções, né, tudo precisa ser encarnado ali o convite de Cristo chamando para segui-lo, aprender. E ele que é humilde, manso e humilde de coração. Então, esse aprendizado dessas virtudes, eh, compõe ali um relacionamento saudável nesse ambiente, né?
Em suma, o relacionamento com os alunos pautado então na empatia e no discipulado, não apenas favorece uma aprendizagem mais afetiva ou efetiva, mas também revela a beleza e a profundidade do amor divino na prática, né, por meio de uma escuta ativa, uma disciplina formativa e de demonstrações de áreas de respeito. O educador cristão então faz euar essa mensagem do evangelho de Cristo Jesus ou na aula ou fora da aula, preparando então gerações a se conformarem a Cristo, né? Viver essa transformação em Cristo Jesus, né?
Tem também os relacionamentos do educador cristão na relação com os colegas de trabalho, né? Em uma colaboração e uma sinergia, né? para o educador não está restrito apenas o contato com seus alunos.
Ele também é parte de uma equipe pedagógica, né, de uma comunidade mais ampla, seja na igreja da Escola Bíblica Dominical ou de um seminário teológico, né? E e tudo isso também ligado muitas vezes à família dos seus dicentes, né? eh no Betel brasileiro tem a prática de eh de ter relacionamento, ou seja, o a instituição convida os professores também a ter contato às vezes com eh os esposos, né, as esposas, as noivas, né, ter encontros também para que possa trabalhar não somente o aluno, mas como a formação é integral, eh percebemos que a família também é importante Nesse processo, se não tiver bem na família, se não tiver espaço também de aprendizado em casa, né, essa educação transformadora integrada não vai acontecer.
Então, a preocupação com um todo, né, com o amplo e até mesmo com a questão da cidade, a questão comunitária, onde tanto o seminário ou a escola está inserida dessa preocupação comunitária. Então, levar, por exemplo, os alunos a a encontros transformadores com a sociedade também, uma relação com a sociedade. Então, as relações nessas esferas são igualmente importantes além da esfera da relação com o aluno, né?
E revelo muito sobre esse testemunho cristão de ensinar os alunos ou nesse sistema de aprendizagem que vai além da sala de aula de relações que vai além da relação pessoa aluno, né? Mas que abrange e atinge até mesmo a sociedade, né? Então, é esse trabalho importante, então os colegas de trabalho, né, a papel da colaboração e a sinergia.
Então, o ambiente escolar, né, ou o seminário, a escola bíblica dominical, é um organismo, né, mais complexo em que vários professores, orientadores, funcionários, se for uma escola, né, cristã, precisam colaborar eh para esse andamento do processo educativo. Então, deve acontecer um relacionamento de colaboração, trazendo ideias, né, eh, um diálogo de cooperação, gerando uma sinergia que vai beneficiar não só o ambiente de trabalho, mas sobretudo pensando e visando a transformação dos alunos. Veja essa citação.
Descobrir e valorizar os dons de cada colega de trabalho, reconhecendo a multiforme graça de Deus, ajuda a construir pontes, tornando o time pedagógico mais forte e unificado. conexão com a família dos alunos, como já disse aqui no exemplo do Betel brasileiro, que promove encontros com os familiares também dos alunos, mostrando, trazendo essa conexão entre professores equipe, né, de trabalho e também família dos alunos, né? a preocupação com um todo, né, uma formação integral tem essas observações, né, de olhar o todo.
Então, em muitos casos, dificuldades na aprendizagem ou no comportamento eh estão relacionados a às vezes crises familiares, dificuldades familiares de entendimento às vezes da esposa, do esposo sobre a vocação do aluno, o porquê do aluno está ali naquele estudo, né? Se for uma escola formal de jovens adolescentes, uma escola cristã, às vezes tem um comportamento eh agressivo que às vezes tem coisas questões familiares por trás, né? Então, nos dois contextos, precisamos estar atento se estamos preocupados com uma formação cristã integrada, transformadora, né?
O educador cristão, então, ele precisa estar sensível a essas realidades da queda, né, do pecado e dessas limitações humanas. buscando ouvir, né, buscando dialogar sem e propor, claro, ideias, estratégias conjuntas de auxílio a esse estudante, à sua família, sem julgamentos, né? Então esse relacionamento de respeito, mas que visa sempre o aprimoramento, a ajuda, o suporte.
Às vezes nessas conversas podem surgir acompanhamento psicológico, né, de eh ou pastoral, né, um ciclo de apoio, né, tudo isso importante. O que mostra isso? o cuidado, o amor, eh a preocupação com um todo, não apenas com uma mente que está ali para receber conteúdo.
Ele não é só uma mente, ele é um ser, um ser social, é um ser complexo, um ser social, tem a sua dinâmica familiar, tá? Então, eh, a família, ainda que em suas imperfeições, permanece como espaço fundamental para o desenvolvimento da fé e do caráter. Então, nesse sentido, o educador cristão desempenha um papel de facilitador, convidando eh responsáveis, pais, esposas, né, a participarem de reuniões, de projetos que possam trazer benefícios, né, em momentos devocionais, pactos, para tratar questões pontuais aí e sempre ajudando ao processo de educação, tá visando sempre esse processo.
Há também a relação com a comunidade, um processo importante no Betel brasileiro também eh promovemos o encontro do aluno pro no contexto social, né, através da evangelização, não só da evangelização, mas de ações sociais, né? Então, tudo isso para manter o aluno em contato saudável com a comunidade que ele está inserido, né? Então é importante trazer esse aspecto da relação que precisa ser uma relação de sal e sal da terra e luz do mundo, né, do cristão, exercendo essa influência na sociedade.
Então, ainda que forma sutil, a o educador cristão, ele pode exercer o impacto na comunidade, né, participando ou gerando projetos educacionais que possam convidar os seus alunos ao serviço, a praticar essas virtudes cristãs nas comunidades vulneráveis, né, promovendo debate sobre os valores, cidadania, né, e demonstrar o interesse, o desejo por ver esses princípios cristãos. repercutindo de forma eh ampla na sociedade. Então essa visão fundamentada na cosmovisão, né, é de uma esperança de que o cristão é sal da terra e luz do mundo, né, como diz lá o texto de Mateus, capítulo 5, do Sermão do Monte, né, que essa cultura possa eh preservar a cultura como sal, preservando essa cultura que está em decadência.
Então, eh, essa promoção e a inclusão dos alunos numa relação com a sociedade é importante até para a missão, né, o desenvolvimento da missão. Essa citação, o educador cristão, ao unir a teoria e a prática, mostra aos alunos e a comunidade que a fé, né, algo abstrato, mas um meio de transformação de realidades concretas, né? Isso pode então ocorrer por meio de de várias ações eh evangelísticas, sociais que podemos promover para essa integração de um relacionamento saudável e influente das dos valores cristãos na sociedade.
Estamos ensinando, isso é discipulado vida na vida, caminhando na prática através desses projetos. Eh, aqui uma pequena história, um exemplo, né? Imagine certa professora que ao notar a precariedade das condições de moradia em um bairro próximo, organizou com os alunos e colegas uma ação voluntária, né, para pintar e consertar algumas casas.
A iniciativa então envolveu toda a comunidade eh escolar e gerou eh sensibilidade no bairro, né? fortalecendo então aí um uma boa relação, porque aqueles que estavam recebendo viram essa ação como um gesto de solidariedade e de amor. Então esse projeto não apenas vai melhorar a qualidade de vida de algumas famílias, mas vai servir de um exemplo vivo e de uma ponte, né, de relação entre os valores cristãos, né, e o serviço prático, eh, na vida diária das pessoas.
que suma, né, o relacionamento com eh os alunos, colegas de trabalho, comunidade, família, eh é tão determinante, então, para esse educador cristão quanto o contato eh direto com os alunos, né? Então, eh, quando o educador cristão constrói pontes de cooperação e acolhimento, ele então encarna a espiritualidade, né, os princípios bíblicos de servir ao próximo, amar o próximo e manifesta, claro, de maneira autêntica, o coração do evangelho em um mundo decadente e que carece, né, e que clama por esperança e reconciliação. Que Deus abençoe.
Até e até a próxima aula.