bom pessoal boa noite a todos os presentes e todos aqueles e aquelas que vão assistir a aula depois no momento gravado esse tema foi sugerido pelo Henrique em virtude de num outro momento já ter exposto luto e melancolia ainda fazendo um breve recorte desse texto de Freud e hoje Como vai ser a aula mesmo que ele vai trazer detalhadamente esse texto e as implicações que ainda surgem no no recorte atual ele achou interessante Traz essa questão dos Pets o luto dos Pets porque se a gente parar para pensar o homem Ele sempre teve uma relação
para com o animal mas essa relação ela vem se modificando ao longo da das culturas ao longo dos anos ao longo dos séculos milênios enfim se a gente parar para pensar no início o animal era tido apenas como objeto de trabalho ou seja se a bois cavalos cachorros eram para caçar e alimentação também né a gente come carne de vaca come carne de de ovelha enfim de outros animais então basicamente Só tinha essas duas funções Ao decorrer do tempo eh os animais eles começaram a ter alguns deles né uma importância e um reconhecimento na vida
psíquica de cada um muito forte e é um luto que às vezes chega na clínica pra gente e a dor é igual ou maior ou superior ou muito perto da dor de uma pessoa de carne e osso né então é importante a gente entender sobre esse tema e se a gente parar para pensar os animais antes que tinham apenas essas duas funções como Eu mencionei eles começam a ter espaço eles gradativamente vão entrando dentro das casas mas antes os cachorros os gatos enfim alguns animais eles ficavam no terraço apenas no terraço eles ficavam com as
sobras do da do almoço as sobras da janta não tinha essa questão de ração hoje a gente pega ração hoje tem a ração Premium né Tem ração especializadas para determinadas raças para determinadas doenças que que o cachorro pode ter o meu mesmo ele tem um problema de pele Ele só pode comer um tipo de ração uma ração hipoalergênica porque senão ele fica todo manchado com com as crec casinhas Então tem que ter um cuidado especial Então esse cachorro que antes só ficava fora de casa ele começa tô falando do cachorro porque é o exemplo mais
comum né mas serve para gato e outros animais também então ele começa a Vi para dentro de casa e às vezes ele é tratado muitos caso como uma pessoa mesmo como se fosse uma criança como se fosse um filho isso tem uma importância psíquica na vida daquele dono daquela Dona muito forte e é interessante a gente entender isso e de que lugar isso pode nos vir na clínica e também eu acho que vai passar um pouco pela vida pessoal de cada um porque eu vi que foi um tema que movimentou bastante o grupo então se
a gente parar para ver o próprio Freud ele gostava de cachorros tem lá algumas fotos deles com show shows dele né Se vocês pesquisarem na internet tem algumas fotos o Renato mesan no seu livro escrever a clínica que aquele vermelhinho que tá ali no canto ele fala que o Freud ele deixava às vezes os cachorros interagirem com os pacientes às vezes eles circulavam pelo consultório então via-se ali uma uma relação muito de proximidade para com os animais especificamente os cachorros no entanto não houve um relato de que esses animais eram paparicados pelo menos não há
registro dessa época no sentido de esse cuidado que a gente tem hoje de uma ração especial às vezes de um Mimo de um de uma roupinha de um lacin ou alguma coisa nesse sentido não há registros disso pelo menos eh no que sabe da biografia freudiana mas é muito presente hoje em dia né e um dado interessante só pra gente contextualizar um pouco o Brasil é o quarto país no mundo com mais animais domésticos Isso é uma estatística de 2008 que somava mais ou menos 106 milhões de animais domésticos ISS é uma estatística de 2008
a gente tá em 2024 imagina o quão maior pode ser esse número em relação a Essa época né foi o último dado que eu encontrei Então como é que os animais eles começam a tomar uma importância tô dando contexto pra gente chegar na parte do luto Então a gente tem essa formação das cidades a partir da formação das cidades a gente tem principalmente das grandes cidades a gente tem menos contato social então a gente muitas vezes nem conhece nossos vizinhos o que se a gente perguntar nossos avós os nossos pais em outros contextos o contato
pelo menos em algumas famílias era mais frequente com essa vizinhança as pessoas brincavam na rua etc hoje a tendên ainda a gente teve o advento da pandemia também era que a gente fique mais recluso pelo menos por um período ficou mais recluso dentro dessa conjuntura atual acontece muitas vezes Outro ponto interessante pra gente levar em consideração é a fragilidade dos laços afetivos e às vezes a nossa dificuldade em tolerar certas ambivalências e certas contradições para com as pessoas à nossa volta se a gente pegar por exemplo o exemplo da das redes sociais quando eu não
gosto de alguém eu paro de seguir quando aquilo não me interessa algoritmo não me mostra Então a gente tem essa tendência a excluir aquilo que nos desagrada e com a relação com as pessoas ela inevitavelmente ela vai passar por isso por agrados e desagrados às vezes mais desagrado do que agrado Mas a questão é com o animal é diferente o animal é algo que ele te ama em boa parte das vezes se ele for um cachorro se ele não for um gato Os Amantes dos gatos aqui mas assim o cachorro elhe ama incondicionalmente cachorro quantas
vezes você já não viu algum relato alguma situação Parecida de por exemplo o dono agredi o cachorro e mesmo assim o cachorro ser carinhoso com aquela pessoa então é alguém que apesar dos seus Eos a partir dos mesmo a partir dos seus excessos ele continua ali estando com você isso é uma demanda que a gente vê uma demanda de por exemplo ter alguém ao seu lado Uma demanda de afeto né eu peguei alguns artigos para dar uma estudada sobre esse tema e tinha lá que todo mundo que desenvolveu eh eu vou entrar isso mais para
frente mas só para trazer um breve recorte que foi uma pesquisa que na clínica veterinária eles entraram em contato com as pessoas que tinham perdido algum animal de estimação recentemente todas elas relataram que tiveram uma experiência uma ou várias experiências com animais quando era pequeno no sentido de que foi uma troca de carinho foi uma troca de afeto você pode entender que o animal muitas vezes ele é um mediador da relação para com o humano então por exemplo quando você quem recebe criança em casa al umaa coisa Às vezes aquela criança ela se aproxima de
você por conta do seu animal se o seu animal ele é dócil então ah não não faz assim não que a assim é forte machuca faz um carinho por exemplo eu tenho eu tenho um primo pequeno e antes assim ele meio que puxava meio que o rabo do do cachorro não não é assim tem que fazer carinho tal então vai intermediando essa relação no sentido de trocas né então a gente pode colocar também essa necessidade de vínculo com com o outro né E essa troca de emoções a gente troca emoções com o animal então a
gente faz um carinho ele nos devolve então há essa reciprocidade em boa parte das vezes raramente ou em casos mais específicos Há algum tipo de agressividade Mas no geral os animais tendem a ser carinhosos isso é outro ponto interessante Então a gente meio que já sabe em em alguma medida o que é que o animal pode fazer isso também a gente pergun Dona Ele morde então a gente se autoriza ou autorizar da parte dele para essa aproximação para essa troca de afeto né e também tem essa questão das novas conjecturas familiares né antes a gente
tinha aquelas famílias maiores antes a gente tinha famílias de 10 12 20 pessoas e hoje em dia é uma família de três duas quatro pessoas às vezes é uma família de uma pessoa e alguns gatos quem nunca ouviu alguma alguma frase nesse sentido Ah eu tenho eu e minhas sete filhas minhas sete gatas então alguma coisa nesse sentido eu acho que alguém já deve ter ouvido frase nesse sentido Então a partir do artigo quando morre um mal de estimação estudo sobre luto todos os entrevistados relataram ter vivido na infância experiência significativa com animais né o
cão por exemplo cumpria um papel afetivo né então foram como eu falei pessoas contatadas a partir de uma clínica veterinária em que haviam perdido Esses animais recentemente então tem algo interessante pra gente levar em conta é o termo filhoti zação Isso não é um termo psicanalítico né pelo menos eu não não encontrei registros disso que tem algumas Car características que o animal tem que desperta o desejo do ser humano de cuidar daquele ser então por exemplo tem como se fosse a face mais arredondada os olhos né mais arredondados então Aqueles movimentos desajeitados né E lembra
em alguma medida se a gente pegar alguns traços fazer uma extrapolação uma criança uma criança Ela tem esses olhos tem as bochechas Ela também tem esses movimentos desajeitados e não desperta pelo menos na maioria de nós algum tipo de afeição algum tipo de ânsia para cuidar daquele né esse é um ponto interessante mas assim como também nas crianças e nos bebês algo interessante que a gente faz com os animais domésticos a gente coloca ou tenta colocá-los não no sentido lacaniano do termo mas a gente tenta inseri-los na linguagem no sentido de que a primeira coisa
que a gente faz quando pega um animal de estimação é o quê dá um nome a gente dá um nome para aquele cachorro para aquele gato para aquele peixe a gente dá um significado para aquele para aquele ser e é um significado que vem a partir de nós mesmos se a gente parar para perguntar porque você escolheu o nome x pro seu cachorro você pode dizer que é aleatório Mas mesmo sendo aleatório não deixa de ser seu né vim de você aquilo ali então isso é um ponto interessante e outra outra questão também é que
a gente fala com os cachorros com eu vou citar cachorros na maioria dos exemplos então assim os atos falhos em relação a cachorro é porque eu gosto muito de cachorro enfim mas a gente fala com eles como se fosse tivesse falando com uma criança ali então se você pegar certas falas que uma mãe fala com um bebê recém-nascido uma criança e colocar Esso outro contexto é facilmente aplicável aquilo que você fala com o seu cachorro facilmente com apelido com tom de voz diferente a roseline Tá rindo porque é uma beleza não você tá falando di
eu tô lembrando que tem um neto de um ano então quando ele vem aqui eu tô falando com a cachorra ou eu falo com com o neto a cachorra acha que eu tô falando com ele olha aí a cachorra V correndo achando que falando com ela sabe assim Aí fica aquela pode falar é interessante né como os cachorros são inteligentes o rel nós pegamos ele com mês né E escolheu o Henrique como dono né então o Henrique podia o Henrique dançava com ele na sala dançava dançava mesmo ninguém mais podia fazer isso só que a
mim ele me via como a mãe que dava a comida o banho né e penteava ele deixava ele cheirosinho a pior parte era comigo o Henrique pegava Pronto né ele esperava o Henrique a faculdade para bailar com ele é uma ele ficava em pé e o Henrique bailando com ele eu tenho o cachorro ficava em pé o Henrique ficava com ele em pé porque ele é chito né ele era chito o Henrique falava assim filho não faz isso né mas sabe como que é né Não mãe e ele Chacara aí quando ele PIS ela Chacara
aí quando ele bailava e e ele ficava assim parecia que elea entrava em trans é uma coisa assim impressionante eu falava para ele né gozado eu que fico com você faço tudo o outro que leva né eu falei mas não é possível você vê como o cachorro ele ele ele coloca algumas coisas pro ser humano né você pode fazer isso o outro vai at se eu pegasse ele na mesma posição ele já latia Ai que interessante mas olha olha que interessante a partir desse seu relato ali é como se houvesse uma cobrança de reconhecimento do
animal para com você pelo que você faz por ele né então é a gente colocando o o animal dentro tentando fazer dele humano em alguma medida né fazendo essa personificação humanização alguma coisa nesse sentido e uma coisa muito interessante como eu havia mencionado anteriormente também essa questão da ambivalência com animal a gente lida com ambivalência que ele vai no desagradar em alguma medida vai fazer xixi vai fazer cocô fora do l vai fazer alguma coisa que vai roir algum móvel da casa alguma coisa nesse sentido mas não nos desagrada e não nos decepciona assim como
uma pessoa é um ponto interessante também e por exemplo os pets eles alimentam uma coisa que é muito interessante no ser humano que volta Essa questão aí tá o slide do narcisismo que tem tudo a ver com isso que é essa questão do poder e do controle que o ser humano ele gosta muito e de ser reconhecido Também quem é que faz faz uma festa tão grande quando você chega em casa que nem seu cachorro ninguém quem é que sai salte tant todas as vezes toda vez quando eu chego em casa meu cachorro morre de
lati morre de lati para você dar um cafunezinho na cabeça então assim essa questão do Amor Incondicional tem a questão do poder e do controle você diz a hora que ele vai comer você diz aonde ele pode ficar onde ele não pode ficar Oi alguém falou não desculpa desculpa fui eu desculpa desculpa tranquilo aí você diz aonde ele pode ficar aonde ele não pode ficar o que é que ele pode fazer o que é que ele não pode fazer e na maioria das vezes ou boa parte das vezes ou em alguma medida ele obedece e
não contesta uma criança contesta um adulto contesta um adolescente contesta e o animal ele fica sempre nessa posição de nunca ir embora o animal ele se mantém dependente a gente lembra que volta aquela questão do narcisismo então de através dele a gente se reinvestir em nós mesmos então ele fica ali ele vai continuar dependente ele não vai embora e vai pra faculdade ele não vai embora e vai morar com o namorado com a namorada então ele fica em casa ele continua dependente da gente isso de alguma maneira nos alimenta nos satisfaz pode falar rapidinho uma
observação que tá falando eh o Leleco assim nós morávamos em casa sobrado se ficasse um na sala ele ficava até esse último subir se o é o Henrique era o dono dele mas se ficasse alguém na sala Enquanto essa pessoa não fosse pro quarto ele não largaria E para variar brir no meio dos dois né incrível é o xit Isso é incrível assim não não tem como então assim uma coisa que a gente deve levar em conta para eu entrar nessa parte do luta no finalzinho é que o o valor do Pet na maioria das
vezes é inestimável para o dono é inestimável para muitas pessoas é muito mais fácil dizer eu prefiro perder um parente x do que perder meu cachorro do que perder meu gato é ou não é É verdade é verdade a taana a Balançou a cabeça a Mônica chegou levantou a mão pode falar Mônica e não tinha alguém na minha frente eu acho que a tinha falado e não abaixou e e a gente também e psicanaliticamente falando Analisa né esse boom da da indústria Pet né Bilhões de Dólares né e e até um certo exagero pessoas com
e eh eh Pets eh com carrinho de bebê e aí eu até já li um ano passado um artigo que me chama muito atenção justamente sobre isso né eh como é fácil a amar um animal o animal não te questiona o animal não não não te desafia você tá brava chute chuta o animal o animal daqui um minuto tá ali quer dizer eh acaba substituindo de uma maneira muito ruim vamos dizer assim e essa condição do ser humano de relacionamento que é difícil que é truncado que um filho te responde que o filho não atende
as suas expectativas né porque as pessoas também têm um pouco da fantasia de que puxa vida eu quero ser feliz então eu vou ter filho para ser feliz eu vou casar para para ser feliz né E a vida não é assim a vida é é é é é dureza também então o o animal ele ele acaba fazendo o ser humano eh não treinar né Essa essa habilidade do relacionamento que vão ter muitos conflitos mas é assim que a gente evolui né o animal não questiona um animal só te ama então é é é muito mais
confortável pro ser humano uma provocação né Eh Gabriel que a gente tem que pensar enquanto analista também que essa relação tão linda e amorosa não é tão eh é benéfico assim para nós né pro nosso crescimento e olha que eu amo animais viu pega o bicho na rua amo dorme comigo também sou apaixonada mas tem esse lado né É tem Tem essa questão também mas aí entra naquela questão do parâmetro o que muitas vezes a gente tenta fazer é por exemplo a partir da relação com o animal e que parar para com a relação com
as pessoas no sentido de que por exemplo Ah você falou de não tolerar ambivalência em que medida isso pode estar afetando em alguma medida essa relação com as pessoas mas essa é a questão muit das vezes a gente não consegue fazer essa separação então a gente tem muita das vezes os nossos animais enquanto filhos mesmo quem nunca chamou esse aqui é meu filho esse aqui é minha filha etc ou algum adjetivo que no final das contas humaniza até demais em alguma medida aqueles que aques bichinhos né pode falar Taciana eh quando o Gabriel falou do
tema lá eu lembrei da vez que o Henrique eh eu não lembro qual era das aulas que ele falou assim eh descubra qual que é o assunto inconcebível para aquela pessoa o que que é intolerável e perder o meu gato é o intolerável então pensei vou lá ver sobre o luto né porque é uma coisa que eu preciso ainda fazer muita análise porque esse é o assunto tolerável né se fala alguma coisa do bichinho morreu já ficou não não vamos falar sobre isso porque e eu não tenho Tabu para falar para nada por sobre nada
né na verdade então Eh os bichinhos eu acabam ocupando um espaço muito maior às vezes do que a gente imagina que ele vai ocupar né que o meu caso aqui né já substituí totalmente eu meu marido não vamos ter filhos nós temos o nosso gato e é isso aí aquilo que eu tava falando no no início dessa exposição de que algumas famílias elas se constituem às vezes uma pessoa e os Animais ou um casal em animais Enfim então tem formas novas de configurar a família né como como colocado e interessante desse relato Ah eu não
tenho muita questão da da sensibilidade para com outros temas mas se falar da morte do meu gato para mim é um tema sensível então por exemplo isso é interessante por isso pode chegar em an sobre diversas formas então por exemplo se chegar a palavra gato se você falar alguma coisa nesse entidade vamos dizer você tá elogiando o homem aí fala ah esse homem é um gato mas aí gato te remete a alguma outra coisa e esses significantes eles se conectam a gente consegue puxar algumas coisas a partir disso do que pode ser sensível para cada
um só para eu fechar eu te passo a palavra Daniela um minutinho que Freud ele falava que o luto por si só ele não é patológico mas ele precisa ser vivido o luto ele precisa ser enfrentado ele precisa ser avado em outras palavras né então a gente pode sentir o luto por perder alguém por perder algo por perder uma ideia por perder ah algo que a gente achava que que iria conquistar o luto ele pode ser sobre diversas coisas então não necessariamente a pessoa morreu ou deixou de existir mas às vezes ela não tá mais
acessível a nós como num término de relacionamento por exemplo E você tem que fazer essa travessia desse luto no entanto isso é um trabalho que é árduo isso é um trabalho que é gradativo mas Freud ele ressalta alta isso por si só o luto ele não é patológico interrompê-lo ou interferir tentando abreviar Esse tempo é que pode ser trazer algumas consequências o não entrar em contato com isso ele faz essa citação também porque por mais que a gente não tenha esse contato para com aquele objeto vamos imaginar aqui um animal que a gente tá falando
aqui sobre animal por mais que esse animal ele tenha partido né ele ainda a existência real dele não tá mais aqui mas ele ela se prolonga na psique ela se prolonga aí você vai para lugares em que você levou o bichinho algum cheiro algum outro animal na rua que você vê alguma coisa em rede social que pode te Despertar a memória então assim no final das contas a gente precisa abandonar aquele investimento tamanho para com aquela representação não é porque passou o luto e aquilo ali aquele animal ele vai deixar de ter a importância na
nossa vida mas convenhamos que vamos dizer passou 10 anos e você sofre igualmente como se tivesse sido hoje a morte do seu cachorro convenhamos que não seria algo saudável então a gente tenta fazer com que o sujeito ele fale em análise sobre isso qualquer coisa que venha em relação a esse luto seja num luto de de um animal seja no luto de uma pessoa seja no luto de uma ideia mas que ele possa elaborar uma saída para com esse luto uma coisa interessante se a gente parar para pensar eh na época da covid-19 né que
muita gente ela não pôde fazer essa travessia para com o luto muita gente não pôde de fazer o enterro er enterro de caixão fechado ou não podia ir então muita gente eu não pude me despedir daquela pessoa que foi importante para mim então nos artigos que eu tava lendo para fundamentar melhor esse tema tinha essa questão do não reconhecimento Às vezes a pessoa ia falar com o vizinho ia falar com parente e a pessoa não dava muito atenção porque era a morte do animal se você não tem um animal se você não tem uma proximidade
para com o bicho é provável existe essa possibilidade de que você dê pouca relevância aquilo se morre um parente seu vem milhões de pessoas pessoas L desejar meus pêsamos etc se morre Seu bicho uma quantidade bem menor né Então São pontos pra gente levar em consideração então só para eu fechar e passar a palavra para vocês tem uma metáfora do Christian durken ele falando sobre o luto que eu acho bem interessante que o luto é como se fosse uma pedra muito grande que aparece na vida da gente né às vezes com uma surpresa às vezes
a gente já estava preparando encontrar aquela pedra alguém que estivesse doente etc mas com a análise com a fala com o sujeito construindo alguma coisa a partir disso a gente enxugando essa pedra né a ponto de que por exemplo ela não seja mais um empecilho para a nossa vida que a gente possa retomar as atividades e a gente possa carregá-la no bolso a gente possa fazer isso dar uma outra representação aquilo que passou então foi isso tive que corrir nessa parte final para ainda dar dar tempo de vocês falarem agradeço quem quem quem falou quem
esteve presente como ouvinte e agora Daniele eh ai já nem lembro direito mais mas eh você falou do covid eu lembrei que eh no tempo de reclusão fiquei eu e a cachaça aqui em casa só eu passei a maior parte do tempo sozinha né Então ela foi a parceira né ah cachaça é a cachorra né ah é é é a minha cachorra que fala cachaça acho que é a cachaça todo dia né adorei o n era o nome dela a cachaça e aí você fala do luto tem uma coisa hoje em dia que é de
medicalizar medicalizar Tá certo isso tudo né de aplacar o sofrimento com medicamento né as pessoas eh não querem sentir dor não sab mais lidar com dor e os médicos estão nem aí taca remédio né para apar essa essa coisa aí né Essa eh essa dor mesmo né E a pessoa não não confronta isso né não não lida com isso e outra coisa que você falou muito legal é de vários lutos né Tem um outro luto que ninguém reconhece que é quando uma mãe perde um feto muito cedo né Uhum que ninguém reconhece isso né ah
é só era só um feto Ah você faz outro porque ainda não se não se configurou como uma criança né socialmente falando e tal né mas para aquela mãe já é um negócio absurdamente grande né e as pessoas não t essa noção muitas vezes né de da do tamanho da dor daquela daquela mãe que perdeu exemplo incrível esse esse da mãe que você trouxe aí de de perder ainda um feto e e a sociedade em si não reconhecer é muito interessante por exemplo em relação a essa questão do do do cachorro quando o animal morre
vai enterrar onde vai descartar no terreno vai levar para um local especial para para enterrar vai enterrar dentro de casa como é que vai ser isso então a pessoa a gente sabe o que vai fazer Vai lá sepultar o corpo vai pro cemitério tem todo essa pessoa for osa tem toda essa questão Dev um padre Dev um pastor etc então assim tem todo um ritual que vai fazendo passagem para começar esse processo de luto que sendo feliz em algum momento ele vai acabar né então você vai lembrar para aquela pessoa daquele parente daquilo vai lembrar
mas não Com tamanha dor né Tem uma coisa uma frase que Freud ele coloca que a cura alguma coisa nesse sentido a cura não vem do do esquecer mas do lembrar sem doer não é exatamente nessas palavras mas o sentido tá preservado Mônica eh você me lembrou agora de um eh tem inclusive cemitérios para para cães que lucram muito né e em Paris tem um cemitério para animais e tem um túmulo muito visitado eh pela criatividade do do do do inscrito né tá escrito assim ao meu fiel amigo frido que foi mais fiel que a
mim do que meus últimos quatro maridos é inscrição no túmulo do bichinho você vê como é a fidelidade do do animal né mas falando agora sério eh eh você quando você falou do da do viveiro luto né me lembrou isso o homem é o único ser consciente da sua morte né é o que nos difere inclusive dos animais e como a gente eh eh Evita o o o assunto morte né Eh é ver o morto por exemplo é essencial para você aceitar a morte inclusive crianças irem ao velório é é super eh recomendável quer dizer
são coisas da vida que nós não podemos evitar então a gente tenta poupar tem todo um mistério um misticismo também a coisa da assombração Por que que a morte ainda é um tema tão eh eh assustador para nós sendo que é uma coisa tão natural né então como você disse viver o processo do luto que são cinco etapas inclusive longas e e e mais que isso né Gabriel a gente estar em contato com as perdas da vida eh perder um amor também é um luto perder um trabalho né é é perder e e e o
envelhecimento por exemplo eu acho que é um grande exercício é perder a belesa perder o trabalho você tem que perder porque senão como é que você vai embora daqui já é tão difícil ir né então como a natureza é sábia e como homem Nega ainda talvez por imaturidade por estarmos sempre regredidos né na infância eh essa imaturidade de aceitar eh que somos perecíveis a nossa pulsão de morte que ainda é tão presente né então é o luto mexe com tantas camadas né Gabriel muito bom Mica esse seu comentário porque a gente vai ter todo esse
trabalho de primeiro reconhecer que que aquele objeto que aquilo aquele aquela se foi a gente vai retirando gradativamente a libido do que daquela representação que foi investida por exemplo de um animal de uma pessoa a gente vai retirando isso é um processo doloroso isso Volta para nós essa libido ela retorna pra gente para que a gente possa em alguma outra coisa em alguma outra situação em alguém enfim e é interessante que se faça esse processo né a tua que Freud ele coloca alguma coisa nesse sentido quando essa libido ela retorna para nós e que a
gente possa pode desprenda de novo para o mundo exterior a gente meio que se presenteia se gratifica por podermos estar vivos e agora desfrutar e investir em outros lugares Eh roseline desculpa Gabriel é roseline Não pior tá tá como é rosine até podia fazer um comentário sobre isso mas eu não vou fazer Fala aí ros fica quieto por favor gostei agora gostei é melhor roseline vamos chamar você de roseline diga para nós ros roseline é é igual a deixa eu falar você começar a aula e o Gabriel comentou sobre quando alguém perde um bichinho né
que as pessoas não dão muita importância mas quando é um ser humano o pessoal vai lá o vizinho né Eh a minha vizinha aqui o casal não podia ter filhos então o não ter filhos Eles é eh tinha um cachorrinho e ela cuidava do cachorrinho assim sabe como se fosse realmente o filho aí O cachorrinho morreu aí eu fiquei sabendo o pessoal aqui em casa a gente gosta muito né a gente tem umaxit que a minha filha mais velha levou casou e levou E agora tem a Serena que aada mais nova aí quando a gente
ficou sabendo a gente ficou meu Deus ela deve est quando a gente chegou lá gente que a gente foi lá abraçar ela vocês não t noção de como elas choraram como eles choraram ela então ela chorou de um jeito como se realmente ela tivesse perdido um filho ela ficou muito mal e assim e ao mesmo tempo que ela aproveitou para chorar ela viu que a gente estava sentindo por ela isso e fez muito bem para ela isso que o Gabriel falou é muito importante né Eh com relação né ao ser humano perder eh e colocar
o cachorro essas coisas todas quem já perdeu um ente familiar muito próximo sabe realmente como é difícil né eu eu já perdi minha mãe já perdi meu sogro pessoas muito próximas então a gente administra isso mas assim quando a gente fala de cachorro é diferente não adianta é diferente quando a gente fazal de cachorro de gato é diferente assim eu não tô falando daquele que maltrata e o cachorro tá ali do lado que nem a Mônica falou né mas eu tô falando daquele que às vezes chega para você no momento da vida em que você
tá ali triste chateado e ele te faz a bem né quantos quantos terapeutas não indicam um animal de estimação para fazer bem para uma pessoa que tá em depressão né Então realmente quando a gente perde quando a gente G ganha algo que faz tão bem pra gente a gente perde realmente a gente sente é difícil é difícil obrigado pelo comentário tô com uma dúvida vai ficar gravado acabei de entrar vai os últimos encontros estão gravados todos é porque hoje por coincidência foi o tema de uma de um atendimento meu que na sessão passada o gato
estava no no apareceu na sessão ficava passando tudo e aí no dia seguinte ele morreu e hoje ela estava aos pranos minha então ela contou como foi tudo que ela não conseguia ela não sabia até onde enterrar Onde colocar que ela que ela ficou com ele no colo assim e até que ele ficou que ele fica duro eu não sei né nunca não tenho gato nunca né Ela falou que ele ficou duro e aí ela falou agora eu tenho que tirar al do meu colo colocou numa caixa tudo e ela foi contando todo o esse
rito né assim mas ela chorava muito e ele tava na sessão passada que ele ficava passando na mesa assim todas as outras sessões né mas na é como se fosse a última sessão ela falou assim ai você viu como ele tava atrapalhando na última sessão e a gente eu brigando com ele ele né ah mas não tava atrapalhando né ele morreu no dia eh posterior à sessão E aí nessa estava aos prantos E aí você veio com esse tema daí eu fiquei só que eu não podia entrar porque eu tava em atendimento agora e a
sua paciente devia estar com ele no colo umas 5 horas então porque essa rigidez cadavérica né o o o a o animal a pessoa morre depois de umas horas que começa a ficar rígido né Ah é É então ela ela falou que ficou muito tempo que ela ela não tava assim ela não conseguiu que ela chegou levou no veterinário e aí ela trouxe até uma eu não sei ela falou que gato quando afeta um órgão afeta todos não sei se isso é verdade né porque e haja trabalho de luta agora né porque aí ela falou
que foi fez um exame pagou aí ele tava mal aí foi para casa e E aí ela até chegou aí foi PR faculdade quando voltou ele tava miando muito tava gritando a fou que parecia que ele gritava Não era nem miava ele gritava quando viu ela assim ele gritava gritava gritava e que aí ele suspirou parecia que ele tava esperando ela chegar em casa e aí ela ficou no chão chorando por horas então provavelmente ela ficou horas com ele no colo mesmo até ele chegar petrificou no colo dela e ágil á luto é á luto
eu acho que a gente encerra por aqui essa breve apresentação acabou passando um pouco da hora Desculpa aí professor quem é aqui acha que o Gabriel já tem condições de dar uma aula inteira Hein Quem é aqui a roseline acha quem mais um módulo inteiro Olha só vejam não querendo substituir meu querido professor é lógico não não não não eu já fui jogado escanteio né Olha aí Gabriel o público está pedindo hein H um clamor Popular já viu em breve em breve aí a Ah tá bom eh o Quem é que tá aí o jand
tá aí é o Jande é o jand eu Nossa Boa noite a todos pessoal eu já encerra a gravação aí já coloca a nova que eu já vou dar o recadinho aí inclusive até entrar o recado que o o Darlan tá aí que que ele me chamou de