o principal ingrediente que a gente tem que olhar realmente é o milho ele né constitui a maior parte da Ração e realmente o milho é uma matriz que o fungo gosta bastante para produzir micotoxina então tem alguns gêneros eh fungicos que podem produzir as micotoxinas no [Música] milho á pessoal bem-vindos e bem-vindas nós vamos dar início a mais um episódio do Aviário podcast eu sou Catarina stefanello e hoje com muito prazer eu converso com o Dr Adriano malma o Adriano ele é médico veterinário formado pelo fsm ele é mestre e doutor em medicina veterinária também
aqui pela fsm eh eu quero dizer Adriano que é um prazer te ver novamente eh Que bom ter vocês como parceiros também do do nosso podcast e muito obrigada por aceitar o nosso convite hoje imag Eu que agradeço né Muito obrigado pelo pelo convite bom te ver novamente e fico muito feliz em poder ter um espaço aí nesse grandioso eh espaço que vocês criaram Então parabéns também pela iniciativa e pelo trabalho de vocês obrigado a gente que agradece bom Adriano você é um um dos jovens né E que tem muita experiência sobre gerenciamento de risco
de micotoxinas em plantas de nutrição animal e humana eh micotoxinas micotoxicoses controle de qualidade de alimentos avaliação nutricional posso falar essas coisas por Porque eu conheço um pouco do teu trabalho conheço você enfim vários eh várias funções e atividades que de alguma forma nós vamos hã tentar fazer com que dê tempo de conversar um pouquinho sobre alguns desses assuntos assim que são a as suas experiências e com aquilo que você trabalham atualmente para começar eh eu quero eh entrar nesse mundo das micotoxinas primeiro né eu sei que vocês tenam uma história muito interessante você tem
uma história muito interessante ligada à sua carreira né então eu queria pedir para você contar pras pessoas né como que a tua trajetória te levou a trabalhar com as micotoxinas bom eh é bem bem interessante né então eu eu sou filho de de tores né lá do Noroeste do Rio Grande do Sul e quando eu era adolescente meu pai me levou junto numa numa palestra na cooperativa E aí a o palestrante era o Dr eh Mário Pens né e justamente ele abordou o tema das micotoxinas né falando também bastante da zer Lenon e tudo que
ela causa na suinocultura na suinocultura isso me chama bastante atenção né passaram eh vários alguns anos eu eu acabei entrando aí na na faculdade né aqui na na na u fcm e ingressei na na veterinária e descobri que havia um laboratório de análises micotoxicológicas e ali eu fui pedir estágio e justamente ali começou minha trajetória com as micotoxinas né Eh fiz a veterinária tive oportunidade lá de de trabalhar no lamic da da ade de participar em vários trabalhos no de pós-graduação do lamic também desde toda a parte de análise Laboratorial parte de experimentação em vivo
com micotoxinas eh depois apliquei a minha minha pesquisa do mestrado dentro de fábricas de rações trabalhando com amostragem para análise de micotoxinas depois tive um período fora da Universidade trabalhei como eh consultor técnico comercial então pude também entender as demandas do mercado e ver como é a vida fora da do Meio acadêmico né e alguns anos depois eu voltei pro doutorado E aí a gente começou né a pegas do SS que é a empresa que eu trabalho hoje né que que trabalha nessa parte também de de inteligência em micotoxinas e e outra outra coisa muito
interessante professora Catarina foi que quando eu trabalhava com meu pai com os meus pais lá nos meus 16 17 anos de idade a gente teve um surto de aflatoxicose nos suínos né Nós produzíamos silagem de grão úmido de milho e a gente misturava a ração né os ingredientes dentro de um misturador eh vertical e lá pela metade do lote que era a terminação dos finos animais aí com 60 70 kg começaram a acontecer muitas mortes súbitas e até que um dia meu pai abriu aquele misturador e nós vimos Cross de fungos né esverdeados né e
a gente pensou Nossa deve ser esse o problema né E começamos a limpar esse misturador com bastante frequência e as mortes desapareceram então eu não sabia que era micotoxina depois que eu fui entender então na verdade a minha história com as micotoxinas já começaram ali Néa maneira não tão legal mas hoje eu consigo entender o que aconteceu então bas ess foi minha trajetória né até aqui e estamos aí trabalhando aí nesse R imagine ter à disposição uma solução que combine rapidez e interpretação personalizada para gerenciar os riscos das micotoxinas em sua empresa a pegas Science
é a resposta realizamos a quantificação em tempo real das principais micotoxinas promovendo decisões mais assertivas resultando em um gerenciamento macroeconômico e sustentável [Música] faz mais tempo ainda do que você imaginava Adriano assim as primeiras perguntas que eu gostaria de te fazer eh sobretudo pensando assim as últimas décadas e aqui no Brasil hã Qual é o padrão de ocorrência de micotoxinas nos ingredientes que compõem a ração das aves o que que vocês têm observado né Eh principalmente eh O que que vocês vêm observando também de mudanças nesse nesse padrão sim eh bom falando em micotoxinas para
aves né o principal ingrediente que a gente tem que olhar realmente é o milho ele né constitui a maior parte da Ração e realmente o milho é uma matriz que o fungo gosta bastante para produzir micotoxina então tem alguns gêneros eh fungicos que podem produzir as micotoxinas no milho né e também em diferentes etapas do seu cultivo ou do seu armazenamento ou até mesmo acondicionamento da Ração final né ah as principais micotoxinas que que ocorrem né que que aparecem aí no nas últimas décadas eh Realmente são as aflatoxinas né as fumonisinas deoxinivalenol e a zer
Lenon tá a afoto xina é uma micotoxina produzida por fungos de armazenamento Então ela é um fungo né o aspergilus e os que que gosta aí de ambiente eh e também um um produto né um milho digamos assim um pouco mais seco tá então geralmente ela esses fungos eles crescem e produzem a micotoxina durante a etapa de armazenamento lá dentro do silo dentro do Armazém quando o processo de conservação não é muito bem feito geralmente não quer dizer que na lavoura também não possa acontecer em situações de stress dagem ou excesso de chuva também a
gente pode eh perceber grãos que já chegam contaminados da lavoura mas o normal ele dá durante a etapa de pós-colheita e fungos de campo né que são principalmente os fusaro né que produzem fumon enzinas deoxinivalenol e zenona são fungos que se desenvolvem bem na no campo então antes da gente colher né antes de de nós armazenarmos esse esse mho esses grãos nos armazéns nocivos eles já estão com aquela contaminação tá o o que o que nós percebemos nos últimos anos principalmente 2022 para cá que nós tivemos basicamente uma inversão de contaminações né era muito comum
observarmos eh bastante fumonisina no milho né e deoxinivalenol uma contaminação mais baixa uma frequência de contaminação mais baixa 2022 para cá eh inverteu então a gente nós observamos mais deox venol e um pouco pouco menos de fumonisinas e a zer lona também Aumentou a sua e prevalência tá então esses são os os padrões que que vem mudando outra matéria prima muito importante também é o trigo né que tem sempre tem problema com deoxinivalenol né Eh então também tem esse problema continua tendo safra safra sempre uma surpresa né a fus alose que dá no no no
trigo né A giberela então então é um é um problema constante tá então esse basicamente são essas essas inversões que aconteceram nos últimas anos Uhum que legal ter ter acesso a essas informações eu quero aproveitar esse link Adriano e falando de ocorrência de micotoxinas né eu vi que vocês lançaram uma ferramenta de pesquisa de micotoxinas em alimentos né as pessoas que nos acompanham também devem estar interessadas em saber mais sobre isso né como que funciona essa ferramenta lançada por vocês eh sim é uma ferramenta bem legal nós chamamos ela de pegasos micro stat então é
uma uma ferramenta que tá disponível aí pro público né Eh podem acessar aí na na internet e lá é possível ter acesso a um banco de dados e dar mais de 2,5 milhões de ensaios né então é muita coisa são todos os ensaios que nós conseguimos pesquisar a nível global então uma ferramenta de pesquisa de ocorrência de micotoxina em alimentos Então lá é possível a gente pesquisar qualquer trigo milho Farela de soja qualquer tipo de alimento a gente consegue pesquisar por determinada região do Globo né Por determinada micotoxina Então realmente tem muita informação lá à
disposição né são mais de 80 países que estão catalogados nesses trabalhos nesses estudos e é uma ferramenta que pode nos ajudar bastante para entender o padrão de ocorrência eh a nível global e também aqui no Brasil né então é uma ferramenta bem legal é só o pessoal acessar lá que tá já está disponível e seguindo nessa linha prática assim desse trabalho muito útil assim que vocês fazem pra nossa cadeia produtiva eh como que uma empresa pode saber se ela tá enfrentando um f de micotoxinas é essa é uma pergunta muito boa eh é muito importante
entender que se nós achamos que estamos com problema de micotoxina o que que o que que nós precisamos ter né da informação nós precisamos ter os sinais clínicos compatíveis com aquela micotoxicose e precisamos ter a presença da micotoxina no alimento e para nós conseguirmos fechar esse diagn diagnóstico precisamos ter um sistema de monitoramento eh de micotoxina implementado na empresa Tá e isso começa lá pelos pelos planos de amostragem como nós estamos coletando as amostras né de quais ingredientes a gente tá coletando estamos coletando amostra de milho de trigo Farel de soja n todos os ingredientes
que nós utilizamos Estamos também coletando eventualmente AM mostas rações para para fazer uma uma análise completa dessa ração tá nós precisamos ter eh também as metodologias de análises adequadas para analisar essas amostras precisamos ter uma frequência da análise então de nada adianta nós termos uma amostra por mês de uma empresa isso não nos diz muita coisa tá nós precisamos ter Eh claro que isso vai depender do volume ingredientes utilizado mas muitas vezes eh uma duas ou três ou quatro amostras por dia pra gente ter uma segurança boa e nós precisamos também utilizar essa informação tá
utilizar a informação eh paraa tomada de decisão e é importante ter uma ferramenta que seja rápida e fácil que a gente consiga entender e tomar essa decisão numa maneira mais mais rápida e mais fácil possível então ah é essa é a forma que que a gente recomenda que você trabalhe né então para saber se tem um problema com micotoxina nós temos que ter todo um um um programa de monitoramento de risco de micotoxina implementada senão né quando estora o problema a gente não tem como olhar para trás e não entende o que que tá acontecendo
não não tem como fazer uma correlação se é micotoxina ou não já que muitos sinais clínicos compatíveis com micotoxicose podem ser confundidos com eh diversas enfermidades né Uhum é antes da gente entrar no risco né que é uma coisa que que interessa muito né nós conversarmos também eh você fala dos sinais clínicos do monitoramento coleta análises n uso da informação e você mencionou também metodologias de análise né Eh que metodologias de análises de micotoxinas né estão disponíveis né Para nós n que trabalhamos com com produção eh especialmente de aves aqui nesse podcast especificamente né sim
eh tradicionalmente né Existem os laboratórios credenciados acreditados pelo Ministério da Agricultura o ISO 1725 que trabalham com cromatografia líquida acoplada espectrometria de massas né que é um padrão ouro para análise eh não só de de rações de ingredientes mas também eh servem aí para controlar alimentos né para destinados a humanos são são laboratórios que trabalh aí com importação exportação de de materiais aqui no Brasil eh essa é uma técnica de referência né padrão ouro a cromatografia eh no entanto ela é muito difícil uma empresa de ter essa tecnologia e ter ela dentro de casa no
seu próprio laboratório então isso vai depender da contratação de Laboratórios externos Então vai depender do envio de amostras físicas para esses Laboratórios e esses Laboratórios efetuam as análises e entregam um laudo de análise né e com base nesses resultados os gestores precisam eh tomar Então as devidas ações tá existem também metodologias rápidas né que a gente pode ter instalado dentro do nosso laboratório lá na nossa fábrica de ração lá dentro da nossa empresa né uma delas é a tecnologia do NS né espectroscopia do infra vermelho proximal né é uma metodologia que já é muito utilizada
desde a década de 80 90 aí para análises predições bromatológicas em em ingredientes né Então aí as análises proteína bruta estat té fibra bruta matéria mineral matéria seca né Isso já é utilizado nears Há muitos muitos anos eh de uma forma um pouco mais recente o pessoal trabalha com aminoácidos totais e digestíveis com a parte de também de cálcio de fósforo de outros parâmetros que são eh imprescindíveis para fazer a formulação de uma ração né informações que o nutricionista precisa e da maneira mais recente nós desenvolvemos eh essa metodologia para predição de micotoxinas então nós
conseguimos eh fazer uma predição de micotoxinas e entregar um resultado de micotoxinas em tempo real né então muitas vezes o caminhão está na empresa esperando para descarregar e o pessoal que já coleta uma amostra faz a leitura no nears e tem um resultado muito rápido então já é possível fazer uma segregação dessa matériaprima talvez aceitar ou rejeitar a carga ou até mesmo conseguir destinar essa carga para um determinado Ilo prevendo uma segregação né Para alguma categoria animal que seja que seja mais sensível tá Então essas são as metodologias é importante ter uma metodologia rápida e
também acoplada a um sistema automatizado né que já nos entregue um resultado interpretado com uma análise de risco né que vai realmente facilitar a nossa tomada de decisão muito bem explicado agora sim sim Adriano vou eh entrar n né na no assunto risco micotoxinas também eu acho importante aproveitar a sua experiência né para falar sobre risco micotoxina e então eu queria te perguntar né como funciona ou principalmente por que que é importante eu olhar pro risco micotoxina é o o risco micotoxina eh nós desenvolvemos um algoritmo que ele ele considera vários fatores nesse cálculo né
então nós precisamos ter um plano de amostragem bem estabelecido que gere amostras representativas com uma frequência de amostragem adequada ou seja durante uma semana teremos várias amostras coletadas nessa fábrica de ração ou nesse ponto de coleta essas várias amostras durante a semana nós vamos estar vendo principalmente Qual que é a média de a variabilidade de contaminação que nós encontramos e também qual que é a frequência de contaminação que nós encontramos nessas amostras Além disso as contaminações que acontecem ao mesmo tempo então muitas vezes uma amostra ela não tem só fumonisinas ela tem fumonisina Ela pode
ter dioxina venol junto então existe um efeito aditivo ali das micotoxinas né então 1 mais um não é dois e pode ser três qu né ou ou ou mais tá então nós vemos isso ao longo do tempo e com base eh em todos esses resultados nós conseguimos plotar isso num gráfico de uma forma muito fácil de entender eh estipulando qual é a espécie animal que estamos trabalhando então aqui por exemplo frangos de corte e vamos ter um gráfico eh para cada eh fase de produção né as idades dos animais são diferentes as sensibilidad são diferentes
então a gente consegue entender se aquela aquele padrão de ocorrência de micotoxina daquela empresa na situação para um frango de corte na fase inicial como que ela se encontra se está num risco Baixo médio ou alto tá com base nessa classificação de faixas de risco eh nós podemos tomar nós podemos e nós devemos tomar a decisão o que fazer né então se eu se nós temos um risco alto para aquela micotoxina naquela eh fase de produção quer dizer que nós precisamos fazer alguma coisa para mimetizar esses efeitos tóxicos das micotoxinas Dex o pessoal utiliza eh
Um aditivo antim micotoxina na ração né se o problema chegou até ali a micotoxina já não tem mais o que fazer a única solução realmente é adicionar Umo antimic toxina com base nessa eh classificação de risco nós podemos podemos aumentar ou diminuir a dose de aditivo antimic toxina então também é uma ferramenta que vai fazer a empresa economizar dinheiro né porque ela vai usar mais aditivo quando ela realmente precisa e vai usar menos aditivo quando não tem uma necessidade tão tão tão alta tá então esse é o risco micotoxina né Nós nós fizemos um monitoramento
contínuo com várias amostras dentro da na mesma semana e É nisso Justamente que o NS ajuda bastante né porque ele vai nos entregar um resultado muito rápido e vai possibilitar fazer muitas Amoras na mesma semana n e e dessa forma a gente vai est gerenciando o risco né a gente vai est gerenciando tendência e não vai mais tomar a decisão com base em somente uma em uma amostra nós vamos estar gerenciando todo um banco de dados toda uma tendência todo um risco para saber se aquela empresa tá numa situação de risco de mic toxina e
provavelmente isso vai ter correlação com o campo também e pode também responder pro campo se o que tá acontecendo lá pode ser efeito de micotoxina ou não se nós estamos no nosso monitoramento com risco baixo e o pessoal lá no campo tá tá gritando dizendo ah problema de MX problema de micotoxina bom não não tá justificando né os níveis o risco de micotoxina tá baixo e o campo não tá bom então provavelmente é outra coisa a gente precisa buscar outra coisa então também serve como um diagnóstico diferencial né e muitas vezes a gente consegue nós
conseguimos correlacionar sim tem um auto risco micotoxina e tá com problema no campo então isso acontece bastante também é sem dúvida um controle muito importante né Tem uma área e que você trabalha bastante também que é a amostragem né também preciso aproveitar tua presença hoje para trazer também esse assunto para nossa conversa né eu te perguntaria assim Adriano Por que que a amostragem é uma etapa tão importante para análise de micotoxinas eh eu tive a oportunidade né de desde o meu mestrado trabalhar dentro de fábrica de rações eh com experimento aí para avaliar diferentes planos
de amostragem para análise de micotoxinas na e lamic e aqui toda aqui em Santa Maria nós temos um polo eh na área de micotoxinas então Eh você trabalha em diversas áreas né E a questão micotoxinas né desde do campo armazenagem parte de análise parte de visualiza dos efeitos de micotoxinas em Animais parte de avaliação de aditivos antimic toxinas então eu tive o privilégio de fazer parte de todas essas áreas mas Especialmente na parte de amostragem né tanto o mestrado como o doutorado eles seguiram essa linha também da amostragem então o que que é importante fazer
para gerar uma amostra que seja boa para analisar micotoxina amostra ela tem que ser representativa né micotoxinas são substâncias tóxicas encontradas na concentração de partes por bilhão né um ppb equivale a mais ou menos oito pessoas no planeta Terra então se nós temos mais ou menos 8 bilhões de habitantes um ppb de pessoas no mundo seriam oito pessoas né E nós estamos procurando essas oito pessoas então Eh um uma outra um outro exemplo muito prático eh um ppb é um grão de milho Dentro de 10 caminhões carregados com grãos de milho né então é esse
universo que nós estamos procurando claro que nesses 10 camiões de milha não vai ter somente um grão contaminado a gente vai ter mais grãos contaminados mas é esse universo que nós procuramos e é importante que cada grão tenha a a mesma probabilidade de fazer parte ou pelo menos um pedaço desse grão fazer parte da nossa amostra para isso o plano de amostragem precisa ser muito bem desenhado para que ele seja bem bem representativo então em geral né Eh nós precisamos de um determinado lote precisamos coletar vários incrementos que são pequenas amostras e vão gerar uma
amostra composta essa uma amostra composta que tem um volume maior que a gente vai precisar homogeneizar bem eh se ela for em grão inteiro a gente vai precisar triturar ela para depois aplicar uma redução fazer um quarteamento dessa amostra para chegar num tamanho de uma amostra em torno de 500 G 1 kg que a que nós vamos levar pro laboratório que vai ser a nossa amostra de laboratório para fazer as análises dentro do laboratório obviamente essa amostra precisa ser novamente triturada numa moagem mais refinada mais fina homogeneizada e e dali ser retira a alíquota para
fazer a análise seja no método analítico que a gente quiser fazer tá então eh Se nós queremos coletar uma amostra de um silo existem eh planos de amostragem para coletar em Silos queremos coletar uma fábrica de rações é outro sistema de amostragem queremos coletar num caminhão é outro sistema de amostragem então existem diferentes estratégias para cada etapa né Eh do processo aí da da do mundo aí de de produção de de ração para para frang de corte Uhum E E vocês têm trabalhado bastante também com mapeamento de Silos né de armazém nas nas empresas Quais
as vantagens de um bom mapeamento eh e o que que vocês têm observado de mais interessante assim eu queria saber o que que vocês observam e se existem muitas diferenças entre essas unidades de armazenamento também sim eh esse é um trabalho muito legal que já fazem quase 5 anos que nós desempenhamos eh trabalhamos aí com várias Grandes Empresas Grandes cooperativas que eh algumas vezes T mais de 100 unidades armazenadoras que nós conseguimos realmente colocar elas todas num mapa né conseguimos eh saber exatamente o que tem de micotoxina dentro de cada ca então E também qual
que é o risco dessas micotoxinas e e o que isso oferece paraas diferentes espécies animais que as empresas trabalham tá eh ter essa informação ela é um privilégio porque nós conseguimos selecionar os melhores Silos destinar eles para aquelas espécies para aquelas fases de produção que os animais são mais sensíveis né e os piores Silos obviamente que a gente vai tentar destinar para aquelas espécies que são mais resistentes ou até mesmo eh destinar para um outro outro fim destinar paraa venda tá eh as vantagens né então são grandes nós temos uma informação prévia eh depois da
colheita do da safra questão de um mês depois desse grão estabilizado dentro do cilo já é possível coletar essas amostras e gerar toda a informação e aqui é importante entender professora Catarina que não é só toxina é o problema né da da Ração E você trabalha muito bem né toda essa parte de nutrição animal também né especialmente agricultura e a gente tem muita variabilidade né da nos nossos ingredientes então estamos mapeando aí por exemplo 100 kilos de milho a gente vai ver que tem uma diferença muito interessante também na parte de energia metabolizável na parte
de na toda a parte aminoacídica e porque também e porque não também não controlar né a parte de classificação física né coisas mais simples né grãos quebrados avariados carunchos umidade né coisas mais básicas que também é uma informação importante que junto com micotoxinas a gente consegue fazer um um valuation né estimar o valor desse silo e com base nisso entender o Quanto que vale aquele silo e E aí traçar essa informação e e ver se realmente compensa muitas vezes pagar um frete né para trazer um silo que tá longe para perto da nossa fábrica sabemos
que o frete é um custo bastante alto então ter todas essas informações micotoxina parte nutricional saber qual que é o real valor desse milho e saber onde ele está estocado e fazer um estudo para ver o custo da logística para trazer ele pra nossa fábrica para produzir a nossa ração então isso quer dizer o quê que muitas vezes o o o milho que nós temos armazenado ao lado da nossa fábrica pode não ser o melhor né E numa distância maior a gente tem um cilo que seja melhor e que seja viável a gente trazer esse
milho de longe para perto e deixar de usar esse que tá perto né isso acontece também né até pela pela necessidade da inclusão né de de aditivo antimicina de aminoácidos sintéticos de fonte de energia tudo para tentar suplementar essa carência nutricional ou tentar controlar aí as micotoxinas então é é um trabalho bem legal que vem sendo feito a gente acredita não a gente sabe que isso é o futuro o milho ainda é tratado com como uma commodity Mas é isso faz parte de um de um projeto que é o do milho do Futuro que nós
batizamos ele dessa forma que também começa não só nos filos mas sim na avaliação de diferentes genótipos de milho né hoje no Brasil nós temos mais de 300 híbridos à disposição né pro produtor plantar né Essas sementes de híbrido então entender Quais que são os melhores híbridos para para cul e para produzir a nossa ração né então o em torno de 40% do Milho que é produzido no Brasil hoje ele é utilizado para produzir ração né a gente sabe que a espécie que mais consome é o frango Então o que o frango precisa do Milho
Então por que o milho ainda é uma commodity Então isso é algo que vai mudar né Nós na verdade Estamos comprando quilos de aminoácido quil de energia quilos de proteína quilos de nutrientes a gente não tá comprando mho né se nós falamos aí muito em formulação de precisão nutrição de precisão então é uma coisa bem bem interessante que a gente precisa levar em conta é é o presente e é o futuro né Isso que é que é muito interessante eu gosto eh muito desse entendimento né de composição de ingredientes de mapeamento né de armazenamento acho
que isso é eh tá se tornando cada vez mais fundamental né Que bom que nós estamos falando sobre isso bom eh para finalizar né estamos andando no nosso tempo eh eu teria uma última pergunta Adriana assim mais filosófica eu diria talvez eh e que é também a realidade do seu trabalho né Por exemplo vocês têm diferentes perfis de clientes eh O que que é uma empresa que está bem hoje no gerenciamento do Risco micotoxina tem e faz diferente de uma outra empresa que não tá conseguindo gerenciar bem essas informações eh muito muito boa tua pergunta
primeira coisa controle de micotoxinas ele ele não é para encher gaveta né ele você tem um resultado de micotoxina ele não ele não é simplesmente para você mostrar mostar o laudo Prof fiscal do Ministério da Agricultura e dizer ó eu controlo micotoxina eu não tenho problema com micotoxina problema com micotoxinas se não todos vamos ter se já tivemos ou vamos ter isso é só o tempo que vai dizer tá E então o que a gente o que nós observamos eh é realmente uma diferença de perfil bem interessante né Eh muitas vezes nós conseguimos n orientar
bem o cliente ele entende a importância de fazer toda eh todo aquele gerenciamento que eu falei anteriormente começando desde a amostragem né fazendo as análises da forma correta tomando a decisão olhando as ferramentas de Gestão de Risco né então e engajando todas as áreas da empresa se é que essa empresa tem a parte também de produção de grãos de recebimento de armazenamento então é necessário ter um engajamento de toda a empresa para um fim comum que é né produzir o frango produzir ele bem Com saúde com bastante rentabilidade e e obviamente que existem aqueles clientes
que estão mais preocupados em somente analisar e ter um resultado né para dizer que realmente fazem um controle de micotoxina mas que aí quando acontece e aparece um problema eh que o muitas vezes o campo aponta ó pode ser problema de micotoxina aí o pessoal quer ver o que que tem de de sistema de gerenciamento implementado E aí se você vê algumas brechas algumas falhas né na frequência da amostragem quantidade de amostras eh às vezes são clientes que analisam somente alguns dias por mês né diferente daquele outro cliente que tá todo santo dia manda amostra
todo santo dia tá coletando amostra você tá gerando informação tá acompanhando tá tá logado no sistema tá olhando os gráficos de risco e tomando as decisões em tempo real né que é assim que a gente espera que eh que seja né Para para que todos consigam ganhar então Eh nós vemos Sim essa diferença e estamos sempre trabalhando para tentar né Eh mudar essa eh esse padrão né de de comportamento dos nossos clientes uhum bom Adrian eu eu tô bem contente com a nossa conversa de hoje quero dizer que eu eu admiro a tua trajetório o
teu trabalho né Principalmente esse trabalho diferenciado que que vocês fazem né Eu acho que tem muito um olhar inovador um olhar no futuro né como nós estávamos comentando antes então te agradeço Obrigada por ter encontrado um tempo para conversar conosco né Por todas essas informações valiosas que você nos deu hoje Eu que agradeço e tô muito feliz né a gente tá muito feliz por tá conseguindo entrar no mercado Já temos muitos muitos clientes trabalhamos em vários países eh o pessoal realmente tem entendido a filosofia da da minha empresa né de Como é trabalhar o gerenciamento
do risco micotoxina né com inovação com coisas novas sempre com ferramentas com novidades então é agradeço a você e ao pessoal do Aviário por todo todo empenho e muito obrigado pelo pelo convite obrigado quero também agradecer as pessoas que nos acompanharam até agora espero que todos tenham aproveitado né dizer que nós nos vemos em breve