Esse é o segundo diálogo sobre África que a gente faz a gente fez o primeiro com professora Cácia Almeida da Federal do ABC dando pra gente um painel geral da situação na África hoje hoje o O Mário é o segundo Nós ainda estamos fazendo dentro de sala Zoom Esperamos que a próxima já seja se seja uma live pelas redes sociais a próxima tem uma pessoa importante aqui o o Carlos Lopes vocês devem conhecer Carlos Lopes Percorreu a África inteira um dos principais contatos do Instituto Lula Hoje trabalha na ONU e ele aceitou nosso convite para
participar da próxima que ainda não marcamos a data mas deve ser deve ser já com aberta no YouTube né a gente tá retomando eu tava contando pro Mário gente que a gente tá retomando o trabalho da iniciativa África que começamos 2011 a gente se conheceu vários de vocês nesse período mas e que foi rompido com a Lava-jato durante a lava-jato nós nos transformamos no Instituto Lula basicamente como um comitê de Defesa do Lula e e agora a gente tá retomando o trabalho há cerca de um mês Montamos uma coordenação com 11 pessoas e tá tentando
retomar o trabalho e vocês Essa é a segunda diálogo sobre África que a gente tá fazendo eu conversei com com Mário antes nos Bastidores gente e o formato que que a gente vai dar aqui imaginando uma reunião de 1 hora e30 é o Mário Fazer uma apresentação de uma meia hora e depois a gente bater papo com ele mas antes eu tenho que falar quem que é o Mário né O Mário é autor desse livro aqui ó dá para ver entre outras coisas eu acabei de ler esse livro recomendado pela Márcia Lopes achei muito bom
ele vai dar uma ele vai contar um pouco mais desse livro ele me pagou um dinheirinho de marketing Eu recomendo vocês a comprarem é muito legal e vou apresentar Olha o que tá Escrito na orelha do Mário não na orelha aqui na orelha do livro ele é economista com mestrado pela Federal do Pernambuco é doutor doutorado pela Universidade de Paris um a sorbone é consultor legislativo aposentado do Senado Federal foi secretário executivo da cir e diretor da área de estudos internacionais do ipia é professor visitante no programa de pós-grad pós-graduação em direitos humanos e cidadania
da Universidade Nacional de de Brasília isso aqui é só metade do currículo dele viu que não se eu se eu for continuar aqui a gente vai ficar meia hora falando do currículo do marrio Mario obrigado viu Super obrigado pela pela presença e a a tua vez de falar agora ok obrig Muita ansiedade de ver você falando Ok muito obrigado Celso vocês estão me ouvindo bem vamos ótimo eu queria primeiro Agradecer o convite desejar aqui o uma boa uma boa reunião pra gente e e saudar todas e Todos né ão algumas pessoas que eu já conheço
há muito tempo outros que eu conheço de nome de toda maneira queria saudar cada um de vocês com um abraço fraterno para começarmos então a falar sobre deixa eu anotar aqui meu tempo que senão me organizo bem sobre o livro e sobre essa reunião que se coloca aqui né o meu livro se chama ritual racismo e bratitude na formação do Brasil e e eu vou falar um pouco sobre ele vou falar um pouco sobre Essa esse esse fazendo um pouco o um uma uma correlação com a com a a reunião anterior que você falou muito
de África eh eu não vou falar da África mas vou falar da África O que que tem no Brasil né ou das áfricas que existem no Brasil da perspectiva de que retomar o contato com a África exterior eh necessita que a gente primeiro olhe para dentro e veja a nossa África interior e veja como é que as coisas estão se colocando e as notícias não são boas não temos uma Relação boa com a nossa África interna e é um pouco sobre isso que vou falar nesse livro que se chama a sociedade desigual não é eh
na verdade quando eu falo em sociedade desigual eu primeiro estou falando de uma sociedade diversa uma diversidade muito grande o que é uma riqueza que é uma coisa fora do do Comum em termos de o que que nós podemos fazer com tanta diversidade num país tão diverso e tão tão heterogêneo do ponto De vista da população um dos passaportes mais caros do mundo no no mercado paralelo de passaportes Roubados di do brasileiro porque duas coisas primeiro o Brasil se dapta em todos os países não tem nenhum tipo de de restrição a ao tráfico de brasileiros
para todos os países e segundo que qualquer pessoa pode passar o brasileiro do japonês né pessoa com traços orientais a ao negro enfim ao indígena e todo mundo pode se Passar de alguma maneira o brasileiro isso mostra uma riqueza muito grande que é uma diversidade dessa população que traz embutido um uma capacidade muito grande um potencial muito grande de de inovação de de enfim de convivência com diferente etc O problema é que a nossa história fez com que essa diversidade se transformasse em desigualdade né Nós somos hoje entre as nações de grande PIB nós estamos
voltamos à turma Do Top ou seja nós somos entre as 10 Nações mais de maior produto interno bruto 10 Nações mais ricas do mundo né não tem ninguém mais desigual nesse grupo do que nós ganhamos até da Índia que que é reconhecidamente com suas caas uma sociedade segmentada e nós conseguimos ser mais desiguais hoje do que a Índia estamos no rol das sociedades mais desiguais do mundo estamos com pé lá outro Car com um pé nos maiores n Sociedades mais ricas mas ao mesmo tempo com outro pé entre as sociedades mais desiguais no somos portanto
uma sociedade desigual e um pouco sobre isso que eu queria falar com vocês né uma sociedade que eh ao Contrário de outras se acostumou com a desigualdade e mais do que se acostumar com a desigualdade uma sociedade que se viciou na desigualdade a desigualdade no Brasil ela é alguma coisa que que nos nos nos nos é muito íntima no sentido de que é Uma é uma desigualdade que tá perene tá presente e tá durante toda a nossa história para vocês terem uma ideia se a gente pega eh o período grande período do século XX de
1900 até 1980 depois de 80 nós começamos a a descarrilhar Mas nenhum país cresceu mais que BR nenhum país do mundo e eu tô falando de todos os países o mesmo Estados Unidos grande salto dos Estados Unidos foi na virada do século XIX segundo metade do século XIX paraa frente com Salto gigantesco mas nesse período de 1900 a 1980 o país que mais cresceu foi o Brasil com um crescimento do PIB per capita médio da ordem de mais de 3% que é uma coisa fantástica uma coisa um nível chinês Então esse país cresceu e ao
contrário dos outros não acabou com a pobreza e com a desigualdade outros países cresceram menos que o Brasil e fizeram seu dever de casa e acabaram com a desigualdade nesse período pode se ver O caso da Europa com o estado social que fez com que a pobreza se reduzisse a padrões ínfimos a partir da ideia de um estado social que cuida das pessoas e que retribui a renda então nós temos essa essa esse esse condão de ao mesmo tempo ser uma sociedade muito dinâmica do ponto de vista do crescimento mas esse crescimento não se reverte
em redução de desigualdade nós temos até um caso incrível que foi eh em 1975 O governo brasileiro resolveu mostrar Não não são Dados confiáveis mas se tinha a intuição de que se se cresceu tanto se teria uma redução da pobreza e aí se fez uma uma enquete chamada endf que é um uma estatística sobre eh gastos das famílias 197 74 75 e Justamente a ideia era que de mostrar um Brasil grande um Brasil um Brasil portentoso um Brasil comos Miséria afinal de contas nós tínhamos crescido muito e principalmente no período de 70 de de 1968
a 73 tinha crescido a quase 11% ao ano em média uma coisa assim chinesa mes mes para usar o mesmo adjetivo e os dados vieram terríveis os dados da indef apesar de todo o crescimento Brasil vieram mostrando gente comendo rato no nordeste gente passando fome gente miserável então mesmo nos momentos em que nós crescemos Mais ainda assim nós mantivemos essa essa essa desigualdade perene essa desigualdade eh que me parece que é fulcral dentro da da da ideia de Brasil né o Brasil da sociedade desigual Então essa sociedade desigual ela tem algumas características que que eu
gostaria de trazer para vocês pelo menos cinco características marcantes primeiro eu já falei dele é o grau de desigualdade que É perene e secular eh sempre em prejuízo de um determinado grupo racialmente definido muitas vezes majoritários a situação não logra produzir para parte do Estado das elites políticas de enfrentamento Ou seja a desigualdade extrema antes de se constituir um problema social é vista como natural como paisagem Social alguma coisa naturalizada olha eu eu eu posso falar por exemplo do estranhamento que as pessoas TM quando chegam no Brasil e V a favela a favela do ponto
de vista social do ponto de vista eh comunitário é um é um achado é um uma coisa assim importantíssima as pessoas se ajudam as pessoas com convivem etc mas do ponto de vista da infraestrutura urbana é um desastre né Por não tem menor condição daquela quantidade de pessoas apinhadas nos morros do Rio de Janeiro ou nos alagados de continuarem a sobreviver daquela forma e no entanto já Tem mais de 100 anos que a favela sobrevive como o Locos privilegiado de habitação das Comunidades principalmente das Comunidades negras e é naturalizado isso né não se vê isso
como alguma coisa fora do comum ao contrário natural que as pessoas eh vivam nas favelas é como se tivesse na verdade duas duas eh eh velocidades de cidadania duis tipos de cidadania a cidadania plena e a cidadania do favelado né e eu vou falar um pouco mais sobre isso no decorrer Dessa dessa minha fala então esse é o primeiro a primeira característica especificidade que é uma desigualdade que é perene e cular né Essa desigualdade ela se apresenta nas diversas esferas da vida social como caso mercado de trabalho sistema educacional na saúde na própria forma como
se distribui espacialmente a população eu falei um pouco da favela aqui a distribuição espacial da população Mas a gente pode falar por Exemplo do mercado de trabalho onde as pessoas eh mais pobres estão muito afetas à informalidade hoje no Brasil 40% da força de trabalho é informal e nessas 40% A grande maioria é população pobre e população negra a informalidade é o trabalho desprotegido é o trabalho de baixa renda é o trabalho precário e El ele é fundamental na estrutura do Brasil hoje a nossa desigualdade passa pela Assunção de atividades formais como atividades fulcrais vou
dar um exemplo Eh não se estaciona hoje nos grandes centros se não tiver um guardador lavador de carro informal né Eh o Brasil hoje ele acumula a a a a a condição de segunda nação com maior reciclagem de alumínio do mundo nós passamos Japão acho que o primeiro Alemanha assim não me lembro lembro bem o o mas assim Japão Alemanha são recicladores de de alumínio o Brasil tá ali junto só que ao contrário do Japão e Alemanha no caso brasileiro a reciclagem se dá com Famílias catando lata de lixo lata de de de de cerveja
lata lata no meio da rua os blocos de carnaval passam vem aquela Horda de Miseráveis atrás com aqueles sacos pretos catando as latas né para as latas de de de de de cerveja de refrigerante né como forma de sobrevivência então é a modernização quer dizer a reciclagem mas que se associa sempre a situações de e de informalidade eh de grupos Discriminados né isso Acontece no caso da da das reciclagem de alumínio Mas acontece tambem eh muito eh dos empregos domésticos dos empregos prestação de serviço hoje no Brasil grande parte da população ainda vive do serviços
pessoais e inclusive o André gotes que é um grande economista morreu há uns 20 anos ele tinha uma frase que era me lapidar ele falava o seguinte uma sociedade só pode ser uma sociedade considerada mais igualitária se uma pessoa não comprar Diretamente o serviço de outra pessoa se uma uma pessoa por exemplo vai engraxar o sapato vai entrar numa loja e nessa loja tem um assalariado como ele e esse assalariado engraça Patos né E vai receber salários e não receber como no caso brasileiro uma gorgeta e para engraxar sapato no meio do de um boteco
à noite ou alguma coisa assim então Essa sociedade em que você tem essas diferenças no mercado de trabalho no sistema educacional on onde você tem e Nós abrimos isso no dados do Seda eu vou falar um pouco sobre o seda que é um que é um uma plataforma de de dados eh de dados do ibg que eu eu nós um grupo de de pesquisadores T trabalhado para torná-la mais amigável e ela traz por exemplo o sistema educacional e mostra que as escolas da população mais pobre e negra tem um são muito menos aparelhadas do que
as escolas para população mais rica E aí você já tem um outro motor de de Desigualdade assim como no mercado de trabalho As pessoas entram e continuam desprotegidas vão trabalhar a vida inteira até morrer porque não tem proteção na na escola você vai ter dois dois tipos de saída o o os sujeitos que saem com uma boa educação que vão paraa Universidade etc e aqueles que não conseguem terminar porque por vários motivos evasão escolar alta ET etc e você tem então mais um motor de desigualdade mesmo caso da Saúde onde Você tem de um lado
os os sistema eh privado de saúde cada vez mais bem aparelhado cada vez mais sofisticado com planos de saúde etc e do outro lado os sistemas públicos que até por uma questão de de eh eh redução de recursos etc eles estão sendo destruídos e a qualidade do sistema tá cada vez pior Então essas são assim algumas eu chamo de motores da desigualdade né seja mercado de trabalho A questão Educacional a saúde eh distribuição de espacial da ocupação entre outros no meu livro eu cuido especificamente desses desses E aí tem um capítulo especial para cada um
deles outra outra característica da sociedade individual é que além dos motores Você tem uma base né que eu chamei de chass sociedade igual que é que é justamente sustenta a sociedade da engenharia institucional e funciona como anteparo jurídico uma aura protetora do Sistema de segurança no sistema jurídico assim pode agir muitas vezes é arrepio da Lei fazendo as duas instâncias da segurança e da Justiça elementos estabilizadores de preservação do quadro de iniquidade ou seja todo esse quadro de iniquidade que foi colocado da favela da informalidade dos do dos hospitais Sem condição de funcionamento das escolas
eh em petição de miséria etc eles têm uma aura de De legalidade dada por um sistema de segurança de justiça que não só eh coadunam com a ideia da da da desigualdade como mas reforçam essa ideia dando uma hora de legalidade né a segurança e a justiça dar um exemplo a justiça no Brasil ela ela é muito criativa com relação à questão dos da dos dos pobres da pobreza a justiça Ela inventou uma um um chamado mandado coletivo de de de de busca de apreensão etc Mandado coletivo como é isso eh a constituição diz que
só a polícia só pode entrar na cara com mandado eh bem bem justificado né E esse mandado coletivo ele justifica assim eh toda essa comunidade aqui vai ser invadida porque o juiz mandou né e isso é totalmente legal isso é totalmente fora dos dos do controle mas isso Funciona mas só funciona comunidades pobres eu nunca hav mandado coletivo desse de de de entrada nas casa para um Um de tema Jardin existe mas existe nas comunidades nas comunidades eh mais pobres e isso e a a justiça ela ela de alguma maneira protege a segurança a a
polícia para que a polícia faça esse tipo de coisa outra coisa que a gente tem muito grande são os mandados eh são os as questões como a resolve a questão das dos dos inquéritos de por mortes por causa policial morte por resistência policial né é um pacote já pronto em Que A Polícia Vem entra nas casas mata pessoas e fica por isso mesmo e isso tudo dá um quadro de legalidade que é segurança e justiça juntas eh fazem com que esse chassi continue a funcionar secular ente ao arrepio da Lei muitas vezes n Então nesse
contexto projetos seid de com distributivo quer dizer qualquer projeto de país que mexa com essa questão da desigualdade né Eh é desqualificado é desqualificado e E e colocado fora do âmbito da política é como se a sociedade fosse fosse aceitar ou ou não algumas algumas eh áreas políticas como esfera política ou não Por exemplo eh reforma agrária reforma agrária deixou de ser há muito tempo um debate político para ser um debate policial hoje no Brasil se falar em reforma agrária tá se falando em em alguma coisa que eh ao invés de de se se chamar
parlamentares para discutir a gente Chama por is é para intervir né isso acontece na reforma agrária nas demarcações de territórios criom bolas nas demarcações de terras indígenas ou mesmo nas próprias terras indígenas já demarcadas a gente vê raposa da Serra do Sol o que que tá acontecendo reivindicações por moradia né entre outras saem né viram um caso de polícia hoje no Brasil esses essas reivindicações que deveriam ser reivindicações eh políticas viram um Caso de polícia a gente tá fazendo ontem fez 60 anos do discurso do Jango eh na central do Brasil o discurso das reformas
de base e é impressionante como 60 anos depois duas coisas me chamam chamam atenção primeiro aqueles problemas anteriores lá reforma agrária eh a a a melhoria da renda melhoria das condições de trabalho etc estão todos postos colocados e se segundo lugar eh grande parte dessa agenda caiu como agenda política e virou uma agenda de Costumes agenda policial que é Reforma Agrária se se trata com correte corretada com desqualificação o MST por exemplo é desqualificado como como um um ator político e qualificado como um ator eh que merece a o tratamento policial Então esse é uma
colocação dessa sociedade des igual você ela é tão desigual que o interesse de alguns grupos na ponta eles são totalmente diversos do interesse dos grupos eh da outra ponta Então você não Tem diálogo você não tem como dialogar por mudanças o fim o o o o o sucesso de um é o fim dos interesse dos outros e essa é a grande problema da sociedade desigual que é a questão de que você não consegue eh colocar tudo isso na ag né e aí eh eu diria que que essa desigualdade isso tudo que nós estamos falando até
agora com relação como é que tá meu tempo 100 eh essa desigualdade ela tem uma razão Ela tem um Opa 20 minutos ela tem um um um motivo ela tem um fulcro que é na verdade como se naturaliza uma desigualdade e seculariza essa desigualdade é através de uma coisa chamada racismo né a centralidade do racismo vai se corporizar no dia a dia como preconceito e discriminação preconceito é o racismo ou discriminação é o racismo em ato ou seja pessoa ou um grupo de pessoas Eh se dirige a uma uma pessoa ou outro grupo de pessoas
dizendo não entra aqui porque você é negro não entra aqui porque você não tem direito a isso só nós temos direito a isso e a discriminação é colocada no dia a dia essas populações negras dia a dia de fechamento de posse e por outro lado o preconceito que é alguma coisa mais velada que não tem o preconceito não tem eh sujeito eh em si enfim mas o preconceito ele tem Só o que a gente vê do preconceito é só a a o resultado né qual o resultado preconceito resultado do Brasil de hoje Quantos ministros negros
nós temos tirando os desigualdade racial e os ligados a Direitos Humanos a gente não tem ministros negros quantos eh ministros eh juízes negros dos tribunais PSE quanto nós temos de TJ TJ quanto nós temos De Supremo Tribunal Federal enfim pouquíssimos quantos Generais negros nós temos quantos bispos negros nós temos E aí nós estamos vendo que as portas se fecham quanto mais os os espaços sociais são mais nobres As portas vão se fechando não é E e essa essa discriminação ela ela é colocada de uma forma muito muito muito explícita para populações negras mas na sociedade
desigual elas findam por se desdobrar também para outros grupos né como os LGBT os sem tetos Os Sem terr os quilombolas os indígenas entre outros que passam por esse preconceito por essa discriminação E além disso por outro lado você tem uma perspectiva mais estrutural que n do longo prazo não no dia a dia dia a dia preconceito discriminação mas uma perspectiva que se reverte numa forma da biopolítica da necropolítica e principalmente da branquitude né biopolítica que é a forma que o Estado não faz política para melhorar a vida das pessoas negro então a favela Talvez
seja a mais concreta tradução do que eu tô falando favela é antes de tudo falta de de de política falta de estado falta de infraestrutura falta de tudo e de uma maneira eh explícita porque a gente não pode falar que depois de 100 anos de favela a gente não teria condição de ter uma coisa melhor L ali né a necropolítica que é a morte deliberada de população negra e aí Nós vemos que nós temos um um uma estatística pavorosa que mostra que a cada 23 minutos morre um jovem negro e dentro dessa estatística a a
contribuição da polícia ou seja do estado é muito grande e esse estado que normalmente mata com a anuência do do Judiciário mata diariamente e jovens negros eh constituindo O que o ibem chamou da da necropolítica e a branquitude que é eu chamaria da Quinta Essência do racismo Que é a transformação do Branco elemento branco como o ideal e não só o ideal o único ideal né a branquitude ela é uma espécie de uma quintessência do racismo se eu fosse eh se eu fosse de alguma maneira eh né para trazer a branquitude com exemplo eu daria
o exemplo das paquitas da Xuxa as paquitas xas são as meninas lorinhas branquinhas que são os ideais de beleza e as outras meninas todas mesmo as moreninhas não chegam perto é como se a A metade uma metade fosse maravilhosa ou uma metade não uma minoria fosse maravilhosa o resto fosse eh fosse eh enfim dotado de de problemas etc etc que que M Tude faz né então dito isso eh nós poderíamos falar em algumas coisas do tipo [Música] eh O que que a sociedade desigual eh traz como eh consequências não é a sociedade igual é um
projeto de país né Que tá longe do da do projeto de país inclusive ao contrário é um projeto de país onde uma grande parte se mantém num situação de de miséria e qualquer qualquer mesmo eh ação n sentido de de minorar isso E aí nós colocamos os governos progressistas os governos do PT mas antes Jango e Júlio var na sua segunda na sua segunda eh entrada no governo são perseguidos são são enfim manietado eh e São colocados como como Eh nocivos ao país Então esse é o grande problema do Brasil que é qualquer evento redistributivo
qualquer saída de redistributiva é mal Vista pelos grupos eh majoritários no poder né Então essa é a sociedade desigual E aí a gente tem que falar também da zona de conforto muito grande nos ambientes iguais das elites de classe mé Urbana que tem serviço pessoais de baixo custo tem as empregadas domésticas tudo isso né tudo isso eh é um conforto e uma Coisa que essas pessoas esses grupos não querem abrir mão então [Música] Eh mantém a força esse esse dado essa contraposição e são e são No Limite até eh isso isso eh isso Responde por
uma uma questão assim de desculpa reacionarismo muito forte bom eu vou pro final aqui já tô acabando as consequências da sociedade desigual Primeiro deformação do perfil produtivo que segmenta a demanda e precariza o mercado de trabalho ou seja eh nós temos eh muitas um perfil produtivo muito especial no Brasil eh vocês terem uma ideia eh em 2017 2018 eh entre as sete cidades com mais helicópteros no mundo o Brasil tinha três São Paulo Rio e Belo Horizonte ou Seja ao mesmo tempo que nós temos uma elite andando de helicóptero lá lá embaixo a gente tem
uma orda de gente vendendo serviço a a qualquer preço habitando lixões e enfim uma vida muito miserável Então esse é o perfil produtivo da sociedade desigual segunda caracter consequência né ela modela instituições e forja um alcabo jurídico muito específico né que é capaz disso que é capaz de justificar essa essa jurisdição de jurisprudência Desculpa eh de desigualdade normalizando naturalizando isso então a gente para para mexer com a desigualdade vai ter que mexer também nas instituições terceiro a impossibilidade de se gerar uma agenda política minimamente unificada na medida em que o que é mínimo para uns
é impossível pros outros o mínimo que é por exemplo terra para a população Sem Terra hoje bate nos interesses dos lados fundiários que não qu querem abrir mão disso então Eh são Agendas políticas que viram agendas de de de força outra é a destin a pultura de violência como estratégia de enfrentamento dos conflitos todos os conflitos colocados são resolvidos na base da violência na base da do policial entrando na favela na base do policial invadindo terras que foram ocupadas E por aí vai nós temos uma cultura da violência muito forte dada pela sociedade desigual e
por fim como uma espécie de síntese né A substituição Arena política pela coerção e pela violência por quê porque eh o próprio discurso econômico hoje é um discurso violento o discurso do equilíbrio fiscal que vem eivado desta violência na medida que ignora os aspectos relevantes das demandas dos mais pobres né o equilíbrio fiscal ignora a fome a falta de emprego a falta de terras desqualificando os argumentos com como argumento técnico e limitando debates com argumentos tecnocráticos Isso também é uma grande violência a gente quando fala por exemplo que o Brasil hoje paga e pagou o
ano passado 700 bilhões de reais só de juros da dívida 700 bilhões daria pra gente reconstruir esse Brasil eh e ao mesmo tempo eh dar uma retomada gigantesca no crescimento eh e não fazemos isso em função desse debate fiscal né enfim uma consequência síntese disso tudo e a que eu eu paro eh que a sociedade desigual ela ela ela Desenvolve algumas características inatas como de uma sociedade ao mesmo tempo violenta como a gente viu recorre a violência elitista pela própria essência de como ela se coloca autoritária e fala ah mas violência autoritário é a mesma
coisa nem sempre você pode ser violento e autoritário Mas você pode ser autoritário sem ser violento ent a igreja por exemplo é um bom bom eh exemplo de autoritarismo violento Hoje e mas o último que além de violenta elía autoritária é uma sociedade profundamente Medíocre uma sociedade que onde a a a o Anseio das elides não é o crescimento não é uma sociedade mais desenvolvida numa sociedade mais igual numa sociedade maior uma sociedade onde os privilégios se mantém e esse é o grande problema porque para que esses filiares se mantenham eles usam de todos os
artifícios de argumentos para que o Brasil não mude e a gente tem visto isso Nesses últimos anos aqui no Brasil né basicamente isso que eu gostaria de falar e não sei se eu tenho bom tô com 30 minutos eu queria falar um pouco rápid não não vai lá vai lá o tempo é seu tô adorando a tua apresentação acho que todo mundo também aqui vai lá obrigado sobre a plataforma do cedra Eu gostaria muito de fazer um uma uma uma fala sobre a coisa de TRS anos eh alguns Alguns pesquisadores intelectuais se reuniram Para tentar
trabalhar dados do ibg e transformá-los em dados mais amigáveis o ibg tem muito dado e esses dados podem ser bem melhor trabalhado do que são hoje em dia e e por isso nós Montamos o Ceda que é um centro de estudo desenvolvimento e Raça no Brasil de dados sobre raça no Brasil e e é uma plataforma gratuita é uma plataforma que Que D ser montada ainda E aí se pudesse colocar o o os slides tão na mão nber colber tá no bastidores nos ajudando aqui eh para colocar os slides muito rapidamente só para você ter
uma ideia do que que é o Sim essa é a plataforma de dados o cedra é o Centro de Estudos e dados sobre desigualdades raciais né esse é o nosso nosso próxima por favor São Por que plataforma de dados raciais primeiro para dar o conhecimento ao público dos dados estatísticos oficiais com recorte cor e Raça Há muitos dados mas difíceis de acessar e não tem forma amigável é uma plataforma gratuita para democratizar o acesso aos dados e aos seus recordes a pessoa se desconhece a realidade racial e muitas acham que temos alguns casos de racismo
sem ter uma visão geral dos efeitos sobre negros e brancos gerando desigualdades raciais Próxima por favor por que que a plataforma de aberta primeiro para institucionalizar as ativistas do movimento negro e movimento antirracista de uma maneira geral tem muitos dados esses dados estão de alguma maneira pouco trabalhados nesse nesse sentido né servir de fonte a jornalistas e mídia da internet subsidiar gestores públicos setor privado e servir de fonte aos pesquisadores né fonte para trabalhos escolares Ensino Fundamental Enfim a a a ideia da plataforma é que seja um acesso geral e restrito com com vários níveis
de de iação paraa frente por favor então ela tá uma plataforma em construção até agora nós soltamos três grandes pacotes acumulativos o primeiro foram banc de dados sobre o Censo 2010 e a pinar de 2012 a 2019 todos esse banco de dados tá pronto lá tá depois disso sobre a pesquisa Nacional de saúde pesquisa Nacional de saúde escolar e Sistema Nacional de nascidos vivos isso já foi em agosto de 2013 o primeiro tinha sido em dezembro de 22 então acumula-se também esses dados em 2023 e agora em dezembro de 2023 banco de dados sobre pesquisa
Nacional de saúde pesquisa Nacional de saúde escolar Sistema Nacional de nascidos vidos data SUS ão esses dados todos lá na frente por favor então ele ele utiliza dados para explicitar isso aí pode pode caminhar Mais paraa frente que eu queria mostrar só um exemplo de de dados que vocês conseguem no no na mais para frente por favor aqui eu vou dar um exemplo do que nós estamos falando esse dado aqui é a proporção de negros entre os estudantes no ensino superior que aumentou 2,7 de 2010 a 2019 muito em função das cotas e Aqui nós
temos é é um é um espécie de um card né com capa e contracapa e na na Contracapa nós temos a explicação disso e os dados e na forma de gráfico né e assim nós vamos ter para várias várias situações eu aí vamos até o final porque eu vou dar o endereço direitinho do C Eu tinha separado mais mas com tempo acho de v aí esse é sobre sobre habitação né Nós inclusive ti tivemos só um instantinho nesse aqui eh nós fizemos um uma próx o seguinte domicílios habitados só por negros Domicílios habitados só por
brancos e domicílios ocupados por negos e não negros juntos né esses domic PM negos negros é 25% os outros 75% ou é só branco ou é só negro e E aí nós vemos as características desses desses dessas dessas moradias é muito interessante isso porque a maioria do do domicílios negros é favela e aí você tem todo um um estigma com relação a isso mas enfim Eh vamos paraa última última último slide lá Eh por favor o penúltimo Aliás o que é o que tem o pode pode ir paraa frente então é aqui ó o site
Não não é o último mesmo Desculpa esse aqui eh o site ced.org.br né o Instagram cedra P dados raciais e o e-mail é admin. org.br então vocês por favor eh entrem usem abusem porque ele foi feito justamente para isso para que a gente Possa ter eh mais eh dados de qualidade e dados eh acessíveis para se colocar essa questão racial que é o cno da sociedade igual era isso desculpa eu ter passado um pouco de tempo mas enfim era isso que eu gostaria de falar muito obrigado desculpa nada nós que agradecemos olha se tivesse mais
tempo você ia continuar isso por horas aqui tô aprendendo muito Imagino que que todo mundo aqui também tá aprendendo né e e o e o problema Um dos problemas maiores né Mário é que a que as cotas estão sobre risco né estão sobre ris semana passada eu li um editorial da Folha de São Paulo que é frontalmente contra as cotas voltando 20 anos sim sim um retrocesso muito grande a gente pode até falar un poucos so issos mas retrocesso horroroso horroroso com relação a esca Ó gente eu vou abrir agora pras inscrições antes eu quero
saudar a presença de companheiros que chegaram Aqui a Rosa Margarida de Carvalho levanta a mão aí Rosa a Iraneide Soares o Jaque Mário o Eloi Ferreira nosso Ministro presidente da fundação Palmares um abraço o Jaque Mário tá aí Dev tá ficando importante essa Live aqui hein a Ana Flávia Nossa diretora do Instituto Lula paraa África e América Latina a a Ana carrega duas responsabilidades n costas ó A Ana tá aí daí Ana oi oi Oi Celson Oi muito obrigada tava aqui até anotando anotei várias Coisas foi muito boa né Muito produtiva de vontade de ficar
aqui ouvindo queria agradecer muitíssimo a todos e o Mário eu tenho até uma pergunta como que a gente vai fazer como que dinâmica a gente vai fazer nós vamos fazer eu vou abrir a as perguntas 3 minutos para cada um Deixa eu ver se eu não apresentei alguém aqui que entrou depois o Lucas Eu já falei ah o c Oliver Sousa vai codio tudo bem seja bem-vindo t bem Muito obrigado De que país você é C sou do benim e tô aqui à já e sou também o presidente da da diáspora da África da África
assim digamos do benim né Eh sou formador e economia eu sou Doutor em estatítica Opa seja bem-vindo cod eu conheço seu país já passei uns TRS qu dias lá e adorei eu vou abrir então eu vou abrir então quem quiser falar Levanta a mãozinha eu vou colocando uma Ordem aqui mas vou privilegiar a Ana Flá né Afinal de contas ela é a nossa diretora e ela já tem Pergunta engatilhada aí Ana com você eu tenho não eu achei assim Fantástico né E tava até pensando essa semana a gente teve a notícia de que 10 milhões
de pessoas saíram da fome né então eu tava até pensando nisso do projeto de país da direita do projeto do nosso projeto de país e queria perguntar eu fiquei pensando aqui eh eh Professor eh não sei Se é professor Mari é que eh nessa dificuldade da gente também conquistar as subjetividades né então a gente tem muito claro um projeto de país da direita né da Ultra direita até hoje né com essa complexidade depois da crise de 2008 do Capital mas a gente também a gente tem dificuldade de eh unificar minimamente para um projeto mais eh
sólido né do país para essa atual conjuntura e acho que essa atual conjuntura tem um componente que reforça Acho que é a ferramenta é uma das Ferramentas desses motores da da sociedade desigual que é a tecnologia né que é assim como a violência eh ela legtima e instrumentaliza né o racismo algoritmo por exemplo como a gente tá vendo esses problemas essas questões de vigilância nas grandes cidades Vig em todos os lugares né uma eu acho que é uma uma a gente atualizando o nosso discurso ao perceber isso e fazer esse debate vinculado com as plataformas
com O capitalismo de plataforma mas eu queria saber qual como que a gente pode tratar desse tema da Segurança Pública de maneira que a gente possa convencer essas pess pessoas né Eh mesmo das Comunidades né e pessoas mas só a gente tem isso pelas pesquisas que eles são muito favoráveis a um a mais punição é um debate onde a gente p a gente sempre fala assim ai a gente nossa proposta de par é um projeto estrutural então quando todo mundo tiver educação emprego etc Vai diminuir a violência Claro que vai diminuir a violência mas como
a gente conversa com essas pessoas que são sujeitas ao a essas sociedades igual né que tá cada vez mais instante como o senhor falou sobre pra gente compor um projeto de segurança que a gente possa fazer esse diálogo com a sociedade então eu fico acho que é uma parte complexa que a gente tem dado pouca pouca resposta né do nosso campo do nosso lado eu queria que se a gente pudesse se o Senhor pudesse falar um pouquinho sobre isso Mario pra dinâmica aqui do do debate que que você acha da gente fazendo blocos de TR
em três você dá uma resposta o que você acha porque deixar tudo pro final você fazer uma a um uma não vai pode ser pode ser vamos lá trê e três Olha eu tenho três inscritos aqui o Milton rondó Federico fornazier e o Eloi feira tá um depois do outro Milton 3S minutos cada um vamos lá bem-vindo Milton vou fazer minha Inscrição Muito obrigado muito obrigado CS foi excelente apresentação eh e e eu gostei muito Mário você eh tratou da África aqui né E aí eu queria fazer essa provocação quer dizer eu eu trabalhei tanto
na América Central quanto no Caribe né na América Central você já tem a questão de Que bom a África tá na costa atlântica dos dos países da América Central né bem separado né Eh já é uma grande dificuldade e e no Caribe enfim Caribe negro eh mas o Brasil também não se admite como país caribenho embora todo o litoral da mapá esteja no Caribe né a fronteira sul do Caribe é o a a Foz do Amazonas né portanto todo o litoral da mapá nos coloca no Caribe né mas há essa enorme eh esse enorme desconhecimento
né da gente com relação à América Central e ao Caribe né e eu e eu naquela época quer dizer tô te falando de governo Fernando Henrique quando eu tava na Jamaica né Eh eu que nos diálogos Brasil com a Inglaterra por exemplo nunca entrava o Caribe né O que é meio estranho né Ah até porque a Inglaterra financiava várias coisas inclusive o centro de pesquisa de fals for que é um dos maiores do mundo tal que tá lá na universidade das Índias ocidentais né que tem muito interesse pro Brasil havia Estagiários do Brasil lá etc
então um pouco isso que eu queria te colocar quer dizer nesse momento em que o Definitivamente entrou em falência coisa que já se sabia né que ia acontecer enfim crônica de anunciada né o Brasil inclusive é parte desse desastre né vamos lembrar Eleno chefe a minust Tarcísio integrou os capacetes azuis né então como é que você vê Isso quer dizer como a gente fazer esse Resgate quer dizer inclusive para fortalecer os nossos laços com a África né nessa África que está aqui do nosso lado na América Latina e Caribe né como é que a Gente
aumenta esse diálogo como é que a gente se abre como país né para essas regiões para esse conhecimento né e termino lembrando quer dizer para mim um dos caras mais Fantástico que já tratou desse tema é o Fran fano aqui da Martinica né E que nós tão pouco em cima era isso muito obrigado pelas pela apresentação foi excelente agora Eloi Ferreira aí Eloi que bom te ver aqui hein Faz muito tempo que a não se vê seja muito bem-vindo nós Vamos exigir muito de você nesse nesse iniciativa África viu para se preparar eu vou fazer
o Eloi daí terminar o primeiro bloco né coma Flávia o rondó e o e o o nosso amigo Eloi e depois já tem três inscritos paraa segunda que é o Federico a Elisângela e o Lucas vamos lá você Eloi Eloi aí aí tá sem som Elo aí tô tá me ouvindo agora agora sim vamos lá ah obrigado Ô Celson Obrigado Poa é uma alegria ficar ouvindo o Mário cara brincadeira não o Mário a gente ouve o dia inteiro assim sem cansar porque ele é uma enciclopédia que consegue traduzir ases complexidades de uma forma muito simples
se não deixa assim Encantado de ouvir e é bom tá aqui muito obrigado por tá aqui Celson uma alegria também vê-lo e tá aqui nesse momento o eu gostaria te abordar dois temas assim que o o Mário colocou um tema especialmente Mário colocou o tema Da é assim falou Poxa Eh quantos negros nós temos nessa juízes magistrados a altas patentes verdade mas se considerarmos a atividade econômica também nós não temos lá de fundiários nós não temos banqueiros nós não temos grandes empresários nós não temos na verdade nós continuamos num num ponto muito distante todos os
avanços que nós conseguimos ao longo dos últimos anos especialmente ao longo das últimas duas décadas e meia alguma coisa assim eh dão Conta de de Passos né não conseguimos dar um salto tivemos um documento extraordinário aprovado que é o estatuto da Igualdade racial mas também não nos possibilitou um salto e possibilitou uma caminhada singela que ainda tá por ser feita ainda em muitos aspectos especialmente no campo da regulamentação do estatuto que possibilitaria uma série de apropriações eh paraa comunidade Negra notadamente até na perspectiva de fazer Que que o Oceano Atlântico não fosse esse oceano mas
fosse um rio para poder encontrar a África ali e celebrar uma esse encontro então duas coisas mar sabe me tensos de pensar sempre uma quando as cotas Alguém falou aqui as cotas estão sempre sobre crigo sobre ameaça sobre sempre questionadas agora se questiona a questão da negritude se negros Quem são negros todos só nós somos negros aí coloca assim quem são ah não predos e padros padros não são Neos negros ora é Essa é uma farça que vai ao encontro de do dos racistas que querem acabar com as políticas de ação afirmativa eu entendo que
somos negros na grande compreensão da nossa afrodescendência não podemos perder isso de vista Então esse é um tema que eu gostaria que você você puder abordar nessa questão que alguns ficam presos no panafricanismo mas não não chegam para poder entender que nós somos todos afrodescendentes e precisamos lutar nessa dimensão paraa Construção da que todos esses atod descendentes em qualquer dimensão associam-se apropria-se dos bens culturais e econômicos desse tempo e a outra questão que eu fico imaginando sabe é na no olhar Então são duas questões essa questão a questão da da questão das Fas a questão
da comunicação nós vivemos um grande problema no que diz respeito à comunicação nós estamos com uma dificuldade ainda de comunicar com todos Os atores vejam que esse deputado desqualificado lá de Minas Gerais que vou preferir me nominar que é um um ser desqualificado tentando pegar a comissão de educação esse menino ele é um um jovem arrogante prepotente presunçoso e e com toda a compreensão do racismo herdeiro de todas as os males da escravidão na hora de compreender o Brasil e mas ele dialoga com uma multidão que nós não conseguimos dialogar Como fazer pra gente dialogar
na perspectiva de encontrar esse laço hereditário ess essa nossa ancestralidade acho que nós temos que pensar nos debruçar sobre isso você tem alguma ideia e por fim tem uma ideia atéos companheiros e mar que eu imagino nós temos um tratado tratado que nos permite eh não ter fronteiras com nenhum país da Europa e com a América Latina também não temos Fronteira fronteiras te digo que nos obriga tirar visto no Passaporte para poder visitar esses país com a África não ah para ir à África nós temos fronteira e pro africano vir ao Brasil tem fronteiras asas
fronteiras se impõe que nós não conseguimos nem com os países língua portuguesa nós conseguimos não ter fronteiras or eu acho que estamos desafiados mais uma vez viemos 8 anos de governo Lula quase eh o governo Dilma Infelizmente o golpe nos tirou mas a gente precisa acho que pensar nesse Olhar também de fazer um grande tratado podemos começar com os país de língua portuguesa onde possamos transitar com a cultura sem essas fronteiras que exigem os vistos para que nós possamos ter E aí ter voos diretos para esses países estabelecer linhas diretas para poder eh encurtar as
distâncias que nos afastam da cultura e da memória ancestral que precisamos ter na perspectiva de desenvolvimento de Cultura de ciência e de todos os bens econômicos dessa época Me desculpe se me estendi Celso Mário companheiros mas é muito obrigado por est nesse momento muito bacana e é sempre bom ouvir o Mário pô é bom para caramba e vivva Palestina né você tá com uma camiseta bonita aí viva Palestina livre antes de passar pros próximos três eu quero lembrar que hoje são se anos na morte da Marielle né pareta periférica vereadora assassinada há 6 anos junto
com e até agora a gente não sabe quem matou Marielle né a gente imagina mas até agora não não tá explicitado né então se anos da Marielle é um momento da gente tristemente relembrar né e exatamente hoje esse aniversário terrível e outra coisa eu viei no começo mas não sei se todo mundo pegou essa conversa tá sendo gravada tá se Alguém falou alguma coisa que não devia vai se arrepender porque nós vamos colocar no ar no no site do Instituto Logo mais assim como anterior que foi com Professor Almeida ninguém se arrependeu de nada né
pra gente editar então ou agora ou C para sempre a segunda rodada é o Federico fornazieri o Lucas e Elisângela pacar panacu Pode ser mas eu não vou responder antes Federico você Federico Eu acho que o professor queria responder o professor Mário queria responder essas três antes ou não ou pod não a gente tá Fazendo de três em três vamos lá professor fala agora Espera eu falaria rapidinho que aí a gentea marcando não com você não rapidinho e eu concordo Dona Flávia com relação a à questão da da da da tecnologia Você tem toda razão
é um outro motor de de desigualdades os acessos diferenciados à tecnologia e E aí você coloca né A questão da segurança pública e o que fazer eu acho que o que tá faltando e é muito fácil Falar mas papel do intelectual vi falar não é fácil não é tão fácil fazer mas é trabalho de base eu acho que tá faltando muito voltar lá nas Comunidades a que era saiu das Comunidades seja pela igreja seja pelas pelos Sociedade Amigos de Bao foi capturado isso tudo pela milícia pelo pelo tráfico e eu acho que falta essa volta
não é fácil mas é uma volta importante por quê Porque sem o protagonismo do movimento negro sem o protagonismo da da população negra a Gente não muda esse país a gente não vai conseguir mudar o país porque vai ficar sempre ó coisa eh superficial Então eu acho que é isso que tem que acontecer você me pergunta né como fazer e eu eu acho que é por aí Milton Obrigado pela sua fala também eh como chegar nesses países é difícil também falar mas eu acho que nós temos algumas vantagens comparativas o Brasil é um dos poucos
países que viveu intensamente o Subdesenvolvimento e tem algumas saídas técnicas tecnológicas para alguns uns pacotes algumas coisas que podem interessar esses países como uma forma da gente atrair uma uma relação mais forte e e e e propor mudanças eu acho que é por aí nós temos pacote tecnológicos nós temos em brapa trer uma série de coisas que poderiam servir de de catalizador de uma intervenção Brasileira de uma aproximação brasileira com esse país que eu acho que é muito Bem-vinda é é a nossa África do Norte né a África dos países do Caribe e e do
atlanto Eló meu caro prazer revê-lo muito muito bom né Eh eu concordo completamente com a sua fala eh acho que aí eu vou me me ater porque as outras as outras falas eu acho que você colocou de uma forma brilhante assim eu só vou me ater a uma questão que você me chamou para para para conversar sobre a questão das cotas eu acho que tem uma covardia muito grande De professa das cordas que é a visão racista dessa sociedade desigual que não consegue admitir as cordas por quê Porque as codas Talvez seja o único instrumento
que se contrapõe diretamente a essa a Essa sociedade desigual e quebra esse paradigma de que os mesmos os filhos dos mesmos os netos dos mesmos vão ser até os melhores acessos enquanto que os filhos dos pobres não teriam acho que as cortas V um pouco para quebrar esse Paradigma e daí a a o a a a revolta o racismo Eu lembro que um dos grandes argumentos é Ah você não sabe quem é negro Você não sabe quem não é isso aí eh o argumento da Fronteira eu lembro da Suene quando cel Furtado criou e foi
também foi uma luta mas depois que a Suene se consolidou a gente tinha eh a Suene era um mapa dos Estados Não significava claro que do lado de Minas naquela época Minas ainda não fazia do ocidente os pobres não fossem tão pobres Quanto os os os pobres na fronteira da Bahia mas nem por isso você tem que jogar fora uma ideia eh que é boa que que é funcional para que você você jogar fora essa ideia e é isso que acontece com as cotas eles eles trabalham tem uma história de UMS gêmeos aqui em Brasília
que um passou no no por Cot os outros foi foi vários gêmeos iguais univitelinos que o correio brasiliens bate nisso H 15 anos como se você fosse definir a o problema ou a Questão dasas que é muito importante Bras a partir detalhes e esses detalhes fossem acabar com a com a política Eu acho que a gente vai ter muito que lutar com relação a isso mas eu eu concordo com você eu acho que a questão das portas é prente ela vai ter que ter ser a gente vai ter que continuar essa essa batalha era isso
vamos para frente Obrigado Professor vamos para mais um bloco estão inscritos o Lucas a Elisângela e a Márcia Lopes vamos lá Lucas você tem 3 minutos era Ah federic desculpa desculpa desculpa é o Federico Federico me lembrou que eu tava atropelando o professor e agora eu tô atropelando ele Federico você não primeiramente fico Lucas e lisel maravilha não primeiramente queria agradecer Professor Mário por essa apresentação né Eu acho que ela traz elementos fundamentais pra gente entender Até o que tá acontecendo um pouco na África hoje em dia a gente vê Nos últimos 5 anos uma
série de culturas institucionais Alguns chamam de revoluções outros chamam de golpes Mas enfim são rupturas institucionais que vêm mudando eh a configuração eh Colonial inclusive eh na África então a gente vê dos últimos 5 anos acredito que tenham tido 11 rompas institucionais em países africanos dessas 11 oito são de ex-colônias francesas Então a gente tem Guiné niger Chad Gabão Mali burquina Faso que são países inclusive desses que Eu citei cinco deles acho que estão entre os 10 menores dgs do mundo e com uma economia completamente subjulgar pelo poder Imperial ainda é Colonial eh francês eh
nesse processo Inclusive a moeda desses países é emitida pelo banco central francês e eu queria entender também como esse processo eh da colonização da branquitude continua esse processo de exploração na África e como o sen enxerga essas Ruturas que estão acontecendo atualmente porque a África tá um continente em ebulição completa a gente vê diversos conflitos culturas institucionais eh constantes Então o que entendeu um pouco como isso se correlaciona com essa esse processo Colonial eh que a gente vê desde a década de enfim 30 que que vem estabelecendo esse processo Colonial principalmente eh dessas ex-colônias francesas
essas revoltas essas rupturas e esse discurso anticolonial eh que às Vezes Vem de um lado para atirar a França mas a gente vê que por outro lado eh organizações como da Rússia enfim a própria China tem entrando fortemente nesses países da África assim então eu queria entender um pouco Como que essa condição de subdesenvolvimento essa condição racial eh essa condição Colonial eh tá mudando o jogo das coisas e tá eind na África de uma maneira ou de outra Obrigado o Federico Lembrando que A França tem três guerras né uma na África outra na Palestina e
outra na Ucrânia né Eu nunca vi isso você lembrou bem da da da das Guerras dos conflitos africanos em que a França eh Tá metida até o pescoço né eu vou passar agora pro Lucas ô Lucas eu não peguei qual que é o seu sobrenome Lucas aqui só tá Lucas é meu nome é Lucas Lima de Assis aí Lucas você já Lucas Lima que vem dos Lucas que existe já teve na primeira reunião te Saúdo novamente vai lá TRS minutos Licença queria agradecer aqui primeiramente a exposição do professor foi muito boa é bastante coisa um
monte de nota aqui mas vou tentar resumir tudo para não tomar muito tempo aqui de você e professor eh primeiro eu queria fazer um adendo a fala do Companheiro que falou né e do professor mesmo que mencionou da de Como o racismo ele é esse condicionador da desigualdade do Brasil e como a ficação racial brasileira ela tem a conexão direta né Com a com a nossa classe socioeconômica E desde a nossa formação isso aí inclusive quando a gente fala a gente pega para estudar os cargos militares Professor até mencionou a gente não tem muitos Generais
negros e tal e a gente pega para ver que antigamente os Generais negros os Generais negros para se tornarem Generais eles precisavam ser promovidos entre aspas a paro precisavam ser reclassificados racialmente para que eles pudessem ter essa promoção porque Pessoas negras não podiam chegar até determinados cargos e se isso acontecia no no no exército Com certeza acontecia em outras instituições da nossa democracia eh ou da da Democracia que tava nascendo ali eh outra coisa que uma nota que eu acho interessante de de mencionar que eu deixei aqui é que Professor menciona a França e a
e a Europa e e fazendo cor até com o companheiro que falou aqui agora um pouco antes de como que hoje a Europa tem problemas raciais pesadíssimos né hoje a gente vê eh a questão da imigração dentro da França mesmo não só na África não só em outros locais que a França colonizou mas hoje os países que foram colonizados pela França hoje eh os imigrantes que que vão lá sofrem violência policial brutal moram em condições de favela eh semelhantes aqui às nossas né e e até os protestos que a gente teve mais ou menos na
época da pandemia na França tiveram a Ver inclusive com a violência policial em relação a Imigrantes e filhos de imigrantes negros né então acho que é importante a gente colocar essa nota também e uma queria deixar só uma pergunta aqui pro professor também aproveitando para fechar eh tendo em vista né que a gente ainda vê que a democracia racial que a gente vive no Brasil ainda é a política racial vigente e eu queria jogar aqui pra gente pensar como que a gente pode eh realizar uma Sociedade realmente eh socialmente democrática superando essa velha democracia racial
que ainda é o motor da da do racismo né a gente ainda fecha os olhos para muita coisa do que acontece do racismo no Brasil a gente ainda ignora muita coisa por por a gente ver algum tipo de representatividade em outros lados ou pelo discurso das elites não ser tão agressivo quanto ele ele poderia ser em outros momentos Mas como que a gente pode superar a gente Enquanto né movimento organizado como que a gente pode superar essa democracia racial aí democratizando as Relações raciais do Brasil de fato é isso mesmo queria agradecer novamente Muito obrigado
pela oportunidade aí obrigado obrigado Lucas vou passar para esse encerrar esse bloco para Elisângela que tá com a palavra agora Ângela bem-vinda você que fala obrigada gente boa noite e aí eh recebi esse convite Fico muito agradecida de de compartilhar de ver de ouvir né Principalmente nesse nesse momento que a gente tá num processo de múltiplas organizações assim vou fazer dois destaques eh deixa eu ver tem um um um Eco talvez aqui mas eu sou Elisângela né como já me apresentei no início e sou filha do povo negro do povo indígena com faço parte hoje
do Povo panc cararu no Sertão de Pernambuco e estou aqui em Brasília também há poucos meses mas assim bastante intensamente Envolvida com múltiplos movimentos que envolve também essa esses processos mesmo de de atuar numa gestão da política pública e pensar a política pública no processo de de reconstrução da história né E aí como eu vivo até a minha adolescência no eh no território indígena e várias situações de deslocamentos compulsórios múltiplos em busca de condições de trabalho com a família também eh quer quero destacar muito essa essa condição histórica das Populações rurais indígenas e negras no
sentido do do acesso eh do não acesso do acesso precário da Luta pelo acesso e do avanço no acesso à educação porque é muito bom conhecer o o a plataforma que que você vocês apresentam aqui com dado muito valiosos pra gente continuar fazendo essa leitura e identificar de forma bem adaptada popularizada assim uma painel desse uma plataforma dessa para que a própria população fortaleça os movimentos de luta no sentido eu que Venho mesmo eh da do trabalho da luta de base do MST comunidade eclesiais de base pastorais Rurais do campo e é esse processo de
formação e de apoio que também constrói muito a nossa formação de entendimento dessa desigualdade né porque quando a gente tá lá no pé dentro da pobreza da Fome que a gente passa se a gente não tem a leitura de do explicação do motivo disso como é que a gente vai se organizar e lutar e defender a política pública e eu lembro Muito que eu fui bolsista eh do pro Uni eu era muito eh Às vezes o pessoal dizia cadê aquela mina do governo né era a mina do governo numa visão de que eu estava recebendo
um favor né e não um apoio um suporte um incentivo de uma política pública para eh avançar num campo que minha presença não era eh considerada possível viável mas que aí a gente precisa muito desses espaços do entendimento de que são políticas eh públicas que nos permitem compreender Politicamente o jogo das relações sociais e a força da desigualdade como ela também sufoca muito essa ideia de de quem somos nós e onde estamos então no Brasil ess as populações rurais elas são bastante eh penalizadas pel esse processo extremo de desigualdade de expansão né da exploração do
campo e são os movimentos que trazem muito essa força política também para o entendimento da desigualdade das políticas públicas como muito valiosas Nesse campo e eu fico muito feliz assim de de conhecer e tá tão perto de grandes intelectuais que constroem isso e que estão com o pé no chão né a Márcia para mim também uma grande referência dessa pessoa que sempre está junto com o pé bem no chão da realidade entendendo que é a política pública é o incentiva a educação que a gente vai compreender e trans transferir muito do que é a vida
para Bem Além disso então eu fico muito muito feliz aqui de ver também o cojo Né Que é hoje é professor na Bahia também nesse espaço a gente de muitos anos de companheirismo aí de trabalho de luta eh junto aos territórios quilombolas e indígenas e a gente fica muito feliz de de conhecer mais uma plataforma dessa de apoio e suporte para esse trabalho então parabéns gente muito obrigada por enquanto é isso né Essa contextualização caso queira fazer essa abordagem também da transformação que envolve esse trânsito e essa superação esse trânsito Da construção da política pública
para as populações rurais que predominantemente também são bastante eh penalizadas pela estruturação da desigualdade no Brasil e como o processo de formação política da consciência da desigualdade é muito valioso para nós que temos essa origem e hoje podemos também acreditar que as políticas públicas a gestão da política pública também é lugar pra gente estar Isso é uma felicidade e algo muito raro e muito Valioso Nesse contexto que a gente vive eh no Brasil um avanço muito grande muito obrigada gente ô professora nem ressaltei essa tua plataforma faç favor hein coisa Bárbara Parabéns acho que vai
ser muito útil para todos nós eu não tinha noção que você tava trabalhando nisso mas achei Fantástico profess com você usem e abusem ela tá lá paremos isso hein paremos Esso Você já deu o caminho para entrar com você Professor então Rapidamente aqui com relação e a a intervenção do Frederico eh bom eh sobre processo de exploração da África eu eu eu sugeriria eh para entender esse projeto processo eh voltar ao ao ao clássico Foucault quando ele trabalha a questão do biopoder que é justamente ele tá estudando como os países coloniais eles exercem seu poder
nos países colonizados principalmente na África tá estudando na África e a questão do biopoder ou da biopolítica né Que eles cham às vezes biopoder biopolítico é justamente essa forma discricionária que tem esses países africanos esses países eh colonizadores eh de tratar e de de implementar políticas rest e políticas que visam unicamente A Dominação e e o mal que isso causou nas gerações e gerações desses país is vale a pena eh eh dar uma revisitada no fou e também no miem que aí é uma coisa mais mais eh Viceral que aquele me bebe e ele bebe
na na da mesma fonte do Foucault mas ele vai tratar da questão do da necropolítica ou seja de como esses estados além de tudo eles matam eles eles descaracterizam a populações e eles são muito violentos e não fazem não fazem nas nessas nesses país nada do que fazem nas suas fronteiras ou seja nenhum benefício nada ao contrário Então acho que valia a pena trabalhar esses dois viu Frederic eu acho Que ressaltando a sua a sua preocupação com relação ao Lucas Lima né o eh como superar democracia racial é difícil porque tá enraizado né o discurso
que se tem hoje o próprio discurso contra as cotas ele tá enraizado na coisa democracia racial a gente vê que até hoje as pessoas ainda recorrem pra ideia da Red democracia racial para tentar eh salvar essa Essa sociedade racista e Desigual né mas eh o que eu queria dizer é que o grande a grande eh igre o ou o o o o o o grande eh mentor do do do processo eh da da da da da luta pela pelo pelo contra o racismo é a ideia da Igualdade a ideia da Igualdade num país como o
Brasil que é desigual e quer manter-se desigual ela é revolucionária a gente não tá querendo nada mais do que a igualdade isso aí é é é é é imbatível e essa ideia de igualdade essa ideia de Igualdade que tem que nortear as ações do movimento negro e as ações dos dos partidos de esquerda é igualdade na veia é isso que é insuportável para Essa sociedade igual insuportável pensar que o filho da empregada vai viajar para Miami Como di disse o nosso Ministro anterior ou o filho da empregada vai estar na universidade junto com os filhos
dos patrões Essa é insuportável isso é essa é essa grande bandeira que eu acho que a gente tem que ter Para para continuar nessa democracia nessa luta contra essa ideia de democracia racial que é uma ideia completamente distur pada e por fim eh Elisângela eh você falou do acesso à educação e e na questão do Campo né e eu lembro você tem toda razão eu lembro você essa é uma sociedade disputa eh o o o a impressão de caos que nós temos hoje em relação Ah o Brasil não anda o Brasil eh Na verdade o
que tá Acontecendo é que há poucos poucos anos há poucas décadas o projeto o projeto de inclusão e de combate à desigualdade ele ele se coloca em pé e e o que a gente hoje nada mais é do que uma reação virulenta a esse projeto de igualdade um projeto que coloca aí e aí é a disputa mesmo a gente vai ter que disputar palmo a palmo isso esse essa questão e principalmente no campo né onde a gente consegue ser mais desigual do que na renda o índice de gí brasileiro no campo É maior do que
o índice de gí que é é o índice de desigualdade na da renda O que é uma que é uma que gera muito grande então essa disputa que eu chamo atenção era isso fico por aqui obrigado Professor tua imagem tá cortada você consegue dar uma levantada aí Agora sim achei que você só tinha careca Achei que só você tinha careca isso é inelutável não reparem que tem dois cachorros latindos então vou passar logo paraa Marr Lopes para Maria News e depois para Rosa Margarida Marcia Lopes bom estão me ouvindo bem sim vai lá que bom
obrigada Celso aí pela tua condução é uma grande alegria tá no meio dessa galera aqui resistente Combatente e Mário um prazer te ouvir eh acho que Eloi falou isso E tem toda a razão né você fala de um modo Tão Profundo e ao mesmo tempo tão simples né Eu acho que é esse aprendizado inclusive que a gente precisa ter nãoé para para Para revelar outras coisas outras informações né dessa realidade da desigualdade e da questão mesmo né dos conceitos todos do racismo enfim eh também né Já sabia mas fiquei muito encantada com essa plataforma e
acho que isso é uma uma tarefa que o Instituto o Instituto Lula através aí da nossa iniciativa África já pode assumir no sentido de espalhar não é essa essa possibilidade de acesso porque eu acho que sem informação sem dados sem espaços Né da de de maior conhecimento de mensuração dessa realidade no Brasil a gente acaba se perdendo às vezes ou repetindo né até jargões mas que não alteram né a a nossa realidade eh fico sempre muito emocionada quando te ouvi falar das realidades de quem vive né esse processo da desigualdade do racismo e o meu
segundo Neto hoje com 20 anos ele tinha 5 anos e ele chegou em casa um dia e me perguntou assim Vó por que que na minha escolinha não tem nem não tenho Nenhum amiguinho negro e aí eu falei puxa vida como é que eu vou explicar né para uma criança de 5 anos e eu disse olha Enzo apesar de você estudar numa escolinha de bairro você e é uma escola é uma escola paga e aqui em Londrina também né a população negra mora nos bairros na periferia acaba chegando aqui no centro enfim fui falando né
e e felizmente Hoje ele faz uns raps muito muito bons né fazendo aí toda uma Leitura e uma crítica dessa realidade então a minha como assistente social né que quer que é sempre resposta né E daí o que que nós vamos fazer então né quando eu vou fazer conferência em cada município os municípios menores eu pergunto Quantos professores professoras negros negros tem aqui quantos arquitetos quantos assistentes sociais quanto e vou perguntando Quantos servidores públicos quantos né porque é isso eu acho que aí as pessoas se chocam Porque como você disse tudo fica muito naturalizado né
banalizado mesmo incorporado como natural né E numa população que é massissa né de de pessoas de de brasileiros brasileiras negros eu pedi aqui para uma amiga lá do ministério e ela entrou no observatório do cadastro único e nós temos 96 Milhões De pesso pessoas no C único 65.75 mil são negros e negras e 28.000 são brancos e brancas e aí vai não é indígenas enfim amarelos então Eh eu a Minha pergunta Mário rapidamente é assim eh a gente tem que acelerar isso não é eu acho que a gente avançou um pouco nos governos Democráticos eu
não tenho dúvida que as cotas que as campanhas que os intelectuais os artistas Os né assim os militantes as ajudaram muito nesse processo mas eu acho que ainda é muito pouco e é muito né assim nós vamos demorar muito tempo se a gente ficar nesse ritmo né então eu queria que você ainda que você deu né aí uma série de de De argumentos mas como é que nós vamos do ponto com pedagogia com eh né com uma uma comunicação que faça chegar isso nas pessoas seja nos currículos escolares porque as Universidades também né não formam
futuros profissionais com essa visão antirracista né porque isso tudo foi sendo introjetado não é Maria Nilsa tá aí que é de um núcleo né da we que faz um trabalho importantíssimo nós temos muita coisa legal mas o que me assim às vezes me pega é isso como é que A gente fragmenta as lutas fragmenta a nossa agenda né e e tem uma demora muito grande nesse processo como é que a gente poderia inclusive envolvendo né a grande o grupo eh dos brancos e de todas as raças como é que a gente faz para envolver mais
e mais rapidamente nesse debate nesse processo que não pode ficar entre nós obrigada máo um beijo queria lembrar que a ministra aqui é uma um dos baluartes aqui da coordenação da iniciativa África Márcia super obrigado viu você tá sempre aqui coordenando nossos trabalhos né e queria lembrar também Professor você tem três abraços calorosos de pessoas que vão entrar depois para ver essa reunião você as três a ministra Nilma Gomes a ministra Matilde Ribeiro e o subsecretário da cir Douglas Martins os três estão te mandando fortes abraços dizendo que não podem estar hoje aqui mas vamos
ver essa reunião Logo mais você conhece os três Né sim grandes amigos grandes amigos Ô Celso e deixa então também atravessar mas agora mesmo ela já me cobrou você justificou a Vanda pinato que é uma brasileira quase salvadorenha tá lá na luta em El Salvador bem sabemos o que tem passado Exatamente porque sempre quis né transgredir todos os sistemas de de que causam violências contra as mulheres e ela te manda então Mário um grande abraço e ela quer diz que vai também assistir depois porque Ela teve uma emergência lá mas mandou um grande beijo para
você obrigado outro abraço ela forte calor Ela é querida esse cara hein impressionante Maria Nilsa você bem eh em primeiro lugar eu gostaria de agradecer por essa oportunidade para mim tá sendo um presente bastante especial porque há muitos anos eu admiro o trabalho do Mário né a gente já esteve juntos na anox ele já esteve em curso para Professores na UEL né então minha profunda admiração gostaria de dizer Mário que desde o início de 2023 eu dei utilizo sua obra e que hoje hoje eu deram um livro que se tornará clássico nas Relações raciais né
devido a sua profundidade a sua erudição não é e sobretudo com essa capacidade incrível de dialogar de de de transmitir o conteúdo para pros nossos estudantes paraa sociedade como um todo então utilizei na num curso de pós-graduação Na Unifesp no âmbito do meu pós não é e Desde o ano passado eu venho utilizando e hoje meus alunos estudam também eh o seu a sua obra especialmente eu gostaria até de destacar eh eh a profundidade do capítulo sobre educação não é e que você traz de uma forma brilhante desde o racismo científico e a formação do
pensamento social brasileiro até a atualidade então Mário parabéns e queria realmente te agradecer profundamente por essa obra não é que você nos presenteia Né e e outra coisa que eu gostaria de mencionar é que eh foi falado sobre as ações afirmativas e a gente tem estudado ultimamente eh as ações afirmativas nas estaduais Mário Porque nas federais elas estão mais consolidadas mas nas estaduais não por as estaduais elas foram universidades de Vanguarda na iniciativa da implantação das ações afirmativas com com as estaduais do rio com a u né em 2004 nós estamos fazendo Esse ano 20
anos implantação das ações afirmativas na u não é entretanto tivemos duas universidades no estado do Paraná o ano passado que é a a Unioeste e a Unicentro que implantaram cotas paraa população negra somente no ano passado em 2023 por ão da por interferência da da da Defensoria Pública do Estado do Paraná Então as cotas ainda não são uma unanimidade nas nossas universidades públicas sobretudo nas estaduais há uma diversidade muito Grande por exemplo temos eh Universidade que eh eh eh eh reserva apenas 10% para população negra como audesp né a Universidade do Estado eh Estadual de
de Santa Catarina tem outras que praticamente não tem ainda ações afirmativas e nós estamos então Eh trabalhando com esses dados para mostrar essa realidade e além de tudo tem muitos projetos de leis também no Senado e também na na na no no no no Congresso Nacional que Eh alguns que avançam com com a ações afirmativas mas outros que eh tentam reg tentam t então barrar essa política como você falou que é uma das mais revolucionárias desde que nós estamos nesse país nãoé então uma coisa que eu gostaria de te perguntar Mário que eu já admiro
muito eh inclusive via apresentação do Hélio Santos e também do Marcelo traten Berg sobre o cedra eh eu gostaria de entender porque eh eh eh vocês utilizam os dados do censo de 2010 Nós temos eh eh disponibilidade já do censo de 2022 ou por que que vocês utilizam o censo de 2010 achei brilhante o trabalho mas fiquei com essa dúvida se você puder nos falar quando é que nós teremos por exemplo eh o censo de 2022 disponível para fazermos eh avaliação dessas eh dessa realidade brasileira porque eu fiquei me perguntando Mário qual foi o impacto
tudo aquilo que vocês apresenta apresenta através do do Cedro da cedra Cedra né Eh eh todos esses dados eh e o impacto da covid não é para as nossas para a nossa realidade não é então eu acho que ainda falta a gente eh estudar isso de forma mais profunda e mostrar essa realidade eu acho que o senso eh 2022 Pode mostrar isso então eu fiquei com essa dúvida e aproveit a oportunidade muito obrigada pela oportunidade antes de passar pra Maria Nilsa já que a a você antes de passar pra Rosa já que a Maria Nilsa
lembrou desse livro ó esse livro aqui ó esse livro que que é a base dessa conversa né e super recomendado Ó o meu tá todo anotado aqui ó tá cheio de marca aqui cheio de porque eu achei sensacional o livro Mário o Mário fez uma apresentação para quem perdeu uma síntese do livro poderia falar horas e horas sobre ele e acho que a gente tem que agradecer viu mar tá ajudando muito a aqueles que Querem entender um pouco essa luta que é Central pro Brasil passo então paraa Rosa Margarida depois desse merchandiser necessário esse mechis
porque realmente é o livro que nós precisamos Rosa Margarida e quero me me localizar eu sou uma lutadora da Educação Básica e e eu eu ehou sempre na luta da Educação Básica e eu gostaria muito de agradecer a oportunidade de estar aqui com vocês é um espaço democrático em que eu soui Convidada a estar com vocês né a educação básica ela não é convidada normalmente para muitas questões não ela é ainda aquela que tá E ela hierarquizada dentro eh de um processo eh Educacional do Brasil e a educação básica fica sempre em segundo plano em
várias questões e a gente tem lutado para que isso se reverta e esse espaço em que vocês convidam uma lutadora Pela Educação Básica é mais uma vez a prova de uma vontade de construir uma Democracia verdadeira a segunda questão que eu queria colocar rapidamente é parabenizar o Celso pela condução eh não só dessa mas da outra Live também porque ele de uma forma muito leve democrática e consistente ele leva o diálogo muito obrigada por esse posicionamento cels gosto muito dessa sua maneira de levar as questões Muito Obrigado muito gentil A Última Questão Professor Mário Eh
quero dizer da minha admiração de muito De muito tempo e dizer e e perguntar ao Senhor porque eh eu venho fazendo uma uma analogia e eu quero saber das da sua voz se essa analogia que eu faço nesse momento se ela está exagerada se ela está errada e o que o senhor acha dessa analogia eu tenho feito uma analogia buscando FC com a questão da biopolítica da necropolítica dob e eu tenho colocado que existe também uma Necroa porque quando eu falo eh da da da da conivência da educação com a necropolítica que tá no Brasil
a educação também promove morte não só a morte física mas a morte s por a exclusão na educação é porta de entrada para a exclusão da sociedade como do negro na sociedade como um todo então as famílias negras elas são adoecidas com o processo educacional que nossas crianças e jovens vivem os nossos jovens que não conseguem Eh majoritariamente permanecer no no ensino médio por exemplo ou mesmo nas séries finais do Ensino Fundamental eu gostaria muito que fosse feito pesquisas nesse sentido eles são candidatos preferenciais para a morte física porque eles deixam de frequentar a escola
e vão para outros espaços em que a morte deles lá realmente é premente então eu pergunto pro senhor quanto eu faço essa olia biopolítica necropolítica e necro educação eu tô Exagerando professor e eu queria só dizer uma coisa essa plataforma que eu conheci agora maravilhosa eu não conhecia o senhor tenha certeza que eu em todos os momentos de Formação com professores que eu faço nesse Brasil inteiro eu vou colocar da importância dessa dessa plataforma porque os setores educacionais estão fazendo exatamente aquilo que o senhor falou naturalização das pesquisas em relação aos aprendizados das crianças negras
o Meu trabalho agora é falar sobre a afro alfabetização as crianças negras estão com dificuldade de se alfabetizar porque elas a escola deixa de cumprir uma série de estratégias conceitos que ligados a essa Alf ização dessas crianças negras eu aproveito a oportunidade e peço a professora Iraneide da bpn que coloque com ênfase essa plataforma no site da bpn que é muito acessado pelos profissionais de Educação Básica muito obrigada Professor foi uma aula que eu Tive hoje aan já tá fazendo um cingo a cabeça aqui que eu tô vendo acho que já pode considerar ó um
positivo agora eu o professor senhor posso buzar um pouco da do seu tempo nós já estouramos estouramos em 15 minutos mas eu tô deixando eu não deixei de perceber não eu tô deixando Mas vamos pro último bloco eu eu Cadê o codio que se inscreveu e não porque eu ia deixar o Coach o Coach falar e depois você fazer O encer ó lá ele tá lá ó você vai ter o privilégio de fazer a última pergunta aqui C apresente-se primeiro pro povo aqui tá perto Boa noite meu nome é ol sou Doutor em estatística formado
também em economia aqui em Pernambuco sou do benim que fica na África ocidental perto da Nigéria e est [Música] anos tambo tamb como Professor Substituto na Universidade Estadual de Feir Santana e eu queria agradecer nesse espaço é importante para mim e Agradecer o convite da professora mácia lóes e da minha companheira Elisângela e queria também agradecer a apresentação do professor que eu gostei muito é muito valioso cheio de de conhecimento experiências passa muitas coisas pra gente eh e eu queria aproveitar esse momento também n e falar sobre Eh qual qual Na verdade uma pergunta né
E qual foi a dificuldade né real da processal do Brasil com com a África n considerando os países né os que falam já português que são cinco se eu não me engano eh o que dificulta Na verdade essa aproximação ancestral e considerando do outro lado eh eh a história né da escravidão né que o continente sofreu né Eh a gente sabe que o benit também é um Ponto de partida né dessa história né de levar o escravo né para as Américas Então se tá tendo uma dificuldade dessa aproximação com os outros países lusófonos na dentro
da África eu acho eu tô pensando assim porque não redirecionar as ações os as abordas as abordagens né nesse sentido para outros países da África e não sei e não sei o Real problema né dessa aproximação com os países lufos então Eh isso é minha minha pergunta assim eu não sei o que tá Eh qual é esse problema né e eu queria também eh eh falar rapidinho sobre e acho que foi Lucas que levantou uma questão sobre eh a França né Eh a presença da França hoje e também a questão da moeda que tá tendo
uma evolução né na África em geral nos nos países que a França colonizou o benim faz partir de um dos países né Eh que a França colonizou e o o o o problema que tá tendo lá na África eh é que a França sempre ele eh Ela usa eh alguns mecanismos para eh Inclusive tem na Câmara lá na França tem uma votação de de um orçamento para prejudicar um orçamento específ fo Vado né para para eh fazer essa corrupção na África né então é é é muito difícil porque a maioria os povos são um pouco
pobres né A maioria E aí é mais fácil para a chegar e corromper as pessoas né Eh D no dinheiro e também eh nas eleições ele tem uma ela tem a França tem uma influência porque ele Apoia as pessoas impondo condições né dela eh e uma vez que essas pessoas chegar no poder ele faz justamente o que eh a França manda é exatamente que dificulta né o entendimento o que o que a gente não tá entendendo porque o nosso dirigente os os governos africanos às vezes ele faz o que a França manda por quê a
França apoiou nas eleições entendeu então esse esse mecanismo hoje em dia tá mudando um pouquinho por por causa da da chegada da eh da internet aí Tudo que tá passando todo mundo tá vendo e aí tá tendo uma eh eh revir volta né Eh hoje a França tá com dificuldade de se manter eh eh nas colônias dele ele os países que ele que ela colonizou por causa justamente dessas questões então era isso que eu queria rapidinho comentar eh Muito obrigado professor e é isso obrigado você deixa te contar uma co coisa eu tive em cotonu
com o presidente Lula em 2015 ele tava com Presidente do Instituto Lula e não da República tivemos uma agenda intensíssima no teve um almoço para ele em que tinha uma fila de Souzas e Silvas retornados para cumprimentá-lo foi maravilhoso foi uma uma uma das melhores viagens que eu fiz com ele foi essa gostei muito de cotonu mas vi muito correndo Praticamente em Atividade atividade com o Lula é muito bom aqui Eu que agradeço Não muito obrigado Professor a Ivonete se inscreveu não se inscreveu ou eu Perdi eu tinha me inscrito sim mas já passou o
tempo deixa para um outro momento olha que o professor responde hein a última pergunta hein então eu tá então tá bom falar bem rapidinho tá eu tinha um monte de questões mas eu vou abreviar bastante então eu tinha as minhas questões assim são mais essa questão da pegan um pouquinho da mácia que falou sobre isso é sobre como a gente primeiro né antes de eu falar sobre a questão da que a Marcia falou é sobre essa questão Será que a questão de racializar exatamente a população negra existe essa esse olhar em bloco né que faz
com que as pessoas sejam vistam como uma coisa só eh tem a ver com isso exe algum modo de pensar nisso de forma diferenciada da gente sair dessa desse estigma a outra questão que eu queria trazer é sobre justamente essa questão de não ter eh um compromisso real com as leis que são para as pessoas negras então desde o Racismo eh como a lei por exemplo a lei da história da África nas escolas como as pessoas antirracistas por exemplo que tem mais voz que consegue falar as vozes são ouvidas né como eles conseguem colaborar como
seria essa participação de Fato né pra gente fazer com que o que o racismo tanto aquele racismo que a gente pode chamar de eh disfarçado que a gente não consegue provar que aconteceu como aquele racismo que realmente é real e é declarado mas acaba não sendo de Fato punido Porque existe a questão do do de um de uma rede de apoio digamos assim né então a minha a minha fala é mais ouos nesse sentido eu ia falar outras coisas mas pra gente segurar um um pouquinho aí aproveitar o professor não perder essa oportunidade eu vou
encerrar aqui obrigada viu Obrigado Ivonete Professor nós estouramos o tempo em meia hora já mas eu deixei Correr faz de conta que eu não vi mas eu espero que a Gente não tenha te atrapalhado aí com todos com todos os teus afazeres Então vou tear Agora você tem quatro para responder agora no final na última rodada vai lá tranquilo T achando ótimo bom eu começo vou Vou retornar lá Márcia grande abraço mcia amiga e obrigado pelas suas palavras me chamou atenção do que você falou é que fiz uma conta rapidinha aqui pelo menos 70% da
população do C único é negra e isso é fundamental eh eh como informação e essa Informação racializada ela é importante porque ela pode inclusive e dar mais qualidade a né Eh o eu acho que a a a a a luta eu vou eu vou insistir nesse ponto eh existe uma contracorrente a questão racial negando o racismo e negando as políticas eh que são colocadas para enfrentamento do racismo existe uma um um um voltando à ideia da sociedade desigual existe uma reação que é velada Mas que presente o tempo todo vou dar um exemplo da lei
10639 que as escolas deliberadamente não se as escolas que princialmente privadas deliberadamente não se prepararam tiveram todo o tempo do mundo não se prepararam para formação de professores para se ter uma ideia para se ter uma uma uma uma uma ação efetiva da 10 10639 que é a lei que ensina o estudo da África e a contribuição da África eh na história do bril não foi não foi Preparado isso isso é é uma luta eh que a gente tem que ter falando o seguinte a reação existe ela tá aí ela tá presente ela tá na
[Música] mídia travou para todo mundo ou travou só para mim acho que acho que só pro professor tá travado travou travou cé o Mário aguardemos que vai destravar eu eu tinha saído mas voltei Volou enfim D 2022 tem alguns problemas mas a ideia é aqui agora no meio do ano já estamos trabalhando com ele a gente tá tá tá empenhado em em em colocar o Sens de 22 na na na plataforma do s tá né eu tem toda a razão eh Rosa Margarida eh não eu olha eu achei brante essa ideia dessa eh dessa analogia
que você chamou de analogia né que é é essa coisa de uma necropolítica Educacional né uma necropolítica eu acho que sim eu acho que você traz todos argumentos para isso De fato menino descola do sistema educacional eh e e e mora nessas periferias ele tá fadado muito Possivelmente de entrar no tráfico entrar eh num área de violência isso é morto e não é à toa que as estatísticas mostram isso você tem toda a razão eu acho que é interessante isso Convido você até escrever mais sobre isso porque é muito muito interessante criativo e perspicaz S
eu concordo a analogia eu acho perfeita não é exagero Nenhum né Eh cjo né Eh Qual a dificuldade do do racismo na verdade grande dificuldade do Brasil na na na relação com esses países daá não é o racismo que a gente tem é um preconceito ainda muito muito grande que se tem eh nas nas elites decisórias principalmente empresariado com os países afri ainda nós temos né Eh um preconceito e achar Por exemplo quando bolsonaro assume ele fecha Embaixadas ele acha que não é importante a África é importante a Europa aquela coisa que ele tá dendo
eu acho que é muito forte ainda e e é um papel do Instituto Lula e o papel do PT de continuar uma luta contra esse tipo de de de raciocínio e você falou do do benim como ponto de partida benim foi um ponto de chegar para milhares de famílias brasileiras que negras que sofreram aqui famílias de uma protoc classe média brasileira no século XIX que foram em em estado foram forçadas a sair porque o Brasil queria cobrar uma uma um imposto sobre a liberdade desses negros o imposto proibitivo E aí eles foram para fundar um
Porto Novo no benim essa essas famílias que S estava falando saíram daqui eh muito mais forçadas praticamente expulsas do Brasil o único pecado construir uma protoc classe média negra que não conseguiu montar e que agora vamos ver se a gente consegue que Essa classe média se se mantenha eh Ivonete Melo né Eh bom como fazer como eh os antirracistas eh com vozes podem se colaborar primeiro assumindo o protagonismo da questão racial acho que é muito importante que se isso Assuma que não seja visto como como uma questão menor não seja visto como uma questão subsidiária
o racismo é central e fulcral na na composição dessa sociedade Desigual no Brasil Então tem que se eleger o racismo como o um um elemento importante paraa transformação social quer dizer o combate ao racismo e assim dar protagonismo pros movimentos negros não colocar os movimentos negros como unicamente como a a eh eh ve ve veio os auxiliares mas como protagonistas de uma luta cujo centralismo está presente na luta do movimento negro desde os séculos e séculos eu acho que é um pouco por aí eu queria aproveitar e agradecer a Oportunidade de ter estado com vocês
as perguntas foram muito boas muito muito pertinentes eu vou fizeram pensar em muita coisa e enfim eh falar da satisfação de estar aqui com vocês essa honra de estar presente e de estar falando com vocês sobre professor depois de agradecer imensamente tua participação tenho certeza que todo mundo adorou 22 pessoas participaram da reunião mas eu quero deixar na Flávia né que é a nossa diretora do Instituto Lula Paraa África te D O O tchau final aqui Ana né Obrigada Celso eu quero corroborar também com a pessoa que falou que o Celso conduz muito bem né
com muita leveza Ainda bem que a gente tem o cels aqui entre nós quero só agradecer Professor dizer que a gente vai fazer uma matéria Vamos colocar no nosso site e dizer também que eu fui pegando aqui várias inferências porque uma um os papéis desse diálogo que a gente faz é a gente poder identificar políticas Públicas para que a gente possa apontar para o governo coisas que dá para fazer né então a gente pelo menos V apontar né então Eh também separei aqui no bloco de notas essas questões não só a lei de ensino nas
escolas mas também a questão dos passaportes né pelo menos vamos podemos começar pelo Países de Língua Portuguesa então depois dos diálogos nós vamos reunir também esses insumos pra gente poder ter uma ação mais propositiva acho que tem a as perguntas Que apareceram aqui do que fazer elas são muito provocadoras né Para nós todos então acho que também nesses diálogos a gente tem que aproveitar esses insumos eu queria agradecer a Márcia que indicou desde o começo pra gente eu não conhecia foi um prazer e também a todos que estiveram aqui cels principalmente para você que é
o nosso condutor aqui dos desses diálogos Obrigada Professor Obrigada cels e todo mundo boa noite gente