Tá indo ao ar esse vídeo no dia internacional de conscientização sobre o autismo. E eu vou aqui fazer um vídeo bem geral, apresentando para as pessoas esse tema. E eu vou responder algumas questões básicas.
O que é o autismo e o que o causa? Como, quem e quando ele é diagnosticado? Quais são os principais tratamentos no caso do autismo?
como deve ser a preparação da escola para apoiar esses indivíduos e no final que que a gente pode fazer para melhorar o mundo pras pessoas autistas? Olá, povão. Meu nome é Luci Lacerda.
Eu sou doutor em educação pela PUC São Paulo, fiz o pós-doutoramento no Departamento de Psicologia da Offiscar e a área que eu estudo é o autismo. Então vamos lá, vamos responder essas perguntas básicas aqui para vocês. Pra gente saber o que é o autismo, a gente vai recorrer ao Manual Estatístico e Diagnóstico de Transtornos Mentais, que é da Associação Americana de Psiquiatria, mas é utilizado como uma referência.
lá nesse documento, na sua versão revisada, que é de 2022, o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento. Deixa eu explicar um pouco melhor. Quando a criança tá no útero ainda, né, ela vai desenvolvendo neurologicamente um equipamento e à medida que ela nasce e que ela convive no mundo, ela vai desenvolvendo certos comportamentos.
E esses esses comportamentos são previsíveis, né? você mais ou menos tem ter tem uma margem, mas mais ou menos você entende, por exemplo, quando começa a falar, quando começa a interagir, que tipo de interação, enfim, um monte de coisa. Aí a gente chama esses comportamentos, esses primeiros, principalmente de marcos do desenvolvimento, né?
Acontece que eventualmente você tem um transtorno do neurodesenvolvimento. Esse desenvolvimento neurológico, ele acontece de uma maneira distinta. E a gente não consegue fazer um exame lá, nasceu, faz um exame e aí sabe que aquele que aquela eh formação é diferente, né?
a gente não consegue. A gente entende o seguinte, à medida que o indivíduo cresce, os comportamentos que vão aparecendo são comportamentos muito distintos, comportamentos que na interação com o ambiente trazem certos prejuízos ao indivíduo. E aí a gente vai, portanto, diagnosticar esse caso como caso de transtorno do espectro autista, um transtorno do neurodesenvolvimento, assim como há outros, TDH, eh, deficiência intelectual, entre outros, tá?
Esse transtorno do espectro autista, para que ele seja apontado assim, né, ele precisa cumprir certos critérios diagnósticos, que daqui a pouco eu vou falar quando for falar de como é que se faz o processo de diagnóstico, né? Mas é importante dizer uma outra coisa importante que são as causas, porque nessa área é é uma área especialmente sensível à picaretagem, muita coisa errada aqui que acaba circulando. Bom, existem inúmeras pesquisas, né, e a gente precisa olhar para as melhores pesquisas, as mais bem desenhadas, aquelas que apresentam o resultado realmente mais robusto.
Então, presta atenção no que eu vou falar. Se eu olhar uma pessoa autista, se ela tiver na minha frente, em geral, esse autismo ele é multicausal, tem vários fatores que contribuem. Tem alguns casos que é um um fator específico, no caso que a gente chama de autismo sindrômico, mas a maioria dos casos é multifatorial.
Nesses casos, em geral, você tem mais ou menos 81% de influência genética herdada. Ou seja, você tem uma série de genes que colaboram com aquele quadro e esses genes alterados podem ser encontrados no pai ou na mãe ou em ambos, né? Nós temos aproximadamente o 18% que é influência da genética não herdada.
Estranho, né? Tá no gene, mas não tá no nem no pai, nem na mãe. Como isso acontece?
Acontece que todos nós, todos, sem exceção, temos inúmeras votações, muitas. Ou seja, o gene ele tá de uma forma no pai ou na mãe. Quando ele vem pra gente, ele tem uma alteração.
Essas alterações, na grande maioria das vezes, é irrelevante. Ela não produz nada, porque depende de qual região, qual é o gênio, um monte de coisa. Mas às vezes essa alteração é justamente numa região que controla certos aspectos neurológicos, principalmente, e aí elas produzem essa alteração orgânica, que, por sua vez, eh produzem essa alteração comportamental.
E por fim, existe em torno de 0. 4 a 1. 2% de influência ambiental.
Presta atenção, vou falar. Não quer dizer que 1% das pessoas é por causa ambiental, é porque em geral nas pessoas, todas as pessoas autistas, é multifatorial. Em torno de 0.
4 a 1. 2% dessa influência total é por causas ambientais. Quais são as causas ambientais que nós conhecemos, que nós já sabemos que é relevante?
Neste caso, nós sabemos do consumo de ácido valpróico durante a gravidez, que é o anticonvulsivante, de infecções durante a gravidez e do consumo de maconha durante a gravidez. Há uma série de pesquisas. Então, presta atenção, presta atenção que eu vou falar agora.
Talvez seja o maior motivo de confusão. A pessoa diz: "Ah, mas eu não fumei maconha, mas isso aí tá errado, essa pesquisa tá errada. " Não, não tá errada.
Não quer dizer que as pessoas todas fumaram maconha ou que tiveram infecção ou que tomaram a volóico. Veja, lembra que eu falei a influência de 0. 4 a 1.
2%. A base do autismo é genética. Se o indivíduo não tiver nenhuma genética do autismo, ela pode tomar valpróico com a maconha no meio e ter infecção que o filho não vai ser autista.
Agora, se ela tiver a base genética completa, tudo, ela pode não fazer nada disso que o filho vai ser autista, que é a imensa maioria dos casos. Agora, existem certas situações em que a genética é limítrofe, ou seja, você tem um equipamento genético bastante próximo do do autismo e aí entram os fatores ambientais e eles colaboram, potencializam. O efeito é muito pequeno, mas ele existe.
E como ele existe, a ciência tem que descrevê-lo. Agora vamos falar de diagnóstico, tá? Quem diagnostica?
Veja, fechar o diagnóstico varia de lugar para lugar. No Brasil é o médico que faz isso. Tem outros países em que o psicólogo também faz isso.
No Brasil ele pode também fazer, mas não é aceito nos lugares. Então, depende de qual é a função. Em geral, as pessoas querem diagnóstico para que se utilize também para oferta de direitos.
Então, realmente, na maneira que é organizado no Brasil é o médico. Além disso, quando se trata de crianças, principalmente, as crianças precisam que se faça uma série de exames de descarte, que é o médico é que impede, né? Então, vamos lá.
Como é que é o processo? Primeiro, quem é o profissional, né? Em geral, no caso de crianças, o primeiro é o pediatra.
E se o pediatra tiver uma formação boa e se o caso não for tão complexo, ele pode fechar o diagnóstico. Às vezes não, tem que ir pro neuropediatra. ou porque os pediatras não têm ainda uma boa formação, aqueles pediatras que estão ali naquela região não tem uma boa formação ou porque o caso é mais complexo e o neuropediatra é um especialista aí que realmente é mais aprofundado.
Na adolescência vida adulta normalmente vai para o psiquiatra. São casos bem diferentes aqui. Tem muitos indivíduos que recebem o diagnóstico só mais tarde, né?
Isso é o que normalmente se pratica. pela legislação, qualquer médico pode fechar o diagnóstico, mas isso é, em geral inapropriado, porque uma pessoa que não é especializada não vai conseguir fazer um bom diagnóstico. A partir de que idade é possível fazer um bom diagnóstico?
As pesquisas mostram que um diagnóstico estável pode acontecer com 14 meses, portanto 1 ano e 2 meses. Tem casos em que é possível fazer isso eh um pouco antes? Eh, existe, é possível, mas esse diagnóstico não é ainda um diagnóstico estável, que você pode realmente confiar que no tempo ele vai se manter.
Existem muitos casos, casos mais sutis em que essas características não aparecem claramente nessa idade. A gente vai entender esse caso de autismo depois, à medida, principalmente, que os desafios sociais forem aparecendo. E tem tem também esses indivíduos que hoje estão recebendo diagnóstico tardio, já adultos por vários motivos, porque não tiveram acesso a profissionais e até por uma outra questão, porque a maneira que o diagnóstico do autismo que tá hoje, que compreende casos mais sutis, ela ela só passou a existir a partir de 2013.
Antes disso, esses quadros em geral não tinham eh um componentes que entravam dentro da caracterização do autismo. Agora, uma outra questão importante, como que esse diagnóstico é feito? Bom, o ideal, tá?
O ideal eu vou falar principalmente de crianças aqui, depois eu falo um pouco de adolescentes adultos. Em geral, se procura um médico e esse médico vai trabalhar de maneira multiprofissional. O médico vai pedir exames de descarte.
Aí tem uma série de exames, eu não vou falar aqui, mas aqui tá um vídeo que vocês podem assistir, eu explico todos esses exames e ele vai pedir, ele vai colaborar com uma equipe multiprofissional que vai fazer uma série de outras avaliações. Então pode ter fodióloga, psicóloga, eh terapeuta ocupacional, psicopedagoga, vários profissionais podem colaborar. Só falei de alguns, mas idealmente você pode ter outros fisioterapeuta, enfim, que podem colaborar cada um fazendo a avaliação da sua área e vão fornecer o quadro comportamental desse indivíduo, certo?
Quais são as habilidades que ele tem, que não tem, que que ele desenvolveu ou não. E aí o médico junta isso com todos esses eh exames de descarte. Então ele toma uma decisão diagnóstica.
Quando se faz toda essa avaliação diagnóstica, se vai verificar se tem as duas grandes características aqui do autismo. Primeiro, prejuízo clinicamente significativo na comunicação social. A envolve reciprocidade socioemocional, eh compreensão e expressão de sinais não verbais e eh fazer e manter amizades.
E tem o segundo critério, que são quatro itens aqui. Precisa ter pelo menos dois desses itens: estereotipia, eh, vocal ou motora. inflexibilidade, hiperfoco e alterações sensoriais.
Você precisa ter duas dessas. Claro que não vou explicar aqui num vídeo tão rápido todas, então tá aqui um vídeo em que eu expliquei essas sete características aqui do autismo. E tem ainda três condicionantes, sem as quais não se pode falar em autismo, né?
Então precisa ser uma condição que apareceu na primeira infância, que não é melhor explicada por outros transtornos e que ela tem os prejuízos que são clinicamente significativos. aqui nesse vídeo também que tá aqui na na descrição, eu expliquei essas esses condicionantes para fechar o diagnóstico de autismo. Quero pontuar para vocês aqui que esse vídeo é um oferecimento da Luna ABA, esse canal é Luna ABA, né?
Que é uma clínica que oferece intervenção em autismo, né? Tem três sedes físicas, Curitiba, São José dos Campos, que é onde eu estou, eh, Rio de Janeiro. Nesses três lugares, as pessoas vão até a clínica e a clínica oferece as intervenção, intervenção baseada em aba e no restante do Brasil, todas as outras cidades, a intervenção é homecare, acontece em domicílio.
Então, você pode procurar a aluna, tem aqui embaixo o site, tem aqui o Qcode também. você eh escaneia aqui o Qcode e vai pro site da aluna para você conhecer um pouco melhor, entender, né? Entrar em contato, dialogar aqui com a nossa clínica da qual a clínica da qual eu sou sócio.
Existem dois protocolos, padrão ouro para avaliação diagnóstica. Um é chamado de eh AR, certo? eh, que é um protocolo ADR, que a gente fala normalmente, é um protocolo é muito interessante, muito bacana.
E tem um outro chamado E dos dois, AD O S2. Esses dois idealmente devem ser utilizados de maneira colaborativa, né? Os dois, utilizar os dois, esses profissionais aí quando tem a formação, todos esses que eu falei podem utilizá-lo.
E aí, após essa avaliação é que tem, claro, essa decisão diagnóstica. Não necessariamente tem que usar e dos e de ar, tá? Mas é, digamos assim, considerado o padrão ouro.
Agora, o que é importante aqui vocês entenderem que a avaliação diagnóstica é clínica. O que que significa isso? Significa que não tem um exame de imagem que você faz, você olha e disse: "Hum, deu autismo aqui.
" Não tem um exame de sangue que você faça se deu positivo ou deu negativo. Ah, sei lá, qualquer exame de imagem, de sangue, eh, sei lá, qualquer outro que possa que as pessoas possam pensar que não tem. Então, precisa observar o comportamento, precisa testar algumas coisas e aí sim se chegará a essa decisão.
O que acontece são exames de descarte, aí são exames de, por exemplo, que podem ser eh genéticos, exames também de processamento auditivo, enfim, exames de imagem, dependendo do caso, né? Enfim, eh, uma série de coisas para realmente descartar outras condições. Vamos falar agora sobre tratamentos.
Primeiro lugar, a gente não decide quais são os tratamentos apropriados baseados em vozes da minha cabeça. A gente tem que olhar para tratamentos que são baseados em evidência científica. A gente chama isso de práticas baseadas em evidências.
Existem grandes relatórios de práticas baseadas em evidências. No caso do autismo, eu vou citar aqui um que é o mais importante, que é da Universidade da Carolina do Norte. Saiu o primeiro em 2010, o segundo em 2015, o terceiro em 2020, né?
é esse que é agora o que é mais recente. E ele foi publicado 2020, relatório 2021, artigo propriamente dito e ele traz 28 práticas baseadas em evidências, tá? Então tem 28 coisas aí, não tô falando de remédio, suplemento, que é uma outra questão um pouco mais complexa.
Eh, eu tô falando de intervenções, né, que são a base, né? Não tem nenhum remédio para autismo, nenhum suplemento específico para autismo. Depois eu posso falar, daqui a pouco eu posso falar disso.
Dessas 28 práticas, a grande maioria são baseadas numa coisa chamado ABA. Aba é uma ciência, né? Análise do comportamento aplicada.
Então, a intervenção padrão ouro para autismo se chama intervenção aba. Às vezes se chama terapia aba, enfim, tem as variações aí, mas é aba, são estratégias baseadas nessa ciência, a grande maioria. Então, a base da intervenção é essa, mas existem outras intervenções que também têm evidência científica com pessoas autistas, por exemplo, musicoterapia, integração sensorial de ARS e terapia cognitivo comportamental, né?
Então, são coisas que eh têm cada um a sua especificidade, trabalham diferentes coisas de diferentes formas e que não são baseadas na ciência da análise do comportamento. Ou seja, tem todas essas possibilidades aí. A base é intervenção baseada em ABA.
E essas outras intervenções elas são muito importantes para compor esse quadro de intervenção com pessoas autistas. Agora falando de de remédio, outras coisas, vamos dizer assim, coisas que a gente toma, né? Nós temos dois remédios só com evidência para pessoas com autismo, mas não é para o autismo.
Ele, esses remédios são risperidona e aripiprazol. A evidência deles é para eh agressividade e irritabilidade, que pessoas autistas muitas vezes têm. Só que essas duas características que eu acabei de falar não fazem parte da definição do autismo.
Então a gente não pode considerar que então esse remédio é para autismo, porque não faz parte do núcleo, né? E entre o que que a gente chama de terapias alternativas, nenhuma tem evidência para para autismo ou para pessoas autistas para nenhuma nenhuma coisa específica. E entre os suplementos existe um que tem evidência para apoiar o sono, que é a melatonina, que é um suplemento hormonal, ainda que no Brasil seja vendido como suplemento alimentar.
É preciso, no entanto, para todas essas coisas que eu falei aqui, né, rispidona, e melatonina, tem que fazer acompanhamento médico. Não toma no olho, não dá para fazer isso, né? Existem muitos casos de pessoas que de intoxicação, tudo precisa ser feito com acompanhamento médico, educação, educação especial.
Primeiro lugar, todos os autistas têm direito à educação. Um primeiro ponto fundamental que a gente não pode abrir mão. Agora, que educação é essa, né?
Então, nós temos, em primeiro lugar, o seguinte: a grande maioria dos alunos se beneficia de escola comum, de estar na sala comum, mas existem casos mais graves, casos de indivíduos que vão precisar de salas especializadas e de escola ou de escolas especializadas em quadros que são muito específicos, pontuais, mas eles existem, tá? É muito importante dizer isso claramente, porque no Brasil existe um movimento para economizar dinheiro nas costas das pessoas autistas para fechar escolas especializadas e as salas especializadas já foram quase todas do Brasil fechadas. Agora falando da da sala comum, né, a gente precisa aqui de um plano educacional individualizado PEI.
Isso inclusive está no parecer 50 do Conselho Nacional de Educação, homologado pelo Ministério da Educação. Então é imprescindível que cada indivíduo seja reconhecido na sua individualidade, na sua singularidade. E essa singularidade precisa estar descrita numa avaliação no plano educacional individualizado, precisa ter ali estratégias que são para aquele indivíduo.
Então esse plano educacional individualizado é a ferramenta principal paraa educação inclusiva. Se não tiver esse pain, gente, não tá tendo educação inclusiva de verdade, tá? Por fim, o que que nós podemos fazer no mundo para tornar esse mundo melhor para pessoas autistas?
A primeira questão é a compreensão. A gente precisa compreender eh a gente precisa entender essa diversidade, essas diferenças como parte da vida e aceitá-las e a gente trabalhar com essa diferença como uma coisa positiva, né? Então, um exemplo aqui, as pessoas, por exemplo, pessoas autistas, muitas vezes têm estereotipias, que são comportamentos repetitivos.
Se essas estereotipias trouxerem prejuízo para ele, por exemplo, machucarem, aí sim essa é uma questão que merece uma intervenção. Mas senão não é para fazer intervenção. O que a gente precisa fazer é a gente ter eh e a compreensão de aceitar isso com naturalidade, como qualquer pessoa se expressa e ache no mundo de maneiras distintas.
Mas é só um exemplo aqui. Então, esse é o primeiro aspecto, compreensão. O segundo aspecto é a gente combater efetivamente eh informações falsas.
Olha, o que vem de para mim de informação falsa, de tratamento falso, de causas falsas, de um monte de coisa, não é brincadeira, é muita gente. Então, a gente precisa parar. Quando chegar em você, para, não passa para as outras pessoas.
Procura alguém que tá falando, que tá mostrando os estudos, entenda ali para você não passar paraa frente, para isso não proliferar. Vou dar só um exemplo. A ideia de que vacinas causam autismo, só para dar um exemplo bem extremo, é um motivo que é totalmente falso.
Tem 1000 pesquisas mostrando isso, mas que tá produzindo uma hesitação vacinal importante e tá fazendo doenças que já estavam eh eliminadas há muito tempo, décadas, voltarem, infelizmente. E o terceiro ponto, a gente precisa criar uma consciência social muito clara, muito clara, de que a inclusão, de modo geral, não tô falando só de escola, todos os ambientes, é importantíssima para toda a sociedade. Isto quer dizer, por exemplo, que a gente vai analisar os políticos porque eles estão, pelo que eles estão propondo de emprego, de segurança, né, um monte de coisa, mas também pela inclusão.
Por que que nenhum político tem isso na sua pauta? Porque não traz voto. E por que não traz voto?
Porque não tá claro nem para quem vive muitas vezes o autismo, nem pro restante da sociedade como que isso é relevante. Então, a gente precisa colocar esta pauta. E aí eu conto com você para ajudar a colocar essa pauta na discussão, compartilhando esse vídeo, curtindo aqui o vídeo porque ajuda muito o canal, ajuda a sinalizar pro YouTube que o vídeo é bacana.
e se inscreva aqui para receber notícias, né? Discussão científica sobre o autismo. Toda semana, pelo menos dois vídeos por semana, live, conto com você pra gente ficar junto aqui.
E vou deixar dois vídeos para você aqui. Um vídeo sobre terapia aba e um vídeo aqui sobre a genética do autismo.