[Música] assim como no Brasil os programas de Educação Básica do Paraguai apresentam a categoria engajamento crítico destacando a matemática como uma ferramenta que permite aos estudantes compreender e fazer associações com seu entorno de maneira geral a matemática é apontada como uma ferramenta de Interpretação da realidade e ação sobre ela tendências em educação matemática percursos curriculares brasileiros e paraguaios é o livro do ciência e letras de hoje um programa resultado da parceria entre o canal saúde e a editora conversa comigo no estúdio do canal saúde o autor do livro Marcelo Dias Doutor em educação matemática pela
PUC São Paulo e Gisela Pinto mestre ensino de matemática no instituto de matemática da IFRJ o livro se propõe entre outras coisas a responder algumas perguntas uma delas tá aqui no momento onde você fala justamente nos objetivos é uma pergunta bastante Ampla que diz o seguinte que matemática está sendo proposta a ser ensinada crianças e jovens desses países nesse início de Milênio os leigos sempre associam matemática a resolver cálculos a entender fórmulas Mas o que você trata aqui vai muito além disso né exatamente a matemática que que a gente verificou que que os currículos prescritos
né se propõe a promover nesse Novo Milênio é uma matemática que ela tem uma associação muito grande com o contexto do aluno de preparar o aluno cidadão para para a vida né esse vínculo social que a matemática deve promover no educando e isso faz toda a diferença né acredito que inclusive faz a diferença para o próprio aluno se interessar mais ou menos pelo próprio tema na verdade fazer matemáticas fazer matemática é pensar sobre coisas que não existem de verdade é o número número não existe de verdade e a gente tem que trazer esse prazer para
sala de aula então os contextos a realidade às vezes mais caro um pouco quando são encarados como algemas como grilhões algema um pouco e impedem que o aluno vivencie isso e às vezes que o próprio Professor faça isso por conta das prescrições curriculares usualmente impostas a sala de aula regular é interessante você já tá trazendo currículo mas antes eu queria pegar um pouco isso que você falou né que é o prazer de lidar com que não existe é uma capacidade de abstração que é matemática propõe que para quem tem não vou dizer facilidade que não
é a palavra né para quem tem uma disposição maior Isso deve ser mas para quem não tem é muito difícil então acredito que no momento que você associa isso a coisas mais amplas Como o próprio dia a dia e a relação com a sociedade você consegue de alguma maneira dar mais sentido para aquelas pessoas que não tem essa essa tranquilidade em lidar com o inexistência né sim acho que a gente namora com a vida real o tempo todo mas namora e volta para casa que é o nosso mundo da abstração da Imaginação E aí a
gente entra nessa questão né do namorado voltar para casa que é você conseguir fazer essas Abstrações que são necessárias Inclusive eu acredito que essa é um exercício que a educação em matemática proporciona né com muita força e ao mesmo tempo voltar para casa quer entender que o que está se aprendendo é abstrato mas é completamente concreto na sua aplicação no dia a dia a matemática ela ela é um instrumento né valioso e de convenção com várias contextos que o aluno ou que todos nós estamos inseridos eu acho que a partir do momento que que a
situações didáticas propostas pelo professor a formação desse aluno Né desde educação infantil ela é levada para você fazer algumas conjecturas você levada a construir né matematicamente algumas relações Eu acho que isso é um caminho é promissor né para que ele realmente se apropria desse conhecimento matemático para vida o próprio percurso da investigação em matemática promove muito isso que você falou é a situação de você investigar de você contar com que que você conhece a priori com que objetivo você quer alcançar com quais as estratégias que você vai desenvolver vai escolher né que podem ser bem
escolhidas inicialmente ou não E aí depois você depura o que que houve de errado e reaplica estratégias e Analisa resultados e comunica resultados tudo isso são habilidades que a gente pratica o tempo todo em matemática que se relacionam muito muito ao nosso fazer cotidiano Geral de trabalho para ciências para vida de uma maneira geral até a vida doméstica a vida pessoal a gente aplica muita acessibilidade na matemática é bem feita uma matemática bem feita porque a gente tá falando aqui o tempo todo dos currículos né você comparou os currículos brasileiros e paraguaio dentro de uma
perspectiva de América Latina nesses dois países para entender as semelhanças e as especificidades né como é que a gente pode entender Nesse sentido porque me parece lendo livro que há muito mais semelhanças do que para a gente podia imaginar sim como é que a gente pode entender quando a gente pensa em sistema de ensino porque a educação brasileira sofre várias críticas né e inclusive em determinado antes você fala dos problemas do fluxo escolar no Mercosul como um todo você fala neles todos né que são de uma forma geral repetência não aprovação abandono e distorção idade
séria constitui grande desafio do Mercosul os baixos níveis de desempenho escolar ajudam a explicar em parte as baixas taxas de sucesso do sistemas educacionais para manter os jovens no ensino secundário e garantir o êxito na con clusão esse sistema são muito semelhantes os sentidos de Brasil e Paraguai é o Renato exatamente existe uma é mais similaridade né do que especificidade quando a gente olha o documento prescrito né e a gente trouxe essa caracterização dos dois países por acreditar que que a educação comparada ela vem trazer esses números e verificar de que forma essas prescrições vem
sendo trabalhadas no currículo praticado que é o currículo real é a diferença entre o que você diz que precisa ser feito ou né ou combina que é para fazer e o que realmente é possível ser feito exatamente e aquilo que na prescrição por cima da Matemática é que está muito ligado aos objetivos que tá que às vezes está muito mais associado a uma matriz de avaliação então a gente percebe esse problema né Na hora de se promover esse ensino então a importância dos estudos comparativos é justamente isso de você observar as semelhanças as especificidades e
promover ações pro desenvolvimento curricular para que ele seja mais efetivo Então acho que esse é o grande é o grande a grande justificativa de estudar currículos na gelatina compartilhar experiências bem-sucedidas mas também verificar aquilo que tem sido digamos assim compartimentado aquilo que não tem dado ao educando ferramentas para que ele para que ele alcance né melhor os resultados inclusive nas avaliações externas essa questão dessa avaliação é uma questão bem séria e que ela atualmente ela tem influenciado infelizmente de maneira muito forte as práticas das salas de aula em matemática demais porque matemática é um dos
grandes vilões do insucesso escolar brasileiro e até de certa forma Mundial né vários países que são economicamente bem estruturados socialmente bem estruturado se apresentam muitas dificuldades na área de aprendizagem matemática e aí os resultados e os descritores das provas acabam sendo parâmetros para organização de toda atividade de sala de aula então o currículo praticado o currículo implementado o currículo efetivo acaba se distanciando cada vez mais do que se idealiza do que se supõe do que se espera em teoria que seja feito na sala de aula então você acaba treinando os alunos para que a sala
de aula Tenha um bom resultado nesses exames de avaliação sistêmica e não necessaria e aí às vezes se distanciando do que se espera de um bom aprendizado em matemática não estão muito preocupadas com o que você falou aqui né de ter um pensamento crítico não estou muito preocupadas em exercer uma cidadania plena estão mais preocupadas em resolver algum tipo de problema objetivo que vai te avaliar bem que normalmente é ligado alguma coisa de ordem financeira de repasse de recursos Ideb por exemplo sobe no Ideb E aí você quando o município tem um crescimento unidebe recebe
um repasse maior se ele cai ele deve passa até uma meta então é tudo nomeizado não é matematizada que se fosse era bom né É tudo nomeizado como assim é tudo medido friamente em números um lado pior dos números que é rotular porque eu acho que a gente confunde a gente leigo confunde uma coisa com a outra essa numerização que é a simplificada a simplificação das coisas em números mas que números que não me parecem inteligentes de matemática parece quando os números ficam inteligentes né que eles conseguem fazer algo automatizar um número você teria que
fazer uma análise crítica do que está sendo expressa por eles eles contam muita coisa para gente mas se a gente quer enxergar só eles como resultado absoluto ele só rotula que interessante né porque isso de alguma maneira está falando de números números a princípio são exatos ou seja não deveria ter muita coisa é isso e ponto vocês estão dizendo o contrário não é isso ponto não tem muita coisa para se perceber por trás de um número né ou de um cálculo ou até porque o cálculo foi feito Dessa forma não foi feito dessa forma e
com isso você distorce coisas sobre o prazer né exatamente e tem tudo a ver com essas prescrições inclusive nessa nova proposta da base como um curricular em matemática a gente percebe que os objetivos de aprendizagem em cada eixo está muito ligado a matrizes de avaliação é muito simplistas diretos e a gente percebe essa relação né com as matrizes das avaliações de em larga escala então mais ligados a esses resultados exatamente práticos e que não permitem um ampliamento uma ampliação do pensamento a organização do documento já foi proposta pensando em habilidades e objetivos de aprendizagem assim
não em termos mais amplos do que se espera então se houve um avanço em termos de abordagem em termos de continuidade horizontalidade dos conteúdos específicos em matemática nisso houve um avanço acho que é uma perda quando isso fica apresentado de maneira muito estática muito tópicos quero isso quero isso quero isso quero isso quero isso sem nenhum tipo de comentário Essa é a parte que é muito frágil certo de aprendizagem e isso a gente percebe que Última ligação muito forte né com essas avaliações externas com que também e depois de ler seu livro Parece que fica
claro né com o que você espera também da Educação sim se você tem esse objetivo que é apenas eu que o meu aluno que o meu estudante saiba vamos supor né que dois mais dois sejam quatro e que ponto final ele vai ficar uma pessoa que vai apenas fazer isso a vida inteira se você tem uma treinamento de um treinamento quase mecanizado né ao mesmo tempo você tem números inteligentes ele vai poder pegar os dois mais dois mais quatro e fazer cálculos sobre inclusive o que não vai bem na nossa sociedade a gente vai procurar
isso no próximo bloco não sai daí a gente volta já conversando sobre o livro tendências em educação matemática comigo no estúdio do canal saúde Marcelo Dias e Gisela pinto tem uma pessoa aqui que você cita que merece também ser trazido o programa quando fala do papel da matemática na formação do cidadão determinado momento está escrito assim o primeiro ponto chave diz respeito a valorização do Diálogo na relação professor aluno pressuposto básico da educação preconizada por Paulo Freire E aí o diálogo e a relação estudante Professor perante o processo de ensino e aprendizagem da Matemática são
condições para que se alcance aquilo que se chama de competência crítica e a gente então retoma o que a gente estava falando se eu chego em sala de aula e apenas tenho interesse que as pessoas saiam dali sabendo concluir as operações aritméticas eu pouco estou interferindo na visão de mundo que esses alunos têm bom o Renato o que você acabou de comentar está associado a uma parte do livro que fala sobre a matemática na formação do cidadão Então na verdade tem a ver com esse livro que eu trouxe do professores que traz esse movimento da
educação matemática crítica E ele fala de competência crítica à distância crítica e engajamento crítico então o engajamento crítico ele tá ligado a instrumentalizar matemática com vínculos sociais então aquilo que você tá falando né trazer o aluno para que ele instrumentalizar esse aluno só para resolver um problema proposto na sala de aula mas que ele se apropria que ele conhecimento de forma que ele consiga fazer uma convenção social desse conhecimento a competência crítica está ligada a essa relação professor aluno como você bem citou que na verdade existe uma uma ideia de contrato didático também sendo estabelecida
e a distância crítica está associada a seleção desse conteúdo que é proposto na escola reflexão sobre sobre esse conteúdo que está sendo proposto e me parece na leitura do seu livro que essas questões estão dadas nas bases curriculares né a partir dos nossos currículos seja um instrumento de transformação social mesmo mas a gente viu aqui que nem sempre o que se propõe que se preconiza resulta na prática eu acredito que isso aconteça muito em qualquer currículo prescrito que a gente tem por melhor que ele seja construído por conta da formação inicial do professor a gente
é professor universitário a gente forma professores de matemática e o que a gente observa acho que na nossa própria formação Inicial com uma outra Raridade uma outra exceção mas de maneira geral a gente observa justamente o que a gente não quer entendeu então a formação as disciplinas de estudo de matemática matemática pela matemática que os alunos estudam na universidade na licenciatura em matemática e que são a maior carga horária do curso normalmente são no modelo professor não relaciona com o aluno Professor pouco fala com o aluno é uma das questões que você traz aqui na
diferença do currículo no modernismo no pós-modernismo que no modernismo o conhecimento é transmitido transferido no pós-modernismo que seria o que se esperar que se espera de hoje né o conhecimento é transformado no modernismo os fins são externos ao processo e no pós-modernismo do próprio processo e diálogo é processo né aí que a educação se faz Mas isso não é uma realidade se a gente pensar e também a gente não tá aqui culpando professores né porque muitas vezes eles não têm como fazer isso mesmo porque na formação isso não foi dado a própria condição de trabalho
cotidiano também não ajuda a você chegar lá propondo um diálogo né com certeza com certeza existe todo um cenário de desvalorização da educação né do da formação da Escola Básica existe todo um cenário voltado para isso principalmente nas classes mais populares aonde a gente precisa trabalhar logo a gente precisa ser logo produtivo Então vamos frequentar a escola só no mínimo que é exigido por lei daí para frente vamos trabalhar e ao mesmo tempo porque o que se espera basicamente para estabelecer na sala de aula essas conexões o professor tem de abandonar a organização linear e
rígida dos conteúdos e isso é difícil porque se eu tenho prescrito que eu tenho que chegar e dizer isso isso isso e você tem que saber fazer dois mais dois igual a 4 eu vou saber o que fazer no momento que eu tenho que abandonar isso e descobrir quem é você que tá aqui na minha frente para que juntos falemos de matemática eu tiro essa segurança priori E aí você precisa ter uma capacitação mais consistente para isso acontecer né exatamente parece até um papo Clichê né Falar sobre formação Inicial mas a gente acaba caindo Nessas
questões até mesmo quando a gente olha um documento Olha uma prescrição e a gente quer promover né Essa essa educação matemática mais Ampla que realmente venha venha fazer esse vínculo social que realmente venha venha ser um conteúdo de transformação também né para para esse aluno Então realmente é são questões bastante bastante complexas né quando a gente para para você fala nas dimensões do currículo de matemática no seu livro né você fala que tem uma dimensão cultural social educativa e política isso vai muito além de você saber fazer contas né E ao mesmo tempo você fala
também competências transversais ou seja aquilo que atravessa a partir da educação matemática você pode também tratar em sala né que seria tratamento da informação ética orientação sexual diferença de gêneros meio ambiente e Vida pluralidade cultura trabalho e consumo essas competências transversais junto com as dimensões do currículo cultural social educativo e política dão uma dimensão do que os nossos currículos e também os paraguaios gostariam que fosse a educação em matemática Sim a gente percebe essa conexão na educação matemática com os temas transversais nas prescrições né mas a gente também consegue observar que isso na prática tem
tem sido um grande desafio né as coisas não vem sendo efetivadas da maneira mais mais coerente digamos assim e a gente recai de novo nessa questão da formação do professor para trabalhar né dessa forma remover essa transversalidade e a gente ouve também Algumas propostas de algumas pessoas que estão querendo também discutir a educação como uma escola sem partido que é o oposto disso né sim me parece que eu fiz um programa sobre escola sem partido e agora lendo o seu livro os currículos propõem uma escola com uma ideologia Clara né porque acho que a partida
é uma palavra estranha também que foi colocada aí para a gente associar a partidos políticos e achar que isso é uma outra coisa né mas a gente quer uma escola que traga o pensamento crítico mesmo né que seja um instrumento de transformação social mesmo que se posicione que estimula o aluno se posicionar de forma crítica e que ele entenda que ele pode mudar o posicionamento dele à medida em que ele fizer uma análise da situação e perceber que um outro posicionamento é mais proveitoso se relaciona melhor com os objetivos que ele tem pessoalmente socialmente culturalmente
e Então é isso que a gente espera da escola matemática tem grande grande grande possibilidade de contribuir com isso e é tudo que não tem sido feito mas os currículos os currículos essa perspectiva de trabalho uma determinado momento você também você faz uma síntese né pensando em Paraguai Brasil uma síntese da similaridades ambos ênfase no Exercício pleno da Cidadania e a matemática como ferramenta indispensável conexão entre os eixos temáticos a ideia de rede que você fala né como é importante que os conceitos apareçam em vários outros momentos também da educação para que esse aluno possa
fazer essa costura Exatamente Essa Ideia de percurso né Para que novos conceitos sejam gerados também a partir de um de um conceito já já apropriado inicialmente por esse aluno né E isso também depende para acontecer de um diálogo entre os próprios professores né exatamente que seria uma ideia disciplinar só que num cenário multidisciplinar assim né Tem várias disciplinas isoladas mas que elas precisam conversar entre si não pode sair o professor outra história entrar o professor de matemática e depois de geografia sem que eles ia logo em nenhum momento entre si e é engraçado que quando
você tá dentro da escola dando aula a professora da Escola Básica durante uns 20 anos é todo discurso mágica e tal é no sentido do planejamento conjunto a escola como um todo na hora de fazer o planejamento matemática com matemática geografia com geografia linguagem com linguagem é muito engraçada prática sempre destoando do discurso sempre o tempo todo aí não tem como né é impressionante né mas eu acho que tem um momento que você fala de tecnologias também aqui que a gente traz um pouco das recomendações né nos currículos dos dois países do que tange a
tecnologia especialmente o uso da calculadora né que é uma grande polêmica né se o aluno pode ou não usar a calculadora né a gente sabe que a calculadora Ela só vem na verdade auxiliar né o trabalho do aluno né enfim vai trazer nenhum prejuízo né mas isso é coerente com aquele pensamento não quem tem que fazer cálculo contas é ele né se a única coisa que eu espero de um aluno é saber fazer contas é óbvio que ele não pode usar calculadora quando eu sei que fazer contas é apenas um aspecto mínimo dentro de uma
possibilidade que é o ensino matemático traz aí eu digo pode usar calculadora exatamente né e até mesmo no bloco tratamento da informação né conforme eu trago no livro né a calculadora ela serve né como como recurso né também da informação a gente é bombardeado diariamente por dados estatísticas números que acabam nos convencendo muito rapidamente de coisas e a partir dali a gente já tem aquele discurso é precisa fazer isso porque a crise porque a economia quando no fundo a gente não sabe nem o que tá dizendo tratamento da informação é isso eu saber ler criticamente
as informações que eu recebo base que estão fundamentadas numa matemática que meu primo muitas vezes essas análises quando elas vêm prontas pra gente é por periódicos de veiculação comercial às vezes pela própria Gestão Pública ele chega muitas vezes prontos com dados isolados e aqueles dados são apresentados para justificar determinada conclusão é como se a constituição fosse inversa Eu quero construir isso então vou selecionar estas variáveis e apresentá-las somente elas como os resultados da pesquisa e na verdade quando você olha o conjunto inteiro dos dados apurados Existem várias outras análises que muitas vezes até contradizem o
que aquelas conclusões que foram apresentadas afirmam e que estão obscuros intencionalmente obscurecidos surdez inclusão e matemática e esse livro Gisela Ah esse livro é um livro de cabeceira quase assim porque a minha área de pesquisa de doutoramento pela UFRJ no instituto de matemática É um cenário que a gente em sala de aula tem enfrentado cada vez mais e em um enfrentamento mesmo porque o professor se sente pessoalmente assim uma vez que normalmente de novo a formação Inicial pouco dialoga com isso com a diversidade das pessoas e no caso específico ao cego O Surto é mais
difícil trabalhar com cego porque a visão é uma coisa muito forte mas A surdez você tá falando da comunicação da ausência de comunicação eu tô falando com uma pessoa que vê o mundo de uma maneira diferente sem som nenhum e que chega para gente na escola sem trazer nenhum dos aportes que a gente comentou que os alunos normalmente trazem ele não traz que aquela aprendizagem passiva que a criança desde o bebezinho vai trazendo e vai agregando ao que ele conhece e vai trazendo depois para escola né então é um aprendiz muito específico muito particular e
a gente tem os intérpretes em Libras enfim é todo um cenário muito interessante de ser estudado e é interessante também especialmente para uma pessoa como eu que nunca foi muito feita a matemática perceber que a matemática é muito maior do que aquilo que eu achava que não gostava a matemática é um instrumento de olhar para o mundo com mais posicionamento e inclusive para que não me façam de bobo por aí trazendo números que me deixam né não a matemática é uma ferramenta justamente para a gente se posicionar brigadíssimo pela presença de vocês parabéns pelo trabalho
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