É nativa, é compartilhada, sem o prazer de continuar o vento. Fernanda Maia, que agora vai rodar um pouco do momento em que ela volta de João Pessoa, pela vez, a ideia de música está aqui e não lá, né? De volta para Sorocaba, eu tive a oportunidade de ter uma de ocupar a oportunidade e a honra, né?
Você nem se eu merecia na época, mas eu tive a honra de substituir a professora Maria José, pelo gênio que estava se aposentando, né? A disciplina de literatura inglesa era uma grande professora, acho que a melhor contadora de histórias que eu já vi na vida. Acho que ela ia pegando o nosso interesse pela literatura, contando histórias, contando histórias, contando histórias.
Era maior, como acho que foi a maior contadora de histórias. Eu vejo tantos atores fazendo curso de contação de histórias, né? É muito difícil eles conseguirem fazer o que a doadora Maria José, Pedro, fazia em sala de aula, né?
Era porque ela tinha um olhar afetivo para as histórias que contava. Ela contava aquelas histórias não porque estava ali contando, mas porque aquilo vinha do coração e porque ela sempre tinha uma relação de afeto com aquelas histórias, né? Então, ela nos ensinava por meio de histórias, contando suas histórias, né?
Aí eu entrei no lugar de Antônio Maria José, que se aposentou, comecei a aula na faculdade, né? Foi um momento difícil, né? Você é encarada, aula para um curso universitário, enfim.
Comecei a dar aula no Colégio Dom Aguirre também, inglês, por algumas turmas, e no Colégio Dom Aguirre era onde eu conseguia aplicar algumas coisas que tinha aprendido de música e teatro. Nós dois tivemos aquele grupo de teatro de crianças e vamos mais sair às crianças. O auxílio ao software, sim, sim, os três filhos, né?
Orienta também que a filha nada, né? Da Shell, sim, respondeu. Só foi.
Hoje, ouvindo Gustavo, nós tivemos uma experiência muito, muito bacana. É muito lindo ver quando as crianças também têm essa experiência, né? Os funcionários, então, fizemos, sim, sim, e o coral do colégio, que foi, acho que durou uns quatro, cinco anos, esse coral.
As crianças foram cantar em muitos lugares, muitos lugares, exigência de convivência na Catedral de Sorocaba, em evento da Uniso. Era uma convivência muito marcante, ou se falta dessa convivência direta com crianças, não há outra criança, né? É muito bom, né?
E dando aula de música para crianças, a mãe tirava as crianças da aula. Reforma, mãe. Mas ela tirava da aula pra sair.
Ela combinava com os professores as crianças que participam do coral. Ela convidava, combinava com as pessoas: "Olha, na última meia hora nós vamos ensaiar o coral, eu vou tirar mais cedo, tal. " Eu avisava os professores, professoras, dava uma atividade ali pra.
. . "Você vai tirar as crianças da aula.
" Ela falava assim: "Vô, elas já estudaram muito português e matemática, agora não podem cantar. " É uma postura de quem sabe a importância da arte. Também, quando estava no Fluminense, era prático, os alunos em liberdade deviam ser literatura e diziam por essa honra do palco pra gente em correria nas candidaturas.
E às vezes alguns professores, é, caco, não gostavam porque tinham que chegar no dia da apresentação, eles tinham que sair da sala e ficaram com as aulas fora. Feijão capital, as duas últimas, minhas duas primeiras, né? Tem um centro de saúde e um dia o teu show.
. . Isso, ela chegou, nacional de Roberta.
Tiramos uma vez por ano na sala de aula, os alunos de vocês. As duas primeiras aulas públicas, duas últimas são. .
. E vão apresentar trabalhos. É, não, então, ofereço atenção.
Quem tem alguma coisa contra acidentes? Bem, claro que eu estou de acordo. Então, vocês podem ficar fazendo outras coisas, as duas primeiras, alguns dos seus alunos estarão no salão, que as duas últimas aulas é só apresentar.
O rangers, claro, ficou chuva. A versatilidade é leonina, um metro e meio. Saiba como era o apelido dela: mudou, o Enrico, mestre dos magos, porque ela surgia de lugares e não esperava.
A equipe estava aprontando, olhar, ela estava do lado e ela usava sapatilhas que não faziam barulho. Era pequenininha, baixinha, né? E por lugares assim, de repente, uma cirurgia, onde já não estavam fazendo bagunça, pegava gente, com a boca na butija, sabe?
Pegava, mas que a pronúncia, como é que tá? Parece que some no lugar, a gente não vê que ela vem. Então, o apelido dela era o mestre dos magos, que sabia aparecida, parecia.
. . Enfim, bom, e isso que você está falando, não é isso que você colocou.
Não é uma coisa muito importante de como a arte não é vista. É muito ignorante, não é? Como a arte não é vista como um instrumento poderoso de educação.
Não é, é um absurdo que no século 21 as pessoas ainda não tenham percebido isso. É um absurdo que as pessoas não tenham se dado conta disso. É um absurdo que as pessoas não tenham entendido que o professor de artes não é um mero decorador de escola e preparador de festinhas.
Elas não entendem. É uma coisa inconcebível que a gente volte pra um tipo de educação conteudista, né? Quando o conteúdo você acha a qualquer momento no seu celular.
Pra mim, é uma coisa incompreensível como a gente não anda, não caminhou de lá pra cá, né? Como eu vejo coisas muito mais arrojadas em práticas que eu conheci 20, 30 anos atrás, como a terceira a 20 anos atrás, quarenta anos atrás, como a própria Dona Zilá, né? A prática da Dona Zilá era muito mais arrojada do que coisas que eu.
. . Vejo, hoje em dia, um professor de arte que quer montar um coral na sua escola.
É muito difícil em dificuldade, mas tem horário das crianças. Na verdade, a gente percebe que tudo é feito para que a criança, para que o ensino, seja a última das prioridades. Tudo bem, na frente, tudo bem, na frente, a burocracia que você tem que dar conta para a secretaria de educação, os fins eleitoreiros que a educação também serve, né, neste momento a organização da escola.
A burocracia insana, a demanda insana que os professores têm, o funcionamento com a criança. . .
fica em último lugar, é a última das prioridades, né, muito por conta dessa prática. No último ano, eu fiz aqui, junto com uma amiga, que nós elaboramos um projeto de formação para professores de arte, um pouco na tentativa de mudar essa mentalidade. Então, nós trabalhamos com oito escolas daqui de São Paulo, escolas estaduais, com os professores de arte.
Nós tivemos reuniões, saímos com os professores de arte para que eles tivessem um espaço de reflexão, de troca de ideias, de conhecimento, de técnicas novas. Então, nós levávamos muitas técnicas de teatro para os professores de arte. Nós visitamos as escolas para entender as práticas já nas escolas, com todo o pessoal das escolas, para que os professores de referência, os professores da série, entendêssem a importância dos professores de arte na escola.
Então, acho que foi muito a partir daí, a partir desta vivência de arte na escola de crianças que chegavam pra você e falavam: "Eu adoro ver cantar porque agora que eu entendo tudo o que eu aprendi". Sabe, crianças que, imagina, eu recebo mensagens dessas crianças até hoje. Nem outro dia fiz uma experiência com uma reunião com os professores.
Eu cheguei para um grupo de professores e falei: "Fale o nome de um professor que você nunca esqueceu". E aí eles disseram: "Fulano de tal, fulano de tal, falou de tal, fulano de tal". Fui muito bem.
Porque você nunca se esqueceu desse professor? A pessoa vai passar, mas nunca esqueceu o professor porque ele era muito rigoroso comigo, então ele me fez aprender muito. Ele era muito exigente.
Outro: "Eu nunca me esqueci do professor porque esse professor uma vez me fez um elogio que eu gostei muito". E tal. Aí uma vez: "Eu nunca esqueci do professor porque esse professor me fez um carinho na sala de aula, numa época que eu estava precisando muito; meus pais estavam se separando".
E foi lá que ele me fez um carinho. Aí eu nunca vou esquecer esse professor, que se professava. .
. todas, todas, sem exceção, todas as experiências, todos os depoimentos, todas as coisas marcantes que envolviam professores eram afetivas. Nenhum era uma turma de professores.
Nenhum professor disse: "Ah, eu jamais esqueci professor porque ele me ensinou a equação de primeiro grau". Jamais esqueci esse professor que me ensinou todos os afluentes do Rio Amazonas. Jamais esqueci professor.
Todas as relações com os professores, todas as memórias de professores eram afetivas e todas tinham a ver com alguma coisa extra conteúdo, né, com a relação. Então, às vezes, você tem escolas que são pioneiras na tecnologia e tal, mas ainda mimetizam uma relação hierárquica não autônoma entre professores e alunos. O professor, quieta, disse que ela não quer dizer que não houve; o aluno também tem os saberes desses alunos, né?
Não há essa troca de saberes, né? Enfim, e essa experiência com esses professores da rede pública, este ano, esse projeto ainda continua, um projeto muito, muito interessante, né? Muito.
. . também estamos levando os professores da rede pública ao teatro.
Nós conseguimos convite para que eles vão ao teatro, a gente discute as peças depois. Não é? Esses professores são heróis e heroínas.
[Música]. Eles estão. .
. elas estão lutando contra uma sociedade extremamente hostil, um esquema, um sistema educacional que não os valoriza; muito pelo contrário, que cobra em demasia e oferece muito pouco. Né?
Uma das coisas que eu mais fiquei. . .
que mais me tocou foi que nós fizemos uma dinâmica com os professores com o papel kraft. Então, nós estendemos um papel kraft, fizemos a dinâmica, a atividade e tal. Depois, nós dobramos e estava todo desenhado; nós dobramos, né?
E iremos colocar um lixo reciclável. Aí o professor falou assim: "Vocês vão jogar fora esse papel? ".
Mas sim, porque os seus usuários desenharam, a gente quer um rolinho que não tem, o rolinho de papel. Às vezes, a gente quer o rolinho de papel e não tem, né? Fora a demanda de coisas burocráticas.
Eu vi agora, eu acho importante que as pessoas saibam disso, né? Nesse governo atual em São Paulo, os professores são obrigados, quando digo obrigados, quero dizer forçados, a fotografar seus alunos e colocar atividades nas redes sociais com a legenda que vem da Secretaria de Educação. Então, o professor, além de tudo o que ele tem que cuidar, ainda é um blogueiro, é um promotor de um sistema que é absolutamente maquiado, porque não dá a ele condições para trabalhar.
Nestes últimos dois anos, nós tivemos que cortar. Faz dois anos que este projeto. .
. neste ano nós não fizemos a reunião de novembro. Nós terminamos; a gente tem um cronograma de reuniões, nós terminamos em outubro porque novembro não rende.
Não é possível; os professores estão todos doentes, doentes, doentes mesmo, né? O último encontro que a gente teve, uma professora falou assim: "Eu estou. .
. " um professor brilhante, maravilhosa. Ela falou assim: "Eu estou reavaliando.
. . " Possibilidade de continuar sendo professora e ser uma pessoa sã, né?
A minha sanidade tá. . .
eles fazem os projetos deles e, de repente, a secretaria mandou parar tudo. Não! Para tudo, porque agora a gente vai ter que fazer uma campanha do CETREMI: Setembro Amarelo, sem ter conhecimento nenhum do que os professores estão desenvolvendo com seus alunos, da ligação que os professores têm com seus alunos.
Sabe, eu acho que essa vivência de estar numa escola em que havia uma direção razoavelmente firme e que dizia "agora acabou essa educação conteudista" acaba por parar. Agora vão fazer outra coisa. Agora os alunos precisam cantar.
Eu acho que não só a mim, eu acho que realmente a arte é um instrumento poderoso, transformador da sociedade. Eu faço aqui por causa disso, né? Acho que ele é um instrumento de autoconhecimento.
Eu acho que é algo fundamental. Não vejo a arte como perfumaria, como supérfluo, né? Como futilidade.
Não vejo assim. É algo que nos determina como seres humanos. Esse instrumento não é levado em consideração no processo educacional, né?
E acho que essa experiência de estar no lugar onde esse instrumento era levado em consideração e era tido como um instrumento. . .
não era só o professor que decorre no salão nobre fazendo festinha, né? Ele era, de fato, realmente tão importante quanto as outras disciplinas. Eu acho que me levou a fazer esse trabalho com os professores, agora, nesses dois últimos anos, com os professores da rede pública de ensino de São Paulo, falando mal da pequena casa.
Olha, daqui a pouco. . .
Conde.