Como vocês estão Meu nome é Bruno sankey Como disse a vocês uma vez a cada dois meses eu estarei trazendo aqui no YouTube um vídeo sobre ser e tempo de Martin heidegger comentado parágrafo por parágrafo Então nós vamos continuar né os nossos estudos da obra ser e tempo de Martin heidger e neste vídeo nós estaremos Estudando pra gente dar continuidade os parágrafos de número 72 e 73 que iniciam o o quinto Capítulo da segunda sessão que é sobre o design e a temporalidade e nesse capítulo nós vamos estudar sobre a questão da temporalidade e a
historicidade eu já peço a você que deixe seu like no vídeo se inscreva no canal caso ainda não seja inscrito e Ative o Sininho a fim de receber novas notificações na segunda sessão de ser tempo heidger quer relacionar o que a gente estudou sobre o dazan com a Questão da temporalidade nós vimos a algumas coisas sobre a temporalidade né aqui nessa segunda sessão primeiro nós vimos a questão do ser para a morte nós vimos que o zign na sua existência temporal ele tem uma existência finita e que sempre há de maneira imediata diante do Design
uma possibilidade que ele não pode terceirizar que ele terá de assumir que é a possibilidade da Morte que é a possibilidade da impossibilidade da própria existência nós vios isso usando A analogia do leque o dazan é como um leque um leque de de possibilidades e entre essas possibilidades do leque há sempre a possibilidade de que o leque se feche e essa possibilidade de que o leque se feche é o que nós chamamos de morte é na morte que o dazan completa-se que ele completa sua existência que ele atinge uma completude enquanto nós ainda estamos existindo
enquanto ainda estamos sendo um leque em aberto a sempre novas possibilidades que Nós podemos assumir então portanto a gente continua se constituindo na existência nossa existência continua incompleta é só quando o Lex se fecha que por assim dizer a nossa existência se completa nós vemos também no segundo capítulo a questão da atestação con forma aign de um poder ser próprio ser resoluto nós vimos que a questão da temporalidade a questão da urgência de que o leque a qualquer momento pode se fechar é um chamado a responsabilidade Não deixe para amanhã o que você pode fazer
hoje porque tudo que nós temos é hoje né a qualquer momento a gente pode findar qualquer momento nós podemos morrer então nós devemos sempre ter esse caráter de urgência então há um chamado né Há um há uma digamos assim algo em nós que testemunha a favor do fato de que nós devemos tomar uma decisão nós somos chamados a uma decisão Vimos que essa decisão não tem a ver com livre arbítrio não é decisão de livre arbítrio É no sentido de você assumir a responsabilidade pelas possibilidades existenciais que você se lança nelas e a gente a
gente viu também né que isso não tem a ver com decisionismo heidger de jeito nenhum está dizendo que qualquer decisão é válida desde que você seja autêntico qualquer decisão é válida o heidger nunca diz isso é só uma interpretação equivocada do heidger o que o heidger diz é que e para que a nossa decisão que que para que a nossa Decisão seja autêntica uma condição necessária para isso é que nós assumamos a responsabilidade por aquilo que nós somos mas isso não significa que é uma condição suficiente Ou seja pode ser que outros elementos como a
necessidade de ver uma vida ética entrem eh no contexto de uma decisão mas aí a gente vai decidir autenticamente por uma vida ética nós vimos também no terceiro capítulo né A questão da temporalidade como sentido ontológico da preocupação Nós vimos que temporalidade é cuidar de ser quem se é e cuidar de ser quem se é é futurar se é lançar-se no futuro é jogar-se em possibilidades então preocupação o cuidado de ser quem se é está relacionado com o movimento em direção ao futuro a um projeto existencial nós vimos também no quarto capítulo a relação da
temporalidade com a cotidianidade então nós sabemos que a cotidianidade é o modo como da zign na Maioria das vezes se encontra e nós vimos que isso envolve uma abertura né o daan é uma abertura que envolve o entender-se Ou seja eu sempre me eu compreendo as minhas possibilidades né as possibilidades minhas estão diante de mim por isso a compreensão tem um caráter relacionado com o futuro né com o futurar se com o lançar-se antecipar possibilidades nós vimos também a questão da temporalidade do encontrar-se ou disposição afetiva que tem a ver mais Com o passado com
o sido né Eu sempre me encontro eu já me encontro numa dada tonalidade afetiva nós vimos também a questão da temporalidade da decadência né que tem a ver também com o presente com o fato de que a gente se encontra sempre naquele movimento da curiosidade no qual a gente se lança de tarefa em tarefa sem se concentrar verdadeiramente nenhuma nós vimos a temporalidade do discurso que não vai ter uma temporalidade específica mas que tem a Ver com o fato de que a gente articula todas essas vivências temporais nós vimos também a questão da temporalidade do
ser no mundo e o problema da transcendência do mundo né nós vimos a questão né de a gente pensar os entes utensili Ares como se localizando no mundo e como eh ganhando um caráter temporal na medida em que o das zign se movimenta e faz uso deles então digamos assim que a temporalidade do Design ou do ato de se ocupar com os entes intr Mundanos né isso envolve uma temporalidade né envolve por exemplo antecipar possibilidades quando eu tô por exemplo usando um lápis para escrever um um texto de uma prova eu estou me jogando na
no futuro né Essa prova que eu tô fazendo né pro professor corrigir para dar uma nota eu sou sempre pensando naquilo que eu tô escrevendo e que eu vou escrever e que eu quero que o professor Leia então é sempre importante a gente lembrar que também né na Ocupação com os utensílios do mundo existe uma temporalidade agora no quinto capítulo né a gente vai estudar sobre a temporalidade e a historicidade então de novo a gente vai pensar como que a temporalidade se relaciona com uma outra questão do das uma questão fundamental sobre aquilo que nós
somos que é o fato de que nós somos seres de historicidade e aqui essa questão de ser um ser de historicidade vai ser muito importante né pra nossa compreensão do Do capítulo que a gente vai entrar agora né e também dos parágrafos que a gente vai estudar agora que é o quinto capítulo Então hoje nós vamos estudar no quinto capítulo primeiro o parágrafo de número 72 intitulado a exposição ontológico existencial do problema da história por mais que eu esteja usando a tradução do fusto Castilho eu vou usar o termo existencial no lugar de existenci como
eu estou usando os termos como está na Márcia né Por existencial Eu entendo uma estrutura ontológica fundamental do Design por existenci eu considero uma manifestação concreta ou ôntica dessa estrutura existencial por exemplo disposição afetiva ou encontrar-se é um existencial significa que o design sempre se encontra de uma dada maneira sempre está disposto afetivamente de uma dada maneira qual maneira Essa maneira pode ser tristeza tranquilidade angústia medo todas essas maneiras concretas pela qual a Disposição afetiva se manifesta concretamente é o que nós chamamos de existenci que são as tonalidades afetivas portanto a disposição afetiva é um
existencial e as tonalidades afetivas são existenciais no sentido que eu vou estar usando na tradução do fusto Castilho tá ao inverso o que eu estou chamando de existencial aqui O Fausto Castilho traduz como existenci e o que eu estou chamando de existencial ele Traduz como existencial mas aqui nós vamos seguir mais de perto então a a o vocabulário usado na Márcia porque ele é mais consagrado digamos assim eh o parágrafo de número 72 portanto é a exposição ontológico existencial do problema da história Então nós vamos primeiro expor o problema né primeiro a gente vai não
lidar diretamente com o problema mas expor em que consiste esse problema que a gente vai lindar no Quinto Capítulo e depois o parágrafo de número 73 se intitula o entendimento vulgar da história e o gestarse do Design que vai ser digamos assim o primeiro passo na exposição existencial da historicidade que é construir uma compreensão vulgar né a gente estudar um pouco do que consiste essa compreensão vulgar da história então vamos aqui iniciar o parágrafo de número 72 iniciemos pois o estudo do parágrafo de número 7 Heider diz assim todos os Esforços da analítica existencial visam
a uma meta encontrar uma possibilidade de resposta para a pergunta pelo sentido de ser em geral a elaboração dessa pergunta requer uma delimitação do fenômeno em que algo como ser ele mesmo se torne acessível que é o entendimento do ser mas este entendimento do ser pertence à Constituição do ser do dasai somente se esse ente for antes suficientemente interpretado em sua originari o entendimento do ser contido Em sua Constituição de ser poderá ser conceitualmente apreendido e sobre esse fundamento poderá ser feita pergunta pelo ser nele contido e pelas pressuposições desse entendimento aqui a gente precisa
ser cuidados que que o heidger tá fazendo ele tá retomando do que ele falou lá no começo do livro Qual que é a pergunta central com a qual heidger está preocupado Pode ser que a gente por est já na no parágrafo de número 72 a gente Já percorreu tanta coisa que a gente esqueceu Qual que é o propósito do livro para que que a gente tá Por que que tem esse livro afinal de contas esse livro tem como objetivo analisar existência humana não o principal objetivo desse livro é psicologia fenomenológica não o principal objetivo desse
livro é o qu o principal objetivo deste livro é falar da angústia humana também não qual que é o principal objetivo então de ser tempo é analisar as condições sociais Políticas históricas do Design não o principal objetivo desse livro é ser uma ponte para a questão Qual é o sentido de ser Qual é o sentido de ser essa é a pergunta fundamental que tá por trás de ser e tempo perceba que a pergunta não é o que é o ser porque essa pergunta já tá errada o ser não é o que que é uma coisa
que é uma coisa que é a gente chama de ente tudo que é a gente chama de ente ente é aquilo que é simples assim Definição simples de ente para heger ente é aquilo que é ente é aquilo que é por exemplo o giz é então ele é um ente tudo que é alguma coisa é um ente eu sou alguma coisa eu sou eu sou sim eu sou eu posso ter um modo de ser diferente do giz o heidger quer destacar isso sempre mas eu sou um ente porque eu sou eu não sou nada absoluto
eu sou um ente eu tenho eu existo essa palavra existo a gente vai tomar ela com cuidado né quando o fala De ex existência ele reserva o termo existência PR só pro modo de ser do ente humano que é o modo de ser da abertura possibilidades os demais entes não são aberturas de possibilidade então a gente não fala que eles existem percebe que aqui a gente precisa Então trabalhar um glossário um vocabulário nós temos ente nós temos ser nós temos existência são termos filosóficos clássicos que ganharam diferentes sentidos ao longo da história da Filosofia mas
que o heidger vai dar um significado específico para esses termos ente existência ser que que é um ente então comecemos pela definição de ente ente é tudo aquilo que é ente é tudo aquilo que é e o que que é o ser o ser é aquilo pelo qual algo é então por exemplo tudo um monte de coisa é a árvore é a cadeira é a casa é a pedra é o cachorro é a árvore é mas percebe que em todos eu falo é é é é é eu posso me perguntar Então qual que é o
fundamento disso O que que possibilita eu falar que a árvore é a mesa é o s é a casa é que que é isso pelo qual todas essas coisas são pelo qual eu posso dizer que elas são Qual que é o fundamento dos entes perguntar pelo ser é perguntar pelo fundamento Qual é o fundamento pelo qual as coisas são esse fundamento pelo qual os entes são é o que nós chamamos de ser percebe Que então o ser não pode ser por que que o ser não pode ser porque se o ser fosse algo ele seria
mais um ente e não o fundamento de todos os entes então o ser não pode ser um ente Portanto o ser não pode ser o ser não é um ente não quer dizer que o ser seja um nada absoluto né o heidegger não tá sendo aqui um afirmando o absurdo de que o ser é o nada absoluto não faz sentido o ser é o fundamento dos entes então quando o Heidger fala que o ser Não é ele não tá fazendo uma proposição dial teísta contraditória paradoxal como se o ser fosse o nada absoluto o que
ele tá dizendo é que o ser é um nada ôntico o que que é um nada ôntico aquilo que não é um ente então dizer o ser não é É dizer o ser não é um ente o ser não é um ente por isso falar que o ser é é equivocado porque o ser não é porque se o ser fosse ele só seria mais um Ente o ser é o fundamento pelo qual os entes são Então isso é muito importante então a gente precisa perguntar o que é este fundamento O que é o fundamento de
todos os entes percebe que do jeito que eu tô perguntando tá impróprio tá impreciso porque eu estou perguntando o que é o ser mas eu já disse o ser não é portanto a pergunta mais exata não é o que é o ser mas sim o que significa ser Qual é o sentido de ser é Por isso que aqui oer elaborou a pergunta em termos de sentido ele diz a pergunta fundamental da minha investigação é a pergunta pelo sentido do ser em geral essa expressão em geral quer dizer que o heidger está considerando ser enquanto ser
o ser em geral ele não tá Considerando o ser da mesa o ser da cadeira o ser da árvore o ser do ser humano ele está Considerando o ser como fundamento de todos os entes em geral o que É isso pelo qual tudo é o que é qual é o fundamento pelo qual as coisas são Qual é o fundamento pelo qual eu posso dizer tanto da árvore quanto do ser humano que eles são o que é isso que fundamenta os entes isso que fundamenta os entes é os ser aqui eu tô usando uma linguagem completamente
imprecisa como vocês podem ver porque eu não posso dizer que o ser é o ser não é um isso por isso que a nossa linguagem ela tem certos limites Para lidar com essa questão Mas qual qual que é o ponto do heidger o ser ele não pode ser acessado diretamente Porque tudo que nós acessamos são entes eu tenho acesso à cadeira eu tenho acesso à árvore eu tenho acesso a mim mesmo eu tenho acesso à casa eu tenho acesso à pedra eu tenho acesso ao sol mas eu não tenho acesso direto aquilo pelo qual o
sol é a casa é a pedra é a árvore é eu não encontro ser eu encontro entes no meu mundo aparecem Para mim entes não ser portanto eu não consigo ir diretamente ao ser para chegar no ser eu preciso passar pelo ente Mas qual ente eu devo passar para chegar ao ser Qual é o melhor ente para fazer esse caminho para fazer essa ponte é o ente que se coloca a questão do ser lembra que o heidger colocou a questão em termos de sentido Qual é o sentido do ser eu posso não ter acesso diretamente
ao Ser mas eu tenho acesso ao significado de ser ao sentido de ser eu sou um ser capaz de compreender o sentido de ser então se eu quero encontrar sentido de ser eu não vou encontrar sentido de ser na pedra eu não vou encontrar sentido de ser na cadeira porque esses entes não são capazes de compreender o sentido do ser se eu quero uma resposta à pergunta pelo sentido do ser então o melhor ente que Me pode conduzir a encontrar essa resposta é o ente que se pergunta pelo sentido do ser e é o ente
capaz de ter uma compreensão um entendimento do sentido de ser esse ente é o que o heidger chama de das design é a existência humana o heg Evita o termo ser humano porque esse termo já é carregado de várias interpretações filosóficas e por isso ele prefere o Termo tain que no alemão significa existência então H está considerando a existência humana e Ele Decide então analisar a existência humana como uma ponte para depois se chegar no sentido de ser portanto a análise da existência humana é uma análise de transição é uma transição não é o foco
é o caminho o foco é o sentido de ser o caminho é analisar a existência humana para encontrar nela o meio de Compreender o sentido de ser então heidger não tem como objetivo principal analisar a existência humana heidger tem como objetivo principal encontrar a resposta pelo sentido do ser mas o caminho para essa resposta passa por analisar a existência humana é verdade seele tempo ficou incompleto então ele fez só a primeira parte do caminho a primeira parte da primeira parte mas aí é importante a gente entender Isso então analisando ência humana como uma análise provisória
como uma análise de transição heidger chegou em algumas conclusões ele diz embora muitas estruturas do das ainda permaneçam obscuras em sua particularidade Pode parecer contudo que com a elucidação da temporalidade como condição originária da possibilidade da preocupação alcançou-se a ariedade exigida para a interpretação do Design o que que nós vimos o design no seu Sentido mais fundamental é preocupação é cuidar de ser quem se é mas cuidar de ser quem se é é lançar-se em possibilidades e lançar-se em possibilidades é lançar-se no futuro é futurar se portanto a preocupação é uma temporalidade relacionada a um
projeto existencial de se lançar para o futuro para possibilidades e a antecipar-se em relação a elas talvez analisado isso por mais que várias estruturas do da zign ainda pareçam obscuras podemos achar que Nós encontramos a resposta fundamental para a questão do ser do dazan diz o texto a temporalidade foi posta em Claro no que respeito ao design poder ser um todo próprio A análise do Poder ser um todo próprio desvendou a conexão cooriginalidade morte culpa e consciência mais enraizada na preocupação nós vimos que a preocupação o cuidar de ser quem se é Tem a ver
com assumir possibilidades esse assumir possibilidades é antecipar-se é lançar-se no futuro é futurar se nós vimos também que na medida em que possibilidades estão abertas diante do Design ele é incompleto porque ele ainda está se indo ele é um projeto existencial em aberto no entanto existe uma possibilidade assinalada se o leque de possibilidade Se abre é porque existe entre essas possibilidades a possibilidade de que o leque se feche e é quando o leque se fecha que o das não pode mais assumir nenhuma nova possibilidad ele não tá mais incompleto ele Sea e esse esse Completar
é o que o heidger tá chamando de poder ser um todo e esse poder ser um todo envolve a morte ou seja morte é uma possibilidade morte aqui não é morte Biológica morte aqui não é o fim da vida biológica morte aqui é a possibilidade sempre presente imediata intransferível que não pode ser terceirizada de que o leque se feche essa morte se relaciona com a culpa culpa aqui no heidger a palavra culpa no heidger perdão que meu celularo aqui deu uma queda né meu celular tinha caído né mas aqui a gente continua a gravação culpa
no heidger Não é culpa moral culpa no heidger significa responsabilidade dívida consigo mesmo perceba se nós somos um leque de possibilidades se existe uma possibilidade de que a qualquer momento o leque se Feche isso significa que nós somos chamado à responsabilidade chamados a tomar decisões existenciais chamados a assumir a responsabilidade por nossas escolhas e pelas possibilidades na qual nós nos Lançamos essas possibilidades se revestem de um caráter de urgência porque a qualquer momento o leque pode se fechar e quando o leque se fechar você não poderá assumir nenhuma possibilidade portanto momento para se lançar impossibilidades
é agora por isso nós temos morte nós temos culpa nós temos uma dívida conosco mesmos uma dívida de nos responsabilizarmos por aquilo que nós Somos e terceiro consciência a palavra consciência no Heid significa chamado existe algo em nós que nos convida que nos convoca que nos chama a responsabilidade isso que nos chama a responsabilidade é a consciência existencial é parecido com o conceito de consciência moral porque a consciência moral nos chama a responsabilidade para que tomemos ações éticas mas aqui não é consciência moral é algo mais fundamental do que a consciência moral é A consciência
existencial é a consciência que nos diz se responsabilize Mas diferente da consciência moral a consciência existencial não diz o que você tem que fazer ela só diz se responsabilize não importa o que você faça faça com responsabilidade mas aqui eu eu falei com cuidado isso daqui não é decisionismo o heidger não está dizendo não importa o que você faça desde que sua escolha seja autêntica todas as Escolhas são válidas não é isso que o heidger está dizendo o que o heidger está dizendo é que nós temos uma consciência existencial que nos convoca a responsabilidade e
higer concordaria em dizer que devemos ser éticos mas não basta ser ético é preciso ser autenticamente ético então a consciência moral é importante o rger não fala da Consciência moral não é porque ele é contra a moral não é porque ele seja um relativista moral não tem nada a ver com isso o motivo pelo qual heidger não fala de consciência moral é porque não é o objetivo do livro heidger não nega consciência moral é óbvio que a gente tem que tomar escolhas éticas é óbvio que nós devemos fazer escolhas conforme a moralidade conforme a ética
nós precisamos fazer escolhas de acordo com moral agir errado é agir Errado e não devemos agir errado no entanto não basta agir conforme às regras Morais se sua escolha por uma vida moral não é uma escolha autêntica nós devemos escolher a vida ética de maneira autêntica Então isso é fundamental se vocês ouvirem por aí que o heidger ensinava que a gente pode até atropelar uma uma velhinha desde que isso traga sentido paraa nossa vida como Fran shefer fala por exemplo isso não tem nada a ver com heidger heidger não Diz isso em lugar nenhum o
que o heidger está dizendo é tudo bem É nós devemos ver uma vida ética Mas a nossa vida ética tem algo mais fundamental para que ela seja realmente ética ela precisa ser autêntica e o que nos chama essa autenticidade o rger chama de consciência a consciência existencial não vai dizer o que você tem que fazer enquanto conteúdo isso quem vai te dizer a sua consciência moral a sua consciência de Prudência né Por Exemplo né tem aquela frase do Lutero né quando a igreja convoca ele e ele diz assim eu não posso agir contra a minha
consciência ali ele tá falando de consciência moral eu não posso agir contra a minha consciência moral é óbvio nós temos uma consciência moral que vai dizer pra gente como a gente deve agir mas existe algo mais fundamental porque não importa como a gente vai agir a gente tem que agir de maneira autêntica rger não está dizendo Não importa no sentido assim você pode fazer o que você quiser não rger está dizendo assim depois a gente vai estudar moral ética não é função de ser e tempo mas vamos supor que a ética chegou à conclusão de
que nós não devemos mentir tudo bem aí Eu não vou mentir mas por que que eu não vou mentir porque eu não quero mentir porque eu esc iso é fal Heider prossegue Então somente a morte ou seja esse essa possibilidade Existencial na qual o das se completa é no entanto o único final do Design e formalmente tomado é só um dos termos finais abrangendo a totalidade do aqui a gente vai ter uma questão um pouco mais complexa por heidger disse assim parece que nós por mais que tenha coisas que ficaram obscuras na nossa investigação nós
chegamos na Essência dela quando a gente olhou para esses fenômenos Preocupação morte culpa consciência temporalidade mas o heidger tá dizendo Opa parece que tem alguma coisa faltando parece que é alguma coisa não está completa na análise sejamos pois atentos aqui o que que tá faltando toda vez que a gente fala de morte toda análise de morte pressupõe analisar também um outro fenômeno que nós chamamos de nascimento mas perceba já tá muito claro Pra gente que quando o heidger fala de morte ele não está falando portanto quando heidger fala de nascimento ele também não pode estar
falando de nascimento biológico já Vimos que a morte é o final do aquilo no qual ele completa se completa o que que é a morte vamos lá usar de novo a metáfora do leque Eu tenho um leque esse leque n tem várias dobras cada dobra é uma possibilidade o é morte nesse le possibilidade de que o leque se feche Vamos chamar então de final o leque fechado que que é o final o final é o fechamento do leque é o leque fechado final é isso leque fechado significa final mas perceba a forma do final que
que é a forma do final na nossa analogia leque fechado a forma do no final pode ser aplicada não só à morte ela também pode ser aplicada ao Nascimento Vamos pensar aqui na analogia Que eu estou utilizando se o leque se fecha é porque ele se abriu se o leque pode se fechar é porque ele alguma vez se abriu percebe esse abrirse do leque a gente vai chamar de nascimento então o nascimento também trabalha com a noção de final porque para haver Nascimento a gente concebe o leque como se ele tivesse fechado a morte o
leque se Fecha o nascimento o leque se abre mas o nascimento pressupõe então que para o leque se abrir ele estava metaforicamente fechado por isso a for forma do final o leque fechado ela se aplica tanto a Nascimento quanto a morte é por ISO que o então diz o seguinte somente a morte que que é a morte é o fechamento do leque é no entanto o único final doic tipo de final de possibil Tanto formalmente se a gente toma a forma da Morte que que é a forma da morte a ideia de fechamento do leque
é só um dos termos finais abrangendo a totalidade do Design Por que que a morte em um segundo sentido é só um dos termos finais porque pegue o leque de novo Quais são os dois termos finais do leque o abrimento o Abrir do leque e o fechar do leque percebe esses dois termos finais Por que que são termos finais porque aqui para Trás o leque está fechado aqui pra frente o leque está fechado aqui no meio o leque está aberto Então por mais que a morte seja o único final no sentido da Morte significar o
fechamento do leque existem dois termos finais ou seja existe um primeiro termo e um segundo termo a palavra termo é uma palavra que filosoficamente significa um ponto então por exemplo eu tenho uma linha se eu desenhar uma linha ela vai ter um ponto Aqui e outro ponto aqui esses dois pontos da linha eu chamo de termos da linha o ponto inicial e o ponto final são os ter da linha então quando o heidger fala de termo Final O que que ele tá falando existe o começo da linha o leque se abre existe o Fim da
Linha o leque se fecha tudo é morte no sentido de que antes do começo da linha é morte ou seja leque fechado depois do fim da linha também é morte o leque fechado Mas se a gente Usar morte só para falar do final quando o leque se fecha de k a gente vai usar o termo Nascimento Para falar do o leque se abrir e nesse caso Nós temos dois termos finais por mais que tenha só um final ou seja o fechamento do leque existem dois termos finais que é quando o leque se abre e quando
o leque se fecha eu usei a analogia da linha só para facilitar vocês vão ver que não é bem como se fosse uma linha não é tão simples Assim então digamos assim o outro final perceba são dois finais a Palavra Final aqui tá sendo usada no sentido de termo como na geometria tem os dois as duas extremidades da linha então diz assim o outro final é o começo ou seja quando o leque se abre que nós chamamos de nascimento e olha o que que ele vai dizer só o ente sendo entre o nascimento e a
morte exibe o todo buscado onde o DAE tá no ent Onde Tá a existência humana tá no ent é o leque aberto isso é existência humana o leque então o leque aberto está entre dois teros o termo inici que quando leque se abre e o termo final que é quando leque se fea nesse entre dois termos está existem que interessante Nós existimos num entre no meio no meio de duas extremidades o Abrir do leque o Abrir de possibilidades E o fechar do leque o fechar de possibilidades por mais que a analogia com a linha não
seja melhor oer implicitamente vai usando essa analogia a gente vai ver o que ele vai dizer aqui ele diz assim o design foi posto como tema somente enquanto existe como que para adiante aqui a gente vê que tem uma incompletude na análise percebe que o heidger fala assim quando a gente estudou o futurar a preocupação o lançar-se em possibilidades futuras a Gente focou muito nesse futuro mas a gente não pensou tanto sobre o passado a gente não pensou tanto sobre o nascimento a gente falou muito de morte de ser para morte e o nascimento ficou
faltando falar disso então ele diz assim o da foi posto como tema somente enquanto existe como que para adiante deixando todo sido atrás de si não somente deixou de ser considerado ser para o começo percebe assim como ter o ser para a morte tem o ser para o Nascimento o ser para o começo então faltou analisar o ser para o começo o ser para o começo também é um tipo de ser para a morte porque como eu disse para vocês aqui também é um leque fechado então aqui também a gente chama de morte o nascimento
também é uma morte entre aspas nós vamos entender um pouquinho disso O que vem antes do nascimento né n não não somente deixou de ser considerado ser para o começo mas Sobretudo não se considerou a extensão do Design entre o nascimento e a morte extensão de novo é uma analogia com a Geometria na geometria nós temos a noção de linha né então a gente tem uma reta uma linha e as extremidades dessa reta são pontos tem o ponto inicial e tem o ponto final e do ponto ao ponto final por exemplo aqui tá o ponto
a e aqui tá o ponto b a linha se estende então onde está o da na extensão na extensão entre o nascimento e a morte Então essa extensão da existência humana entre o nascimento o Abrir das possibilidades e o fechamento das possibilidades é o que nós chamamos de extensão da vida do da ó o que o texto [Música] diz precisamente A análise do ser um todo omitiu ou seja faltou analisar isso o encadeamento da vida no qual design de algum modo se mantém constantemente onde o design se mantém na vida que se Encadeia entre o
nascimento e a morte nós vamos ver que esse encadeamento Nós também falamos dele com cuidado não é como se fosse uma sucessão temporal de vivências como acontece com existente Vamos ver isso mas aqui ainda usando a gente vai usar por isso entre aspas essa noção de encadeamento da vida é como nós podemos pensar com uma corrente que tem vários zos e esses zos começam aqui quando o leque se abre esses elos se fecham aqui Quando o leque se fecha e cada digamos assim cada Gominho dessa desse encadeamento é uma possibilidade que o dzine vai assumindo
então digamos o leque se abriu aí a gente vai montar um colarzinho com cada possibilidade que o da foi assumindo cada possibilidade vai formar um elo dessa cadeia então ele vai assumindo possibilidades quando a cadeia acaba quando morre aí a cadeia se fecha e o leque se fecha não tem mais possibilidades não tem como mais Adicionar gominhos a cadeia de eventos de modo que é Ness aí o heidger fala né que o se completa porque a cadeia de eventos fica completa não tem mais gominhos para adicionar a corrente Tá pronta a corrente está [Música] completa
e aí aparece né então a pergunta que parece ser mais simples do que caracterizar o encadeamento da vida entre Nascimento e morte alguma pessoa né lendo aqui o que o heidger tá falando Vai dizer assim Heider O que que você tá querendo analisar agora é muito simples você vai analisar o encadeamento da vida nossa mas isso é só pegar um livro de Biologia não tá lá na na no livro de Biologia que a vida tem um ciclo a gente nasce a gente cresce a gente se reproduz e a gente morre isso acontece até com a
planta então assim parece que isso que o rgar tá querendo analisar Aqui você encontra em qualquer livro de Biologia qualquer do ensino médio Se você pegar Um livro de biologia do ensino médio lá vai falar sobre o ciclo da vida entre o nascimento e a morte seres vivos eles nascem aí eles passam Se você pegar um livro de desenvolvimento de psicologia do desenvolvimento vai ter lá a pessoa nasce aí vai ter a primeira infância vai ter a segunda infância vai ter a adolescência vai ter a juventude vai ter a idade adulta vai ter o envelhecimento
e vai ter a morte e também se você pegar um livro que tenta analisar como é que Deveria ser o cronograma de vida de uma pessoa vai ter lá ela vai vai ser criança vai estudar depois na adolescência ela vai pro Ensino Médio depois ela vai fazer uma faculdade depois da faculdade ela vai trabalhar depois ela vai casar depois ela vai ter filhos depois ela vai construir uma casa uma família então e aí depois ela vai ter netos Vai envelhecer e vai morrer parece que encadeamento da vida entre Nascimento e morte é uma coisa banal
uma Coisa simples uma coisa trivial então assim simples demais heidegger a gente esperava mais de você né a gente esperava uma análise um pouquinho mais profunda das coisas mas aí o heidger responde ele consiste numa sequência de vivências no tempo mas se se penetra nessa caracterização do problemático encadeamento e sobretudo na prévia opinião ontológica a seu respeito ocorre então algo notável então Perceba o que que o radir Tá dizendo por mais que a primeira esse tipo de análise Pode parecer simples não é tão simples se a gente se aprofundar nessa ideia de encadeamento da vida
porque que que o ridger tá falando o nascimento que eu tô falando não é Nascimento biológico pode até coincidir com nascimento biológico Mas o que eu tô falando é de abertura de possibilidades Em algum momento surge um ser surge um ente que é capaz de assumir possibilidades de se lançar Impossibilidades então Nascimento não é que nasceu lá do útero eh teve o parto nós poderíamos até discutir Quando que é que surge o design Quando que é que realmente surge a existência humana Quando que é que surge um ente capaz de se lançar em possibilidades será
que é quando do ponto de vista biológico acontece a O Encontro do óvulo com o espermatozoide e se forma o zigoto ali Será que já existe um design se lançando em Possibilidades Será que na verdade é quando tá ali na Via semana de gestação e surge a consciência será que é ali que começa então a existência humana propriamente dita enquanto um lançar-se em possibilidades ou será que ali por volta dos dois aninhos de idade quando a criança alcança a autoconsciência e sendo tendo uma consciência de si mesma é ela é capaz então de tomar decisões
de fazer escolhas de se lançar em possibilidades quando que é o heidger Não responde quando que acontece o nascimento existencial isso não importa para esse livro né isso aí os biólogos os psicólogos podem tentar investigar mas em algum momento aparece algo como um ente capaz de se lançar em possibilidades capaz de fazer escolhas Independente se essas escolhas são determinadas por fatores biológicos genéticos ou se essas escolhas são baseadas num livre arbítrio ou se as escolhas estão predestinadas por Deus Não importa se são predestinadas ou não são escolhas são escolher possibilidades são lançar-se em possibilidades isso
é Nascimento então que não é Nascimento biológico e morte o que que é morte é quando já não dá mais para se lançar em possibilidades quando que essa morte ocorre existencial é quando uma pessoa já desistiu da vida completamente e ela paralisou se congelou-se não faz mais nada desistiu Da sua existência tá com depressão profunda e acabou que ela simplesmente se paralisou ou será que essa morte acontece quando acontece ser a morte cerebral o cérebro parou de funcionar já não temos mais ali uma existência capaz de se lançar em impossibilidade Quando é o também não
tá preocupado com isso o fato é que em algum momento surge um ente capaz de fazer escolhas e desaparece um ente que não é Mais capaz de fazer escolhas bem mais complexo e esse entre ser capaz de fazer escolha e não mais ser capaz de fazer escolhas a gente vai ter que tomar muito cuidado porque não é para pensar esse tempo como a gente pensa o tempo cronológico como tendo primeira infância segunda infância idade adulta velhice isso não vai dar certo esse tempo é muito mais complexo Esse tempo é um movimento muito mais complexo não
é um Tempo sucessivo esse lançar-se em possibilidades é muito mais dinâmico e complexo por isso o heidger diz nessa sequência de vivências só é propriamente efetivamente real a vivência subsistente em cada agora as vivências passadas e vindouras ao oposto ou já não são ainda efetivamente reais o design mede o lapso de tempo que lhe é dado entre ambos os limites de tal forma que só sendo cada vez efetivamente real No agora ele percorre como que aos saltos as sequências de agora de seu tempo aqui vai começar o Heid a fazer uma crítica da ideia de
encadeamento das vivências no tempo que pensa design como se ele fosse um subsistente por exemplo se eu pego e construo uma cadeira eu sou um marceneiro eu construí uma cadeira essa cadeira nasceu que que vai acontecer com essa cadeira ela vai Passar por uma série de vivências entre aspas não é vivência porque a cadeira não tem vivência mas essa cadeira vai se distribuir ao longo do tempo Primeiro ela vai servir para sentar ou sei lá vamos supor assim Primeiro ela vai ser transportada depois ela vai ser colocada num mercado depois ela vai ser vendida vendida
ela vai ser transportada para uma casa transportada para uma casa ela vai ser colocada por exemplo eh na na escrivaninha depois ela vai ser usada Depois ela vai se gastando até o momento que ela acaba não tem mais cadeira o problema de uma compreensão vulgar das coisas imprópria é pensar que o encadeamento da vida do Design é a mesma coisa primeiro ele nasce primeira infância segunda infância cresce estuda se reproduz constrói família constrói casa depois envelhece tem netos e morre ora essa Com certeza é Limitada para essa compreensão tudo que parece existir de fato é
o presente porque o passado fica como aquilo que não existe mais e o futuro como aquilo que ainda vai existir tanto é que essa compreensão de tempo assim é chamada na filosofia de presentismo que é como se só o presente existisse de fato tudo que é efetivamente real é o agora O passado já passou não existe mais o futuro ainda não chegou então nessa compreensão só é Real o que Tá no presente heidger vai criticar essa compreensão ele vai dizer o design não existe como soma de realidades momentâneas de vivência que sucessivamente sobrevém e desaparecem
então de novo né isso a gente vai no presentismo que é a ideia de uma teoria a do tempo né a gente da filosofia duas teorias principais do tempo presentismo e eternalismo o presentismo é um tipo de teoria a é uma teoria em que o tempo Realmente passa objetivamente que tudo que é real é o presente porque o passado é aquilo que não existe mais aquilo que já passou o futuro é aquilo que ainda vai existir ou seja também não existe tudo que existe é o presente e o presente é como um ponto entre dois
abismos de nada o eternalismo já é diferente né pro eternalismo é como se todas as coisas existissem no eterno agora De qualquer modo nessas duas visões existe uma proeminência do agora O agora é tudo o que existe e no presentismo é como se o tempo fosse um movimento de Aniquilação é como se as coisas vê para desaparecer para se aniquilar para deixar de ser e ele vai dizer no fundo a concepção vulgar do encadeamento de vida também não pensa em um quadro que se expande fora do Design como que acercar-se do encadeamento da vida uma
forma de pensar o encadeamento da vida inclusive muito comum por exemplo em Autores como Bergson como Russel mesmo é pensar esse encadeamento como uma sequência de vivências então assim a gente tem a nossa consciência e essa consciência Experimenta uma sequência de vivências vem uma vivência depois ela passa vem outra vivência depois ela passa vem outra vivência depois ela passa então cada vivência Nossa consciência é como se fosse um fluxo de vivências e esse fluxo é um fluxo como um rio né a água vem a água passa a água Vem a água passa Então existe o
fluxo da consciência o fluxo das vivências nessa ideia o que que o h concorda é que a temporalidade tem a ver com a gente não com o mundo lá fora percebe que que nessa compreensão o tempo da vida é um encadeamento de vivências percebe a palavra vivências Lembra que eu falei que a cadeira não tem vivências só a consciência tem Vivências só que essas vivências são pensadas como uma série que vem e passa vem e passa vem e passa o r vai concordar de fato a temporalidade tem a ver com a gente assim como para
quem acha que a temporalidade tem a ver com a consciência com o fluxo de vivências da consciência não é algo lá fora isso R concorda não é algo lá fora que ele não concorda é com essa interpretação psicológica de fluxo de vivências E aí o Heider vai explicar Então o que que ele tá querendo dizer né ele diz assim em vez de precisamente percorrer pelas fase de suas realidades momentâneas um caminho ou Um percurso da vida que De algum modo já subsistisse o da zign ele mesmo se estende de tal forma que o seu próprio
ser é de antim mão constituído como extensão o referido entre Nascimento e morte já reside no ser do dasin de modo algum o da e é efetivamente Real em um ponto do tempo e Estando Além disso cercado pelo não real de seu nascimento e de sua morte existencialmente entendido o nascimento nunca é algo passado no sentido do já não subsistente mas que o será assim quer dizer assim ass como a morte não possui um modo de ser de algo que ainda não é subsistente mas que o será o design factual existe de nascença e morre
também de nascença no sentido de ser para Morte Vai ser muito importante é bem complexo esse trecho mas talvez seja o trecho mais importante aqui desse parágrafo por qu quando a gente pensa na ideia de fluxo de vivências a única vivência o único momento que é real é é o agora os momentos anteriores que eu experimentei na minha vida eles passaram eles não existem mais os momentos futuros né eles ainda vão existir eu tô aqui gravando esse vídeo para mim sanke no meu fluxo De vivências tudo que eu tenho é esse momento agora 10 minutos
atrás eh 50 minutos atrás quando eu comecei a gravar esse vídeo isso já não existe mais isso Acabou acabou isso não existe mais deixou de existir da mesma maneira o futuro uma hora eu vou acabar de gravar esse vídeo mas não é agora isso ainda não aconteceu isso ainda não existe percebe que nessa compreensão o Design eu sanke só existo agora então vamos pensar de novo tem o meu nascimento tem minha morte tem a linha entre o nascimento e a morte Onde está o sanque em algum ponto e esse ponto vai se deslocando nessa linha
que no meio da linha tá o s o agora depois vai vir e vai se desfazer o que passou passou não existe mais então eu sou um ponto numa linha numa linha que o que tá antes tá vazio o que tá depois tá vazio também porque ainda vai Acontecer essa compreensão vai dizer ass não tá certa não é apropriada nosso passado não deixou de existir nosso futuro não é como aquilo que não existe o design não é um ponto na linha ele é a linha o design é o entre inteiro o design é o leque
aberto o design é todas as suas possibilidades realizadas e que ele ainda tem para realizar eu sou as minhas possibilidades isso quer dizer que eu Sou o sanke que fez psicologia eu sou sanke que fez filosofia eu sou sanke que fez mestrado eu sou sanke que era religioso que era calvinista espa isso desapareceu isso passou isso tá num passado que não existe mais não isso é o que eu sou isso é o que eu sou isso me constitui agora eu sou mestre em filosofia eu sou sou sankey que foi impregnado e Influenciado por ideias calvinistas
mesmo que eu não as adote mais eu sou as possibilidades que eu já realizei essas possibilidades Não desapareceram elas estão no leque como possibilidades realizadas e as possibilidades que eu ainda tenho para realizar eu namoro eu espero poder casar um dia então digamos assim eu sou San que vai casar ou que pode casar tá lá no leque essa possibilidade eu sou San que Talvez um dia vai dar aula como professor no Universidade eu sou San que sou o San que vai morrer também o s que vai perder os seus familiares tudo isso sou eu o
s que vai sofrer que vai passar por momentos difíceis isso não existe é como nada não essas possibilidades são muito reais então eu sou as minhas possibilidades eu sou o leque ao invés de pensar o leque como sendo uma linha onde tá Qual que é a ideia do encadeamento da vida é como se eu Pegasse o leque e tirasse fatie cada possibilidade do leque distribuísse numa linha e falasse essa aqui foi realizada depois essa depois essa depois essa depois essa depois ess R não é assim pro rer tem um leque e o que que acontece
as possibilidades que você já realizou vai lá e finge que você Coloriu essas partes do leque que é as partes de possibilidades que você já assumiu as possibilidades que você ainda não assumiu elas estão lá no leque também só Que elas ainda não estão coloridas mas o leque está aberto como um todo o leque tem partes que estão coloridas possibilidades já realizadas o leque tem partes que não estão coloridas possibilidades que você ainda pode realizar algumas sociedade você nem vai realizar ela vai ficar continuar lá no leque e você nunca vai assumir ela Eu por
exemplo né poderia estar fazendo engenharia ambiental até me matriculei no curso uma época mas desisti nem fui Né só matriculei depois já matriculei em psicologia ora pois é uma possibilidade que tava lá no meu leque mas não foi assumida eu sou esse leque aberto eu sou as minhas possibilidades o meu passado é presente o meu passado é eu agora eu eu me constitui não apareceram como se tivessem passado é difícil a gente entender como será que funciona o tempo de verdade o Tempo mesmo assim ó Será que o tempo passa Será que o que aconteceu
desaparece ou será que ainda tá lá não sei mas o que importa pro R Independente de como o tempo funciona o que importa é que todas as possibilidades que eu assumi no passado elas continuam tão reais quanto as possibilidades que eu estou assumindo agora e as possibilidades que eu ainda vou assumir também são tão reais como as possibilidades que eu estou assumindo Agora elas são o que eu sou eu sou toda a minha história de vida eu sou toda a minha história de vida isso é bem interessante né por isso o heidger diz assim que
o design factual o design de fato existe de nascença Ou seja eu existo desde que eu nasci desde que o leque se abriu e morre também de nascença Por que que a gente morre de nascença porque quando leque se abre ele também se abre Nesse exato momento com a possibilidade da morte o Nascimento Ele É o início da Morte viver é morrer morrer em vários sentidos morrer no sentido de que eu vou deixar de assumir várias possibilidades porque se eu escolho uma possibilidade as outras se fecham viver então é morrer constantemente é ter diante de
si possibilidades sempre fechadas porque você assume uma e as outras se Fecham estou sempre morrendo a gente morre desde o nascimento e também a morte está presente como uma possibilidade contínua uma possibilidade sempre Presente porque a qualquer momento leque de possibilidades pode se fechar então o que que o design é o design é um ponto na linha não o design é a linha inteira por isso ele diz como preocupação como alguém que está cuidando de ser quem é como alguém que Está assumindo possibilidades o design é o entry ele não é o ponto no entry
ele é o próprio entry Heider diz a mobilidade da existência não é um movimento de um subsistente ela se determina a partir da extensão do Design damos o nome o gestarse do Design a específica mobilidade do estender-se estendido a palavra que gestar no alemão Ela se parece com a palavra PR história É claro que eu não saber pronunciar exatamente essa palavra no alemão né que é gesit gesit é história e a palavra que o heidger tá usando aqui para gestarse né ela se assemelha a expressão que ele está utilizando pra história no alemão Se não
me engano é Git pra história e gem PR gestarse então aqui é um trocadilho né ã então quando o heidger fala do gestarse do da zign como eu falei eu sou a minha história eu sou o sang que foi Calvinista eu sou a minha vida isso é minha vida é minha né o porquer vai chamar isso de identidade narrativa é minha identidade na narração da minha existência na narrativa que eu pertenço eu sou a minha narrativa de vida eu sou a minha narrativa de vida eu sou a minha história de vida eu sou o meu
gestar Então esse gestar como se essa linha da vida fosse um gestar como se fosse um eu estou me gestando eu estou me nascendo eu estou me produzindo e meu nascimento Da mesma maneira que o nascimento é o início da morte a morte é quando o nascimento se completa é quando eu nasci de fato a gente nasce com a morte isso é muito interessante a gente nasce com a morte e parece estranho né porque por exemplo uma cadeira ela nasce quando ela é produzida a cadeira não nasce de fato no sentido existencial porque ela nasce
quando ela é produzida eu nasço quando eu morro Lembra que eu falei que eu me Completo Quando eu morro então a vida é como um bebê no útero se formando quando o bebê se forma quando ele sai do útero de maneira metafórica quando é que eu nasço de fato Quando é que a minha nascença se completa quando eu morro mas olha Que legal né Eu disse que viver é morrer constantemente só que viver também é nascer constantemente é se desenvolver é se gestar é Se formar Eu Estou me formando eu estou me Construindo eu estou
me constituindo viver é [Música] nascer morrer é a gente nasce com a morte então Heider vai dizer né o por liberdade a estrutura do gestarse de suas condições de possibilidades existenciais temporais significa um entendimento ontológico da historicidade também não vou saber pronunciar n Like Lik né Eu não sou não se Lou muito bem mas o que importa pra gente aqui né que o wiger tá fazendo um trocadilho com a palavra gestar e historicizar gestarse é historicizar se gestarse é historicizar nós somos uma narrativa Já pensaram nisso quem é você você é uma narrativa Você tem
uma identidade narrativa você é o que você está se constituindo se gestando nesse movimento de Existência então nós somos historicidade nós somos narrativa a gente for usar um termo do poer então quando a gente vai estudar a questão da historicidade nós precisamos entender o da zign como um ser de narrativa e essa narrativa só faz sentido dentro do meu projeto existencial aquilo que eu sou eu sou a partir de uma narrativa claro que eu só vou entender Completamente como o que eu sou quando eu morrer que aí eu vou me Completar e vou entender todo
o sentido da minha existência mas eu construo uma história sobre quem eu sou geralmente quando as pessoas perguntam quem nós somos nós respondemos isso com uma narrativa nós contamos um pouco da gente é como escrever por exemplo um pouco da nossa Bio do Instagram ou como escrever um pouco da nossa da nossa história Mas por que que a gente tem História será que a gente é um ser de narrativa porque a gente tem história e isso nos torna um ser de narrativa ou será que é pelo fato de nós sermos essencialmente um ser de narrativa
que nós construímos uma história acho que é o segunda resposta Néo que o Heider vai responder nós temos uma história porque faz parte do nosso modo de ser ter uma história ISS é a historicidade do T nós somos seres históricos seres de narrativa E aí então né para discutir Toda essa questão que entra a questão da gente pensar então o que que é historicidade porque o termo história ele é empregado de diferentes maneiras O que que a gente quer dizer por historicidade uma pessoa que discutiu historicidade narrativa né foi o dte então ele é citado
aqui então dte fez algumas Investigações para pensar ele vai vai lhe trazer o conceito de cosmovisão nós temos uma visão de mundo Essa visão expressa uma Certa narrativa de como a gente enxerga o mundo né visões de Mundo Se vocês pararem para pensar são narrativas vou dar um exemplo o que que é a visão de mundo Cristã a visão de Mundo Cristão é uma narrativa Qual que é a narrativa a narrativa mais clássica assim que a gente encontra no cristianismo é a narrativa da criação queda e Redenção nós fomos criados perfeitos ali Deus criou Adão
e Eva colocou eles no Paraíso E aí aconteceu o pecado a queda Humana então aconteceu a queda e a humanidade caiu em pecado e essa humanidade agora perdida Deus deu uma chance de salvação Deus enviou o seu filho único Jesus Cristo para morrer na cruz e é morrendo na cruz que Jesus Cristo Então traz a possibilidade de salvação para as pessoas e aí nós temos a A Redenção O objetivo da nossa vida então é encontrar em Deus essa Redenção porque nós nascemos em pecado e por fim nós temos um quarto que as pessoas Adicionam criação
queda redenção e consumação que é quando Deus vai nos levar pro céu vai restaurar a terra e vai trazer o paraíso percebe que isso é uma narrativa é uma visão de mundo ao mesmo tempo visões de mundo cosmovisões são narrativas vou repetir isso aqui é muito interessante no heidger e aqu ele se baseando no dte visões de mundo welon sch cosmovisões são narrativas no cristianismo você está dentro de uma Cosmovisão mas ao mesmo tempo você está dentro de uma narrativa você faz parte de uma narrativa de criação queda e Redenção a mesma coisa acontece se
você tiver numa visão naturalista você faz parte de uma narrativa uma narrativa que diz que o universo surgiu há 14 bilhões de anos que surgiu a terra e depois teve uma evolução darwinista e a partir dessa evolução surgiram várias espécies e entre essas espécies surgiu a espécie humana e Depois Em algum momento no futuro talvez todas as espécies e formas de vida vão se extinguir o universo vai continuar se expandido até se tornar uma geladeira fria visões de mundo são narrativas mas percebe a ideia de mundo também nós somos ser no mundo e se visões
de mundo são narrativas o mundo é uma narrativa o que que é o meu mundo Isso vai ser muito interessante Pra gente nós vemos estudando no He que o a noção principal de mundo pro Heider é a Trama de significados na qual eu estou inserido o mundo é uma Trama articulada de significados mas o que que são esses significados narrativa Quando você nasceu o mundo já tava aí já tava toda uma Trama de significados você herdou uma narrativa você herdou uma Trama de sentidos E você já nasceu dentro de uma narrativa eu tô usando o
termo narrativa Mas é evidente mente que o heidger mesmo ele vai usar o termo historicidade tô usando o termo narrativa porque ele é mais contemporâneo né ali comp porquer outros autores porque eles vão trabalhar com o termo narrativa mas o termo que o heidger tá usando é historicidade nós somos seres de historicidade Nós não somos seres de historicidade porque nós temos narrativas é o contrário nós temos narrativas por nós somos seres de tor cdade porque é da nossa Essência construir narrativas é da nossa essência nos colocarmos em narrativas é da essência do Design ser um
ser de narrativa a essência do Design é existência e a existência é narrativa Então isso é o parágrafo de número 72 depois de que que que é o parágrafo 72 é um parágrafo preliminar E aí o r vai fazer um sumário do que que a gente vai precisar estudar para entender melhor essa questão de historicidade né ele não quer entregar totalmente o Jogo né a gente vai precisar percorrer um pouco esse caminho Isso vai ser feito em Cinco partes na primeira parte que ainda vamos ver nesse vídeo vou tentar ser mais rápido por causa do
tempo não ficar tão longo nós vamos ver a questão da compreensão vulgar da história na segunda parte que é o parágrafo de número 74 nós vamos ver a questão da constituição fundamental da historicidade que talvez seja o parágrafo mais importante do capítulo na Terceira parte nós vamos ver questão da historicidade do daan a noção de história Universal que é o parágrafo de número 75 na quarta parte nós vamos ver sobre a origem existencial do conhecimento histórico que é o parágrafo de número 76 e na quinta parte nós vamos ver a conexão com o problema da
historicidade em dte e no con di York aqui são dois autores que eu vou depois explicar quem são né já citei o dte para vocês ter uma Ideia de que o que o heidger tá analisando tem a ver com a análise desse autor do dilt e do con Dior nós vamos ver depois Isso então isso aqui é um sumário do que a gente vai trabalhar né Então continue acompanhando os vídeos para você ver os próximos e nesse vídeo A gente já vai começar o parágrafo de número 73 iniciemos pois o parágrafo de número 73 sobre
o entendimento vulgar da história o gestarse do daan quando a Gente fala de história nós podemos falar de significados vulgares do termo história quando o heidger tá usando o termo vulgar ele não tá fazendo um juízo moral a palavra vulgar né ela tem a ver com que tá vulgarizado o que tá vulgarizado é o que tá no senso comum na linguagem comum aqui pro R também nem é só senso comum é qualquer âmbito público em que esse termo é utilizado por exemplo os cientistas usam o termo história Então Nesse âmbito compartilhado existe um conceito vulgar
um conceito compartilhado entre essas pessoas do que a história então quando H usar o termo vulgar é um conceito que já é utilizado em algum âmbito e que é compartilhado por algumas pessoas geralmente o h vai entender que esse conceito vulgar é um conceito que não teve os seus pressupostos todos questionados do ponto de vista existencial é um conceito que é simplesmente admitido E aí o rger vai Falar então que nós podemos falar de dois conceitos vulgares de história o primeiro conceito vulgar de história tem a ver com a história real e o segundo conceito
vulgar tem a ver com uma área da ciência chamada história então às vezes quando eu emprego o termo história por história eu quero dizer ciência da história por exemplo aqui na faculdade existe um departamento de história Então existe o pessoal que às vezes eu pergunto assim o que que vocês fazem que Curso vocês fazem eles falam história existe a ciência histórica Então esse é um dos sentidos da palavra vulgar história o um outro sentido é para se referir à história real mas esse sentido vai se dividir em quatro subs sentidos eu vou explicar cada um
o primeiro subs sentido é o passado o segundo é o encadeamento de acontecimento e de efeitos que se prolonga pelo passado pelo presente e pelo futuro o terceiro é todo ente que Se modifica no tempo e o quarto sentido é o que é transmitido por tradição vamos ver o que é cada um desses sentidos às vezes por história eu quero dizer passado e o termo passado pode ser empregado em dois sentidos então por exemplo às vezes eu vou dizer assim que a primeira guerra mundial aconteceu no passado e vamos supor que quando eu estou dizendo
a primeira guerra mundial aconteceu no passado eu Estou ignorando os efeitos que essa guerra tem ainda hoje eu poderia usar um exemplo melhor né Por exemplo eu poderia dizer assim sobre o passado da Grécia antiga da guerra de Troia sei lá Geralmente se eu pensar assim a guerra de Troia aconteceu no passado dificilmente eu consigo pensar consequências que a guerra de Troia teve para o presente eu só consigo pensar que lá no passado remoto aconteceu a Guerra de Troia isso provavelmente se tivesse Acontecido ou não tivesse acontecido não mudaria muita coisa no curso da história
nesse caso Então eu estou usando o termo passado como o que já não tem efeito no presente o que aconteceu lá no passado da história e que já não tem implicações para nós hoje outras vezes eu vou empregar o termo passado como algo que aconteceu mas que ainda tem efeitos hoje então sei lá a primeira guerra mundial aconteceu mas ela ainda tem efeitos para como o mundo está organizado hoje a Segunda Guerra Mundial aconteceu mas ela ainda tem efeitos para que o mundo como o mundo está organizado hoje então esse é um primeiro sentido de
história tem a ver com o passado um primeiro sentido de História Real tem a ver com o passado e esse sentido se birula em dois o passado que não tem mais efeito hoje e o passado que ainda tem efeito hoje o segundo sentido de história é o encadeamento de acontecimentos e de efeitos que se Prolonga pelo passado pelo presente e pelo futuro às vezes algumas pessoas dizem eu estou fazendo história por exemplo o fato do Lula tá governando hoje em dia ele está fazendo história né e provavelmente daqui 10 anos o nome dele vai est
lá nos livros de história mas não só isso ele tá fazendo a história enquanto ele tá vivendo a guerra da Ucrânia isso tá acontecendo é parte da história então quando a gente considera a história considerando também O que tá acontecendo no presente e pensando também nas consequências disso pro futuro e considera todo esse encadeamento nós estamos falando de história no segundo sentido isso a gente poderia até empregar o conceito hegeliano de história né quando a gente fala da história como a marcha do Espírito ao longo do tempo ah hoje eu tô na história O que
vai acontecer amanhã também tá na história eu posso falar assim que o que que o que A gente tá fazendo para combater as mudanças climáticas é fazer história e as consequências disso no futuro também é parte da história então quando eu penso em história assim para incluir passado presente e futuro é um segundo sentido o terceiro sentido que a gente usa o termo história é para falar de todo ente que se modifica fica no tempo e esse terceiro sentido se berfa em dois que é em referência aos entes naturais e em referência ao homem de
Cultura então Todo ente que se modifica no tempo tem uma história por exemplo eu posso pegar uma cadeira e falar da história dessa cadeira essa cadeira foi produzida numa fábrica essa cadeira foi vendida numa loja eu posso contar para vocês a história do meu óculos né eu posso contar para vocês a história da minha aliança de namoro Isso é história de um ente natural ou de um ente não ente natural necessariamente Mas também de um ente de objeto aqui um Artefato Mas eu também posso falar da história também da cultura de um homem de Cultura
então às vezes eu emprego história para tudo que tem uma existência no tempo eu tenho a minha história de vida eu sankei tenho a minha história de vida então todo ente que existe no tempo tem uma história a pedra tem uma história a árvore tem uma história nesse terceiro sentido um quarto sentido de história é aquilo que é transmitido por Tradição por exemplo eu posso falar para vocês assim que na igreja católica as pessoas acreditam na doutrina da virgindade Perpétua de Maria porque isso faz parte da história da igreja da tradição da igreja isso é
a fé histórica né eu posso dizer que um protestante defende que ele interpreta a Bíblia a partir da Fé histórica da igreja a partir da tradição da história então às vezes nós empregamos o termo história no sentido de tradição Por exemplo quando Eu falo de história da filosofia algumas pessoas empregam o termo história da filosofia para falar da tradição filosófica da tradição canônica em filosofia então esses são quatro sentidos de história real história como passado e aqui pode se incluir o passado como aquilo que passou e não tem mais efeitos hoje o passado como aquilo
que passou e ainda tem efeitos hoje história como encadeamento de acontecimentos que inclui o passado o presente e o futuro e Assim eu faço parte da história estou fazendo história o terceiro sentido é a história de todo ente que se modifica no tempo eu sankei tem uma história a cadeira tem uma história a árvore tem uma história a minha aliança tem uma história o meu ah o meu óculos tem uma história e o quarto sentido história como uma tradição como a história da filosofia a história da igreja e coisas nesse sentido então esses são sentidos
vulgares de história que o heidger está Aqui mapeando ele tá fazendo um mapeamento de sentidos do termo história por que que é importante esse mapeamento para falar que o que o heidger vai vai considerar como historicidade do Design não é nenhum desses sentidos esses sentidos são sentidos derivados de história é porque nós somos seres históricos que nós podemos falar de uma narrativa da qual fazemos parte e que envolve um passado da história da humanidade é porque nós Somos seres de historicidade que nós podemos fazer história é porque nós somos seres de historicidade que eu posso
atribuir uma história pro meu anel paraa minha aliança uma narrativa é porque nós somos seres de história que nós podemos herdar uma tradição por isso o fato de nós sermos históricos tem um sentido mais fundamental do que esses sentidos de história que são apenas derivados o design tem uma história o design tem uma Narrativa o design é a sua própria narrativa então isso vai ser muito importante pra gente aqui outro conceito também que o r quer diferenciar que era muito comum na sua época era a ideia de uma história mundial uma história Universal que fosse
a história do mundo né a história de como surgiu a humanidade como ela se desenvolveu passando pela idade antiga pela idade medieval pela idade moderna pela idade contemporânea haveria uma história Universal que inclui a história de todos Esse é um sentido secundário de história né É só porque o Dine é um ente histórico que pode haver uma história Universal que o a que o dasin pode fazer história Então esse parágrafo de número 73 eu fui mais rápido nele só pra gente diferenciar né porque o ridger no parágrafo seguinte que a gente vai tratar no próximo
vídeo vai falar do que é a historicidade e vai ser importante Que a gente entenda que historicidade não é nenhum desses sentidos vulgares de história né historicidade é o que torna possível esses sentidos de história mas isso a gente vai ver melhor né quando a gente estudar o que realmente vem a ser então a historicidade do da Zain eu vou encerrar aqui o vídeo eu agradeço a vocês tem acompanhado a série de estudos de ser e tempo compartilhe este vídeo com quem possa se interessar e não deixe de dar deixar o seu like no vídeo
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