[Música] Olá na aula de hoje nós iremos estudar a narrativa da Cura do Cego de beider Marcos 8 Versículos 22 e 26 eh olhando aqui a estrutura da sessão do caminho nós veremos que a narrativa da Cura do Cego de bside está situada logo no início do Caminho de Jesus a Jerusalém n Logo no início vai acontecer esta cura de cegueira em betsaida a essa cura de cegueira corresponde uma outra cura de cegueira que é situado no final do caminho quando Jesus está Jesus está eh prestes a entrar em Jerusalém lá no final nós temos
em Jericó a cura de um cego e nós vemos que essas duas narrativas tem um sentido simbólico dentro dessa estrutura maior que é a narrativa do caminho e nós veremos eh que sentido é isso bem vamos situar agora nossa perícope no contexto literário do Evangelho nós vimos eh na sessão do mar que o ensino curas e exorcismos eh realizados por Jesus São manifestação da identidade eh de Jesus e sua identidade Messiânica e também manifestação da mensagem do reino de Deus vemos nessa sessão é a crescente incompreensão dos discípulos que chegará a a ponto de pô
no mesmo nível A obstinação dos 12 com a dos fariseus Deus e também nessa sessão nessa primeira sessão que é a sessão do mar será retomado o motivo da cegueira e surdez Profética é de eh Marcos 4 versículo 12 dirigido por sua vez ao cículo dos discípulos através da alusão a Jeremias 5:21 lá no relato eh de Marcos 8 eh 17 a 18 que é o o último relato eh da sessão do mar bem o último episódio da sessão do mar esse que eu acabei de falar Marcos 81 21 trata da incompreensão dos discípulos de
Jesus a respeito da sua identidade Messiânica e a profundidade de sua mensagem sobre o reino de Deus a narrativa eh eh da cura do primeiro séo vem depois eh D menção ao fermento dos fariseus e de Herodes ou melhor depois da exortação de Jesus aos seus discípulos para que não se deixem eh corromper pela mentalidade errada daqueles que o rejeitam que é por apego a um tipo de Messias ou por apego político ao qual eh eles não Estão dispostos a renunciar então nós vemos que no final da sessão do mar há essa esse episódio que
chama atenção para a incompreensão dos discípulos pois bem na sessão do caminho Marcos 88:22 a 10 52 eh nós temos aqui a catequese de Jesus acerca do Messias crucificado ressuscitado então a narrativa é que vai compor todo toda essa sessão vai ser centrada nesse ensino de Jesus aos discípulos bem a narrativa da Cura do Cego de betsaida abre a sessão do caminho como nós vimos é agora a pouco e apesar de Marcos sublinhar cinco vezes é a inevitabilidade do sofrimento e da Morte cada vez que Jesus fala acerca disso os discípulos mostram sua total incompreensão
do que é ele eh tenta lhes explicar ou do que isso significa para eles tema eh da falta de compreensão dos discípulos está intimamente vinculado à cegueira como é é relatado nesse último trecho que fecha a narrativa eh da sessão do mar por isso é tão importante para a narrativa marcana iniciar a sessão com a cura em etapas eh simbolizando a cura progressiva pela qual os discípulos passarão ao longo da catequese de Jesus acerca de sua identidade e missão que tem eh a cruz como meta quer dizer a narrativa antecipa A iluminação dos discípulos seguindo
Jesus no caminho para Jerusalém vejamos agora o contexto imediato quer dizer o que vem antes e o que vem depois dessa narrativa da cura de cegueira bem em Marcos 8121 este Marco narrativo servirá como antecedente preparatório do relato da cura do século de beider por quê Porque Jesus ele questiona os seus discípulos a a respeito eh eh da do fermento dos fariseus quer dizer Eles não conseguem ainda perceber que ti tipo de mess Jesus é então ele fala para os seus discípulos tendo olhos não vedes e tendo ouvido não ouvis não vos lembrais e ainda
não entendeis quer dizer aqui Jesus faz uma referência ao relato da multiplicação dos pães que ali foi um sinal messiânico certo e que eles ainda não entenderam sobre a identidade de Jesus o relato seguinte né em Marcos 88:22 e 26 que é esse relato da cura do séo de betsaida ele vai tratar aqui da cura gradual eh desse cego que antes CPA numa espécie de ação simbólica a gradual abertura dos olhos dos discípulos essa abertura à fé logo depois nós temos eh a narrativa eh da eh do confronto eh de Jesus com eh os seus
discípulos acerca do seu messianismo bem A iluminação dos discípulos realizar-se a no caminho a a de cesarea de Filipe quando Jesus enfrentará o grupo em dois momentos com duas perguntas eh quem dizem os homens que eu sou Portanto ele quer saber o que as pessoas a multidão que o Segue eh Pensa a respeito dele e logo depois pergunta aos discípulos especificamente E vós né quem dizis que eu sou E aí nós temos a resposta de Pedro bem Este trecho Marcos 822 26 é fundamental porque provê uma ponte entre a atividade de Jesus na Galileia e
sua viagem a Jerusalém e levanta a questão central da narrativa da viagem a necessidade de entender o ensinamento e a atividade curadora de Jesus à luz do Mistério da Cruz vejamos agora como esse trecho está estruturado bem começa-se e chegaram a betzaida trouxeram-lhe um cego e pediram que tocasse nele tomando o cego pela mão levou-o para fora do povoado cuspindo nos olhos dele impôs-lhe as mãos e perguntou estás vendo alguma coisa erguendo os olhos o homem disse estou vendo as pessoas como se fossem árvores andando Jesus impôs de novo as mãos sobre seus olhos e
ele viu perfeitamente e foi restaurado e via claramente todas as coisas e mandou-o para casa dizendo nem mesmo entres no povoado veja nós temos aqui uma estrutura é é organizada em Cinco partes né desse relato é uma estrutura chamada concêntrica que quer dizer que as partes Elas têm uma correspondência né o início e o fim e também o o segundo episódio né o segundo Versículo e o quarto colocando no centro é a resposta do cego quer dizer essa estrutura evidencia a primeira resposta do cego né que é justamente eh erguendo os olhos o homem disse
estou vendo as pessoas como se fosse árvores Zando Então esse relato quer ressaltar isso vejamos aqui o vocabulário empregado veja eh a quantidade de vocábulos do campo semântico da Visão é o verbo bpen que significa V eh encontrado duas vezes nos Versículos 23 24 quatro três vezes nós encontramos verbos compostos an bpen que significa olhar sobre erguer os olhos ver novamente dia bpem quer dizer ver distintamente é discernir bem olhar com atenção o verbo em bpem olhar B distinguir olhar intensamente e no sentido figurado olhar dentro é e e nós temos aqui no final nos
Versículos 24 25 o verbo ral rano que significa V né aqui no Versículo 24 veja eh nós temos também o adjetivo tiflos que significa cego temos o advérbio teleos né que é raro e poético e sign significa nitidamente que brilha distante ou amente né que corresponde mais a esse termo que brilha distante e nós temos o substantivo olhos Hinata termo que também é um termo poético e oftalmi que é um termo comum que é significa olhos veja o campo semântico da Visão muito acentuado pelo acúmulo de termos aparentados e a progressiva recuperação da vista apontam
claramente para uma concepção teológica da cegueira vamos agora à explicação do texto primeiro a apresentação Versículo 22 o contexto narrativo geográfico Onde está inserida a cura desse personagem é algo muito significativo beida era uma a cidade da Galileia às margens do rio Jordão eh seu nome em aramaico significa cidade dos pescadores e evoca a atividade dos primeiros discípulos quando foram chamados por Jesus no início de seu ministério também é a pátria de Pedro André e Tiago Eh ó desculpe Felipe bem o início do seguimo seria é o princípio da cura de uma cegueira que progressivamente
deverá ser efetivada até a cruz ressurreição de Jesus quando tudo será esclarecido o motivo de tocar eh evoca ao leitor ouvinte a descrição da cura do leproso é graças ao toque de Jesus em Marcos 1:41 a cura da mulher com hemorragia ao tocar o manto de Jesus em Marcos 5:27 e a de e de Jesus de tocar a língua do surdo gago em Marcos 7:33 também esse esse essa esse motivo do tocar é é e descrito nos sumários redacionais a respeito da cura de Jesus por meio do toque n em Marcos 310 e 656 isso
quer dizer que o pedido para ser tocado por Jesus implicava a crença de que o toque transmitia um poder curador aqui no relato a cura do cego é feita por um ritual mais complexo que o simples toque bem continuando aqui a explicação do texto vamos ao Versículo 23 que é a narrativa do primeiro toque curativo Jesus eh tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado a cura é feita de um modo privado longe da multidão por ser uma ação misteriosa Sagrada também eh tem aqui uma observação o tomar pela mão recorda
a ação Divina eh de tomar pela mão o povo e tirá-lo ou levá-lo levá-lo para fora eh de um lugar como o Egito ou um estado é como a escravidão conforme Jeremias 3132 que fala que no passado Deus tomou Israel pela mão e o conduziu para fora do Egito e no no também se se refere ao futuro escatológico quando é aqui em em Isaías 426 a 7 fala que Deus o tomará eh a si mesmo pela mão e o libertará da escravidão e abrirá seus olhos aqui em relação aos filhos de Israel ao povo Israelita
também eh o levar para fora da Aldeia tem o sentido de que enquanto estão imersos na aldeia os discípulos participam plenamente da ideologia messiânico davídica que ali impera para abrir-lhes os olhos Jesus deve levar levá-los para fora da Aldeia quer dizer devem sair desse ambiente e para que ele eles possam realmente eh eh abrir seus olhos bem aplicar saliva tem um sentido eh na cultura Judaica né se acreditava que a saliva era o alento condensado né Por sua parte eh o alento procede do Espírito humano eh de onde a saliva era considerada como uma forma
de transmitir por meio do alento a força interior que reside no espírito humano eh no mundo eh Mediterrâneo do primeiro século o alento né a saliva diz respeito aos rituais terapêuticos de cura próprios da medicina popular continuemos aqui com a explicação do texto Versículo 24 a resposta do C que é a parte central dessa narrativa Ant a pergunta e a de Jesus se ele vê né e ele responde vejo as pessoas como se visse árvores andando aqui no Versículo eh 24 o verbo grego que expressa o início da recuperação da vista né an bpo implica
que o homem havia perdido a sua visão e agora vê de no no então aqui Expressa o início da recuperação da vista de fato ao supor que esse cego é capaz de distinguir entre os seres humanos e as árvores se confirma que além do homem é poder ver mas não claramente eh Houve um tempo antes que ele podia ver o que estaria aqui em jogo nesse eh nesse nesse texto não é tanto o o fato de ele ver ou não mas o que ele pode ver né já que a descrição da de sua visão pode
refletir uma deficiência para interpretar e reconhecer aquilo que ele vê então foco aqui está nessa questão né na interpretação do que ele pode reconhecer chama a atenção em talo o desenrolar processual da abertura da visão que parte do verbo V em nível sensitivo o bpo e é seguido pelo ver em perspectiva crente ral então o emprego desses dois verbos aqui diferente também chama atenção para esse processo é do do do V esta referência há uma visão incompleta reflete a condição dos discípulos que seguem Jesus mas não entendem Eles estão no caminho da cegueira à visão
porém ainda vem não veem com clareza assim devido a que na passagem precedente a cena didática na barca se infere que os discípulos não haviam entendido nada e a visão parcial do homem alude provavelmente no nível simbólico a afirmação de Pedro em Marcos 8:29 certo de fato de algum modo Pedro eh chega a saber que Jesus é o messias mas seu conhecimento é só parcial porque não tem uma apropriada compreensão do tipo de messianismo que Jesus intenda intenta manifestar a ele e aos demais discípulos a partir do versículo 31 que é justamente é a primeira
predição da Paixão continuando aqui a explicação do texto vamos ao segundo toque curativo Versículo 25 diante da Visão di fusa do cego Jesus repete a ação de impor-lhe as mãos nesta ocasião o texto é mais explícito Jesus impõe as mãos sobre os olhos dele e agora a restauração da visão está completa a descrição eh do processo é detalhada a tal ponto que a plena realização da cura é enfatizada pelo uso de três verbos literalmente o homem começou a ver de novo com a abertura dos olhos eh de ablp ele viu perfeitamente e foi restaurado apc
Test e via claramente todas as coisas certo é emble teleos que indica aqui a recuperação da Visão o ver claramente diz respeito à capacidade para percepção cognitiva ou seja compreensão do que se vê enquanto signica fixar o olhar sobre algo mostrando a intensidade da Visão restaurada o advérbio teleos é empregado aqui é empregado aqui para expressar a qualidade da visão do cego curado é a forma adverbial do do adjetivo brilhante ou iluminado significa literalmente ver as coisas claramente à distância e pode ser usado metaforicamente para indicar a compreensão intelectual então aqui esse eh esse advérbio
ele reforça eh aquilo que o verbo quer expressar que esse esse homem vê agora de forma Clara bem vamos agora ao último trecho Versículo 26 a despedida a despedida parece sublinhar eh que a cura aconteceu e que o cego recobrou a vista reintegrando-a sua vida ordinária e sem necessidade de mendigar em betsaida eh e Jesus mandou para casa que a observa-se o emprego do verbo apest que é enviar o mesmo verbo que é empregado quando Jesus envia os apóstolos em missão o mandato de Jesus ao a esse homem não é no povoado se inserem na
lógica do segredo que deve velar até o momento oportuno a verdadeira identidade de Jesus Somente depois é da experiência da Ressurreição que eles devem e realmente eh anunciar e a a a ressurreição de Jesus anunciar quem é Jesus e nada se diz neste ponto da reação do povo que é mencionada nos outros Milagres a assim o milagre fica aberto a ulteriores desenvolvimentos na sessão seguinte bem Pedro eh que reconhece quees em Jesus o Messias dá a verdadeira resposta ao gesto de Jesus que cura o cego eh mas esta proclamação de fé precisará de um novo
profundamento e de uma longa caminhada no seguimento de Jesus pela estrada que leva à morte violenta certo então essa resposta que é dada é que Pedro reconhece Jesus Ele é o messias Mas ainda é um conhecimento parcial bem não é por acaso que Marcos situará numa ou eh numa outra e decisiva virada neste caminho um novo milagre de cura que é a cura do cego de Jericó essa essa segunda cura de cegueira vai ser uma cura que será realizada de forma simples completa e que no final o cego passa a seguir Jesus simbolizando ali o
seguimento simbolizando também que esse cego que representa o discípulo vai seguir Jesus até o fim quer dizer até a morte eh na cruz bem vejamos agora alguns pontos para nossa conclusão a partir dos vários dados eh fornecidos pela análise de nosso texto dessa narrativa da da cura do séo de betzaida pode-se deduzir que essa perícope localizada imediatamente após Jesus ter confrontado os discípulos eh com a sua cegueira e surdez diante do sinal messiânico por excelência que lhes tinha dado nas duas cenas dos pães eh esse texto aqui tem como função realçar através da figura do
cego é Como já havia feito com a figura do surdo mudo a mentalidade que tomou conta de boa parte do grupo dos discípulos ou seja sua cegueira sua incapacidade de enxergar de ver quem é Jesus bem de fato na perícope anterior Jesus os havia advertido sobre o perigo de que o fermento dos fariseus e de Herodes Eh Ou seja sua ideologia já tivesse sido introduzido entre eles pois não haviam entendido o significado das duas cenas dos pães e lhes havia repreendido eh por seu ofuscamento e fechamento diante de seu ensinamento em termos de ver e
escutar tem olhos e não vem tem ouvidos e não ouvem da mesma forma na perícope seguinte apesar de Pedro em nome de todos reconhecer que Jesus é o messias ele como acaba de fazer com o cego recém curado lançará uma admoestação proibindo-os terminantemente de dizê-lo a ninguém po que eles não acertaram sobre o verdadeiro sentido de seu messianismo então aqui a referência novamente é ao segredo messiânico né esse não não não dizer a ninguém da mesma forma que ele disz para o cego não não entre no povoado é tem está dentro do dessa questão do
segredo assim é necessário que os discípulos sejam curados de sua visão a história do céo de bsid constitui uma espécie de parábola do caminho eh que os discípulos têm que percorrer se realmente querem vê-lo com clareza um ponto importante só Jesus tem a capacidade de tirá-los de sua cegueira essa cegueira será curada de forma total no relato da cura do séo de Jericó em Marcos 10:46 a 52 no qual curado que se encontrava à Beira do Caminho seguirá Jesus como discípulo e logo depois temos a sessão de Jerusalém em que Jesus concluirá sua missão na
cruz ressurreição bem da mesma forma o relato da cura do século de beida anteciparia que eh os discípulos erão ver com clareza como cego curado Somente depois da Ressurreição Ou seja somente depois dos acontecimentos anunciados por Jesus em Marcos 8:31 eh a conclusão da passagem aponta para a ressurreição como o momento da Visão Clara já que aqui Jesus envia o homem para sua casa proibindo implicitamente de de permitir que suas curas seja eh conhecida Então se compreende que Os relatos de Milagres na Trama do Evangelho não são nem fatos de crônica nem gestos espetaculares ou
edificantes mas momentos decisivos da revelação de Jesus e de sua missão e aqui a Cura do Cego de betsaida simboliza que no processo da caminhada de dos discípulos com Jesus eles vão entrar justamente nesse processo de cura gradual é através do ensinamento de Jesus alcançando no final somente após os eventos da Cruz e ressurreição a a a a cura eh total né vamos ver com clareza com nitidez eh Que tipo de Messias Jesus é bem com isso nós encerramos nossa aula sobre o relato da Cura do Cego de beid nos vemos no nosso próximo encontro
até [Música] lá